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. 2025 Sep 17;122(9):e20250615. [Article in Portuguese] doi: 10.36660/abc.20250615
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Posicionamento sobre a Saúde Cardiometabólica ao Longo do Ciclo de Vida da Mulher – 2025

Gláucia Maria Moraes de Oliveira 1, Maria Cristina Costa de Almeida 2,3, Cynthia Melissa Valério 4, Fernando Giuffrida 5, Larissa Neto Espíndola 6,7, Maria Cristina de Oliveira Izar 8, Celi Marques-Santos 9,10, Claudia Maria Vilas Freire 11, Carlos Japhet da Matta Albuquerque 12,13, Antonio Carlos Pallandri Chagas 14,15, Dalton Bertolim Précoma 16, Evandro Tinoco Mesquita 17, José Francisco Kerr Saraiva 18, Maria Elizabeth Navegantes Caetano Costa 19, Viviana de Mello Guzzo Lemke 20, Alexandre Jorge Gomes de Lucena 21, Andréa Araujo Brandão 22, Antonio Aurelio de Paiva Fagundes Junior 23,24,25, Ariane Vieira Scarlatelli Macedo 26, Carisi Anne Polanczyk 27, Cristiane Bauermann Leitão 28, Daniel Souto Silveira 29, Elaine dos Reis Coutinho 31, Eliana Aguiar Petri Nahas 30, Elizabeth Regina Giunco Alexandre 32, Erika Maria Gonçalves Campana 22, Erika Olivier Vilela Bragança 33, Fernanda Marciano Consolim Colombo 15, Imara Correia de Queiroz Barbosa 34, Ivan Romero Rivera 35, Jaime Kulak Junior 36, João Eduardo Nunes Salles 37, João Roberto de Sá 14, José Maria Soares Júnior 38, Larissa de Almeida Dourado 14, Lidia Zytynski Moura 39, Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães 40, Luciano de Melo Pompei 14, Luiz Guilherme Passaglia 11,41, Marcelo Heitor Vieira Assad 42, Marcio Alexandre Hipólito Rodrigues 43, Maria Alayde Mendonça Rivera 35, Maria Antonieta Albanez Albuquerque de Medeiros Lopes 44,45, Maria Sanali Moura de Oliveira Paiva 46, Marildes Luiza de Castro 43, Milena dos Santos Barros Campos 9,10,47, Olga Ferreira de Souza 22, Orlando Otávio de Medeiros 48, Rafaela Andrade Penalva Freitas 49, Regina Coeli Marques de Carvalho 50,51, Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva 52,53, Thais de Carvalho Vieira Rodrigues 54, Walkiria Samuel Avila 15, Wellington Santana da Silva Júnior 55, Willyan Issamu Nazima 56, Lucia Helena Simões da Costa-Paiva 57, Maria Celeste Osorio Wender 27
PMCID: PMC12674840  PMID: 41294176

Posicionamento sobre a Saúde Cardiometabólica ao Longo do Ciclo de Vida da Mulher – 2025
O relatório abaixo lista as declarações de interesse conforme relatadas à SBC pelos especialistas durante o período de desenvolvimento deste posicionamento, 2024/2025.
Especialista Tipo de relacionamento com a indústria
Alexandre Jorge Gomes de Lucena Nada a ser declarado
Antonio Aurelio de Paiva Fagundes Junior Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca: Lokelma; Boehringer-Ingelheim: Metalyse; Novartis: Sybrava; Abbot: Ritmonorm; Mundipharma: Rezzayo; Libbs: Plenance.
B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Novartis: insuficiência renal; Eli lilly: Lipoproteína A.
Antonio Carlos Palandri Chagas Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Instituto de Vita.
Ariane Vieira Scarlatelli Macedo Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Bayer: anticoagulação e insuficiência cardíaca; Pfizer: anticoagulação e amiloidose; Jannsen: leucemia.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Bayer: insuficiência cardíaca.
Carisi Anne Polanczyk Nada a ser declarado
Carlos Japhet da Matta Albuquerque Nada a ser declarado
Celi Marques Santos Nada a ser declarado
Claudia Maria Vilas Freire Nada a ser declarado
Cristiane Bauermann Leitão Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Novo Nordisk.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Lilly.
Cynthia Melissa Valerio Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Novo Nordisk: Diabetes e Obesidade; Boehringer Ingelheim: Diabetes; Eli Lilly: Diabetes e Obesidade; AstraZeneca: Diabetes; EMS: Diabetes e Obesidade.
B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Chiesi: metreleptina.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Chiesi: metreleptina.
Daniel Souto Silveira Nada a ser declarado
Dalton Bertolim Precoma Declaração financeira
B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Janssen: anticoagulação; Astrazeneca: dislipidemia e inibidores da aldosterona; Novonordisk: insuficiência cardíaca; Arrowhead: dislipidemia; Vertrix: antiagregação plaquetária.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Daiichi Sankyo: anticoagulação; GSK: vacinas; Astrazeneca: cardiometabolismo.
Elaine dos Reis Coutinho Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Novartis: Sybrava; Biolab: Livalo e Repatha; Daichii sankyo: Nustendi.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Novartis, Daichii, Biolab.
Eliana Aguiar
Petri Nahas
Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Libbs: Yumi, Iziz, Libiam, Natifa; Theramex: Estreva Gel, linha Systen; Exeltis: Gynpro; Gedeon: Lenzetto; Besins: Oestrogel; Astellas: Veoza.
Elizabeth Regina Giunco Alexandre Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Servier: Vastarel MR; Lilly: Mounjaro; Libbs: Ebatz e Stanglitz, NovoNordisk: Ozempic; Astra Zeneca: Breztri; Boehringer-Ingelhein: Glyxambi; Mantecorpp: Nesina/Addera.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Lilly.
Erika Maria
Gonçalves Campana
Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Servier, Brace Pharma, Biolab, Momenta.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Servier, Biolab: hipertensão.
Érika Olivier
Vilela Bragança
Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Biolab: Dozoito.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Merck.
Evandro Tinoco Mesquita Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Ache: material educacional e aulas Astra.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Pfizer: amiloidose.
Fernanda Marciano Consolim Colombo Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Daiichi Sankyo; Merck; Servier; AstraZeneca.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Daiichi Sankyo; Servier.
Fernando M. A. Giuffrida Nada a ser declarado
Gláucia Maria Moraes de Oliveira Nada a ser declarado
Imara Correia de Queiroz Barbosa Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca: insuficiência cardíaca (Forxiga, Selozok); Servier: hipertensão (Triplixam).
Ivan Romero Rivera Nada a ser declarado
Jaime Kulak Junior Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Bayer: Mirena; Besins: Vagifem; Biolab: Qlaira; Theramex: Systen, Estreva; Merck: Glifage XR; Astellas: Fezolinetanto.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Astellas: Congresso da International Menopause Society; Besins: Congresso da FIGO e Congresso da International Menopause Society.
João Eduardo
Nunes Salles
Nada a ser declarado
João Roberto de Sá Nada a ser declarado
José Francisco
Kerr Saraiva
Declaração financeira
C - Financiamento de pesquisa (pessoal), cujas receitas tenham sido provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Bayer: finerinona; Novo Nordisk: semaglutida; AstraZeneca: ciclosilicato de Zirconio, dapagliflozina; Amgen: evolocumabe; Boehringer Ingelheimer: empagliflozina; Lilly: tirzepatida, viatris atorvastatina; Daichii Sankyo: ácido bempedoico/Edoxabana; Mantecorp: rosuvastatina.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Bayer: finerinona; Novo Nordisk: Semaglutida; AstraZeneca: ciclosilicato de Zirconio, dapagliflozina; Amgen: evolocumabe; Boehringer Ingelheimer: empagliflozina; Lilly: tirzepatida, viatris atorvastatina; Daichii Sankyo: ácido bempedoico/edoxabana.
José Maria Soares Júnior Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Pfizer: Abrysvo; Libbs: Zaila.
Larissa de Almeida Dourado Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- EMS: Xakilis; Novartis: Sybrava.
Larissa Neto Espíndola Macedo Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Servier: Trimetazidina.
Lidia Zytynski Moura Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Bayer, Merck, Novartis, Novo Nordisk, Lilly, Viatris.
Outros relacionamentos
Participação societária de qualquer natureza e qualquer valor economicamente apreciável de empresas na área de saúde, de ensino ou em empresas concorrentes ou fornecedoras da SBC:
- Novo Nordisk, Astra.
Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães Nada a ser declarado
Lucia Helena Simões da Costa Paiva Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- BAYER: diu mirena; Astellas Fezolinetanto; Theramex Systen e Estreva Gel, Besisn Vagifem.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Astellas; Congresso da International Menopaus Society 2024.
Luciano de Melo Pompei Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Abbott, Aché, Astellas, Bayer, Besins, Biolab, Mantecorp, Libbs, Theramex.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Besins.
Luiz Guilherme Passaglia Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Conselho Médico Consultivo da DASA em Minas Gerais.
Outros relacionamentos
Participação em órgãos governamentais de regulação, ou de defesa de direitos na área de cardiologia:
- Membro do Comitê de Cardiologia do CRM MG e membro da Comissão Municipal de Cardiologia da Secretaria Municipal de Saúde de BH.
Marcelo Heitor
Vieira Assad
Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca: Forxiga; BAYER: Firialta; Biolab: Repatha; Boerhringer Ingelheim: Glyxambi; Daiichy Sankyo: Benicar, Nustendi; EMS: Bramicar; GSK: Shingrix; Libbs: Stanglit; Lilly: Mounjaro; Novo Nordisk: Wegovy e Wegov: Rybelusus e Ozempic; Novartis: Sybrava; Pfizer: Prevenar 20; Viatris: Lipitor, Inspra.
B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AMGEN: Olpasirana.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Bayer: Firialta; Daiichi Sankyo: Benicar; Novo Nordisk: Wegovy.
Marcio Alexandre Hipólito Rodrigues Declaração financeira
B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Besins, Theramex.
Maria Alayde Mendonça Rivera Nada a ser declarado
Maria Antonieta Albanez Albuquerque de Medeiros Lopes Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Boston, Medtronic, Daiichi Sankyo.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Boston.
Maria Celeste Osorio Wender Nada a ser declarado
Maria Cristina Costa de Almeida Nada a ser declarado
Maria Cristina de Oliveira Izar Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Amgen: Repatha; Amryt Pharma: Lojuxta; AstraZeneca: Dapagliflozina; Aché: Trezor, Trezete; Biolab: Livalo, Posicor, Repatha; Abbott: Lipidil; EMS: Rosuvastatina; Eurofarma: Rosuvastatina; Sanofi: Praluent, Zympass, Zympass Eze, Efluelda; Libbs: Plenance, Plenance Eze; NovoNordisk: Ozempic; Servier: Acertamlo, Acertalix; PTCBio: Waylivra; Ultragenyx: Evkeeza; Alnylam: AMVUTTRA; GSK: Shingrix, Arexvy.
B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- PTCBio: Waylivra; Amgen: Repatha; Novartis: Inclisiran, Pelacarsen; NovoNordisk: Ziltivekimab.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Novo Nordisk: Diabetes, Ziltivekimabe; GSK: vacinas.
Possui qualquer outro interesse (financeiro ou a qualquer outro título) que deva ser declarado tendo em vista o cargo ocupado na SBC, ainda que não expressamente elencado anteriormente:
- Membro do Comitê Gestor da Rede Hipertri Brasil.
Maria Elizabeth Navegantes Caetano Costa Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Libbs: Plenance Enze; Servier: Vastarel.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Libbs; Servier: Participação em congresso.
Maria Sanali Moura de Oliveira Paiva Outros relacionamentos
Participação societária de qualquer natureza e qualquer valor economicamente apreciável de empresas na área de saúde, de ensino ou em empresas concorrentes ou fornecedoras da SBC:
- Cardiologia.
Marildes Luiza de Castro Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Novartis: Sacubitril/Valsartana; Pfizer: Patisiran; Merck: Vericiquat; Amgen.
Milena dos Santos Barros Campos Nada a ser declarado
Olga Ferreira de Souza Nada a ser declarado
Orlando Otávio de Medeiros Nada a ser declarado
Rafaela Andrade Penalva Freitas Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca: diabetes; NovoNordisk: diabetes, obesidade; Daiichi Sankyo Brasil: dislipidemia; Servier: doença coronária crônica; Libbs: diabetes; Mantecorp: diabetes.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca: diabetes; Novartis: dislipidemia; Novo Nordisk: diabetes, obesidade.
Regina Coeli Marques de Carvalho Nada a ser declarado
Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca: diabetes; NovoNordisk: diabetes, obesidade; Daiichi Sankyo Brasil: dislipidemia; Servier: doença coronária crônica; Libbs: diabetes; Mantecorp: diabetes.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca: diabetes; Novartis: dislipidemia; Novo Nordisk: diabetes, obesidade.
Thais de Carvalho Vieira Rodrigues Nada a ser declarado
Viviana de Mello Guzzo Lemke Nada a ser declarado
Walkiria Samuel Avila Nada a ser declarado
Wellington Santana da Silva Júnior Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Abbott, AstraZeneca, Brace Pharma, Libbs, Lilly, Novartis, Novo Nordisk.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca, Novo Nordisk.
Willyan Issamu Nazima Nada a ser declarado

Sumário

  • 1. Introdução 16

  • 2. Highlights 19

  • 3. Inflamação e suas Implicações no Sistema Cardiovascular 24

    • 3.1. Inflamação e Aterosclerose 24

    • 3.2. Inflamação e Insuficiência Cardíaca na Mulher 25

    • 3.3. Aspectos Hormonais na Inflamação 26

    • 3.4. Inflamação na Cardio-oncologia 26

    • 3.5. Inflamação na Gravidez e Pré-eclâmpsia 27

  • 4. Implicação dos Esteroides Sexuais na Saúde Cardiometabólica 29

    • 4.1. Origem e Metabolismo dos Esteroides Sexuais 29

    • 4.2. Classificação Química dos Estrogênios 29

      • 4.2.1. Estrogênios Naturais 29

      • 4.2.2. Estrogênios Sintéticos 29

    • 4.3. Classificação Química dos Progestagênios 29

      • 4.3.1. Progesterona Natural 29

      • 4.3.2. Progestagênios 29

    • 4.4. Indicações Comuns de Terapêuticas com Estrogênios, Progestagênios e Testosterona na Mulher 30

      • 4.4.1. Síndrome dos Ovários Policísticos 30

      • 4.4.2. Contracepção Hormonal 31

      • 4.4.3. Terapia Hormonal da Menopausa: Regimes, Doses e Vias, com Foco na Saúde Cardiovascular 33

    • 4.5. Riscos: Efeitos Metabólicos, Tromboembolismo e Câncer de Mama 33

      • 4.5.1. Efeitos Metabólicos 33

      • 4.5.2. Tromboembolismo 33

      • 4.5.3. Câncer de Mama 34

  • 5. Indicadores de Saúde Cardiometabólica 34

    • 5.1. Avaliação de Fatores de Risco Reprodutivos com Implicações na Saúde Cardiometabólica 34

      • 5.1.1. Puberdade e Período Pré-gestacional 34

        • 5.1.1.1. Idade da Menarca 34

        • 5.1.1.2. Características do Ciclo Menstrual 34

      • 5.1.2. Gestação e Período Pós-parto 34

        • 5.1.2.1. Alterações de Peso na Gestação 34

        • 5.1.2.2. Disglicemia Gestacional 35

        • 5.1.2.3. Dislipidemia Gestacional 36

        • 5.1.2.4. Comportamento Pós-parto 36

      • 5.1.3. Transição da Menopausa 36

        • 5.1.3.1. Idade da Menopausa 36

        • 5.1.3.2. Sintomas Vasomotores 36

        • 5.1.3.3. Terapia Hormonal da Menopausa 36

      • 5.1.4. Saúde Metabólica Pós-menopausa 37

        • 5.1.4.1. Mudanças Metabólicas na Menopausa 37

        • 5.1.4.2. Diabetes Mellitus 37

        • 5.1.4.3. Dislipidemia 37

    • 5.2. Indicadores Antropométricos 37

      • 5.2.1. Índice de Massa Corpórea 37

      • 5.2.2. Circunferência da Cintura – População Brasileira 37

      • 5.2.3. Razão Cintura/Quadril 37

      • 5.2.4. Percentual de Gordura Corporal 38

      • 5.2.5. Razão Cintura/Estatura 38

    • 5.3. Biomarcadores 38

      • 5.3.1. Perfil Lipídico (Colesterol Total e Frações LDL e HDL; Triglicerídeos) 38

      • 5.3.2. Glicemia e Hemoglobina Glicada 38

      • 5.3.3. Proteína C Reativa 38

      • 5.3.4. Fibrinogênio 38

      • 5.3.5. Homocisteína 39

      • 5.3.6. Adipocinas 39

  • 6. Cardiometabolismo no Período Infanto-juvenil 39

    • 6.1. Definições e Critérios Diagnósticos 40

      • 6.1.1. Fisiopatologia 40

      • 6.1.2. Menarca Precoce, Menarca Tardia e Risco Cardiometabólico 40

    • 6.2. Irregularidades Menstruais e Risco Cardiometabólico 40

      • 6.2.1. Mecanismos Fisiopatológicos 41

      • 6.2.2. Avaliação Clínica e Biomarcadores 41

      • 6.2.3. Intervenções Terapêuticas 41

    • 6.3. Obesidade, Transtornos Alimentares e Risco Cardiovascular: Impactos a Longo Prazo 42

      • 6.3.1. Transtornos Alimentares e Obesidade 42

      • 6.3.2. Fatores Hereditários e Prognóstico dos Transtornos Alimentares 42

      • 6.3.3. Consequências Futuras dos Transtornos Alimentares 42

      • 6.3.4. Obesidade Infantil e Desfechos Cardiovasculares 42

      • 6.3.5. Transtornos Alimentares e Risco Cardiovascular 43

  • 7. Continuum Cardiometabólico e Idade Reprodutiva 43

    • 7.1 Síndrome dos Ovários Policísticos 43

    • 7.2. Infertilidade e seu Tratamento 44

    • 7.3. Modificações do Peso na Gestação 45

      • 7.3.1. Impacto Materno do Ganho de Peso Gestacional Excessivo 45

      • 7.3.2. Impacto Fetal do Ganho de Peso Gestacional Excessivo 46

    • 7.4. Disglicemia Gestacional 46

    • 7.5. Dislipidemia Gestacional 47

      • 7.5.1. Impacto da Dislipidemia na Gravidez 48

      • 7.5.2. Impacto da Gravidez em Pacientes com Hipercolesterolemia Familiar 49

    • 7.6. Endometriose e Risco Cardiovascular 49

      • 7.6.1. Fatores de Risco 50

    • 7.7. Psoríase 50

    • 7.8. Distúrbios Hipertensivos da Gestação e Disfunção Endotelial após a Menopausa 50

    • 7.9. Alterações Metabólicas no Período Pós-parto 50

      • 7.9.1. Fatores de Risco Cardiometabólico no Pós-parto 51

      • 7.9.2. Impacto de Diabetes Gestacional e Dislipidemia no Pós-parto 51

      • 7.9.3. Prolactina e Metabolismo no Pós-parto 51

  • 8. Transição Menopausal, Menopausa e Pós-menopausa e Saúde Cardiometabólica 52

    • 8.1. Gravidade dos Sintomas e suas Implicações na Saúde Cardiovascular 52

    • 8.2. Fatores de Risco Cardiovascular e Menopausa 52

    • 8.3. Terapia de Reposição Hormonal da Menopausa, Implantes Hormonais e Impacto Cardiometabólico 54

    • 8.4. Estratificação do Risco Cardiometabólico na Menopausa 55

  • 9. Distúrbios Cardiometabólicos nas Mulheres 55

    • 9.1. Obesidade e Síndrome Metabólica 56

    • 9.2. Diabetes Mellitus Tipo 2 56

    • 9.3. Doença Hepática Esteatótica Metabólica 57

    • 9.4. Doença Renal Crônica 59

  • 10. Estratégias para Abordar os Distúrbios Cardiometabólicos nas Mulheres 60

    • 10.1. Medidas Não Farmacológicas 60

    • 10.2. Intervenções Nutricionais 60

    • 10.3. Atividade Física 60

    • 10.4. Intervenções Psicossociais 60

    • 10.5. Tabagismo e Consumo de Álcool 60

    • 10.6. Condições Clínicas Específicas 61

    • 10.7. Estratégias Farmacológicas 61

      • 10.7.1. Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica 61

      • 10.7.2. Manejo das Dislipidemias 61

      • 10.7.3. Hipolipemiantes Orais 62

      • 10.7.4. Controle do Diabetes Mellitus 64

      • 10.7.5. Manejo da Obesidade 64

      • 10.7.6. Manejo da Doença Hepática Esteatótica Metabólica 65

      • 10.7.7. Manejo da Doença Renal Crônica 65

      • 10.7.8. Papel dos Análogos de GLP-1 no Tratamento Cardiometabólico em Mulheres 66

      • 10.7.9. Especificidades em Mulheres 66

      • 10.7.10. Semaglutida 66

      • 10.7.11. Tirzepatida 66

      • 10.7.12. Perspectivas Futuras 67

    • 10.8. Considerações Farmacológicas Específicas 67

      • 10.8.1. Interações Medicamentosas 67

      • 10.8.2. Importância do Controle de Peso 67

      • 10.8.3. Abordagem Individualizada 67

    • 10.9. Tratamento Cirúrgico 67

      • 10.8.1. Cirurgia Bariátrica 67

  • 11. Recomendações para o Manejo dos Distúrbios Cardiometabólicos nas Mulheres 67

  • Agradecimentos 69

  • Suplemento 74

  • Referências 85

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Ciclo de vida da mulher e o continuum cardiometabólico: fatores de risco e estratégias. Espiral representando o ciclo de vida da mulher (fases) e sua associação com o continuum cardiometabólico. Os eventos reprodutivos estão escritos em azul, marcando cada fase em que se apresentam, como idade da menarca (precoce ou tardia), SOP, DG, etc. Os principais fatores de risco cardiometabólico, como resistência à insulina, dislipidemia, obesidade central e inflamação crônica, estão representados ao redor da espiral, onde se destacam ainda os principais pontos de intervenção ao longo da vida, incluindo rastreamento precoce, terapias farmacológicas, mudanças no estilo de vida e abordagem multidisciplinar, visando à prevenção primária e secundária da doença cardiovascular na mulher. DG: diabetes gestacional; SOP: síndrome dos ovários policísticos; IOP: insuficiência ovariana prematura; SVM: sintomas vasomotores; MEV: mudanças no estilo de vida.

1. Introdução

A saúde cardiometabólica pode ser caracterizada por níveis ideais de glicose e lipídios séricos e de pressão arterial (PA), associados com adiposidade e risco cardiovascular (RCV) baixos. Usualmente, a saúde cardiometabólica é a ausência de disfunção metabólica característica de doenças, que incluem doenças cardiovasculares (DCV), diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e síndrome metabólica (SM). A má saúde metabólica é responsável por uma carga populacional substancial de incapacidade, doença e morte por causas cardiovasculares e neoplásicas e por todas as causas. É cada vez mais reconhecido que diferentes características relacionadas à reprodução estão associadas a doenças metabólicas com base na epidemiologia do curso de vida, que postula que fatores biológicos, comportamentais e sociais durante estágios sensíveis da vida, mediados pela flutuação hormonal, agem de forma independente, cumulativa e interativa para influenciar o risco posterior de saúde e doença 1 , 2 ( Figura 1.1 ).

Figura 1.1. O espectro da saúde cardiometabólica. IMC: índice de massa corpórea; RCQ: razão cintura/quadril; RCE: razão cintura/estatura.

Figura 1.1

A prevalência de distúrbios cardiometabólicos está aumentando em todo o mundo, tanto em homens quanto em mulheres, e foi associada com maiores taxas de obesidade e seus fatores de risco (FR), como hipertensão e DM2. Adicionalmente, evidências crescentes sugerem que hormônios sexuais, mecanismos moleculares específicos do sexo e gênero podem influenciar o metabolismo da glicose e dos lipídios, impactando, assim, nos FR cardiometabólicos. Há também uma predominância emergente de tipos comuns de distúrbios cardiometabólicos, como insuficiência cardíaca (IC), fibrilação atrial e doença isquêmica do coração (DIC), que diferem entre pacientes do sexo masculino e feminino. Variações significativas específicas do sexo foram relatadas nos perfis de risco, ressaltando-se especialmente sua importância nas mulheres, nas quais os escores de risco são inadequados tanto para predizer as doenças aterotrombóticas, quanto para os desfechos relacionados, como morte cardiovascular, infarto do miocárdio (IM), acidente vascular cerebral (AVC), IC, arritmias ventriculares e supraventriculares, e necessidade de revascularização e de hospitalizações. 2

Se considerarmos o ranking das taxas de mortes e DALYs ( Disability-Adjusted Life Years - Anos de Vida Ajustados por Incapacidade, uma medida que representa a carga de doença numa população) por 100 mil habitantes por DCV, atribuíveis aos FR em homens e mulheres no Brasil em 2021, poderemos observar que os FR metabólicos representam os cinco primeiros elencados nas mulheres para as mortes, e os quatro primeiros para os DALYs. Destaca-se que o aumento da PA sistólica, do colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c), da massa corporal e da glicose sérica, nessa ordem, é comum para a ocorrência de morte e carga de DCV na população feminina brasileira. Além disso, a disfunção renal se apresenta como importante FR metabólico em homens e mulheres. É importante notar o aumento da massa corporal e da glicose sérica nos últimos 21 anos, representando um incremento relevante de obesidade e diabetes mellitus (DM) em homens e mulheres 3 ( Figuras 1.2 f e 1.3 ).

Figura 1.2. Ranking das taxas de mortalidade por 100 mil habitantes por doença cardiovascular atribuível aos fatores de risco, em homens e mulheres, no Brasil, em 2021.

Figura 1.2

Figura 1.3. Ranking das taxas de DALYs por 100 mil habitantes por doença cardiovascular atribuível aos fatores de risco, em homens e mulheres, no Brasil, em 2021. 3 .

Figura 1.3

Evidências recentes sugerem que as características reprodutivas femininas podem estar relacionadas com FR que contribuem para a disfunção metabólica posterior com ocorrência de DCV na menopausa. Essas características reprodutivas incluem: idade da menarca, irregularidade menstrual por causas endócrinas, desenvolvimento da síndrome dos ovários policísticos (SOP), ganho de peso excessivo na gestação, disglicemia e dislipidemia gestacionais, distúrbios hipertensivos da gestação, gravidade e momento dos sintomas da menopausa e o efeito do hipoestrogenismo sobre o sistema cardiovascular. Esses FR podem ser marcadores de disfunção futura ou podem ser explicados por etiologias subjacentes compartilhadas que promovem o desenvolvimento da doença a longo prazo. Identificar características potencialmente modificáveis têm uma influência importante nas estratégias para implementação de estilo de vida saudável, de terapias medicamentosas e cirúrgicas que podem aliviar a carga metabólica a longo prazo. 4 - 6

O continuum cardiometabólico, sequência de eventos cardiovasculares que decorrem de interações gene-ambientais, influências de estilos de vida pouco saudáveis e doenças metabólicas, como DM e hipertensão arterial sistêmica (HAS), ocorre de forma predominante ao longo do ciclo de vida das mulheres ( Figura 1.4 ). Em estudo recente, o continuum cardiometabólico foi investigado para avaliar as diferenças entre sexo e população em duas coortes distintas: o UK Biobank (17.700 participantes) e o Estudo Longitudinal Brasileiro de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil, com 7.162 participantes). Os autores estudaram o continuum cardiometabólico, empregando machine learning , e identificaram cinco padrões. Descreveram desvantagem feminina em termos do tempo de surgimento do continuum cardiometabólico. Na coorte do UK Biobank, quando a HAS foi a primeira doença no continuum cardiometabólico e foi diagnosticada isoladamente, ela ocorreu mais rapidamente entre as mulheres. Na coorte ELSA-Brasil, não apenas o DM ocorreu com mais frequência como a primeira doença no continuum cardiometabólico entre mulheres, mas também foi diagnosticado mais rapidamente quando seguido pela HAS. Além disso, as mulheres apresentaram maior incidência de HAS e DM isolados, e uma porcentagem menor delas foi classificada como saudável. Os autores destacam o acesso desigual a tratamento e diagnóstico adequados para o continuum cardiometabólico nas mulheres e enfatizam que políticas de saúde diferenciadas por sexo são particularmente mais necessárias no Brasil para reduzir as desigualdades existentes. 7

Figura 1.4. Continuum cardiometabólico nas diversas fases da vida da mulher.

Figura 1.4

O sistema cardiovascular, os rins e o fígado partilham FR, como dislipidemia, hipertensão, tabagismo, DM e obesidade central/troncal, e distúrbios metabólicos e funcionais compartilhados levam a danos nesses órgãos por meio de vias fisiopatológicas sobrepostas, nas quais são adicionadas as influências hormonais derivadas dos diversos ciclos de vida das mulheres. O crescimento dos FR metabólicos ao longo dos anos alerta para a necessidade de se aprimorarem o reconhecimento e o tratamento da doença cardiometabólica em mulheres, em especial por serem subdiagnosticadas e subtratadas, além de sua pequena participação nos ensaios clínicos que norteiam as estratégias terapêuticas atualmente disponíveis, que incluem modificações no estilo de vida, farmacoterapia e cirurgia. Ademais, o caráter inflamatório, notadamente maior nas mulheres com distúrbios cardiometabólicos, e as novas opções terapêuticas farmacológicas e cirúrgicas, que oferecem abordagens baseadas em mecanismos que podem atingir múltiplas vias fisiopatológicas que sofrem influências hormonais, precisam ser mais estudados no sexo feminino. Há necessidade de programas específicos em nível social para incentivar dieta saudável e atividade física, além da melhora do acesso a políticas públicas voltadas para mulheres com distúrbios cardiometabólicos. 4 , 8

Desse modo, o Posicionamento Sobre a Saúde Cardiometabólica ao Longo do Ciclo de Vida das Mulheres é um esforço conjunto do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DCM/SBC), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para diminuir a lacuna de conhecimento sobre os distúrbios cardiometabólicos nas mulheres.

A seguir apresentamos os Highlights desse posicionamento distribuídos por seus respectivos capítulos.

2. Highlights

Capítulo 3

  • Na mulher, a menopausa e as complicações da gravidez (particularmente pré-eclâmpsia/eclâmpsia) ativam a inflamação e aceleram a aterosclerose coronariana, promovendo rigidez vascular, disfunção endotelial e isquemia microvascular;

  • Variações biológicas entre mulheres e homens decorrem de diferenças na expressão gênica dos cromossomos sexuais moduladas por influências hormonais e ambientais, que resultam em condições cardiovasculares associadas à regulação autonômica e remodelação vascular e cardíaca;

  • Mulheres com ciclos irregulares por causas endócrinas frequentemente exibem estados pró-inflamatórios com elevação de marcadores inflamatórios que atuam como intermediadores na gênese aterosclerótica;

  • O aumento da prevalência de fatores de risco nas mulheres, como obesidade, diabetes e hipertensão, associados aos efeitos da menopausa, parecem explicar a maior prevalência de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada;

  • A associação entre inflamação crônica e adiposidade na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada parece estar relacionada a adipocinas no pericárdio e epicárdio, levando a inflamação na microcirculação, fibrose cardíaca e alteração do enchimento diastólico fisiológico;

  • O hipoestrogenismo da pós-menopausa promove alterações metabólicas, como o aumento da adiposidade central, piora do metabolismo glicídico e elevação dos níveis de colesterol total, LDL-c e triglicerídeos, apolipoproteínas e lipoproteína a.

Capítulo 4

  • Os hormônios esteroides sexuais ligam-se aos receptores hormonais presentes em diversos tecidos, exercendo seus múltiplos efeitos biológicos;

  • Terapias com uso de diferentes hormônios esteroides são indicações frequentes para tratamento de condições como síndrome dos ovários policísticos, contracepção e terapia de reposição hormonal da menopausa, condições que podem ter implicações no risco cardiometabólico;

  • Os contraceptivos orais combinados não estão recomendados para mulheres com histórico pessoal de tabagismo acima de 35 anos, doenças cardiovasculares e tromboembolismo venoso, diabetes com complicação vascular, enxaqueca com sinais neurológicos, hepatopatia grave, tumores hepáticos, câncer de mama e lúpus eritematoso sistêmico;

  • Os efeitos cardiovasculares da terapia de reposição hormonal da menopausa são influenciados por tipo e dose utilizados, via de administração e momento do início em relação à menopausa ("janela de oportunidade"). Sugerem-se maiores benefícios e menores efeitos adversos quando iniciada em mulheres com até 10 anos de pós-menopausa;

  • Os fatores que determinam a escolha do tipo e da dose da terapia de reposição hormonal da menopausa são a preferência da paciente, presença ou ausência do útero, necessidade contraceptiva, intensidade dos sintomas e comorbidades associadas.

Capítulo 5

  • A avaliação do ciclo menstrual pode ser usada como um dado adicional na investigação do estado de saúde cardiometabólica das mulheres;

  • Idade da menarca (precoce ou tardia), irregularidades do ciclo menstrual e síndrome dos ovários policísticos estão associadas a maior risco futuro de doenças cardiovasculares;

  • Na gravidez, ganho de peso anormal e alterações no perfil lipídico e na glicemia podem estar associados a desfechos adversos na gestação e no pós-parto, tanto para a mulher como para o concepto;

  • Hiperlipidemia durante a gravidez está associada a pré-eclâmpsia, parto prematuro e diabetes gestacional, apresentando os conceptos propensão à formação aumentada de estrias de gordura e risco aumentado de aterosclerose progressiva;

  • A gravidez é uma condição de resistência à insulina por si só (40% a 50% de aumento) e essa resistência pode ser agravada em mulheres com obesidade pré-gravidez, que também apresentam maior risco de desenvolverem diabetes gestacional;

  • Mulheres com intolerância à glicose na gestação correm risco de desfechos gestacionais adversos, mesmo que não tenham desenvolvido diabetes;

  • Na menopausa precoce e na presença de sintomas vasomotores de moderada a grave intensidade, existe maior propensão a um perfil lipídico mais aterogênico, resistência à insulina, maior elevação da pressão arterial, maior risco de síndrome metabólica, bem como piora da função endotelial e dos marcadores inflamatórios;

  • Os indicadores antropométricos, assim como os biomarcadores (perfil lipídico e glicêmico, proteína C reativa, fibrinogênio, homocisteína e adipocina), fornecem informações sobre a composição e a distribuição de gordura, refletindo o risco cardiometabólico.

Capítulo 6

  • Idade precoce ou tardia da menarca e irregularidades menstruais de causas endócrinas são importantes marcadores de risco metabólico e cardiovascular, cuja identificação precoce direciona para medidas preventivas, visando reduzir risco metabólico e carga de doenças cardiovasculares na população feminina;

  • A obesidade e os transtornos alimentares na infância e adolescência envolvem aspectos genéticos, metabólicos, comportamentais e ambientais e impactam de forma expressiva a saúde cardiovascular e mental ao longo da vida adulta;

  • A identificação precoce, o monitoramento contínuo e a implementação de estratégias terapêuticas desde a infância são essenciais para interromper o ciclo vicioso de obesidade, transtornos alimentares e suas complicações, minimizando os desfechos adversos a longo prazo.

Capítulo 7

  • Mulheres com síndrome dos ovários policísticos podem apresentar resistência à insulina e dislipidemia, que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares pelo excesso de androgênios, além do ganho de peso, com acúmulo de gordura visceral e processo inflamatório crônico;

  • A endometriose está associada a processo inflamatório crônico com aumento do estresse oxidativo e elevação de fatores de risco cardiovascular, aumento do risco de tromboembolismo venoso, doença isquêmica do coração, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral;

  • Tratamento para infertilidade pode acarretar repercussões no cardiometabolismo, como a síndrome de hiperestimulação ovariana, com elevação do risco de eventos tromboembólicos, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e distúrbios hipertensivos da gestação, aumentando os eventos cardiovasculares em longo prazo;

  • A psoríase é doença inflamatória crônica sistêmica associada a obesidade, síndrome metabólica, doenças cardio- e cerebrovasculares, arritmias cardíacas, apneia do sono, entre outras;

  • A pré-eclâmpsia é considerada como marcador de risco para doenças cardiovasculares ao longo da vida, que parece aumentar após a menopausa, com piora do perfil cardiometabólico;

  • A retenção excessiva de peso no pós-parto está associada a maior risco de dislipidemia e resistência à insulina;

  • Mulheres com histórico de diabetes gestacional têm maior probabilidade de apresentar distúrbios metabólicos no período pós-parto e por toda a vida, independentemente de outros fatores de risco cardiovascular tradicionais.

Capítulo 8

  • A diminuição dos níveis endógenos de estradiol durante a transição da menopausa associa-se a risco aumentado de distúrbios cardiometabólicos, como adiposidade abdominal, dislipidemia, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, estando relacionada a desregulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, ativação simpática, disfunção endotelial, inflamação e maior sensibilidade ao sódio;

  • As mulheres com insuficiência ovariana prematura e menopausa precoce apresentam risco maior de evento cardiovascular não fatal antes dos 60 anos;

  • A terapia de reposição hormonal da menopausa é utilizada para aliviar os sintomas da menopausa, não sendo indicada para prevenção primária ou secundária de distúrbio cardiometabólico;

  • A terapia de reposição de testosterona não está indicada para a melhora de saúde cardiometabólica ou musculoesquelética, sintomas vasomotores ou alterações de humor;

  • Os implantes hormonais na menopausa, notadamente os de testosterona, não são recomendados por não se conhecerem seus efeitos cardiometabólicos nem o risco de câncer de mama e de endométrio.

Capítulo 9

  • O ganho de peso nas gestações e sua manutenção no pós-parto, assim como a síndrome dos ovários policísticos, são fatores de risco para obesidade e aumento da resistência à insulina e dos outros componentes da síndrome metabólica;

  • As mulheres com diabetes mellitus tipo 2 apresentam maior risco de complicações cardiovasculares comparadas aos homens;

  • Menopausa, história de menarca precoce e síndrome dos ovários policísticos estão associadas ao aumento da suscetibilidade das mulheres à doença hepática esteatótica metabólica, cuja taxa de mortalidade por cirrose é mais alta do que a dos homens, sendo a principal causa de transplante de fígado em mulheres sem carcinoma hepatocelular;

  • Na doença renal crônica, as mulheres mostram maior prevalência de doença dialítica e maior velocidade de perda da taxa de filtração glomerular em relação aos homens, especialmente as mais idosas e no período pós-menopausa.

Capítulo 10

  • A crescente prevalência de distúrbios cardiometabólicos em mulheres representa um dos maiores desafios da saúde pública devido ao forte vínculo entre obesidade e doenças cardiovasculares;

  • A reeducação nutricional é o pilar central na prevenção dos distúrbios cardiometabólicos, sendo que a associação de planos nutricionais à prática regular de atividade física potencializa os efeitos benéficos, favorecendo a função cardiovascular e diminuindo a morbimortalidade nas mulheres;

  • Mulheres que participam de programas integrados de suporte psicológico apresentam melhora significativa no estilo de vida e melhores desfechos clínicos, como redução de peso, controle glicêmico e perfil lipídico;

  • O tabagismo é importante fator inflamatório crônico, particularmente acentuado em mulheres na pós-menopausa;

  • A atuação multidisciplinar tem se mostrado eficaz em gerar mudanças sustentáveis no estilo de vida, reduzindo a morbimortalidade por distúrbios cardiometabólicos;

  • A hipertensão constitui o fator de risco mais prevalente para doenças cardiovasculares em mulheres, incidente em todas as fases da vida, com aumento progressivo ao avançar da idade. A escolha e a condução das estratégias farmacológicas devem considerar as fases do ciclo reprodutivo, incluindo a perimenopausa e a pós-menopausa. O uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina e bloqueadores dos receptores da angiotensina II em mulheres em idade fértil exige cautela devido ao risco teratogênico;

  • A menopausa associa-se a elevações significativas do colesterol total, LDL-c, apolipoproteína B, triglicerídeos e lipoproteína a, além da possível redução do efeito protetor antiaterogênico do HDL-c. Apesar de níveis de HDL-c acima de 50 mg/dL serem desejáveis em mulheres, a prioridade terapêutica permanece na redução do LDL-c;

  • Mulheres apresentam progressão distinta do pré-diabetes para o diabetes mellitus tipo 2, frequentemente associada a maiores índices de obesidade e risco aumentado de complicações metabólicas. As mulheres podem apresentar maior risco de hipoglicemia com sulfonilureias e resposta distinta às glitazonas, relacionada à função renal e composição corporal. Quanto ao tratamento com análogos de GLP-1, especial cuidado deve ser tomado em mulheres em uso de contracepção oral;

  • Existem diversos tratamentos farmacológicos para obesidade com efeitos variáveis sobre o peso corporal, mas apenas tratamentos mais recentes associaram-se à redução de desfechos cardiovasculares e metabólicos;

  • O tratamento da doença hepática esteatótica metabólica consiste em modificações no estilo de vida com foco na redução de pelo menos 5% do peso corporal, uma vez que a perda de peso é a medida mais eficaz na melhora histológica da doença;

  • A gravidez é uma das principais causas de lesão renal aguda em mulheres em idade fértil e, junto com a pré-eclâmpsia, pode levar a doença renal crônica subsequente. A doença renal crônica tem um efeito negativo na gravidez, mesmo em estágios muito iniciais, e os riscos aumentam com sua progressão e com a concomitância de diabetes mellitus tipo 2;

  • A cirurgia bariátrica é recomendada para mulheres com índice de massa corpórea ≥ 35 kg/m² e histórico de diabetes, doença hepática esteatótica metabólica ou alto risco de eventos cardiovasculares, assim como para aquelas com índice de massa corpórea ≥ 40 kg/m², independentemente de comorbidades, para a melhoria dos parâmetros cardiometabólicos (perfil lipídico e glicêmico) e marcadores inflamatórios.

Capítulo 11

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Capítulo 11

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Capítulo 11

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3. Inflamação e suas Implicações no Sistema Cardiovascular

Inflamação é um processo de defesa do organismo ativado por agentes infecciosos, doenças autoimunes e inflamatórias, sendo influenciado pelos FR clássicos como DM, hipertensão, dislipidemia, obesidade e tabagismo. Associadas a esses fatores cardiorrenais metabólicos, há também as alterações do envelhecimento, chamado imunossenescência ou immuno-aging.

Na mulher, a menopausa e a gravidez, particularmente pré-eclâmpsia /eclâmpsia, ativam a inflamação e aceleram a aterosclerose coronariana, promovendo rigidez vascular, disfunção endotelial e isquemia microvascular. São exemplos relevantes do papel da inflamação nas DCV notadamente nas mulheres: insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp) com seu fenótipo inflamatório; e isquemia/infarto com artérias coronárias normais (INOCA/MINOCA).

3.1. Inflamação e Aterosclerose

As DCV, em particular a cardiopatia isquêmica, são a causa de morte mais importante nas mulheres, principalmente entre 45 anos e 75 anos. 9 , 10 Apesar de as diferenças sexuais no RCV estarem bem estabelecidas, não são completamente compreendidas. 11 Nesse sentido, é imperativo um melhor entendimento dos mecanismos que contribuem para o agravamento dos perfis de risco em mulheres a fim de reduzir a morbimortalidade por essas doenças.

Muitos fatores contribuem para a desigualdade entre os sexos no diagnóstico e tratamento das DCV. Há consenso que as mulheres são sub-representadas nos grandes ensaios clínicos, como evidenciado no Estudo VIGO, que analisou 2.349 mulheres e 1.152 homens com infarto agudo do miocárdio (IAM) com menos de 55 anos de idade, na presença de três ou mais FR. O estudo demonstrou que as mulheres eram menos propensas a receber orientação sobre a prevenção cardiovascular. 12 , 13 Esse cenário pode comprometer a capacidade de avaliar com precisão a eficácia e a segurança das diferentes terapias nas mulheres, dificultando, assim, estratégias específicas para a prevenção e o tratamento das DCV. 13

Além dos FR clássicos, diversas condições emergentes devem ser consideradas no RCV feminino, como depressão, violência doméstica, perfil socioeconômico e cultural, histórico obstétrico e ginecológico, hipertensão gestacional, diabetes gestacional (DG), parto prematuro, menopausa prematura e SOP, câncer de mama, dentre outros. 10 , 14

Na cardiopatia isquêmica, esses fatores refletem diferenças substanciais entre os sexos em termos de fisiopatologia, apresentação clínica e desfechos. A INOCA é mais frequente nas mulheres, especificamente entre 45 anos e 65 anos, 15 assim como MINOCA. 16 Embora o espasmo dos vasos epicárdicos seja mais comum em homens, até 70% dos casos de disfunção da microcirculação coronariana ocorrem em mulheres. 17 A dissecção espontânea coronariana, embora rara, é causa de síndrome coronariana aguda em mulheres com menos de 50 anos. 18

O processo aterosclerótico é conhecido há décadas e foi inicialmente associado à inflamação por Rudolph Virchow, que demonstrou que a formação e a evolução da placa aterosclerótica nas síndromes coronarianas, tanto na obstrução crônica quanto na ruptura da placa, têm a inflamação como elemento central. 19

A aterosclerose inicia-se precocemente com o acúmulo de lipoproteínas modificadas no endotélio vascular, agravando-se com a idade. Nas mulheres, além dos efeitos metabólicos da menopausa, o envelhecimento contribui para a disfunção endotelial, principalmente pelo aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) associadas à senescência. Citocinas e células inflamatórias exercem efeitos pró-aterogênicos ao comprometer a integridade da barreira endotelial, reduzir a vasodilatação, induzir a expressão de moléculas de adesão e quimiocinas e facilitar o recrutamento de leucócitos para as lesões ateroscleróticas. 19 - 21

As variações biológicas entre mulheres e homens decorrem de diferenças na expressão gênica dos cromossomos sexuais, moduladas por influências hormonais e ambientais que resultam na apresentação de condições cardiovasculares associadas à regulação autonômica e à remodelação vascular e cardíaca. 18

Fatores epigenéticos também desempenham papel relevante, em especial nas mulheres, cuja expressão é amplamente modulada pela menopausa. Essas alterações podem influenciar a transcrição e tradução gênica por meio de mecanismos, como metilação do DNA, modificação das histonas e regulação de RNAs não codificantes. Um fenômeno relacionado, a hematopoiese clonal de potencial indeterminado (CHIP, na sigla em inglês), refere-se à presença de mutações somáticas em células sanguíneas sem evolução para malignidades hematológicas. 22 , 23 Essas mutações aumentam com a idade, são detectadas em cerca de 10% das pessoas acima dos 70 anos e estão associadas ao conceito de "inflamação do envelhecimento" ( inflamm-aging ), termo proposto por Franceschi et al . que explica o aumento do processo inflamatório pela imunossenescência. 22 , 23

Portanto, as diferenças biológicas e a fisiopatologia subjacente específica do sexo feminino para as DCV não estão bem elucidadas, sendo necessárias novas pesquisas para o desenvolvimento de estratégias preventivas e terapêuticas mais eficazes.

3.2. Inflamação e Insuficiência Cardíaca na Mulher

O processo inflamatório local ou sistêmico participa na patogênese da IC, com remodelamento e fibrose cardíaca, além de anormalidades na macro e microcirculação. A inflamação crônica de baixa intensidade está associada a diferentes FR, como obesidade, resistência à insulina (RI), DM2, dislipidemia, doença renal crônica (DRC) e envelhecimento, além de levar à redução na produção do óxido nítrico (ON), alterando a fisiologia diastólica ventricular, promovendo miopatia atrial esquerda. 24 , 25 O aumento da prevalência desses FR nas mulheres, associados aos efeitos da menopausa, parecem explicar a maior prevalência de ICFEp. A associação entre inflamação crônica e adiposidade na ICFEp decorre de evidências que apontam para o papel da liberação de substâncias produzidas pelo tecido adiposo visceral (adipocinas), particularmente localizado em volta do pericárdio e do epicárdio, levando a inflamação na microcirculação, fibrose cardíaca e alteração do enchimento diastólico fisiológico. 26 , 27

Nas mulheres, a menopausa induz alterações na função cardíaca, decorrentes da queda da produção do estrogênio e consequente redução na produção do ON. Essa deficiência hormonal acarreta alterações na função diastólica e na fisiologia da circulação coronariana. Clinicamente, a ICFEp pode se apresentar com diferentes fenótipos, sendo dois deles comuns em mulheres: o fenótipo cardiometabólico, no qual obesidade e DM estão associadas à disfunção diastólica; e fibrilação atrial e miopatia atrial, presentes em mulheres idosas. 28 , 29 Além disso, condições como obesidade, DM e distúrbios hipertensivos da gestação exacerbam o risco de ICFEp em mulheres, provavelmente devido a mecanismos inflamatórios associados. Apesar da maior prevalência dessas condições em mulheres, a maioria dos ensaios clínicos não as inclui na população estudada, o que leva ao menor conhecimento sobre a eficácia do tratamento no sexo feminino. 30

Marcadores biológicos de inflamação, como a proteína C reativa ultrassensível (PCR-us) acima de 2 mg/L, têm se mostrado úteis na caracterização de indivíduos com ICFEp de fenótipo cardiometabólico, geralmente associado a pior prognóstico. 31

A pré-eclâmpsia tem sido reconhecida como uma condição que leva a alterações na ativação imune e da inflamação sistêmica, com consequente disfunção endotelial e alteração na função cardíaca, podendo se manifestar ao longo das décadas seguintes e aumentar o risco de IC. 32 , 33

Nas mulheres, as doenças autoimunes, em particular o lúpus eritematosos sistêmico, podem ocasionar inflamação do miocárdio, pericárdio, endocárdio valvar e da macro e microcirculação coronariana. Portanto, é fundamental que se compreendam as anormalidades fisiopatológicas e os aspectos clínicos da doença, a fim de estabelecer medidas de prevenção e detecção precoce das complicações cardiovasculares. 34

Diversas evidências destacam o papel da IC nas mulheres. Estudos como o PURSUIT-HFpEF e análises do TOPCAT demonstraram que mulheres com ICFEp apresentam maior disfunção diastólica e piores desfechos clínicos em comparação com homens. Compreender os mecanismos específicos por sexo é essencial para avançar no manejo e na conduta da ICFEp. 30

A análise post-hoc do estudo TOPCAT revelou diferenças significativas nas características basais entre homens e mulheres com ICFEp. 35 Mulheres (55,5% da coorte) tinham menos comorbidades cardiovasculares (infarto prévio: 18,7% vs. 30,9% em homens, p < 0,001), pior função cardíaca (classe NYHA III/IV: 38,5% vs. 31,5%, p = 0,003) e maior fração de ejeção (63,3% vs. 58,9%, p = 0,001). As mulheres eram mais idosas, tinham maior prevalência de obesidade, fibrilação atrial e HAS, enquanto os homens apresentavam mais doença arterial coronariana e histórico de tabagismo. Apesar dessas diferenças, ambos os grupos tinham sintomas semelhantes de IC e uso comparável de medicamentos cardioprotetores. 35 Os resultados mostraram que as mulheres tiveram menor mortalidade cardiovascular (8,9% vs. 14,8%, p < 0,001) e menos hospitalizações por IC (13,4% vs. 18,2%, p = 0,008). Após ajuste, o sexo feminino foi fator protetor para mortalidade cardiovascular (HR: 0,53; IC 95%: 0,40–0,73). Entretanto, as mulheres apresentaram pior qualidade de vida relacionada à saúde e maior limitação funcional. Em relação ao tratamento com espironolactona, houve redução da mortalidade global em mulheres (HR: 0,68; IC 95%: 0,48–0,96), mas não em homens (p para interação = 0,190), sugerindo possível benefício sexo-específico.

O estudo PURSUIT-HFpEF, um registro multicêntrico prospectivo no Leste Asiático, investigou diferenças sexuais na disfunção diastólica e desfechos clínicos em pacientes com ICFEp. Mulheres representaram 55,2% da coorte (481 de 871 pacientes). 36 O estudo mostrou que mulheres apresentaram maior prevalência de disfunção diastólica (52,8% vs. 32,0% em homens, p < 0,001), independentemente de comorbidades como HAS e DM2. Anemia e obesidade foram fatores associados à disfunção diastólica apenas em mulheres. Apesar da pior função diastólica, mulheres tiveram taxa similar de eventos combinados (morte/hospitalização por IC) em análise não ajustada. Porém, após ajuste multivariável, o sexo feminino foi independentemente associado a maior risco de eventos clínicos (HR: 1,54; IC 95%: 1,14–2,07), principalmente por hospitalizações por IC. 30 , 36

Ambos os estudos reforçam que, do ponto de vista metabólico, a ICFEp é uma condição distinta em mulheres, com:

  1. Maior disfunção diastólica associada a fatores como obesidade e anemia, sendo importante o rastreio.

  2. Melhor sobrevida global apesar da pior sintomatologia, possivelmente devido a menos comorbidades isquêmicas.

  3. Resposta diferencial a terapias, como a espironolactona, que pode ser mais eficaz em mulheres.

3.3. Aspectos Hormonais na Inflamação

A saúde cardiovascular da mulher é influenciada por uma complexa interação de fatores hormonais e inflamatórios, que se manifestam de forma particular em diferentes fases da vida, como puberdade, gravidez e menopausa. As flutuações hormonais, especialmente os níveis de estrogênio e progesterona, desempenham um papel importante na manutenção da integridade vascular e na função cardíaca, tornando essencial a compreensão de como essas mudanças se relacionam com o aumento do risco de DCV.

Em mulheres pós-menopáusicas, o hipoestrogenismo promove alterações metabólicas importantes, como o aumento da adiposidade central, piora do metabolismo glicídico e elevação dos níveis de colesterol total, LDL-c e triglicerídeos, apolipoproteínas e lipoproteína a (Lp(a). 37 , 38 Também se observa disfunção endotelial, com consequente elevação do risco de DIC.

O estrogênio exerce seus efeitos por meio da interação com diferentes receptores, como ERα, ERβ e GPER, ativando vias genômicas e não genômicas. 39 Essa ação resulta na modulação da resposta inflamatória, reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina 6 (IL-6), 40 e aumentando a expressão de citocinas anti-inflamatórias. 41 Um mecanismo chave envolve a inibição da atividade do fator nuclear kappa B (NF-κB), reduzindo a transcrição de genes inflamatórios. 41 Além disso, o estrogênio aumenta a produção de NO nas células endoteliais, o que contribui para a vasodilatação e inibe a expressão de moléculas de adesão, diminuindo a infiltração de leucócitos na parede vascular. 42

A função endotelial é beneficiada pelo estrogênio ao induzir a expressão da enzima óxido nítrico sintase endotelial (eNOS), aumentando a produção de ON e promovendo a vasodilatação. Além disso, estimula a regeneração das células endoteliais e inibe a proliferação de células musculares lisas vasculares, prevenindo a progressão da aterosclerose. 42

Os processos inflamatórios crônicos representam outro mecanismo subjacente crucial. Mulheres com ciclos irregulares frequentemente exibem estados pró-inflamatórios caracterizados por elevações de marcadores, como proteína C reativa (PCR), IL-6 e fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). Conforme demonstrado, essa inflamação sistêmica atua como intermediária entre a disfunção menstrual e a gênese aterosclerótica. 18

3.4. Inflamação na Cardio-oncologia

Além dos FR tradicionais e a SM ( Figura 3.1 ), as mulheres com câncer possuem aumento do RCV devido a efeitos cardiotóxicos de terapias oncológicas, como antraciclina e trastuzumabe. Essas terapias podem levar a complicações como IC, IAM e AVC, mesmo anos após o término do tratamento oncológico.

Figura 3.1. Complicações da síndrome metabólica.

Figura 3.1

A inflamação crônica sistêmica desempenha um papel central na interseção entre câncer e DCV. O microambiente inflamatório tumoral e os efeitos colaterais do tratamento oncológico contribuem de maneira sinérgica para disfunção endotelial, remodelamento vascular e progressão da aterosclerose, especialmente em mulheres. Por exemplo, a radioterapia torácica tem sido associada a alterações inflamatórias coronarianas detectadas por biomarcadores e pelo índice de atenuação da gordura perivascular (FAI), refletindo atividade inflamatória vascular persistente. Além disso, o uso prolongado de inibidores de aromatase em sobreviventes de câncer de mama foi associado à piora da função endotelial, com maior risco de eventos cardiovasculares.

Em mulheres em tratamento oncológico, é essencial uma abordagem multidisciplinar que inclua avaliação basal do risco cardíaco antes do início da terapia do câncer, que deve ser otimizada para minimizar a cardiotoxicidade, além de ferramentas para intervenções no estilo de vida e manutenção da vigilância cardiovascular de longo prazo. É importante também abordar as disparidades raciais e étnicas nos cuidados de saúde, pois mulheres negras e hispânicas apresentam maior risco de cardiotoxicidade e piores desfechos cardiovasculares em comparação com mulheres brancas devido a fatores socioeconômicos e acesso desigual aos cuidados de saúde. 43 , 44

3.5. Inflamação na Gravidez e Pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma doença multissistêmica da gravidez, cuja fisiopatologia não é completamente compreendida. No entanto, acredita-se que uma perfusão placentária reduzida, resultante de invasão trofoblástica deficiente da parede uterina materna, aliada à secreção de citocinas inflamatórias e fatores angiogênicos, esteja por trás da doença. Esses fatores contribuem para disfunção endotelial, inflamação vascular e má perfusão materna. A disfunção endotelial tem sido apontada como um dos principais fenômenos responsáveis por pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional.

A isquemia placentária está ligada à produção aumentada de fatores circulantes antiangiogênicos, como fator solúvel tipo tirosinaquinase-1 (sFlt-1) e endoglina solúvel (sEng), que causam disfunção endotelial generalizada, comprometimento da via do ON, estresse oxidativo, inflamação excessiva, desequilíbrio nos fatores angiogênicos e perda de reguladores endógenos protetores. 45 Gestantes com FR associados a inflamação crônica (doenças autoimunes, obesidade, hipertensão pré-gestacional, DM e dislipidemia) têm maior probabilidade de desenvolver pré-eclâmpsia. É provável que mediadores inflamatórios possam ter efeitos autócrinos ou parácrinos locais, além de levarem à amplificação dos efeitos dos fatores antiangiogênicos. 46

A gravidez, mesmo em condições normais, é um estado de estresse oxidativo devido ao aumento do metabolismo materno e da atividade placentária. Contudo, na pré-eclâmpsia, os mecanismos compensatórios falham, levando à produção aumentada de fatores patogênicos e à disfunção vascular subsequente. 47 Diversos estudos observacionais e experimentais demonstraram uma associação entre inflamação e disfunção endotelial. Uma característica importante da inflamação sistêmica na pré-eclâmpsia é a predominância da imunidade do tipo Th1 e a ausência de tendência para Th2. Ao contrário, a gravidez normal é caracterizada por uma mudança para a imunidade do tipo Th2. Além disso, os níveis circulantes de citocinas pró-inflamatórias, como IL-6, TNF-α e as quimiocinas IL-8, IP-10 (proteína 10 induzível por interferon gama) e MCP-1 (proteína quimiotática de monócitos 1), estão elevados na pré-eclâmpsia. 45 , 46

Nesse contexto, McCarthy et al . investigaram o papel da disfunção mitocondrial como facilitador de estresse oxidativo, inflamação, apoptose e alterações metabólicas – todos intermediários patogênicos fundamentais da pré-eclâmpsia. 47

A obesidade aumenta o risco de pré-eclâmpsia. O tecido adiposo branco secreta mediadores pró-inflamatórios que contribuem para o estado inflamatório crônico e as complicações metabólicas da obesidade. A adiposidade visceral também está associada a FR metabólicos e complicações como DG e pré-eclâmpsia. 48 O sFlt-1, forma solúvel do receptor do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), é sabidamente secretado pelos adipócitos em não gestantes. Huda et al . 48 demonstraram que desregulação das vias inflamatórias ocorre predominantemente no tecido adiposo visceral, com a ativação de macrófagos e o aumento da expressão de TNF-α e IL-6 nesse tecido, mas não na gordura subcutânea, reforçando que, na pré-eclâmpsia, a desregulação das vias inflamatórias ocorre predominantemente no tecido adiposo visceral.

Uma metanálise conduzida por Guan et al . 49 avaliou a relação entre biomarcadores pró- e anti-inflamatórios e suas mudanças dinâmicas ao longo da progressão da pré-eclâmpsia. As mulheres com pré-eclâmpsia apresentaram níveis significativamente maiores de PCR, IL-4, IL-6, IL-8, IL-10 e TNF-α. Os níveis de citocinas pró-inflamatórias foram mais altos do que os anti-inflamatórios. Mulheres com idade gestacional maior do que 34 semanas apresentaram níveis elevados de IL-6 e TNF-α. Pressão arterial sistólica mais alta foi associada a níveis maiores de IL-8, IL-10 e PCR. Esses achados sugerem que o desequilíbrio inflamatório é um FR independente para pré-eclâmpsia e a falha na autorregulação anti-inflamatória leva à progressão da doença.

Por fim, estudos recentes têm demonstrado que a neuroinflamação com a participação do sistema nervoso autônomo pode estar presente na indução e evolução das reações inflamatórias associadas a pré-eclâmpsia. Além disso, a regulação autonômica reduzida em pacientes com pré-eclâmpsia pode estar envolvida em uma maturação neurológica fetal tardia, com déficits cognitivos e distúrbios mentais. Esses achados revelam um elo entre inflamação materna na pré-eclâmpsia e seus impactos na saúde fetal e no neurodesenvolvimento. 50

Os fatores associados com inflamação nas mulheres são resumidos na Figura 3.2.

Figura 3.2. Fatores associados com inflamação nas mulheres.

