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editorial
. 2023 Feb 17;120(1):e20230021. [Article in Portuguese] doi: 10.36660/abc.20230021
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A Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada Cardiovascular na Cardiologia do Presente e Futuro

Carlos E Rochitte 1,2
PMCID: PMC12080721  PMID: 36888759

Métodos de imagem não invasivos modernos, como a tomografia computadorizada cardiovascular (TCC) e a ressonância magnética cardiovascular (RMC), têm a capacidade de diagnosticar e monitorizar uma ampla gama de doenças cardiovasculares com acurácia, precisão e segurança sem precedentes.1 - 3 Com a evolução do entendimento sobre as doenças cardiovasculares e a disponibilidade de novos e revolucionários tratamentos, informações detalhadas e quantitativas sobre o estágio da doença passaram a ser fundamentais para a tomada de decisão mais apropriada para cada paciente, um dos pilares da medicina personalizada.

Como exemplo, podemos citar a alta acurácia da TCC no diagnóstico e na quantificação da aterosclerose e estenose coronárias ( Figura 1 ), e a avaliação da significância funcional pela técnica de reserva de fluxo fracional ( fractional flow reserve , FFR) por TC. Considerando os novos conhecimentos de que características específicas da placa e a carga global de placa da árvore coronária podem ser indicadores poderosos do prognóstico da doença arterial coronariana (DAC), a TCC passa a ser peça fundamental na decisão terapêutica, seja para a revascularização de estenoses, seja na prevenção de eventos cardiovasculares adversos. Um outro exemplo da TCC é a capacidade de monitorizar a resposta das placas ateroscleróticas a terapias avançadas como aquelas envolvendo a interferência na PCSK9 por anticorpos monoclonais ou por RNA de interferência.1 - 3 , 4 - 6

Figura 1. – Indicações da tomografia computadorizada cardiovascular.

Figura 1

AngioTC: angiotomografia; DAC: doença arterial coronária; PTC: perfusão miocárdica por tomografia computadorizada; FFRct: reserva de fluxo fracional por tomografia computadorizada; TAVI: implante transcateter de válvula aórtica.

Ainda na DAC, a RMC permite a investigação detalhada do ventrículo esquerdo e seu miocárdio, com técnicas que incluem a avaliação da função contrátil global e regional ( strain miocárdicos), visualização do infarto e quantificação da viabilidade miocárdica de forma precisa, e a perfusão miocárdica durante estresse que permite a detecção de defeitos perfusionais associados a estenoses coronárias hemodinamicamente significativas ( Figura 2 ). Mais recentemente, a RMC pode quantificar o fluxo miocárdico absoluto em mL/min/g em repouso e estresse, permitindo o cálculo da reserva de fluxo coronário ( coronary flow reserve , CFR), algo antes só possível por técnicas mais complexas como o PET/TC. O CFR é atualmente considerado o parâmetro mais preciso para caracterizar isquemia miocárdica, sendo essencial na definição de doença microvascular (INOCA, ischaemia with no obstructive coronary artery disease ), quando não há estenose coronária significativa detectável.1 - 3 , 7

Figura 2. – Técnicas e indicações clínicas de Ressonância Magnética Cardiovascular.

Figura 2

RM: ressonância magnética; FSE: Spin-eco rápido; FatSat: saturação de gordura.

Com estas breves explanações, fica claro que a parceria da RMC e TCC já é fundamental na Cardiologia avançada atual e serão pilares essenciais da Cardiologia do futuro, na assistência e desenvolvimento.