Figura 3.2

4. Implicação dos Esteroides Sexuais na Saúde Cardiometabólica

4.1. Origem e Metabolismo dos Esteroides Sexuais

Os principais esteroides sexuais que atuam no organismo da mulher são os estrogênios, a progesterona e a testosterona. Esses hormônios são produzidos pelo organismo feminino nos ovários, no córtex da suprarrenal e através de conversão periférica. Os esteroides sexuais possuem em comum um anel ciclopentanofenantreno derivado do colesterol e são divididos em três grupos principais, de acordo com o número de átomos de carbono que possuem. A série de 21 carbonos inclui os corticoides e os progestagênios, tendo o núcleo pregnano como estrutura básica. A série de 19 carbonos inclui todos os androgênios e é baseada no núcleo androstano, enquanto os estrogênios são esteroides de 18 carbonos baseados no núcleo estrano. 51

A partir do colesterol, que é obtido diretamente do sangue circulante, a esteroidogênese origina os esteroides sexuais naturais. 51 Fisiologicamente nas mitocôndrias, um sistema enzimático de hidroxilação e uma desmolase continuam o processo formando o primeiro esteroide, a pregnenolona. A partir dessa fase, a esteroidogênese pode seguir através da via delta 5, que predomina no folículo, para síntese de estrogênios, ou através da via delta 4, que predomina no corpo lúteo, para síntese de progesterona. A pregnenolona e a progesterona são convertidas em androgênios, androstenediona e testosterona, nas células da teca. A androstenediona, por ação das enzimas 17β-desidrogenases, pode ser convertida em testosterona e, por aromatização nas células da granulosa, resulta na formação de estrona e estradiol. 52

Uma vez sintetizados, esses hormônios são transportados através do plasma ligados a SHBG ( sexual-hormone-binding-globulin ), CBG ( cortisol-binding-globulin ) ou albumina, sendo que uma pequena fração se encontra livre no plasma. Dessa forma, os esteroides sexuais ligam-se aos receptores hormonais presentes em diversos tecidos, exercendo seus diversos efeitos biológicos. 53 Esses esteroides são metabolizados no fígado e excretados através da urina ou da bile. 51

Os esteroides sexuais também podem ser extraídos de vegetais pela indústria farmacêutica, formando produtos para uso clínico, cujas moléculas têm estrutura idêntica à dos hormônios naturalmente produzidos pelo organismo feminino (isomoleculares), sendo, por isso, chamados de hormônios bioidênticos, cujos efeitos são iguais aos dos hormônios endógenos.

Os esteroides sexuais chamados sintéticos são produzidos em laboratório através de um processo que envolve várias etapas químicas e de engenharia farmacêutica, originando moléculas que possuem diferentes características e potências biológicas. 51 - 53

4.2. Classificação Química dos Estrogênios

4.2.1. Estrogênios Naturais

Os estrogênios naturais presentes na circulação são o estradiol, a estrona, o estriol e o estetrol. O estradiol é o principal e mais potente estrogênio secretado pelo ovário humano. O estradiol surge em grande parte da androstenediona, sendo a própria estrona secretada pelos ovários em quantidades diárias significativas. O estriol é o metabólito periférico da estrona e do estradiol e não um produto secretório do ovário. A formação de estriol é típica da "desintoxicação" metabólica geral, ou seja, a conversão de material biologicamente ativo em formas menos ativas. O estetrol é produzido apenas na vida intrauterina pelo fígado fetal. 51 - 53

4.2.2. Estrogênios Sintéticos

Os estrogênios sintéticos são classificados como esteroidais e não esteroidais. Seus principais representantes são:

  • Esteroidais – etinilestradiol, mestranol, valerato de estradiol

  • Não esteroidais – dietilestilbestrol, hexestrol, dienestrol

Desses, os de maior importância clínica atual são certamente o valerato de estradiol e o etinilestradiol.

O valerato de estradiol é um éster de estradiol, um pró-fármaco que é rapidamente metabolizado em 17β-estradiol e ácido valérico. A esterificação do estradiol visa melhorar a absorção e a biodisponibilidade após administração oral. Depois da absorção, os ésteres são clivados, resultando na liberação de estradiol endógeno ou 17β-estradiol. Os pró-fármacos ésteres de estradiol são, portanto, considerados formas bioidênticas de estradiol.54.55 Seu uso isolado ou em composições combinadas com progestagênios está relacionado principalmente à terapia de reposição hormonal da menopausa (THM) e à contracepção.

O etinilestradiol, um agonista dos receptores de estrogênio, é mais resistente ao metabolismo, em comparação ao estradiol, e tem melhor biodisponibilidade quando usado por via oral. Essas diferenças favorecem o uso do etinilestradiol em pílulas anticoncepcionais combinadas, embora também resultem em aumento do risco de tromboembolismo e alguns outros efeitos adversos raros 55 ( Figura 4.1 ).

Figura 4.1. Classificação química dos estrogênios. 55 .

Figura 4.1

4.3. Classificação Química dos Progestagênios

4.3.1. Progesterona Natural

A progesterona originalmente secretada pelos ovários atua nos órgãos-alvo dependentes de hormônios, em especial o endométrio e o tecido mamário. Mas seus efeitos vão além, pois agem também na imunidade, no sistema nervoso central e no sistema cardiovascular, entre outros. Do ponto de vista fisiológico, a progesterona atua em tecidos que foram previamente impregnados com estradiol. Além disso, existe um estereoisômero da progesterona, a didrogesterona, disponível para uso oral. 56

4.3.2. Progestagênios

Os progestagênios são um amplo grupo de moléculas sintéticas que diferem quanto à sua estrutura química e quanto à molécula a partir da qual são criados, o que lhes confere um perfil de efeito diferente, baseado na afinidade e potência em diferentes receptores de esteroides. Existem três grandes grupos: os derivados da testosterona (noretindrona, levonorgestrel, norgestimato, desogestrel, etonogestrel, gestodeno, dienogeste), os derivados da progesterona (medroxiprogesterona, ciproterona, megestrol) e os derivados da espironolactona (drospirenona) ( Figura 4.2 ).

Figura 4.2. Classificação dos progestagênios.

Figura 4.2

Os progestagênios são caracterizados pela alta afinidade pelo receptor de progesterona, mas podem, de acordo com sua origem, ter afinidade por outros receptores, levando a efeitos como atividade androgênica/antiandrogênica, antiestrogênica/estrogênica, antimineralocorticoide e glicocorticoide. Esse perfil farmacodinâmico dos progestagênios deve orientar sua seleção com base nos benefícios esperados, bem como no perfil de segurança e de efeitos indesejáveis 51 , 52 , 57 ( Figura 4.3 ).

Figura 4.3. Efeitos biológicos da progesterona endógena e outros progestagênios. Adaptado de Kuhl et al. 55 AMP: acetato de medroxiprogesterona; NETA: acetato de noretisterona; LNG: levonorgestrel.

Figura 4.3

Os progestagênios possuem diferentes potências progestacionais, determinadas por sua capacidade de transformar o endométrio animal. Considerando-se como 1 a potência da progesterona, a ordem decrescente de potência progestacional dos progestagênios é a seguinte: desogestrel, levonorgestrel, nomegestrol, medroxiprogesterona, noretisterona, drospirenona. 58

Do ponto de vista farmacocinético, a progesterona e os progestagênios diferem quanto às apresentações farmacêuticas e vias de administração. Por exemplo, progesterona micronizada pode ser usada tanto por via oral quanto vaginal. Por via vaginal apresenta boa absorção, inclusive com menores flutuações na sua concentração plasmática do que por via oral. 52

Os progestagênios também diferem na sua ligação às proteínas plasmáticas, sendo que a progesterona micronizada se liga à albumina e à CBG, mas não à SHBG. Enquanto a noretindrona, o desogestrel e o norgestrel se ligam à albumina e à SHBG, o acetato de medroxiprogesterona se liga principalmente à albumina. 59

As diferenças na ligação às proteínas plasmáticas somadas à depuração e à associação ou não com estrogênios determinam diferenças na meia-vida plasmática dos progestagênios. A maioria deles é de administração diária.

4.4. Indicações Comuns de Terapêuticas com Estrogênios, Progestagênios e Testosterona na Mulher

4.4.1. Síndrome dos Ovários Policísticos

A SOP é uma indicação frequente de terapêutica com hormônios esteroides. Trata-se de distúrbio ginecológico associado a distúrbios endócrinos frequentes nas mulheres em idade reprodutiva. Além disso, distúrbios metabólicos estão presentes, elevando o RCV. 60

As mulheres com SOP podem desenvolver RI e dislipidemia, que contribuem para o desenvolvimento de DCV, como aterosclerose, HAS e/ou IAM. 61 Essas alterações metabólicas são impulsionadas pelo excesso de androgênios e o ganho de peso, que podem promover acúmulo de gordura visceral e processo inflamatório crônico. Esses fatores combinados criam um ambiente metabólico propício ao desenvolvimento de DCV mesmo em mulheres jovens. 62 - 64

O manejo do RCV na SOP requer abordagens multidisciplinares, incluindo modificações no estilo de vida, como dieta equilibrada e exercícios físicos, além de intervenções farmacológicas quando necessário. Os contraceptivos orais combinados (COC) são muito utilizados no tratamento da SOP para controle das alterações menstruais e do hirsutismo, sendo muito eficazes por reduzirem os níveis circulantes de andrógenos, regular os ciclos e proteger o endométrio. No entanto, esse tratamento não melhora a RI, podendo até piorá-la, dependendo do tipo de progestagênio utilizado. 60 Sensibilizadores da ação da insulina, como metformina ou alternativas como pioglitazona 65 e o mio-inositol, 61 , 66 diminuem a RI, melhorando a função ovariana. As estatinas podem ser indicadas para controle da dislipidemia e os anti-hipertensivos são essenciais para mulheres com HAS. Os tratamentos para obesidade podem ser empregados, como o uso dos análogos do peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1: liraglutida e semaglutida) e outros. 67 A identificação precoce dessas alterações metabólicas e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir o RCV em mulheres com SOP.

4.4.2. Contracepção Hormonal

Os esteroides sexuais são muito utilizados na contracepção hormonal. Os COCs contêm dois tipos de hormônios (estrogênio + progestagênio) em diferentes formulações. 68 O componente estrogênico fornece estabilidade endometrial cíclica e potencializa o efeito supressor do progestagênio sobre o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. O componente estrogênico mais comumente utilizado é o etinilestradiol, em doses atuais entre 15μg e 30μg. Novos COCs com estrogênios naturais – estradiol (17β-estradiol e valerato de estradiol) e mais recentemente o estetrol – surgiram como alternativas, com potencial para menor impacto hepático e cardiovascular. 69

Nos diferentes COCs, esses estrogênios são combinados a um progestagênio. O componente progestagênico exerce seu principal efeito contraceptivo suprimindo a secreção do hormônio luteinizante (LH) e a ovulação. Nas formulações atuais, vários progestagênios são empregados. São progestagênios sintéticos responsáveis por inibir a ovulação/gravidez, tendo os mais modernos sido desenvolvidos para causarem menos efeitos secundários/adversos. As taxas de gravidez no primeiro ano de uso de um COC variam, sendo de 0,3% com uso consistente e correto. Com uso típico, pode chegar a 9%, demonstrando a eficácia do método durante o uso real, 70 reforçando a importância do aconselhamento contraceptivo. Os COCs não estão recomendados para mulheres com idade acima de 35 anos e histórico pessoal de tabagismo, DCV, tromboembolismo venoso (TEV), HAS, DM com complicação vascular, enxaqueca com sinais neurológicos, hepatopatia grave, tumores hepáticos, câncer de mama e lúpus eritematoso sistêmico. A segurança do método contraceptivo está muito bem estabelecida pelos Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos 71 ( Figura 4.4 ).

Figura 4.4. Contraindicações ao uso de contraceptivo oral combinado. LES: lúpus eritematoso sistêmico.

Figura 4.4

Os contraceptivos hormonais somente de progestagênios contêm apenas um progestagênio sintético, como desogestrel, norestisterona ou drospirenona. Contraceptivos somente de progestagênio de longa duração também podem ser usados sob a forma de implantes na região subdérmica do antebraço, sendo que, no Brasil, o único implante (etonogestrel) aprovado para contracepção é o Implanon NXT®, que apresenta alta eficácia contraceptiva por 3 anos. 72 O sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU-LNG) é um DIU hormonal que libera 20 µg de levonorgestrel por dia com ação intrauterina local e alta eficácia contraceptiva por 8 anos. Também há o DIU de liberação de 8 µg de levonorgestrel e duração de 3 anos. Os contraceptivos somente de progestagênio de longa duração apresentam a vantagem de ter alta eficácia por tempo prolongado com taxas de gravidez de menos de 1% ao ano sem depender do uso correto e da motivação da usuária. 72

4.4.3. Terapia Hormonal da Menopausa: Regimes, Doses e Vias, com Foco na Saúde Cardiovascular

Em mulheres, a flutuação hormonal que se inicia na transição menopausal seguida pela redução gradual e irreversível da produção do estrogênio na menopausa, embora fisiológica, cria uma "janela de vulnerabilidade" e marca ponto de inflexão no risco cardiometabólico, com impacto negativo na saúde vascular, no metabolismo glicídico e lipídico e na distribuição da gordura corporal. 73 , 74 Nesse contexto, a THM, especialmente o estrogênio, pode interferir nesse risco, desde que prescrita com critério e individualização. A THM deve ser sempre associada a medidas integrais à saúde, com estratégias sobre estilo de vida, dieta e exercícios físicos. 75

A THM é o tratamento mais efetivo no alívio dos sintomas vasomotores (SVM) e geniturinários e prevenção da perda óssea em mulheres na peri- e pós-menopausa. 76 Deve ser iniciada quando os sintomas da menopausa começam a interferir na vida diária. Entretanto, para mulheres com insuficiência ovariana prematura (menopausa < 40 anos) ou menopausa precoce (entre 40 e 45 anos), recomenda-se iniciar a THM o mais cedo possível, para reduzir o risco à saúde a longo prazo. 77 Os efeitos cardiovasculares da THM são fortemente influenciados pelo tipo e dose utilizados, via de administração e momento do início em relação à menopausa ("janela de oportunidade"), sugerindo maiores benefícios e menores taxas de efeitos adversos com o início da THM em até 10 anos pós-menopausa. 77 Os fatores que determinam a escolha do tipo e da dose da THM são: preferência da paciente, presença ou ausência do útero, necessidade contraceptiva, intensidade dos sintomas e comorbidades associadas. 75

Os regimes terapêuticos incluem o estrogênio isolado (para mulheres histerectomizadas) e a terapia combinada de estrogênio associado ao progestagênio (mulheres com útero). 76 No regime combinado, o uso contínuo é indicado para mulheres há mais de 12 meses em amenorreia na pós-menopausa, enquanto o sequencial é mais indicado na perimenopausa. A THM deve ser prescrita na menor dose eficaz para controle dos sintomas. 78 O estrogênio mais utilizado na THM é o 17β-estradiol, podendo ser administrado por via oral, transdérmica (adesivo, gel, spray ) ou vaginal. 75 Para atingir o alívio adequado dos SVM e proteção óssea, são necessárias, em geral, baixas doses de estradiol (aproximadamente 1 mg de estradiol oral ou equivalentes em outras vias). 75 , 76 Em mulheres saudáveis sem fatores de risco cardiovascular (FRCV), a THM pode ser prescrita por qualquer via, incluindo a oral. 75 Contudo, diferentemente da via oral, a transdérmica evita o metabolismo hepático da primeira passagem, resultando em menor impacto nos fatores de coagulação, triglicerídeos e PCR, o que pode reduzir o risco de TEV e eventos cardiovasculares, sendo preferível em mulheres com FR, como obesidade, SM, tabagismo, hipertensão e risco de TEV. 79

A THM com hormônios "bioidênticos manipulados" não é recomendada devido a preocupações com a qualidade, regulação, segurança, eficácia e falta de padronização dos produtos utilizados. 75 , 76

A testosterona na pós-menopausa tem como única indicação o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo, excluindo-se outras causas. Embora dados sobre os efeitos da terapia androgênica na saúde cardiovascular de mulheres na pós-menopausa com desejo sexual hipoativo ainda sejam limitados, evidências indicam que, em doses fisiológicas, a testosterona via transdérmica não aumenta significativamente o RCV. 80

Abordagem individualizada com decisão baseada na melhor evidência deve ser utilizada. Manutenção da THM e o não início da THM em mulheres ≥ 60 anos parece associar-se a melhor perfil de risco-benefício para eventos cardiovasculares. 75 A via transdérmica de estrogênio em baixas doses combinada a progestagênios com perfil seguro representa opção favorável quanto ao RCV. 79

4.5. Riscos: Efeitos Metabólicos, Tromboembolismo e Câncer de Mama

4.5.1. Efeitos Metabólicos

A THM diminui a gordura visceral, a RI e a relação LDL-c:HDL-c, porém com pequeno aumento dos triglicerídeos quando usado por via oral. 81 , 82

Uma revisão também confirmou menores níveis de glicemia, insulinemia e RI entre usuárias de THM. 83 O estudo Women’s Health Initiative (WHI) encontrou menor risco significativo de DM entre as usuárias de THM em comparação àquelas em uso do placebo. 84

Há evidências de que o tipo de progestagênio empregado na THM pode interferir nos efeitos metabólicos. Sabe-se que medroxiprogesterona tem mais efeitos glicocorticoides do que noretisterona ou progesterona. 85 Estudos sugerem que progesterona e didrogesterona interferem menos nos benefícios promovidos pelos estrogênios, 86 , 87 enquanto noretisterona, dependendo da dose, pode levar a alguma perda desses benefícios. 88

4.5.2. Tromboembolismo

Etinilestradiol, estrogênio sintético amplamente utilizado em associação a um progestagênio em COCs, associa-se a aumento de risco de TEV. 89 Esse risco é influenciado por fatores como a dose de estrogênio e o tipo de progestagênio presente na formulação. Os COCs contendo levonorgestrel (progestagênio de segunda geração) estão associados a um risco menor de TEV em comparação àqueles que contêm desogestrel, gestodeno, drospirenona ou ciproterona (progestagênios de terceira e quarta geração).

Quando o COC contém estrogênios naturais ao invés do etinilestradiol, o risco apresenta incremento menor. 89 Além disso, o etinilestradiol dos COCs pode exacerbar a produção de angiotensinogênio hepático, que, por sua vez, causa elevação da PA pelo sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Quando administrados por via oral, podem levar a aumento do risco de trombose venosa, odds ratio 1,58 (1,52–1,64), enquanto a via transdérmica não se associa a aumento do risco, odds ratio 0,93 (0,87–1,01). 90 Além disso, metanálise recente concluiu que THM com combinação de estrogênios conjugados equinos e progestagênios aumentou a PA sistólica e o risco de hipertensão, enquanto outras formulações, como estradiol oral ou transdérmico com progestagênio, estradiol isolado e tibolona, não apresentaram efeitos significativos sobre a PA, mostrando, portanto, que tais efeitos podem ser influenciados por diferentes vias e formulações. 91

4.5.3. Câncer de Mama

Sabe-se que o câncer de mama é uma neoplasia hormônio-dependente, sendo os efeitos proliferativos dos esteroides sexuais no tecido mamário conhecidos. 92

A THM pode se associar a aumento de risco para o desenvolvimento de câncer de mama. O estudo WHI encontrou que a THM com estrogênios conjugados e acetato de medroxiprogesterona se associou a acréscimo de 8 casos extras de câncer de mama a cada 10 mil mulheres-ano. 93

Entretanto, os efeitos são diferentes a depender do progestagênio presente na formulação. Estudos observacionais não mostraram aumento de risco quando a associação na THM era com progesterona micronizada 94 ou didrogesterona. 95

Dessa forma, diferentes formulações e doses da THM também parecem ter diferentes efeitos no risco de câncer de mama.

5. Indicadores de Saúde Cardiometabólica

5.1. Avaliação de Fatores de Risco Reprodutivos com Implicações na Saúde Cardiometabólica

Este capítulo contempla os FR com relevância no perfil cardiometabólico das mulheres nas fases da puberdade, período pré-gestacional, gestacional e pós-gestacional, além da transição da menopausa, que serão abordados mais detalhadamente nos capítulos 7 e 9.

5.1.1. Puberdade e Período Pré-gestacional

Sugere-se que a avaliação do ciclo menstrual possa ser usada como um sinal vital adicional na investigação do estado geral de saúde das mulheres. 96 Nesse cenário, a idade da menarca (precoce ou tardia), as irregularidades do ciclo menstrual de causas endócrinas e a SOP têm sido associadas a maior risco futuro de DCV, em especial a doença aterosclerótica. 5 , 97

5.1.1.1. Idade da Menarca

O estudo CARDIA ( Coronary Artery Risk Development in Young Adults ), que iniciou o seguimento de 2.788 mulheres de 18-30 anos em 1985-1986 e acompanhou-as durante 35 anos (idades entre 50 anos e 65 anos), observou que a menarca precoce se associou tardiamente a níveis adversos de glicídios e lipídios e que cada ano de precocidade da menarca em relação à média de 12 anos associou-se a maior índice de massa corpórea (IMC) e adiposidade visceral. 98

Outros estudos mostraram que a menarca precoce está associada à elevação de glicose, insulina, PA e gordura corporal e ao maior risco futuro de DCV. 5

Em estudo de coorte de 648 mulheres estratificadas segundo a idade da menarca (≤ 10, 11, 12, 13, 14, ≥ 15 anos) e utilizando a média de 12 anos como referência, observou-se que menarca precoce ou tardia se associou a maior risco de eventos cardiovasculares futuros, representados por morte por todas as causas, IAM não fatal, AVC não fatal ou hospitalização por IC. 99

Em uma coorte de 1,2 milhão de mulheres, com média de idade de 56±5 anos, sem doença cardíaca prévia e seguidas por 12 anos, aquelas com menarca precoce (≤ 10 anos) e tardia (≥ 17 anos) apresentaram risco mais elevado de DIC, AVC e HAS. 100

Entretanto, uma metanálise de 12 estudos de coorte realizados até 2018, com 2.341.769 participantes e 79.363 óbitos, demonstrou que para cada aumento de um ano na idade da menarca há uma redução do risco relativo de mortalidade por todas as causas, de mortalidade cardiovascular por cardiopatia isquêmica e por AVC, 101 evidenciando a necessidade da realização de mais estudos sobre o impacto da idade da menarca na DCV futura.

5.1.1.2. Características do Ciclo Menstrual

Uma revisão sistemática e metanálise de estudos observacionais realizados até 2022 analisou a associação de oligomenorreia e irregularidade menstrual com o RCV, observando que essas alterações estão associadas a DCV, DIC e IAM, mas não a AVC como documentado em mulheres com SOP 5 , 97 , 98 , 102 (vide capítulo 7).

5.1.2. Gestação e Período Pós-parto

A gravidez é um período de inúmeras transformações fisiológicas, hormonais e metabólicas, fundamentais para garantir o adequado desenvolvimento fetal e a adaptação do organismo materno às novas demandas. Ganho de peso anormal e alterações no perfil lipídico e glicêmico, porém, podem estar associados a desfechos adversos na gestação e no pós-parto, tanto para a mulher como para o concepto.

5.1.2.1. Alterações de Peso na Gestação

Existem evidências de que tanto o ganho de peso gestacional (GPG) baixo quanto o excessivo estão associados a desfechos fetais e neonatais negativos. 103

A obesidade pré-gestacional favorece o risco de hipertensão gestacional e DG, cesárea e alto peso ao nascer, sendo também reconhecida como FR significativo para aborto espontâneo, parto prematuro, distúrbios metabólicos que complicam a gravidez e maiores taxas de partos anormais, natimortos e morte neonatal. Por outro lado, a desnutrição também pode contribuir para o menor peso neonatal, anomalias placentárias e suas complicações, maiores taxas de partos operatórios e maior mortalidade fetal e neonatal. 103 , 104

As diretrizes recomendam valores do GPG, mas análises de estudos mais recentes sugerem que esse ganho seja personalizado considerando as três classes de obesidade 103 ( Tabela 5.1 e Figura 5.1 ). Ver detalhes no capítulo 7.

Tabela 5.1. Ganho de peso na gravidez de acordo com a recomendação das diretrizes do Instituto de Medicina 2009.
IMC < 18,5 18,5–24,9 25,0–29,9 > 30
Ganho de peso (kg) 12,5–18,0 11,5–18,0 7–11,5 5–9
Ganho de peso (kg) semanal nos 2º e 3º trimestres 0,44–0,58 0,35–0,50 0,23–0,33 0,17–0,27

IMC: índice de massa corpórea.

Figura 5.1. Implicações para a saúde cardiometabólica do ganho de peso na gestação. GPG: ganho de peso gestacional; CT: colesterol total, LDL-c: colesterol de lipoproteína de baixa densidade; VLDL-c: colesterol de lipoproteína de muito baixa densidade; TG: triglicerídeos; HOMA-IR: homeostasis model assessment of insulin resistance; PAD: pressão arterial diastólica; RN: recém-nascido; SM: síndrome metabólica; IMC: índice de massa corpórea.

Figura 5.1

5.1.2.2. Disglicemia Gestacional

A gravidez é uma condição de RI por si só, potencialmente agravada pelo aumento da RI pré-gravidez em mulheres com obesidade. Há um aumento de 40% a 50% na RI durante a gravidez e, portanto, aumento no risco de DG. 105

Mulheres com intolerância à glicose na gestação correm risco de desfechos gestacionais adversos, mesmo que não tenham desenvolvido DG.

A fisiopatologia subjacente primária que leva à hiperglicemia está relacionada à presença de RI, deficiência de insulina ou fisiopatologia mista. Estudos mostraram que a intolerância à glicose na gestação resistente à insulina é um subtipo de alto risco para resultados adversos na gravidez, como peso ao nascer grande para a idade gestacional, admissão na unidade de terapia intensiva neonatal, hipertensão arterial gestacional e parto cesáreo. 106

A intolerância à glicose na gestação confere um risco aumentado de diabetes no futuro. Portanto, o reconhecimento de portadoras de intolerância à glicose na gestação pode beneficiá-las ao possibilitar um melhor rastreamento e prevenção do DM (vide dados complementares no capítulo 7).

5.1.2.3. Dislipidemia Gestacional

Evidências recentes mostram que o aumento de colesterol, triglicerídeos e seus metabólitos associados à disfunção cardiometabólica parece ter consequências vasculares maternas e fetais significativas. 107

Historicamente, a dislipidemia na gravidez tem sido considerada fisiológica e, portanto, sem relevância clínica. Esse aumento fisiológico desempenha um papel essencial durante a gravidez. No entanto, níveis elevados de lipídios em mulheres predispostas ou com formas familiares de hiperlipidemia podem acarretar risco aumentado de complicações materno-fetais. A hiperlipidemia durante a gravidez está associada a pré-eclâmpsia, parto prematuro e DG, e os filhos dessas mães apresentam propensão à formação aumentada de estrias de gordura nos vasos e maior risco de aterosclerose progressiva. 108

5.1.2.4. Comportamento Pós-parto

No puerpério, a recuperação ponderal é frequentemente incompleta e a recuperação das funções metabólicas nem sempre ocorre de forma plena. A retenção de peso pós-gestacional constitui FR para HAS, dislipidemia e SM. Além disso, estudos indicam que mulheres que apresentaram pré-eclâmpsia possuem pior perfil cardiometabólico até um ano após o parto.

A lactação, embora represente um fator de proteção metabólica por estimular o gasto energético e melhorar o controle glicêmico e lipídico, depende de fatores emocionais, sociais e de suporte adequado. A ausência de orientação especializada nesse período pode favorecer a persistência de quadros como obesidade, RI e dislipidemia, além de aumentar o risco de SM e HAS. 104

5.1.3. Transição da Menopausa

A falta do estradiol observada na menopausa determina inúmeras modificações metabólicas, hormonais, inflamatórias e da função endotelial, cuja associação favorece a rápida progressão do processo aterosclerótico em todos os territórios arteriais. Desse modo, mulheres a partir da quinta década passam a apresentar RCV mais elevado que os homens. 109 , 110

O manuseio adequado (prevenção primária, detecção precoce e tratamento adequado) dos FR que contribuem ao longo da vida para o desenvolvimento da aterosclerose é crucial para o retardo do adoecimento cardiovascular em mulheres na peri- e pós-menopausa, bem como para a prevenção primária e secundária dos eventos que levam à mortalidade cardiovascular. 111 Essa orientação para a prevenção cardiovascular deve ocorrer em todas as etapas de vida anteriores à menopausa, ganhando ainda maior importância a partir do climatério. 109 - 111

5.1.3.1. Idade da Menopausa

Na grande maioria das mulheres (90%), a menopausa natural ocorre em torno dos 51 anos (variando entre 45 anos e 55 anos). 110 - 112 Em 5% das mulheres, a menopausa pode ocorrer de forma espontânea entre 40 anos e 45 anos (menopausa precoce) e em 1% pode acontecer antes dos 40 anos, caracterizando a insuficiência ovariana prematura. 110 , 112 Mulheres submetidas a ooforectomia bilateral e a tratamentos quimio- ou radioterápicos podem evoluir para menopausa em consequência desses tratamentos, independentemente da idade em que são realizados. 109 , 110 , 112

O RCV torna-se ainda mais acentuado em mulheres que iniciam a menopausa precocemente (de forma natural ou secundária a algum tratamento), nas que apresentam SVM de moderada a grave intensidade e nas que fazem uso de THM. 109 , 110 Na menopausa precoce, cada ano antecipado em relação à menopausa natural aumenta em 3% o risco de DCV (DIC, AVC e mortalidade cardiovascular). 110 , 112

Esse risco mais elevado parece associado a uma maior propensão desse grupo a apresentar perfil lipídico mais aterogênico, maior RI, HAS, maior risco de SM, bem como piora da função endotelial e dos marcadores inflamatórios, quando comparado a mulheres que apresentam menopausa natural. 110 , 112

5.1.3.2. Sintomas Vasomotores

Os SVM da menopausa, caracterizados por ondas de calor e suor geralmente noturnos, podem estar presentes em até 80% das mulheres e durar 7-9 anos. Porém, quando aparecem mais precocemente, sua duração pode ser mais longa. 109 , 110 A intensidade dos SVM varia entre leve, moderada e grave e seu diagnóstico associa-se a prejuízo na qualidade de vida e ao aumento da utilização dos serviços de saúde. 113 - 115

Inúmeros estudos têm demonstrado que mulheres com SVM de grave intensidade, quando comparadas a mulheres sem SVM ou com SVM leves, apresentam pior perfil cardiometabólico, maior hiperatividade simpática, pior função endotelial e maior incidência de aterosclerose subclínica. 113 , 115

5.1.3.3. Terapia Hormonal da Menopausa

Vários ensaios clínicos demonstraram que a THM com estrógenos aumenta o RCV (cardiopatia isquêmica, AVC, tromboembolismo) em mulheres pós-menopáusicas, parecendo haver atenuação desse risco quando utilizada em mulheres mais jovens (50 a 59 anos), ou seja, que se encontram no início da menopausa ou dentro de 10 anos do seu diagnóstico. O risco é descrito como atenuado também com o uso de baixas doses e outras formas de administração que não a oral, notadamente a transdérmica. 109 , 110

As diretrizes atuais estabelecem que a THM tem indicação baseada em evidências científicas apenas para o tratamento dos SVM em mulheres que não apresentam contraindicação, não devendo ser usada naquelas com DCV estabelecida ou com RCV elevado. 78 , 109 , 110

5.1.4. Saúde Metabólica Pós-menopausa

A menopausa está associada a alterações hormonais que resultam em uma alteração no equilíbrio entre estrogênio e testosterona. Os ovários, apesar de cessarem a produção do estrogênio, ainda produzem testosterona a uma taxa menor, o que leva a seu excesso relativo. A testosterona está associada ao aumento da gordura visceral e da PA em mulheres na pós-menopausa. 116

A presença de flutuações hormonais e alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento configuram um estado metabólico comprometido, caracterizado por RI, aumento de gordura corporal total, sarcopenia e acúmulo de gordura abdominal. 117

5.1.4.1. Mudanças Metabólicas na Menopausa

A RI é definida como a resposta inadequada à insulina nos tecidos (adiposo, músculo esquelético), sistema nervoso central e fígado, sendo um dos principais fatores que levam à hiperglicemia e ao DM2, juntamente com a secreção prejudicada de insulina.

Evidências epidemiológicas sugerem proteção significativa contra a RI em mulheres na pré-menopausa, sendo essas mais sensíveis à insulina em comparação aos homens. Essa vantagem metabólica, porém, desaparece gradualmente após a menopausa ou quando a RI progride para hiperglicemia e DM. Portanto, a menopausa está associada a um maior risco de intolerância à glicose, aumento da PA e dos níveis de triglicerídeos, assim como do risco de SM, com consequente aceleração do RCV. 117 , 118

5.1.4.2. Diabetes Mellitus

As alterações descritas tornam as mulheres propensas ao desenvolvimento de DM2. Evidências sugerem que mulheres que apresentam SVM na menopausa têm maior risco de desenvolver DM2 em relação às que não apresentam tais sintomas. Em uma análise de dados do WHI, o risco de desenvolvimento de DM2 foi 18% maior em mulheres com SVM, aumentando paralelamente à gravidade desses sintomas. 119

Mulheres que desenvolvem DM antes dos 20 anos tendem a ter menopausa precoce, enquanto a menopausa é retardada em mulheres com DM2 de início tardio. 119

Uma publicação do estudo SWAN acompanhado por 20 anos concluiu que mulheres com múltiplos sintomas físicos, psicológicos e os da menopausa de intensidade moderada a grave tiveram início mais precoce de DM e SM. 119

A THM foi associada à redução do risco de desenvolvimento de DM2 em mulheres anteriormente sem a doença e, nas portadoras de DM2, à melhora do controle glicêmico. 117

5.1.4.3. Dislipidemia

O estrogênio exerce um papel protetor no sistema cardiovascular, sendo sua produção ovariana realizada por meio da utilização do LDL-c como substrato. Na menopausa, o LDL-c circulante não pode ser utilizado para sintetizar estrogênio, resultando assim na redução da produção desse hormônio e no discreto aumento dos níveis séricos de LDL-c. O tamanho e a densidade das partículas de LDL-c também mudam com a menopausa. Estudos mostram que os níveis de partículas de LDL-c pequenas e densas aumentam de 10-13% em mulheres na pré-menopausa para 30-49% após a menopausa. 37

A deficiência de estrogênio na menopausa prejudica as funções hepáticas e intestinais relacionadas ao metabolismo e transporte de lipídios, o que pode aumentar os níveis de lipídios plasmáticos e acelerar a progressão da aterosclerose. 120

O estudo SWAN sugere que a função antiaterogênica do colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-c), ou seja, a capacidade de promover o transporte reverso de colesterol, pode diminuir durante a menopausa, cursando, portanto, com níveis menos elevados de HDL-c associados a aterosclerose. 109

5.2. Indicadores Antropométricos

A saúde cardiometabólica é um pilar importante do bem-estar, englobando a integridade do sistema cardiovascular e do metabolismo. Nas mulheres, esse aspecto é influenciado por mudanças hormonais, eventos reprodutivos e fatores biológicos que se manifestam ao longo do ciclo de vida, da infância à velhice. 110

Os indicadores antropométricos são medidas corporais que fornecem informações sobre a composição e distribuição de gordura, refletindo o risco cardiometabólico. Simples e acessíveis, essas medidas são fundamentais para o rastreamento em larga escala populacional. 110 , 121 Portanto, devem ser realizadas rotineiramente, com atenção às mudanças ao longo do ciclo de vida.

5.2.1. Índice de Massa Corpórea

O IMC, calculado como peso (kg)/altura² (m), classifica o estado nutricional: < 18,5 (baixo peso); 18,5-24,9 (normal); 25-29,9 (sobrepeso); e ≥ 30 (obesidade). Um IMC elevado está associado a HAS, dislipidemia e DM. No entanto, sua limitação é não diferenciar massa magra de gordura nem avaliar a distribuição adiposa, o que reduz sua precisão em mulheres idosas ou atletas. 122 , 123

5.2.2. Circunferência da Cintura – População Brasileira

A circunferência da cintura mede a gordura visceral, um preditor mais robusto de risco cardiometabólico que o IMC. A gordura visceral está associada à RI e à inflamação crônica, fatores centrais na patogênese da DCV. 124 , 125 Em mulheres, circunferência da cintura > 88 cm indica alto risco, conforme diretrizes da Organização Mundial da Saúde.

5.2.3. Razão Cintura/Quadril

A razão cintura/quadril (RCQ) compara a circunferência da cintura à circunferência do quadril, refletindo a distribuição de gordura. Uma RCQ > 0,85 em mulheres sugere acúmulo central de gordura, associado a maior risco de SM. Estudos indicam que a RCQ é superior ao IMC na predição de eventos cardiovasculares, especialmente após a menopausa. 124 , 126

5.2.4. Percentual de Gordura Corporal

O percentual de gordura corporal é um parâmetro importante para avaliar o risco cardiometabólico, especialmente porque as mulheres tendem a apresentar maior proporção de gordura subcutânea em comparação aos homens. Alterações hormonais, como as ocorridas na puberdade, gestação e menopausa, impactam diretamente na distribuição e no acúmulo de gordura, podendo aumentar o risco de RI, dislipidemias e inflamações crônicas. 126 , 127

5.2.5. Razão Cintura/Estatura

A razão cintura/estatura (RCE) destaca-se como uma medida preditora de adiposidade central e risco cardiometabólico. Valores acima de 0,5 são fortemente associados a maior risco de HAS, DM2 e eventos cardiovasculares. Esse marcador é particularmente relevante na transição da menopausa, quando há tendência ao acúmulo de gordura abdominal. 128 , 129

5.3. Biomarcadores

5.3.1. Perfil Lipídico (Colesterol Total e Frações LDL e HDL; Triglicerídeos)

O LDL-c promove inflamação vascular e deposição de colesterol na íntima arterial, enquanto o HDL-c disfuncional (comum em mulheres com RI ou SM) perde capacidade antioxidante e de transporte reverso, favorecendo acúmulo de placas. 130 Triglicerídeo elevado (> 150 mg/dL) associa-se a partículas de LDL-c pequenas e densas, além de partículas semelhantes a remanescentes, que intensificam instabilidade de placas. 131 Como comentado anteriormente neste capítulo, a menopausa traz alterações no perfil metabólico pelo declínio estrogênico, elevando o LDL-c (∼ 10-15%) e reduzindo o HDL-c, assim como sua função protetora, agravando a dislipidemia, especialmente em mulheres com obesidade visceral ou DM. 73 Portanto, estratégias não farmacológicas, como dieta mediterrânea e exercícios aeróbicos, melhoram a funcionalidade do HDL-c e modulam os triglicerídeos.

5.3.2. Glicemia e Hemoglobina Glicada

A hiperglicemia crônica e a elevação da hemoglobina glicada (HbA1c) na mulher aumentam o RCV por mecanismos como glicação de proteínas vasculares, disfunção endotelial e ativação de vias inflamatórias, que aceleram a aterosclerose e a instabilidade de placas. 132 A RI, comum em condições como SOP e DG prévia, induz dislipidemia aterogênica (HDL-c reduzido, triglicerídeo elevado) e estresse oxidativo, exacerbando o dano vascular. 133

Na pós-menopausa, o declínio estrogênico reduz a sensibilidade à insulina e amplia a disfunção metabólica, correlacionando-se com maior rigidez arterial e inflamação sistêmica. 134 Conforme demonstrado nos estudos SUSTAIN e EMPA-REG OUTCOME, 135 , 136 as diretrizes recomendam para a maioria das mulheres com DM2: HbA1c <7%; e fármacos com benefício cardiovascular comprovado para prevenção secundária, como os agonistas do GLP-1 (ex.: semaglutida) e os inibidores do cotransportador de sódio-glicose tipo 2 (SGLT2, ex.: empagliflozina), que reduzem eventos cardiovasculares e hospitalizações por IC. A avaliação de aterosclerose subclínica (ex.: escore de cálcio coronariano) e o manejo agressivo de comorbidades (HAS, dislipidemia) são essenciais. Estratégias não farmacológicas, como dieta mediterrânea e exercícios aeróbicos, modulam a inflamação e melhoram a sensibilidade insulínica.

5.3.3. Proteína C Reativa

A elevação da PCR-us na mulher está associada ao aumento do RCV devido à inflamação vascular crônica, que promove disfunção endotelial, instabilidade de placas ateroscleróticas e ativação trombótica. 137 Fatores hormonais modulam essa relação, como na menopausa, em que, com o declínio estrogênico, há elevação da PCR-us (∼ 15-25%), que se correlaciona com maior rigidez arterial e resposta inflamatória exacerbada. 73

Comorbidades, como doenças autoimunes (ex.: lúpus eritematoso sistêmico), e a THM oral podem aumentar a PCR-us. 138 O uso de estatinas (ex.: rosuvastatina) em pacientes com PCR-us elevada reduziu eventos cardiovasculares independentemente do LDL-c, conforme evidenciado no estudo JUPITER. 137 Estratégias adjuvantes incluem dieta e exercício aeróbico, que modulam a inflamação, em especial em mulheres pós-menopáusicas. 139 Portanto, a interpretação da PCR-us deve integrar o contexto hormonal, comorbidades e estilo de vida, direcionando o tratamento para mitigar o RCV.

5.3.4. Fibrinogênio

O fibrinogênio é uma glicoproteína plasmática solúvel, sintetizada pelo fígado, envolvida na agregação plaquetária, lesão endotelial e viscosidade plasmática e desempenha um papel central na formação de trombos. É também uma proteína de fase aguda da inflamação induzida principalmente pela IL-6. 140 , 141

As mulheres apresentam níveis circulantes mais elevados de fibrinogênio independentemente de idade e níveis mais elevados de fibrinogênio funcional, conforme determinado por estimativas tromboelastográficas da contribuição do fibrinogênio para a resistência do coágulo. 141

As diferenças funcionais e dos níveis circulantes de fibrinogênio entre homens e mulheres definem um comportamento denominado "dimorfismo sexual". Essas diferenças estão associadas aos hormônios sexuais, sendo o estradiol um importante mediador mecanicista na indução da coagulação. 141 - 143

Dados epidemiológicos demonstraram o importante papel preditivo do fibrinogênio na DIC 140 e um estudo publicado em 2025 com 5.690 participantes mostrou uma relação entre altos níveis de fibrinogênio e mortalidade por toda as causas, sugerindo que o fibrinogênio seja um potencial biomarcador para risco de mortalidade. 143 , 144

5.3.5. Homocisteína

Níveis elevados de homocisteína aceleram o desenvolvimento da placa aterosclerótica nas artérias por meio de mecanismos como aumento do estresse oxidativo, oxidação de LDL-c, depleção de ON, disfunção endotelial, processos inflamatórios, modificações epigenéticas e regulação de microRNA. 145

Modificações dietéticas e de estilo de vida, atividade física regular, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool são essenciais para o controle da hiperhomocisteinemia. 145

5.3.6. Adipocinas

Adipocinas são peptídeos secretados pelos adipócitos, sendo leptina e adiponectina as mais conhecidas e estudadas. Seus níveis fisiológicos normais são essenciais para manter a função cardiovascular adequada.

A leptina promove a saciedade e regula o gasto energético. Situações de hiperleptinemia estão presentes na obesidade e DM2, refletindo um estado de resistência à leptina associado a processos aterogênicos, disfunção endotelial, inflamação crônica de baixo grau e disfunção vascular. Existem claras diferenças entre os sexos nos níveis circulantes de leptina, com as mulheres apresentando níveis 3 a 4 vezes maiores em relação aos homens. 146 , 147

A adiponectina exerce efeitos anti-inflamatórios, antiaterogênicos e insulinotrópicos. Sua ação inclui a melhora da sensibilidade à insulina, a redução do estresse oxidativo e a modulação da resposta inflamatória endotelial. Níveis séricos de adiponectina têm sido inversamente associados ao risco de DCV, sendo considerado um biomarcador de proteção cardiovascular. As mulheres têm níveis significativamente mais altos de adiponectina circulante total em comparação com os homens em populações saudáveis. As diferenças sexuais nos níveis de adiponectina não são bem caracterizadas, mas as diferenças na distribuição regional de gordura (subcutânea vs. visceral) entre homens e mulheres podem contribuir para as diferenças sexuais. 146 , 147

A utilização dos biomarcadores para avaliação clínica pode ser resumida na Figura 5.2.

Figura 5.2. Utilização dos biomarcadores para avaliação clínica. HOMA-IR: homeostasis model assessment of insulin resistance; PCR: proteína C reativa.

Figura 5.2

6. Cardiometabolismo no Período Infanto-juvenil

A idade de início da puberdade tem implicações clínicas e epidemiológicas significativas, pois variações no timing do evento estão associadas a diversos desfechos metabólicos e cardiovasculares. A menarca, definida como a primeira menstruação, sinaliza a maturação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, marcando o início da capacidade reprodutiva feminina. Estudos apontam uma tendência secular de antecipação da menarca, com redução de cerca de três meses por década nos últimos 50 anos, reflexo de melhorias nutricionais e mudanças no estilo de vida. 148 Atualmente, a idade média da menarca situa-se entre 12 anos e 13 anos em países desenvolvidos, enquanto em regiões de baixa renda esse evento ocorre mais tardiamente. 149 Compreender os determinantes dessa variabilidade e seus impactos metabólicos é de fundamental importância para a saúde cardiovascular. 150

6.1. Definições e Critérios Diagnósticos

Considera-se puberdade precoce quando o início do desenvolvimento dos caracteres sexuais ocorre antes dos 8 anos de idade nas meninas. A menarca precoce é definida como o início da menstruação antes dos 9,5 anos de idade. A menarca ocorre em média dois anos depois do aparecimento das mamas sendo que a menarca precoce apresenta maior prevalência em meninas negras e hispânicas. Contudo, o consenso brasileiro enfatiza a avaliação clínica individual, levando em conta o contexto de cada paciente. 151 Por outro lado, a menarca tardia ocorre quando o primeiro sangramento menstrual é observado após os 15 anos de idade ou na ausência de menarca até três anos após o desenvolvimento sexual secundário completo. Suas causas incluem alterações hipotalâmicas, hipofisárias e gonadais, bem como déficits energéticos significativos. 152

6.1.1. Fisiopatologia

A puberdade depende da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, regulado pela liberação pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Esse processo estimula a produção de LH e hormônio folículo-estimulante (FSH) pela hipófise, que, por sua vez, ativa os ovários para a secreção de estrogênios.

Na puberdade precoce , a ativação ocorre de forma antecipada, geralmente associada à alta sensibilidade hipotalâmica às adipocinas, em particular à leptina. Esse hormônio, produzido pelo tecido adiposo, sinaliza ao hipotálamo a existência de reservas energéticas adequadas para a reprodução. Em meninas obesas, níveis elevados de leptina podem exacerbar esse gatilho, acelerando o início da puberdade. Além disso, a exposição precoce a disruptores endócrinos, como bisfenol A e ftalatos, pode interferir nos sinais hormonais naturais e precipitar a ativação do eixo reprodutivo.

Já na puberdade tardia , a ativação do eixo é frequentemente retardada por déficits energéticos crônicos comuns em atletas ou em pacientes com distúrbios alimentares. O baixo estoque energético reduz a secreção de leptina e outras adipocinas, prejudicando a sinalização para o hipotálamo. Em alguns casos, há resistência aos sinais metabólicos de insulina e leptina ou alterações na sinalização da kisspeptina, um neuropeptídeo hipotalâmico essencial para a secreção de GnRH. 151

Esses mecanismos ilustram como o estado nutricional e a composição corporal influenciam diretamente o momento da menarca e suas repercussões metabólicas. Por exemplo, a obesidade pode induzir disfunções metabólicas que aceleram a maturação sexual, enquanto déficits calóricos intensos, observados nas atletas ou meninas com distúrbios alimentares como anorexia nervosa, retardam esse processo.

6.1.2. Menarca Precoce, Menarca Tardia e Risco Cardiometabólico

A menarca precoce está fortemente associada a desfechos metabólicos adversos. Um dos principais impactos é o aumento do IMC e da adiposidade central, com risco de obesidade na vida adulta cerca de 30-60% superior em comparação a mulheres com menarca em idade média 150 ( Figura 6.1 ).

Figura 6.1. Associação do risco cardiovascular com idade da menarca. Os extremos de idade da menarca associam-se a um risco futuro de disfunção cardiometabólica e doença cardiovascular, devendo ser pensados como potencializadores de risco cardiovascular.

Figura 6.1

Fonte: Dastmalchi e Gulati. 154

Outro desdobramento relevante é a RI, frequentemente identificada nesse perfil, sendo caracterizada por níveis elevados de insulina de jejum e alterações precoces no metabolismo da glicose, muitas vezes independentes do IMC.

Mudanças desfavoráveis no perfil lipídico também são comuns, incluindo elevação de triglicerídeos e LDL-c, bem como redução do HDL-c. Esses fatores configuram um quadro de dislipidemia aterogênica, que amplifica o RCV.

Além disso, há aumento de 1,5 a 2,5 vezes no risco de SM, associada a uma combinação de obesidade central, HAS, RI e dislipidemia. 100 Mesmo após ajustes para fatores confundidores, como nível socioeconômico, o impacto metabólico da menarca precoce mantém relevância clínica.

Na menarca tardia , os desfechos metabólicos são mais heterogêneos. De modo geral, observa-se menor IMC e adiposidade nas pacientes, o que reflete um perfil metabólico mais favorável. No entanto, em casos relacionados a déficits energéticos, como nos distúrbios alimentares, a desnutrição torna-se um fator crítico, influenciando negativamente o metabolismo e a saúde óssea 152 ( Figura 6.1 ).

A sensibilidade à insulina é melhor em mulheres com menarca tardia em comparação àquelas com menarca precoce.

A saúde óssea frequentemente é comprometida na menarca tardia, com risco aumentado de osteopenia e fraturas na vida adulta. A densidade mineral óssea reduzida nesses casos ressalta a necessidade de intervenções preventivas e monitoramento contínuo. 100 , 152

Por fim, os extremos de idade da menarca correlacionam-se a um padrão de RCV em formato de "U". Na menarca precoce, observa-se aumento da PA sistólica e diastólica, espessamento da camada íntima-média carotídea e maior predisposição à aterosclerose subclínica. Em contraste, na menarca tardia, desregulações hormonais e nutricionais elevam a probabilidade de complicações tardias. 153

6.2. Irregularidades Menstruais e Risco Cardiometabólico

Os distúrbios menstruais relacionados a causas hormonais e, portanto, excluídas as causas estruturais como miomatose e pólipos, constituem manifestações comuns durante a vida reprodutiva feminina, acometendo cerca de 14-25% das mulheres em idade fértil, com picos de incidência nos extremos da vida reprodutiva, como menarca e perimenopausa. 155 Essas alterações, classificadas como oligomenorreia, polimenorreia, amenorreia, menorragia e metrorragia, vão além das alterações ginecológicas e emergem como importantes indicadores de vulnerabilidade cardiometabólica. Investigações contemporâneas evidenciam correlações robustas entre anomalias do ciclo menstrual e o desenvolvimento de DCV, ressaltando a necessidade de uma abordagem integrativa na avaliação dessas pacientes. 156

6.2.1. Mecanismos Fisiopatológicos

A interrelação entre ciclos menstruais irregulares e riscos cardiometabólicos envolve múltiplos processos fisiopatológicos interconectados. O eixo hipotálamo-hipófise-ovariano exerce função primordial nessa associação, pois desequilíbrios hormonais impactam simultaneamente as funções reprodutiva e cardiovascular. As oscilações nos níveis de estrogênio e progesterona modulam diretamente a sensibilidade insulínica, o metabolismo de lipídios, a funcionalidade endotelial e a homeostase pressórica. 44 , 155

A RI desponta como elemento central na fisiopatologia de condições como a SOP, promovendo tanto irregularidades menstruais quanto dislipidemia, HAS e adiposidade visceral. Estudos de acompanhamento longitudinal revelam que mulheres com RI apresentam risco substancialmente elevado para DM2 e eventos cardiovasculares ao longo da vida. 156

6.2.2. Avaliação Clínica e Biomarcadores

A avaliação de mulheres com irregularidades menstruais requer uma abordagem abrangente dos FRCV. O histórico menstrual detalhado constitui componente essencial na estratificação de risco, necessitando complementação com análise da composição corporal, aferição pressórica e investigação de FR convencionais. 153 , 157 , 158

6.2.3. Intervenções Terapêuticas

O manejo de adolescentes com irregularidades menstruais e risco cardiometabólico elevado demanda estratégias multidimensionais. As modificações no estilo de vida constituem o alicerce terapêutico, incluindo atividade física regular, padrões alimentares cardioprotetores, controle ponderal e cessação do tabagismo. 157 As intervenções farmacológicas requerem personalização conforme o perfil individual de risco.

Apesar dos avanços significativos, persistem importantes lacunas no conhecimento sobre a relação entre irregularidades menstruais e riscos cardiometabólicos.

Na prática clínica, recomendam-se incorporar a avaliação menstrual detalhada na estratificação de RCV, implementar rastreamento cardiometabólico precoce em adolescentes com irregularidades menstruais persistentes, adotar abordagem multidisciplinar no manejo e diagnóstico precoce de condições, como SOP frequentemente diagnosticada no início da puberdade, 109 , 159 - 161 e desenvolver programas educacionais sobre a interrelação entre saúde reprodutiva e cardiovascular. 44 , 162 , 163 Essas alterações estão detalhadas no capítulo 7.

6.3. Obesidade, Transtornos Alimentares e Risco Cardiovascular: Impactos a Longo Prazo

A obesidade na infância e adolescência está associada a uma série de desfechos adversos tanto físicos quanto psicológicos. Do ponto de vista físico, observa-se um aumento significativo no risco de desenvolvimento de comorbidades crônicas, como DCV, HAS, dislipidemia, RI, DM2 e doença hepática esteatótica metabólica (DHEM). 164 Psicologicamente, a obesidade está relacionada à deterioração da saúde emocional, incluindo maior prevalência de estresse, sintomas depressivos e baixa autoestima. 165

6.3.1. Transtornos Alimentares e Obesidade

A relação entre obesidade e transtornos alimentares é reconhecidamente bidirecional. Crianças e adolescentes com obesidade apresentam maior risco de desenvolver transtornos alimentares, em especial bulimia nervosa e transtorno da compulsão alimentar periódica. Esses transtornos, por sua vez, podem agravar as consequências físicas e psicológicas já associadas à obesidade, estabelecendo um ciclo patológico de ganho ponderal e comportamentos alimentares desordenados. 165

A American Academy of Pediatrics destaca a importância da triagem precoce de comportamentos alimentares desordenados e da implementação de intervenções oportunas. Tais medidas podem promover significativa melhora nos desfechos clínicos. 164 Atitudes alimentares disfuncionais identificadas durante a infância intermediária correlacionam-se com o surgimento de obesidade e complicações cardiometabólicas no futuro, justificando a necessidade de monitoramento precoce e longitudinal. 166

6.3.2. Fatores Hereditários e Prognóstico dos Transtornos Alimentares

Diversos fatores genéticos e hereditários influenciam o risco e o prognóstico dos transtornos alimentares na infância e adolescência. 167 Os principais incluem:

  1. Loci Genéticos e Herdabilidade 167

    Estudos apontam loci específicos associados à anorexia nervosa (região 1p33–36) e à bulimia nervosa (10p14), com herdabilidade estimada entre 48% e 74%.

  2. Genes Específicos 167

    Mutações em genes como ESRRA, HDAC4 , AGRP, GHRL e BDNF têm sido associadas à regulação do apetite e ao risco aumentado de desenvolvimento de transtornos alimentares.

  3. Histórico Familiar 168

    Antecedentes familiares de transtornos alimentares ou distúrbios psiquiátricos elevam significativamente o risco individual, como evidenciado por estudos com gêmeos monozigóticos.

  4. Transtornos Psiquiátricos Comórbidos 167

    Existe sobreposição genética entre os transtornos alimentares e outras condições psiquiátricas, como transtorno obsessivo-compulsivo e depressão, agravando o curso clínico.

  5. Doenças Autoimunes e Autoinflamatórias

    Evidências também apontam que a presença de doenças autoimunes no histórico familiar pode contribuir para o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares, sugerindo um possível envolvimento do sistema imunológico.

6.3.3. Consequências Futuras dos Transtornos Alimentares

Transtornos alimentares que se iniciam na infância apresentam repercussões duradouras. Estudos longitudinais indicam que padrões alimentares inadequados precoces estão associados à ocorrência de transtornos diagnosticáveis na adolescência. 169 Por exemplo, a hiperfagia infantil está ligada ao risco aumentado de compulsão alimentar e transtorno da compulsão alimentar periódica, enquanto a seletividade alimentar extrema e a subalimentação persistente elevam o risco de anorexia nervosa. 170

As consequências estendem-se para além da adolescência. Indivíduos acometidos por transtornos alimentares na juventude apresentam risco elevado de desenvolver transtornos psiquiátricos, como depressão, transtornos de ansiedade e abuso de substâncias ilícitas na fase adulta jovem. Comportamentos autolesivos também são mais prevalentes nesse grupo. Ademais, sintomas alimentares precoces estão associados a desfechos de peso desfavoráveis, incluindo obesidade ou magreza extrema, e à persistência dos comportamentos alimentares desordenados até a idade adulta.

A atuação precoce associada a estratégias terapêuticas, como terapia cognitivo-comportamental, intervenções familiares e tratamento das comorbidades psiquiátricas, é fortemente recomendada. 171

6.3.4. Obesidade Infantil e Desfechos Cardiovasculares

Conforme destacado pela American Heart Association , crianças com obesidade severa com frequência apresentam múltiplos FRCV simultaneamente, como hipertensão, dislipidemia e RI, desde tenra idade. 171

A obesidade infantil tem implicações substanciais para a saúde cardiovascular na vida adulta. Trata-se de um fator fortemente associado ao desenvolvimento de hipertensão, dislipidemia, RI, DM2 e DHEM. Esses fatores persistem e evoluem, elevando a morbimortalidade cardiovascular. 171

A revisão de Sommer e Twig aponta aumento da incidência de DCV, como IM e AVC, entre aqueles que foram obesos na infância e adolescência. 172 Manter a obesidade desde a infância até a idade adulta está associada a RCV significativamente maior em comparação com indivíduos que normalizaram o peso. 172

O clássico Bogalusa Heart Study demonstrou que essas alterações fisiológicas estão relacionadas ao aumento da espessura médio-intimal da artéria carótida e rigidez arterial, que são marcadores de aterosclerose subclínica. 173

Além disso, alterações estruturais cardíacas, como aumento da massa ventricular esquerda e hipertrofia miocárdica, são comuns nesses indivíduos e correlacionam-se com piores desfechos cardiovasculares futuros.

6.3.5. Transtornos Alimentares e Risco Cardiovascular

Transtornos alimentares iniciados na infância, como a anorexia nervosa, também implicam em alterações cardiovasculares persistentes. Mesmo após a recuperação clínica, indivíduos podem apresentar rigidez aumentada da artéria carótida, menor distensibilidade da aorta, disfunção endotelial e hiperatividade vagal. 173

Além disso, atitudes alimentares desadaptativas durante a infância estão associadas ao desenvolvimento de obesidade e HAS na adolescência, ambos FRCV. 171

A American Heart Association destaca que crianças obesas com comportamentos alimentares desordenados tendem a apresentar aumento da massa ventricular esquerda, rigidez arterial e PA elevada, fatores que persistem até a idade adulta e contribuem para o desenvolvimento de aterosclerose e outras DCV crônicas. 171

7. Continuum Cardiometabólico e Idade Reprodutiva

O continuum cardiometabólico refere-se a um processo progressivo de alterações metabólicas e cardiovasculares interligadas, iniciado frequentemente na infância. Nas mulheres, as fases da vida reprodutiva – menarca, gravidez, puerpério - e menopausa, influenciam diretamente esse risco. A gestação é um estado fisiológico que impõe profundas alterações cardiometabólicas, necessárias para sustentar o crescimento fetal e adaptar o organismo materno às novas demandas. Entre essas mudanças, destacam-se o aumento do débito cardíaco, expansão do volume plasmático, redução da resistência vascular sistêmica, alterações no perfil lipídico, maior resistência periférica à insulina, ativação inflamatória e remodelamento vascular. Essas adaptações podem descompensar condições clínicas prévias ou revelar vulnerabilidades cardiometabólicas latentes, com implicações tanto para a saúde materna imediata quanto para o RCV futuro. 174 - 178

Reconhecer essa relação nas diferentes fases da vida da mulher é fundamental para desenvolver estratégias de prevenção e rastreamento ao longo da vida.

A Figura 7.1 ilustra as alterações cardiometabólicas na gravidez.

Figura 7.1. Alterações cardiometabólicas na gravidez.

Figura 7.1

7.1 Síndrome dos Ovários Policísticos

A SOP é a endocrinopatia reprodutiva mais comum, presente em 6–10% das mulheres. É fortemente associada a obesidade central, RI, intolerância à glicose e dislipidemia (aumento de LDL-c e triglicerídeos, redução de HDL-c), assim como a maior risco de HAS e aterosclerose precoce, 159 esteatose hepática e distúrbios respiratórios do sono, com maior incidência de apneia obstrutiva, 5 , 97 , 98 além de depressão.

A fisiopatologia da SOP é complexa e envolve desregulação do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, redução da síntese de SHBG hepática e hiperandrogenismo ovariano funcional, uma disfunção primária das células da teca do ovário, além dos elevados níveis do hormônio anti-Mülleriano, que exacerba ainda mais a disfunção ovariana. 160

Atualmente, existem quatro fenótipos reconhecidos de SOP, cada um com diferentes implicações metabólicas e de saúde a longo prazo: 1) hiperandrogenismo + oligoanovulação + morfologia de ovário policístico; 2) hiperandrogenismo + oligoanovulação; 3) hiperandrogenismo + morfologia de ovário policístico; e 4) oligoanovulação + morfologia de ovário policístico. 161 Os fenótipos com hiperandrogenismo têm o pior perfil metabólico. 62

As principais alterações metabólicas relacionadas à SOP são: obesidade, presente em cerca de 50% dos casos; RI, que ocorre em 60-95% dos casos, levando à intolerância à glicose em 31-35% dos casos; e DM2 presente em 7,5-20% dos casos.

A RI desempenha papel central nas complicações metabólicas e cardiovasculares. A hiperinsulinemia resultante estimula a produção hepática de triglicerídeos e reduz os níveis de HDL-c, favorecendo o acúmulo de placas ateroscleróticas. Além disso, promove neoglicogênese, aumentando a quantidade de glicose disponível (disglicemia), reduzindo também as proteínas ligadoras dos esteroides sexuais e dos fatores de crescimento insulinoides, o que piora o quadro clínico e aumenta o processo inflamatório crônico. 63 Isso leva a níveis mais elevados de PCR e citocinas pró-inflamatórias, que também aceleram o dano vascular e a disfunção endotelial. 64

A dislipidemia é a anormalidade mais frequente na SOP, apresentando-se geralmente com baixos níveis de HDL-c e altas concentrações de triglicerídeos, podendo também cursar com aumento de LDL-c. 179

O sobrepeso e a obesidade, presentes em muitas mulheres com SOP, pioram o risco uma vez que o tecido adiposo visceral libera ácidos graxos livres e adipocinas inflamatórias, exacerbando a RI e a dislipidemia. Além disso, a hiperandrogenemia na SOP está associada a um perfil lipídico aterogênico, com aumento de LDL-c oxidado e redução do HDL-c, ampliando o risco de eventos cardiovasculares precoces. 62

Uma análise de 39 revisões sistemáticas e metanálises publicadas até 2019 demonstrou que mulheres com SOP apresentaram maior risco de desenvolver DCV. 102 Esse risco se manteve quando avaliados AVC e DIC separadamente, mas não houve associação com IC. Observou-se que o risco de eventos cardiovasculares foi maior em mulheres jovens com SOP na idade reprodutiva comparadas a controles normais, mas nenhuma associação foi observada em mulheres na pós-menopausa com SOP. 102 Atualmente, a maior parte da terapia é centrada na queixa principal da paciente, na redução dos sintomas de hiperandrogenismo, no restabelecimento da regularidade menstrual e na obtenção da concepção em mulheres.

A atualização das Diretrizes Internacionais Baseadas em Evidências de 2023 reintegrou o International Evidence-Based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome de 2018, abrangendo uma extensa síntese de evidências e recomendações para a SOP. 162 As principais atualizações incluem:

  • fortalecimento do reconhecimento de características mais amplas da SOP, incluindo FR metabólicos, DCV, apneia do sono, prevalência de características psicológicas e o alto risco para resultados adversos durante a gravidez;

  • ênfase na carga diversificada e pouco reconhecida da doença e na necessidade de maior educação profissional de saúde;

  • ênfase mantida no estilo de vida saudável, no bem-estar emocional e na melhoria da qualidade de vida;

  • ênfase na terapia médica baseada em evidências.

A perda de peso deve ser priorizada precocemente. 163

As alterações da SOP associadas ao aumento do RCV podem ser sumarizadas na Figura 7.2.

Figura 7.2. Alterações da síndrome dos ovários policísticos associadas ao aumento do risco cardiovascular.

Figura 7.2

7.2. Infertilidade e seu Tratamento

A infertilidade, definida como a ausência de gravidez clínica após 12 meses de relações regulares e desprotegidas, afeta 8-12% dos casais em idade reprodutiva. 175 , 176 As causas femininas incluem disfunções ovulatórias, fatores tubários e uterinos, baixa reserva ovariana, obesidade e distúrbios hormonais. 177 As causas mais frequentes são endometriose, que é uma patologia inflamatória, e SOP, que reconhecidamente causa elevação dos hormônios androgênicos e SM. 178 , 179 Mulder et al. avaliaram mulheres com e sem infertilidade da mesma faixa etária e demonstraram que as inférteis são mais propensas a FR cardiometabólicos específicos, com aumento de distúrbios metabólicos, como obesidade e dislipidemia (colesterol total, LDL-c e triglicerídeos), não tendo encontrado, entretanto, alterações da glicemia de jejum, da RI e da PA 180 ( Figura 7.3 ).

Figura 7.3. Causas frequentes de infertilidade feminina. SOP: síndrome dos ovários policísticos.

Figura 7.3

A endometriose tem uma prevalência de até 10% da população feminina e é uma causa frequente de infertilidade, que será abordada separadamente. 181 , 182

O tratamento para infertilidade também traz repercussões no cardiometabolismo. A estimulação ovariana com clomifeno, letrozol e gonadotrofinas pode induzir síndrome de hiperestimulação ovariana com risco de eventos tromboembólicos. 183 A fertilização in vitro leva a maior risco de TEV, pré-eclâmpsia e eventos cardiovasculares em longo prazo. Além disso, mulheres que engravidam após tratamento para infertilidade apresentam maior risco de DG e distúrbios hipertensivos da gestação. 182

As intervenções no estilo de vida, como dieta balanceada, atividade física e modificações comportamentais, podem não apenas melhorar a saúde cardiovascular, mas também aumentar o sucesso no tratamento da infertilidade. A perda de peso em mulheres obesas é recomendada para melhorar a saúde reprodutiva e reduzir complicações durante a gravidez. As evidências de que a perda de peso melhora os desfechos da fertilização in vitro ainda são limitadas. O controle do peso, entretanto, é considerado benéfico para a fertilidade, assim como para o cardiometabolismo como um todo.

7.3. Modificações do Peso na Gestação

As modificações de peso durante a gestação estão intrinsecamente ligadas às adaptações fisiológicas e metabólicas que visam atender às demandas do feto. O monitoramento do GPG é parte importante da consulta pré-natal e merece atenção multidisciplinar. O IMC pré-gestacional e o GPG impactam significativamente os desfechos maternos e infantis, como descrito no capítulo 5. Tanto o excesso quanto a insuficiência de peso estão associados a complicações cardiometabólicas para a mãe e o bebê, como parto prematuro e bebês pequenos para a idade gestacional. 185

Pesquisadores brasileiros desenvolveram curvas e recomendações de GPG específicas para a população brasileira adotadas pelo Ministério da Saúde a partir de 2022. 186

O Quadro 7.1 mostra a orientação sobre GPG ajustado para o IMC pré-gestacional em gestação única e gemelar e a distribuição do ganho fisiológico de peso em mulheres com IMC normal. 186 , 187

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
Recomendam-se intervenções abrangentes no estilo de vida para mulheres com sobrepeso, obesidade, síndrome metabólica, hipertensão, dislipidemia, doença hepática esteatótica metabólica e DM2 empregando dietas mediterrânea, DASH, de restrição energética intermitente, com alto teor de proteína e restrição calórica com objetivo de reduzir em média 5–10% do peso corporal. FORTE ALTA

DM2: diabetes mellitus tipo 2; DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension.

Quadro 7.1. Distribuição do ganho fisiológico de peso em mulheres com IMC normal (> 18 e < 25 kg/m 2 ) e orientação sobre ganho de peso gestacional ajustado para o IMC de acordo com Institute of Medicine, LifeCycle Project-Maternal Obesity and Childhood Outcomes Study Group e FEBRASGO 186 , 187 .

Ganho de Peso IMC (< 18,5 kg/m 2 ) IMC (> 18,5 e < 25 kg/m 2 ) IMC (≥ 25 e < 30 kg/m 2 ) IMC ≥ 30 kg/m 2
FEBRASGO 9,7 a 12,2 kg 8,0 a 12 kg 7 a 9 kg 5 a 7 kg
IOM:gestações únicas gestação gemelar 12,7 a 18 kg 11,5 a 16 kg
6,8 a 24,5 kg
7 a 11,5 kg
14,1 a 22,7 kg
5 a 9 kg
11,4 a 19,1 kg
Lifecycle Project-Maternal Obesity And Childhood Outcomes Study Group 14 a < 16 kg 10 a < 18 2 a < 16 kg IMC de 30 a 34,9 kg/m 2 :
2 a < 6 kg
IMC de 35 a 39,9 kg/m 2 :
0 a < 4kg
IMC > 40 kg/m 2 :
0 a < 5kg
Distribuição do peso (kg) Feto: 3,2 a 3,6 kg
Gordura materna:
2,7 a 3,6 kg
Volume sanguíneo:
1,4 a 1,8 kg
Volume de líquido extravascular: 0,9 a 1,4 kg
Líquido amniótico: 0,9 kg
Mamas: 0,45 a 1,4 kg
Hipertrofia uterina: 0,9 kg
Placenta: 0,7 kg

IMC: índice de massa corpórea; IOM: Institute of Medicine.

7.3.1. Impacto Materno do Ganho de Peso Gestacional Excessivo

Quase 50% das mulheres iniciam a gestação com sobrepeso ou obesidade e 51% ganham peso acima do recomendado. No pós-parto, as mulheres retêm, em média, de 0,5 kg a 3 kg por gravidez. O sobrepeso e a obesidade no período pré-concepcional estão associados à redução da fertilidade e atraso na concepção. Além disso, aumentam o risco de mortalidade e complicações maternas, tais como GPG excessivo, DG, distúrbio hipertensivo da gestação, cesariana de emergência, doenças congênitas, parto prematuro, óbito fetal e risco futuro de DM e DCV. Estudos indicam que gestantes com sobrepeso ou obesidade tendem a apresentar níveis elevados de leptina, colesterol total, LDL-c, colesterol de lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL-c), triglicerídeos, glicemia de jejum e insulina, além de maior HOMA-IR ( homeostasis model assessment of insulin resistance ) e PA diastólica mais elevada no terceiro trimestre. 188

7.3.2. Impacto Fetal do Ganho de Peso Gestacional Excessivo

A obesidade materna está associada a aumento no risco de macrossomia fetal, malformações congênitas e morte intrauterina. Além disso, a exposição intrauterina a um ambiente hiperglicêmico pode predispor o recém-nascido a desenvolver obesidade e SM na vida adulta, devido a alterações na programação metabólica fetal. 189

Em estudo com 16 milhões de nascimentos nos EUA, gestantes com IMC saudável tiveram as menores taxas de morbidade e mortalidade neonatais, enquanto aquelas com obesidade grau III apresentaram os maiores riscos desses desfechos adversos, independentemente do GPG. 190 Na Figura 7.4 , estão descritas as orientações para monitoramento do GPG.

Figura 7.4. Orientações para monitoramento do ganho de peso gestacional. IMC: índice de massa corpórea; HOMA-IR: homeostasis model assessment of insulin resistance.

Figura 7.4

7.4. Disglicemia Gestacional

A hiperglicemia é a alteração metabólica mais comum da gestação, impulsionada pela epidemia de obesidade, maior prevalência de diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e DM2 em mulheres em idade fértil e gravidezes tardias. 191 , 192 Na gravidez, há redução da glicemia de jejum pela captação fetal e placentária de glicose e discreta hiperglicemia pós-prandial decorrente da ação de hormônios placentários diabetogênicos, mesmo em mulheres com metabolismo normal. 192

A disglicemia na gestação é classificada como diabetes pré-gestacional, diagnosticada na gestação ou DG. O pré-natal oferece oportunidade de diagnóstico do DM previamente não identificado, com base nos critérios estabelecidos de glicemia, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) ou HbA1c. 191 , 192 A forma mais prevalente de hiperglicemia gestacional é o DG, que afeta até 25% das gestações e é definido como intolerância aos carboidratos iniciada na gestação, sem preencher critérios diagnósticos para DM fora desse período 191 , 192 ( Quadro 7.2 ).

Quadro 7.2. Critérios diagnósticos para diabetes gestacional e diabetes pré-gestacional.

Normal DG DM
Glicemia de jejum < 92 mg/dl ≥ 92 mg/dl e < 126 mg/dl ≥ 126 mg/dL
Glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL
TOTG entre 24ª e 28ª semana Jejum: ≥ 92 e < 126 mg/dL
1° hora ≥ 180 mg/dL
2° hora ≥ 153 e < 200 mg/dL
2° hora ≥ 200 mg/dL
HbA1c < 5,7% ≥ 6,5%

DG: diabetes gestacional; DM: diabetes mellitus; HbA1c: hemoglobina glicada; TOTG: teste oral de tolerância à glicose.

A HbA1c, embora menos sensível para diagnóstico de DG, pode identificar risco aumentado quando ≥ 5,7% no primeiro trimestre, indicando necessidade de triagem precoce. 192 A HbA1c é um bom exame para orientar a mulher diabética que deseja engravidar e valores < 6% reduzem o risco de malformações fetais. 193 Os principais FR para DG são idade materna avançada, sobrepeso, obesidade, história familiar de DM, RI, hipertrigliceridemia, hipertensão, GPG excessivo e DG prévio. 191

O DG aumenta o risco de complicações obstétricas e neonatais, como aborto, pré-eclâmpsia, prematuridade, macrossomia, anomalias e morte fetal, hipoglicemia e desconforto respiratório neonatal. A adequada intervenção melhora desfechos. 191 , 192 Seus efeitos estendem-se ao longo da vida materna, quadruplicando o risco de DM2 e duplicando o risco de eventos cardiovasculares já na primeira década pós-parto, aumento que permanece por toda vida, parecendo ser independente do desenvolvimento do DM2. 194 Com relação ao feto, há maior risco de SM, obesidade, DM e HAS ao longo da vida. 191 - 193

O tratamento inicial baseia-se em orientação nutricional e atividade física. Se a glicemia não for controlada em até 14 dias, deve-se iniciar terapia farmacológica, obrigatória em gestantes com DM1 ou DM2 pré-gestacional. 192 , 194 , 195 Nesses casos, recomenda-se aspirina (100–150 mg/dia) a partir da 12ª-16ª semana para prevenção de pré-eclâmpsia. 192 A insulina é o fármaco de escolha por sua eficácia, segurança e baixa transferência placentária. 192 , 195

A automonitorização glicêmica é fundamental, especialmente pós-prandial, para ajuste terapêutico, prevenção de hipoglicemia e menor risco de pré-eclâmpsia. 192 , 195 As metas glicêmicas incluem valores pré-prandiais de 65-95 mg/dL, 1ª hora pós-prandial < 140 mg/dL e 2ª hora < 120 mg/dL. 195

A prevenção do DG deve ser iniciada antes da concepção, com controle do peso, dieta saudável e prática regular de atividade física.

7.5. Dislipidemia Gestacional

Durante a gravidez o organismo materno realiza adaptações para ajustar o crescimento e o desenvolvimento fetal. Assim, o aumento dos níveis de lipídios e lipoproteínas nessa fase é importante. Essas alterações são estimuladas pelo lactogênio placentário, estrogênio e progesterona e elevações dos níveis de leptina e insulina. 196 O colesterol é essencial para o desenvolvimento embrionário e fetal, por ser um componente indispensável das membranas celulares e responsável por diversas funções de sinalização intracelular. Além disso, esse aumento do colesterol é necessário para suprir a demanda elevada por esteroides maternos e placentários, que se acumulam no corpo da mãe desde a 7ª semana, com pico no segundo e terceiro trimestres. No fim da gravidez, lipídios armazenados servem como reservatório para síntese de ácidos graxos na placenta. 196 As adaptações dos lipídios à gestação consistem em um aumento do colesterol total e do LDL-c em cerca de 30-50% e do HDL-c em 20-40%. 197 Os triglicerídeos se elevam mais significativamente, atingindo 2 a 4 vezes o valor pré-gestacional no terceiro trimestre, pois são, junto com a glicose, uma das principais fontes de energia fetal. O LDL-c altera não só seus níveis, mas aumenta as partículas pequenas e densas, mais aterogênicas, gerando maior impacto em pacientes com hipercolesterolemia familiar. Esse efeito desfavorável é atenuado por níveis elevados de HDL-c e de apolipoproteína A-I, que atingem seu pico durante o segundo trimestre e podem oferecer proteção contra as frações lipídicas aterogênicas. 196

Na gestação, os níveis de Lp(a) aproximadamente dobram, sendo os mecanismos responsáveis pouco compreendidos. As hipóteses incluem influência do estrogênio na síntese e depuração, atuação como proteína de fase aguda frente a lesão endotelial e possível papel no desenvolvimento placentário. 198

Os níveis lipídicos na gestação e a magnitude dessas alterações durante a gravidez são influenciados por diversos fatores, incluindo níveis lipídicos pré-gestacionais, IMC, idade, dieta e etnia.

A amamentação melhora o perfil lipídico, com maior redução de LDL-c e triglicerídeos do que de HDL-c. 196 , 199

7.5.1. Impacto da Dislipidemia na Gravidez

A avaliação lipídica no primeiro trimestre pode prover informações de valor para resultados futuros de curto e longo prazo para a mãe e a criança, além de identificar grupos de risco específicos. 197 A dislipidemia (elevação de apolipoproteína B, colesterol total, LDL-c e triglicerídeos), especialmente no início da gestação, está associada a desfechos adversos para a mãe e para o recém-nascido. Demonstrou-se que um perfil lipídico aterogênico aumenta o risco de lesão endotelial por meio de mecanismos de estresse oxidativo na parede arterial. Os riscos maternos incluem prematuridade, pré-eclâmpsia, HAS, DG, SM e perfis lipídicos desfavoráveis. Os riscos para os recém-nascidos incluem parto prematuro, macrossomia, desenvolvimento de lesões pré-ateroscleróticas e perfis lipídicos desfavoráveis. Mulheres com prematuridade têm duas vezes mais risco de desenvolverem DCV tardiamente. As placentas exibem alterações, como aterosclerose, infarto de vilosidades e trombose. Talvez a abordagem das anormalidades lipídicas na gravidez possa ajudar a reduzir risco de prematuridade. 200

O perfil lipídico na gravidez também foi relacionado com desenvolvimento de SM anos depois, podendo ser usado como marcador precoce de saúde cardiovascular da mulher, como descrito no capítulo 5. Além disso, pode prever o perfil lipídico de crianças, sendo também usado como preditor de saúde de crianças em longo prazo. Monitorar essa fase pode ser uma janela de oportunidade para iniciar intervenção precoce e, possivelmente, reduzir RCV na vida futura. Lipídios aumentados têm sido associados com faixas de gorduras na aorta e rápida progressão de aterosclerose na infância. 201

A elevação da Lp(a), uma proteína inflamatória, pode influenciar negativamente os desfechos gestacionais, aumentando o risco de complicações como pré-eclâmpsia, DM, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Essas condições representam risco no curto prazo de morbimortalidade materna e fetal, além de estarem associadas a um aumento do RCV a longo prazo, incluindo IM, AVC e IC. 198

Assim, a triagem lipídica no primeiro trimestre pode fornecer informações valiosas sobre desfechos de curto e longo prazo para a mãe e o recém-nascido, além de identificar grupos de risco específicos.

7.5.2. Impacto da Gravidez em Pacientes com Hipercolesterolemia Familiar

A hipercolesterolemia familiar é uma condição autossômica semidominante, causada por mutações em genes relacionados ao metabolismo lipídico, resultando em níveis elevados de LDL-c e risco de DIC precoce.

Mulheres com hipercolesterolemia familiar heterozigótica apresentam níveis de colesterol total e LDL-c aproximadamente duas vezes maiores que aquelas sem a condição. Em um estudo norueguês, observou-se que, embora o aumento relativo de colesterol total e LDL-c entre a 17ª e a 36ª semana gestacional fosse semelhante entre os grupos, o aumento absoluto foi significativamente maior nas mulheres com hipercolesterolemia familiar. Os triglicerídeos também se mostraram mais elevados nesse grupo embora ainda dentro da faixa de normalidade, com padrão de elevação relativo semelhante. Já os níveis de HDL-c permaneceram inalterados em ambos os grupos. Apesar de se especular sobre possíveis efeitos epigenéticos da exposição fetal a altos níveis de colesterol, os mecanismos envolvidos permanecem incertos diante de dados ainda conflitantes na literatura. 196

Apesar da associação entre dislipidemia gestacional e desfechos adversos materno-fetais, as diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) restringem-se a uma breve menção sobre o uso de estatinas e desencorajam seu uso em mulheres em idade fértil que pretendem engravidar. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC – Centers for Disease Control and Prevention ) também não oferece recomendações específicas. A orientação é evitar medicamentos hipolipemiantes durante a gestação e a lactação, exceto em casos graves, como hipercolesterolemia familiar, onde se consideram sequestrantes de ácidos biliares (não absorvidos) ou aférese de LDL-c. 196 A escassez de dados sobre tratamento decorre, em grande parte, da exclusão sistemática de gestantes em ensaios clínicos, o que limita o conhecimento sobre a segurança de medicamentos hipolipemiantes. Metanálises e revisões sistemáticas sobre o tema têm dados controversos e com vieses. 196

7.6. Endometriose e Risco Cardiovascular

Foi demonstrada a associação de endometriose com FR para DCV, como HAS e dislipidemia com perfil aterogênico, assim como com aumento do risco de TEV, DIC, IC e AVC. 202 A endometriose, doença inflamatória crônica e estrogênio-dependente, é a principal causa de dor pélvica crônica em mulheres jovens e uma das principais causas de infertilidade. Está associada a um processo inflamatório crônico mediado por substâncias, como molécula de adesão intercelular, IL-1 e IL-6, TNF-α e VEGF, que induzem o aumento do estresse oxidativo. 181 Uma revisão sistemática com 254.929 participantes revelou que a condição está associada a maior risco de DIC (HR 1,50) e doença cerebrovascular (HR 1,17). 203

O espectro completo da patogênese e fisiopatologia da endometriose é reconhecido como uma condição multifatorial envolvendo processos hormonais, pró-inflamatórios, pró-angiogênicos, imunológicos e genéticos. Estudos genéticos identificaram variantes associadas a doenças complexas, como a DIC, ampliando o conhecimento sobre sua fisiopatologia e sugerindo novos alvos terapêuticos, especialmente no metabolismo lipídico. Além de fatores hormonais e inflamatórios, há um componente genético relevante, com desregulação do inflamossomo, promovendo proliferação celular e inflamação crônica. Esse processo inflamatório contribui para um estado pró-trombótico, favorecendo aterosclerose e sustentando a hipótese de que endometriose seja um FRCV. 182 , 204

7.6.1. Fatores de Risco

Na endometriose, ocorre uma elevação de FR bem estabelecidos de DCV, como hipertensão e dislipidemia com perfil aterogênico maior, além de aumento do risco de TEV, DIC, IC e AVC. 182 Estudos populacionais indicam associação entre endometriose e HAS, com risco relativo (RR) de 1,14 para HAS em mulheres com endometriose e RR de 1,29 para endometriose em hipertensas, sugerindo mediação inflamatória comum. Em relação à dislipidemia, dados do Nurses’ Health Study II 205 demonstraram risco 25% maior de hipercolesterolemia entre mulheres com endometriose, além de maior prevalência da doença em mulheres com perfil lipídico aterogênico. Alterações no metabolismo de fosfolipídios e esfingolipídios desempenham papel relevante na fisiopatologia.

Embora os dados sobre tabagismo, diabetes e poluição sejam inconclusivos, uma metanálise recente apontou risco aumentado de 23% para DCV e 13% para hipertensão em mulheres com endometriose. Também foi observada associação com eventos coronarianos (RR 1,62), apesar da heterogeneidade metodológica entre os estudos. Histerectomia antes dos 50 anos, com ou sem ooforectomia, foi correlacionada a maior risco de DIC, possivelmente devido a um perfil cardiometabólico adverso. Além disso, o tratamento hormonal para endometriose pode impactar negativamente o RCV por efeitos sobre peso e metabolismo lipídico. Estilo de vida e fatores comportamentais, como sedentarismo e dieta inadequada, contribuem para a interrelação entre endometriose e DCV. 206

Torna-se premente o reconhecimento da endometriose como potencial FR para DCV para que, a partir disso, sejam abordadas estratégias de mudanças de estilo de vida e intervenção precoce, visando à prevenção e redução do RCV nessas mulheres. 182 , 206 A Figura 7.5 descreve os marcadores inflamatórios e as DCV associadas com endometriose.

Figura 7.5. Marcadores inflamatórios e doenças cardiovasculares associadas com endometriose. HAS: hipertensão arterial sistêmica; DIC: doença isquêmica do coração; IC: insuficiência cardíaca; TEV: tromboembolismo venoso; AVC: acidente vascular cerebral; ROS: espécies reativas de oxigênio; VEGF: fator de crescimento endotelial vascular; ICAM: molécula de adesão intercelular; TNF: fator de necrose tumoral; IL-1: interleucina-1; IL-6: interleucina-6.

Figura 7.5

7.7. Psoríase

A psoríase é tradicionalmente conhecida por causar placas inflamatórias na pele. Evidências crescentes, entretanto, mostram que se trata de doença inflamatória crônica sistêmica associada a diversas comorbidades cardiovasculares, como obesidade, SM e DCV, doenças cerebrovasculares, arritmias cardíacas, apneia do sono, dentre outras. Embora a fisiopatologia ainda não esteja totalmente esclarecida, acredita-se que a inflamação sistêmica da psoríase se relacione a estado pró-inflamatório, com participação de citocinas, como TNF-α, IL-6, leptina e outras adipocinas.

O estudo das enfermeiras americanas demonstrou, entre aquelas com psoríase, risco aumentado de desenvolver DM (RR 1,63) e HAS (RR 1,17). 207 Recente revisão sistemática e metanálise mostrou a associação de psoríase e DIC. 208

7.8. Distúrbios Hipertensivos da Gestação e Disfunção Endotelial após a Menopausa

Os distúrbios hipertensivos da gestação afetam até 10% das gestações e representam importantes preditores de RCV ao longo da vida, sendo identificados como FR exclusivo do sexo feminino. Evidências crescentes sugerem que mulheres com histórico de distúrbios hipertensivos da gestação apresentam alterações persistentes na função endotelial mesmo décadas após a gestação, contribuindo para maior risco de DCV na pós-menopausa. 209 Em todos os temas abordados nas outras sessões, já observamos o grande impacto na saúde cardiometabólica futura das mulheres que apresentaram distúrbios hipertensivos da gestação.

A disfunção endotelial, caracterizada por redução da biodisponibilidade de ON e aumento de marcadores inflamatórios e pró-trombóticos, é um evento precoce na aterogênese. Estudos longitudinais demonstraram que mulheres com pré-eclâmpsia prévia apresentam níveis elevados de endotelina-1, disfunção da vasodilatação dependente do endotélio e espessamento médio-intimal da carótida anos após o parto. Esse impacto parece amplificar-se após a menopausa, com piora do perfil cardiometabólico. 210 , 211

Além disso, biomarcadores de ativação endotelial, como VCAM-1 (molécula de adesão celular vascular) e E-selectina, permanecem elevados no pós-parto tardio, sugerindo inflamação crônica de baixo grau. A interrupção precoce da exposição estrogênica, comum em mulheres com parto prematuro por pré-eclâmpsia, também pode antecipar a perda da proteção vasculogênica hormonal. A inclusão do histórico obstétrico na estratificação de RCV é fundamental para estratégias preventivas individualizadas, especialmente no climatério. 212

Portanto, a pré-eclâmpsia deve ser considerada não apenas uma complicação gestacional isolada, mas um marcador de suscetibilidade vascular feminina ao longo da vida. 213 A recente diretriz da ESC aponta para os fatores específicos por sexo como potenciais reclassificadores de RCV para uma categoria de risco mais elevado. Os distúrbios hipertensivos da gestação devem ser considerados na estratificação individualizada de RCV, embora poucos tenham demonstrado melhorar a predição ou a discriminação de risco além dos fatores tradicionais. 214

O principal nessas mulheres é intensificar a abordagem dos oito pilares da prevenção cardiovascular precocemente desde o pós-parto, como o controle de PA, glicemia, dislipidemia e peso, incentivar atividade física, qualidade do sono, interrupção do tabagismo e alimentação saudável. 213 , 214

7.9. Alterações Metabólicas no Período Pós-parto

Nas últimas décadas, houve um significativo avanço nos protocolos de assistência à gravidez e ao parto. No entanto, o período pós-parto continua sendo negligenciado, apesar de sua importância crítica para a saúde materna a longo prazo. Nessa fase, as mulheres enfrentam mudanças significativas, tanto na recuperação do aparelho reprodutivo quanto nos aspectos metabólicos, endócrinos e nutricional.

Uma das mudanças mais evidentes é a variação no peso corporal. Em média, a perda de peso ocorre a uma taxa de 0,6-0,8 kg/mês nos primeiros seis meses após o parto. 215 Entretanto, muitas mulheres retêm ou até ganham peso, o que pode levar a obesidade e aumentar o risco de complicações cardiometabólicas. A retenção de peso após o parto tem implicações importantes para a saúde cardiovascular, como ilustrado na Figura 7.4. 216

7.9.1. Fatores de Risco Cardiometabólico no Pós-parto

Estudos recentes indicam que fatores como raça/etnia, condição socioeconômica e histórico de DG são fortes preditores de risco cardiometabólico no pós-parto. 217 , 218 Para minimizar esses riscos algumas estratégias devem ser consideradas:

  1. Lactação : a amamentação atua como fator protetor contra a obesidade materna, auxiliando no metabolismo lipídico por meio da lipólise hepática e da ação combinada da prolactina e da insulina; 219

  2. Dieta : a alimentação no pós-parto deve focar na redução calórica e na qualidade nutricional. Recomenda-se um adicional de 500 kcal/dia nos primeiros seis meses e 400 kcal nos meses subsequentes para garantir um equilíbrio metabólico adequado; 220

  3. Atividade física : O exercício físico melhora a aptidão cardiorrespiratória, preserva a massa magra e auxilia na perda de peso, reduzindo o risco metabólico; 221

  4. Sono : A privação de sono (< 5 horas/dia) tem impacto negativo no metabolismo da glicose e favorece a obesidade e a RI. 222

7.9.2. Impacto de Diabetes Gestacional e Dislipidemia no Pós-parto

A retenção excessiva de peso no pós-parto está associada a maior risco de dislipidemia e RI. Mulheres com histórico de DG têm maior probabilidade de apresentar distúrbios metabólicos no pós-parto, incluindo hiperinsulinemia e hipertrigliceridemia. Esses efeitos parecem ser influenciados pelo IMC e pela idade gestacional em que surgiram as alterações metabólicas. Estudos mostram que, mesmo anos após o parto, mulheres com DG mantêm níveis elevados de colesterol total e LDL-C, independentemente de outros FRCV tradicionais. 223 Essas mulheres tendem a apresentar níveis elevados de triglicerídeos e LDL-c, independentemente do IMC até meses após o parto. A RI e a hiperglicemia na gestação contribuem para persistência da dislipidemia no pós-parto, impactando a saúde cardiovascular a longo prazo. 224 , 225

7.9.3. Prolactina e Metabolismo no Pós-parto

Além de sua função na lactação, a prolactina exerce um papel relevante no metabolismo materno. Embora a relação entre os níveis de prolactina e o DG ainda não esteja totalmente esclarecida, evidências sugerem que, no pós-parto, em especial durante a lactação, níveis elevados de prolactina estejam associados a menores níveis de insulina circulante, maior função das células beta e aumento da sensibilidade à insulina. 226

O sobrepeso e a obesidade materna, o GPG excessivo e sua retenção no pós-parto são FR bem estabelecidos para complicações cardiometabólicas. Nesse contexto, o pós-parto deve ser visto como uma janela de oportunidades para intervenções preventivas, enfatizando-se uma dieta equilibrada e de qualidade, exercício físico regular, controle do peso corporal, sono adequado e amamentação. A adoção dessas estratégias pode contribuir para a preservação da saúde cardiovascular materna e a redução do risco de distúrbios cardiometabólicos ao longo da vida.

8. Transição Menopausal, Menopausa e Pós-Menopausa e Saúde Cardiometabólica

Os distúrbios cardiometabólicos, como o DM2 e as DCV com seus fatores associados, como obesidade, RI, hipertensão e dislipidemia, são as principais causas de mortalidade e carga de doenças em ambos os sexos. 73 , 109 No entanto, homens e mulheres vivenciam trajetórias diferentes de risco cardiometabólico ao longo da vida influenciadas pelas flutuações hormonais. A fase reprodutiva das mulheres constitui-se em uma janela de oportunidade para prevenção e abordagem dos FRCV e dos distúrbios cardiometabólicos que serão magnificados na transição para a menopausa, durante a menopausa e no período pós-menopausa. 73 , 109 A diminuição dos níveis endógenos de estradiol durante a transição da menopausa foi associada a um risco aumentado de problemas de saúde cardiometabólica, incluindo adiposidade abdominal, dislipidemia, DM2 e hipertensão. 73 , 109

Em geral, o último período menstrual acontece em 90% das mulheres entre 45 anos e 55 anos de idade e, de forma paralela, o RCV aumenta na quinta década de vida, 10 anos após o que se observa no sexo masculino. A idade do início da menopausa parece não ser apenas um marcador do envelhecimento reprodutivo, com o declínio do estrogênio, mas também do aumento das complicações cardiometabólicas. 73 , 109

A menopausa antes dos 40 anos é considerada prematura, hoje denominada insuficiência ovariana prematura, sendo sua prevalência de cerca de 1%. Quando acontece entre 40 anos e 45 anos, a menopausa é classificada como precoce, atingindo cerca de 7,3% das mulheres. As evidências demonstram que as mulheres com menopausa prematura natural ou cirúrgica têm maior chance de desenvolvimento de DCV 73 , 109 ( Figura 8.1 ). No estudo de Honigberg et al ., que avaliou 144.260 mulheres, a menopausa prematura natural foi associada de forma independente a estenose aórtica, TEV, AVC isquêmico, DIC e fibrilação atrial. Já a menopausa cirúrgica foi relacionada principalmente a regurgitação mitral, tromboembolismo pulmonar, IC e DIC. A idade mais jovem na menopausa permaneceu independentemente associada ao tempo até o primeiro diagnóstico de DCV incidente (HR, 1,02/ano de idade precoce na menopausa [IC 95%, 1,01–1,03]; p < 0,001). 157

Figura 8.1. Conceituação de menopausa e aumento do risco cardiovascular. RCV: risco cardiovascular; IOP: insuficiência ovariana prematura.

Figura 8.1

Além disso, as mulheres com insuficiência ovariana prematura na menopausa prematura e menopausa precoce apresentam risco substancialmente maior de um evento cardiovascular não fatal, em especial de DIC e AVC antes dos 60 anos, possivelmente relacionados aos níveis baixos de estrogênios que estão vinculados à progressão da aterosclerose subclínica. Um estudo que reuniu dados individuais de 301.438 mulheres em cinco países relatou um risco 30% maior de DCV em mulheres com menopausa precoce do que em mulheres que entraram na menopausa aos 50–51 anos. 227 , 228

A literatura descreve associação estatisticamente significativa da idade precoce na menopausa natural com o risco de mortalidade por causas gerais e cardiovasculares, enquanto a idade mais avançada gera expectativa de vida mais longa, maior densidade mineral óssea e menor risco de fraturas. 229 , 230

8.1. Gravidade dos Sintomas e suas Implicações na Saúde Cardiovascular

A gravidade das manifestações clínicas na transição da menopausa também está relacionada à saúde cardiovascular das mulheres. São caracterizadas principalmente por SVM, suores noturnos, queixas neurológicas como distúrbios de sono, humor, cognição e memória, bem como alterações das funções geniturinárias e sexuais. Prejudicam a qualidade de vida, produtividade, saúde física e mental das mulheres. 73 , 109

Os SVM constituem as principais queixas, acometendo até 80% das mulheres durante a transição da menopausa, com pico em torno do período menstrual final. 231 Foram associados à elevação da PA e ao aumento do risco de DCV, como AVC e DIC. Os principais fatores causais envolvidos incluem desregulação autonômica com exacerbação do sistema nervoso simpático, interrupção do sono, disfunção endotelial e maior aterosclerose subclínica. 232 , 233 As evidências sugerem associação de início precoce, duração e gravidade dos SVM com o risco de DCV. 232 Os distúrbios do sono, por sua vez, são relatados por 40% a 60% das mulheres na menopausa, interferindo negativamente na qualidade de vida, bem como na saúde mental e física. 234

A identificação de insuficiência ovariana prematura e menopausa precoce ou prematura, bem como da gravidade dos sintomas, é fundamental para reconhecer o aumento do RCV em mulheres de meia-idade. Essa abordagem permite avaliar a janela terapêutica para a reposição hormonal e intensificar modificações no estilo de vida, otimizando o controle de outros fatores importantes para a redução de eventos cardiovasculares, como PA, colesterol, glicemia, peso corporal, qualidade do sono, estresse mental, aptidão cardiorrespiratória e cessação do tabagismo.

8.2. Fatores de Risco Cardiovascular e Menopausa

A hipertensão é um dos principais FRCV em mulheres e tem associação mais forte que em homens com o risco de DCV. 235 Globalmente, estima-se que a taxa de controle da PA seja de 23% em mulheres com HAS. 236 Com o envelhecimento e após a menopausa, a prevalência de HAS aumenta e a taxa de controle da PA diminui. 235 Fatores como estilo de vida e dieta desfavoráveis, obesidade e envelhecimento contribuem para o aumento da PA, assim como características relacionadas à menarca, reprodução e menopausa.

Concomitante com a menopausa, observa-se uma diminuição nos níveis de estrogênio e de andrógenos circulantes. Ocorre desregulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, ativação simpática, disfunção endotelial, inflamação e maior sensibilidade ao sódio. 237 , 238 Isso leva a um rápido e acentuado aumento da PA, 239 alta prevalência de HAS na pós-menopausa, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares, como IAM, ICFEp, AVC, déficit cognitivo e doença arterial periférica, em geral com PA sistólica 10 mmHg menor que em homens. 240 Mais ainda, as mulheres com HAS cursam mais frequentemente com DRC, hipertrofia ventricular esquerda e disfunção de microcirculação coronariana. 235

Na abordagem da HAS, o monitoramento da PA fora do consultório é importante devido à alta incidência de hipertensão do avental branco e hipertensão mascarada. Entre as medidas não medicamentosas, destaca-se a restrição de sal. O exercício físico reduz a PA e a rigidez arterial. 241 Para o tratamento medicamentoso, não há recomendações específicas de classes de anti-hipertensivos para mulheres na menopausa. Eventos adversos podem ser mais frequentes em mulheres, provavelmente relacionados às propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas dos anti-hipertensivos. 235 , 238

Em relação aos lipídios, estudos mostraram que, em mulheres na pós-menopausa, os níveis de colesterol total e LDL-c são maiores e as taxas de tratamento e controle da dislipidemia mais baixas do que em homens da mesma idade. 242 , 243 Os níveis de HDL-c são menores. 231 Estudos indicam que a função antiaterogênica do HDL-c pode estar comprometida e, nesse caso, níveis elevados de HDL-c podem se associar a aterosclerose. 244 Além disso, a concentração de Lp(a) tende a aumentar durante a menopausa e níveis elevados de Lp(a) são mais comuns em mulheres do que em homens após os 50 anos, agravando o risco de DCV. 235 , 243

Essas particularidades no comportamento da PA e nos distúrbios lipídicos sugerem que as diretrizes existentes para o manejo dessas condições podem ser inadequadas para atender às necessidades específicas das mulheres. Portanto, intervenções direcionadas, incluindo medidas não medicamentosas e medicamentosas, são essenciais para melhorar o cuidado cardiovascular em mulheres na menopausa. Vale lembrar que as mulheres são sub-representadas em estudos clínicos, o que determina escassez de informações científicas robustas. 233 , 235 , 238 , 244

Na menopausa, o declínio da função ovariana resulta em um impacto significativo não apenas sobre a PA, mas também sobre outros FR cardiometabólicos, incluindo ganho de peso, adiposidade central, perfil lipídico aterogênico e aumento da glicemia associado à RI, um conjunto que constitui ameaça significativa à saúde cardiovascular da mulher. 235 , 238 , 243

Fatores, como raça/etnia, fatores reprodutivos, composição corporal, estilo de vida, genética e saúde cardiovascular pré-menopausa, podem afetar a menopausa natural e estão associados ao risco cardiometabólico. Em um estudo de coorte incluindo 3.639 mulheres holandesas menopausadas naturalmente, aquelas que vivenciaram menopausa natural precoce apresentaram um risco 2,4 vezes maior de DM2 em comparação àquelas com início tardio da menopausa, viveram menos e passaram menos anos sem DM2 do que mulheres que vivenciaram menopausa normal ou tardia. 245

Por outro lado, um estudo envolvendo 177.131 mulheres de quatro países diferentes constatou que aquelas com um evento cardiovascular antes dos 35 anos, em comparação com mulheres sem DCV, apresentaram risco duas vezes maior de menopausa precoce, levantando a hipótese de que as associações podem ser bidirecionais. Desse modo, um pior perfil de saúde cardiovascular na pré-menopausa pode influenciar o início da menopausa natural. 227

A menopausa é acompanhada por diversas adaptações metabólicas, relacionadas à RI, ao aumento da massa gorda corporal total e ao acúmulo de gordura abdominal central, predispondo as mulheres ao desenvolvimento de DM2. A SM tem alta prevalência em mulheres menopausadas, indicando a perda da proteção estrogênica na saúde metabólica e cardiovascular. Além disso, menopausa precoce foi relacionada ao aumento do risco de DM2. 73 , 109

Adicionalmente, a alta exposição estrogênica em mulheres na pré-menopausa, como em caso de gravidez, foi associada a alterações metabólicas adversas (hiperglicemia ou aumento da PA) que poderiam impactar o risco de desenvolver DM2 e HAS mais tarde na vida. 246

Fatores ambientais e relacionados ao estilo de vida, incluindo dieta, consumo de álcool, atividade física, sobrepeso e obesidade, tabagismo, exposição a tóxicos ambientais, fatores sociodemográficos, psicológicos e sociocognitivos, entre outros, estão associados tanto ao risco de menopausa natural precoce quanto ao risco de doença cardiometabólica. Fatores ambientais e relacionados ao estilo de vida podem desencadear mecanismos subjacentes à doença cardiometabólica associada à menopausa, incluindo sua influência na metilação do DNA e na expressão gênica, indução de inflamação de baixo grau e estresse oxidativo, interferindo possivelmente na sinalização relacionada aos hormônios na menopausa. 247

8.3. Terapia de Reposição Hormonal da Menopausa, Implantes Hormonais e Impacto Cardiometabólico

A THM é utilizada como a intervenção mais efetiva para aliviar os sintomas da menopausa oferecendo benefícios significativos, ainda que não possa ser empregada para a prevenção primária ou secundária da doença cardiometabólica. Com a administração de estrogênio e, em alguns casos, progesterona, a THM busca aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A THM pode ser administrada de diversas formas, incluindo comprimidos, adesivos, géis ou spray. Fatores como início e momento da terapia, duração, dose e via de administração são determinantes de seus benefícios e malefícios. A escolha do tipo de THM depende de vários fatores, como riscos associados, indicações e contraindicações. 73 , 109

O início da THM durante os primeiros dez anos da menopausa acarreta mais segurança em relação ao risco de distúrbios cardiometabólicos, resultando em um menor risco absoluto de TEV, DCV e AVC nos primeiros anos da menopausa, devendo ser administrada pelo menor prazo e com a menor dose, tendo a via transdérmica menos efeitos metabólicos. As preparações orais de THM em mulheres com risco tromboembólico basal podem aumentar o risco de TEV e AVC de forma dose-dependente; por outro lado, o estradiol transdérmico (isoladamente ou com progesterona micronizada) é considerado mais seguro. A via vaginal pode ser uma abordagem complementar, indicada apenas para tratamento dos sintomas geniturinários. 73 , 109

Ensaios clínicos randomizados e controlados sugeriram que a THM poderia reduzir a RI e a incidência de DM2, melhorar o metabolismo da glicose, aumentar a supressão da produção hepática de glicose, tendo as preparações orais maior potencial para melhorar o metabolismo da glicose e diminuir o risco de desenvolver DM2. 155 , 248 O 17β-estradiol oral geralmente é preferido em mulheres com DM2, pois essa via apresenta efeitos mais benéficos no metabolismo da glicose. Estrogênios orais também são sugeridos em mulheres na perimenopausa ou recentemente menopausadas com baixo risco de DCV. Progesterona micronizada ou didrogesterona por via oral e noretisterona oral ou transdérmica são os progestagênios mais usados em mulheres na pós-menopausa com DM2 e útero intacto. A administração de THM em mulheres na pós-menopausa com DM2 pode ser segura e eficaz, desde que o regime terapêutico tenha sido adequadamente selecionado. No entanto, o uso da THM não é recomendado para a prevenção primária de DM2 ou distúrbios cardiometabólicos. 73 , 109 , 117

A terapia de reposição de testosterona não está indicada para a melhora de saúde cardiometabólica ou musculoesquelética, SVM ou alterações de humor. Não estão disponíveis estudos robustos suficientes sobre o impacto dos andrógenos na saúde cardiometabólica. Também existem poucos estudos clínicos sobre implantes hormonais para uso em THM, sendo, em sua maioria, sobre implantes de testosterona. Esses estudos apresentam casuística pequena e/ou metodologia com baixo grau de evidência (estudos retrospectivos ou observacionais), o que não permite conhecer os efeitos cardiometabólicos desses implantes, nem o risco de câncer de mama e de endométrio, não sendo, portanto, recomendados para uso na THM. 73 , 109 , 117

8.4. Estratificação do Risco Cardiometabólico na Menopausa

Durante a menopausa e no período pós-menopausa, há uma queda abrupta nos níveis de estrogênio, hormônio fundamental para a proteção cardiovascular feminina. Entre outras alterações, essa deficiência hormonal promove: aumento de LDL-c, colesterol total, apolipoproteína B e triglicerídeos; disfuncionalidade do HDL-c, com redução de sua capacidade de promover efluxo de colesterol, levando a perda de parte de sua proteção cardiovascular; intolerância à glicose e aumento do risco de DM2; acúmulo de gordura visceral e depósitos ectópicos no fígado e coração, exacerbando a inflamação subclínica; e aumento simultâneo de obesidade abdominal, hipertensão, dislipidemia e hiperglicemia. 2 , 249

Nos Estados Unidos, entre 2013 e 2017, observou-se um aumento de 7% nas taxas de DCV entre mulheres de meia-idade, atribuído principalmente ao crescimento da obesidade e da prevalência de FR cardiometabólico. Notavelmente, mulheres com histórico de DM2, HAS e tabagismo apresentam risco relativo significativamente maior para DCV em comparação a homens com os mesmos FRCV. Em especial, o DM2 aumenta o RCV em 3 a 7 vezes nas mulheres, contra 2 a 3 vezes nos homens, possivelmente devido a um IMC mais elevado, maior inflamação sistêmica, controle glicêmico mais deficiente e maior carga de FR no momento do diagnóstico feminino. 2 , 250

A perda estrogênica também afeta a função endotelial e a integridade vascular com disfunção endotelial que promove a redução da dilatação mediada por fluxo, rigidez arterial aumentada refletida pelo aumento da velocidade da onda de pulso, espessamento da íntima-média carotídea, que é um marcador de aterosclerose subclínica, aumento do escore de cálcio coronariano (CAC) e presença de calcificação arterial mamária. O CAC obtido por tomografia sem contraste é atualmente reconhecido como um marcador robusto da carga aterosclerótica e importante preditor de risco de DIC, reclassificando o RCV aferido pelos FR tradicionais. Estudos demonstram que, embora mulheres tenham menos calcificação coronariana do que homens da mesma idade, a presença ou o aumento do CAC associa-se a risco relativo maior em mulheres. Além disso, mesmo em mulheres consideradas de "baixo risco" pelo escore de Framingham, um CAC detectável (>0) aumenta em até cinco vezes o RCV. A calcificação arterial mamária detectada incidentalmente em mamografias também emerge como marcador independente de risco para DCV, com risco aumentado de 2,4 vezes. Sua detecção justifica, em muitos casos, a intensificação do rastreio de FR e a avaliação complementar com CAC. 208 , 209

Além disso, os biomarcadores têm papel relevante para a avaliação do risco cardiometabólico nas mulheres no período de transição da menopausa, na menopausa e na pós-menopausa. Dentre os biomarcadores destacamos: PCR-us que é um preditor independente de RCV (geralmente acima de 3 mg/L ou 0,3 mg/dL), mesmo em mulheres com níveis lipídicos normais, integrando o Reynolds Risk Score; níveis séricos de triglicerídeos (≥ 175 mg/dL), Lp(a) (≥ 50 mg/dL ou ≥ 125 nmol/L) e apolipoproteína B elevados (≥ 130 mg/dL), que são fatores agravantes; e as troponinas de alta sensibilidade e peptídeos natriuréticos, que possuem valor prognóstico para eventos cardiovasculares futuros, embora ainda não recomendados rotineiramente pelas diretrizes da ACC/AHA para rastreio populacional de pacientes assintomáticos. 2 , 117 , 249

Antes de iniciar a THM, é essencial considerar o RCV total da paciente. A avaliação inicial inclui: perfil lipídico completo (colesterol total, LDL-c, HDL-c e triglicerídeos), glicemia de jejum, HbA1c e mamografia. 226 Na ausência de escores específicos na perimenopausa e pós-menopausa, utilizam-se os escores tradicionais, podendo ser refinados pela identificação de FR potencializadores e marcadores de aterosclerose subclínica. Pacientes com DM2, DRC, hipercolesterolemia familiar ou HAS grave são consideradas automaticamente de alto ou muito alto risco. 209 , 250 Essa avaliação inicial através do escore de RCV é importante para definir se a THM poderá ser prescrita e a melhor via de administração, visto que, nos casos de RCV moderado, deve-se optar preferencialmente pela via transdérmica. 226

Fatores como idade do início da menopausa, estresse, ansiedade, depressão e qualidade do sono precisam ser considerados para a reclassificação do RCV, embora sua mensuração possa ser comprometida pelos sintomas próprios da menopausa. 109 , 226

Adicionalmente, o sedentarismo na pós-menopausa leva a pior condicionamento físico e menor controle cardiometabólico, além de maior incidência de fraturas e de mortalidade. O tabagismo aumenta o risco de menopausa precoce e a probabilidade de DCV, AVC, osteoporose, DM2 e mortalidade por todas as causas. 109 , 226

Deve-se buscar a estratificação do RCV, seguida de aconselhamento dietético e de estilo de vida. O manejo dos FR cardiometabólico na menopausa deve sempre ser individualizado, com foco em hipertensão, DM2 e dislipidemia. A THM, quando prescrita para o controle dos sintomas da menopausa ou para a prevenção da osteoporose, também pode ter um efeito benéfico, ainda que indireto, sobre os FR cardiometabólico. 109 , 226

9. Distúrbios Cardiometabólicos nas Mulheres

A incidência de DM2 e obesidade vem aumentando consideravelmente nas últimas décadas. Projeções indicam que haverá mais de 600 milhões de pessoas com DM2 em 2045. 251 Obesidade e DM2 são associados a diversos outros distúrbios cardiometabólicos. Embora ambos os sexos sejam afetados por obesidade e DM2, alguns estudos indicam diferenças entre homens e mulheres quanto a sua prevalência, diagnóstico, tratamento e complicações. As evidências disponíveis sobre essas diferenças não implicam em recomendações terapêuticas e diagnósticas específicas por sexo. No entanto, sua adequada compreensão é importante no manuseio clínico das mulheres. 252 , 253

9.1. Obesidade e Síndrome Metabólica

A obesidade é causa direta ou contribui para o desenvolvimento de diversas condições clínicas, como DM2, DHEM, apneia do sono, doenças articulares, vários tipos de câncer, HAS e IC, além de aumentar o risco de mortalidade cardiovascular. 254 O aumento de mortalidade cardiovascular está associado a obesidade de forma independente, mesmo nos indivíduos sem outras alterações metabólicas. 255 O peso corporal é mantido por um balanço entre a energia ingerida e a gasta pelo indivíduo 256 , 257 e, quando o balanço resulta em excesso de energia, essa é armazenada sob forma de gordura em células adiposas, usualmente no tecido subcutâneo. Existem fatores que limitam o depósito fisiológico de gordura e essa começa a se acumular em outros tecidos, como fígado, pâncreas, rins, músculos e tecido epicárdico, de forma ectópica. 258 A obesidade tem uma forte carga genética 259 , 260 e influência dos hábitos de vida; sua prevalência, porém, vem aumentando mundialmente em homens e mulheres. 261 No Brasil, dados do VIGITEL de 2023 apontam uma prevalência de 24,8% em mulheres e 23,8% em homens 262 e, se considerados indivíduos com sobrepeso, 59,6% das mulheres e 63,4% dos homens apresentam essa condição ( Figura 9.1 ).

Figura 9.1. Obesidade e suas consequências cardiometabólicas na mulher.

Figura 9.1

Mulheres usualmente têm maior percentual de gordura corporal e tendência de acúmulo da gordura no tecido subcutâneo dos membros inferiores, enquanto homens apresentam maiores quantidades de gordura visceral. 263 Essas diferenças na distribuição de gordura corporal são associadas aos hormônios sexuais e variam ao longo da vida reprodutiva da mulher. Assim, mulheres após a menopausa apresentam redistribuição de gordura corporal, com aumento de gordura visceral. 264 O RCV acompanha essas diferenças hormonais e de composição corporal, ou seja, a proteção cardiovascular classicamente apresentada pelas mulheres durante a menacme desaparece na menopausa. 265 , 266 Além disso, o ganho de peso nas gestações e sua manutenção no pós-parto são um importante FR para a presença de obesidade. 267 A SOP está associada à presença de obesidade, de aumento da RI, assim como dos outros componentes da SM.

A definição de obesidade pela Organização Mundial da Saúde leva em consideração o IMC, independentemente do gênero, sendo ainda subdividida em grau 1 (IMC: 30,0–34,99 kg/m²), grau 2 (IMC: 35,0–39,99 kg/m²) e grau 3 (IMC acima de 40,0 kg/m²). Recentemente uma nova classificação de diagnóstico e estadiamento da obesidade foi proposta, 268 dividindo-a em pré-clínica e clínica e considerando o IMC um método inadequado para seu diagnóstico de forma isolada. Entretanto, essa não foi totalmente aceita pelas sociedades científicas. No nosso entendimento, o IMC é adequado para o diagnóstico de obesidade em indivíduos com IMC acima de 30 kgm/m². Naqueles com IMC mais baixo (abaixo de 30 ou até mesmo abaixo de 25 kg/m²), porém, pode ocorrer excesso de adiposidade e suas consequências metabólicas. Nesses casos é mais importante o uso de outras ferramentas para a identificação do excesso de gordura como as medidas simples da cintura e as razões cintura/quadril e cintura/estatura, como descrito no capítulo 5. As medidas de cintura variam entre homens e mulheres, sendo 88 cm o ponto de corte de cintura para mulheres no Brasil. O ponto de corte da RCQ é 0,85 para mulheres e o da RCE é 0,5, sendo esse último similar para homens e mulheres. 269 Outra forma mais precisa da medida de adiposidade é a avaliação da composição corporal por bioimpedância ou DEXA ( dual-energy X-ray absorptiometry – absorciometria de raios X de dupla energia), mas são necessários estudos que comprovem que seu uso sistematizado altere a conduta e traga benefícios mensuráveis no manejo dos pacientes com obesidade. As medidas antropométricas abordadas no capítulo 5 são importantes para estabelecer o diagnóstico do excesso de adiposidade corporal e estudar a gravidade da doença, além de serem parâmetros de resposta ao tratamento instituído.

9.2. Diabetes Mellitus Tipo 2

Existem diferenças entre os sexos no que se refere ao diagnóstico e à epidemiologia do DM2, que podem refletir fatores biológicos, sociais e comportamentais. Em geral, homens são diagnosticados mais precocemente e com menores valores de IMC, enquanto mulheres tendem a desenvolver a doença mais tardiamente, com frequência após a menopausa, quando a proteção hormonal dos estrogênios diminui. 270 - 277 Além disso, há evidências de que as mulheres podem permanecer mais tempo com hiperglicemia subdiagnosticada devido a padrões distintos de sintomas e menor sensibilidade de alguns critérios diagnósticos, como a glicemia de jejum. 278

A prevalência de DM2 foi estimada em 8,8% da população mundial em 2017, sendo ligeiramente maior em homens do que em mulheres (9,1% versus 8,4%). 251 Apesar dessa diferença, as mulheres com DM2 apresentam maior risco de complicações cardiovasculares, como doença cerebrovascular, e mortalidade precoce, o que pode estar relacionado a desigualdades no acesso a diagnóstico e tratamento. 279 Fatores socioeconômicos e culturais também influenciam essas disparidades, afetando o rastreamento e a busca por atendimento em mulheres de diferentes regiões. Assim, compreender as diferenças entre os sexos no diagnóstico e na prevalência do DM2 é essencial para implementar estratégias de prevenção e cuidado mais equitativas e eficazes.

Diferenças na fisiopatologia do DM2 envolvendo fatores hormonais, genéticos e metabólicos influenciam a susceptibilidade à doença e sua progressão. Em geral, mulheres apresentam maior RI, especialmente no tecido muscular esquelético, enquanto homens tendem a ter maior deposição de gordura visceral, o que está fortemente associado à disfunção metabólica. 276 , 280 Após a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio em mulheres contribui para o aumento da adiposidade central e piora da sensibilidade à insulina, alterando o perfil inflamatório e lipídico. 281 Nos homens, a redução da testosterona também se associa à RI, embora com mecanismos distintos, envolvendo menor massa muscular e alterações no metabolismo hepático da glicose. 282 Além disso, diferenças na expressão de genes relacionados ao transporte de glicose, inflamação e metabolismo energético sugerem uma base biológica para essas disparidades. 280

Revisões sistemáticas com metanálise demonstraram heterogeneidade entre os sexos na contribuição de cada FR para desfechos cardiovasculares. Enquanto PA, colesterol e IMC parecem contribuir de forma equivalente para o risco de doença coronária e cerebrovascular, 278 , 283 , 284 o DM2 confere maior risco às mulheres. 285 O risco de doença coronária é geralmente mais baixo em mulheres, mas, no contexto do DM2, essas diferenças desaparecem. 285 O DM2 confere às mulheres risco relativo de 44% de doença coronária e 27% de doença cerebrovascular, mas elas apresentam risco absoluto semelhante aos homens com DM2. 286 Uma maior carga de comorbidades, incluindo o agrupamento de FR, além de questões hormonais e comportamentais, pode contribuir para essa diferença. 287 , 288

Estudos indicam que as mulheres frequentemente apresentam menor adesão ao tratamento medicamentoso e ao autocuidado, o que pode estar relacionado a barreiras psicossociais, menor apoio social e maior prevalência de depressão. 276 , 289 Há evidências de que mulheres são menos propensas a atingir metas de controle glicêmico, PA e lipídios, mesmo com tratamento semelhante ao dos homens. 290 Além disso, diferenças farmacocinéticas e farmacodinâmicas afetam a resposta aos medicamentos antidiabéticos

Devemos ressaltar os aspectos psicossociais e comportamentais do DM2 no sexo feminino. A capacidade cognitiva deve ser monitorada ao longo da vida de todos os pacientes com DM2, sendo o sexo feminino um dos FR para disfunções cognitivas. Depressão também se apresenta com maior frequência em indivíduos com DM2, com predominância no sexo feminino. 291 - 293 Mulheres com DM2 apresentam maior incidência de disfunção sexual, cuja ocorrência é influenciada tanto por fatores orgânicos (como neuropatia autonômica) como comportamentais.

A figura 9.2 sumariza algumas diferenças entre os sexos em relação ao DM2.

Figura 9.2. Diferenças no DM2 entre os sexos: diagnóstico mais precoce nos homens e maior risco cardiovascular e psicossocial nas mulheres. IMC: índice de massa corpórea; DCV: doença cardiovascular.