Além da DAC, no âmbito das cardiomiopatias (CMP) e da insuficiência cardíaca (IC), as técnicas de RMC e TCC têm sido mais utilizadas, objetivando diagnósticos mais precoces, mais precisos e quantitativos, o que leva à escolha de terapias mais apropriadas. Na IC, como síndrome clínica, a RMC e a TCC podem avaliar parâmetros quantitativos da função ventricular direita e esquerda, geometria ventricular, contratilidade regional específica ( strain miocárdicos), volume e função atrial, em particular do átrio esquerdo. No diagnóstico de CMP, além dos parâmetros citados para IC, a caracterização tecidual do miocárdio passa a ter papel fundamental, seja ela pelo clássico realce tardio, seja pela avaliação quantitativa da matriz intersticial do miocárdico com os cálculos do T1 (tempo de relaxamento longitudinal), T2 (relaxamento transversal) e volume extracelular do miocárdio ( extracellular volume , ECV). Os mapas paramétricos do T1 pré e pós-contraste fornecem o cálculo do ECV e, associados ao T2 miocárdico, podem dar uma visão abrangente da microestrutura do miocárdio em suas alterações mesmo que discretas. Importante destacar que embora esses parâmetros sejam avaliados classicamente pela RMC, a TCC também pode avaliar o realce tardio miocárdico e o ECV de forma precisa.1 - 3 , 8 - 14

Ainda no diagnóstico das CMP, as técnicas de caracterização tecidual pela RMC e TCC são hoje peças-chaves nas fases iniciais da doença. Como exemplo, na CMP dilatada, a presença de realce tardio do tipo ring-like eleva em muito o risco arritmogênico maligno desta entidade. Nas CMP que cursam com hipertrofia ventricular, e nas quais os diferenciais de hipertrofia incluem cardiomiopatia hipertrófica, CMP infiltrativa ou de depósitos, a RMC tem um papel crucial no diagnóstico e estadiamento da doença. Recentemente, por exemplo, a amiloidose com envolvimento cardíaco tem sido diagnosticada de forma muito mais frequente, precoce e mesmo sem necessidade de biópsia, utilizando técnicas de multimodalidade de imagem cardiovascular. A RMC tem papel central no diagnóstico e único no seguimento e monitorização da carga amiloide durante tratamento.10 , 12 Na maioria das doenças cardiovasculares, pouquíssimos aspectos não são avaliados pela combinação destes dois poderosos métodos de imagem cardiovascular não invasivos, a RMC e a TCC.

Este editorial reforça o que muitos autores e sociedades médicas de cardiologia têm enfatizado, a RMC e TCC são os instrumentos fundamentais para a fenotipagem avançada das doenças cardiovasculares. O fenótipo avançado correto em associação com a síndrome clínica e o genótipo (em algumas situações específicas) são a base para a escolha do melhor tratamento personalizado das doenças cardiovasculares. A Cardiologia, em nível terciário de atenção, não pode prescindir da RMC e TCC, o que tem sido demonstrado por inúmeras diretrizes clínicas, regulamentações oficiais, e mesmo nas descrições de programas da disciplina de Cardiologia de universidades de ponta no Brasil e no exterior.15 , 16

O modelo clínico-fenotípico-genotípico tem sido corroborado pelas evidências científicas e avança rapidamente para uma adoção ampla na Cardiologia do futuro próximo.

Referências

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Arq Bras Cardiol. 2023 Feb 17;120(1):e20230021. [Article in English]

Cardiovascular Magnetic Resonance and Cardiovascular Computed Tomography in the Present and Future Cardiology

Carlos E Rochitte 1,2

Modern non-invasive imaging techniques like cardiovascular computed tomography (CCT) and cardiovascular magnetic resonance (CMR) can diagnose and monitor a wide range of cardiovascular diseases with unprecedented accuracy and safety.1 - 3 With advances in the understanding of cardiovascular diseases and increasing availability of new and revolutionary therapies, detailed and quantitative information of disease stage have become crucial for the appropriate decision-making for each patient, which is one of the pillars of personalized medicine.

As an example, we can mention the high accuracy of CCT in the diagnosis and quantification of coronary atherosclerosis and stenosis ( Figure 1 ), and assessment of functional significance by the fractional flow reserve (FFR) technique. Considering recent knowledge of the role of characteristics of the plaque and the global burden of the atherosclerotic plaque involving the coronary tree on the prognosis of coronary artery disease (CAD), CCT has turned out to be a key tool in therapeutic decision making, be it for stenosis revascularization, be it for prevention of adverse cardiovascular events. Another example is the ability of CCT in monitoring the response of atherosclerotic plaques to advanced therapies, like those including PCSK9 inhibition by monoclonal antibodies or RNA interference.1 - 3 , 4 - 6

Figure 1. – Cardiovascular computed tomography indications.