Figura 9.2

9.3. Doença Hepática Esteatótica Metabólica

A DHEM é a hepatopatia mais prevalente mundialmente, 294 - 296 sendo caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura nos hepatócitos. Compreende um espectro de manifestações hepáticas associadas a distúrbios metabólicos e cardiovasculares, como obesidade e/ou distribuição desfavorável de gordura, RI, HAS, dislipidemia e DM2. 297 A DHEM é reconhecida como a manifestação hepática da SM, estando fortemente associada a DIC, que constitui a principal causa de mortalidade na população com DHEM. 297

A história natural da DHEM compreende estágios como a esteatose (quando há apenas excesso de gordura no fígado, ultrapassando 5% do parênquima hepático, com mínima inflamação) e a esteato-hepatite (quando há inflamação lobular e balonização de hepatócitos, com ou sem fibrose). 298 Independentemente do sexo, pessoas com esteato-hepatite metabólica (EHM) podem evoluir com diferentes graus de fibrose, progredir para cirrose e apresentar complicações como hipertensão portal ou carcinoma hepatocelular. 295 , 298

Estima-se que a DHEM acometa pelo menos 30% da população ocidental. 299 Em pessoas com excesso de peso e obesidade, a prevalência global da DHEM é de 50,7% 300 e, naquelas com DM2, a prevalência estimada é de 65,3%. 299 Embora a obesidade seja mais comum nas mulheres, a DHEM é mais prevalente nos homens, sendo que o risco dessa condição nas mulheres aumenta após a menopausa. 301 Estima-se que, na população geral, as mulheres tenham um risco 19% menor de esteatose hepática em comparação aos homens; as taxas de esteato-hepatite são semelhantes entre os sexos e as mulheres têm 37% mais risco de fibrose avançada. 302 Esse maior risco de progressão ocorre especialmente nas mulheres acima de 50 anos, destacando-se a possível participação dos hormônios sexuais na etiopatogenia da DHEM. 302

Menopausa, história de menarca precoce 303 e SOP estão associadas ao aumento da suscetibilidade feminina à DHEM. 304 As mulheres apresentam uma taxa de mortalidade por cirrose mais alta do que os homens, sendo que a DHEM constitui a principal causa de transplante de fígado em mulheres sem carcinoma hepatocelular. 305

Uma das justificativas para as diferenças na prevalência da DHEM ao longo das fases da vida da mulher consiste na influência dos hormônios sexuais femininos, particularmente o estrogênio, no metabolismo hepático e no padrão de distribuição da gordura corporal. 301 A ativação do receptor de estrogênio alfa (ERα) no fígado promove redução da síntese, captação e armazenamento de triglicerídeos, ao mesmo tempo que favorece o catabolismo e a exportação de lipídios, efeitos que, em conjunto, protegem as mulheres não menopausadas contra a DHEM. 306 Além disso, o padrão geoide de distribuição de gordura, caracterizado por maior concentração de gordura gluteofemoral e menor deposição de gordura visceral, constitui a distribuição típica das mulheres no menacme 301 e está associado a menor risco de DHEM e SM. 295 , 301 Por outro lado, após a menopausa, o declínio do estrogênio promove redistribuição de gordura, favorecendo a centralização, que tem como consequência um padrão mais androide, 301 sabidamente associado a DHEM e SM. 295 , 301

O diagnóstico de DHEM consiste na presença de esteatose hepática associada a pelo menos um critério para SM, na ausência de causas secundárias de esteatose. 295 , 298 A esteatose pode ser inferida por métodos de imagem tradicionais, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que também são capazes de evidenciar sinais de cirrose e hipertensão portal. Entretanto, ressalta-se que esses métodos não são capazes de identificar EHM e fibrose em estágios iniciais. 297 Por outro lado, a biópsia hepática diferencia com precisão os pacientes com esteatose daqueles com EHM, mas, por se tratar de método invasivo, é reservada sobretudo para situações em que há dúvidas sobre a etiologia da doença hepática. 295 , 297 , 298

O diagnóstico na DHEM é baseado na identificação de fibrose. Para tal, algumas ferramentas são úteis, como os escores clínico-laboratoriais de risco para fibrose avançada e as elastografias. Dentre esses escores, destaca-se o Fibrosis-4 (FIB-4), calculado a partir da idade e dos níveis séricos de plaquetas e aminotransferases, sendo que a interpretação do resultado independe do sexo do indivíduo. 295 , 298 Quando aplicamos o ponto de corte de 1,3, a partir do qual são identificados os pacientes com maior risco de fibrose avançada, esse teste tem alta sensibilidade e excelente valor preditivo negativo. 298 , 307 , 308 Isso significa, por exemplo, que uma mulher com FIB-4 ≤ 1,3 tem probabilidade muito baixa de apresentar fibrose avançada.

As elastografias (ultrassônicas e por ressonância) são métodos capazes de estimar a rigidez do fígado e, consequentemente, a presença e a quantificação da fibrose, incluindo seus estágios iniciais. A elastografia transitória pelo método de Fibroscan® é a mais validada na literatura e recomendada por diretrizes nacionais 295 , 298 , 307 , 308 e internacionais. 309 Recomenda-se que a DHEM seja rastreada ativamente nas pessoas sob maior risco de acúmulo de gordura no fígado e de progressão para formas mais graves da doença hepática, visando identificar aquelas com fibrose significativa. Fazem parte dos grupos de risco as mulheres na pós-menopausa, as pessoas com alterações da homeostase glicêmica (pré-diabetes ou DM2), excesso de peso, SM ou história familiar positiva para cirrose e carcinoma hepatocelular. Uma forma racional de realizar o rastreamento populacional é calcular o FIB-4 nas pessoas sob risco e, naquelas com escore maior do que 1,3, realizar a elastografia. 295 , 298 , 309

Cabe ressaltar que a avaliação isolada dos níveis séricos de aminotransferases tem baixa acurácia para identificar pacientes com EHM e fibrose, mas a elevação dessas enzimas indica a necessidade de rastreio de outras doenças hepáticas, com destaque para as hepatites virais crônicas e a hepatopatia alcoólica (considera-se excessivo o consumo alcoólico acima de 20 g/dia para as mulheres e acima de 30 g/dia para os homens). 295 , 298 , 310 - 321

9.4. Doença Renal Crônica

A DRC, com destaque para a doença renal diabética (DRD), é um problema de saúde pública mundial que afeta milhões de pessoas. Neste tópico, abordaremos resumidamente as diferenças potenciais entre os gêneros, sendo as mulheres uma população de especial interesse devido às suas características biológicas e sociais.

A DRC é definida como um dano renal ou redução da função renal por um período superior a três meses, que pode progredir para a necessidade de terapia renal substitutiva. A evolução da DRC é frequentemente insidiosa. Estima-se que 425 milhões de pessoas sejam diabéticas, sendo que cerca de 30% daquelas com DM1 e 40% daquelas com DM2 desenvolverão DRC em diferentes estágios. 322 O DM é a principal causa mundial de terapia renal substitutiva, sendo a HAS a segunda, 323 e sua incidência vem aumentando. 324 Dados norte-americanos mostram maior prevalência de DRD em mulheres (14,8% x 12,6% em homens). 325 Apesar disso, parece que os homens têm maior risco para agudização de DRC e progressão para estágios avançados da doença comparados às mulheres. 326 - 328 Esses dados são heterogêneos na literatura e podem estar relacionados a alterações hormonais, como na menopausa, à duração e idade de início do DM2 e a critérios utilizados para o diagnóstico. 329 Estudos mostram maior velocidade de perda da taxa de filtração glomerular estimada em mulheres mais idosas e menopausadas, assim como inconsistência dos resultados relacionados à THM e às alterações na função renal. 330

Vários estudos mostraram que os homens têm maior probabilidade para desenvolver DRD albuminúrica comparados às mulheres, nas quais a forma mais comum é a não albuminúrica. Em uma grande coorte da Itália, 29,8% dos homens apresentavam albuminúria moderada a grave em comparação com 18,3% das mulheres. 331

Apesar da descrição de diferenças entre homens e mulheres quanto à hemodinâmica renal no DM e nos mecanismos associados, como por exemplo uma maior ocorrência de vasoconstricção da arteríola eferente do glomérulo no sexo feminino, sua significância clínica permanece incerta. 332 - 337

Os dados de literatura atuais não permitem a utilização de critérios diferentes entre homens e mulheres para triagem, seguimento e tratamento da DRD. Assim, devemos utilizar as seguintes recomendações para ambos os sexos: 323

  1. Sugere-se que o primeiro rastreamento da DRD seja feito com amostra de urina aleatória para determinação da razão albumina/creatinina e estimativa da taxa de filtração glomerular determinada pela creatinina sérica, a partir da equação CKD-EPI de 2021 ou a equação de Schwartz para crianças. No DM2, o rastreamento deve ser iniciado no momento do diagnóstico. No DM1, deve começar a partir da puberdade ou dos 10 anos de idade, em pacientes com pelo menos 5 anos de diagnóstico, sendo repetido anualmente. Todo teste anormal da razão albumina/creatinina deve ser confirmado em, pelo menos, duas de três amostras repetidas no período de três a seis meses por causa da variabilidade diária.

  2. Em indivíduos com DM1 ou DM2, sugere-se buscar a meta de HbA1c de 6,5-7% quando a taxa de filtração glomerular estimada for maior que 60 mL/min/1,73 m² e a razão albumina/creatinina maior que 30mg/g, para reduzir a progressão da albuminúria e da DRD a longo prazo. Deve-se manter a meta de HbA1c de 7-7,9% em indivíduos com DM1 ou DM2 quando a taxa de filtração glomerular estimada for menor que 45 mL/min/1,73 m² ou o paciente estiver em diálise, para evitar excesso de mortalidade.

Concluindo, considerando as diferenças descritas entre homens e mulheres, bem como as interações observadas com a presença de diabetes com ou sem DRD, é provável que os hormônios sexuais contribuam para as diferenças entre os sexos na fisiopatologia do início e da progressão da DRD.

10. Estratégias para Abordar os Distúrbios Cardiometabólicos nas Mulheres

10.1. Medidas Não Farmacológicas

A crescente prevalência de distúrbios cardiometabólicos em mulheres representa um dos maiores desafios da saúde pública, dado o forte vínculo entre obesidade e DCV. Globalmente, obesidade é responsável por cerca de 4,7 milhões de mortes anuais. 338 , 339 O acúmulo de gordura abdominal contribui para alterações metabólicas, inflamação crônica e RI, favorecendo aterosclerose, IM e AVC. No Brasil, as DCV somam aproximadamente 28% dos óbitos femininos, conforme dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde. 340 , 341

No Brasil, 24,8% das mulheres apresentam obesidade e 38,7% apresentam sobrepeso, totalizando mais de 63% das mulheres com peso acima do recomendado. 262 O estudo ELSA-Brasil revelou taxas elevadas de obesidade abdominal entre mulheres pretas (62%) e pardas (59,5%), com prevalência geral de sobrepeso de 61,8%. 342 , 343 Esses dados demonstram a urgência em investimentos e intervenções que ajudem a reverter esses processos patológicos.

10.2. Intervenções Nutricionais

A reeducação nutricional é central na prevenção dos distúrbios cardiometabólicos, principalmente quando personalizada conforme as condições e os hábitos das pacientes. Protocolos que reduzem carboidratos simples e gorduras saturadas, ao mesmo tempo que aumentam o consumo de fibras, têm mostrado eficácia na melhora da glicemia, dislipidemia e RI. A dieta com padrão mediterrâneo é amplamente reconhecida por seus efeitos protetores. 344

No Brasil, essa abordagem pode ser adaptada com alimentos locais como azeite de oliva, castanhas-do-pará, frutas, como mamão e abacate, peixes de água doce e leguminosas, como feijão e grão-de-bico. O guia alimentar para a população brasileira reforça o consumo de alimentos in natura e o respeito às culturas alimentares regionais. 345 A adesão a planos nutricionais supervisionados por profissionais especializados resulta não apenas em perda de peso, mas também em melhorias sustentáveis nos parâmetros metabólicos, contribuindo para prevenção de DCV. 346 A personalização da abordagem permite que as preferências culturais e regionais sejam respeitadas, pois são fatores relevantes no Brasil, dada a grande variação de hábitos alimentares no país. 109

10.3. Atividade Física

A prática regular de atividade física desempenha papel complementar essencial no tratamento dos distúrbios cardiometabólicos, principalmente durante a transição menopausal e a menopausa. A combinação de exercícios aeróbicos com treinamento resistido promove melhorias significativas na composição corporal, na sensibilidade à insulina e no controle glicêmico. 347 Adicionalmente, contribui para a redução da PA, melhora do perfil lipídico e redução da inflamação sistêmica. 348

A associação de planos nutricionais individualizados à prática regular de atividade física potencializa os efeitos benéficos, favorecendo a função cardiovascular e diminuindo a morbimortalidade. 139 Ademais, também está associada a menor incidência de HAS, dislipidemia e DM2, além de reduzir o risco de desenvolvimento de depressão e demência e melhorar a densidade mineral óssea e a qualidade do sono. 139 , 349

A recomendação atual é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa, associados a exercícios de resistência muscular em pelo menos dois dias por semana. 139 , 350 A prescrição deve ser individualizada, considerando o condicionamento físico, limitações funcionais e o contexto de vida da mulher, garantindo adesão e efeitos sustentáveis a longo prazo. 109 , 209 Dados recentes indicam que, quando mulheres praticam a mesma quantidade de atividade física que os homens, os benefícios em termos de redução da mortalidade total e cardiovascular são mais pronunciados nelas do que em homens. 351

10.4. Intervenções Psicossociais

O estresse psicossocial, incluindo fatores como solidão, perdas significativas e transtornos mentais, contribui diretamente para o RCV, prejudicando a adesão ao tratamento e favorecendo comportamentos de risco como tabagismo e sedentarismo. 352 Mulheres que participam de programas integrados de suporte psicológico apresentam melhora significativa no estilo de vida, resultando em melhores desfechos clínicos, como redução de peso e controle glicêmico e do perfil lipídico. 353 Estratégias, como a terapia cognitivo-comportamental, são especialmente eficazes nesse contexto, com estudos indicando sua capacidade de reduzir sintomas de ansiedade e depressão, melhorar a qualidade de vida relacionada à saúde cardiovascular e aumentar a adesão ao tratamento. 353

A terapia cognitivo-comportamental está associada a menor taxa de readmissões hospitalares e melhora da autopercepção de saúde em mulheres com DCV. 354 Ademais, a terapia cognitivo-comportamental aplicada ao gerenciamento de estresse foi associada a mudanças sustentáveis no comportamento, maior frequência de atividade física, alimentação saudável e abandono do tabagismo. 354

10.5. Tabagismo e Consumo de Álcool

O tabagismo é importante fator inflamatório crônico, sobretudo acentuado em mulheres na pós-menopausa. 355 O cigarro eletrônico, em particular, representa nova ameaça, especialmente entre jovens e gestantes, que muitas vezes consideram esses dispositivos menos prejudiciais. 356 Seu uso pode levar a níveis de nicotina até seis vezes superiores aos dos cigarros convencionais, aumentando o risco de dependência, estresse oxidativo, disfunção endotelial e inflamação vascular. 356 Da mesma forma, o consumo de álcool afeta significativamente a saúde feminina e está associado à maior prevalência de SM, dislipidemias e hiperinsulinemia. 357

A redução estrogênica da menopausa aumenta a suscetibilidade inflamatória e aterosclerótica, disfunção endotelial, rigidez arterial e alterações lipídicas, contribuindo para o estado pró-aterogênico e pró-coagulante. 358 A associação do fator inflamatório do tabagismo na fase da pós-menopausa acelera o processo aterosclerótico.

10.6. Condições Clínicas Específicas

A SOP e a endometriose estão frequentemente associadas a desequilíbrios hormonais que exacerbam a RI, aumentam o risco do desenvolvimento de DM2 e promovem inflamação subclínica. 355 Na SOP, a desregulação hormonal afeta o metabolismo das glicoproteínas e intensifica o armazenamento de gordura, contribuindo para um perfil lipídico desfavorável e elevando o risco de DCV. 359 Na endometriose, a inflamação crônica associada à presença ectópica do tecido endometrial agrava os sintomas locais e impacta negativamente o ambiente sistêmico, afetando os mecanismos de regulação metabólica e vascular. 360

Concluindo, as intervenções não farmacológicas têm demonstrado clara eficácia no manejo dos FRCV. 139 A combinação de atividade física regular com intervenções nutricionais para controle do peso, além de suporte psicossocial, resulta em melhorias expressivas nos parâmetros vasculares e metabólicos. 361

A atuação multidisciplinar tem se mostrado eficaz, permitindo a personalização e a adaptação das estratégias às necessidades individuais, gerando mudanças sustentáveis no estilo de vida e reduzindo a morbimortalidade por distúrbios cardiometabólicos. 361

10.7. Estratégias Farmacológicas

10.7.1. Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica

A hipertensão constitui um dos FR mais prevalentes para DCV em mulheres, incide em todas as fases da vida e tem aumento progressivo com o avançar da idade. 362 A escolha e a condução das estratégias farmacológicas devem considerar as fases do ciclo reprodutivo, incluindo perimenopausa e pós-menopausa. Determinadas condições associadas à HAS secundária apresentam maior prevalência entre mulheres, como a doença renovascular decorrente de displasia fibromuscular, a síndrome de Cushing de origem endógena, além dos distúrbios tireoidianos e paratireoidianos. 363

  • Inibidores da enzima conversora de angiotensina e bloqueadores do receptor da angiotensina: Apresentam eficácia comprovada na redução dos níveis pressóricos. Oferecerem benefícios adicionais, como nefroproteção e regressão da hipertrofia ventricular esquerda. São recomendados como primeira linha, especialmente em mulheres com diabetes, DRC na presença de albuminúria, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, ou DIC, além de poderem ser utilizados com segurança em pacientes sem comorbidades. 214 , 364 O uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA) em mulheres em idade fértil exige cautela devido ao risco teratogênico, sendo fundamental excluir a possibilidade de gestação antes do início do uso e garantir a contracepção durante a terapia. 214

  • Bloqueadores de canais de cálcio: Amplamente recomendados no manejo da HAS em mulheres, são uma opção terapêutica viável durante os períodos de perimenopausa e pós-menopausa em pacientes sem comorbidades significativas. 214 É importante destacar que os bloqueadores de canais de cálcio podem estar associados à piora dos SVM, como ondas de calor e sudorese noturna em mulheres na menopausa. Essas medicações podem intensificar tais sintomas, com impacto negativo na qualidade de vida. 214

  • Diuréticos tiazídicos: eficazes no controle da HAS em mulheres com sobrepeso ou obesidade, especialmente quando há edema associado. 214 Entre os principais representantes, a indapamida destaca-se por seu efeito vasodilatador adicional e ação prolongada, proporcionando controle pressórico sustentado e menor impacto metabólico em comparação à hidroclorotiazida. 364 Essa, embora amplamente utilizada e acessível, tem eficácia menos duradoura e maior risco de distúrbios eletrolíticos e metabólicos. 364 A escolha deve ser individualizada, considerando-se o perfil clínico e os objetivos terapêuticos.

  • Espironolactona: antagonista da aldosterona, é eficaz na HAS resistente , quando há maior ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. 214 Também é indicada em casos de hiperaldosteronismo primário e na SOP, devido à sua ação antiandrogênica. 214 , 364 Apresenta perfil metabólico favorável, com baixo impacto sobre glicemia e lipídios, relevante em mulheres com RCV aumentado. 214 É necessário monitorar a função renal e os níveis de potássio, sobretudo em pacientes idosas ou com DRC, devido ao risco de hipercalemia. 364

Os distúrbios hipertensivos da gestação foram discutidos no capítulo 7, bem como sua abordagem terapêutica. Na Figura 10 , salientamos as implicações desses distúrbios ao longo do ciclo de vida das mulheres.

Figura 10.1. Implicações dos distúrbios hipertensivos da gestação ao longo do ciclo de vida das mulheres. Fonte: Davis et al. 365 HAS: hipertensão arterial sistêmica; DIC: doença isquêmica do coração; AVC: acidente vascular cerebral; IC: insuficiência cardíaca; DM: diabetes mellitus.

Figura 10.1

10.7.2. Manejo das Dislipidemias

A dislipidemia é particularmente marcante na transição da menopausa. A queda dos níveis de estrogênio está relacionada a alterações metabólicas relevantes como RI, redistribuição de gordura corporal com predomínio de acúmulo abdominal e alterações no perfil lipídico. 366 A menopausa associa-se a elevações significativas de colesterol total, LDL-c, apolipoproteína B, triglicerídeos e Lp(a), além da possível redução do efeito protetor antiaterogênico do HDL-c. 109 Valores de LDL-c ≥ 130 mg/dL são considerados elevados, enquanto níveis de HDL-c < 50 mg/dL representam FR adicional para DCV, especialmente quando associados a outros componentes da SM. 109 Esse aumento do RCV deve ser considerado na abordagem terapêutica individualizada, devendo o tratamento da dislipidemia ser baseado não apenas nos valores de LDL-c, HDL-c e triglicerídeos, mas também no perfil de RCV global da paciente. 109 , 212

10.7.3. Hipolipemiantes Orais

As estatinas são a terapia de primeira linha na dislipidemia, eficazes na redução de eventos cardiovasculares e regressão da aterosclerose em mulheres de alto risco, com benefícios comparáveis aos observados em homens. 367 Devem ser indicadas tanto na prevenção primária quanto secundária, com metas de LDL-c definidas conforme o RCV: < 100 mg/dL para risco intermediário, < 70 mg/dL para alto risco e < 50 mg/dL para risco muito alto. 367 , 368 Em mulheres em idade fértil, o uso deve ser individualizado em casos de alto risco, sendo contraindicado durante a gestação e lactação. 369

A ezetimiba, quando associada às estatinas, potencializa a redução do LDL-c e contribui na regressão da aterosclerose e melhora da função endotelial, mantendo segurança e eficácia semelhantes entre os sexos. 367 É particularmente útil em mulheres com intolerância a doses elevadas de estatinas ou com resposta insuficiente à monoterapia.

Apesar de níveis de HDL-c acima de 50 mg/dL serem desejáveis em mulheres, a prioridade terapêutica permanece na redução do LDL-c. 367 A hipertrigliceridemia, frequente especialmente na menopausa, deve ser tratada quando os triglicerídeos ultrapassam 200 mg/dL e obrigatoriamente acima de 500 mg/dL. 367 O fenofibrato é a opção preferencial entre os fibratos, por seu perfil de segurança e benefícios metabólicos adicionais em mulheres. 109

Inibidores da PCSK9, como alirocumabe, evolocumabe e inclisirana, são indicados para pacientes com LDL-c elevado que não atingem metas com estatinas ou são intolerantes a elas, incluindo casos de hipercolesterolemia familiar. 368 A inclisirana, um silenciador de RNA, destaca-se pela posologia semestral após a dose de indução, com boa adesão e eficácia sustentada. Essas medicações não devem ser usadas durante a gestação ou lactação e apresentam eficácia semelhante em homens e mulheres na redução de eventos cardiovasculares. 368

Os impactos materno e fetal associados a perfis lipídicos aterogênicos na gestação foram descritos no capítulo 7 e estão resumidos na Figura 10.2. As recomendações para a abordagem das dislipidemias na gestação são demonstradas na Figura 10.3.

Figura 10.2. Impactos materno e fetal associados a perfis lipídicos aterogênicos na gestação.

Figura 10.2

Figura 10.3. Recomendações para a abordagem das dislipidemias na gestação.

Figura 10.3

10.7.4. Controle do Diabetes Mellitus

Por mais que as evidências disponíveis não sejam suficientes para recomendações terapêuticas específicas para o sexo feminino, devem-se levar em conta fatores hormonais, comportamentais e sociais específicos de cada sexo no manejo do DM2 e de suas complicações. Além disso, é fundamental promover a conscientização sobre essas diferenças entre profissionais de saúde e pacientes a fim de garantir um atendimento mais equitativo e eficaz.

Portanto, o manejo do DM2 em mulheres exige abordagem abrangente, contemplando a heterogeneidade clínica e metabólica. O objetivo central é atingir metas específicas que reduzam a morbimortalidade cardiovascular e metabólica. Entre as mais relevantes estão: HbA1c abaixo de 7%, além do controle do peso corporal e da circunferência abdominal, fatores intimamente ligados a RI e RCV. 369

Mulheres apresentam progressão distinta do pré-diabetes para DM2, frequentemente associada a maiores índices de obesidade e risco aumentado de complicações metabólicas. Diante disso, o manejo deve contemplar não apenas o controle glicêmico, mas também estratégias específicas para reduzir a RI e prevenir comorbidades associadas. 109 , 209

Em relação aos fármacos usados no tratamento do DM2, algumas considerações merecem ser abordadas: mulheres podem apresentar maior risco de hipoglicemia com sulfonilureias e resposta distinta às glitazonas, relacionada à função renal e composição corporal. 182 Por outro lado, os homens podem apresentar maior resposta à perda de peso induzida por inibidores do SGLT2, em parte devido à diferença na distribuição de gordura corporal. Além disso, os inibidores do SGLT2 estão associados a maior taxa de infecções fúngicas genitais, especialmente em mulheres. 291 Quanto ao tratamento com análogos de GLP-1, especial cuidado deve ser tomado em mulheres em uso de contracepção oral. A Associação Americana de Diabetes recomenda que mulheres em uso dessa classe de medicamento devem optar por um método anticoncepcional não oral ou adicionar um método de barreira durante as primeira quatro semanas do uso de tirzepatida (análogo de GLP-1), devido aos seus efeitos sobre esvaziamento gástrico, tendo potenciais consequências sobre a farmacocinética do anticoncepcional oral. 292 Outras considerações merecem destaque, conforme descrito abaixo, porém não implicam em recomendações terapêuticas específicas por sexo.

  • Metformina: permanece como a primeira escolha no tratamento do DM2, especialmente em casos assintomáticos, na SOP, em casos sem evidências de DCV ou renal estabelecida e naquelas com baixo RCV global. 369

  • Inibidores do SGLT2: demonstram benefícios importantes na redução da glicemia, mas também oferecem proteção cardiovascular e renal em mulheres com RCV elevado, ICFEp e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, e DRC associada a albuminúria. 369

  • Pioglitazona: uma tiazolidinediona particularmente útil em mulheres com RI, como na SOP, e pré-diabetes ou DM2 com perfil metabólico aterogênico. Além de melhorar a sensibilidade à insulina, apresenta benefícios sobre o perfil lipídico e a inflamação vascular. No entanto, seu uso deve ser criterioso, considerando riscos como ganho de peso, perda de massa óssea e retenção hídrica, especialmente em mulheres com alto risco de IC. 369

10.7.5. Manejo da Obesidade

O manejo da obesidade é desafiador, complexo e idealmente deve ser realizado por equipe multiprofissional. O tratamento deve considerar minimizar o estigma relacionado à doença, sendo esse aspecto merecedor de especial atenção em mulheres devido à sua maior vulnerabilidade. 214 É importante estabelecer com a paciente alvos terapêuticos factíveis e associados a benefícios clínicos, podendo-se utilizar estratégias de abordagem para perda de peso, como as usadas no combate ao tabagismo (5 As, do inglês ask, assess, advice, agree, assist). 271 A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) propôs uma classificação da obesidade com base no peso corporal ao longo da vida e metas terapêuticas derivadas dessa avaliação, tendo assim como alvo a proporção de perda de peso em relação ao IMC máximo da vida, não sendo recomendado o alvo pouco realístico de normalização do IMC para < 25 kg/m 2 . 252 Os alvos estão apresentados na Tabela 10.1.

Tabela 10.1. Classificação proposta de obesidade "reduzida" e "controlada" com base no IMC máximo.
IMC Máximo Inalterado * Reduzido * Controlado *
30–40 kg/m² < 5% 5–9,9% > 10%
40–50 kg/m² < 10% 10–14,9% > 15%
*

Reduções percentuais no peso corporal a partir do IMC máximo alcançado. 252

Como visto acima, as medidas não farmacológicas, como dieta com restrição calórica, prática de exercícios físicos e programas que incluem abordagem psicossocial, são fundamentais no manejo das doenças metabólicas, notadamente da obesidade. A restrição calórica é mais relevante para a redução do peso, mas a prática de exercícios físicos é fundamental para a manutenção da perda de peso e prevenção da perda de massa muscular que usualmente acompanha o emagrecimento. 271 No entanto, os benefícios das medidas não farmacológicas tendem a diminuir com o tempo, 272 não sendo encontrados benefícios em desfechos cardiovasculares em longo prazo com essa intervenção, tanto em homens quanto em mulheres. Uma análise de subgrupo do estudo Look Ahead com pacientes que apresentaram redução de pelo menos 10% do peso no primeiro ano mostrou redução do desfecho primário (eventos cardiovasculares maiores e internação por angina) em 20%. 273

Existem diversos tratamentos farmacológicos para obesidade com efeitos variáveis sobre peso corporal, porém apenas tratamentos mais recentes se associaram à redução de desfechos. O estudo SELECT foi o primeiro a demonstrar benefícios cardiovasculares nesse cenário. 274 O uso do agonista do GLP-1 semaglutida, por via subcutânea na dose semanal de 2,4 mg em pacientes com sobrepeso e DCV estabelecida por aproximadamente 3 anos, reduziu o peso corporal em 8,51% e resultou em diminuição do risco de eventos cardiovasculares maiores em 28%. A análise de subgrupo das mulheres incluídas (n = 4.872, 28% da amostra) mostrou redução de HR 0,84 (IC 95%: 0,66–1,07), enquanto os homens apresentaram 0,79 (IC 95%: 0,70–0,90), sem relato se houve resultado estatisticamente significativo entre os grupos na análise. As diferenças numéricas encontradas provavelmente são relacionadas ao menor poder da análise do subgrupo das mulheres pelo reduzido tamanho amostral. Vários outros medicamentos antiobesidade mais potentes, apresentando redução de peso corporal de até 25%, estão sendo estudados. 275 No entanto, os resultados dos estudos de fase 3 com desfechos cardiovasculares ainda não estão disponíveis.

10.7.6. Manejo da Doença Hepática Esteatótica Metabólica

O tratamento da DHEM consiste em modificação do estilo de vida com foco na redução de pelo menos 5% do peso corporal, uma vez que a perda de peso é a medida mais eficaz na melhora histológica da DHEM. 295 , 298 O consumo de bebidas alcoólicas deve ser limitado, bem como a ingestão da frutose utilizada no preparo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas. Além da modificação do estilo de vida, mulheres com formas mais avançadas da DHEM podem se beneficiar de terapias farmacológicas que atuam sobre a EHM e/ou fibrose hepática. São exemplos desses medicamentos: resmetirom, semaglutida, pioglitazona, tirzepatida, vitamina E e inibidores do SGLT2.

O resmetirom, um agonista seletivo do receptor β do hormônio tireoidiano (THR- β), foi o primeiro medicamento a obter a aprovação de uma agência regulatória para o tratamento da EHM não cirrótica, com fibrose moderada a avançada (compatível com os estágios F2 e F3). No MAESTRO-NASH, 310 estudo de fase 3 que incluiu 966 participantes com EHM tratados por 52 semanas (322 no grupo de 80 mg de resmetirom, 323 no grupo de 100 mg de resmetirom e 321 no grupo placebo), a medicação foi associada à melhora da fibrose em comparação com placebo. Não houve análise de subgrupos referentes ao sexo. A semaglutida, um agonista do receptor do GLP-1, também promoveu melhora de resultados histológicos em uma população com EHM e fibrose F2-F3. Na análise interina do ESSENCE, 311 estudo de fase 3 incluindo 800 participantes tratados por 70 semanas (57,1% eram mulheres e 55,9% com DM2) houve melhora significativa da EHM sem piora da fibrose e redução significativa da fibrose sem piora da EHM (desfechos primários) com a semaglutida na dose semanal de 2,4 mg versus placebo.

A pioglitazona, um agonista seletivo do receptor gama ativado por proliferador de peroxissoma (PPARγ), é recomendada como tratamento para EHM e/ou fibrose em pessoas com DM2, 295 , 298 , 308 uma vez que a maioria dos estudos que comparam a pioglitazona com placebo demonstra benefícios na inflamação e nas alterações histológicas. 312 Não houve, porém, subanálise referente ao sexo na maioria deles. Importante salientar que a medicação pode piorar sintomas de IC, em função de retenção hídrica e, especificamente nas mulheres, a pioglitazona está associada ao aumento de risco de fraturas ósseas e ganho de peso. 312 , 313

A tirzepatida, um co-agonista dos receptores do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) e do GLP-1 já aprovado em alguns países como agente antidiabético e antiobesidade, também foi testada no tratamento das pessoas com EHM e fibrose F2-F3. No SYNERGY-NASH, 314 um estudo de fase 2b controlado por placebo, a medicação promoveu resolução da EHM sem piora da fibrose em 61% dos indivíduos avaliados após 52 semanas de tratamento (57% dos pacientes eram mulheres, porém não foi realizada subanálise nesse grupo).

No estudo PIVENS, 315 conduzido em pessoas com EHM e sem DM2, o uso da vitamina E (800 UI/dia) por dois anos promoveu melhora da atividade da doença hepática, estimada na histologia pelo índice NAS ( Non-Alcoholic Steatohepatitis Activity Score ), sem aumento na fibrose em comparação ao placebo (43% vs. 19%; p < 0,001). Por fim, embora estudos de desfechos histológicos relacionados à DHEM com os inibidores do SGLT2 sejam escassos, há evidências de redução de enzimas hepáticas, de gordura hepática e de rigidez hepática aferida por elastografia com esses agentes na população com DM2. 316 - 318 Assim, algumas diretrizes sobre o manejo da DHEM preconizam que o tratamento com inibidores do SGLT2 deve ser considerado em pessoas com DM2 que apresentam EHM e/ou fibrose, sem diferenças entre homens e mulheres em relação aos desfechos. 295 , 298 , 308

Nos casos de insucesso da combinação de modificação do estilo de vida e farmacoterapia, pessoas com DHEM associada a fibrose e obesidade a partir de classe II devem ser consideradas para cirurgia bariátrica. 319 Os benefícios dessa cirurgia para a DHEM são consistentes em diversos estudos avaliando técnicas operatórias distintas e, embora a redução da EHM já seja evidente ao final do primeiro ano pós-operatório, benefícios significativos na fibrose demandam mais tempo, como demonstrado em estudos com tempos de seguimento de 5 a 6 anos. 320 , 321

10.7.7. Manejo da Doença Renal Crônica

Os dados atuais da literatura não permitem que utilizemos critérios diferentes para triagem, diagnóstico e tratamento da DRC, em especial a DRD, e, portanto, orientamos que os critérios da Sociedade Brasileira de Diabetes sejam utilizados. Mais pesquisas são necessárias para identificar diferenças fisiológicas clinicamente relevantes entre os sexos, com o objetivo de identificar novas terapias que modifiquem os desfechos clínicos.

As diferenças na albuminúria entre homens e mulheres podem influenciar o tratamento, com terapias direcionadas para reduzir a proteinúria, incluindo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona, inibidores do SGLT2 e antagonistas dos receptores de mineralocorticoides. 331

Os grandes ensaios clínicos randomizados utilizando os inibidores do SGLT2 mostraram que homens e mulheres parecem ter benefícios iguais, embora apenas 28,5% a 36,9% dos participantes fossem mulheres nesses estudos. Uma análise agrupada dos ensaios EMPA-REG OUTCOME, CANVAS, DECLARE TIMI-58 e CREDENCE mostrou que não houve diferença na redução de eventos cardiovasculares maiores ou de eventos adversos dos inibidores do SGLT2, incluindo amputação, fratura e infecção do trato urinário, entre homens e mulheres, porém as mulheres são mais propensas a infecção genital. 370

Apesar do benefício igual dos inibidores do SGLT2 independentemente do sexo, mulheres são menos propensas a receber prescrição de um inibidor do SGLT2, mesmo com diagnósticos de DRD, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou DCV aterosclerótica, privando assim muitas mulheres dos benefícios cardiovasculares e renais.

A Tabela 10.2 apresenta um resumo relacionada às classes de tratamento e diferenças em relação ao sexo.

Tabela 10.2. Diferenças baseadas no sexo em terapias para doença renal diabética.
Terapia Diferenças Baseadas no Sexo
Inibidores do SGLT2 Nenhuma diferença no benefício cardiovascular ou renal. Risco aumentado de cetoacidose diabética em mulheres com DM1 em uso off-label, talvez relacionado a maior cetogênese em mulheres. Risco aumentado de infecções micóticas genitais em mulheres.
Agonistas do receptor GLP-1 e inibidores da dipeptidil peptidase-4 Nenhuma diferença entre os sexos. Diferença teórica de sexo na resposta vascular ao óxido nítrico.
Antagonistas do receptor de mineralocorticoide Nenhuma diferença entre os sexos em ensaios clínicos randomizados.
Antagonistas do receptor de endotelina Diferenças baseadas no sexo na expressão do receptor de endotelina. Nenhuma diferença em estudos clínicos randomizados.
Metformina Maiores efeitos adversos gastrointestinais em mulheres, com potencial melhora em menores doses.
Bloqueio do RAAS Em mulheres, o estrogênio diminui a renina, ECA, Ang II e aumenta angiotensinogênio e Ang1-7. Contraindicado na gestação.
Terapia hormonal na menopausa Estradiol, progesterona e terapia hormonal combinada reduzem a albuminúria em mulheres na pós-menopausa. Dados controversos.

Adaptado de Sridhar et al. 338 Ang1-7: angiotensina 1-7; Ang II: angiotensina II; DM1: diabetes mellitus tipo 1; ECA: enzima conversora de angiotensina; GLP-1: peptídeo semelhante ao glucagon 1; RAAS: sistema renina-angiotensina-aldosterona; SGLT2:, cotransportador de sódio-glicose-2.

10.7.8. Papel dos Análogos de GLP-1 no Tratamento Cardiometabólico em Mulheres

Os análogos de GLP-1 promovem secreção de insulina de forma glicose-dependente, reduzem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico. Contribuem para controle glicêmico eficaz e para melhora de marcadores de RCV. 369

10.7.9. Especificidades em Mulheres

Fatores hormonais femininos e a distribuição de gordura corporal contribuem para a expressão mais agressiva da síndrome cardiometabólica. Estudos indicam que os análogos de GLP-1 exercem efeitos particularmente benéficos, com maior impacto na redução de peso e na melhora de parâmetros inflamatórios e lipídicos quando em comparação com os homens, o que pode ser parcialmente explicado por respostas hormonais diferenciadas e maior sensibilidade aos efeitos anorexígenos desses fármacos. 371 , 372

10.7.10. Semaglutida

Agonista do receptor de GLP-1, tem eficácia consolidada no controle glicêmico e na redução de peso. Em pacientes com sobrepeso ou obesidade, demonstrou reduções significativas no peso corporal e na HbA1c, mesmo na ausência de DM2. 371 Em pacientes com DM2, reduziu em 26% o risco de eventos cardiovasculares maiores. 135 Nos indivíduos com DCV aterosclerótica prévia e IMC ≥ 27, sem histórico de DM2, reduziu em 20% o risco combinado de eventos cardiovasculares maiores e a mortalidade por todas as causas. 274 Também foram demonstrados efeitos renais significativos em pacientes com DM2 e DRC. Houve redução de 24% no risco de eventos renais graves e morte por causas renais ou cardiovasculares no grupo tratado com semaglutida apresentando menor declínio anual da taxa de filtração glomerular estimada. 373 Evidências recentes indicam que seu uso por via oral em pacientes com diabetes também contribui para a redução de eventos cardiovasculares, sendo útil em contextos clínicos onde o uso injetável é menos viável. 374

10.7.11. Tirzepatida

Agonista duplo dos receptores de GIP e GLP-1, representa um avanço no manejo da doença cardiometabólica. Seu uso demonstrou reduções significativas nos níveis de HbA1c (até 2,4%) e no peso corporal (até 20%), além de melhorias no perfil lipídico e redução de marcadores inflamatórios. 375 , 376 Essas características posicionam este agonista duplo GIP/GLP1 como alternativa promissora, especialmente em mulheres com obesidade central e RI.

10.7.12. Perspectivas Futuras

Um recente estudo avaliando a eficácia do uso semanal de 2,4 mg de semaglutida em relação a 5-15 mg de tirzepatida para tratamento da obesidade demonstrou superioridade da tirzepatida tanto na perda ponderal quanto no controle metabólico, com efeitos cardiovasculares e perfil de segurança comparáveis. Ainda assim, o subgrupo de mulheres tratadas com semaglutida obteve maior perda proporcional de peso em relação aos homens e melhora de FR cardiometabólicos após as 72 semanas de tratamento. De qualquer forma, o planejamento e a decisão terapêutica final deverão ser sempre individuais e feitos com base nas características fisiológicas, hormonais e metabólicas específicas de cada paciente. 376

10.8. Considerações Farmacológicas Específicas

10.8.1. Interações Medicamentosas

Mulheres com condições crônicas como osteoporose, depressão e ansiedade estão frequentemente expostas a polifarmácia, ampliando o risco de interações medicamentosas relevantes, devido a menor depuração renal e maior proporção de gordura corporal. Entre as interações de maior impacto, destacam-se os inibidores seletivos da recaptação da serotonina, que podem inibir o CYP3A4 e interferir no metabolismo de estatinas lipofílicas, elevando o risco de miopatia. 367

10.8.2. Importância do Controle de Peso

Intervenções que promovam a redução de peso corporal possuem impacto direto na melhora do perfil lipídico, controle pressórico e sensibilidade à insulina. Dentre essas intervenções, destaca-se a classe dos agonistas GLP-1 que têm demonstrado efeitos consistentes na redução ponderal, com benefícios adicionais na prevenção de eventos cardiovasculares maiores. O manejo da obesidade deve ser compreendido como componente fundamental da estratégia terapêutica dos distúrbios cardiometabólicos. 117 , 274 , 373 - 376

10.8.3. Abordagem Individualizada

A heterogeneidade clínica entre mulheres exige que o manejo das condições cardiometabólicas seja pautado por abordagens personalizadas, que considerem não apenas parâmetros fisiológicos, como idade e presença de comorbidades, mas também fatores psicossociais, histórico reprodutivo e preferências individuais. A individualização terapêutica, portanto, representa um pilar essencial para o cuidado centrado na mulher, promovendo intervenções mais eficazes e seguras ao longo de sua trajetória de saúde. 377 , 378

10.9. Tratamento Cirúrgico

10.9.1. Cirurgia Bariátrica

A cirurgia bariátrica é uma estratégia consagrada em todo o mundo, com mortalidade perioperatória variando entre 0,03% e 0,2%. 379 No Brasil, cerca de 70% dos pacientes submetidos ao procedimento são mulheres. 380 Seus benefícios englobam melhora significativa da doença metabólica e de comorbidades associadas, como DM2, apneia obstrutiva do sono, HAS, dislipidemia, síndrome de Pickwick, DHEM e doença do refluxo gastroesofágico. 381 A indicação segue diretrizes que preconizam cirurgia em pacientes com IMC ≥ 35 kg/m² e comorbidades associadas, ou IMC ≥ 40 kg/m² isolado, independentemente da presença de outras doenças. 382 A cirurgia bariátrica esteve associada a menor incidência de eventos cardiovasculares maiores em pacientes com DCV e obesidade em uma coorte de 2.638 pacientes seguida por 4,6 anos, tendo seu benefício principal no grupo com IC e DIC. 383

Após o procedimento, as mulheres apresentam perda ponderal discretamente menor que os homens. A redução de peso pode levar a aumento abrupto da SHBG, queda dos níveis de testosterona e elevação do FSH, melhorando a disfunção ovulatória e a irregularidade menstrual e favorecendo a concepção espontânea em idade fértil. 384

São contraindicações à cirurgia bariátrica: doença psiquiátrica grave sem controle; demências moderadas a graves; dependência de álcool ou drogas ilícitas; DIC grave ou outras cardiopatias graves; e hipertensão portal com varizes esofágicas. Em pacientes com IMC > 50 kg/m², o risco cirúrgico é elevado devido à maior incidência de comorbidades e à complexidade anatômica, refletindo-se em tempo operatório prolongado, maior morbidade perioperatória e internações mais longas em alguns estudos. 382

A Figura 10.4 resume as estratégias de abordagem dos distúrbios cardiometabólicos nas mulheres, ressaltando a importância da abordagem multidisciplinar centrada na mulher, envolvendo a promoção de hábitos saudáveis, rastreamento individualizado de FR e seu controle, manejo clínico integrado e inclusão de aspectos psicossociais na avaliação cardiometabólica.

Figura 10.4. Estratégias para abordar os distúrbios cardiometabólicos nas mulheres. ARM: antagonista do receptor de mineralocorticoide; BCC: bloqueador dos canais de cálcio; BRA: bloqueador de receptor de angiotensina; CV: cardiovascular; DCV: doença cardiovascular; DM: diabetes mellitus; DM2: diabetes mellitus tipo 2; DHEM: doença hepática esteatótica metabólica; DLP: dislipidemia; DRC: doença renal crônica; SM: síndrome metabólica; GLP-1: peptídeo semelhante ao glucagon 1; HAS: hipertensão arterial sistêmica; ICFEp: insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida; iECA: inibidor da enzima conversora de angiotensina; iSGLT2: inibidor do cotransportador de sódio-glicose tipo 2; MACE: eventos cardiovasculares maiores; RCV: risco cardiovascular; SOP: síndrome do ovário policístico; SRAA: sistema renina-angiotensina-aldosterona; SVM: sintomas vasomotores.

Figura 10.4

11. Recomendações para o Manejo dos Distúrbios Cardiometabólicos nas Mulheres

Para a elaboração das recomendações listadas no final deste capítulo, procedemos a uma revisão sistemática (Anexo 1) com dez perguntas PICO. Nessa revisão sistemática, foram incluídos revisões sistemáticas, metanálises, estudos multicêntricos controlados e randomizados, além de diretrizes. Utilizamos as seguintes bases de dados: PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane Library, LILACS e BVS. Empregamos a metodologia GRADE ( Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation ), que é um sistema utilizado para avaliar a certeza da evidência e a força das recomendações em saúde nas diretrizes clínicas. O GRADE classifica a evidência em níveis (alta, moderada, baixa ou muito baixa) e, com base nessa classificação, determina a direção (CONTRA ou a FAVOR) e a força de uma recomendação (FORTE ou FRACA), conforme descrito a seguir.

  • Alta: Há alta confiança de que o efeito estimado esteja próximo do efeito verdadeiro.

  • Moderada: Há moderada confiança no efeito estimado. É provável que estudos futuros possam impactar a confiança na estimativa.

  • Baixa: A confiança no efeito estimado é limitada.

  • Muito baixa: Há grande incerteza na estimativa do efeito.

A Figura 11.1 resume a estrutura da revisão sistemática que norteou este posicionamento.

Figura 11.1. Estrutura da revisão sistemática que norteou este posicionamento. RCTs: estudos multicêntricos controlados e randomizados.

Figura 11.1

Apesar do crescente reconhecimento da importância dos distúrbios cardiometabólicos em mulheres, há uma falta significativa de evidências provenientes de estudos multicêntricos controlados e randomizados que abordem especificamente o tratamento dessas condições no sexo feminino. Essa limitação compromete a elaboração de recomendações clínicas baseadas em evidências robustas e adaptadas às particularidades das mulheres. Cabe ressaltar que as mulheres continuam sendo sub-representadas em ensaios clínicos de doenças cardiovasculares e cardiometabólicas. Em análises relativamente recentes, a participação feminina em grandes estudos multicêntricos controlados e randomizados variou entre 27% e 38% dos participantes, proporção inferior à prevalência dessas doenças na população feminina. 385 , 386 Apenas cerca de um terço dos estudos publica análises de resultados específicas para mulheres, dificultando a avaliação da eficácia e segurança dos tratamentos nesse grupo. Adicionalmente, a carência de estudos multicêntricos controlados e randomizados focados em mulheres faz com que muitas recomendações clínicas sejam baseadas em evidências indiretas ou extrapoladas de estudos com maioria masculina, o que pode não refletir a melhor conduta para mulheres com distúrbios cardiometabólicos. 387

Existe uma forte correlação entre distúrbios cardiometabólicos e condições inflamatórias nas mulheres ao longo de seu ciclo de vida, como SOP, DG ou pré-eclâmpsia, que predispõem ao aumento do risco de IAM, AVC e DIC, além de repercussão sobre o binômio materno-fetal posteriormente, na infância e na juventude do concepto. Estudo recente com 12.480 pares mãe-filho demonstrou que os FR cardiometabólico maternos foram significativamente associados ao aumento de 4,88% e 1,90% nas pressões sistólica e diastólica dos filhos, respectivamente. Uma combinação de distúrbios hipertensivos da gravidez com obesidade pré-gestacional ou DG foi significativamente associada a uma PA mais alta entre 2 e 18 anos de idade, ratificando a importância da abordagem precoce das condições cardiometabólicas na infância, na adolescência e no período reprodutivo das mulheres. 388

As diferenças sexuais observadas em relação aos distúrbios cardiometabólicos e as doenças inflamatórias sugerem que os hormônios sexuais regulem as vias inflamatórias nas mulheres. Existem alterações na sinalização inflamatória em mulheres que podem sustentar diferenças na hipertensão, aterosclerose, obesidade, DRC e DHEM. O conhecimento dos mecanismos específicos que impulsionam as condições inflamatórias crônicas que afetam as mulheres, como SOP, DG e hipertensão pós-menopausa, auxiliará na abordagem multidisciplinar necessária à diminuição da carga das DCV nas mulheres. 30

Várias intervenções apresentam efeito combinado para as doenças crônicas, especialmente as cardiometabólicas. Estudo recente testou as associações entre o padrão de atividade física e a incidência de 678 condições em 89.573 participantes (62 ± 8 anos de idade; 56% mulheres) do estudo de coorte prospectivo UK Biobank, que usaram um acelerômetro por uma semana entre junho de 2013 e dezembro de 2015. Foi observado que tanto a atividade física concentrada em 1 ou 2 dias quanto os padrões de atividade mais regulares estavam associados a um risco similarmente menor de mais de 200 doenças, em particular com menor risco de condições cardiometabólicas . 389

Apresentamos a seguir as recomendações onde existem evidências relativamente robustas para os distúrbios cardiometabólicos nas mulheres.

RECOMENDAÇÕES ATUAIS PARA OS DISTÚRBIOS CARDIOMETABÓLICOS NAS MULHERES

DIETA 390 - 398

ATIVIDADE FÍSICA 399 - 408

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
Recomenda-se para mulheres com sobrepeso e obesidade, síndrome metabólica, DM2, hipertensão, dislipidemia e no período de perimenopausa a prática de atividade física regular com meta inicial de 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos e treinamento de força duas a três vezes por semana. Deve-se aumentar para 300 minutos por semana para perda de peso ≥ 5%, dado que a redução da gordura visceral apresenta uma relação com melhora nos desfechos cardiometabólicos no curto e médio prazo. FORTE MODERADA

DM2: diabetes mellitus tipo 2.

CONSUMO DE ÁLCOOL E TABACO 356 , 409 - 417

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
O consumo de álcool aumenta o risco de anemia e diabetes gestacional, enquanto o uso de tabaco duplica a chance de baixo peso ao nascer e aumenta as chances de infertilidade e menopausa precoce. O consumo de álcool por mulheres, mesmo em quantidades moderadas, e o tabagismo podem elevar a pressão arterial, aumentar os níveis séricos de LDL-c e triglicerídeos, diminuir o HDL-c sérico e aumentar o risco de AVC, insuficiência cardíaca, resistência à insulina e DM2. Recomenda-se que mulheres não fumem e consumam < 140 g de álcool por semana fora do período de gravidez. FORTE ALTA

AVC: acidente vascular cerebral; DM2: diabetes mellitus tipo 2.

OBESIDADE 274 , 418 - 425

RECOMENDAÇÕES ATUAIS PARA OS DISTÚRBIOS CARDIOMETABÓLICOS NAS MULHERES

DIABETES 420 , 426 - 432

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
Recomenda-se intervenção no estilo de vida associada ao uso de análogos do GLP1 e dos inibidores do SGLT2 para tratamento do DM2 em mulheres, com efeitos benéficos na redução do peso e em parâmetros metabólicos, como redução da hemoglobina glicada. Metformina não deve ser utilizada como agente de primeira linha para o manejo do diabetes na gravidez e, quando utilizada para tratar a síndrome dos ovários policísticos e induzir ovulação, deve ser descontinuada até o final do primeiro trimestre, pois atravessa a barreira placentária. FORTE ALTA

DM2: diabetes mellitus tipo 2.

DISLIPIDEMIA 366

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
Em mulheres com muito alto risco cardiovascular em prevenção secundária, além das mudanças de estilo de vida, devem-se empregar estatinas de alta potência isoladas ou combinadas com ezetimiba, com o objetivo de reduzir LDL-c ≥ 50% com alvo de LDL-c < 50 mg/dL e NÃO-HDL-c < 80 mg/dL, independentemente do valor basal de LDL-c. FORTE ALTA
Em mulheres de alto risco cardiovascular em prevenção secundária, além das mudanças de estilo de vida, devem-se empregar estatinas de alta potência isoladas ou combinadas com ezetimiba, com o objetivo de reduzir a LDL-c ≥ 50% com alvo de LDL-c < 70 mg/dL e NÃO-HDL-c < 100 mg/dL, independentemente do valor basal de LDL-c. FORTE ALTA

HIPERTENSÃO ARTERIAL 209 , 211 , 214

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
Recomenda-se o controle do peso corporal para alcançar valores saudáveis de IMC (cerca de 20–25 kg/m 2 ) e circunferência da cintura (<80 cm em mulheres), visando reduzir a PA e o risco cardiovascular. Recomenda-se a prática de exercícios de baixa a moderada intensidade em todas as gestantes sem contraindicações para reduzir o risco de hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia. FORTE ALTA
Em mulheres com hipertensão crônica ou gestacional, recomenda-se iniciar o tratamento medicamentoso para aquelas com PA sistólica confirmada ≥ 140 mmHg ou PA diastólica ≥ 90 mmHg. FORTE ALTA

SOP: síndrome dos ovários policísticos; DM2: diabetes mellitus tipo 2.

DOENÇA HEPÁTICA ESTEATÓTICA METABÓLICA 309 , 311 , 314 , 302 , 414 , 433 , 434

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
Em mulheres com DHEM, recomenda-se a modificação do estilo de vida (perda de peso, mudanças na dieta, exercícios físicos, cessação do uso de tabaco e álcool), manejo otimizado das comorbidades – incluindo o uso de terapias a base de incretinas (ex: semaglutida, tirzepatida) para DM2 ou obesidade (se indicado) – e cirurgia bariátrica na presença de obesidade severa FORTE MODERADA

DM2: diabetes mellitus tipo 2; DHEM: doença hepática esteatótica metabólica.

RECOMENDAÇÕES ATUAIS PARA OS DISTÚRBIOS CARDIOMETABÓLICOS NAS MULHERES

DOENÇA RENAL CRÔNICA 435 - 441

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
A gravidez é uma das principais causas de lesão renal aguda em mulheres em idade fértil e junto com pré-eclâmpsia pode levar a DRC subsequente. A DRC tem efeito negativo na gravidez, mesmo em estágios muito iniciais, e os riscos aumentam com a progressão da DRC e com a concomitância de DM2. Recomenda-se monitoramento dos marcadores de função renal durante a gravidez e nos anos subsequentes. FORTE MODERADA

DM2: diabetes mellitus tipo 2; DRC: doença renal crônica.

TERAPIA CIRÚRGICA* - CIRURGIA BARIÁTRICA 442 - 448

* ( bypass gástrico em Y de Roux, gastrectomia vertical, banda gástrica ajustável laparoscópica, revestimento de bypass duodenal-jejunal/desvio biliopancreático)

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
A cirurgia bariátrica é recomendada para mulheres com IMC ≥ 35 kg/m² e histórico de diabetes, DHEM ou alto risco de eventos cardiovasculares, assim como para aquelas com IMC ≥ 40 kg/m², independentemente de comorbidades, para a melhoria dos parâmetros cardiometabólicos (perfil lipídico e glicêmico) e marcadores inflamatórios. FORTE ALTA

DHEM: doença hepática esteatótica metabólica; IMC: índice de massa corpórea.

SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS 43 , 65 , 97 , 141 , 156 , 159 , 172 , 265 , 304 , 444

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
A SOP está associada a anovulação, hiperandrogenismo e resistência à insulina, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e DM2. Mulheres com SOP devem realizar uma avaliação do perfil lipídico completo e do estado glicêmico no momento do diagnóstico. O tratamento inclui, além de mudanças no estilo de vida, agentes sensibilizadores de insulina, como metformina ou mioinositol, e, para casos de hirsutismo e ciclos irregulares, contraceptivos orais combinados. Medicamentos antiobesidade, como liraglutida, semaglutida e agonistas do GLP-1 e orlistate, também podem ser indicados no controle do peso. FORTE MODERADA

SOP: síndrome dos ovários policísticos; DM2: diabetes mellitus tipo 2.

ENDOMETRIOSE 203 - 206

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
A endometriose está associada a um processo inflamatório crônico com aumento do estresse oxidativo e elevação de fatores de risco cardiovascular, maior risco de hipertensão, alterações lipídicas, doença arterial coronária, insuficiência cardíaca e AVC. Tratamento com terapias hormonais e estimulação ovariana para fertilização in vitro também podem elevar o risco de tromboembolismo. Intervenções baseadas no estilo de vida podem auxiliar na redução do risco cardiovascular. FRACA FRACA

AVC: acidente vascular cerebral.

SUPLEMENTO

1. Quais biomarcadores auxiliam no diagnóstico das anormalidades cardiometabólicas na mulher?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Biomarkers"[Mesh] OR "biological markers"[tiab] OR biomarkers[tiab] OR "molecular markers"[tiab] OR "diagnostic markers"[tiab] OR "metabolic markers"[tiab] OR "cardiometabolic biomarkers"[tiab]) AND ("Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Type 2 Diabetes Mellitus"[Mesh] OR "cardiometabolic risk"[tiab] OR "cardiometabolic abnormalities"[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR dyslipidemia*[tiab] OR hypertension[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR "cardiovascular disease"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('biological marker'/exp OR 'biomarker'/exp OR 'biological marker':ti, ab OR biomarkers:ti, ab OR 'molecular marker':ti, ab OR 'diagnostic marker':ti, ab OR 'metabolic marker':ti, ab OR 'cardiometabolic biomarker':ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'cardiovascular disease'/exp OR 'glucose intolerance'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'cardiometabolic risk':ti, ab OR 'cardiometabolic abnormalit*':ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR 'glucose intolerance':ti, ab OR dyslipidemi*:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab OR 'cardiovascular disease':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Biomarkers"] OR "biological markers":ti, ab OR biomarkers:ti, ab OR "molecular markers":ti, ab OR "diagnostic markers":ti, ab OR "metabolic markers":ti, ab OR "cardiometabolic biomarkers":ti, ab) AND ([mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Cardiovascular Diseases"] OR [mh "Glucose Intolerance"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Type 2 Diabetes Mellitus"] OR "cardiometabolic risk":ti, ab OR "cardiometabolic abnormalities":ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR dyslipidemia*:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR "cardiovascular disease":ti, ab)
AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Biomarcadores" OR "Biomarkers" OR "Biomarcadores" OR "Marcadores Biológicos" OR "Biological Markers" OR "Marcadores Biológicos" OR "Marcadores moleculares" OR "Molecular Markers" OR "Marcadores diagnósticos" OR "Diagnostic Markers" OR "Marcadores metabólicos" OR "Metabolic Markers" OR "Marcadores cardiometabólicos" OR "Cardiometabolic Biomarkers") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Intolerância à Glicose" OR "Glucose Intolerance" OR "Intolerancia a la Glucosa" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Diabetes tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes tipo 2" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female" OR "Femenino")

SUPLEMENTO

2. A Terapia Hormonal da Menopausa influencia os parâmetros cardiometabólicos?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Hormone Replacement Therapy"[Mesh] OR "Estrogen Replacement Therapy"[Mesh] OR "menopausal hormone therapy"[tiab] OR "hormone replacement therapy"[tiab] OR HRT[tiab] OR "estrogen therapy"[tiab] OR "estradiol therapy"[tiab] OR "postmenopausal hormone therapy"[tiab]) AND ("Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "Blood Pressure"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Lipid Metabolism"[Mesh] OR "Cholesterol"[Mesh] OR "Triglycerides"[Mesh] OR "Glucose Metabolism Disorders"[Mesh] OR "cardiometabolic parameters"[tiab] OR "cardiometabolic profile"[tiab] OR "insulin sensitivity"[tiab] OR "lipid profile"[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR "glucose levels"[tiab] OR "cholesterol levels"[tiab] OR triglycerides[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('hormone replacement therapy'/exp OR 'estrogen replacement therapy'/exp OR 'menopausal hormone therapy':ti, ab OR 'hormone replacement therapy':ti, ab OR HRT:ti, ab OR 'estrogen therapy':ti, ab OR 'estradiol therapy':ti, ab OR 'postmenopausal hormone therapy':ti, ab) AND ('metabolic syndrome'/exp OR 'cardiovascular disease'/exp OR 'blood pressure'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'lipid metabolism'/exp OR 'cholesterol'/exp OR 'triglyceride'/exp OR 'glucose metabolism disorder'/exp OR 'cardiometabolic parameter*':ti, ab OR 'cardiometabolic profile':ti, ab OR 'insulin sensitivity':ti, ab OR 'lipid profile':ti, ab OR 'blood pressure':ti, ab OR 'glucose level*':ti, ab OR 'cholesterol level*':ti, ab OR triglyceride*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Hormone Replacement Therapy"] OR [mh "Estrogen Replacement Therapy"] OR "menopausal hormone therapy":ti, ab OR "hormone replacement therapy":ti, ab OR HRT:ti, ab OR "estrogen therapy":ti, ab OR "estradiol therapy":ti, ab OR "postmenopausal hormone therapy":ti, ab) AND ([mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Cardiovascular Diseases"] OR [mh "Blood Pressure"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Lipid Metabolism"] OR [mh "Cholesterol"] OR [mh "Triglycerides"] OR [mh "Glucose Metabolism Disorders"] OR "cardiometabolic parameters":ti, ab OR "cardiometabolic profile":ti, ab OR "insulin sensitivity":ti, ab OR "lipid profile":ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR "glucose levels":ti, ab OR "cholesterol levels":ti, ab OR triglycerides:ti, ab)
BVS ("Terapia Hormonal da Menopausa" OR "Menopausal Hormone Therapy" OR "Terapia Hormonal de la Menopausia" OR "Terapia de Reposição Hormonal" OR "Hormone Replacement Therapy" OR "Terapia de Reemplazo Hormonal" OR "Terapia Estrogênica" OR "Estrogen Therapy" OR "Terapia con Estrógenos" OR "Terapia com Estradiol" OR "Estradiol Therapy" OR "Terapia con Estradiol" OR HRT) AND ("Parâmetros Cardiometabólicos" OR "Cardiometabolic Parameters" OR "Parámetros Cardiometabólicos" OR "Perfil Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Profile" OR "Perfil Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Sensibilidade à Insulina" OR "Insulin Sensitivity" OR "Sensibilidad a la Insulina" OR "Perfil Lipídico" OR "Lipid Profile" OR "Perfil Lipídico" OR "Pressão Arterial" OR "Blood Pressure" OR "Presión Arterial" OR "Níveis de Glicose" OR "Glucose Levels" OR "Niveles de Glucosa" OR "Colesterol" OR "Cholesterol" OR "Colesterol" OR "Triglicerídeos" OR "Triglycerides" OR "Triglicéridos" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares")

SUPLEMENTO

3. As mudanças de estilo de vida melhoram as anormalidades cardiometabólicas nas mulheres?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Life Style"[Mesh] OR "Lifestyle"[tiab] OR "lifestyle change"[tiab] OR "behavior change"[tiab] OR "lifestyle intervention"[tiab] OR "behavioral intervention"[tiab]) AND ("Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Type 2 Diabetes Mellitus"[Mesh] OR "Physical Activity"[Mesh] OR "Exercise"[Mesh] OR "Motor Activity"[Mesh] OR "Diet"[Mesh] OR "Nutrition Therapy"[Mesh] OR "Healthy Diet"[tiab] OR "Physical Activity"[tiab] OR exercise[tiab] OR "psychosocial intervention"[tiab] OR "smoking cessation"[tiab] OR smoking[tiab] OR tobacco[tiab] OR alcohol[tiab] OR "alcohol consumption"[tiab] OR "cardiometabolic abnormalities"[tiab] OR "cardiometabolic risk"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('life style'/exp OR 'lifestyle change':ti, ab OR 'behavior change':ti, ab OR 'lifestyle intervention':ti, ab OR 'behavioral intervention':ti, ab) AND ('metabolic syndrome'/exp OR 'cardiovascular disease'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'glucose intolerance'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'obesity'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'physical activity'/exp OR 'exercise'/exp OR 'diet'/exp OR 'nutrition therapy'/exp OR 'healthy diet':ti, ab OR 'psychosocial intervention':ti, ab OR 'smoking cessation':ti, ab OR smoking:ti, ab OR tobacco:ti, ab OR alcohol:ti, ab OR 'alcohol consumption':ti, ab OR 'cardiometabolic risk':ti, ab OR 'cardiometabolic abnormalit*':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ("lifestyle" OR "lifestyle change" OR "lifestyle intervention" OR "behavior change" OR "behavioral intervention") AND ("cardiometabolic abnormalities" OR "cardiometabolic risk" OR "metabolic syndrome" OR "insulin resistance" OR "glucose intolerance" OR "dyslipidemia" OR "obesity" OR "hypertension" OR "type 2 diabetes" OR "cardiovascular disease" OR "physical activity" OR "exercise" OR "diet" OR "nutrition" OR "healthy diet" OR "psychosocial intervention" OR "smoking" OR "smoking cessation" OR "tobacco" OR "alcohol" OR "alcohol consumption") AND (women OR woman OR female OR females)
BVS (TW: "Estilo de Vida" OR "Lifestyle" OR "Estilo de Vida" OR "Mudança de Estilo de Vida" OR "Lifestyle Change" OR "Cambio de Estilo de Vida" OR "Intervenção de Estilo de Vida" OR "Lifestyle Intervention" OR "Intervención de Estilo de Vida" OR "Mudança Comportamental" OR "Behavior Change" OR "Cambio de Comportamiento" OR "Intervenção Comportamental" OR "Behavioral Intervention" OR "Intervención Conductual") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Intolerância à Glicose" OR "Glucose Intolerance" OR "Intolerancia a la Glucosa" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares" OR "Atividade Física" OR "Physical Activity" OR "Actividad Física" OR "Exercício" OR "Exercise" OR "Ejercicio" OR "Dieta" OR "Diet" OR "Dieta" OR "Nutrição" OR "Nutrition" OR "Nutrición" OR "Dieta Saudável" OR "Healthy Diet" OR "Dieta Saludable" OR "Intervenção Psicossocial" OR "Psychosocial Intervention" OR "Intervención Psicosocial" OR "Tabagismo" OR "Smoking" OR "Tabaquismo" OR "Cessação do Tabagismo" OR "Smoking Cessation" OR "Cese del Tabaquismo" OR "Álcool" OR "Alcohol" OR "Alcohol") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female" OR "Femenino")

SUPLEMENTO

4. Quais medicamentos auxiliam no tratamento das anormalidades cardiometabólicas nas mulheres com obesidade e diabetes?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Drug Therapy"[Mesh] OR "Pharmaceutical Preparations"[Mesh] OR "Hypoglycemic Agents"[Mesh] OR "Antihyperglycemic Agents"[Mesh] OR "Antihypertensive Agents"[Mesh] OR "Lipid Regulating Agents"[Mesh] OR medication*[tiab] OR drug*[tiab] OR pharmacotherapy[tiab] OR "glucose-lowering agents"[tiab] OR "antidiabetic drugs"[tiab] OR "insulin sensitizers"[tiab] OR "weight loss drugs"[tiab]) AND (("Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "cardiometabolic risk"[tiab] OR "cardiometabolic abnormalities"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR cholesterol[tiab] OR "lipid profile"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])) AND ("Obesity"[Mesh] OR "Obesity, Morbid"[Mesh] OR "Diabetes Mellitus, Type 2"[Mesh] OR obesity[tiab] OR overweight[tiab] OR "morbid obesity"[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR T2DM[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('drug therapy'/exp OR 'pharmaceutical preparation'/exp OR 'hypoglycemic agent'/exp OR 'antihyperglycemic agent'/exp OR 'antihypertensive agent'/exp OR 'lipid regulating agent'/exp OR medication*:ti, ab OR drug*:ti, ab OR pharmacotherapy:ti, ab OR 'glucose lowering agent':ti, ab OR 'antidiabetic drug':ti, ab OR 'insulin sensitizer':ti, ab OR 'weight loss drug':ti, ab) AND (('metabolic syndrome'/exp OR 'cardiovascular disease'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'glucose intolerance'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'cardiometabolic risk':ti, ab OR 'cardiometabolic abnormalit*':ti, ab OR 'blood pressure':ti, ab OR cholesterol:ti, ab OR 'lipid profile':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)) AND ('obesity'/exp OR 'morbid obesity'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR 'morbid obesity':ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab OR T2DM:ti, ab)
Cochrane ([mh "Drug Therapy"] OR [mh "Pharmaceutical Preparations"] OR [mh "Hypoglycemic Agents"] OR [mh "Antihyperglycemic Agents"] OR [mh "Antihypertensive Agents"] OR [mh "Lipid Regulating Agents"] OR medication*:ti, ab OR drug*:ti, ab OR pharmacotherapy:ti, ab OR "glucose-lowering agents":ti, ab OR "antidiabetic drugs":ti, ab OR "insulin sensitizers":ti, ab OR "weight loss drugs":ti, ab) AND (([mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Cardiovascular Diseases"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Glucose Intolerance"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR "cardiometabolic risk":ti, ab OR "cardiometabolic abnormalities":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR cholesterol:ti, ab OR "lipid profile":ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)) AND ([mh "Obesity"] OR [mh "Obesity, Morbid"] OR [mh "Diabetes Mellitus, Type 2"] OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR "morbid obesity":ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR T2DM:ti, ab)
BVS (TW: "Medicamentos" OR "Drugs" OR "Medicamentos" OR "Terapia Medicamentosa" OR "Drug Therapy" OR "Tratamiento Farmacológico" OR "Preparações Farmacêuticas" OR "Pharmaceutical Preparations" OR "Preparaciones Farmacéuticas" OR "Agentes Hipoglicemiantes" OR "Hypoglycemic Agents" OR "Agentes Hipoglucemiantes" OR "Agentes Antihipertensivos" OR "Antihypertensive Agents" OR "Agentes Antihipertensivos" OR "Agentes Reguladores de Lipídios" OR "Lipid Regulating Agents" OR "Agentes Reguladores de Lípidos" OR "Sensibilizadores de Insulina" OR "Insulin Sensitizers" OR "Sensibilizadores de Insulina" OR "Medicamentos para Emagrecimento" OR "Weight Loss Drugs" OR "Medicamentos para Adelgazar") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Sobrepeso" OR "Overweight" OR "Sobrepeso" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female" OR "Femenino")

SUPLEMENTO

5. O tratamento da infertilidade se associa com anormalidades cardiometabólicas na mulher?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Infertility, Female"[Mesh] OR "Infertility"[Mesh] OR infertility[tiab] OR "fertility treatment*"[tiab] OR "Assisted Reproductive Techniques"[Mesh] OR "assisted reproductive technolog*"[tiab] OR ART[tiab] OR "In Vitro Fertilization"[Mesh] OR "in vitro fertilization"[tiab] OR IVF[tiab] OR "Intracytoplasmic Sperm Injection"[Mesh] OR ICSI[tiab] OR "Ovulation Induction"[Mesh] OR "ovulation induction"[tiab] OR clomiphene[tiab] OR letrozole[tiab] OR gonadotropin*[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR "Diabetes Mellitus, Type 2"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "cardio-metabolic"[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperlipidemia[tiab] OR hypertension[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR obesity[tiab] OR overweight[tiab] OR BMI[tiab] OR "body mass index"[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR diabetes[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('female infertility treatment'/exp OR 'infertility'/exp OR 'assisted reproductive technology'/exp OR 'in vitro fertilization'/exp OR 'intracytoplasmic sperm injection'/exp OR 'ovulation induction'/exp OR infertility:ti, ab OR 'fertility treatment*':ti, ab OR 'assisted reproductive technolog*':ti, ab OR ART:ti, ab OR 'in vitro fertilization':ti, ab OR IVF:ti, ab OR 'intracytoplasmic sperm injection':ti, ab OR ICSI:ti, ab OR 'ovulation induction':ti, ab OR clomiphene:ti, ab OR letrozole:ti, ab OR gonadotropin*:ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'obesity'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'cardio metabolic':ti, ab OR dyslipidemia*:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR 'blood pressure':ti, ab OR BMI:ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR diabetes:ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Infertility, Female"] OR [mh "Infertility"] OR infertility:ti, ab OR "fertility treatment*":ti, ab OR [mh "Assisted Reproductive Techniques"] OR "assisted reproductive technolog*":ti, ab OR ART:ti, ab OR [mh "In Vitro Fertilization"] OR "in vitro fertilization":ti, ab OR IVF:ti, ab OR [mh "Intracytoplasmic Sperm Injection"] OR ICSI:ti, ab OR [mh "Ovulation Induction"] OR "ovulation induction":ti, ab OR clomiphene:ti, ab OR letrozole:ti, ab OR gonadotropin*:ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Obesity"] OR [mh "Diabetes Mellitus, Type 2"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "cardio-metabolic":ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR BMI:ti, ab OR "body mass index":ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR diabetes:ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS ("Infertilidade" OR "Infertility" OR "Infertilidad" OR "Tratamento da Infertilidade" OR "Infertility Treatment" OR "Tratamiento de la Infertilidad" OR "Tecnologias de Reprodução Assistida" OR "Assisted Reproductive Technologies" OR "Tecnologías de Reproducción Asistida" OR "Fertilização in vitro" OR "In Vitro Fertilization" OR "Fertilización in vitro" OR "Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides" OR "Intracytoplasmic Sperm Injection" OR "Inyección intracitoplasmática de espermatozoides" OR "Indução da Ovulação" OR "Ovulation Induction" OR "Inducción de la Ovulación" OR Clomifeno OR Clomiphene OR Clomifeno OR Letrozol OR Letrozole OR Letrozol OR Gonadotrofinas OR Gonadotropins OR Gonadotropinas) AND ("Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Sobrepeso" OR "Overweight" OR "Sobrepeso" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares") AND ("Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female" OR "Femenino")

SUPLEMENTO

6. Quais os medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial e da dislipidemia influenciam as alterações cardiometabólicas nas mulheres?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Drug Therapy"[Mesh] OR "Drugs"[Mesh] OR "Antihypertensive Agents"[Mesh] OR "Hypolipidemic Agents"[Mesh] OR medication*[tiab] OR drug*[tiab] OR "pharmacologic treatment"[tiab] OR pharmacotherapy[tiab]) AND ("Hypertension"[Mesh] OR "Antihypertensive Agents"[Mesh] OR hypertension[tiab] OR "high blood pressure"[tiab] OR "blood pressure control"[tiab] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hyperlipidemias"[Mesh] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperlipidemia[tiab] OR "lipid-lowering"[tiab] OR statins[tiab] OR "ACE inhibitors"[tiab] OR ARBs[tiab] OR "beta blockers"[tiab] OR diuretics[tiab] OR "calcium channel blockers"[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Diabetes Mellitus, Type 2"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR hyperglycemia[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR obesity[tiab] OR overweight[tiab] OR "cardiovascular risk"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('drug therapy'/exp OR 'drug'/exp OR 'antihypertensive agent'/exp OR 'hypolipidemic agent'/exp OR medication*:ti, ab OR drug*:ti, ab OR 'pharmacologic treatment':ti, ab OR pharmacotherapy:ti, ab) AND ('hypertension'/exp OR 'antihypertensive agent'/exp OR hypertension:ti, ab OR 'high blood pressure':ti, ab OR 'blood pressure control':ti, ab OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hyperlipidemia'/exp OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR 'lipid lowering':ti, ab OR statins:ti, ab OR 'ACE inhibitors':ti, ab OR ARBs:ti, ab OR 'beta blockers':ti, ab OR diuretics:ti, ab OR 'calcium channel blockers':ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'obesity'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR 'glucose intolerance':ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR 'cardiovascular risk':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Drug Therapy"] OR [mh "Drugs"] OR [mh "Antihypertensive Agents"] OR [mh "Hypolipidemic Agents"] OR medication*:ti, ab OR drug*:ti, ab OR "pharmacologic treatment":ti, ab OR pharmacotherapy:ti, ab) AND ([mh "Hypertension"] OR [mh "Antihypertensive Agents"] OR hypertension:ti, ab OR "high blood pressure":ti, ab OR "blood pressure control":ti, ab OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hyperlipidemias"] OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR "lipid-lowering":ti, ab OR statins:ti, ab OR "ACE inhibitors":ti, ab OR ARBs:ti, ab OR "beta blockers":ti, ab OR diuretics:ti, ab OR "calcium channel blockers":ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Diabetes Mellitus, Type 2"] OR [mh "Obesity"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR "cardiovascular risk":ti, ab) AND
([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Medicamentos" OR "Drugs" OR "Medicamentos" OR "Terapia Medicamentosa" OR "Drug Therapy" OR "Tratamiento Farmacológico" OR "Agentes Anti-hipertensivos" OR "Antihypertensive Agents" OR "Agentes Antihipertensivos" OR "Agentes Hipolipemiantes" OR "Hypolipidemic Agents" OR "Agentes Hipolipemiantes" OR "Tratamento Farmacológico" OR "Pharmacologic Treatment" OR "Tratamiento Farmacológico") AND TW: ("Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Pressão Alta" OR "High Blood Pressure" OR "Presión Alta" OR "Controle da Pressão Arterial" OR "Blood Pressure Control" OR "Control de la Presión Arterial" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hiperlipidemia" OR "Hyperlipidemia" OR "Hiperlipidemia" OR "Redução de Lipídios" OR "Lipid-Lowering" OR "Reducción de Lípidos" OR Estatinas OR Statins OR Estatinas OR "Inibidores da ECA" OR "ACE Inhibitors" OR "Inhibidores de la ECA" OR BRA OR ARBs OR BRA OR "Betabloqueadores" OR "Beta Blockers" OR "Betabloqueadores" OR Diuréticos OR Diuretics OR Diuréticos OR "Bloqueadores dos Canais de Cálcio" OR "Calcium Channel Blockers" OR "Bloqueadores de los Canales de Calcio") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Disorders" OR "Trastornos Cardiometabólicos" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Sobrepeso" OR "Overweight" OR "Sobrepeso" OR "Risco Cardiovascular" OR "Cardiovascular Risk" OR "Riesgo Cardiovascular") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female")

SUPLEMENTO

7. A cirurgia bariátrica deve ser indicada para o tratamento das alterações cardiometabólicas nas mulheres?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Bariatric Surgery"[Mesh] OR "Gastric Bypass"[Mesh] OR "Gastrectomy"[Mesh] OR "bariatric surgery"[tiab] OR "gastric bypass"[tiab] OR "sleeve gastrectomy"[tiab] OR "Roux-en-Y"[tiab] OR "metabolic surgery"[tiab] OR "weight loss surgery"[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Diabetes Mellitus, Type 2"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR hyperglycemia[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperlipidemia[tiab] OR hypertension[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR "cardiovascular risk"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('bariatric surgery'/exp OR 'gastric bypass'/exp OR 'gastrectomy'/exp OR 'bariatric surgery':ti, ab OR 'gastric bypass':ti, ab OR 'sleeve gastrectomy':ti, ab OR 'roux-en-y':ti, ab OR 'metabolic surgery':ti, ab OR 'weight loss surgery':ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'obesity'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hypertension'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR 'blood pressure':ti, ab OR 'cardiovascular risk':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Bariatric Surgery"] OR [mh "Gastric Bypass"] OR [mh "Gastrectomy"] OR "bariatric surgery":ti, ab OR "gastric bypass":ti, ab OR "sleeve gastrectomy":ti, ab OR "Roux-en-Y":ti, ab OR "metabolic surgery":ti, ab OR "weight loss surgery":ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Diabetes Mellitus, Type 2"] OR [mh "Obesity"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hypertension"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR "cardiovascular risk":ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Cirurgia Bariátrica" OR "Bariatric Surgery" OR "Cirugía Bariátrica" OR "Bypass Gástrico" OR "Gastric Bypass" OR "Bypass Gástrico" OR "Gastrectomia Vertical" OR "Sleeve Gastrectomy" OR "Gastrectomía Vertical" OR "Roux-en-Y" OR "Roux-en-Y" OR "Cirurgia Metabólica" OR "Metabolic Surgery" OR "Cirugía Metabólica" OR "Cirurgia para Perda de Peso" OR "Weight Loss Surgery" OR "Cirugía para Pérdida de Peso") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Risco Cardiovascular" OR "Cardiovascular Risk" OR "Riesgo Cardiovascular") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female")

SUPLEMENTO

8. Quais intervenções melhoram as alterações cardiometabólicas nas mulheres com doença renal crônica?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Life Style"[Mesh] OR "Exercise"[Mesh] OR "Diet Therapy"[Mesh] OR "Drug Therapy"[Mesh] OR intervention*[tiab] OR treatment*[tiab] OR therapy[tiab] OR management[tiab] OR lifestyle[tiab] OR diet[tiab] OR nutrition[tiab] OR "physical activity"[tiab] OR exercise[tiab] OR medication*[tiab] OR pharmacologic*[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Type 2 Diabetes Mellitus"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperglycemia[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR hypertension[tiab] OR "cardiovascular risk"[tiab]) AND ("Renal Insufficiency, Chronic"[Mesh] OR "Kidney Diseases"[Mesh] OR "chronic kidney disease"[tiab] OR CKD[tiab] OR "chronic renal failure"[tiab] OR "end-stage renal disease"[tiab] OR ESRD[tiab] OR "kidney dysfunction"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('life style'/exp OR 'exercise'/exp OR 'diet therapy'/exp OR 'drug therapy'/exp OR intervention*:ti, ab OR treatment*:ti, ab OR therapy:ti, ab OR management:ti, ab OR lifestyle:ti, ab OR diet:ti, ab OR nutrition:ti, ab OR 'physical activity':ti, ab OR exercise:ti, ab OR medication*:ti, ab OR pharmacologic*:ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'obesity'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR 'cardiovascular risk':ti, ab) AND ('chronic kidney disease'/exp OR 'renal insufficiency, chronic'/exp OR 'chronic kidney disease':ti, ab OR CKD:ti, ab OR 'chronic renal failure':ti, ab OR 'end stage renal disease':ti, ab OR ESRD:ti, ab OR 'kidney dysfunction':ti, ab OR 'kidney disease':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Life Style"] OR [mh "Exercise"] OR [mh "Diet Therapy"] OR [mh "Drug Therapy"] OR intervention*:ti, ab OR treatment*:ti, ab OR therapy:ti, ab OR management:ti, ab OR lifestyle:ti, ab OR diet:ti, ab OR nutrition:ti, ab OR "physical activity":ti, ab OR exercise:ti, ab OR medication*:ti, ab OR pharmacologic*:ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Glucose Intolerance"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Type 2 Diabetes Mellitus"] OR [mh "Obesity"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "cardiovascular risk":ti, ab) AND ([mh "Renal Insufficiency, Chronic"] OR [mh "Kidney Diseases"] OR "chronic kidney disease":ti, ab OR CKD:ti, ab OR "chronic renal failure":ti, ab OR "end-stage renal disease":ti, ab OR ESRD:ti, ab OR "kidney dysfunction":ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Intervenções" OR "Interventions" OR "Intervenciones" OR "Tratamento" OR "Treatment" OR "Tratamiento" OR "Terapia" OR "Therapy" OR "Terapia" OR "Manejo" OR "Management" OR "Manejo" OR "Estilo de Vida" OR "Lifestyle" OR "Estilo de Vida" OR "Exercício" OR "Exercise" OR "Ejercicio" OR "Atividade Física" OR "Physical Activity" OR "Actividad Física" OR "Dieta" OR "Diet" OR "Dieta" OR "Nutrição" OR "Nutrition" OR "Nutrición" OR "Terapia Nutricional" OR "Nutrition Therapy" OR "Terapia Nutricional" OR "Medicamentos" OR "Medication" OR "Medicamentos" OR "Tratamento Farmacológico" OR "Pharmacologic Treatment" OR "Tratamiento Farmacológico") AND (TW: "Doença Renal Crônica" OR "Chronic Kidney Disease" OR "Enfermedad Renal Crónica" OR "Insuficiência Renal Crônica" OR "Chronic Renal Failure" OR "Insuficiencia Renal Crónica" OR "Doença Renal Terminal" OR "End-Stage Renal Disease" OR "Enfermedad Renal Terminal" OR CKD OR ERC OR "Disfunção Renal" OR "Kidney Dysfunction" OR "Disfunción Renal" OR "Doença Renal" OR "Kidney Disease" OR "Enfermedad Renal") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Disorders" OR "Trastornos Cardiometabólicos") AND ("Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres")

SUPLEMENTO

9. Quais intervenções melhoram as alterações cardiometabólicas nas mulheres com Doença Hepática Esteatótica Metabólica (MASLD)?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Life Style"[Mesh] OR "Exercise"[Mesh] OR "Diet Therapy"[Mesh] OR "Drug Therapy"[Mesh] OR intervention*[tiab] OR treatment*[tiab] OR therapy[tiab] OR management[tiab] OR lifestyle[tiab] OR diet[tiab] OR nutrition[tiab] OR "physical activity"[tiab] OR exercise[tiab] OR medication*[tiab] OR pharmacologic*[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Type 2 Diabetes Mellitus"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperglycemia[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR hypertension[tiab] OR "cardiovascular risk"[tiab]) AND ("Non-alcoholic Fatty Liver Disease"[Mesh] OR "Fatty Liver"[Mesh] OR MASLD[tiab] OR "metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease"[tiab] OR NAFLD[tiab] OR "nonalcoholic fatty liver disease"[tiab] OR "fatty liver"[tiab] OR "hepatic steatosis"[tiab] OR steatosis[tiab] OR steatohepatitis[tiab] OR NASH[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('life style'/exp OR 'exercise'/exp OR 'diet therapy'/exp OR 'drug therapy'/exp OR intervention*:ti, ab OR treatment*:ti, ab OR therapy:ti, ab OR management:ti, ab OR lifestyle:ti, ab OR diet:ti, ab OR nutrition:ti, ab OR 'physical activity':ti, ab OR exercise:ti, ab OR medication*:ti, ab OR pharmacologic*:ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR 'cardiovascular risk':ti, ab) AND ('nonalcoholic fatty liver'/exp OR 'fatty liver'/exp OR MASLD:ti, ab OR 'metabolic dysfunction associated steatotic liver disease':ti, ab OR NAFLD:ti, ab OR 'nonalcoholic fatty liver disease':ti, ab OR 'fatty liver':ti, ab OR 'hepatic steatosis':ti, ab OR steatosis:ti, ab OR steatohepatitis:ti, ab OR NASH:ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Life Style"] OR [mh "Exercise"] OR [mh "Diet Therapy"] OR [mh "Drug Therapy"] OR intervention*:ti, ab OR treatment*:ti, ab OR therapy:ti, ab OR management:ti, ab OR lifestyle:ti, ab OR diet:ti, ab OR nutrition:ti, ab OR "physical activity":ti, ab OR exercise:ti, ab OR medication*:ti, ab OR pharmacologic*:ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Glucose Intolerance"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Type 2 Diabetes Mellitus"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "cardiovascular risk":ti, ab) AND ([mh "Non-alcoholic Fatty Liver Disease"] OR [mh "Fatty Liver"] OR MASLD:ti, ab OR "metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease":ti, ab OR NAFLD:ti, ab OR "nonalcoholic fatty liver disease":ti, ab OR "fatty liver":ti, ab OR "hepatic steatosis":ti, ab OR steatosis:ti, ab OR steatohepatitis:ti, ab OR NASH:ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Intervenções" OR "Interventions" OR "Intervenciones" OR "Tratamento" OR "Treatment" OR "Tratamiento" OR "Terapia" OR "Therapy" OR "Terapia" OR "Manejo" OR "Management" OR "Manejo" OR "Estilo de Vida" OR "Lifestyle" OR "Estilo de Vida" OR "Exercício" OR "Exercise" OR "Ejercicio" OR "Atividade Física" OR "Physical Activity" OR "Actividad Física" OR "Dieta" OR "Diet" OR "Dieta" OR "Nutrição" OR "Nutrition" OR "Nutrición" OR "Terapia Nutricional" OR "Nutrition Therapy" OR "Terapia Nutricional" OR "Medicamentos" OR "Medication" OR "Medicamentos" OR "Tratamento Farmacológico" OR "Pharmacologic Treatment" OR "Tratamiento Farmacológico") AND (TW: "Doença Hepática Esteatótica Metabólica" OR "Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease" OR "Enfermedad Hepática Esteatótica Metabólica" OR MASLD OR "Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica" OR "Nonalcoholic Fatty Liver Disease" OR "Enfermedad Hepática Grasa No Alcohólica" OR NAFLD OR "Esteatose Hepática" OR "Fatty Liver" OR "Esteatosis Hepática" OR "Esteato-hepatite" OR "Steatohepatitis" OR "Esteatohepatitis" OR NASH) AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Disorders" OR "Trastornos Cardiometabólicos") AND ("Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres")

SUPLEMENTO

10. Mulheres com endometriose e SOP precisam verificar fatores de risco cardiovasculares regularmente para evitar DCV?

Base Estratégia
MEDLINE/PubMed ("Endometriosis"[Mesh] OR endometriosis[tiab]) OR
("Polycystic Ovary Syndrome"[Mesh] OR "Stein-Leventhal Syndrome"[Mesh] OR "ovarian dysfunction"[tiab] OR PCOS[tiab] OR "polycystic ovary syndrome"[tiab]) AND ("Risk Factors"[Mesh] OR "Cardiovascular Risk"[tiab] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "risk factor*"[tiab] OR "metabolic risk"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR obesity[tiab] OR overweight[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR hypertension[tiab] OR inflammation[tiab]) AND ("Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "cardiovascular disease*"[tiab] OR CVD[tiab] OR "heart disease*"[tiab] OR "cardiac disease*"[tiab] OR atherosclerosis[tiab] OR "coronary artery disease"[tiab] OR "myocardial infarction"[tiab] OR stroke[tiab] OR "ischemic heart disease"[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('endometriosis'/exp OR endometriosis:ti, ab) OR ('polycystic ovary syndrome'/exp OR 'stein leventhal syndrome'/exp OR PCOS:ti, ab OR 'polycystic ovary syndrome':ti, ab OR 'ovarian dysfunction':ti, ab) AND ('risk factor'/exp OR 'cardiovascular risk':ti, ab OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'obesity'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'blood pressure':ti, ab OR inflammation:ti, ab) AND ('cardiovascular disease'/exp OR 'heart disease':ti, ab OR 'cardiac disease':ti, ab OR atherosclerosis:ti, ab OR 'coronary artery disease':ti, ab OR 'myocardial infarction':ti, ab OR stroke:ti, ab OR 'ischemic heart disease':ti, ab OR CVD:ti, ab)
Cochrane ([mh "Endometriosis"] OR endometriosis:ti, ab)
OR
([mh "Polycystic Ovary Syndrome"] OR [mh "Stein-Leventhal Syndrome"] OR "ovarian dysfunction":ti, ab OR PCOS:ti, ab OR "polycystic ovary syndrome":ti, ab)
AND
([mh "Risk Factors"] OR "cardiovascular risk":ti, ab OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Obesity"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR "risk factor*":ti, ab OR "metabolic risk":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR hypertension:ti, ab OR inflammation:ti, ab)
AND
([mh "Cardiovascular Diseases"] OR "cardiovascular disease*":ti, ab OR CVD:ti, ab OR "heart disease*":ti, ab OR "cardiac disease*":ti, ab OR atherosclerosis:ti, ab OR "coronary artery disease":ti, ab OR "myocardial infarction":ti, ab OR stroke:ti, ab OR "ischemic heart disease":ti, ab)
BVS (TW: "Endometriose" OR "Endometriosis" OR "Endometriosis") OR ("Síndrome dos Ovários Policísticos" OR "Polycystic Ovary Syndrome" OR "Síndrome de Ovario Poliquístico" OR SOP OR PCOS OR "Síndrome de Stein-Leventhal" OR "Stein-Leventhal Syndrome" OR "Síndrome de Stein-Leventhal" OR "Disfunção Ovariana" OR "Ovarian Dysfunction" OR "Disfunción Ovárica") AND (TW: "Fatores de Risco" OR "Risk Factors" OR "Factores de Riesgo" OR "Risco Cardiovascular" OR "Cardiovascular Risk" OR "Riesgo Cardiovascular" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Sobrepeso" OR "Overweight" OR "Sobrepeso" OR "Pressão Arterial" OR "Blood Pressure" OR "Presión Arterial" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Intolerância à Glicose" OR "Glucose Intolerance" OR "Intolerancia a la Glucosa" OR "Hiperglicemia" OR "Hyperglycemia" OR "Hiperglucemia" OR "Inflamação" OR "Inflammation" OR "Inflamación") AND (TW: "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares" OR "Doença Isquêmica do Coração" OR "Ischemic Heart Disease" OR "Enfermedad Isquémica del Corazón" OR "Doença Arterial Coronariana" OR "Coronary Artery Disease" OR "Enfermedad de las Arterias Coronarias" OR "Aterosclerose" OR "Atherosclerosis" OR "Aterosclerosis" OR "Infarto do Miocárdio" OR "Myocardial Infarction" OR "Infarto de Miocardio" OR "Acidente Vascular Cerebral" OR "Stroke" OR "Accidente Cerebrovascular")

Agradecimentos

Gostaríamos de agradecer a todos os envolvidos na gestão dos periódicos da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e ao bibliotecário Gesner Francisco Xavier Junior pelo apoio técnico-científico fundamental para a sua realização.

Glossary

Lista de Abreviaturas e Siglas

–AVC:

acidente vascular cerebral

–BRA:

bloqueadores dos receptores da angiotensina II

–CAC:

escore de cálcio coronariano

–CBG:

cortisol-binding-globulin

–CHIP:

hematopoiese clonal de potencial indeterminado

–COC:

contraceptivos orais combinados

–DALYs:

Disability-Adjusted Life Years - Anos de Vida Ajustados por Incapacidade

–DCM/SBC:

Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia

–DCV:

doenças cardiovasculares

–DG:

diabetes gestacional

–DHEM:

doença hepática esteatótica metabólica

–DIC:

doença isquêmica do coração

–DIU-LNG:

sistema intrauterino liberador de levonorgestrel

–DM:

diabetes mellitus

–DM1:

diabetes mellitus tipo 1

–DM2:

diabetes mellitus tipo 2

–DRC:

doença renal crônica

–DRD:

doença renal diabética

–EHM:

esteato-hepatite metabólica

–eNOS:

enzima óxido nítrico sintase endotelial

–ESC:

Sociedade Europeia de Cardiologia

–FAI:

índice de atenuação da gordura perivascular

–FEBRASGO:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

–FIB-4:

Fibrosis-4

–FR:

fatores de risco

–FRCV:

fatores de risco cardiovascular

–FSH:

hormônio folículo-estimulante

–GIP:

polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose

–GLP-1:

peptídeo semelhante ao glucagon 1 ( glucagon-like peptide-1 )

–GnRH:

hormônio liberador de gonadotrofinas

–GPG:

ganho de peso gestacional

–HAS:

hipertensão arterial sistêmica

–HbA1c:

hemoglobina glicada

–HDL-c:

colesterol de lipoproteína de alta densidade

–HOMA-IR:

homeostasis model assessment of insulin resistance

–IAM:

infarto agudo do miocárdio

–IC:

insuficiência cardíaca

–ICFEp:

insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada

–IECA:

inibidores da enzima conversora de angiotensina

–IL:

interleucina

–IM:

infarto do miocárdio

–IMC:

índice de massa corpórea

–INOCA:

isquemia com artérias coronárias normais

–IP-10:

proteína 10 induzível por interferon gama

–LDL-c:

colesterol de lipoproteína de baixa densidade

–LH:

hormônio luteinizante

–Lp(a):

lipoproteína a

–MCP-1:

proteína quimiotática de monócitos 1

–MINOCA:

infarto do miocárdio com artérias coronárias normais

–NF-κB:

fator nuclear kappa B

–ON:

óxido nítrico

–PA:

pressão arterial

–PCR:

proteína C reativa

–PCR-us:

PCR ultrassensível

–RCE:

razão cintura-estatura

–RCQ:

razão cintura-quadril

–RCV:

risco cardiovascular

–RI:

resistência à insulina

–ROS:

espécies reativas de oxigênio

–RR:

risco relativo

–SBEM:

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

–sEng:

endoglina solúvel

–sFlt-1:

fator solúvel tipo tirosinaquinase-1

–SGLT2:

cotransportador de sódio-glicose tipo 2

–SHBG:

sexual-hormone-binding-globulin

–SM:

síndrome metabólica

–SOP:

síndrome dos ovários policísticos

–SVM:

sintomas vasomotores

–TEV:

tromboembolismo venoso

–THM:

terapia de reposição hormonal da menopausa

–TNF-α:

fator de necrose tumoral alfa

–TOTG:

teste oral de tolerância à glicose

–VCAM-1:

molécula de adesão celular vascular

–VEGF:

fator de crescimento endotelial vascular

–VLDL-c:

colesterol de lipoproteína de muito baixa densidade

–WHI:

Women's Health Initiative

Footnotes

Realização: Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DCM/SBC)

SBC Clinical Practice Guidelines Committee: Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva (Coordenador), Helena Cramer Veiga Rey, Humberto Graner Moreira, José Augusto Soares Barreto Filho, Nadine Oliveira Clausell - Period 2025-2027.

Nota:

Estes Posicionamentos se prestam a informar e não a substituir o julgamento clínico do médico que, em última análise, deve determinar o tratamento apropriado para seus pacientes.

Referências

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Position Statement on Cardiometabolic Health Across the Woman's Life Course – 2025

Gláucia Maria Moraes de Oliveira 1, Maria Cristina Costa de Almeida 2,3, Cynthia Melissa Valério 4, Fernando Giuffrida 5, Larissa Neto Espíndola 6,7, Maria Cristina de Oliveira Izar 8, Celi Marques-Santos 9,10, Claudia Maria Vilas Freire 11, Carlos Japhet da Matta Albuquerque 12,13, Antonio Carlos Pallandri Chagas 14,15, Dalton Bertolim Précoma 16, Evandro Tinoco Mesquita 17, José Francisco Kerr Saraiva 18, Maria Elizabeth Navegantes Caetano Costa 19, Viviana de Mello Guzzo Lemke 20, Alexandre Jorge Gomes de Lucena 21, Andréa Araujo Brandão 22, Antonio Aurelio de Paiva Fagundes Junior 23,24,25, Ariane Vieira Scarlatelli Macedo 26, Carisi Anne Polanczyk 27, Cristiane Bauermann Leitão 28, Daniel Souto Silveira 29, Elaine dos Reis Coutinho 31, Eliana Aguiar Petri Nahas 30, Elizabeth Regina Giunco Alexandre 32, Erika Maria Gonçalves Campana 22, Erika Olivier Vilela Bragança 33, Fernanda Marciano Consolim Colombo 15, Imara Correia de Queiroz Barbosa 34, Ivan Romero Rivera 35, Jaime Kulak Junior 36, João Eduardo Nunes Salles 37, João Roberto de Sá 14, José Maria Soares Júnior 38, Larissa de Almeida Dourado 14, Lidia Zytynski Moura 39, Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães 40, Luciano de Melo Pompei 14, Luiz Guilherme Passaglia 11,41, Marcelo Heitor Vieira Assad 42, Marcio Alexandre Hipólito Rodrigues 43, Maria Alayde Mendonça Rivera 35, Maria Antonieta Albanez Albuquerque de Medeiros Lopes 44,45, Maria Sanali Moura de Oliveira Paiva 46, Marildes Luiza de Castro 43, Milena dos Santos Barros Campos 9,10,47, Olga Ferreira de Souza 22, Orlando Otávio de Medeiros 48, Rafaela Andrade Penalva Freitas 49, Regina Coeli Marques de Carvalho 50,51, Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva 52,53, Thais de Carvalho Vieira Rodrigues 54, Walkiria Samuel Avila 15, Wellington Santana da Silva Júnior 55, Willyan Issamu Nazima 56, Lucia Helena Simões da Costa-Paiva 57, Maria Celeste Osorio Wender 27

Position Statement on Cardiometabolic Health Across the Woman's Life Course – 2025
The report below lists declarations of interest as reported to the SBC by the experts during the period of the development of these statement, 2024/2025.
Expert Type of relationship with industry
Alexandre Jorge Gomes de Lucena Nothing to be declared
Antonio Aurelio de Paiva Fagundes Junior Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
AstraZeneca: Lokelma; Boehringer-Ingelheim: Metalyse; Novartis: Sybrava; Abbot: Ritmonorm; Mundipharma: Rezzayo; Libbs: Plenance.
B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Novartis: renal failure; Eli lilly: Lipoprotein A.
Antonio Carlos Palandri Chagas Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Vita Institute.
Ariane Vieira Scarlatelli Macedo Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Bayer: anticoagulation and heart failure; Pfizer: anticoagulation and amyloidosis; Jannsen: leukemia.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Bayer: heart failure.
Carisi Anne Polanczyk Nothing to be declared
Carlos Japhet da Matta Albuquerque Nothing to be declared
Celi Marques Santos Nothing to be declared
Claudia Maria Vilas Freire Nothing to be declared
Cristiane Bauermann Leitão Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Novo Nordisk.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Lilly.
Cynthia Melissa Valerio Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Novo Nordisk: Diabetes e Obesidade; Boehringer Ingelheim: Diabetes; Eli Lilly: Diabetes e Obesidade; AstraZeneca: Diabetes; EMS: Diabetes e Obesidade.
B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Chiesi: metreleptina.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Chiesi: metreleptina.
Daniel Souto Silveira Nothing to be declared
Dalton Bertolim Precoma Financial declaration
B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Janssen: anticoagulação; Astrazeneca: dislipidemia e inibidores da aldosterona; Novonordisk: insuficiência cardíaca; Arrowhead: dislipidemia; Vertrix: antiagregação plaquetária.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Daiichi Sankyo: anticoagulation; GSK: vaccines; Astrazeneca: cardiometabolism.
Elaine dos Reis Coutinho Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Novartis: Sybrava; Biolab: Livalo e Repatha; Daichii sankyo: Nustendi.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Novartis, Daichii, Biolab.
Eliana Aguiar Petri Nahas Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Libbs: Yumi, Iziz, Libiam, Natifa; Theramex: Estreva Gel, linha Systen; Exeltis: Gynpro; Gedeon: Lenzetto; Besins: Oestrogel; Astellas: Veoza.
Elizabeth Regina Giunco Alexandre Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Servier: Vastarel MR; Lilly: Mounjaro; Libbs: Ebatz e Stanglitz, NovoNordisk: Ozempic; Astra Zeneca: Breztri; Boehringer-Ingelhein: Glyxambi; Mantecorpp: Nesina/Addera.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Lilly.
Erika Maria Gonçalves Campana Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Servier, Brace Pharma, Biolab, Momenta.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Servier, Biolab: hypertension.
Érika Olivier Vilela Bragança Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Biolab: Dozoito.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Merck.
Evandro Tinoco Mesquita Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Ache: Astra educational material and classes.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Pfizer: amyloidosis.
Fernanda Marciano Consolim Colombo Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Daiichi Sankyo; Merck; Servier; AstraZeneca.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Daiichi Sankyo; Servier.
Fernando M. A. Giuffrida Nothing to be declared
Gláucia Maria Moraes de Oliveira Nothing to be declared
Imara Correia de Queiroz Barbosa Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
AstraZeneca: heart failure (Forxiga, Selozok); Servier: hypertension (Triplixam).
Ivan Romero Rivera Nothing to be declared
Jaime Kulak Junior Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Bayer: Mirena; Besins: Vagifem; Biolab: Qlaira; Theramex: Systen, Estreva; Merck: Glifage XR; Astellas: Fezolinetanto. Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Astellas: Congress of the International Menopause Society; Besins: Congress of FIGO and Congress of the International Menopause Society.
João Eduardo Nunes Salles Nothing to be declared
João Roberto de Sá Nothing to be declared
José Francisco Kerr Saraiva Financial declaration
C - Personal research funding paid by the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Bayer: finerinone; Novo Nordisk: semaglutide; AstraZeneca: Zirconium cyclosilicate, dapagliflozin; Amgen: evolocumab; Boehringer Ingelheimer: empagliflozin; Lilly: tirzepatide, atorvastatin viatris; Daichii Sankyo: bempedoic acid/Edoxaban; Mantecorp: rosuvastatin.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Bayer: finerinone; Novo Nordisk: Semaglutide; AstraZeneca: Zirconium cyclosilicate, dapagliflozin; Amgen: evolocumab; Boehringer Ingelheimer: empagliflozin; Lilly: tirzepatide, atorvastatin viatris; Daichii Sankyo: bempedoic acid/edoxaban.
José Maria Soares Júnior Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Pfizer: Abrysvo; Libbs: Zaila.
Larissa de Almeida Dourado Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- EMS: Xakilis; Novartis: Sybrava.
Larissa Neto Espíndola Macedo Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Servier: Trimetazidine.
Lidia Zytynski Moura Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Bayer, Merck, Novartis, Novo Nordisk, Lilly, Viatris.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Novo Nordisk, Astra.
Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães Nothing to be declared
Lucia Helena Simões da Costa Paiva Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
BAYER: diu mirena; Astellas Fezolinetanto; Theramex Systen e Estreva Gel, Besisn Vagifem.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Astellas; International Menopaus Society Congress 2024.
Luciano de Melo Pompei Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Abbott, Aché, Astellas, Bayer, Besins, Biolab, Mantecorp, Libbs, Theramex.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Besins.
Luiz Guilherme Passaglia Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
DASA Medical Advisory Board in Minas Gerais.
Other relationships
Participation in government-related regulatory authorities or advocacy authorities in cardiology:
- Member of the Cardiology Committee of CRM MG and member of the Municipal Cardiology Commission of the Municipal Health Department of BH.
Marcelo Heitor Vieira Assad Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
AstraZeneca: Forxiga; BAYER: Firialta; Biolab: Repatha; Boerhringer Ingelheim: Glyxambi; Daiichy Sankyo: Benicar, Nustendi; EMS: Bramicar; GSK: Shingrix; Libbs: Stanglit; Lilly: Mounjaro; Novo Nordisk: Wegovy and Wegov: Rybelusus and Ozempic; Novartis: Sybrava; Pfizer: Prevenar 20; Viatris: Lipitor, Inspra.
B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AMGEN: Olpasirana.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Bayer: Firialta; Daiichi Sankyo: Benicar; Novo Nordisk: Wegovy.
Marcio Alexandre Hipólito Rodrigues Financial declaration
B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Besins, Theramex.
Maria Alayde Mendonça Rivera Nothing to be declared
Maria Antonieta Albanez Albuquerque de Medeiros Lopes Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Boston, Medtronic, Daiichi Sankyo.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Boston.
Maria Celeste Osorio Wender Nothing to be declared
Maria Cristina Costa de Almeida Nothing to be declared
Maria Cristina de Oliveira Izar Declaração financeira
A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AstraZeneca: Forxiga; BAYER: Firialta; Biolab: Repatha; Boerhringer Ingelheim: Glyxambi; Daiichy Sankyo: Benicar, Nustendi; EMS: Bramicar; GSK: Shingrix; Libbs: Stanglit; Lilly: Mounjaro; Novo Nordisk: Wegovy e Wegov: Rybelusus e Ozempic; Novartis: Sybrava; Pfizer: Prevenar 20; Viatris: Lipitor, Inspra.
B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- AMGEN: Olpasirana.
Outros relacionamentos
Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras:
- Bayer: Firialta; Daiichi Sankyo: Benicar; Novo Nordisk: Wegovy.
Maria Elizabeth Navegantes Caetano Costa Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Libbs: Plenance Enze; Servier: Vastarel.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Libbs; Servier: Participation in conference.
Maria Sanali Moura de Oliveira Paiva Other relationships
Any economically relevant equity interest in companies in the healthcare or education industry or in any companies competing with or supplying to SBC:
- Cardiology.
Marildes Luiza de Castro Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Novartis: Sacubitril/Valsartana; Pfizer: Patisiran; Merck: Vericiquat; Amgen.
Milena dos Santos Barros Campos Nothing to be declared
Olga Ferreira de Souza Nothing to be declared
Orlando Otávio de Medeiros Nothing to be declared
Rafaela Andrade Penalva Freitas Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
AstraZeneca: diabetes; NovoNordisk: diabetes, obesity; Daiichi Sankyo Brasil: dyslipidemia; Servier: chronic coronary disease; Libbs: diabetes; Mantecorp: diabetes.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- AstraZeneca: diabetes; Novartis: dyslipidemia; Novo Nordisk: diabetes, obesity.
Regina Coeli Marques de Carvalho Nothing to be declared
Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- Astra Zeneca: FORXIGA, lokelma; Novartis: entresto, Sybrava; Novo Nordisk: rybelsus, wygovy; Lilly: Jardiance, Mounjaro.
Thais de Carvalho Vieira Rodrigues Nothing to be declared
Viviana de Mello Guzzo Lemke Nothing to be declared
Walkiria Samuel Avila Nothing to be declared
Wellington Santana da Silva Júnior Financial declaration
A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
Abbott, AstraZeneca, Brace Pharma, Libbs, Lilly, Novartis, Novo Nordisk.
Other relationships
Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry:
- AstraZeneca, Novo Nordisk.
Willyan Issamu Nazima Nothing to be declared

Table of contents

  • 1. Introduction 13

  • 2. Highlights 18

  • 3. Inflammation and Implications for the Cardiovascular System 23

    • 3.1. Inflammation and Atherosclerosis 23

    • 3.2. Inflammation and Heart Failure in Women 25

    • 3.3. Hormonal Aspects in Inflammation 25

    • 3.4. Inflammation in Cardio-Oncology 25

    • 3.5. Inflammation in Pregnancy and Preeclampsia 25

  • 4. Implications of Sex Steroids for Cardiometabolic Health 27

    • 4.1. Origin and Metabolism of Sex Steroids 27

    • 4.2. Chemical Classification of Estrogens 28

      • 4.2.1. Natural Estrogens 28

      • 4.2.2. Synthetic Estrogens 28

    • 4.3. Chemical Classification of Progestagens 28

      • 4.3.1. Natural Progesterone 28

      • 4.3.2. Progestagens 28

    • 4.4. Common Indications of Therapies with Estrogens, Progestagens, and Testosterone in Women 29

      • 4.4.1. Polycystic Ovary Syndrome 29

      • 4.4.2. Hormonal contraception 29

      • 4.4.3. Menopausal Hormone Therapy: Regimens, Doses, and Routes, Focused on Cardiovascular Health 30

    • 4.5. Risks: Metabolic Effects, Thromboembolism, and Breast Cancer 32

      • 4.5.1. Metabolic Effects 32

      • 4.5.2. Thromboembolism 32

      • 4.5.3. Breast Cancer 32

  • 5. Indicators of Cardiometabolic Health 33

    • 5.1. Assessment of Reproductive Risk Factors with Implications for Cardiometabolic Health 33

      • 5.1.1. Puberty and Pregestational Period 33

        • 5.1.1.1. Age at Menarche 33

        • 5.1.1.2. Menstrual Cycle Characteristics 33

      • 5.1.2. Pregnancy and Postpartum Period 33

        • 5.1.2.1. Weight changes in pregnancy 33

        • 5.1.2.2. Gestational dysglycemia 33

        • 5.1.2.3. Gestational Dyslipidemia 33

        • 5.1.2.4. Postpartum Behavior 34

      • 5.1.3. Menopause Transition 34

        • 5.1.3.1. Age at menopause 35

        • 5.1.3.2. Vasomotor Symptoms 35

        • 5.1.3.3. Menopausal Hormone Therapy 35

      • 5.1.4. Postmenopausal Metabolic Health 35

        • 5.1.4.1. Menopausal metabolic changes 35

        • 5.1.4.2. Diabetes mellitus 35

        • 5.1.4.3. Dyslipidemia 35

    • 5.2. Anthropometric Indicators 36

      • 5.2.1. Body Mass Index 36

      • 5.2.2. Waist circumference – Brazilian population 36

      • 5.2.3. Waist-To-Hip Ratio 36

      • 5.2.4. Body Fat Percentage 36

      • 5.2.5. Waist-To-Height Ratio 36

    • 5.3. Biomarkers 36

      • 5.3.1. Lipid Profile (Total Cholesterol, LDL-c, HDL, Triglycerides) 36

      • 5.3.2. Glycemia and Glycated Hemoglobin 36

      • 5.3.3. C-reactive Protein 37

      • 5.3.4. Fibrinogen 37

      • 5.3.5. Homocysteine 37

      • 5.3.6. Adipokines 37

  • 6. Cardiometabolism in Childhood and Adolescence 37

    • 6.1. Definitions and Diagnostic Criteria 37

      • 6.1.1. Pathophysiology 37

      • 6.1.2. Early Menarche, Late Menarche, and Cardiometabolic Risk 37

    • 6.2. Menstrual irregularities and cardiometabolic risk 39

      • 6.2.1. Pathophysiological Mechanisms 39

      • 6.2.2. Clinical Assessment and Biomarkers 40

      • 6.2.3. Therapeutic Interventions 40

    • 6.3. Obesity, Eating Disorders, and Cardiovascular Risk: Long-Term Impacts 40

      • 6.3.1. Eating Disorders and Obesity 40

      • 6.3.2. Hereditary Factors and Prognosis of Eating Disorders 40

      • 6.3.3. Future Consequences of Eating Disorders 40

      • 6.3.4. Childhood Obesity and Cardiovascular Outcomes 41

      • 6.3.5. Eating Disorders and Cardiovascular Risk 41

  • 7. Cardiometabolic Continuum and Reproductive Age 41

    • 7.1. Polycystic Ovary Syndrome 41

    • 7.2. Infertility and its Treatment 42

    • 7.3. Weight changes in pregnancy 43

      • 7.3.1. Maternal Impact of Excessive Gestational Weight Gain 44

      • 7.3.2. Fetal Impact of Excessive Gestational Weight Gain 44

    • 7.4. Gestational Dysglycemia 44

    • 7.5. Gestational dyslipidemia 45

      • 7.5.1. Impact of Dyslipidemia in Pregnancy 46

      • 7.5.2. Impact of Pregnancy on Patients with Familial Hypercholesterolemia 46

    • 7.6. Endometriosis and Cardiovascular Risk 46

      • 7.6.1. Risk factors 46

    • 7.7. Psoriasis 46

    • 7.8. Hypertensive Disorders of Pregnancy and Endothelial Dysfunction after Menopause 49

    • 7.9. Metabolic Changes in Postpartum 49

      • 7.9.1. Cardiometabolic Risk Factors in Postpartum 49

      • 7.9.2. Impact of gestational diabetes and dyslipidemia in postpartum 49

      • 7.9.3. Prolactin and Metabolism in Postpartum 49

  • 8. Cardiometabolic Health in Menopause Transition, Menopause and Postmenopause 50

    • 8.1. Severity of Symptoms and their Implications for Cardiovascular Health 50

    • 8.2. Cardiovascular Risk Factors and Menopause 50

    • 8.3. Menopausal Hormone Therapy, Hormone Implants, and Cardiometabolic Impact 52

    • 8.4. Stratification of Cardiometabolic Risk in Menopause 52

  • 9. Cardiometabolic Disorders in Women 53

    • 9.1. Obesity and Metabolic Syndrome 53

    • 9.2. Type 2 Diabetes Mellitus 54

    • 9.3. Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease 55

    • 9.4. Chronic Kidney Disease 56

  • 10. Strategies for Addressing Cardiometabolic Disorders in Women 57

    • 10.1. Nonpharmacological Measures 57

    • 10.2. Nutritional Interventions 57

    • 10.3. Physical Activity 57

    • 10.4. Psychosocial Interventions 58

    • 10.5. Tobacco Use and Alcohol Consumption 58

    • 10.6. Specific Clinical Conditions 58

    • 10.7. Pharmacological Strategies 58

      • 10.7.1. Systemic Arterial Hypertension Treatment 58

      • 10.7.2. Management of Dyslipidemias 59

      • 10.7.3. Oral Lipid-Lowering Drugs 59

      • 10.7.4. Diabetes Mellitus Control 59

      • 10.7.5. Management of Obesity 60

      • 10.7.6. Management of Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease 62

      • 10.7.7. Management of Chronic Kidney Disease 62

      • 10.7.8. Role of GLP-1 Analogues in Women’s Cardiometabolic Treatment 63

      • 10.7.9. Specificities in Women 63

      • 10.7.10. Semaglutide 63

      • 10.7.11. Tirzepatide 63

      • 10.7.12. Future Perspectives 64

    • 10.8. Specific pharmacological considerations 64

      • 10.8.1. Drug Interactions 64

      • 10.8.2. Importance of Weight Control 64

      • 10.8.3. Individualized Approach 64

      • 10.9. Surgical Treatment 64

      • 10.9.1. Bariatric Surgery 64

  • 11. Recommendations for the Management of Cardiometabolic Disorders in Women 64

  • Acknowledgments 67

  • Supplement 71

  • References 82

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Female life cycle and cardiometabolic continuum: risk factors and strategies. Spiral representing a woman's life cycle (phases) and its association with the cardiometabolic continuum. Reproductive events are written in blue, marking each phase, such as age of menarche (early or late), POS, GD, etc. Major cardiometabolic risk factors, such as insulin resistance, dyslipidemia, central obesity, and chronic inflammation, are represented around the spiral, where major intervention points throughout life, such as early screening, pharmacological therapies, lifestyle changes, and multidisciplinary approach, stand out, aimed at primary and secondary prevention of women's cardiovascular diseases. GD: gestational diabetes; LSC: lifestyle changes; POF: premature ovarian failure; POS: polycystic ovary syndrome; VMS: vasomotor symptoms.

1. Introduction

Cardiometabolic health can be characterized by ideal levels of serum glucose and lipids and of blood pressure (BP) in association with low adiposity and cardiovascular risk (CVR). Usually, cardiometabolic health is the absence of metabolic dysfunction characteristic of some diseases, such as cardiovascular diseases (CVD), type 2 diabetes mellitus (T2DM), and metabolic syndrome (MS). Poor metabolic health is responsible for a substantial population burden of disability, diseases, as well as cardiovascular, neoplastic, and all-cause deaths. Different characteristics related to reproduction have been increasingly associated with metabolic diseases based on life course epidemiology, which postulates that biological, behavioral, and social factors during sensitive stages of life, mediated by hormonal fluctuations, act independently, cumulatively and interactively to influence the posterior risk for health and disease 1 , 2 ( Figure 1.1 ).

Figure 1.1. Spectrum of cardiometabolic health. BMI: body mass index; WHR: waist to hip ratio; WHtR: waist to height ratio.

Figure 1.1

The prevalence of cardiometabolic disorders is increasing worldwide among women and men and has been associated with higher rates of obesity and its risk factors (RFs), such as hypertension and T2DM. In addition, there is increasing evidence suggesting that sexual hormones, and sex- and gender-specific molecular mechanisms can influence the metabolism of glucose and lipids, thus impacting on cardiometabolic RFs. Moreover, there is an emerging predominance of common types of cardiometabolic disorders, such as heart failure (HF), atrial fibrillation, and ischemic heart disease (IHD), that differ between females and males. Significant sex-specific variations have been reported in risk profiles, with an especial emphasis on women, whose risk scores are inadequate to predict both atherothrombotic diseases and their related outcomes, such as cardiovascular death, myocardial infarction (MI), stroke, HF, ventricular and supraventricular arrhythmias, as well as need for revascularization and hospitalization. 2

The ranking of CVD deaths and DALYs (disability-adjusted life years, a measure that represents the burden of disease on a population) rates per 100,000 inhabitants, attributed to RFs in women and men in Brazil in 2021, shows that metabolic RFs represent the first five RFs for women's death and the first four RFs for women's DALYs. It is worth noting that the increase in systolic BP, low-density lipoprotein cholesterol (LDL-c), body mass, and serum glucose, in that order, is frequently associated with CVD death and burden in the Brazilian female population. In addition, kidney dysfunction is an important metabolic RF for women and men. It is worth noting the increase in body mass and serum glucose in the past 21 years, representing a significant increase of obesity and diabetes mellitus (DM) in women and men. 3 ( Figures 1.2 and 1.3 )

Figure 1.2. Ranking of mortality rates per 100,000 inhabitants due to cardiovascular disease attributed to risk factors, in women and men, in Brazil, in 2021. 3 .

Figure 1.2

Figure 1.3. Ranking of DALYs rates per 100,000 inhabitants due to cardiovascular disease attributed to risk factors, in women and men, in Brazil, in 2021. 3 .

Figure 1.3

Recent evidence suggests that female reproductive characteristics can be related to RFs that contribute to later metabolic dysfunction that culminates in CVD in menopause. These reproductive characteristics are as follows: age of menarche, menstrual irregularity of endocrine origin, development of polycystic ovary syndrome (POS), excessive weight gain in pregnancy, gestational dysglycemia and dyslipidemia, hypertensive disorders of pregnancy, severity and timing of menopausal symptoms, and effect of hypoestrogenism on the cardiovascular system. Those RFs can be markers of future dysfunction or be explained by shared underlying etiologies that promote disease in the long run. Identifying potentially modifiable characteristics has a significant influence in strategies to implement a healthy lifestyle, as well as drug and surgical therapies that can relieve metabolic burden in the long run. 4 - 6

The cardiometabolic continuum , sequence of cardiovascular events resulting from gene-environmental interactions, influences of unhealthy lifestyles, and metabolic diseases, such as DM and systemic arterial hypertension (SAH), occurs predominantly over the course of a woman's life ( Figure 1.4 ). In a recent study, the cardiometabolic continuum was analyzed to assess differences between sexes and populations in two distinct cohorts: the UK Biobank (17,700 participants) and the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (in Portuguese, ELSA-Brasil - Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto ) with 7,162 participants. The authors have studied the cardiometabolic continuum using machine learning and identified five patterns. They reported female disadvantage regarding the time of appearance of the cardiometabolic continuum . In the UK Biobank cohort, when SAH was the first disease of the cardiometabolic continuum and diagnosed in isolation, it occurred faster in women. In the ELSA-Brasil cohort, not only DM was more frequently the first disease in the female cardiometabolic continuum but also diagnosed faster when followed by SAH. In addition, women had a greater incidence of isolated SAH and DM, and a smaller percentage of them was classified as healthy. The authors have emphasized the unequal access to proper treatment and diagnosis of the female cardiometabolic continuum and stressed the need for sex-differentiated health policies in Brazil to reduce inequities. 7

Figure 1.4. Cardiometabolic continuum in the different phases of a woman's life.

Figure 1.4

The cardiovascular system, kidneys and liver share RFs, such as dyslipidemia, hypertension, tobacco use, DM, and central/truncal obesity. Shared metabolic and functional disorders result in damage to those organs via overlapping pathophysiological pathways, to which hormonal influences, derived from the different cycles of a woman's life, are added. The increase in metabolic RFs over the years supports the need to improve the identification and treatment of women's cardiometabolic disorders, mainly because they are underdiagnosed and undertreated. This is compounded by the women's small participation in clinical trials that guide the currently available therapeutic strategies, which include lifestyle changes, drug therapy, and surgery. Moreover, the inflammatory nature, notably higher in women with cardiometabolic disorders, as well as the new pharmacological and surgical therapeutic options that provide management based on mechanisms that can reach multiple pathophysiological pathways influenced by hormones, require further studies in the female sex. Specific social programs to encourage healthy diets and physical activity, as well as better access to public health policies aimed at women with cardiometabolic disorders, are required. 4 , 8

This Position Statement on Cardiometabolic Health Over the Course of a Woman's Life is a joint effort of the Women's Cardiology Department of the Brazilian Society of Cardiology (DCM/SBC), Brazilian Federation of the Societies of Gynecology and Obstetrics (FEBRASGO), and Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism Study (SBEM) to close the knowledge gap on women's cardiometabolic disorders.

In what follows, we present the highlights of this position statement according to their respective chapters.

2. Highlights

Chapter 3

  • In women, menopause and pregnancy complications (mainly preeclampsia/eclampsia) activate inflammation and accelerate coronary atherosclerosis, causing vascular stiffness, endothelial dysfunction, and microvascular ischemia;

  • Biological variations between women and men result from differences in gene expression of sex chromosomes modulated by hormonal and environmental influences, which result in cardiovascular conditions associated with autonomic regulation and vascular and cardiac remodeling;

  • Women with menstrual irregularities of endocrine origin frequently exhibit a pro-inflammatory status with elevation of inflammatory markers that intermediate atherosclerotic genesis;

  • The increased prevalence of risk factors in women, such as obesity, diabetes, and hypertension, associated with the effects of menopause, seems to explain the higher prevalence of heart failure with preserved ejection fraction;

  • The association of chronic inflammation and adiposity in heart failure with preserved ejection fraction seems to be related to pericardial and epicardial adipokines, leading to microcirculatory inflammation, cardiac fibrosis, and physiological diastolic filling changes;

  • Postmenopausal hypoestrogenism promotes metabolic changes, such as increased central adiposity, worse glucose metabolism, and increased levels of total cholesterol, LDL-c, triglycerides, apolipoproteins, and lipoprotein a.