Figure 1

CTA: coronary computed tomography angiography; CTP: computed tomography perfusion; FFRct: fractional flow reserve by computed tomography; TAVI: transcatheter aortic valve implant/replacement; TVMR: transcatheter mitral valve replacement; CAD: coronary artery disease.

Also in CAD, CMR allows a detailed examination of the left ventricle and its myocardium, by techniques that include the assessment of global and regional contraction (myocardial strain), accurate visualization of infarction and quantification of myocardial viability, and myocardial perfusion during stress, which allows the detection of perfusion defects associated with hemodynamically significant coronary stenosis ( Figure 2 ). More recently, CMR has been used to quantify absolute myocardial flow (mL/min/g), both at rest and during stress, enabling the calculation of coronary flow reserve (CFR), which was only possible via more complex techniques, like PET/CT. CFR is currently considered the most accurate parameter for characterizing myocardial ischemia, being fundamental in defining coronary microvascular disease (INOCA, ischemia with no obstructive coronary artery disease), when there is no detectable significant coronary stenosis.1 - 3 , 7

Figure 2. – Cardiovascular Magnetic Resonance techniques and indications.

Figure 2

LGE: late gadolinium enhancement; MRA: magnetic resonance angiography; MR: magnetic resonance; FSE: fast spin-echo; FatSat: fat saturation.

Based on the above, the partnership between CMR and CCT is already crucial in current advanced cardiology and will be essential pillars of future cardiology, in terms of care and development.

In addition to CAD, CMR and CCT have been increasingly used in cardiomyopathies (CMP) and heart failure (HF), focusing on earlier and more precise quantitative diagnosis, that lead to more appropriate therapeutic choices. In HF, as a clinical syndrome, both CMR and CCT can examine quantitative parameters of right and left ventricular function, ventricular geometry, regional contractility (myocardial strain), atrial volume and function, particularly in the left atrium. In the diagnosis of CMP, in addition to the parameters for HF, myocardial tissue characterization plays a crucial role, for the classical myocardial late enhancement and for the quantitative assessment of myocardial interstitial matrix by calculation of T1 (longitudinal relaxation time), T2 (transversal relaxation time), and myocardial extracellular volume (ECV). Pre- and post-contrast parametric maps at T1 enable the ECV estimation and, combined with myocardial T2, can provide a comprehensive view of myocardial microstructure and its changes, even discrete ones. It is worth pointing out that, although these parameters are classically evaluated by CMR, CCT can also precisely evaluate myocardial late enhancement and ECV.1 - 3 , 8 - 14

Also in the context of CMP, the techniques of tissue characterization by CMR and CCT are key elements in the initial stages of the disease. As an example, in dilated CMP, the presence of a ring-like late gadolinium enhancement greatly increases the risk of malignant arrhythmia. In CMP that progress to ventricular hypertrophy, and that differential diagnoses of hypertrophy include hypertrophic, infiltrative or deposition CMP, CMR plays a crucial role in disease diagnosis and staging. For example, the diagnosis of amyloidosis with cardiac involvement has been made more frequently and earlier, even without the need of biopsy, using multimodal cardiovascular imaging techniques. CMR plays a central and unique role in the follow-up and monitoring of amyloid burden during treatment.10 , 12 In most cardiovascular diseases, very few aspects cannot be evaluated by the combination of these two powerful non-invasive cardiovascular imaging techniques – CMR and CCT.

This editorial reinforces what many authors and cardiology societies have highlighted – CMR and CCT are fundamental tools for the advanced phenotyping of cardiovascular diseases. A correct advanced phenotyping, in combination with the clinical syndrome and genotyping (in some cases) form the basis of choosing the best individualized treatment for cardiovascular disease patients. Both CMR and CCT are indispensable in settings of tertiary cardiology care; this has been emphasized in several guidelines, official regulations, and even in cardiology disciplines offered in top-notch universities in Brazil and other countries.15 , 16

The clinical-phenotype-genotype model has been supported by scientific evidence and has rapidly advanced towards a wide-scale use in near future.


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