Chapter 4

  • Sex steroid hormones bind to hormonal receptors in several tissues and have multiple biological effects;

  • The different sex steroid hormones are frequently indicated to treat conditions, such as polycystic ovary syndrome, as well as for contraception and menopausal hormone therapy, which can have implications for cardiometabolic risk;

  • Combined oral contraceptives are not recommended for women with a history of tobacco use over the age of 35 years, cardiovascular diseases, venous thromboembolism, diabetes with vascular complication, migraine with neurological signs, severe liver disease, liver tumors, breast cancer, and systemic lupus erythematosus;

  • The cardiovascular effects of menopausal hormone therapy are influenced by hormone type and dose used, administration route, and timing of therapy initiation in relation to menopause onset ("window of opportunity"). More benefits and fewer adverse effects are believed to occur when therapy is initiated within 10 years from menopause onset;

  • The factors determining the type and dose of menopausal hormone therapy are as follows: patient's preference, uterus presence/absence, need for contraception, intensity of symptoms, and associated comorbidities.

Chapter 5

  • Menstrual cycle assessment can be used as additional data in the investigation of women's cardiometabolic health status;

  • Age of menarche (early or late), menstrual cycle irregularities, and polycystic ovary syndrome are associated with a higher future risk of cardiovascular diseases;

  • In pregnancy, abnormal weight gain and changes in lipid profile and glycemia can be associated with adverse pregnancy and postpartum maternal and infant outcomes;

  • Hyperlipidemia during pregnancy is associated with preeclampsia, preterm delivery, and gestational diabetes, and children are likely to develop fatty streaks and experience increased risk for progressive atherosclerosis;

  • Pregnancy is a condition of insulin resistance per se (40-50% increase), which can be aggravated in women with pre-pregnancy obesity, who are also at higher risk of developing gestational diabetes;

  • Women with glucose intolerance during pregnancy are at risk for adverse gestational outcomes, even when they do not develop diabetes;

  • In early menopause and in the presence of moderate to severe vasomotor symptoms, there is a higher likelihood of a more atherogenic lipid profile, insulin resistance, higher elevation of blood pressure, higher risk of metabolic syndrome, and worsening of endothelial function and inflammatory markers;

  • Anthropometric indicators, such as biomarkers (lipid and glycemic profiles, C-reactive protein, fibrinogen, homocysteine and adipokine), provide information on body fat composition and distribution, reflecting the cardiometabolic risk.

Chapter 6

  • Early or late menarche and menstrual irregularities of endocrine origin are important markers of metabolic and cardiovascular risk, whose early identification guides preventive measures, aimed at reducing metabolic risk and burden of cardiovascular diseases of the female population;

  • Obesity and eating disorders in childhood and adolescence involve genetic, metabolic, behavioral, and environmental aspects and significantly affect cardiovascular and mental health throughout adult life;

  • Early identification and continuous monitoring of obesity, in addition to implementation of therapeutic strategies since childhood are essential to interrupt the vicious cycle of obesity, eating disorders and their complications, minimizing the adverse outcomes in the long run.

Chapter 7

  • Women with polycystic ovary syndrome can have insulin resistance and dyslipidemia, which contribute to the development of cardiovascular diseases because of the excess of androgens, weight gain with visceral fat accumulation, and chronic inflammatory process;

  • Endometriosis is associated with chronic inflammatory process with increased oxidative stress and elevation of cardiovascular risk factors, as well as an increased risk for venous thromboembolism, ischemic heart disease, heart failure, and stroke;

  • Treatment for infertility can have effects on cardiometabolism, such as ovarian hyperstimulation syndrome, with an increased risk for thromboembolic events, preeclampsia, gestational diabetes, and hypertensive disorders of pregnancy, increasing cardiovascular events in the long run;

  • Psoriasis is a systemic chronic inflammatory disease associated with obesity, metabolic syndrome, cardio- and cerebrovascular diseases, cardiac arrhythmias, sleep apnea, and others;

  • Preeclampsia is considered a risk marker of cardiovascular diseases throughout life, which seems to increase after menopause, with worsening of the cardiometabolic profile;

  • Postpartum excessive weight retention is associated with a higher risk of dyslipidemia and insulin resistance;

  • Women with history of gestational diabetes are more likely to experience metabolic disorders in the postpartum period and throughout life, independently of other traditional cardiovascular risk factors.

Chapter 8

  • The decrease in endogenous estradiol levels during menopause transition is associated with an increased risk of cardiometabolic disorders, such as abdominal adiposity, dyslipidemia, type 2 diabetes mellitus , and systemic arterial hypertension, which are related to renin-angiotensin-aldosterone system dysfunction, sympathetic activation, endothelial dysfunction, inflammation, and higher sodium sensitivity;

  • Women with premature ovarian failure and those with early menopause are at a higher risk of non-fatal cardiovascular events before the age of 60 years;

  • Menopausal hormone therapy is used to relieve menopause symptoms and not indicated for primary or secondary prevention of cardiometabolic disorders;

  • Testosterone replacement therapy is not indicated to improve cardiometabolic or musculoskeletal health, vasomotor symptoms, or mood changes;

  • Hormone implants for menopause, mainly of testosterone, are not recommended because their cardiometabolic effects and risks for breast and endometrial cancers are not known.

Chapter 9

  • Weight gain during pregnancy and its maintenance in the postpartum and polycystic ovary syndrome are risk factors for obesity and for the increase in insulin resistance and in other metabolic syndrome components;

  • Women with type 2 diabetes mellitus are at higher risk for cardiovascular complications as compared to men;

  • Menopause, history of early menarche, and polycystic ovary syndrome are associated with an increase in women's susceptibility to metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease, whose mortality rate due to cirrhosis is higher than that of men. It is the major cause of liver transplantation in women without hepatocellular carcinoma;

  • Regarding chronic kidney disease, women more often require dialysis and show faster glomerular filtration rate loss as compared to men, especially the elderly and postmenopausal ones.

Chapter 10

  • The increasing prevalence of cardiometabolic disorders in women represents one of the major challenges in public health because of the strong relation between obesity and cardiovascular diseases;

  • Nutritional education is crucial for preventing cardiometabolic disorders, and the association of nutritional plans with regular physical activity practice enhances beneficial effects, favoring cardiovascular function and decreasing morbidity and mortality among women;

  • Women who participate in integrated psychological support programs significantly improve their lifestyle and clinical outcomes, such as weight reduction, as well as glycemic and lipid profile control;

  • Tobacco use is a major chronic inflammatory factor, which is particularly compounded by menopause;

  • Multidisciplinary approach has shown to be effective in generating sustained lifestyle changes, reducing morbidity and mortality from cardiometabolic disorders;

  • Hypertension is the most prevalent risk factor for cardiovascular disease in all phases of a woman's life and its occurrence increases progressively with age. The choice and conduction of pharmacological treatment strategies should consider women's reproductive cycle phases, including peri- and postmenopause. The use of angiotensin-converting-enzyme inhibitors and angiotensin receptor blockers in women of reproductive age requires caution because of teratogenic risk;

  • Menopause is associated with significant elevations in total cholesterol, LDL-c, apolipoprotein B, triglycerides, and lipoprotein a, in addition to a possible reduction in the antiatherogenic protective effect of HDL-c. Although HDL-c levels above 50 mg/dL are desired in women, LDL-c reduction remains the therapeutic priority;

  • Women have a different progression of prediabetes to type 2 diabetes mellitus , frequently associated with higher obesity indices and increased risk of metabolic complications. Women can have higher risk of hypoglycemia with sulfonylureas and different response to glitazones, related to kidney function and body composition. Regarding treatment with GLP-1 analogues, women on oral contraception require especial attention;

  • There are several pharmacological treatments for obesity with different effects on body weight, but only more recent treatments are associated with a reduction in cardiovascular and metabolic outcomes;

  • The treatment of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease consists in lifestyle changes with focus on reducing at least 5% of body weight, because weight loss is the most effective measure to improve that disease's histological findings;

  • Pregnancy is one of the major causes of acute kidney injury in women of reproductive age and, along with preeclampsia, can lead to chronic kidney disease. Chronic kidney disease has a negative effect on pregnancy, even at the very beginning, and the risks increase with the progression of pregnancy and the concomitant presence of type 2 diabetes mellitus ;

  • To improve cardiometabolic parameters (lipid and glycemic profiles) and inflammatory markers, bariatric surgery is recommended for women with body mass index ≥ 35 kg/m² and history of diabetes, metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease, or at high risk for cardiovascular events, as well as for those with body mass index ≥ 40 kg/m², independently of comorbidities.

Chapter 11

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Chapter 11

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Chapter 11

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3. Inflammation and Implications for the Cardiovascular System

Inflammation is a process of defense activated by infectious agents, autoimmune and inflammatory diseases, influenced by traditional RFs, such as DM, hypertension, dyslipidemia, obesity, and tobacco use. In association with these metabolic cardiorenal factors, there are physiological changes of ageing, called immunosenescence or immune-aging.

In women, menopause and pregnancy, in particular preeclampsia/eclampsia, activate inflammation and accelerate coronary atherosclerosis, promoting vascular stiffness, endothelial dysfunction, and microvascular ischemia. Some relevant examples of the role played by inflammation in women's CVDs are as follows: heart failure with preserved ejection fraction (HFpEF) with its inflammatory phenotype; and ischemia/myocardial infarction with no obstructive coronary arteries (INOCA/MINOCA).

3.1. Inflammation and Atherosclerosis

Cardiovascular diseases, particularly IHD, are the major cause of death in women, mainly between the ages of 45 years and 75 years. 9 , 10 Although sex-related differences in CVR have been well established, they are not completely understood. 11 Thus, better knowledge of the mechanisms that contribute to worsen women's risk profiles is mandatory to reduce morbidity and mortality from those diseases.

Several factors contribute to differences between sexes regarding the diagnosis and treatment of CVDs. It is a consensus that women are under-represented in large clinical trials, as evidenced in the VIGO Study, which has assessed 2349 women and 1152 men with acute myocardial infarction (AMI) under the age of 55 years, in the presence of three or more RFs. That study showed that women are less likely to receive guidance on cardiovascular prevention. 12 , 13 This scenario can jeopardize the ability to accurately assess the efficacy and safety of different therapies in women, thus hindering specific strategies to prevent and treat CVDs. 13

In addition to traditional RFs, several emerging conditions should be considered in female CVR, such as depression, domestic violence, socioeconomic and cultural profiles, obstetric and gynecologic history, gestational hypertension, gestational diabetes (GD), preterm delivery, premature menopause, POS, breast cancer, etc. 10 , 14

In IHD, those factors reflect significant differences between sexes regarding pathophysiology, clinical presentation, and outcomes. INOCA is more frequent in women, specifically between the ages of 45 years and 65 years, 15 and so as MINOCA. 16 Although epicardial coronary vasospasm is more common among men, up to 70% of the cases of coronary microcirculation dysfunction occur in women. 17 Spontaneous coronary dissection, although rare, is a cause of acute coronary syndrome in women under the age of 50 years. 18

The atherosclerotic process has been known for decades and was initially associated with inflammation by Rudolph Virchow, who showed that inflammation is a core element in the formation and progression of atherosclerotic plaque in coronary syndromes, for both chronic obstruction and plaque rupture. 19

Atherosclerosis begins early with the accumulation of modified lipoproteins on vascular endothelium and worsens with age. In women, in addition to the metabolic effects of menopause, ageing contributes to endothelial dysfunction, mainly by increasing reactive oxygen species (ROS) production associated with senescence. Cytokines and inflammatory cells have pro-atherogenic effects by disrupting the endothelial barrier, reducing vasodilation, inducing the expression of adhesion molecules and chemokines, and facilitating the recruitment of leukocytes to atherosclerotic lesions. 19 - 21

Biological variations between women and men result from differences in gene expression of sex chromosomes, modulated by hormonal and environmental influences, that result in cardiovascular conditions associated with autonomic regulation, as well as vascular and cardiac remodeling. 18

In addition, epigenetic factors play a relevant role, especially in women, whose expression is widely modulated by menopause. These changes can influence gene transcription and translation via mechanisms, such as DNA methylation, histone modification, and regulation of non-coding RNAs. A related phenomenon, clonal hematopoiesis of indeterminate potential (CHIP), refers to the presence of somatic mutations in blood cells with no progression to hematological malignancies. 22 , 23 These mutations increase with age, are detected in approximately 10% of individuals older than 70 years, and are associated with the concept of inflamm-aging, a term proposed by Franceschi et al . to explain the inflammatory process increase by immunosenescence. 22 , 23

Thus, biological differences and underlying female-sex-specific pathophysiology of CVD have not been completely elucidated, and further research is required for the development of more effective preventive and therapeutic strategies.

3.2. Inflammation and Heart Failure in Women

Local or systemic inflammatory process participates in HF pathogenesis, with cardiac remodeling and fibrosis, in addition to macro- and microcirculation abnormalities. Low-intensity chronic inflammation is associated with different RFs, such as obesity, insulin resistance (IR), T2DM, dyslipidemia, chronic kidney disease (CKD), and ageing, and leads to a reduction in nitric oxide (NO) production, changing the ventricular diastolic physiology, promoting left atrial myopathy. 24 , 25 The increased prevalence of those RFs in women, associated with the effects of menopause, seem to explain the higher prevalence of HFpEF. The association of chronic inflammation and adiposity in HFpEF results from evidence pointing to the role of the release of substances produced by the visceral adipose tissue (adipokines) particularly located around the pericardium and epicardium, leading to microcirculation inflammation, cardiac fibrosis, and physiological diastolic filling changes. 26 , 27

In women, menopause induces cardiac function changes, resulting from the decrease in estrogen production and consequent reduction in NO production. This hormonal deficiency causes changes in the coronary circulation diastolic function and physiology. Clinically, HFpEF can show different phenotypes, two of which are common in women: the cardiometabolic phenotype, in which obesity and DM are associated with diastolic dysfunction; and atrial fibrillation and myopathy, present in elderly women. 28 , 29 In addition, conditions such as obesity, DM, and hypertensive disorders of pregnancy increase the risk of HFpEF in women, probably because of associated inflammatory mechanisms. Despite the higher prevalence of those conditions in women, they are not included in most clinical trials, which leads to poor knowledge about treatment efficacy in the female sex. 30

Biological markers of inflammation, such as ultrasensitive C-reactive protein (us-CRP) over 2mg/L, have been proven useful to characterize individuals with HFpEF of cardiometabolic phenotype, usually associated with worse prognosis. 31

Preeclampsia has been recognized as a condition that leads to changes in immune and systemic inflammation activation, with consequent endothelial and cardiac dysfunction, and it can manifest over the following decades and increase the risk for HF. 32 , 33

In women, autoimmune diseases, mainly systemic lupus erythematosus, can cause inflammation of the myocardium, pericardium, and valvular endocardium, as well as of the coronary macro- and microcirculation. Thus, pathophysiological abnormalities and clinical aspects of the disease must be understood so that preventive measures can be established and cardiovascular complications be early detected. 34

The important role of HF has been evidenced in women. Studies, such as the PURSUIT-HFpEF and the analysis from TOPCAT study, have shown that women with HFpEF have more significant diastolic dysfunction and worse clinical outcomes as compared to men. Understanding the sex-specific mechanisms is crucial to advance the management of HFpEF. 30

The post-hoc analysis from TOPCAT study has shown significant differences in the baseline characteristics between women and men with HFpEF. 35 Women (55.5% of the cohort) had fewer cardiovascular comorbidities (previous infarction: 18.7% vs. 30.9% in men, p < 0.001), worse cardiac function (NYHA class III/IV: 38.5% vs. 31.5%, p = 0.003), and higher ejection fraction (63.3% vs. 58.9%, p = 0.001). Women were older, had higher prevalence of obesity, atrial fibrillation, and SAH, while men more often had coronary artery disease and history of tobacco use. Despite these differences, both groups had similar HF symptoms and comparable use of cardioprotective drugs. 35 The results showed that women had lower cardiovascular mortality (8.9% vs. 14.8%, p < 0.001) and fewer hospitalizations due to HF (13.4% vs. 18.2%, p = 0.008). After adjustment, the female sex was a protective factor against cardiovascular mortality (HR: 0.53; 95%CI: 0.40–0.73). However, women had worse health-related quality of life and higher functional limitation. Regarding treatment with spironolactone, there was a reduction in all-cause mortality in women (HR: 0.68; 95%CI: 0.48–0.96), but not in men ( P for the interaction = 0.190), suggesting possible sex-specific benefit.

The PURSUIT-HFpEF study, a multicenter prospective registry from East Asia, has investigated sex differences in diastolic dysfunction and clinical outcomes in patients with HFpEF. Women represented 55.2% of the cohort (481 out of 871 patients). 36 The study showed that women had a higher prevalence of diastolic dysfunction (52.8% vs. 32.0% in men, p < 0.001), independently of comorbidities, such as SAH and T2DM. Anemia and obesity were factors associated with diastolic dysfunction only in women. Despite the worse diastolic function, women had a similar rate of combined events (death/hospitalization due to HF) in a non-adjusted analysis. However, after multivariable adjustment, female sex was independently associated with a higher risk of clinical events (HR: 1.54; 95%CI: 1.14–2.07), mainly for hospitalizations due to HF. 30 , 36

Both studies emphasize that, from the metabolic viewpoint, HFpEF is a different condition in women, with:

  1. Higher diastolic dysfunction associated with factors, such as obesity and anemia; thus, screening is important.

  2. Better global survival despite worse symptomatology, possibly because of fewer ischemic comorbidities.

  3. Different response to therapies, such as spironolactone, which can be more effective in women.

3.3. Hormonal Aspects in Inflammation

Women's cardiovascular health is influenced by a complex interaction of hormonal and inflammatory factors that manifest in a particular way in different phases of life, such as puberty, pregnancy, and menopause. Hormonal fluctuations, especially estrogen and progesterone levels, play an important role in maintaining vascular integrity and cardiac function. Therefore, understanding how such changes relate to the increase in CVD risk is crucial.

In postmenopausal women, hypoestrogenism promotes important metabolic changes, such as increase in central adiposity, worsening of glucose metabolism, and elevation in the levels of total cholesterol, LDL-c, triglycerides, apolipoproteins, and lipoprotein a (Lp(a)). 37 , 38 In addition, endothelial dysfunction occurs, with consequent increase in IHD risk.

Estrogen acts by interacting with different receptors, such as ERα, Erβ, and GPER, activating genomic and non-genomic signaling pathways. 39 This results in inflammatory response modulation, reducing the production of pro-inflammatory cytokines, such as interleukin 6 (IL-6), 40 and increasing the expression of anti-inflammatory cytokines. 41 A key mechanism involves inhibition of nuclear factor kappa B (NF-κB) activity, reducing the transcription of inflammatory genes. 41 In addition, estrogen increases the production of NO in endothelial cells, contributing to vasodilation, and inhibits the expression of adhesion molecules, reducing leukocyte infiltration in the vascular wall. 42

Endothelial function is benefited by estrogen that induces the expression of the enzyme endothelial nitric oxide synthase (eNOS), increasing NO production and promoting vasodilation. In addition, estrogen stimulates the regeneration of endothelial cells and inhibits the proliferation of vascular smooth muscle cells, preventing atherosclerosis progression. 42

Chronic inflammatory processes represent another crucial underlying mechanism. Women with irregular cycles frequently have a pro-inflammatory status characterized by elevation in markers, such as C-reactive protein (CRP), IL-6, and tumor necrosis factor alpha (TNF-α). This systemic inflammation acts as an intermediate between menstrual dysfunction and atherogenesis. 18

3.4. Inflammation in Cardio-Oncology

In addition to traditional RFs and MS ( Figure 3.1 ), women with cancer have an increased CVR because of the cardiotoxic effects of oncological therapies, such as those with anthracycline and trastuzumab. These therapies can lead to complications, such as HF, AMI, and stroke, even years after the end of oncological treatment.

Figure 3.1. Complications of metabolic syndrome.

Figure 3.1

Systemic chronic inflammation plays a significant role in the intersection of cancer and CVD. The tumoral inflammatory microenvironment and the side effects from oncological treatment contribute synergically to endothelial dysfunction, vascular remodeling, and atherosclerosis progression, especially in women. For example, thoracic radiotherapy has been associated with coronary inflammatory changes detected by biomarkers and the perivascular fat attenuation index (FAI), reflecting persistent vascular inflammatory activity. In addition, the prolonged use of aromatase inhibitors in breast cancer survivors has been associated with endothelial function worsening and higher risk of cardiovascular events.

In women undergoing oncological treatment, a multidisciplinary approach is essential, including baseline assessment of cardiac risk prior to the beginning of cancer therapy, which should be optimized to minimize cardiotoxicity. Interventions in lifestyle and maintenance of cardiovascular surveillance in the long run are also required. In addition, it is important to address racial and ethnic health disparities. Black and Hispanic women have a higher risk of cardiotoxicity and worse cardiovascular outcomes as compared to White women because of socioeconomic factors and inequalities in access to health care. 43 , 44

3.5 Inflammation in Pregnancy and Preeclampsia

Preeclampsia is a multisystemic disease of pregnancy, whose pathophysiology has not been completely understood. Reduced placental perfusion, resulting from deficient trophoblastic invasion of maternal uterine wall, associated with the secretion of inflammatory cytokines and angiogenic factors, is believed to play a role in the disease. These factors contribute to endothelial dysfunction, vascular inflammation, and poor maternal perfusion. Endothelial dysfunction has been indicated as a major phenomenon responsible for preeclampsia and gestational hypertension.

Placental ischemia is related to the increased production of circulating antiangiogenic factors, such as soluble Fms-like tyrosine kinase-1 (sFlt-1) and soluble endoglin (sEng), that cause generalized endothelial dysfunction, NO pathway impairment, oxidative stress, excessive inflammation, imbalance in angiogenic factors, and loss of endogenous protective regulators. 45 Pregnant women with RFs associated with chronic inflammation (autoimmune diseases, obesity, pregestational hypertension, DM, and dyslipidemia) are more likely to develop preeclampsia. Inflammatory mediators might have local autocrine or paracrine effects, in addition to amplifying the effects of antiangiogenic factors. 46

Pregnancy, even in normal conditions, is a state of oxidative stress because of increased maternal metabolism and placental activity. However, in preeclampsia, compensatory mechanisms fail, leading to the increased production of pathogenic factors and subsequent vascular dysfunction. 47 Observational and experimental studies have shown the association between inflammation and endothelial dysfunction. An important characteristic of systemic inflammation in preeclampsia is the predominance of Th1-type immunity and no Th2 biased immune response. However, normal pregnancy is characterized by a change to Th2-type immunity. In addition, the circulating levels of pro-inflammatory cytokines, such as IL-6, TNF-α, and chemokines IL-8, IP-10 (interferon-gamma-induced protein 10) and MCP-1 (monocyte chemoattractant protein 1) are elevated in preeclampsia. 45 , 46

McCarthy et al . have investigated the role of mitochondrial dysfunction as a facilitator of oxidative stress, inflammation, apoptosis, and metabolic changes — all of which are crucial pathogenic intermediates in preeclampsia. 47

Obesity increases the risk of preeclampsia. White adipose tissue secrets pro-inflammatory mediators that contribute to the chronic inflammatory state and metabolic complications of obesity. In addition, visceral adiposity is associated with metabolic RFs and complications, such as GD and preeclampsia. 48 The sFlt-1, the soluble form of the vascular endothelial growth factor (VEGF) receptor, is known to be secreted by adipocytes in non-pregnant women. Huda et al . 48 have shown that dysregulation of inflammatory pathways occurs predominantly in the visceral adipose tissue, with activation of macrophages and increased TNF-α and IL-6 expressions in that tissue, but not in the subcutaneous fat, emphasizing that, in preeclampsia, dysregulation of inflammatory pathways occurs predominantly in the visceral adipose tissue.

Metanalysis conducted by Guan et al . 49 has assessed the relation between pro- and anti-inflammatory biomarkers and their dynamic changes throughout preeclampsia progression. Women with preeclampsia had significantly higher levels of CRP, IL-4, IL-6, IL-8, IL-10, and TNF-α. The levels of pro-inflammatory cytokines were higher than those of the anti-inflammatory ones. Women with gestational age over 34 weeks had elevated levels of IL-6 and TNF-α. Higher systolic BP was associated with higher levels of IL-8, IL-10, and CRP. Such findings suggest that inflammatory imbalance is an independent RF for preeclampsia, and failure in anti-inflammatory autoregulation leads to disease progression.

Finally, recent studies have shown that neuroinflammation with participation of the autonomic nervous system can be present in the induction and evolution of inflammatory reactions associated with preeclampsia. In addition, the reduced autonomic regulation in patients with preeclampsia can be involved in the late fetal neurological maturation, with cognitive deficits and mental disorders. These findings show a link between maternal inflammation in preeclampsia and its impacts on fetal health and neurodevelopment. 50

The factors associated with inflammation in women are summarized in Figure 3.2.

Figure 3.2. Factors associated with inflammation in women.

Figure 3.2

4. Implications of Sex Steroids for Cardiometabolic Health

4.1. Origin and Metabolism of Sex Steroids

The major sex steroids acting in the female body are estrogens, progesterone, and testosterone. These hormones are produced in the ovaries, adrenal cortex, and through peripheral conversion. Sex steroids have in common a cyclopentanophenanthrene ring derived from cholesterol. They are divided into three major groups according to the number of their carbon atoms as follows: the 21-carbon series includes corticosteroids and progestagens, being based on pregnane nucleus; the 19-carbon series includes all androgens, being based on androstane nucleus; and estrogens are 18-carbon steroids based on estrane nucleus. 51

From cholesterol, which is obtained directly from blood stream, steroidogenesis originates natural sex steroids. 51 In mitochondria, an enzymatic hydroxylation system and a desmolase continue the process, forming the first steroid, pregnenolone. From that phase, steroidogenesis can progress via delta 5 pathway, which predominates in the follicle, to the synthesis of estrogens, or via delta 4 pathway, which predominates in the corpus luteum, to the synthesis of progesterone. Pregnenolone and progesterone are converted into androgens, androstenedione, and testosterone, in theca cells. Androstenedione, by the action of 17β-dehydrogenases, can be converted into testosterone and, through aromatization in granulosa cells, results in the formation of estrone and estradiol. 52

Once synthesized, in the plasma those hormones are transported bound to SHBG (sexual-hormone-binding-globulin), CBG (cortisol-binding-globulin), or albumin, while a small fraction remains free. Then, sex steroids bind to hormone receptors present in several tissues, exerting their different biological effects. 53 These steroids are metabolized in the liver and excreted through the urine or bile. 51

In addition, sex steroids can be extracted from plants in the pharmaceutical industry that manufactures products for clinical use. Their molecular structure is identical to that of hormones naturally produced by the female body (isomolecular), being, thus, called bioidentical hormones, whose effects are equal to those of endogenous hormones.

Synthetic sex steroids are produced in laboratories through a process involving several chemical steps and pharmaceutical engineering, originating molecules with different characteristics and biological potencies. 51 - 53

4.2. Chemical Classification of Estrogens

4.2.1. Natural Estrogens

The natural estrogens present in bloodstream are estradiol, estrone, estriol, and estetrol. Estradiol is the major and most potent estrogen secreted by the human ovary, originating mostly from androstenedione. Estrone is secreted by the ovaries in significant daily amounts. Estriol is the peripheral metabolite of estrone and estradiol, rather than secreted by the ovary. Estriol is formed through general metabolic "detoxification", which means the conversion of biologically active material into less active forms. Estetrol is produced only during intrauterine life by the fetal liver. 51 - 53

4.2.2. Synthetic Estrogens

Synthetic estrogens are classified as steroidal and non-steroidal, and their major examples are as follows:

  • Steroidal - ethinyl estradiol, mestranol, estradiol valerate

  • Non-steroidal - diethylstilbestrol, hexestrol, dienestrol Of those, estradiol valerate and ethinyl estradiol are currently the most clinically important.

Estradiol valerate is an estradiol ester, a prodrug that is rapidly metabolized to 17β-estradiol and valeric acid. The esterification of estradiol is aimed at improving its absorption and bioavailability after oral administration. After absorption, the esters are cleaved, releasing endogenous estradiol or 17β-estradiol. Thus, estradiol esters are considered bioidentical forms of estradiol. 54 , 55 Their use in isolation or combination with progestagens is mainly related to menopausal hormone therapy (MHT) and contraception.

Ethinyl estradiol, an agonist of estrogen receptors, is more resistant to metabolism as compared to estradiol and has better bioavailability when used orally. These differences favor ethinyl estradiol use in combined contraceptive pills, although they also increase the risk of thromboembolism and other rare adverse effects. 55 ( Figure 4.1 ).

Figure 4.1. Chemical classification of estrogens. 55 .

Figure 4.1

4.3. Chemical Classification of Progestagens

4.3.1. Natural Progesterone

Progesterone, originally secreted by the ovaries, acts on the hormone-dependent target organs, especially endometrium and breast tissue. Its effects, however, go beyond, because they act on immunity, central nervous system, cardiovascular system, etc. From the physiological viewpoint, progesterone acts on tissues previously impregnated with estradiol. In addition, progesterone has a stereoisomer, dydrogesterone, available for oral use. 56

4.3.2. Progestagens

Progestagens are a large group of synthetic molecules that differ regarding their chemical structure and the molecule they are created from, which bestow them a different effect profile based on affinity with and potency in different steroidal receptors. There are three large groups: testosterone derivatives (norethindrone, levonorgestrel, norgestimate, desogestrel, etonogestrel, gestodene, dienogest), progesterone derivatives (medroxyprogesterone, cyproterone, megestrol), and spironolactone derivatives (drospirenone). ( Figure 4.2 ).

Figure 4.2. Classification of progestagens.

Figure 4.2

Progestagens are characterized by high affinity with progesterone receptor; however, according to their origin, they can have affinity with other receptors, leading to effects, such as androgenic/antiandrogenic, antiestrogenic/estrogenic, antimineralocorticoid, and glucocorticoid activity. This pharmacodynamic profile of progestagens should guide their selection based on their expected benefits, safety profile, and unwanted effects. 51 , 52 , 57 ( Figure 4.3 ).

Figure 4.3. Biological effects of endogenous progesterone and other progestagens. Adapted from Kuhl et al. 55 MPA: medroxyprogesterone acetate; NETA: norethisterone acetate; LNG: levonorgestrel.

Figure 4.3

Progestagens have different progestational potencies, determined by their capacity to change the animal endometrium. Considering progesterone to have progestational potency of 1, progestagens are as follows in decreasing progestational potency order: desogestrel, levonorgestrel, nomegestrol, medroxyprogesterone, norethisterone, and drospirenone. 58

From the pharmacokinetic viewpoint, progesterone and progestagens differ regarding their pharmaceutical forms and administration routes. For example, micronized progesterone can be administered via oral and vaginal routes. Vaginal administration offers good absorption, with lower fluctuations in plasma concentration than the oral route. 52

In addition, progestagens differ in their binding to plasma proteins. Micronized progesterone binds to albumin and CBG, but not to SHBG. Norethindrone, desogestrel and norgestrel bind to albumin and SHBG, while medroxyprogesterone acetate binds mainly to albumin. 59

Differences in binding to plasma proteins in addition to clearance and association or not with estrogens determine differences in the plasma half-life of progestagens. Most progestagens are administered daily.

4.4. Common Indications of Therapies with Estrogens, Progestagens, and Testosterone in Women

4.4.1. Polycystic Ovary Syndrome

Polycystic ovary syndrome is a frequent indication of therapy with steroid hormones. It is a gynecological disorder associated with frequent endocrine disorders in women of reproductive age. In addition, metabolic disorders are present, increasing the CVR. 60

Women with com POS can develop IR and dyslipidemia, which contribute to the development of CVD, such as atherosclerosis, SAH, and AMI. 61 These metabolic changes are boosted by the excess of androgens and weight gain, which can promote visceral fat accumulation and chronic inflammation. These factors combined create a metabolic environment that favors CVD development even in young women. 62 - 64

The management of CVR in POS requires multidisciplinary approaches, including lifestyle changes, such as balanced diet and physical exercises, in addition to pharmacological interventions when necessary. Combined oral contraceptives (COCs) are often used in POS treatment to control menstrual changes and hirsutism, being effective to reduce the circulating levels of androgens, regulate the cycles, and protect the endometrium. However, that treatment does not improve IR and can even worsen it, depending on the type of progestagen used. 60 Insulin-sensitizing drugs, such as metformin or alternatives, such as pioglitazone 65 and myoinositol, 61 , 66 reduce IR, improving ovarian function. Statins can be indicated to control dyslipidemia, and anti-hypertensive drugs are essential for women with SAH. Treatments for obesity, such as glucagon-like peptide 1 (GLP-1) analogues (liraglutide and semaglutide), can be used. 67 Early identification of those metabolic changes and their proper treatment are crucial to reduce CVR in women with POS.

4.4.2. Hormonal contraception

Sex steroids are often used for hormonal contraception. The COCs have two types of hormones (estrogen + progestagen) in different formulations. 68 The estrogen component offers cyclic endometrial stability and potentiates the suppressive effect of progestagen on the hypothalamic-pituitary-ovarian axis. The most used estrogen component is ethinyl estradiol, at current doses between 15μg and 30μg. New COCs with natural estrogens – estradiol (17β-estradiol and estradiol valerate) and more recently estetrol – appeared as alternatives with potential for lower hepatic and cardiovascular impact. 69

In different COCs, those estrogens are combined with a progestagen. The major contraceptive effect of the progestagenic component is suppression of the luteinizing hormone (LH) secretion and of ovulation. In current formulations, several progestagens are used. They are synthetic progestagens that inhibit ovulation/pregnancy, and the most modern ones have been developed to cause fewer secondary/adverse effects. Pregnancy rates in the first year of COC use vary, being 0.3% with consistent and correct use. With typical use, it can reach 9%, showing the method's efficacy during real use 70 and emphasizing the importance of contraceptive counseling. The COCs are not recommended for women aged over 35 years with history of tobacco use, CVD, venous thromboembolism (VTE), SAH, DM with vascular complication, migraine with neurological symptoms, severe liver disease, liver tumors, breast cancer, and systemic lupus erythematosus. The contraceptive method safety has been well established by the Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use 71 ( Figure 4.4 ).

Figure 4.4. Contraindications to the use of combined oral contraceptives. SLE: systemic lupus erythematosus.

Figure 4.4

Progestagen-only hormonal contraceptives contain only synthetic progestagen, such as desogestrel, norethisterone or drospirenone. Long-acting progestagen-only contraceptives can also be used as implants in the subdermal region of the forearm, and, in Brazil, the only implant approved for contraception is Implanon NXT®(etonogestrel), which has high contraceptive efficacy for 3 years. 72 The levonorgestrel intrauterine system (LNG-IUS) is a hormonal IUS that releases 20 µg of levonorgestrel per day with local intrauterine action and high contraceptive efficacy for 8 years. In addition, there is the IUS releasing 8 µg of levonorgestrel for 3 years. Long-acting progestagen-only contraceptives have the advantage of high efficacy for prolonged time and pregnancy rates lower than 1% per year, without depending on either correct use or user's motivation. 72

4.4.3. Menopausal Hormone Therapy: Regimens, Doses, and Routes, Focused on Cardiovascular Health

In women, hormonal fluctuations that begin in menopause transition, being followed by a gradual and irreversible reduction in estrogen production in menopause, although physiological, creates a "window of vulnerability" and marks the inflection point of cardiometabolic risk, with negative impact on vascular health, glucose and lipid metabolism, and body fat distribution. 73 , 74 Thus, MHT, especially estrogen, can interfere with that risk, as long as judiciously and individually prescribed. It should always be associated with integral health measures, with strategies for lifestyle, diet, and physical exercise practice. 75

The MHT is the most effective treatment to relieve vasomotor symptoms (VMS) and genitourinary symptoms, as well as to prevent bone loss in peri- and postmenopausal women. 76 It should be initiated when menopausal symptoms begin to interfere with daily life. However, for women with premature ovarian failure (menopause < 40 years) or early menopause (between 40 years and 45 years), MHT is recommended to start as early as possible to reduce health risks in the long run. 77 Cardiovascular effects of MHT are strongly influenced by the type, dose, and route of administration used, as well as onset time of menopause ("window of opportunity"), with higher benefits and lower rates of adverse effects when MHT begins within 10 years of menopause onset. 77 Determining factors of MHT type and dose are: patient's preference, presence/absence of uterus, need for contraception, severity of symptoms, and comorbidities. 75

Therapeutic regimens include estrogen-only therapy (for hysterectomized women) and combined therapy of estrogen and progestagen (women with uterus). 76 In the combined regimen, continuous use is indicated for women with postmenopausal amenorrhea for more than 12 months, while the sequential regimen is more indicated in perimenopause. MHT should be prescribed at the lowest effective dose to control symptoms. 78 The most used estrogen in MHT is 17β-estradiol, whose administration routes can be oral, transdermal (patch, gel, spray), or vaginal. 75 For proper relief of VMS and bone protection, low doses of estradiol (approximately 1 mg of oral estradiol or equivalent in other routes) are usually necessary. 75 , 76 In healthy women without cardiovascular risk factors (CVRFs), any route, including the oral route, can be prescribed for MHT. 75 However, differently from the oral route, the transdermal route avoids the ‘hepatic first-pass effect’ in estrogen metabolism, resulting in lower impact on coagulation factors, triglycerides, and CRP, which can reduce the risk for VTE and cardiovascular events. Thus, transdermal route is preferred for women with RFs, such as obesity, MS, tobacco use, hypertension, as well as risk for VTE. 79

The use of "compounded bioidentical" hormones for MHT is not recommended because of concerns regarding quality, regulation, safety, efficacy, and lack of standardization of the products used. 75 , 76

The only indication for testosterone supplementation in postmenopause is to treat hypoactive sexual desire disorder, after excluding other causes. Although data on the effects of androgenic therapy on cardiovascular health of postmenopausal women with hypoactive sexual desire disorder are limited, evidence indicates that, in physiological doses, transdermal testosterone does not significantly increase CVR. 80

An individualized approach with the best evidence-based decision should be used. Maintaining MHT and not starting MHT in women ≥ 60 years seem associated with a better risk-benefit profile for cardiovascular events. 75 Transdermal route for estrogen at low doses combined with progestagens of safe profile represents a favorable option regarding CVR. 79

4.5. Risks: Metabolic Effects, Thromboembolism, and Breast Cancer

4.5.1. Metabolic Effects

MHT reduces visceral fat, IR, and the LDL-c to HDL-c ratio, but slightly increases triglycerides when used orally. 81 , 82

A review has also confirmed lower levels of glycemia, insulinemia, and IR among MHT users. 83 The Women’s Health Initiative (WHI) study has found a lower significant risk of DM among MHT users as compared to those using placebo. 84

There is evidence that the progestagen type used in MHT can interfere with metabolic effects. Medroxyprogesterone is known to have more glucocorticoid effects than norethisterone or progesterone. 85 Studies have suggested that progesterone and dydrogesterone interfere less with the benefits provided by estrogens, 86 , 87 while norethisterone, depending on the dose, can lead to loss of some of those benefits. 88

4.5.2. Thromboembolism

Ethinyl estradiol, a synthetic estrogen widely used in combination with progestagen in COCs, is associated with increased risk of VTE. 89 This risk is influenced by factors, such as dose of estrogen and type of progestagen present in the formulation. COCs containing levonorgestrel (second-generation progestagen) are associated with a lower risk of VTE as compared to those containing desogestrel, gestodene, drospirenone, or cyproterone (third- and fourth-generation progestagens).

When COC contains natural estrogens instead of ethinyl estradiol, the risk is slightly increased. 89 In addition, ethinyl estradiol of COCs can exacerbate the production of hepatic angiotensinogen, which increases BP via renin-angiotensin-aldosterone system.

When administered orally, they can increase the risk of venous thrombosis, odds ratio 1.58 (1.52–1.64), while the transdermal route is not associated with increased risk, odds ratio 0.93 (0.87–1.01). 90 In addition, a recent metanalysis has concluded that MHT combining conjugated equine estrogens plus progestagens increased systolic BP and the risk of hypertension, while other formulations, such as oral or transdermal estradiol plus progestagen, estradiol only, and tibolone, did not have significant effects on BP, showing that such effects can be influenced by different administration routes and formulations. 91

4.5.3. Breast Cancer

Breast cancer is a hormone-dependent neoplasm, and the proliferative effects of sex steroids in breast tissue are well known. 92

MHT can associate with an increased risk for breast cancer. The WHI study has found that MHT with conjugated estrogens plus medroxyprogesterone acetate associated with eight more breast cancer cases per 10,000 women-year. 93

However, effects differ depending on the progestagen used in the formulation. Observational studies have shown no increase in the risk when the association in MHT was with micronized progesterone 94 or dydrogesterone. 95

Thus, different MHT formulations and doses also seem to have different effects on breast cancer risk.

5. Indicators of Cardiometabolic Health

5.1. Assessment of Reproductive Risk Factors with Implications for Cardiometabolic Health

This chapter addresses the relevant RFs of women's cardiometabolic profile in puberty, pregestational, gestational, and postgestational periods, as well as menopause transition, which will be detailed in chapters 7 and 8.

5.1.1 Puberty and Pregestational Period

Menstrual cycle assessment has been suggested to be used as an additional vital sign in the investigation of women's general health. 96 In this scenario, age at menarche (early or late), menstrual cycle irregularities of endocrine origin, and POS have been associated with a higher risk of future CVD, especially atherosclerotic disease. 5 , 97

5.1.1.1. Age at Menarche

The CARDIA ( Coronary Artery Risk Development in Young Adults ) study, which enrolled 2788 women, aged 18-30 years, initiating in 1985-1986, and followed them up for 35 years (ages between 50 years and 65 years), has observed that early menarche associated later with adverse levels of glucose and lipids, and each earlier year of menarche, in relation to the mean age of 12 years, associated with greater body mass index (BMI) and visceral adiposity. 98

Other studies have shown that early menarche is associated with elevation in glucose, insulin, BP, and body fat, as well as with higher risk of future CVD. 5

A cohort study of 648 women stratified according to age at menarche (≤10, 11, 12, 13, 14, ≥15 years) and using the mean age of 12 years as reference, has reported that early or late menarche associated with a higher risk of future cardiovascular events, represented by all-cause death, non-fatal AMI, non-fatal stroke, or hospitalization due to HF. 99

In a cohort of 1.2 million women, with mean age of 56±5 years, no previous heart disease, and followed up for 12 years, those with early (≤ 10 years) and late (≥ 17 years) menarche had a higher risk of IHD, stroke, and SAH. 100

However, a metanalysis of 12 cohort studies carried out up to 2018, with 2,341,769 participants and 79,363 deaths, has shown that, for each 1-year increase in the age at menarche, there was a reduction in the relative risk for all-cause mortality, cardiovascular mortality, IHD mortality, and stroke mortality, 101 evidencing the need for further studies on the impact of age at menarche on future CVD.

5.1.1.2. Menstrual Cycle Characteristics

A systematic review and metanalysis of observational studies performed up to 2022 has analyzed the association of oligomenorrhea and menstrual irregularity with CVR, observing the association of these changes with CVD, IHD, and AMI, but not with stroke, as documented in women with POS 5 , 97 , 98 , 102 (see chapter 8).

5.1.2. Pregnancy and Postpartum Period

Pregnancy involves several physiological, hormonal, and metabolic transformations, fundamental to ensure proper fetal development and adaptation of the maternal body to new demands. Abnormal weight gain and changes in lipid and glycemic profiles, however, can be associated with adverse outcomes in pregnancy and postpartum for mother and infant.

5.1.2.1. Weight changes in pregnancy

There is evidence that both low and excessive gestational weight gain (GWG) are associated with negative fetal and neonatal outcomes. 103

Pregestational obesity favors the risk for gestational hypertension and GD, cesarean birth, and high birth weight, being recognized as a significant RF for spontaneous abortion, preterm delivery, metabolic disorders that complicate pregnancy, and higher rates of abnormal deliveries, stillbirths, and neonatal death. On the other hand, malnutrition can contribute to lower birth weight, placental abnormalities and complications, higher rates of surgical births, and higher fetal and neonatal mortality. 103 , 104

Guidelines recommend GWG values, but analyses of more recent studies have suggested that this gain should be personalized considering three classes of obesity. 103 ( Table 5.1 and Figure 5.1 ) (details in chapter 7).

Table 5.1. Weight gain in pregnancy according to the recommendation of the 2009 Institute of Medicine guidelines.
BMI < 18.5 18.5–24.9 25.0–29.9 > 30
Weight gain (kg) 12.5–18.0 11.5–8.0 7–11.5 5–9
Weight gain (kg) per week in the 2ndand 3rdtrimesters 0.44–0.58 0.35–0.50 0.23–0.33 0.17–0.27

BMI: body mass index.

Figure 5.1. Implications of weight gain in pregnancy for cardiometabolic health. BMI: body mass index; DBP: diastolic blood pressure; GWG: gestational weight gain; HOMA-IR: homeostasis model assessment of insulin resistance; LDL-c: low-density lipoprotein cholesterol; MS: metabolic syndrome; TC: total cholesterol; TG: triglycerides; VLDL-c: very-low-density lipoprotein cholesterol.

Figure 5.1

5.1.2.2. Gestational dysglycemia

Pregnancy is a condition of IR per se, potentially aggravated by increased pregestational IR in women with obesity. During pregnancy, IR is increased by 40-50%, which increases the risk for GD. 105

Pregnant women with glucose intolerance are at risk for adverse gestational outcomes, even in the absence of GD.

The primary underlying pathophysiology leading to hyperglycemia is related to the presence of IR, insulin deficiency, or mixed pathophysiology. Studies have shown that insulin-resistant glucose intolerance in pregnancy is a subtype with high risk for adverse results in pregnancy, such as high birth weight, admission to neonatal intensive care unit, gestational arterial hypertension, and cesarean delivery. 106

Glucose intolerance in pregnancy increases the risk for future diabetes. Thus, recognizing glucose intolerance in pregnancy enables better DM screening and prevention (more details in chapter 7).

5.1.2.3. Gestational Dyslipidemia

Recent evidence shows that the increase in cholesterol, triglycerides, and metabolites associated with cardiometabolic dysfunction seems to have significant maternal and fetal vascular consequences. 107

Historically, gestational dyslipidemia has been considered physiological and, thus, without clinical relevance. This physiological increase plays an essential role during pregnancy. However, high lipid levels in women who are predisposed to or have familial forms of hyperlipidemia can increase the risk for maternal-fetal complications. Hyperlipidemia during pregnancy is associated with preeclampsia, preterm delivery, and GD, and infants are more likely to develop vascular fatty streaks and experience increased risk for progressive atherosclerosis. 108

5.1.2.4. Postpartum Behavior

In the postpartum period, weight loss is usually incomplete and full recovery of metabolic functions is not always obtained. Postgestational weight retention is an RF for SAH, dyslipidemia, and MS. In addition, studies have shown that women with preeclampsia have a worse cardiometabolic profile up to 1 year after delivery.

Although lactation is a factor of metabolic protection because it stimulates energy expenditure and better glycemic and lipid control, it depends on adequate emotional, social, and support factors. Lack of specialized guidance for postpartum lactation can favor the persistence of obesity, IR, and dyslipidemia, in addition to increasing the risk for MS and SAH. 104

5.1.3. Menopause Transition

The lack of estradiol in menopause causes several metabolic, hormonal, inflammatory, and endothelial function changes, whose association favors the rapid progression of the atherosclerotic process in all arterial territories. Thus, from the eighth decade on, women have higher CVR than men do. 109 , 110

Adequate management (primary prevention, early detection and proper treatment) of RFs that contribute to atherosclerosis development throughout life is crucial to delay CVD in peri- and postmenopausal women, as well as to primary and secondary prevention of events that lead to cardiovascular mortality. 111 This guidance on cardiovascular prevention should occur in all life stages prior to menopause, becoming more important from menopause on. 109 - 111

5.1.3.1. Age at menopause

For the large majority of women (90%), natural menopause occurs around the age of 51 years (age range: from 45 years to 55 years). 110 - 112 For 5% of women, menopause can occur spontaneously between the ages of 40 years and 45 years (early menopause), and, for 1%, before the age of 40 years, characterizing premature ovarian failure. 110 , 112 Women submitted to bilateral oophorectomy and chemotherapy or radiotherapy can progress to menopause as a consequence of these treatments, independently of their age at treatment time. 109 , 110 , 112

The CVR is even higher in women who experience menopause early (naturally or secondary to some treatment), in those with moderate to severe VMS, and in those on MHT. 109 , 110 In early menopause, each year of earlier menopause onset increases by 3% the risk for CVD (IHD, stroke, and cardiovascular mortality). 110 , 112

This higher risk seems to associate with a higher propension of this group to have a more atherogenic lipid profile, higher IR, SAH, higher risk of MS, as well as worse endothelial function and inflammatory markers, as compared to women who experience natural menopause. 110 , 112

5.1.3.2. Vasomotor Symptoms

Menopausal VMS, characterized by hot flushes and night sweats, can be present in up to 80% of women and last 7-9 years. However, when they appear earlier, they can last longer. 109 , 110 The intensity of VMS varies from mild to moderate and severe, and their diagnosis is associated with impairment of quality of life and increased use of health services. 113 - 115

Several studies have shown that women with severe VMS, as compared to women with mild or no VMS, have a worse cardiometabolic profile, greater sympathetic hyperactivity, worse endothelial function, and higher incidence of subclinical atherosclerosis. 113 , 115

5.1.3.3. Menopausal Hormone Therapy

Several clinical trials have shown that MHT with estrogens increases CVR (IHD, stroke, thromboembolism) in postmenopausal women, and that risk seems to be attenuated when MHT is used in younger women (50-59 years), who are at the beginning of menopause or within 10 years from its diagnosis. In addition, that risk is attenuated with the use of low doses of hormones and routes of administration other than the oral one, notably the transdermal route. 109 , 110

Current guidelines establish that MHT has scientific evidence-based indication only to treat VMS in women without contraindication and should not be used in those with established CVD or high CVR. 78 , 109 , 110

5.1.4. Postmenopausal Metabolic Health

Menopause is associated with hormonal changes that result in an imbalance between estrogen and testosterone. The ovaries, despite estrogen production cessation, produce testosterone at a lower rate, leading to its relative excess. Testosterone is associated with increased visceral fat and BP levels in postmenopausal women. 116

The hormonal fluctuations and physiological changes related to ageing determine an impaired metabolic status, characterized by IR, increased total body fat, sarcopenia, and accumulation of abdominal fat. 117

5.1.4.1. Menopausal metabolic changes

Insulin resistance is defined as an inadequate response to insulin in tissues (adipose, skeletal muscle), central nervous system, and liver, being one of the major factors leading to hyperglycemia and T2DM, along with impaired insulin secretion.

Epidemiological evidence has suggested significant protection against IR in premenopausal women, who are more sensitive to insulin as compared to men. This metabolic advantage, however, disappears gradually after menopause or when IR progresses to hyperglycemia and DM. Thus, menopause is associated with a higher risk of glucose intolerance, and an increase in BP and triglyceride levels, as well as in the risk for MS, with consequent acceleration of CVR. 117 , 118

5.1.4.2. Diabetes mellitus

The changes described make women more likely to develop T2DM. Evidence suggests that women with menopausal VMS have higher risk of developing T2DM as compared to those who do not have such symptoms. In a data analysis from the WHI, the risk of developing T2DM was 18% higher in women with VMS, increasing in parallel with the severity of those symptoms. 119

Women who develop DM before the age of 20 years tend to experience early menopause, while menopause is delayed in those with T2DM of late onset. 119

A publication of the SWAN Study with a 20-year follow-up has concluded that women with multiple physical and psychological symptoms, as well as moderate to severe menopausal symptoms, had earlier onset of DM and MS. 119

The MHT was associated with a reduction in the risk of developing T2DM in women without previous T2DM, and, in those with T2DM, MHT leads to better glycemic control. 117

5.1.4.3. Dyslipidemia

Estrogen has a protective role in the cardiovascular system, and its ovarian production uses LDL-c as a substrate. In menopause, circulating LDL-c cannot be used to synthesize estrogen, resulting in the reduction of estrogen production and a mild increase in LDL-c serum levels. In addition, the size and density of LDL-c particles change in menopause. Studies have shown that the levels of small and dense LDL-c particles increase from 10-13% in premenopausal women to 30-49% after menopause. 37

Menopausal estrogen deficiency impairs the hepatic and intestinal functions related to lipid metabolism and transportation, which can increase plasma lipid levels and accelerate atherosclerosis progression. 120

The SWAN study has suggested that the antiatherogenic function of high-density lipoprotein cholesterol (HDL-c), which is its ability to promote cholesterol reverse transport, can decrease during menopause, when less elevated HDL-c levels are associated with atherosclerosis. 109

5.2. Anthropometric Indicators

Cardiometabolic health is a pillar of well-being, encompassing integrity of the cardiovascular system and metabolism. In women, this is influenced by hormonal changes, reproductive events, and biological factors that manifest over the course of a woman's life, from childhood to old age. 110

Anthropometric indicators are body measures that provide information on body fat composition and distribution, reflecting cardiometabolic risk. Simple and accessible, these measures are fundamental to large-scale populational screening. 110 , 121 Therefore, they should be performed routinely, with attention to changes over the course of life.

5.2.1. Body Mass Index

The BMI, calculated as weight (kg) / height² (m), classifies the nutritional status as follows: < 18.5 (low weight); 18.5-24.9 (normal); 25-29.9 (overweight); and ≥ 30 (obesity). An elevated BMI is associated with SAH, dyslipidemia, and DM. However, it has limitations, such as not differentiating slim mass from fat and not assessing adipose distribution, which reduce its accuracy in elderly or athletic women. 122 , 123

5.2.2. Waist circumference – Brazilian population

Waist circumference measures visceral fat, a more robust predictor of cardiometabolic risk than BMI. Visceral fat is associated with IR and chronic inflammation, central factors in CVD pathogenesis. 124 , 125 In women, waist circumference > 88 cm indicates high risk, according to the World Health Organization guidelines.

5.2.3. Waist-To-Hip Ratio

Waist-to-hip ratio (WHR) compares waist circumference to hip circumference, reflecting fat distribution. A WHR > 0.85 in women suggests central fat accumulation, associated with higher risk of MS. Studies have indicated that WHR is superior to BMI in predicting cardiovascular events, especially after menopause. 124 , 126

5.2.4. Body Fat Percentage

Body fat percentage is an important parameter to assess cardiometabolic risk, especially because women tend to have a higher subcutaneous fat proportion as compared to men. Hormonal changes, such as those of puberty, pregnancy, and menopause, have a direct impact on body fat distribution and accumulation, and can increase the risk for IR, dyslipidemias, and chronic inflammations. 126 , 127

5.2.5. Waist-To-Height Ratio

Waist-to-height ratio (WHtR) is a predictive measure of central adiposity and cardiometabolic risk. Values greater than 0.5 are strongly associated with higher risk for SAH, T2DM, and cardiovascular events. This marker is particularly relevant in menopause transition, when there is a trend towards abdominal fat accumulation. 128 , 129

5.3. Biomarkers

5.3.1. Lipid Profile (Total Cholesterol, LDL-c, HDL, Triglycerides)

LDL-c promotes vascular inflammation and cholesterol build-up in the arterial intima layer, while dysfunctional HDL-c (common in women with IR or MS) loses its antioxidant ability and of reverse transport, favoring plaque accumulation. 130 High triglyceride levels (>150 mg/dL) associates with small and dense LDL-c particles, as well as with particles similar to remnants, which intensify plaque instability. 131 As previously cited in this chapter, menopause promotes metabolic profile changes due to estrogen decline, increasing LDL-c (∼10-15%) and reducing HDL-c, as well as its protective function, worsening dyslipidemia, especially in women with visceral obesity or DM. 73 Thus, nonpharmacological strategies, such as Mediterranean diet and aerobic exercises, improve HDL-c functionality and modulate triglycerides.

5.3.2. Glycemia and Glycated Hemoglobin

Chronic hyperglycemia and elevated glycated hemoglobin (HbA1c) in women increase the CVR via mechanisms, such as glycation of vascular proteins, endothelial dysfunction, and activation of inflammatory pathways, which accelerate atherosclerosis and plaque instability. 132 Insulin resistance, common in conditions such as POS and previous GD, induces atherogenic dyslipidemia (reduced HDL-c, elevated triglyceride) and oxidative stress, exacerbating vascular injury. 133

In postmenopause, estrogen decline reduces insulin sensitivity and increases metabolic dysfunction, correlating with higher arterial stiffness and systemic inflammation. 134 Based on findings from the SUSTAIN and EMPA-REG OUTCOME studies, 135 , 136 guidelines recommend for most women with T2DM: HbA1c <7%; and the use of drugs with proven cardiovascular benefit for secondary prevention, such as GLP-1 agonists (ex.: semaglutide) and sodium-glucose cotransporter type 2 (SGLT2) inhibitors (ex.: empagliflozin), which reduce cardiovascular events and hospitalizations due to HF. Assessment of subclinical atherosclerosis (ex.: coronary artery calcium score) and aggressive management of comorbidities (SAH, dyslipidemia) are essential. Nonpharmacological strategies, such as Mediterranean diet and aerobic exercises, modulate inflammation and improve insulin sensitivity.

5.3.3. C-reactive Protein

Elevation of us-CRP in women is associated with increased CVR due to chronic vascular inflammation, which promotes endothelial dysfunction, atherosclerotic plaque instability, and thrombotic activation. 137 Hormonal factors modulate that relation, such as menopause, in which estrogen decline increases us-CRP (∼15-25%), which correlates with higher arterial stiffness and exacerbated inflammatory response. 73

Comorbidities, such as autoimmune diseases (ex.: systemic lupus erythematosus), as well as oral MHT can increase us-CRP. 138 The use of statins (ex.: rosuvastatin) for patients with elevated us-CRP reduced cardiovascular events independently of LDL-c levels, as evidenced in the JUPITER study. 137 Adjuvant strategies include diet and aerobic exercise that modulate inflammation, especially in postmenopausal women. 139 Thus, us-CRP interpretation should be added to hormonal context, comorbidities, and lifestyle, guiding the treatment to mitigate CVR.

5.3.4. Fibrinogen

Fibrinogen is a soluble plasma glycoprotein, synthesized in the liver and involved in platelet aggregation, endothelial injury, and plasma viscosity. It plays a central role in the formation of thrombi. In addition, it is a protein of the acute phase of inflammation, induced mainly by IL-6. 140 , 141

Women have higher circulating levels of fibrinogen independently of age, as well as higher levels of functional fibrinogen, as determined by using thromboelastography estimates of fibrinogen contribution to clot resistance. 141

Differences in fibrinogen function and circulating levels between women and men define a behavior called sex dimorphism. Such differences are associated with sex hormones, and estradiol is an important mechanistic mediator in coagulation induction. 141 - 143

Epidemiological data have shown the important predictive role of fibrinogen in IHD, 140 and a study published in 2025 with 5690 participants showed a relation between high fibrinogen levels and all-cause mortality, suggesting that fibrinogen is a potential biomarker of mortality risk. 143 , 144

5.3.5. Homocysteine

Elevated homocysteine levels accelerate the development of atherosclerotic plaque in arteries via mechanisms, such as increased oxidative stress, LDL-c oxidation, NO depletion, endothelial dysfunction, inflammatory processes, epigenetic changes, and microRNA regulation. 145

Changes in diet and lifestyle, regular physical activity, tobacco use cessation, and alcohol consumption reduction are essential to control hyperhomocysteinemia. 145

5.3.6. Adipokines

Adipokines are peptides secreted by adipocytes, of which leptin and adiponectin are the most frequently known and studied. Normal physiological levels of adipokines are essential to maintain adequate cardiovascular function.

Leptin promotes satiety and regulates energy expenditure. Hyperleptinemia is present in obesity and T2DM, reflecting a state of leptin resistance associated with atherogenic processes, endothelial dysfunction, low-grade chronic inflammation, and vascular dysfunction. There are clear sex-related differences in circulating leptin levels, which are three to four times higher in women as compared to men. 146 , 147

Adiponectin has anti-inflammatory, antiatherogenic, and insulinotropic effects. Its action includes improvement in insulin sensitivity, oxidative stress reduction, and modulation of endothelial inflammatory response. Adiponectin serum levels have been inversely associated with CVD risk and considered a biomarker of cardiovascular protection. Women have significantly higher total adiponectin circulating levels as compared to men in healthy populations. Sex-related differences in adiponectin levels have not been well characterized, but differences in regional fat distribution (subcutaneous vs. visceral) between women and men can contribute to the sex-related differences. 146 , 147

The use of biomarkers for clinical assessment is summarized in Figure 5.2.

Figure 5.2. Use of biomarkers for clinical assessment. HOMA-IR: homeostasis model assessment of insulin resistance; us-CRP: ultrasensitive C-reactive protein.

Figure 5.2

6. Cardiometabolism in Childhood and Adolescence

The age of puberty onset has significant clinical and epidemiological implications, because variations in its timing are associated with several metabolic and cardiovascular outcomes. Menarche, defined as the first occurrence of menstruation, indicates the hypothalamic-pituitary-gonadal axis maturation, marking the onset of female reproductive ability. Studies have shown a secular trend towards a lower age of menarche onset, with a reduction of three months per decade in the past 50 years, a reflex of nutritional improvement and lifestyle changes. 148 Currently, the mean age of menarche onset is 12-13 years in developed countries, while, in low-income regions, that event occurs later. 149 Understanding the determinants of that variability and its metabolic impacts is crucial for cardiovascular health. 150

6.1. Definitions and Diagnostic Criteria

When sex characteristics develop before the age of 8 years in girls, it is considered early puberty. Early menarche is defined as the first occurrence of menstruation before the age of 9.5 years. On average, menarche occurs two years after the development of breasts, and early menarche has higher prevalence in Black and Hispanic girls. However, the Brazilian consensus emphasizes the need for individual clinical assessment, considering each patient's context. 151 Late menarche is defined as the first occurrence of menstruation after the age of 15 years or the absence of menarche up to 3 years after complete secondary sexual development. Its causes include hypothalamic, pituitary, and gonadal changes, in addition to significant energy deficits. 152

6.1.1 Pathophysiology

Puberty depends on the activation of the hypothalamic-pituitary-gonadal axis, regulated by the pulsatile release of gonadotrophin-releasing hormone (GnRH). This process stimulates the production of LH and follicle-stimulating hormone (FSH) by the pituitary, which stimulates the ovaries to secrete estrogens.

In early puberty, the activation occurs early, usually associated with high hypothalamic sensitivity to adipokines, particularly to leptin. This hormone, produced by the adipose tissue, signals to hypothalamus the existence of adequate energy reserves for reproduction. In obese girls, elevated leptin levels can exacerbate that trigger, accelerating puberty onset. In addition, the early exposure to endocrine disruptors, such as bisphenol A and phthalates, can interfere with the natural hormonal signals and precipitate the reproductive axis activation.

In late puberty, the reproductive axis activation is frequently delayed due to chronic energy deficits common in athletes or patients with eating disorders. Low energy storage reduces the secretion of leptin and other adipokines, impairing signaling to the hypothalamus. In some cases, there is resistance to the metabolic signals of insulin and leptin or changes in kisspeptin signaling, a hypothalamic neuropeptide essential for GnRH secretion. 151

These mechanisms illustrate how nutritional status and body composition directly influence menarche timing and its metabolic repercussions. For example, obesity can induce metabolic dysfunctions that accelerate sexual maturation, while severe calorie deficits, observed in athletes or girls with eating disorders, such as anorexia nervosa, delay the process.

6.1.2. Early Menarche, Late Menarche, and Cardiometabolic Risk

Early menarche is strongly associated with adverse metabolic outcomes. One of the major impacts is the increase in BMI and central adiposity, with increased risk for adulthood obesity by approximately 30-60% as compared to women with normal age of menarche. 150 ( Figure 6.1 ).

Figure 6.1. Association of cardiovascular risk with age of menarche. The extremes of menarchal age associate with a future risk of cardiometabolic disorder and cardiovascular disease and should be considered enhancers of cardiovascular risk. Source: Dastmalchi and Gulati. 154 .

Figure 6.1

Other relevant consequence is IR, frequently identified in that profile and characterized by elevated levels of fasting insulin and early changes in glucose metabolism, often regardless of BMI.

In addition, unfavorable lipid profile changes, such as elevation of triglycerides and LDL-c, and HDL-c reduction, are common. These are findings of atherogenic dyslipidemia, which increases CVR.

In addition, there is a 1.5- to 2.5-fold increase in the risk for MS, associated with the combination of central obesity, SAH, IR, and dyslipidemia. 100 Even after adjusting for confounding factors, such as socioeconomic level, the metabolic impact of early menarche remains clinically important.

In late menarche, metabolic outcomes are more heterogeneous. Usually, patients have lower BMI and less adiposity, which reflects a more favorable metabolic profile. However, in cases related to energy deficits, such as eating disorders, malnutrition becomes a critical factor, influencing negatively metabolism and bone health 152 ( Figure 6.1 ).

Insulin sensitivity is better in women with late menarche as compared to those with early menarche.

In late menarche, bone health is frequently impaired, with increased risk for osteopenia and fractures in adulthood. The reduced bone mineral density in those cases emphasizes the need for preventive interventions and continuous monitoring. 100 , 152

Finally, the extremes of menarchal age correlate with a "U" shaped pattern of CVR. In early menarche, there is an increase in systolic and diastolic BP, carotid intimal thickening, and higher predisposition to subclinical atherosclerosis. In contrast, in late menarche, hormonal and nutritional disorders elevate the likelihood of late complications. 153

6.2. Menstrual irregularities and cardiometabolic risk

Excluding structural causes, such as uterine myomatosis and polyps, the menstrual disorders related to hormonal causes are common manifestations during female reproductive life, affecting 14-25% of women at childbearing age, with peak incidence in reproductive life extremes, such as menarche and perimenopause. 155 These changes, classified as oligomenorrhea, polymenorrhea, amenorrhea, menorrhagia, and metrorrhagia, go beyond gynecological changes and emerge as important indicators of cardiometabolic vulnerability. Contemporary investigations have evidenced solid correlations between menstrual cycle anomalies and the development of CVD, emphasizing the need for an integrative approach for those patients’ assessment. 156

6.2.1. Pathophysiological Mechanisms

The interrelation between irregular menstrual cycles and cardiometabolic risks involves multiple interconnected pathophysiological processes. The hypothalamic-pituitary-ovarian axis plays an essential role in that association, because hormonal imbalances impact reproductive and cardiovascular functions simultaneously. Oscillations in estrogen and progesterone levels directly modulate insulin sensitivity, lipid metabolism, endothelial function, and BP homeostasis. 44 , 155

Insulin resistance is the central element in the pathophysiology of certain conditions, such as POS, promoting both menstrual irregularities and dyslipidemia, SAH, and visceral adiposity. Longitudinal follow-up studies have shown that women with IR have a substantially elevated risk for T2DM and cardiovascular events over the course of their life cycles. 156

6.2.2. Clinical Assessment and Biomarkers

The assessment of women with menstrual irregularities requires a comprehensive approach of CVRFs. Detailed menstrual history is an essential component of risk stratification that needs to be complemented with body composition analysis, BP measurement, and investigation of conventional RFs. 153 , 157 , 158

6.2.3. Therapeutic Interventions

The management of adolescents with menstrual irregularities at high cardiometabolic risk requires multidimensional strategies. Lifestyle changes are the basis of treatment, which includes regular physical activity, cardioprotective eating patterns, body weight control, and tobacco use cessation. 157 Pharmacological interventions require customization according to individual risk profile.

Despite significant advances, there are still important knowledge gaps of the relation between menstrual irregularities and cardiometabolic risks.

In clinical practice, the following measures are recommended: incorporation of detailed menstrual assessment into CVR stratification; early cardiometabolic screening in adolescents with persistent menstrual irregularities; adoption of a multidisciplinary approach in the management and early diagnosis of conditions, such as POS, frequently diagnosed at puberty onset; 109 , 159 - 161 and development of educational programs focused on the interrelation of reproductive and cardiovascular health. 44 , 162 , 163 These changes are detailed in chapter 7.

6.3. Obesity, Eating Disorders, and Cardiovascular Risk: Long-Term Impacts

Obesity in childhood and adolescence is associated with a series of adverse physical and psychological outcomes. From the physical viewpoint, there is a significant increase in the risk of developing chronic comorbidities, such as CVD, SAH, dyslipidemia, IR, T2DM, and metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD). 164 From the psychological viewpoint, obesity relates to deterioration of emotional health, including higher prevalence of stress, depressive symptoms, and low self-esteem. 165

6.3.1. Eating Disorders and Obesity

The relation between obesity and eating disorders is known to be bidirectional. Children and adolescents with obesity are at higher risk of developing eating disorders, especially bulimia nervosa and periodic compulsive eating disorder. These disorders can aggravate the physical and psychological consequences already associated with obesity, establishing a pathological cycle of weight gain and eating-disordered behaviors. 165

The American Academy of Pediatrics stresses the importance of early screening for eating-disordered behaviors and implementation of timely interventions. Such measures can promote significant improvement in clinical outcomes. 164 Dysfunctional eating behaviors identified during middle childhood correlate with the appearance of obesity and future cardiometabolic complications, justifying the need for early and longitudinal monitoring. 165

6.3.2. Hereditary Factors and Prognosis of Eating Disorders

Several genetic and hereditary factors influence the risk and prognosis of eating disorders in childhood and adolescence. 167 The major ones include:

  1. Genetic loci and heritability 167

    Studies have shown specific loci associated with anorexia nervosa (1p33–36 region) and bulimia nervosa (10p14), with estimated heritability between 48% and 74%.

  2. Specific genes 167

    Mutations and genes, such as ESRRA, HDAC4 , AGRP, GHRL, and BDNF, have been associated with appetite regulation and increased risk of developing eating disorders.

  3. Family history 168

    Family history of eating disorders or psychiatric disorders significantly increases individual risk, as evidenced in studies with monozygotic twins.

  4. Comorbid psychiatric disorders 167

    There is genetic overlapping of eating disorders and other psychiatric conditions, such as obsessive-compulsive disorder and depression, worsening the clinical course.

  5. Autoimmune and autoinflammatory diseases

    There is evidence that the presence of autoimmune diseases in the family history can contribute for the risk of developing eating disorders, suggesting possible immune system involvement.

6.3.3. Future Consequences of Eating Disorders

Eating disorders that begin in childhood have long-lasting repercussions. Longitudinal studies have shown that inadequate early eating patterns are associated with disorders diagnosed in adolescence. 169 For example, childhood hyperphagia is related to increased risk for eating compulsion and periodic compulsive eating disorder, while extreme food selectivity and persistent malnutrition increase the risk for anorexia nervosa. 170

The consequences extend beyond adolescence. Individuals affected by eating disorders in their youth have an elevated risk of developing psychiatric disorders, such as depression, anxiety disorders, and abuse of illicit substances in young adulthood. In addition, self-harm behaviors are more prevalent in that group. Moreover, early eating symptoms are associated with adverse weight outcomes, such as obesity or extreme thinness, and persistence of eating-disordered behaviors up to adulthood.

Early intervention associated with therapeutic strategies, such as cognitive-behavioral therapy, family interventions, and treatment of psychiatric comorbidities, is strongly advised. 171

6.3.4. Childhood Obesity and Cardiovascular Outcomes

According to the American Heart Association, children with severe obesity frequently have multiple and simultaneous CVRFs, such as hypertension, dyslipidemia, and IR, since young age. 171

Childhood obesity has substantial implications for cardiovascular health in adulthood. It is strongly associated with the development of hypertension, dyslipidemia, IR, T2DM, and MASLD. These factors persist and evolve, increasing cardiovascular morbidity and mortality. 171

The systematic review by Sommer and Twig has shown increased incidence of CVD, such as MI and stroke, among individuals who were obese in childhood and adolescence. 172 Maintaining obesity from childhood to adulthood was associated with a significantly higher CVR as compared to individuals whose weight was normalized. 172

The classical Bogalusa Heart Study has shown that such physiological changes are related to increased carotid intima-media thickness and arterial stiffness, which are markers of subclinical atherosclerosis. 173

In addition, cardiac structural changes, such as increased left ventricular mass and myocardial hypertrophy, are common in those individuals and correlate with worse future cardiovascular outcomes.

6.3.5. Eating Disorders and Cardiovascular Risk

Eating disorders initiating in childhood, such as anorexia nervosa, result in persistent cardiovascular changes. Even after clinical recovery, individuals can have increased carotid artery stiffness, reduced aortic distensibility, endothelial dysfunction, and vagal hyperactivity. 173

In addition, maladaptive eating behaviors during childhood are associated with the development of obesity and SAH during adolescence, both of which are CVRFs. 171

The American Heart Association emphasizes that obese children with eating-disordered behaviors tend to have increased left ventricular mass, arterial stiffness, and elevated BP, factors that persist up to adulthood and contribute to the development of atherosclerosis and other chronic CVDs. 171

7. Cardiometabolic Continuum and Reproductive Age

The cardiometabolic continuum refers to a process of The cardiometabolic continuum refers to a progressive process of interconnected metabolic and cardiovascular changes, often beginning in childhood. In women, the phases of reproductive life — menarche, pregnancy, puerperium, and menopause — directly influence this risk. Pregnancy is a physiological state with deep cardiometabolic changes, necessary to sustain fetal growth and adapt the maternal organism to new demands. Of such changes, increased cardiac output, expansion of plasma volume, reduction in systemic vascular resistance, lipid profile changes, higher peripheral insulin resistance, inflammatory activation, and vascular remodeling stand out. These adaptations can decompensate previous clinical conditions or reveal latent cardiometabolic vulnerabilities, with implications for immediate maternal health and future CVR. 174 - 178

Recognizing this relation in the different phases of a woman's life is essential to develop preventive strategies and screening throughout life.

Figure 7.1 illustrates cardiometabolic changes in pregnancy.

Figure 7.1. Cardiometabolic changes in pregnancy.

Figure 7.1

7.1. Polycystic Ovary Syndrome

The POS is the most common reproductive endocrinopathy, present in 6-10% of women. It is strongly associated with central obesity, IR, glucose intolerance, and dyslipidemia (increased LDL-c and triglycerides, decreased HDL-c), as well as with higher risk for SAH and early atherosclerosis, 159 hepatic steatosis, sleep respiratory disorders with higher incidence of obstructive apnea, 5 , 97 , 98 and depression.

The pathophysiology of POS is complex and involves dysregulation of the hypothalamic-pituitary-ovarian axis, reduced hepatic synthesis of SHBG, and functional ovarian hyperandrogenism, a primary dysfunction of ovarian theca cells, in addition to elevated anti-müllerian hormone levels, which exacerbates even more ovarian dysfunction. 160

Currently, there are four recognized phenotypes of POS, each one with different long-term implications for metabolism and health: 1) hyperandrogenism + oligoanovulation + polycystic ovary morphology; 2) hyperandrogenism + oligoanovulation; 3) hyperandrogenism + polycystic ovary morphology; and 4) oligoanovulation + polycystic ovary morphology. 161 The phenotypes with hyperandrogenism have worse metabolic profile. 62

The major metabolic changes related to POS are as follows: obesity, in approximately 50% of cases; IR, in 60-95% of cases, leading to glucose intolerance in 31-35% of cases; and T2DM, in 7.5-20% of cases.

Insulin resistance plays a central role in metabolic and cardiovascular complications. The resulting hyperinsulinemia stimulates the hepatic production of triglycerides and reduces HDL-c levels, favoring the accumulation of atherosclerotic plaques. In addition, IR promotes neoglucogenesis, increasing the amount of glucose available (dysglycemia), reducing sex-steroid-binding proteins and insulin-like growth factors, worsening the clinical findings and increasing the chronic inflammatory process. 63 This leads to higher levels of CRP and pro-inflammatory cytokines, which also accelerate vascular injury and endothelial dysfunction. 64

Dyslipidemia is the most frequent abnormality in POS, presenting with low HDL-c levels and high concentrations of triglycerides, and increased LDL-c levels can occur. 179

Overweight and obesity, present in many women with POS, worsen the risk because the visceral adipose tissue releases free fatty acids and inflammatory adipokines, exacerbating IR and dyslipidemia. In addition, hyperandrogenemia in POS is associated with an atherogenic lipid profile, with increased oxidized LDL-c and reduced HDL-c, increasing the risk of early cardiovascular events. 62

Analysis of 39 systematic reviews and metanalyses published up to 2019 has shown that women with POS are at higher risk for CVD. 102 This risk remained when stroke and IHD were assessed separately, but there was no association with HF. In addition, the risk of cardiovascular events was higher in young women of reproductive age with POS as compared to normal controls, but no association was observed in postmenopausal women with POS. 102 Currently, most of the therapy is centered on the patient's major complaint, reducing hyperandrogenism symptoms, restoring menstrual regularity, and obtaining conception in women.

The up-dating of the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome reintegrated the 2018 International Evidence-Based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome , encompassing a wide synthesis of evidence and recommendations for POS. 162 The major up-dates were as follows:

  • strengthening of the recognition of broader characteristics of POS, including metabolic RFs, CVD, sleep apnea, prevalence of psychological characteristics, and high risk for adverse outcomes during pregnancy;

  • emphasis on the diverse and rarely recognized burden of the disease and on the need for improving health professional education;

  • maintained emphasis on a healthy lifestyle, emotional well-being, and better quality of life;

  • emphasis on evidence-based medical therapy.

Weight loss should be prioritized early. 163

The POS changes associated with increased CVR are summarized in Figure 7.2.

Figure 7.2. Polycystic ovary syndrome changes associated with increased cardiovascular risk.

Figure 7.2

7.2. Infertility and its Treatment

Infertility, defined as the absence of clinical pregnancy after 12 months of regular and unprotected sexual intercourse, affects 8-12% of reproductive-age couples. 175 , 176 Female causes include ovulatory dysfunctions, tubal and uterine factors, low ovarian reserve, obesity, and hormonal disorders. 177 The most frequent causes are endometriosis, which is an inflammatory pathology, and POS, which is known to cause increase in androgen hormones and MS. 178 , 179 Mulder et al. , assessing women with and without infertility in the same age group, have shown that infertile ones had a greater tendency to have specific cardiometabolic RFs, with an increase in metabolic disorders, such as obesity and dyslipidemia (total cholesterol, LDL-c, and triglycerides), but they found no change in fasting glycemia, IR, and BP. 180 ( Figure 7.3 )

Figure 7.3. Most frequent causes of female infertility. POS: polycystic ovary syndrome.

Figure 7.3

Endometriosis has a prevalence of up to 10% of the female population, is a frequent cause of infertility, and will be addressed separately. 181 , 182

The treatment for infertility has cardiometabolic repercussions. Ovarian stimulation with clomiphene, letrozole, and gonadotrophins can induce ovarian hyperstimulation syndrome with risk for thromboembolic events. 183 In vitro fertilization leads to higher risk of VTE, preeclampsia, and cardiovascular events in the long run. In addition, women getting pregnant after infertility treatment have higher risk for GD and hypertensive disorders of pregnancy. 182

Interventions in lifestyle, such as balanced diet, physical activity practice, and behavioral changes, can not only improve cardiovascular health, but increase infertility treatment success as well. Weight loss in obese women is recommended to improve reproductive health and reduce complications during pregnancy. There is still limited evidence that weight loss improves in vitro fertilization outcomes. Weight control, however, is considered beneficial to fertility and cardiometabolism. 184

7.3. Weight changes in pregnancy

Weight changes during pregnancy are intrinsically related to physiological and metabolic adaptations to meet fetal demands. Monitoring GWG is an important part of prenatal consultation and deserves multidisciplinary attention. Pregestational BMI and GWG significantly impact maternal and infant outcomes, as described in chapter 5. Both excessive and insufficient weight are associated with maternal and fetal cardiometabolic complications, such as preterm delivery and small for gestational age newborns. 165

Brazilian researchers have developed curves and recommendations of specific GWG for the Brazilian population adopted by the Ministry of Health from 2022 on. 186

Chart 7.1 shows the recommendation for GWG adjusted to pregestational BMI in single and twin pregnancies, as well as physiological weight gain distribution in women with normal BMI. 186 , 187

Chart 7.1. Distribution of physiological weight gain in women with normal BMI (>18 and <25kg/m 2 ) and recommendation for gestational weight gain adjusted to BMI according to Institute of Medicine, Lifecycle Project-Maternal Obesity and Childhood Outcomes Study Group, and FEBRASGO 186 , 187 .

Weight gain BMI(< 18.5 kg/m 2 ) BMI(> 18.5 and < 25 kg/m 2 ) BMI(≥ 25 and < 30 kg/m 2 ) BMI (≥ 30 kg/m 2 )
FEBRASGO 9.7 to 12.2 kg 8.0 to 12 kg 7 to 9 kg 5 to 7 kg
IOM: Single pregnancy Twin pregnancy 12.7 to 18 kg 11.5 to 16 kg
16.8 to 24.5 kg
7 to 11,5 kg
14,1 to 22,7 kg
5 to 9 kg
11,4 to 19,1 kg
Lifecycle Project-Maternal Obesity and Childhood Outcomes Study Group 14 to < 16 kg 10 to < 18 2 to < 16 kg BMI from 30 to
34.9 kg/m 2 : 2 to < 6 kg
BMI from 35 to
39.9 kg/m 2 : 0 to < 4 kg
BMI > 40 kg/m 2 :
0 to < 5kg
Weight distribution (kg) Fetus: 3.2 to 3.6 kg
Maternal fat: 2.7 to 3.6 kg
Blood volume: 1.4 to 1.8 kg
Extravascular fluid volume: 0.9 to 1.4 kg
Amniotic fluid: 0.9 kg
Breasts: 0.45 to 1.4 kg
Uterine hypertrophy: 0.9 kg
Placenta: 0.7 kg

BMI: body mass index; IOM: Institute of Medicine.

7.3.1. Maternal Impact of Excessive Gestational Weight Gain

Almost 50% of women initiate pregnancy with overweight or obesity, and 51% gain weight above the recommended amount. In postpartum, on average, women retain 0.5-3 kg per pregnancy. Preconception overweight and obesity are associated with reduced fertility and a delay in conception. In addition, they increase the risk of maternal mortality and complications, such as excessive GWG, GD, hypertensive disorders of pregnancy, emergency cesarean delivery, congenital diseases, preterm delivery, fetal death, and future risk of DM and CVD. Studies have shown that pregnant women with overweight or obesity tend to have elevated levels of leptin, total cholesterol, LDL-c, very-low-density lipoprotein cholesterol (VLDL-c), triglycerides, fasting glycemia, and insulin, in addition to higher HOMA-IR (homeostasis model assessment of insulin resistance) and diastolic BP in the third trimester. 188

7.3.2. Fetal Impact of Excessive Gestational Weight Gain

Maternal obesity is associated with increased risk of fetal macrosomia, congenital malformations, and intrauterine death. In addition, intrauterine exposure to a hyperglycemic environment can predispose the newborn to develop obesity and MS in adulthood, because of changes in fetal metabolic programming. 189

In a study with 16 million births in the USA, pregnant women with healthy BMI had lower infant morbidity and mortality rates, while those with class 3 obesity had higher risks of those adverse outcomes, independently of GWG. 190 Figure 7.4 shows the recommendations for GWG monitoring.

Figure 7.4. Recommendations for gestational weight gain monitoring. BMI: body mass index; HOMA-IR: homeostasis model assessment of insulin resistance.

Figure 7.4

7.4. Gestational Dysglycemia

Hyperglycemia is the most common metabolic change in pregnancy, driven by the obesity epidemic, higher prevalence of type 1 diabetes mellitus (T1DM) and T2DM in women of reproductive age, and late pregnancies. 191 , 192 In pregnancy, there is a reduction in fasting glycemia because of fetal and placental glucose uptake, as well as mild postprandial hyperglycemia due to diabetogenic placental hormones, even in women with normal metabolism. 192

Dysglycemia in pregnancy is classified as pregestational diabetes, diagnosed in pregnancy or GD. Prenatal consultations offer the opportunity to diagnose previously unidentified DM, based on established criteria of glycemia, oral glucose tolerance test (OGTT), or HbA1c. 191 , 192 The most prevalent form of gestational hyperglycemia is GD, which affects up to 25% of the pregnancies and is defined as intolerance to carbohydrates initiated in pregnancy, without meeting the diagnostic criteria for DM outside this period. 191 , 192 ( Chart 7.2 ).

Chart 7.2. Diagnostic criteria for gestational diabetes and pregestational diabetes.

Normal GD DM
Fasting glycemia < 92 mg/dl ≥ 92 mg/dl and < 126 mg/dl ≥ 126 mg/dL
Random glycemia ≥ 200 mg/dL
OGTT between the 24th and the 28th weeks Fasting: ≥ 92 and < 126 mg/dL
1sthour ≥ 180 mg/dL
2ndhour ≥ 153 and < 200 mg/dL
2ndhour ≥ 200 mg/dL
HbA1c < 5.7% ≥ 6.5%

DM: diabetes mellitus; GD: gestational diabetes; HbA1c: glycated hemoglobin; OGTT: oral glucose tolerance test

Although less sensitive to diagnose GD, HbA1c can identify increased risk when ≥ 5.7% in the first trimester, indicating the need for early screening. 192 HbA1c is a reliable test to guide women with diabetes who want to get pregnant, and measures < 6% reduce the risk of fetal malformations. 193 The major RFs for GD are advanced maternal age, overweight, obesity, family history of DM, IR, hypertriglyceridemia, hypertension, excessive GWG, and previous GD. 191

Gestational diabetes increases the risk of obstetric and neonatal complications, such as abortion, preeclampsia, prematurity, macrosomia, fetal anomalies and death, hypoglycemia, and neonatal respiratory distress. Adequate intervention improves outcomes. 191 , 192 Its effects last throughout maternal life, increasing by four-fold the risk of T2DM and by two-fold the risk of cardiovascular events already in the first postpartum decade, and that increase persists throughout life and seems to be independent of T2DM development. 194 Regarding the fetus, there is higher risk of MS, obesity, DM, and SAH over the course of life. 191 - 193

The initial treatment is based on nutritional guidance and physical activity practice. If glycemia is not controlled in up to 14 days, pharmacological therapy should be initiated, and that is mandatory for pregnant women with pregestational T1DM or T2DM. 202 , 205 In such cases, aspirin (100–150 mg/day) is recommended from the 12th-16th week on to prevent preeclampsia. 192 Insulin is the drug of choice due to its efficacy, safety, and low placental transfer. 192 , 195

Glycemic self-monitoring, especially in the post-prandial period, is fundamental for therapeutic adjustment, hypoglycemia prevention, and lower risk of preeclampsia. 192 , 195 Glycemic goals include pre-prandial values of 65-95 mg/dL, 1st post-prandial hour < 140 mg/dL, and 2ndpost-prandial hour < 120 mg/dL. 195

Prevention of GD should be initiated before conception, with weight control, healthy diet, and regular practice of physical activity.

7.5. Gestational dyslipidemia

During pregnancy, the maternal organism undergoes adaptations to adjust fetal growth and development. Thus, the increase in lipid and lipoprotein levels in this phase is important. These changes are stimulated by placental lactogen hormone, estrogen, and progesterone, as well as by elevations in leptin and insulin levels. 196 Cholesterol is crucial for embryonic and fetal development, because it is an essential component of cell membranes and responsible for several intracellular signaling functions. In addition, this cholesterol increase is necessary to meet the elevated demand for maternal and placental steroids, which accumulate in the maternal body since the 7th week, peaking in the second and third trimesters. By the end of pregnancy, stored lipids serve as a reservoir for the synthesis of fatty acids in the placenta. 196 The adaptations of lipids to pregnancy consist in an increase in total cholesterol and LDL-c by approximately 30-50% and in HDL-c, by 20-40%. 197 Triglycerides increase more significantly, reaching 2 to 4 times their pregestational levels in the third trimester, because, along with glucose, they are one of the major sources of fetal energy. LDL-c changes not only its levels, but increases small and dense, more atherogenic, particles, generating higher impact on patients with familial hypercholesterolemia. This unfavorable effect is attenuated by elevated levels of HDL-c and apolipoprotein A-I, which peak during the second trimester and can offer protection against atherogenic lipid fractions. 196

In pregnancy, the levels of Lp(a) almost double and the mechanisms responsible for that are not clearly understood. The hypotheses for that increase include estrogen influence in Lp(a) synthesis and clearance, Lp(a) action as acute phase protein in endothelial injury, and Lp(a) possible role in placental development. 198

Lipid levels in pregnancy and the magnitude of their changes during pregnancy are influenced by several factors, such as pregestational lipid levels, BMI, age, diet, and ethnicity.

Breast-feeding improves the lipid profile, with a higher reduction in LDL-c and triglycerides than in HDL-c. 196 , 199

7.5.1. Impact of Dyslipidemia in Pregnancy

Lipid assessment in the first trimester can provide valuable information regarding short- and long-term results for the mother and newborn, in addition to identifying specific risk groups. 197 Dyslipidemia (elevation of apolipoprotein B, total cholesterol, LDL-c, and triglycerides), especially at the beginning of pregnancy, is associated with adverse outcomes for the mother and newborn. It has been shown that an atherogenic lipid profile increases the risk of endothelial injury via oxidative stress mechanisms in arterial wall. Maternal risks include preterm delivery, preeclampsia, SAH, GD, MS, and unfavorable lipid profiles. The risks for newborns include premature birth, macrosomia, development of pre-atherosclerotic lesions, and unfavorable lipid profiles. Women with preterm deliveries have a two-fold increased risk of developing CVD later. The placenta shows changes, such as atherosclerosis, infarction of villi, and thrombosis. Addressing lipid abnormalities in pregnancy might help reduce the risk of prematurity. 200

In addition, the lipid profile in pregnancy has been related to the development of MS years later and can be used as an early marker of a woman's cardiovascular health, as described in chapter 5. Moreover, it can predict the lipid profile of children and be used as a predictor of children's health in the long run. Monitoring this phase can be a window of opportunity to initiate an early intervention and possibly reduce future CVR. Increased lipid levels have been associated with fatty streaks in the aorta and rapid progression of atherosclerosis in childhood. 201

Elevation in Lp(a), an inflammatory protein, can negatively influence gestational outcomes, increasing the risk of complications, such as preeclampsia, DM, preterm delivery, and low birth weight. These conditions represent short-term risk of maternal and fetal morbidity and mortality, and are associated with increased CVR in the long run, such as MI, stroke, and HF. 198

Therefore, lipid screening in the first trimester can provide valuable information about short- and long-term outcomes of the mother and newborn, in addition to identifying specific risk groups.

7.5.2. Impact of Pregnancy on Patients with Familial Hypercholesterolemia

Familial hypercholesterolemia is an autosomal semidominant condition, caused by mutations in genes related to lipid metabolism, resulting in elevated LDL-c levels and risk of early IHD.

Women with heterozygous familial hypercholesterolemia have total cholesterol and LDL-c levels approximately twice higher than those without the condition. A Norwegian study has reported that, although the relative increase in total cholesterol and LDL-c between the 17th and 36th gestational weeks was similar in the groups, the absolute increase was significantly higher in women with familial hypercholesterolemia. Triglycerides were also more elevated in that group although still within the normal range and with a similar relative elevation pattern. HDL-c levels, however, remained unchanged in both groups. Despite speculation about possible epigenetic effects of fetal exposure to high cholesterol levels, the mechanisms involved remain uncertain because of conflicting literature data. 196

Despite the association of gestational dyslipidemia and adverse maternal-fetal outcomes, the European Society of Cardiology (ESC) guidelines only briefly mention the use of statins and discourage it in women of reproductive age who want to get pregnant. In addition, the United States Centers for Disease Control and Prevention (CDC) offers no specific guidance. They recommend that lipid-lowering drugs should be avoided during pregnancy and lactation, except in severe cases, such as familial hypercholesterolemia, for which bile acid sequestrants (non-absorbed) or LDL-c apheresis are considered. 196 The scarcity of data about the treatment is mostly due to the systematic exclusion of pregnant women from clinical trials, which limits the knowledge on the safety of lipid-lowering drugs. Metanalyses and systematic reviews about the subject have provided controversial and biased data. 196

7.6. Endometriosis and Cardiovascular Risk

The association of endometriosis with RFs for CVDs, such as SAH and dyslipidemia with atherogenic profile, has been shown, as well as the increased risk for VTE, IHD, HF, and stroke. 202 Endometriosis, an estrogen-dependent chronic inflammatory disease, is the major cause of chronic pelvic pain in young women and one of the major causes of infertility. It is associated with a chronic inflammatory process mediated by substances, such as intercellular adhesion molecule, IL-1 and IL-6, TNF-α, and VEGF, which induce an increase in oxidative stress. 181 A systematic review with 254,929 participants has revealed that the condition is associated with higher risk of IHD (HR 1.50) and cerebrovascular disease (HR 1.17). 203

The complete spectrum of pathogenesis and pathophysiology of endometriosis is recognized as a multifactorial condition involving hormonal, pro-inflammatory, pro-angiogenic, immunological, and genetic processes. Genetic studies have identified variants associated with complex diseases, such as IHD, enlarging the knowledge of its pathophysiology and suggesting new therapeutic targets, especially in lipid metabolism. In addition to hormonal and inflammatory factors, there is a relevant genetic component, with dysregulation of inflammasome, promoting cell proliferation and chronic inflammation. This inflammatory process contributes to a pro-thrombotic state, favoring atherosclerosis and supporting the hypothesis that endometriosis is a CVRF. 182 , 204

7.6.1. Risk factors

In endometriosis, there is an elevation in well-known RFs for CVD, such as hypertension and dyslipidemia with major atherogenic profile, in addition to increased risk for VTE, IHD, HF, and stroke. 182 Population studies have shown an association between endometriosis and SAH, with relative risk (RR) of 1.14 for SAH in women with endometriosis and RR of 1.29 for endometriosis in women with SAH, suggesting common inflammatory mediation. Regarding dyslipidemia, data from the Nurses’ Health Study II 205 have shown a 25%-higher risk of hypercholesterolemia in women with endometriosis, in addition to higher prevalence of endometriosis in women with an atherogenic lipid profile. Changes in the metabolism of phospholipids and sphingolipids play a significant role in endometriosis pathophysiology.

Although data on tobacco use, diabetes, and pollution are inconclusive, a recent metanalysis has shown increased risk of 23% for CVD and of 13% for hypertension in women with endometriosis. In addition, association with coronary events (RR 1.62) has been observed, despite the methodological heterogeneity of the studies. Hysterectomy before the age of 50 years, with or without oophorectomy, has been correlated to higher risk of IHD, possibly because of an adverse cardiometabolic profile. In addition, hormonal treatment for endometriosis can negatively impact CVR because of effects on weight and lipid metabolism. Lifestyle and behavioral factors, such as sedentary lifestyle and inadequate diet, contribute to the interrelation between endometriosis and CVD. 206

Recognizing endometriosis as a potential RF for CVD is crucial, and so are the implementation of strategies for lifestyle changes and early intervention to prevent and minimize CVR in such women. 182 , 206 Figure 7.5 depicts inflammatory markers and CVDs associated with endometriosis.

Figure 7.5. Inflammatory markers and cardiovascular diseases associated with endometriosis. HF: heart failure; ICAM: intercellular adhesion molecule; IHD: ischemic heart disease; IL-1: interleukin-1; IL-6: interleukin-6; ROS: reactive oxygen species; SAH: systemic arterial hypertension; TNF: tumor necrosis factor; VEGF: vascular endothelial growth factor; VTE: venous thromboembolism.

Figure 7.5

7.7. Psoriasis

Psoriasis is traditionally known to cause inflammatory plaques on the skin. However, there is increasing evidence that it is a systemic chronic inflammatory disease associated with cardiovascular comorbidities, such as obesity, MS, and CVD, cerebrovascular diseases, cardiac arrhythmias, sleep apnea, etc. Although its pathophysiology has not been totally clarified, psoriasis’ systemic inflammation is believed to relate to a pro-inflammatory state with the participation of cytokines, such as TNF-α, IL-6, leptin, and other adipokines.

The study of US female nurses has shown an increased risk of developing DM (RR 1.63) and SAH (RR 1.17) among female nurses with psoriasis. 207 Recent systematic review and metanalysis have shown the association of psoriasis with IHD. 208

7.8. Hypertensive Disorders of Pregnancy and Endothelial Dysfunction after Menopause

Hypertensive disorders of pregnancy affect up to 10% of pregnancies and represent important predictors of CVR over the course of life, being identified as exclusive RFs of the female sex. Increasing evidence has suggested that women with history of hypertensive disorders of pregnancy have persistent changes in endothelial function even decades after pregnancy, which contributes to higher risk of CVD in postmenopause. 219 Other sessions of this position statement have already addressed the large impact on future cardiometabolic health of women with hypertensive disorders of pregnancy.

Endothelial dysfunction, characterized by a reduction in NO bioavailability and increased inflammatory and pro-thrombotic markers, is an early event in atherogenesis. Longitudinal studies have shown that women with previous preeclampsia had elevated endothelin-1 levels, endothelium-dependent vasodilation dysfunction, and carotid intimal thickening years after delivery. This impact seems to increase after menopause, with worsening of the cardiometabolic profile. 210 , 211

In addition, biomarkers of endothelial activation, such as VCAM-1 (vascular cell adhesion molecule) and E-selectin, remain elevated in late postpartum, suggesting low-grade chronic inflammation. Early interruption of estrogen exposure, common in women with preterm delivery due to preeclampsia, may also lead to an earlier loss of hormonally-mediated vasculogenic protection. Inclusion of obstetric history in CVR stratification is essential to the elaboration of individualized preventive strategies, especially in postmenopause. 212

Thus, preeclampsia should not be considered only an isolated gestational complication, but rather a marker of female vascular susceptibility over the course of life. 213 The recent ESC guideline indicates that sex-specific factors are potential reclassifiers of CVR to a higher risk category. Hypertensive disorders of pregnancy should be considered in the individualized CVR stratification, although only a few disorders have shown to improve risk prediction or discrimination beyond traditional factors. 214

For such women, it is essential to intensify, as early as from postpartum on, the approach using the eight pillars of cardiovascular prevention, such as control of BP, glycemia, dyslipidemia, and weight, physical activity, sleep quality, tobacco use cessation and healthy eating. 213 , 214

7.9. Metabolic Changes in Postpartum

In recent decades, there has been a significant advance in protocols for pregnancy and delivery care. However, the postpartum period continues to be neglected, despite its critical importance to long-term maternal health. In that period, women face significant changes in their reproductive system recovery, as well as in metabolic, endocrine, and nutritional aspects.

One of the most evident changes is body weight variation. On average, weight loss occurs at a rate of 0.6-0.8 kg/month in the first six months after childbirth. 215 However, some women retain or even gain weight, which can lead to obesity and increase the risk of cardiometabolic complications. Weight retention after childbirth has significant implications for cardiovascular health, as shown in Figure 7.4. 216

7.9.1. Cardiometabolic Risk Factors in Postpartum

Recent studies have shown that factors such as race/ethnicity, socioeconomic level, and GD history, are strong predictors of cardiometabolic risk in postpartum. 217 , 218 To minimize these risks, some strategies should be considered:

  1. Lactation : breastfeeding is a protective factor against maternal obesity, improving lipid metabolism via hepatic lipolysis and combined action of prolactin and insulin; 219

  2. Diet : postpartum diet should focus on calorie reduction and nutritional quality. Addition of 500 kcal/day is recommended in the first six months, and 400 kcal/day in subsequent months to ensure adequate metabolic balance; 220

  3. Physical activity : physical exercise improves cardiorespiratory fitness, preserves lean mass, and helps lose weight, reducing metabolic risk; 221

  4. Sleep : sleep deprivation (<5 hours/day) has a negative impact on glucose metabolism and favors obesity and IR. 222

7.9.2. Impact of gestational diabetes and dyslipidemia in postpartum

Excessive weight retention in postpartum is associated with a higher risk of dyslipidemia and IR. Women with history of GD are more likely to have metabolic disorders in postpartum, such as hyperinsulinemia and hypertriglyceridemia. These effects seem to be influenced by BMI and the gestational age at which the metabolic changes appeared. Studies have shown that, even years after childbirth, women with GD maintain elevated total cholesterol and LDL-C levels, independently of other traditional CVRFs. 223 These women tend to have elevated levels of triglycerides and LDL-c, independently of BMI, up to months after giving birth. Hyperglycemia and IR in pregnancy contribute to dyslipidemia persistence in postpartum, impacting cardiovascular health in the long run. 224 , 225

7.9.3. Prolactin and Metabolism in Postpartum

In addition to its function in lactation, prolactin plays a relevant role in maternal metabolism. Although the relation of prolactin levels and GD has not been totally clarified, evidence suggests that, in postpartum, especially during lactation, elevated prolactin levels are associated with lower circulating insulin levels, higher function of beta cells, and increased insulin sensitivity. 226

Maternal overweight and obesity, excessive GWG, and weight retention in postpartum are well established RFs for cardiometabolic complications. Therefore, the postpartum period should be seen as a window of opportunity for preventive interventions, with special attention to balanced and quality diet, regular physical exercise, body weight control, adequate sleep, and breastfeeding. The adoption of such strategies can contribute to preserve maternal cardiovascular health and reduce the risk for cardiometabolic disorders throughout life.

8. Cardiometabolic Health in Menopause Transition, Menopause and Postmenopause

Cardiometabolic disorders, such as T2DM and CVDs with their associated RFs, such as obesity, IR, hypertension, and dyslipidemia, are the major causes of mortality and burden of diseases in both sexes. 73 , 109 Women and men, however, experience different trajectories of cardiometabolic risk throughout life influenced by hormonal fluctuations. Women's reproductive phase is a window of opportunity for prevention and approach of CVRFs and cardiometabolic disorders that are magnified in menopause transition, during menopause, and in postmenopause. 73 , 109 Reduction in endogenous estradiol levels during menopause transition has been associated with an increased risk of cardiometabolic health issues, such as abdominal adiposity, dyslipidemia, T2DM, and hypertension. 73 , 109

Usually, the last menstrual cycle occurs between 45 years and 55 years of age in 90% of women, and, in parallel, the CVR increases in the fifth decade of life, 10 years later than in the male sex. The age of menopause onset seems to be a marker of not only reproductive ageing with the decline in estrogen levels, but also of an increase in cardiometabolic complications. 73 , 109

Menopause before age 40 years is considered premature, currently named premature ovarian failure, and has a prevalence of 1%. When menopause occurs between 40 years and 45 years, it is classified as early menopause and affects 7.3% of women. Evidence has shown that women with natural or surgical premature menopause are more likely to develop CVD. 73 , 109 ( Figure 8.1 ) In the study by Honigberg et al ., assessing 144,260 women, natural premature menopause was independently associated with aortic stenosis, VTE, ischemic stroke, IHD, and atrial fibrillation. Surgical menopause, however, has been related mainly to mitral regurgitation, pulmonary thromboembolism, HF, and IHD. Menopause at a younger age remained independently associated with time until the first diagnosis of incident CVD (HR, 1.02/year of earlier age of menopause onset [95%CI, 1.01-1.03]; p < 0.001). 157

Figure 8.1. Concept of menopause and increased cardiovascular risk. CVR: cardiovascular risk; POF: premature ovarian failure.

Figure 8.1

In addition, women with premature and early menopause have a substantially higher risk of a non-fatal cardiovascular event, especially IHD and stroke, before the age of 60 years, possibly associated with low estrogens levels that are related to subclinical atherosclerosis progression. A study with 301,438 women in five countries has reported a 30%-higher risk of CVD in women with early menopause as compared to those experiencing menopause at the age of 50-51 years. 227 , 228

The literature has reported a statistically significant association of early age of natural menopause onset with risk of mortality due to general and cardiovascular causes, while more advanced age of menopausal onset results in longer life expectancy, higher bone mineral density, and lower risk of fractures. 229 , 230

8.1. Severity of Symptoms and their Implications for Cardiovascular Health

The severity of the clinical manifestations of menopause transition are also related to women's cardiovascular health. They are mainly characterized by VMS, night sweats, neurological complaints, such as sleep, mood, cognition, and memory disorders, in addition to changes in genitourinary and sexual functions. They impair women's quality of life, productivity, and physical and mental health. 73 , 109

Vasomotor symptoms are the major complaints, affecting 80% of women during menopause transition, peaking around the final menstrual cycle. 231 They have been associated with BP elevation and increased risk of CVD, such as stroke and IHD. The major causing factors include autonomic dysregulation with exacerbation of the sympathetic nervous system, sleep interruption, endothelial dysfunction, and more severe subclinical atherosclerosis. 232 , 233 Evidence has suggested the association of early VMS onset, duration, and severity with risk for CVD. 232 Sleep disorders are reported by 40% to 60% of menopausal women and interfere negatively with their quality of life, as well as mental and physical health. 234

Identifying premature ovarian failure and early or premature menopause, as well as severity of symptoms, is fundamental to recognize the increased CVR in middle-aged women. This approach enables assessing the therapeutic window for hormonal replacement and intensification of lifestyle changes, optimizing the control of other important factors to reduce cardiovascular events, such as BP, cholesterol, glycemia, body weight, quality of sleep, mental stress, cardiorespiratory fitness, and tobacco use cessation.

8.2. Cardiovascular Risk Factors and Menopause

Hypertension is one of the major CVRFs in women, in whom the association with CVD risk is higher than in men. 235 Globally, the rate of BP control is estimated to be 23% in women with SAH. 236 With ageing and after menopause, SAH prevalence increases and the BP control rate decreases. 235 Some factors, such as unfavorable lifestyle and diet, obesity, and ageing, as well as characteristics related to menarche, reproduction, and menopause contribute to increase BP.

Concomitantly with menopause, there is a decrease in the circulating levels of estrogen and androgens. In addition, there are renin-angiotensin-aldosterone system dysregulation, sympathetic activation, endothelial dysfunction, inflammation, and higher sodium sensitivity. 237 , 328 This leads to a rapid and accentuated increase in BP 239 and high SAH prevalence in postmenopause, with consequent elevation in the risk of cardiovascular events, such as AMI, HFpEF, stroke, cognitive deficit, and peripheral artery disease, usually with systolic BP 10 mm Hg lower than in men. 240 Moreover, women with SAH more frequently have CKD, left ventricular hypertrophy, and coronary microcirculation dysfunction. 235

In managing SAH, BP monitoring outside the medical office is important because of the high incidence of white coat hypertension and masked hypertension. Of nonpharmacological measures, salt restriction stands out. Physical exercise reduces BP and arterial stiffness. 241 Regarding pharmacological treatment, there is no specific recommendation regarding classes of antihypertensive drugs for menopausal women. Adverse events can be more frequent in women, probably related to pharmacokinetic and pharmacodynamic properties of antihypertensive drugs. 235 , 238

Regarding lipids, studies have shown that, in postmenopausal women, total cholesterol and LDL-c levels are higher, and dyslipidemia treatment and control rates are lower than those in men of the same age. 242 , 243 HDL-c levels are lower. 231 Studies have shown that the antiatherogenic function of HDL-c can be impaired and, in such case, elevated HDL-c levels can be associated with atherosclerosis. 244 In addition, Lp(a) concentration tends to increase during menopause, and elevated Lp(a) levels are more common in women than in men after the age of 50 years, increasing the risk of CVD. 235 , 243

These particularities in BP behavior and in lipid disorders suggest that current guidelines for the management of such conditions might be inadequate to meet women's specific needs. Thus, targeted interventions, such as non-medicamentous and medicamentous measures, are essential to improve menopausal women's cardiovascular care. It is worth noting that women are under-represented in clinical trials, which determines scarcity of solid scientific information on women. 233 , 235 , 238 , 244

In menopause, the decline in ovarian function results in a significant impact on not only BP, but also other cardiometabolic RFs, such as weight gain, central adiposity, atherogenic lipid profile, and increased glycemia associated with IR, a significantly threatening set of factors to women's cardiovascular health. 235 , 238 , 243

Factors, such as race/ethnicity, reproductive factors, body composition, lifestyle, genetics, and premenopausal cardiovascular health, can affect natural menopause and are associated with cardiometabolic risk. In a cohort study including 3639 Dutch women with natural menopause, those who had experienced early natural menopause had a 2.4-higher risk of T2DM as compared to those with late menopause onset, and lived less and fewer years without T2DM as compared to women who had experienced normal or late menopause. 245

However, another study involving 177,131 women from four different countries has shown that those with a cardiovascular event before the age of 35 years, as compared to women without CVD, had a twice higher risk of early menopause, raising the hypothesis that the associations can be bidirectional. Thus, a worse premenopausal cardiovascular health profile can influence natural menopause onset. 227

Menopause is accompanied by several metabolic adaptations related to IR, increased total body fat mass, and accumulation of central abdominal fat, predisposing women to develop T2DM. Metabolic syndrome has high prevalence in menopausal women, indicating loss of estrogen protection in metabolic and cardiovascular health. In addition, early menopause has been related to increased risk of T2DM. 73 , 109

Moreover, high estrogen exposure in premenopausal women, such as pregnancy, has been associated with adverse metabolic changes (hyperglycemia or increased BP) that could impact the risk of developing T2DM and SAH later in life. 246

Environmental factors and those related to lifestyle, such as diet, alcohol consumption, physical activity, overweight and obesity, tobacco use, and exposure to environmental toxins, as well as sociodemographic, psychological, and social cognitive factors, are associated with the risk of both early natural menopause and cardiometabolic disease. Environmental factors and those related to lifestyle can trigger underlying mechanisms of cardiometabolic disease associated with menopause, including its influence on DNA methylation and gene expression, induction of low-grade inflammation and oxidative stress, probably interfering with hormone-related signaling in menopause. 247

8.3. Menopausal Hormone Therapy, Hormone Implants, and Cardiometabolic Impact

Menopausal hormone therapy is used as the most effective intervention to relieve menopausal symptoms. It offers significant benefits, although it cannot be used for primary or secondary prevention of cardiometabolic disease. With the administration of estrogen and, in some cases, progesterone, MHT is aimed at relieving symptoms and improving quality of life. There are several MHT administration forms, such as pills, patches, gels, and spray. Factors, such as MHT onset and time, duration, dose, and administration route, determine its benefits and drawbacks. The choice of MHT type depends on several factors, such as associated risks, indications, and contraindications. 73 , 109

Beginning MHT within the first ten years from menopause onset leads to higher safety in relation to the risk of cardiometabolic disorders, resulting in lower absolute risk of VTE, CVD, and stroke in the first years of menopause. MHT should be taken for the shortest period of time needed and at the lowest dose, and transdermal route has fewer metabolic effects. Oral MHT in women with baseline thromboembolic risk can increase the risk for VTE and stroke on a dose-dependent way; however, transdermal estradiol (only or combined with micronized progesterone) is considered safer. The vaginal route can be used, indicated only for the treatment of genitourinary symptoms. 73 , 109

Randomized and controlled clinical trials have suggested that MHT could reduce IR and T2DM incidence, improve glucose metabolism, and increase the glucose hepatic production suppression, and oral preparations have a higher potential to improve glucose metabolism and reduce the risk of developing T2DM. 155 , 248 Usually, oral 17β-estradiol is preferred in women with T2DM, because that route has more beneficial effects in glucose metabolism. Oral estrogens are also suggested to women with low risk of CVD in perimenopause or menopause of recent onset. Oral micronized progesterone or dydrogesterone and oral or transdermal norethisterone are the most used progestagens for postmenopausal women with T2DM and intact uterus. The administration of MHT to postmenopausal women with T2DM can be safe and effective if the therapeutic regimen is properly selected. However, MHT is not recommended for primary prevention of T2DM or cardiometabolic disorders. 73 , 109 , 117

Testosterone replacement therapy is not indicated to improve cardiometabolic or musculoskeletal health, VMS, or mood changes. Sufficient solid studies on the impact of androgens on cardiometabolic health are not available. In addition, there are few clinical studies on hormone implants for MHT, and most of them address testosterone implants. These studies have small case series and/or low level of evidence (retrospective or observational studies). This impedes the understanding of the cardiometabolic effects of such implants, as well as of their risks for breast and endometrial cancers; therefore, such implants are not recommended for MHT.73,109,1173

8.4. Stratification of Cardiometabolic Risk in Menopause

In menopause and postmenopause, there is an abrupt drop in estrogen levels, an essential hormone for female cardiovascular protection. Some of the changes resulting from this hormone deficiency are as follows: increase in LDL-c, total cholesterol, apolipoprotein B, and triglyceride levels; dysfunctional HDL-c, whose ability to promote cholesterol efflux is reduced, leading to partial loss of its cardiovascular protection; glucose intolerance and increased risk for T2DM; accumulation of visceral fat and ectopic fat deposits in the liver and heart, exacerbating subclinical inflammation; and simultaneous increase of abdominal obesity, hypertension, dyslipidemia, and hyperglycemia. 2 , 249

In the United States, between 2013 and 2017, there was a 7% increase in CVD among middle-aged women, attributed mainly to the increase in obesity and prevalence of cardiometabolic RFs. It is worth noting that women with history of T2DM, SAH, and tobacco use have significantly higher relative risk for CVDs as compared to men with the same CVRFs. For example, T2DM increases CVR by 3 to 7 times in women as compared to 2 to 3 times in men, possibly due to higher BMI, higher systemic inflammation, more deficient glycemic control, and higher burden of RFs at the time of female diagnosis. 2 , 250

In addition, estrogen loss causes endothelial dysfunction and impairment of vascular integrity, resulting in: reduced flow-mediated dilation; increased arterial stiffness, identified as increased pulse-wave velocity; carotid intimal thickening, which is a marker of subclinical atherosclerosis; increased coronary artery calcium score (CAC); and presence of breast arterial calcification. The CAC obtained on computed tomography without contrast material is currently recognized as a strong marker of atherosclerotic burden and important predictor of risk for IHD, reclassifying the CVR obtained by use of traditional RFs. Studies have shown that, although women have fewer coronary calcifications than men of same age, the presence or increase of CAC is associated with higher relative risk in women. In addition, even in women considered of "low risk" according to Framingham score, a detectable CAC (>0) increases in up to five times the CVR. Breast arterial calcification incidentally detected on mammography also emerges as an independent risk marker of CVD, with 2.4-fold increased risk. In several cases, its detection justifies intensification of RF screening and complementary assessment with CAC. 208 , 209

In addition, biomarkers have a relevant role in the cardiometabolic risk assessment of women in menopause transition, menopause, and postmenopause. The following biomarkers stand out: us-CRP, an independent predictor of CVR (usually >3 mg/L or 0.3 mg/dL) even in women with normal lipid levels, integrating Reynolds Risk Score; elevated serum levels of triglycerides (≥175 mg/dL), Lp(a) (≥50 mg/dL or ≥125 nmol/L) and apolipoprotein B (≥130 mg/dL), which are worsening factors; and high-sensitivity troponins and natriuretic peptides, which have prognostic value for future cardiovascular events, although not yet routinely recommended by the ACC/AHA guidelines for population screening of asymptomatic patients. 2 , 117 , 249

Before initiating MHT, it is essential to consider the patient's total CVR. The initial assessment includes: complete lipid profile (total cholesterol, LDL-c, HDL-c, and triglycerides), fasting glycemia, HbA1c, and mammography. 226 In the absence of specific scores for perimenopause and postmenopause, traditional scores are used and can be refined by the identification of enhancing RFs and markers of subclinical atherosclerosis. Patients with T2DM, CKD, familial hypercholesterolemia, or severe SAH are automatically considered at high or very high risk. 209 , 250 This initial assessment using the CVR score is important to define if MHT can be prescribed and its best administration route, because, in cases of moderate CVR, the transdermal route should be preferentially chosen. 226

Factors, such as age of menopause onset, stress, anxiety, depression, and quality of sleep, need to be considered for CVR reclassification, although their measurement can be hindered by menopausal symptoms. 109 , 226

In addition, a sedentary lifestyle in postmenopause leads to worse physical fitness and poorer cardiometabolic control, in addition to higher incidence of fractures and mortality. Tobacco use increases the risk of early menopause and the likelihood of CVD, stroke, osteoporosis, T2DM, and all-cause mortality. 109 , 226

Stratification of CVR should be performed, followed by dietary and lifestyle counseling. The management of cardiometabolic RFs in menopause should always be individualized, with focus on hypertension, T2DM, and dyslipidemia. When prescribed to control menopausal symptoms or prevent osteoporosis, MHT can also have a beneficial, even though indirect, effect on cardiometabolic RFs. 109 , 226

9. Cardiometabolic Disorders in Women

The incidence of T2DM and obesity has increased considerably in past decades. Projections indicate that there will be more than 600 million individuals with T2DM in 2045. 251 Obesity and T2DM are associated with several other cardiometabolic disorders. Although both sexes are affected by obesity and T2DM, some studies have indicated differences between men and women regarding the prevalence, diagnosis, treatment, and complications of obesity and T2DM. Evidence available on those differences does not imply sex-specific therapeutic and diagnostic recommendations. However, adequate understanding of those differences is crucial for women's clinical management. 252 , 253

9.1. Obesity and Metabolic Syndrome

Obesity is the direct cause of or contributes to the development of several clinical conditions, such as T2DM, MASLD, sleep apnea, articular diseases, several types of cancer, SAH, and HF, in addition to increasing the risk of cardiovascular mortality. 254 The increase in cardiovascular mortality is independently associated with obesity, even in individuals without other metabolic changes. 255 Body weight is maintained by a balance between energy intake and energy expenditure, 256 , 257 and, when there is excessive energy, it is stored as fat in adipose cells, usually in the subcutaneous tissue. There are factors that limit the physiological storage of fat, which then begins to accumulate ectopically in other tissues, such as liver, pancreas, kidneys, muscles, and epicardium. 258 Obesity has a strong genetic burden 259 , 260 and is influenced by life habits; its prevalence, however, has been increasing in women and men across the world. 261 In Brazil, VIGITEL data from 2023 indicate a prevalence of obesity of 24.8% in women and 23.8% in men, 262 and, when overweight individuals are considered, 59.6% of women and 63.4% of men have that condition. ( Figure 9.1 ).

Figure 9.1. Obesity and its cardiometabolic consequences in women.

Figure 9.1

Women usually have a higher percentage of body fat and tendency towards fat accumulation in the subcutaneous tissue of lower limbs, while men have higher visceral fat amounts. 263 These differences in body fat distribution are associated with sex hormones and vary throughout a woman's reproductive life. Thus, after menopause, women experience body fat redistribution, with visceral fat increase. 264 The CVR accompanies these differences in hormones and body composition, and women's classic cardiovascular protection during menacme disappears in menopause. 265 , 266 In addition, gestational weight gain and its maintenance in postpartum are important RFs for obesity. 267 The POS is associated with the presence of obesity, increased IR, and other MS components.

The World Health Organization's definition of obesity takes into consideration the BMI, independently of gender, and is subdivided into grade 1 (BMI: 30.0-34.99 kg/m²), grade 2 (BMI: 35.0-39.99 kg/m²), and grade 3 (BMI over 40.0 kg/m²). Recently, a new classification for obesity diagnosis and staging has been proposed, 268 dividing it in pre-clinical and clinical and considering BMI an inadequate method for obesity diagnosis alone. However, this new classification has not been totally accepted by scientific societies. To our knowledge, BMI is adequate for the diagnosis of obesity in individuals with BMI over 30 kgm/m². For those with lower BMI (below 30 or even below 25 kg/m²), however, excessive adiposity and its metabolic consequences can occur. In such cases, it is better to use other tools for the identification of excessive fat, such as simple measurements of waist and waist-to-hip and waist-to-height ratios, as described in chapter 5. Waist measurements vary between women and men, 88 cm being the cut-off point of waist for Brazilian women. The cut-off point of WHR is 0.85 for women, while 0.5 is the cut-off point of WHtR for men and women. 269 Another more accurate way to measure adiposity is body composition assessment using bioimpedance or DEXA (dual-energy X-ray absorptiometry). However, further studies confirming that its systematized use changes management and has measurable benefits to the management of patients with obesity are required. Anthropometric measures addressed in chapter 5 are important to establish the diagnosis of excessive body adiposity and to assess the disease's severity, in addition to being parameters of response to treatment.

9.2. Type 2 Diabetes Mellitus

There are differences between the sexes regarding T2DM diagnosis and epidemiology, and they can reflect biological, social, and behavioral factors. Usually, men are diagnosed earlier and at lower BMI values, while women tend to develop the disease later, often after menopause, when the hormonal protection of estrogens decreases. 270 - 277 In addition, there is evidence that women can remain longer with underdiagnosed hyperglycemia because of different patterns of symptoms and lower sensitivity of some diagnostic criteria, such as fasting glycemia. 278

The prevalence of T2DM was estimated as 8.8% of the world population in 2017, slightly higher among men than among women (9.1% versus 8.4%). 251 Despite that difference, women with T2DM have higher risk of cardiovascular complications, such as cerebrovascular disease, and early mortality, which can be related to inequities in access to diagnosis and treatment. 279 In addition, socioeconomic and cultural factors influence those disparities, affecting women's screening and search for care in different regions. Therefore, understanding the sex-related differences in T2DM diagnosis and prevalence is essential for the implementation of more equitable and effective strategies of prevention and care.

Differences in T2DM pathophysiology involving hormonal, genetic, and metabolic factors influence susceptibility to T2DM and its progression. Usually, women have higher IR, especially in the musculoskeletal tissue, while men tend to have higher visceral fat deposition, which is strongly associated with metabolic dysfunction. 276 , 280 After menopause, the decline in estrogen levels in women contributes to increase central adiposity and worsens insulin sensitivity, changing the inflammatory and lipid profiles. 281 In men, testosterone reduction also associates with IR, although with different mechanisms, involving smaller muscle mass and changes in glucose hepatic metabolism. 282 In addition, differences in gene expression related to glucose transportation, inflammation, and energy metabolism suggest a biological basis for such disparities. 280

Systematic reviews with metanalysis have shown sex-related heterogeneity in the contribution of each RF for cardiovascular outcomes. While BP, cholesterol, and BMI seem to contribute equivalently to the risk of coronary and cerebrovascular diseases, 278 , 283 , 284 T2DM contributes to higher risk in women. 285 The risk of coronary disease is usually lower in women, but, in the presence of T2DM, such differences disappear. 285 T2DM poses a relative risk of 44% for coronary disease and of 27% for cerebrovascular disease to women; however, women's absolute risk is similar to that of men with T2DM. 286 The higher burden of comorbidities, including RF clustering, as well as hormonal and behavioral issues might contribute to that difference. 287 , 288

Studies have shown that women less frequently adhere to drug treatment and self-care, which can be related to psychosocial barriers, less social support, and higher prevalence of depression. 276 , 289 There is evidence that women are less likely to achieve the goals of glycemic, BP, and lipid control, even with treatment similar to that of men. 290 In addition, pharmacokinetic and pharmacodynamic differences affect response to antidiabetic drugs.

It is worth noting the psychosocial and behavioral aspects of T2DM in the female sex. The cognitive capacity of all patients with T2DM should be monitored throughout life, and female sex is a RF for cognitive dysfunctions. Depression also is more frequent in individuals with T2DM, with predominance in the female sex. 291 - 293 Women with T2DM have higher incidence of sexual dysfunction, whose occurrence is influenced by both organic (such as autonomic neuropathy) and behavioral factors.

Figure 9.2 summarizes some differences between the sexes regarding T2DM.

Figure 9.2. Differences in T2DM between women and men: earlier diagnosis in men and higher cardiovascular and psychosocial risks in women. BMI: body mass index; CVD: cardiovascular disease.

Figure 9.2

9.3. Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease

The most prevalent liver disease worldwide is MASLD, 294 - 296 characterized by excessive fat accumulation in hepatocytes. It consists in a spectrum of hepatic manifestations associated with metabolic and cardiovascular disorders, such as obesity and/or unfavorable fat distribution, IR, SAH, dyslipidemia, and T2DM. 297 MASLD is recognized as the hepatic manifestation of MS, being strongly associated with IHD, which is the major cause of mortality in the population with MASLD. 297

The natural history of MASLD consists of stages, such as steatosis (when there is only excessive fat in the liver, exceeding 5% of the hepatic parenchyma, with minimum inflammation) and steatohepatitis (when there is lobular inflammation and hepatocyte ballooning, with or without fibrosis). 298 Independently of sex, individuals with metabolic dysfunction-associated steatohepatitis (MASH) can progress with different grades of fibrosis, cirrhosis, and complications, such as portal hypertension or hepatocellular carcinoma. 295 , 298

MASLD is estimated to affect at least 30% of the Western population. 299 In individuals with overweight and obesity, the global prevalence of MASLD is 50.7%, 300 and, in those with T2DM, its estimated prevalence is 65.3%. 299 Although obesity is more common in women, MASLD is more prevalent in men, and the risk of MASLD in women increases after menopause. 301 It is estimated that, in the general population, women have a 19%-lower risk of hepatic steatosis as compared to men; steatohepatitis rates are similar in both sexes, and women have 37% more risk of advanced fibrosis. 302 This higher risk for progression occurs especially in women over the age of 50 years, and it is worth noting the possible participation of sex hormones in the etiopathogenesis of MASLD. 302

Menopause, history of early menarche, 303 and POS are associated with increased female susceptibility to MASLD. 304 Women have a higher mortality rate due to cirrhosis as compared to men, and MASLD is a major cause of liver transplantation in women without hepatocellular carcinoma. 305

One justification of the differences in MASLD prevalence over the course of a woman's life is the influence of female sex hormones, particularly estrogen, on hepatic metabolism and on body fat distribution pattern. 301 Activation of estrogen receptor alpha (ERα) in the liver reduces the synthesis, uptake, and storage of triglycerides, and simultaneously favors the catabolism and export of lipids, effects that together protect non-menopausal women against MASLD. 306 In addition, the gynoid fat distribution pattern, characterized by greater gluteofemoral fat concentration and smaller visceral fat accumulation, is the typical fat distribution of women in menacme 301 and is associated with a lower risk of MASLD and MS. 295 , 301 However, after menopause, estrogen decline promotes fat redistribution, favoring centralization and, thus, a more android pattern, 301 known to be associated with MASLD and MS. 295 , 301

The diagnosis of MASLD consists in the presence of hepatic steatosis associated with at least one criterion for MS, in the absence of secondary causes of steatosis. 295 , 298 Steatosis can be inferred using traditional imaging methods, such as ultrasonography, computed tomography, and magnetic resonance, which can also evidence signs of cirrhosis and portal hypertension. However, it is worth noting that such methods can identify neither MASH nor fibrosis at early stages. 297 Liver biopsy differentiates precisely patients with steatosis from those with MASH, but, because it is an invasive method, it is mainly used in situations in which there are doubts about the liver disease etiology. 295 , 297 , 298

The diagnosis of MASLD is based on the identification of fibrosis, for which some tools, such as clinical-laboratory risk scores for advanced fibrosis and elastographies, are useful. Of those scores, Fibrosis-4 (FIB-4) stands out, calculated based on age, platelet count, and serum level of aminotransferases; the interpretation of the result does not depend on sex. 295 , 298 When applying the cut-off point of 1.3, from which patients at higher risk of advanced fibrosis are identified, the test has high sensitivity and excellent negative predictive value. 298 ,907, 308 For example, for a woman with FIB-4 ≤ 1.3, the likelihood of advanced fibrosis is very low.

Both ultrasound and magnetic resonance elastographies can estimate liver stiffness and, thus, the presence and amount of fibrosis, including in its initial stages. Transient elastography using the Fibroscan®method is the most validated in the literature and recommended by national 295 , 298 , 307 , 308 and international 309 guidelines. MASLD should be actively screened in individuals at higher risk of fat accumulation in the liver and progression to more severe forms of liver disease, aiming at identifying those with significant fibrosis. The groups of risk comprise postmenopausal women, individuals with glucose homeostasis changes (prediabetes or T2DM), excessive weight, MS, and positive family history for cirrhosis and hepatocellular carcinoma. One rational way to perform population screening is to calculate FIB-4 in individuals at risk and perform elastography in those with FIB-4 > 1.3. 295 , 298 , 309

It is worth noting that the isolated assessment of serum levels of aminotransferases has low accuracy to identify patients with MASH and fibrosis. However, elevated levels of those enzymes indicate the need for screening other liver diseases, especially chronic viral hepatitis and alcoholic hepatopathy (excessive alcohol consumption: >20 g/day for women and >30 g/day for men). 295 , 298 , 310 - 321

9.4. Chronic Kidney Disease

Chronic kidney disease, mainly diabetic kidney disease (DKD), is a worldwide public health problem that affects millions of individuals. We address briefly the potential differences between genders, and women are a population of special interest because of their biological and social characteristics.

Chronic kidney disease is defined as kidney injury or kidney function reduction for over 3 months, which can progress to need for renal replacement therapy. The progression of CKD is frequently insidious. It is estimated that 425 million individuals have DM, and approximately 30% of those with T1DM and 40% of those with T2DM will develop CKD at different stages. 322 The major global cause of renal replacement therapy is DM, followed by SAH, 323 and its incidence has been increasing. 324 North American data have shown higher prevalence of DKD in women (14.8% x 12.6% in men). 325 However, it seems that men are at higher risk for CKD relapse and progression to advanced stages of disease as compared to women. 326 - 328 These data are heterogeneous and can be related to hormonal changes, such as menopause, T2DM duration and age of onset, and the criteria used for diagnosis. 329 Studies have shown higher velocity of estimated glomerular filtration rate loss in elderly and menopausal women, in addition to inconsistency of results related to MHT and renal function changes. 330 Several studies have shown that men are more likely to develop albuminuric DKD as compared to women, in whom the most common form is nonalbuminuric. In a large Italian cohort, moderate to severe albuminuria was present in 29.8% of men as compared to 18.3% of women. 331

Despite the report of differences between men and women regarding kidney hemodynamics in DM and mechanisms associated, such as higher frequency of glomerular efferent arteriole vasoconstriction in the female sex, their clinical significance remains uncertain. 332 - 337

Current literature data do not allow the use of different criteria for screening, follow-up, and treatment of DKD between men and women. Thus, the following recommendations should be used for both sexes: 323

  1. The first screening for DKD should be performed with a random urine sample to determine the albumin/creatinine ratio and with estimated glomerular filtration rate determined with serum creatinine, using the 2021 CKD-EPI equation or Schwartz equation for children. In T2DM, screening should begin at the time of diagnosis. In T1DM, screening should begin from puberty onset on or at the age of 10 years in patients with at least 5 years from diagnosis and repeated annually. Every abnormal albumin/creatinine ratio test should be confirmed at least in two out of three samples repeated within three to six months because of daily variability.

  2. In individuals with T1DM or T2DM, the HbA1c goal of 6.5-7% should be pursued when estimated glomerular filtration rate >60 mL/min/1.73m² and albumin/creatinine ratio >30 mg/g, to reduce the progression of albuminuria and DKD in the long run. The HbA1c goal of 7-7.9% should be maintained in individuals with T1DM or T2DM when estimated glomerular filtration rate <45 mL/min/1.73m² or if the patient is on dialysis, to prevent excessive mortality.

In conclusion, considering the differences between women and men, as well as the interactions observed with the presence of DM with or without DKD, sex hormones might contribute to sex-related differences in the pathophysiology of DKD beginning and progression.

10. Strategies for Addressing Cardiometabolic Disorders in Women

10.1. Nonpharmacological Measures

The increasing prevalence of cardiometabolic disorders in women represents one of the major challenges in public health because of the strong link between obesity and CVD. Globally, obesity accounts for 4.7 million deaths annually. 338 , 339 Abdominal fat accumulation contributes to metabolic changes, chronic inflammation, and IR, favoring atherosclerosis, MI, and stroke. According to the Brazilian Ministry of Health and World Health Organization, in Brazil, CVDs are responsible for approximately 28% of female deaths. 340 , 341

In Brazil, 24.8% of women are obese and 38.7% are overweight, totaling 63% of women above their recommended weight. 262 The ELSA-Brasil study has revealed elevated rates of abdominal obesity among Black (62%) and Mixed-race (59.5%) women, with a general overweight prevalence of 61.8%. 342 , 343 These data show the need for urgent investments and interventions to reverse these pathological processes.

10.2. Nutritional Interventions

Nutritional re-education is key for the prevention of cardiometabolic disorders, mainly when tailored to patients’ conditions and habits. Dietary protocols that reduce simple carbohydrates and saturated fats and increase fiber consumption have proven effective in improving glycemia, dyslipidemia, and IR. The Mediterranean diet is widely recognized for its protective effects. 344

In Brazil, that diet can be adapted to local food, such as olive oil, local nuts, fruits, such as papaya and avocado, freshwater fish, and pulses, such as beans and chickpea. The dietary guide for the Brazilian population emphasizes the consumption of natural food and the respect for regional dietary culture. 345 Adhesion to nutritional plans supervised by specialized professionals results in weight loss and sustained improvement of metabolic parameters, contributing to CVD prevention. 346 A tailor-made approach allows that cultural and regional preferences be respected, because they are relevant factors, considering the wide range of eating habits in Brazil. 109

10.3. Physical Activity

Regular physical activity practice plays an essential complementary role in the treatment of cardiometabolic disorders, mainly during menopause transition and menopause. The combination of aerobic exercises with resistance training promotes significant improvement in body composition, insulin sensitivity, and glycemic control. 347 In addition, it contributes to BP reduction, lipid profile improvement, and systemic inflammation reduction. 348

Association of individualized nutritional plans with regular physical activity practice enhances the beneficial effects, favoring cardiovascular function and reducing morbidity and mortality. 139 Moreover, physical activity is associated with lower incidence of SAH, dyslipidemia, and T2DM, a reduction in the risk of developing depression and dementia, and improvement of bone mineral density and quality of sleep. 139 , 149

The current recommendation is moderate aerobic activity for at least 150 minutes per week or vigorous activity for 75 minutes per week associated with muscle resistance exercises at least twice a week. 139 , 350 The prescription should be individualized, considering physical fitness, functional limitations, and context of a woman's life, ensuring adhesion and sustained effects in the long run. 109 , 209 A recent study has shown that, when women and men practiced equivalent doses of physical activity, women derived greater gains in all-cause and cardiovascular mortality reduction as compared to men. 351

10.4. Psychosocial Interventions

Psychosocial stress, such as loneliness, significant losses, and mental disorders, contribute directly to CVR, impairing adhesion to treatment and favoring risk behaviors, such as tobacco use and sedentary lifestyle. 352 Women who participate in integrated psychological support programs have a significant improvement in lifestyle, which results in better clinical outcomes, such as weight reduction and glycemic and lipid profile control. 353 Strategies, such as cognitive-behavioral therapy, are especially effective in such context, and studies have shown their ability to reduce anxiety and depression symptoms, improve quality of life related to cardiovascular health, and increase adhesion to treatment. 353

Cognitive-behavioral therapy is associated with a lower rate of hospital readmissions and improved self-perception of health in women with CVD. 354 Moreover, a cognitive-behavioral therapy applied to stress management was associated with sustained behavioral changes, higher frequency of physical activity, healthy diet, and smoking cessation. 354

10.5. Tobacco Use and Alcohol Consumption

Tobacco use is an important chronic inflammatory factor, worsened in postmenopausal women. 355 Electronic cigarette, in particular, represents a new threat especially among young individuals and pregnant women, who often consider such devices less harmful. 356 Electronic cigarette use can lead to nicotine levels up to six times higher than those of conventional cigarettes, increasing the risk of dependence, oxidative stress, endothelial dysfunction, and vascular inflammation. 356 Similarly, alcohol consumption significantly affects female health and is associated with higher prevalence of MS, dyslipidemias, and hyperinsulinemia. 357

Estrogen reduction in menopause increases inflammatory and atherosclerotic susceptibility, endothelial dysfunction, arterial stiffness, and lipid changes, contributing to the pro-atherogenic and procoagulant state. 358 Addition of the inflammatory factor of tobacco use in postmenopause accelerates the atherosclerotic process.

10.6. Specific Clinical Conditions

Endometriosis and POS are frequently associated with hormonal imbalances that exacerbate IR, increase the risk of developing T2DM, and promote subclinical inflammation. 355 In POS, hormonal dysregulation affects the metabolism of glycoproteins and intensifies fat accumulation, contributing to an unfavorable lipid profile and increasing CVD risk. 359 In endometriosis, the chronic inflammation associated with the ectopic presence of endometrial tissue worsens local symptoms and impacts negatively the systemic environment, affecting metabolic and vascular regulatory mechanisms. 360

In conclusion, nonpharmacological interventions have shown clear efficacy in the management of CVRFs. 139 The combination of regular physical activity with nutritional interventions, in addition to psychosocial support, for weight control results in a significant improvement in vascular and metabolic parameters. 361

The multidisciplinary approach has proven effective, allowing personalization and adaptation of strategies to individual needs, generating sustained lifestyle changes, and reducing morbidity and mortality due to cardiometabolic disorders. 361

10.7. Pharmacological Strategies

10.7.1. Systemic Arterial Hypertension Treatment

Hypertension is one of the most prevalent RFs for CVD in women; its presence is observed in all life phases and increases progressively as age advances. 362 The choice and conduction of the pharmacological strategies should consider the phases of the reproductive cycle, including perimenopause and postmenopause. Certain conditions associated with secondary SAH, such as renovascular disease resulting from fibromuscular dysplasia, Cushing syndrome of endogenous origin, as well as thyroid and parathyroid disorders, are more prevalent among women. 363

  • Angiotensin-converting-enzyme inhibitors and angiotensin receptor blockers: With proven efficacy to reduce BP levels, they offer additional benefits, such as nephroprotection and left ventricular hypertrophy regression. They are recommended as first line drugs, especially for women with diabetes, CKD with albuminuria, HF with reduced ejection fraction, or IHD. In addition, they can be safely used in patients without comorbidities. 214 , 364 The use of angiotensin-converting-enzyme inhibitors (ACEI) and angiotensin receptor blockers II (ARB) in women of reproductive age requires caution because of their teratogenic risk, and it is fundamental not only to exclude the possibility of pregnancy before starting their use but to ensure contraception use during therapy as well. 214

  • Calcium channel blockers: Widely recommended for SAH management in women, they are a therapeutic option in perimenopause and postmenopause for patients without significant comorbidities. 214 It is important to emphasize that calcium channel blockers can be associated with worsening of VMS, such as hot flushes and night sweats in menopausal women. These medications can intensify VMS, with negative impact on quality of life. 214

  • Thiazide diuretics: Effective to control SAH in women with overweight or obesity, especially when edema is associated. 214 Of the major representatives, indapamide stands out due to its additional vasodilating effect and prolonged action, providing sustained BP control and lower metabolic impact as compared to hydrochlorothiazide. 364 Although widely available and accessible, hydrochlorothiazide has a shorter efficacy and higher risk for electrolytic and metabolic disorders. 364 The choice should be individualized, considering clinical profile and therapeutic objectives.

  • Spironolactone: This aldosterone antagonist is effective in resistant SAH, when there is higher activation of the renin-angiotensin-aldosterone system. 214 It is also indicated in primary hyperaldosteronism and POS, because of its antiandrogenic action. 214 , 364 It has a favorable metabolic profile, with low impact on glycemia and lipids, which is relevant in women with increased CVR. 214 It is necessary to monitor renal function and potassium levels, mainly in elderly female patients or those with CKD, because of the risk of hyperkalemia. 364

The hypertensive disorders of pregnancy were discussed in chapter 7, as was their therapeutic approach. Figure 10.1 shows the implications of these disorders over the course of a woman's life.

Figure 10.1. Implications of hypertensive disorders of pregnancy over the course of a woman's life. DM: diabetes mellitus; HF: heart failure; IHD: ischemic heart disease; SAH: systemic arterial hypertension. Source: Davis et al. 365 .

Figure 10.1

10.7.2. Management of Dyslipidemias

Dyslipidemia is particularly important in menopause transition. The drop in estrogen levels is related to relevant metabolic changes, such as IR, body fat redistribution with predominant abdominal accumulation, and lipid profile changes. 366 Menopause associates with significant elevations in the levels of total cholesterol, LDL-c, apolipoprotein B, triglycerides, and Lp(a), in addition to a possible reduction in the protective antiatherogenic effect of HDL-c. 109 Levels of LDL-c ≥130 mg/dL are considered elevated, while HDL-c levels <50 mg/dL represent an additional RF for CVD, especially when associated with other MS components. 109 This CVR increase should be considered in the individualized therapeutic management, and dyslipidemia treatment should be based not only on the levels of LDL-c, HDL-c, and triglycerides, but also on the patient's global CVR profile. 109 , 212

10.7.3. Oral Lipid-Lowering Drugs

Statins are the first-line therapy for dyslipidemia. They are effective to reduce cardiovascular events and atherosclerosis in women at high risk, with benefits comparable to those observed in men. 367 They should be indicated for both primary and secondary prevention, with LDL-c goals defined according to CVR: < 100 mg/dL for intermediate risk; < 70 mg/dL for high risk; and < 50 mg/dL for very high risk. 367 , 368 In women of reproductive age, statin use should be individualized for those at high risk, being contraindicated during pregnancy and lactation. 369

Ezetimibe, when associated with statins, enhances LDL-c reduction and contributes to atherosclerosis regression and endothelial function improvement, maintaining safety and efficacy similar in both sexes. 367 It is particularly useful in women with intolerance to elevated doses of statins or with insufficient response to monotherapy.

Although HDL-c levels over 50 mg/dL are desirable in women, LDL-c reduction remains the therapeutic priority. 367 Hypertriglyceridemia, which is frequent especially in menopause, should be treated when triglycerides exceed 200 mg/dL and must be treated when over 500 mg/dL. 367 Of fibrates, fenofibrate is the preferential option, because of its safety profile and additional metabolic benefits in women. 109

PCSK9 inhibitors, such as alirocumab, evolocumab, and inclisiran, are indicated for patients with elevated LDL-c levels who do not meet their goals with statins or are intolerant to them, including cases of familial hypercholesterolemia. 368 Inclisiran, an RNA silencer, stands out due to its semestral posology after the induction dose, with good adhesion and sustained efficacy. These medications should not be used during pregnancy or lactation and have similar efficacy in women and men to reduce cardiovascular events. 368

The maternal and fetal impacts of atherogenic lipid profiles during pregnancy were described in chapter 7 and are summarized in Figure 10.2. The recommendations for addressing dyslipidemias in pregnancy are shown in Figure 10.3. .

Figure 10.2. Maternal and fetal impacts of atherogenic lipid profiles during pregnancy.

Figure 10.2

Figure 10.3. Recommendations for the treatment of dyslipidemia during pregnancy.

Figure 10.3

10.7.4. Diabetes Mellitus Control

Although there is not sufficient evidence available for female-sex-specific therapeutic recommendations, sex-specific hormonal, behavioral, and social factors should be considered in the management of T2DM and its complications. In addition, it is fundamental to raise awareness of these differences among health professionals and patients to ensure more equitable and effective care.

Therefore, women's T2DM management requires a comprehensive approach that contemplates clinical and metabolic heterogeneity. The key objective is to meet specific goals to reduce cardiovascular and metabolic morbidity and mortality. The most relevant goals are HbA1c <7% and control of body weight and abdominal circumference, which are factors closely related to IR and CVR. 369

Women have a different progression of prediabetes to T2DM, frequently associated with higher indices of obesity and increased risk of metabolic complications. Thus, the management should contemplate not only glycemic control, but also specific strategies to reduce IR and prevent associated comorbidities. 109 , 209

Regarding the drugs used to treat T2DM, some considerations are worth noting: women can have higher risk of hypoglycemia with sulfonylureas and different response to glitazones, related to kidney function and body composition. 182 However, men can have higher response to weight loss induced by SGLT2 inhibitors, partially due to the difference in body fat distribution. In addition, SGLT2 inhibitors are associated with a higher rate of genital fungal infections, especially in women. 291 Regarding treatment with GLP-1 analogues, special attention should be given to women on oral contraception. The American Diabetes Association recommends that women on oral contraception should choose a non-oral contraceptive method or add a barrier method of contraception during the first four weeks of tirzepatide use (GLP-1 analogue), because of its effects on gastric emptying, with potential consequences to the pharmacokinetics of oral contraceptives. 292 Without implying sex-specific therapeutic recommendations, the following considerations are worthy of note:

  • Metformin: remains the first choice for T2DM treatment, especially in asymptomatic cases, in POS, in the absence of established CVD or kidney disease, and in individuals at low global CVR. 369

  • SGLT2 inhibitors: show important benefits in glycemia reduction and offer cardiovascular and renal protection in women with elevated CVR, HFpEF, HF with reduced ejection fraction, and albuminuric CKD. 369

  • Pioglitazone: is a particularly useful thiazolidinedione for women with IR, such as POS, and prediabetes or T2DM with atherogenic metabolic profile. In addition to improving insulin sensitivity, it has beneficial effects on lipid profile and vascular inflammation. However, it should be carefully used, considering risks, such as weight gain, bone mass loss, and fluid retention, especially in women at high risk for HF. 369

10.7.5. Management of Obesity

Obesity has a challenging and complex management and should ideally be addressed by a multiprofessional team. The treatment should consider minimizing the stigma related to obesity and requires special attention in women because of their higher vulnerability. 214 It is important to establish with the patient feasible therapeutic targets associated with clinical benefits, as well as to use strategies to approach weight loss, such as those to fight tobacco use (5 As: ask, assess, advice, agree, assist ). 271 The Brazilian Society for the Study of Obesity and Metabolic Syndrome (ABESO) has proposed a classification of obesity based on body weight history and therapeutic goals derived from that assessment, thus aiming at a goal consisting in the proportion of weight loss in relation to maximum BMI in life. The non-realistic goal of BMI normalization to <25 kg/m 2 is not recommended. 252 Goals are shown in Table 10.1 .

Recomendações – A FAVOR Força de Recomendação Certeza da Evidência
Recomenda-se mudança de estilo de vida associada ao uso dos agonistas do GLP-1 e dos inibidores do SGLT2 para tratamento de obesidade e DM2 em mulheres, com efeitos benéficos na redução do peso e em parâmetros metabólicos. FORTE ALTA

DM2: diabetes mellitus tipo 2.

Table 10.1. Proposed classification of ‘reduced’ and ‘controlled’ obesity based on maximum BMI.
Maximum BMI Unchanged * Reduced * Controlled *
30–40 kg/m² < 5% 5–9.9% > 10%
40–50 kg/m² < 10% 10–14.9% > 15%
*

Percent reductions in body weight in relation to maximum BMI in life. 252

As already mentioned, nonpharmacological measures, such as calorie restriction diet, regular physical exercise practice, and programs including psychosocial approach, are fundamental to manage metabolic diseases, notably obesity. Calorie restriction is more relevant for weight reduction, but physical exercise practice is essential to maintain weight loss and prevent muscle mass loss that usually accompanies weight loss. 271 However, the benefits of nonpharmacological measures tend to decrease with time, 272 and no benefit to long-term cardiovascular outcomes is found with that intervention for women and men. A subgroup analysis of the Look AHEAD clinical trial with patients who lost at least 10% of their body weight in the first year has shown a 20% reduction in the primary outcome (major adverse cardiovascular events and hospitalization due to angina). 273

There are several pharmacological treatments for obesity with varied effects on body weight, but only most recent treatments associated with a reduction in outcomes. The SELECT trial was the first to show cardiovascular benefits in that scenario. 274 The use of semaglutide, a GLP-1 agonist, subcutaneously, at the weekly dose of 2.4 mg to patients with overweight and established CVD for approximately 3 years reduced body weight by 8.51% and resulted in a 28% decrease in the risk for major adverse cardiovascular events. The subgroup analysis of the women included (n=4872, 28% of the sample) showed a reduction of HR 0.84 (95%CI: 0.66-1.07), while men had 0.79 (95%CI: 0.70-0.90), with no report if there was a statistically significant difference in the results between the groups analyzed. The numerical differences found might be related to the lower power of the subgroup analysis of women because of its reduced sample size. Several other more potent antiobesity medications, leading to body weight reduction of up to 25%, are being studied. 275 However, the results of phase 3 studies with cardiovascular outcomes have not been made available.

10.7.6. Management of Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease

The treatment of MASLD consists in lifestyle change with focus on body weight reduction of at least 5%, because weight loss is the most effective measure for histological improvement of MASLD. 295 , 298 Alcohol consumption should be limited, as well as the intake of fructose used in ultra-processed foods and sugary drinks. In addition to lifestyle change, women with more advanced forms of MASLD can benefit from pharmacological therapies that act on MASH and/or liver fibrosis. Some examples of such drugs are as follows: resmetirom, semaglutide, pioglitazone, tirzepatide, vitamin E, and SGLT2 inhibitors.

Resmetirom, a selective agonist of thyroid hormone receptor β (THR- β), was the first drug to be approved by a regulatory agency for the treatment of non-cirrhotic MASH, with moderate to advanced fibrosis (compatible with stages F2 and F3). In the MAESTRO-NASH, 310 phase 3 study that enrolled 966 participants with MASH treated for 52 weeks (322 in the 80-mg resmetirom group, 323 in the 100-mg resmetirom group, and 321 in the placebo group), resmetirom was associated with fibrosis improvement as compared to placebo. There was no subgroup analysis regarding sex. Semaglutide, a GLP-1 receptor agonist, also improved histological results in a population with MASH and fibrosis F2-F3. In the interim analysis of ESSENCE, 311 a phase 3 study that enrolled 800 participants treated for 70 weeks (57.1% were women and 55.9% had T2DM), there was significant improvement of MASH without fibrosis worsening and significant reduction in fibrosis without MASH worsening (primary outcomes) with the use of semaglutide at the weekly dose of 2.4 mg versus placebo.

Pioglitazone, a selective agonist of the peroxisome proliferator-activated receptor gamma (PPARγ), is recommended to treat MASH and/or fibrosis in individuals with T2DM, 295 , 298 , 308 because most studies comparing pioglitazone and placebo have shown benefits in inflammation and histological changes. 312 However, there was no sub-analysis regarding sex in most of them. It is worth noting that pioglitazone can worsen HF symptoms, because of fluid retention and, specifically in women, it is associated with increased risk of bone fractures and weight gain. 312 , 313

Tirzepatide, a co-agonist of glucose-dependent insulinotropic polypeptide (GIP) and GLP-1 receptors already approved in some countries as an antidiabetic and antiobesity agent, has also been assessed to treat individuals with MASH and fibrosis F2-F3. In the SYNERGY-NASH, 314 a phase 2b placebo-controlled study, tirzepatide promoted MASH resolution without fibrosis worsening in 61% of the individuals assessed after 52 weeks of treatment (57% of patients were women, but no subanalysis was conducted in that group).

In the PIVENS study, 315 conducted in individuals with MASH and no T2DM, vitamin E use (800 IU/day) for two years improved liver disease activity, which was histologically estimated using the NAS score (Non-Alcoholic Steatohepatitis Activity Score), without fibrosis increase as compared to placebo (43% vs. 19%; p < 0.001).

Finally, although studies of histological outcomes related to MASLD with the use of SGLT2 inhibitors are scarce, there is evidence of reduction in liver enzymes, liver fat, and liver stiffness assessed with elastography as a result of the use of those drugs in a population with T2DM. 316 - 318 Thus, some guidelines for the management of MASLD recommend that treatment with SGLT2 inhibitors be considered for individuals with T2DM and MASH and/or fibrosis, without sex-related difference regarding outcomes. 295 , 298 , 308

When the combination of lifestyle change and pharmacotherapy fails, individuals with MASLD associated with fibrosis and obesity from class II on should be considered for bariatric surgery. 319 The benefits of that surgery for MASLD have been consistent in several studies assessing different surgical techniques and, although MASH reduction is evident by the end of the first postoperative year, significant benefits for fibrosis require longer, as shown in studies with follow-up of 5 to 6 years. 320 , 321

10.7.7. Management of Chronic Kidney Disease

Current data in the literature do not allow the use of different criteria for screening, diagnosis, and treatment of CKD, especially DKD, and, thus, we recommend that the Brazilian Society of Diabetes criteria be used. Further research is necessary to identify clinically relevant physiological differences between sexes, aimed at identifying new therapies that change clinical outcomes.

The sex-related differences in albuminuria can influence treatment, with therapies targeted at reducing proteinuria, such as renin-angiotensin-aldosterone system blockade, SGLT2 inhibitors, and mineralocorticoid receptor antagonists. 331

Large randomized clinical trials using SGLT2 inhibitors have shown that women and men seem to benefit equally, although only 28.5% to 36.9% of those studies’ participants were women. An analysis of the EMPA-REG OUTCOME, CANVAS, DECLARE TIMI-58, and CREDENCE trials has shown that there was no sex-related difference in the reduction of major adverse cardiovascular events or adverse events from SGLT2 inhibitors, such as amputation, fracture, and urinary tract infection, although women were more likely to have genital infection. 370

Despite the equal benefit from SGLT2 inhibitors independently of sex, women are less likely to receive a prescription of an SGLT2 inhibitor, even when diagnosed with DKD, HF with reduced ejection fraction, or atherosclerotic CVD. This deprives many women from the cardiovascular and renal benefits of those drugs.

Table 10.2 shows a summary of the drug classes for treatment of DKD and sex-related differences.

Table 10.2. Sex-related differences in the therapies for diabetic kidney disease.
Therapy Sex differences
SGLT2 inhibitors No difference in cardiovascular or renal benefit. Increased risk of diabetic ketoacidosis in women with T1DM on off-label use, maybe related to higher ketogenesis in women. Increased risk of genital fungal infections in women.
GLP-1 agonists and dipeptidyl peptidase-4 inhibitors No difference between sexes. Theoretical sex-related difference in vascular response to nitric oxide.
Mineralocorticoid receptor antagonist No difference between sexes in randomized clinical trials.
Endothelin receptor antagonist Sex-based differences in endothelin receptor expression. No difference in randomized clinical trials.
Metformin Greater gastrointestinal adverse effects in women, with potential improvement at lower doses.
RAAS blockade In women, estrogen decreases renin, ACE, and Ang II, and increases angiotensinogen and Ang 1-7. Contraindicated in pregnancy.
Menopausal hormone therapy Estradiol, progesterone, or combined hormonal therapy reduce albuminuria in postmenopausal women. Controversial data.

Adapted from Sridhar et al. 338 ACE: angiotensin-converting enzyme; Ang 1-7: angiotensin 1-7; Ang II: angiotensin II; GLP-1: glucagon-like peptide 1; RAAS: renin-angiotensin-aldosterone system; SGLT2: sodium-glucose cotransporter type 2; T1DM: type 1 diabetes mellitus.

10.7.8. Role of GLP-1 Analogues in Women's Cardiometabolic Treatment

The GLP-1 analogues promote glucose-dependent insulin secretion, reduce appetite, and delay gastric emptying. They contribute to effective glycemic control and improvement of CVR markers. 369

10.7.9. Specificities in Women

Female hormonal factors and body fat distribution contribute to a more severe expression of cardiometabolic syndrome. Studies have shown that GLP-1 analogues have particularly beneficial effects, with higher impact on weight reduction and improvement of inflammatory and lipid parameters in women as compared to men. This can be partially explained by different hormonal responses and higher sensitivity to the anorexigenic effects of those drugs. 371 , 372

10.7.10. Semaglutide

Semaglutide is a GLP-1 receptor agonist, with consolidated efficacy in glycemic control and weight reduction. In overweight or obese patients, semaglutide has shown significant reductions in body weight and HbA1c, even in the absence of T2DM. 371 In patients with T2DM, it reduced by 26% the risk of major cardiovascular adverse events. 135 In individuals with previous atherosclerotic CVD, BMI ≥ 27, and no history of T2DM, semagludite reduced by 20% the combined risk of major cardiovascular adverse events and all-cause mortality. 274 In addition, significant renal effects have been shown in patients with T2DM and CKD. There was a 24% reduction in the risk of severe kidney events and death due to renal or cardiovascular causes in the group treated with semaglutide, with smaller annual decline in estimated glomerular filtration rate. 373 Recent evidence has shown that its oral use in patients with diabetes also contributes to reduce cardiovascular events, being useful in clinical contexts where the injectable use is less feasible. 374

10.7.11. Tirzepatide

Tirzepatide, a dual GIP and GLP-1 receptor agonist, represents an advance in cardiometabolic disease management. Its use has shown significant reductions in HbA1c levels (up to 2.4%) and body weight (up to 20%), in addition to lipid profile improvement and reduction in inflammatory markers. 375 , 376 These characteristics make this dual GIP/GLP1 agonist a promising alternative, especially in women with central obesity and IR.

10.7.12. Future Perspectives

A recent study assessing the efficacy of the weekly use of 2.4 mg of semaglutide as compared to 5-15 mg of tirzepatide to treat obesity has shown the superiority of tirzepatide for both weight loss and metabolic control, with comparable cardiovascular effects and safety profile. However, the subgroup of women treated with semaglutide showed higher proportional weight loss as compared to men and improvement of cardiometabolic RFs after 72 weeks of treatment. Planning and final therapeutic decision should always be individual and based on each patient's physiological, hormonal, and metabolic characteristics. 376

10.8. Specific pharmacological considerations

10.8.1. Drug interactions

Women with chronic conditions, such as osteoporosis, depression, and anxiety, are frequently exposed to polypharmacy, increasing the risk of relevant drug interactions, because of lower renal clearance and higher body fat proportion. Of the interactions with highest impact, selective serotonin reuptake inhibitors stand out. They can inhibit CYP3A4 and interfere with the metabolism of lipophilic statins, increasing the risk of myopathy. 367

10.8.2. Importance of Weight Control

Interventions that reduce body weight have a direct impact on lipid profile improvement, BP control, and insulin sensitivity. Of such interventions, GLP-1 agonists stand out, showing consistent effects on weight reduction with additional benefits to the prevention of major cardiovascular adverse events. Management of obesity should be understood as a fundamental component of the therapeutic strategy for cardiometabolic disorders. 117 , 274 , 373 - 376

10.8.3. Individualized Approach

The clinical heterogeneity among women requires personalized approaches for the management of cardiometabolic disorders that consider not only physiological parameters, such as age and presence of comorbidities, but also psychosocial factors, reproductive history, and individual preferences. Therapeutic individualization, thus, represents an essential pillar for woman-centered care, promoting more effective and safe interventions throughout a woman's healthcare journey. 377 , 378

10.9. Surgical Treatment

10.9.1. Bariatric Surgery

Bariatric surgery is a widely acknowledged strategy across the globe, with perioperative mortality ranging from 0.03% to 0.2%. 379 In Brazil, approximately 70% of the patients undergoing the procedure are women. 380 Its benefits comprise a significant improvement of MS and associated comorbidities, such as T2DM, sleep obstructive apnea, SAH, dyslipidemia, Pickwick syndrome, MASLD, and gastroesophageal reflux disease. 381 The indication follows guidelines that recommend surgery to patients with BMI ≥ 35 kg/m² and associated comorbidities, or isolated BMI ≥ 40 kg/m², independently of the presence of other diseases. 382

Bariatric surgery has been associated with a lower incidence of major cardiovascular adverse events in patients with CVD and obesity in a cohort of 2638 patients followed up for 4.6 years, with the highest benefit found in the groups with HF and IHD. 383

After the procedure, women show a slightly smaller weight loss than men. The weight reduction can lead to an abrupt SHBG increase, testosterone decrease, and FSH elevation, improving ovulatory dysfunction and menstrual irregularity, thus favoring spontaneous conception at reproductive age. 384

Contraindications to bariatric surgery are as follows: severe psychiatric disease without control; moderate to severe dementias; alcohol or illegal drug dependence; severe IHD or other severe heart diseases; and portal hypertension with esophageal varices. In patients with BMI > 50 kg/m², the surgical risk is high because of the higher incidence of comorbidities and anatomical complexity, which result in longer surgery duration, higher perioperative morbidity, and longer hospitalizations, according to some studies. 382

Figure 10.4 summarizes the strategies to approach women's cardiometabolic disorders, emphasizing the importance of a woman-centered multidisciplinary approach, involving the promotion of healthy habits, individualized screening of RFs and their control, integrated clinical management, and inclusion of psychosocial aspects in the cardiometabolic assessment.

Figure 10.4. Strategies to approach women's cardiometabolic disorders. ACEI: angiotensin-converting-enzyme inhibitor; ARB: angiotensin receptor blocker; CCB: calcium channel blocker; CKD: chronic kidney disease; CV: cardiovascular; CVD: cardiovascular disease; CVR: cardiovascular risk; DLP: dyslipidemia; T2DM: type 2 diabetes mellitus; GLP-1: glucagon-like peptide 1; HFpEF: heart failure with preserved ejection fraction; HFrEF: heart failure with reduced ejection fraction; MACE: major adverse cardiovascular events; MASLD: metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease; MRA: mineralocorticoid receptor antagonist; MS: metabolic syndrome; POS: polycystic ovary syndrome; RAAS: renin-angiotensin-aldosterone system; SAH: systemic arterial hypertension; SGLT2: sodium-glucose cotransporter type 2; VMS: vasomotor symptoms.

Figure 10.4

11. Recommendations for the Management of Cardiometabolic Disorders in Women

For the recommendations provided at the end of this chapter, a systematic review was conducted (Supplement 1) with ten PICO (Population, Intervention, Comparison, and Outcome) questions. This systematic review included systematic reviews, metanalyses, multicenter randomized controlled trials, and guidelines. The following databases were searched: PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane Library, LILACS, and BVS. The GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) approach, a system for assessing the certainty of evidence and the strength of recommendation in systematic reviews and clinical practice guidelines was used. The GRADE approach classifies evidence into levels (high, moderate, low, or very low) and, based on that classification, determines the direction (AGAINST or IN FAVOR) and the strength of recommendation (STRONG or WEAK) as follows.

  • High: There is high confidence that effect estimates are close to the true effect.

  • Moderate: There is moderate confidence in effect estimates. Future studies are likely to impact confidence in effect estimates.

  • Low: Confidence in effect estimates is limited.

  • Very low: There is uncertainty regarding effect estimates.

Figure 11.1 summarizes the structure of the systematic review supporting this position statement.

Figure 11.1. Summarizes the structure of the systematic review supporting this position statement.

Figure 11.1

Although the importance of cardiometabolic disorders in women has been increasingly acknowledged, there is significant lack of evidence from multicenter randomized controlled trials specifically addressing the treatment of those conditions in the female sex. This limitation impairs the elaboration of clinical recommendations based on solid evidence adapted to women's particularities. It is worth noting that women continue to be under-represented in clinical trials of cardiovascular diseases and cardiometabolic disorders. In recent analyses, female participation in large multicenter randomized controlled trials has ranged from 27% to 38% of participants, a smaller proportion than the prevalence of those disorders in the female population. 385 , 386 Only one third of studies has reported analyses of women-specific results, hindering the efficacy and safety assessment of treatments in that group. In addition, the scarcity of multicenter randomized controlled trials focused on women determines that many clinical recommendations be based on indirect evidence or evidence extrapolated from studies whose sample is mostly male, which might not reflect the best management of cardiometabolic disorders in women. 387

There is strong correlation between cardiometabolic disorders and inflammatory conditions over the course of a woman's life, such as POS, GD, and preeclampsia, which predispose to increased risk for AMI, stroke, and IHD, as well as later repercussion on the mother-child dyad. Recent study with 12,480 mother-child dyads has shown that maternal cardiometabolic RFs were significantly associated with 4.88% and 1.90% increases in systolic and diastolic BP of the child, respectively. The combination of hypertensive disorders of pregnancy with pregestational obesity or GD was significantly associated with higher BP between the ages of 2 years and 18 years, emphasizing the importance of the early management of cardiometabolic disorders in women's childhood, adolescence, and reproductive period. 388

Sex-related differences regarding cardiometabolic disorders and inflammatory diseases have suggested that sex hormones regulate women's inflammatory pathways. There are changes in women's inflammatory signaling that can account for differences in hypertension, atherosclerosis, obesity, CKD, and MASLD. Knowing the specific mechanisms that boost women's chronic inflammatory conditions, such as POS, GD, and postmenopausal hypertension, will support the multidisciplinary approach necessary to decrease the burden of CVDs in women. 30

Several interventions have a combined effect on chronic diseases, especially the cardiometabolic ones. A recent study has assessed the associations between physical activity pattern and incidence of 678 conditions in 89,573 participants (mean age, 62 ± 8 years; 56% women) in the UK Biobank prospective cohort study, who used an accelerometer for one week from June 2013 to December 2015. Both physical activities concentrated over 1 or 2 days and more regular activity patterns were associated with a similarly lower risk for more than 200 diseases, particularly lower risk of cardiometabolic disorders. 389

In what follows, we present the recommendations with relatively robust evidence for cardiometabolic disorders in women.

CURRENT RECOMMENDATIONS FOR CARDIOMETABOLIC DISORDERS IN WOMEN

DIET 390 - 398

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
For women with overweight, obesity, metabolic syndrome, hypertension, dyslipidemia, MASLD, and T2DM, comprehensive lifestyle interventions are recommended using Mediterranean diet, DASH, intermittent energy restriction diet, diets with high protein content and calorie restriction aimed at an average body weight reduction of 5-10%. STRONG HIGH

T2DM: type 2 diabetesmellitus; DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; MASLD: metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease.

PHYSICAL ACTIVITY 399 - 408

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
Regular practice of physical activity with the initial goal of 150 minutes per week of aerobic exercises and resistance training two to three times per week are recommended for perimenopausal women with overweight, obesity, metabolic syndrome, T2DM, hypertension, and dyslipidemia. For weight loss ≥5%, it should be increased to 300 minutes per week, given that visceral fat reduction is related to short- and midterm improvement in cardiometabolic outcomes. STRONG MODERATE

T2DM: type 2 diabetes mellitus.

ALCOHOL CONSUMPTION AND TOBACCO USE 356 , 409 - 417

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
Alcohol consumption increases the risk of anemia and gestational diabetes, while tobacco use doubles the chance of low weight at birth and increases the chances of infertility and early menopause. Alcohol consumption, even at moderate amounts, and tobacco use by women can elevate blood pressure, increase serum levels of LDL-c and triglycerides, decrease serum HDL-c levels, and increase the risk of stroke, heart failure, insulin resistance, and T2DM. Non-pregnant women should not smoke and consume <140 g of alcohol per week. STRONG HIGH

T2DM: type 2 diabetes mellitus.

OBESITY 274 , 418 - 425

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
Lifestyle changes associated with the use of GLP-1 agonists and SGLT2 inhibitors are recommended for the treatment of obesity and T2DM in women, with beneficial effects on weight reduction and metabolic parameters. STRONG HIGH

T2DM: type 2 diabetes mellitus; GLP-1: glucagon-like peptide-1; SGLT2: sodium-glucose cotransporter type 2.

CURRENT RECOMMENDATIONS FOR CARDIOMETABOLIC DISORDERS IN WOMEN

DIABETES 420 , 426 - 432

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
Lifestyle changes associated with the use of GLP-1 agonists and SGLT2 inhibitors are recommended for the treatment of T2DM in women, with beneficial effects on weight reduction and metabolic parameters, such as glycated hemoglobin reduction. Metformin should not be used as a first-line agent for the management of diabetes in pregnancy, and, when used to treat POS and induce ovulation, it should be discontinued up to the end of the first trimester, because it crosses the placental barrier. STRONG HIGH

T2DM: type 2 diabetes mellitus; POS: polycystic ovary syndrome; GLP-1: glucagon-like peptide-1; SGLT2: sodium-glucose cotransporter type 2.

DYSLIPIDEMIA 366

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
In women at very high cardiovascular risk on secondary prevention, in addition to lifestyle changes, high-potency statins alone or in combination with ezetimibe should be used to reduce LDL-c ≥ 50%, targeting at LDL-c < 50 mg/dL and non-HDL-c < 80 mg/dL, independently of baseline LDL-c level. STRONG HIGH
In women at high cardiovascular risk on secondary prevention, in addition to lifestyle changes, high-potency statins alone or in combination with ezetimibe should be used to reduce LDL-c ≥ 50%, targeting at LDL-c < 70 mg/dL and non-HDL-c < 100 mg/dL, independently of baseline LDL-c level. STRONG HIGH

ARTERIAL HYPERTENSION 209 , 211 , 214

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
Body weight control to achieve healthy values of BMI (20–25 kg/m2) and waist circumference (<80 cm in women) is recommended to reduce BP and cardiovascular risk. The practice of low-to-moderate intensity exercises is recommended for all pregnant women without contraindications to reduce the risk of gestational hypertension and preeclampsia. STRONG HIGH
In women with chronic or gestational hypertension, drug treatment is recommended for those with confirmed systolic BP ≥ 140 mm Hg or diastolic BP ≥ 90 mm Hg. STRONG HIGH

BMI: body mass index; BP: blood pressure.

METABOLIC DYSFUNCTION-ASSOCIATED STEATOTIC LIVER DISEASE 309 , 311 , 314 , 302 , 414 , 433 , 434

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
EIn women with MASLD, the following are recommended: lifestyle changes (weight loss, dietary changes, physical exercises, tobacco and alcohol use cessation); optimized management of comorbidities, such as incretin-based therapies (ex: semaglutide, tirzepatide) for T2DM or obesity (when indicated); and bariatric surgery in the presence of severe obesity. STRONG MODERATE

T2DM: type 2 diabetes mellitus; MASLD: metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease.

CURRENT RECOMMENDATIONS FOR CARDIOMETABOLIC DISORDERS IN WOMEN

CHRONIC KIDNEY DISEASE 435 - 441

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
Pregnancy is one of the major causes of acute kidney injury in women of reproductive age and, along with preeclampsia, can lead to subsequent CKD. CKD has a negative effect on pregnancy, even at very initial stages, and the risks increase with CKD progression and concomitance of T2DM. Monitoring renal function markers during pregnancy and following years is recommended. STRONG MODERATE

T2DM: type 2 diabetes mellitus; CKD: chronic kidney disease.

SURGICAL THERAPY * – BARIATRIC SURGERY 442 - 448

* (Roux-en-Y gastric bypass, vertical gastrectomy, laparoscopic adjustable gastric banding, duodenal jejunal bypass liner/biliopancreatic diversion)

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
Bariatric surgery is recommended for women with BMI ≥ 35 kg/m² and history of diabetes, MASLD, or high risk for cardiovascular events, as well as for those with BMI ≥ 40 kg/m², independently of comorbidities, to improve cardiometabolic parameters (lipid and glycemic profile) and inflammatory markers. STRONG HIGH

MASLD: metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease; BMI: body mass index.

POLYCYSTIC OVARY SYNDROME 43 , 65 , 97 , 141 , 156 , 159 , 172 , 265 , 304 , 444

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
POS is associated with anovulation, hyperandrogenism, and insulin resistance, increasing the risk of cardiovascular diseases and T2DM. Women with POS should undergo complete assessment of lipid profile and glycemic status at the time of diagnosis. Treatment includes, in addition to lifestyle changes, insulin sensitizers, such as metformin or myoinositol, and, for hirsutism and irregular cycles, combined oral contraceptives. Antiobesity agents, such as liraglutide, semaglutide, and GLP-1 agonists and orlistat, can also be indicated for weight control. STRONG MODERATE

POS: polycystic ovary syndrome; T2DM: type 2 diabetes mellitus ; GLP-1: glucagon-like peptide-1.

ENDOMETRIOSIS 203 - 206

Recommendations – IN FAVOR Strength of recommendation Certainty of evidence
Endometriosis is associated with a chronic inflammatory process with increased oxidative stress and elevation in cardiovascular risk factors, higher risk of hypertension, lipid changes, coronary artery disease, heart failure, and stroke. Hormonal therapies and ovarian stimulation for in vitro fertilization can also elevate the risk of thromboembolism. Lifestyle changes can help reduce cardiovascular risk. WEAK WEAK

SUPPLEMENT

1. Which biomarkers help the diagnosis of cardiometabolic disorders in women?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Biomarkers"[Mesh] OR "biological markers"[tiab] OR biomarkers[tiab] OR "molecular markers"[tiab] OR "diagnostic markers"[tiab] OR "metabolic markers"[tiab] OR "cardiometabolic biomarkers"[tiab]) AND ("Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Type 2 Diabetes Mellitus"[Mesh] OR "cardiometabolic risk"[tiab] OR "cardiometabolic abnormalities"[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR dyslipidemia*[tiab] OR hypertension[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR "cardiovascular disease"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('biological marker'/exp OR 'biomarker'/exp OR 'biological marker':ti, ab OR biomarkers:ti, ab OR 'molecular marker':ti, ab OR 'diagnostic marker':ti, ab OR 'metabolic marker':ti, ab OR 'cardiometabolic biomarker':ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'cardiovascular disease'/exp OR 'glucose intolerance'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'cardiometabolic risk':ti, ab OR 'cardiometabolic abnormalit*':ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR 'glucose intolerance':ti, ab OR dyslipidemi*:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab OR 'cardiovascular disease':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Biomarkers"] OR "biological markers":ti, ab OR biomarkers:ti, ab OR "molecular markers":ti, ab OR "diagnostic markers":ti, ab OR "metabolic markers":ti, ab OR "cardiometabolic biomarkers":ti, ab) AND ([mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Cardiovascular Diseases"] OR [mh "Glucose Intolerance"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Type 2 Diabetes Mellitus"] OR "cardiometabolic risk":ti, ab OR "cardiometabolic abnormalities":ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR dyslipidemia*:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR "cardiovascular disease":ti, ab)
AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Biomarcadores" OR "Biomarkers" OR "Biomarcadores" OR "Marcadores Biológicos" OR "Biological Markers" OR "Marcadores Biológicos" OR "Marcadores moleculares" OR "Molecular Markers" OR "Marcadores diagnósticos" OR "Diagnostic Markers" OR "Marcadores metabólicos" OR "Metabolic Markers" OR "Marcadores cardiometabólicos" OR "Cardiometabolic Biomarkers") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Intolerância à Glicose" OR "Glucose Intolerance" OR "Intolerancia a la Glucosa" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Diabetes tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes tipo 2" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female" OR "Femenino")

SUPPLEMENT

2. Does menopausal hormone therapy influence cardiometabolic parameters?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Hormone Replacement Therapy"[Mesh] OR "Estrogen Replacement Therapy"[Mesh] OR "menopausal hormone therapy"[tiab] OR "hormone replacement therapy"[tiab] OR HRT[tiab] OR "estrogen therapy"[tiab] OR "estradiol therapy"[tiab] OR "postmenopausal hormone therapy"[tiab]) AND ("Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "Blood Pressure"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Lipid Metabolism"[Mesh] OR "Cholesterol"[Mesh] OR "Triglycerides"[Mesh] OR "Glucose Metabolism Disorders"[Mesh] OR "cardiometabolic parameters"[tiab] OR "cardiometabolic profile"[tiab] OR "insulin sensitivity"[tiab] OR "lipid profile"[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR "glucose levels"[tiab] OR "cholesterol levels"[tiab] OR triglycerides[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('hormone replacement therapy'/exp OR 'estrogen replacement therapy'/exp OR 'menopausal hormone therapy':ti, ab OR 'hormone replacement therapy':ti, ab OR HRT:ti, ab OR 'estrogen therapy':ti, ab OR 'estradiol therapy':ti, ab OR 'postmenopausal hormone therapy':ti, ab) AND ('metabolic syndrome'/exp OR 'cardiovascular disease'/exp OR 'blood pressure'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'lipid metabolism'/exp OR 'cholesterol'/exp OR 'triglyceride'/exp OR 'glucose metabolism disorder'/exp OR 'cardiometabolic parameter*':ti, ab OR 'cardiometabolic profile':ti, ab OR 'insulin sensitivity':ti, ab OR 'lipid profile':ti, ab OR 'blood pressure':ti, ab OR 'glucose level*':ti, ab OR 'cholesterol level*':ti, ab OR triglyceride*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Hormone Replacement Therapy"] OR [mh "Estrogen Replacement Therapy"] OR "menopausal hormone therapy":ti, ab OR "hormone replacement therapy":ti, ab OR HRT:ti, ab OR "estrogen therapy":ti, ab OR "estradiol therapy":ti, ab OR "postmenopausal hormone therapy":ti, ab) AND ([mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Cardiovascular Diseases"] OR [mh "Blood Pressure"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Lipid Metabolism"] OR [mh "Cholesterol"] OR [mh "Triglycerides"] OR [mh "Glucose Metabolism Disorders"] OR "cardiometabolic parameters":ti, ab OR "cardiometabolic profile":ti, ab OR "insulin sensitivity":ti, ab OR "lipid profile":ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR "glucose levels":ti, ab OR "cholesterol levels":ti, ab OR triglycerides:ti, ab)
BVS ("Terapia Hormonal da Menopausa" OR "Menopausal Hormone Therapy" OR "Terapia Hormonal de la Menopausia" OR "Terapia de Reposição Hormonal" OR "Hormone Replacement Therapy" OR "Terapia de Reemplazo Hormonal" OR "Terapia Estrogênica" OR "Estrogen Therapy" OR "Terapia con Estrógenos" OR "Terapia com Estradiol" OR "Estradiol Therapy" OR "Terapia con Estradiol" OR HRT) AND ("Parâmetros Cardiometabólicos" OR "Cardiometabolic Parameters" OR "Parámetros Cardiometabólicos" OR "Perfil Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Profile" OR "Perfil Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Sensibilidade à Insulina" OR "Insulin Sensitivity" OR "Sensibilidad a la Insulina" OR "Perfil Lipídico" OR "Lipid Profile" OR "Perfil Lipídico" OR "Pressão Arterial" OR "Blood Pressure" OR "Presión Arterial" OR "Níveis de Glicose" OR "Glucose Levels" OR "Niveles de Glucosa" OR "Colesterol" OR "Cholesterol" OR "Colesterol" OR "Triglicerídeos" OR "Triglycerides" OR "Triglicéridos" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares")

SUPPLEMENT

3. Do lifestyle changes improve cardiometabolic disorders in women?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Life Style"[Mesh] OR "Lifestyle"[tiab] OR "lifestyle change"[tiab] OR "behavior change"[tiab] OR "lifestyle intervention"[tiab] OR "behavioral intervention"[tiab]) AND ("Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Type 2 Diabetes Mellitus"[Mesh] OR "Physical Activity"[Mesh] OR "Exercise"[Mesh] OR "Motor Activity"[Mesh] OR "Diet"[Mesh] OR "Nutrition Therapy"[Mesh] OR "Healthy Diet"[tiab] OR "Physical Activity"[tiab] OR exercise[tiab] OR "psychosocial intervention"[tiab] OR "smoking cessation"[tiab] OR smoking[tiab] OR tobacco[tiab] OR alcohol[tiab] OR "alcohol consumption"[tiab] OR "cardiometabolic abnormalities"[tiab] OR "cardiometabolic risk"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('life style'/exp OR 'lifestyle change':ti, ab OR 'behavior change':ti, ab OR 'lifestyle intervention':ti, ab OR 'behavioral intervention':ti, ab) AND ('metabolic syndrome'/exp OR 'cardiovascular disease'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'glucose intolerance'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'obesity'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'physical activity'/exp OR 'exercise'/exp OR 'diet'/exp OR 'nutrition therapy'/exp OR 'healthy diet':ti, ab OR 'psychosocial intervention':ti, ab OR 'smoking cessation':ti, ab OR smoking:ti, ab OR tobacco:ti, ab OR alcohol:ti, ab OR 'alcohol consumption':ti, ab OR 'cardiometabolic risk':ti, ab OR 'cardiometabolic abnormalit*':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ("lifestyle" OR "lifestyle change" OR "lifestyle intervention" OR "behavior change" OR "behavioral intervention") AND ("cardiometabolic abnormalities" OR "cardiometabolic risk" OR "metabolic syndrome" OR "insulin resistance" OR "glucose intolerance" OR "dyslipidemia" OR "obesity" OR "hypertension" OR "type 2 diabetes" OR "cardiovascular disease" OR "physical activity" OR "exercise" OR "diet" OR "nutrition" OR "healthy diet" OR "psychosocial intervention" OR "smoking" OR "smoking cessation" OR "tobacco" OR "alcohol" OR "alcohol consumption") AND (women OR woman OR female OR females)
BVS (TW: "Estilo de Vida" OR "Lifestyle" OR "Estilo de Vida" OR "Mudança de Estilo de Vida" OR "Lifestyle Change" OR "Cambio de Estilo de Vida" OR "Intervenção de Estilo de Vida" OR "Lifestyle Intervention" OR "Intervención de Estilo de Vida" OR "Mudança Comportamental" OR "Behavior Change" OR "Cambio de Comportamiento" OR "Intervenção Comportamental" OR "Behavioral Intervention" OR "Intervención Conductual") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Intolerância à Glicose" OR "Glucose Intolerance" OR "Intolerancia a la Glucosa" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares" OR "Atividade Física" OR "Physical Activity" OR "Actividad Física" OR "Exercício" OR "Exercise" OR "Ejercicio" OR "Dieta" OR "Diet" OR "Dieta" OR "Nutrição" OR "Nutrition" OR "Nutrición" OR "Dieta Saudável" OR "Healthy Diet" OR "Dieta Saludable" OR "Intervenção Psicossocial" OR "Psychosocial Intervention" OR "Intervención Psicosocial" OR "Tabagismo" OR "Smoking" OR "Tabaquismo" OR "Cessação do Tabagismo" OR "Smoking Cessation" OR "Cese del Tabaquismo" OR "Álcool" OR "Alcohol" OR "Alcohol") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female" OR "Femenino")

SUPPLEMENT

4. Which drugs help the treatment of cardiometabolic disorders in women with obesity and diabetes?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Drug Therapy"[Mesh] OR "Pharmaceutical Preparations"[Mesh] OR "Hypoglycemic Agents"[Mesh] OR "Antihyperglycemic Agents"[Mesh] OR "Antihypertensive Agents"[Mesh] OR "Lipid Regulating Agents"[Mesh] OR medication*[tiab] OR drug*[tiab] OR pharmacotherapy[tiab] OR "glucose-lowering agents"[tiab] OR "antidiabetic drugs"[tiab] OR "insulin sensitizers"[tiab] OR "weight loss drugs"[tiab]) AND (("Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "cardiometabolic risk"[tiab] OR "cardiometabolic abnormalities"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR cholesterol[tiab] OR "lipid profile"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])) AND ("Obesity"[Mesh] OR "Obesity, Morbid"[Mesh] OR "Diabetes Mellitus, Type 2"[Mesh] OR obesity[tiab] OR overweight[tiab] OR "morbid obesity"[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR T2DM[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('drug therapy'/exp OR 'pharmaceutical preparation'/exp OR 'hypoglycemic agent'/exp OR 'antihyperglycemic agent'/exp OR 'antihypertensive agent'/exp OR 'lipid regulating agent'/exp OR medication*:ti, ab OR drug*:ti, ab OR pharmacotherapy:ti, ab OR 'glucose lowering agent':ti, ab OR 'antidiabetic drug':ti, ab OR 'insulin sensitizer':ti, ab OR 'weight loss drug':ti, ab) AND (('metabolic syndrome'/exp OR 'cardiovascular disease'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'glucose intolerance'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'cardiometabolic risk':ti, ab OR 'cardiometabolic abnormalit*':ti, ab OR 'blood pressure':ti, ab OR cholesterol:ti, ab OR 'lipid profile':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)) AND ('obesity'/exp OR 'morbid obesity'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR 'morbid obesity':ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab OR T2DM:ti, ab)
Cochrane ([mh "Drug Therapy"] OR [mh "Pharmaceutical Preparations"] OR [mh "Hypoglycemic Agents"] OR [mh "Antihyperglycemic Agents"] OR [mh "Antihypertensive Agents"] OR [mh "Lipid Regulating Agents"] OR medication*:ti, ab OR drug*:ti, ab OR pharmacotherapy:ti, ab OR "glucose-lowering agents":ti, ab OR "antidiabetic drugs":ti, ab OR "insulin sensitizers":ti, ab OR "weight loss drugs":ti, ab) AND (([mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Cardiovascular Diseases"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Glucose Intolerance"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR "cardiometabolic risk":ti, ab OR "cardiometabolic abnormalities":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR cholesterol:ti, ab OR "lipid profile":ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)) AND ([mh "Obesity"] OR [mh "Obesity, Morbid"] OR [mh "Diabetes Mellitus, Type 2"] OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR "morbid obesity":ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR T2DM:ti, ab)
BVS (TW: "Medicamentos" OR "Drugs" OR "Medicamentos" OR "Terapia Medicamentosa" OR "Drug Therapy" OR "Tratamiento Farmacológico" OR "Preparações Farmacêuticas" OR "Pharmaceutical Preparations" OR "Preparaciones Farmacéuticas" OR "Agentes Hipoglicemiantes" OR "Hypoglycemic Agents" OR "Agentes Hipoglucemiantes" OR "Agentes Antihipertensivos" OR "Antihypertensive Agents" OR "Agentes Antihipertensivos" OR "Agentes Reguladores de Lipídios" OR "Lipid Regulating Agents" OR "Agentes Reguladores de Lípidos" OR "Sensibilizadores de Insulina" OR "Insulin Sensitizers" OR "Sensibilizadores de Insulina" OR "Medicamentos para Emagrecimento" OR "Weight Loss Drugs" OR "Medicamentos para Adelgazar") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Sobrepeso" OR "Overweight" OR "Sobrepeso" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female" OR "Femenino")

SUPPLEMENT

5. Does the treatment of infertility associate with cardiometabolic disorders in women?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Infertility, Female"[Mesh] OR "Infertility"[Mesh] OR infertility[tiab] OR "fertility treatment*"[tiab] OR "Assisted Reproductive Techniques"[Mesh] OR "assisted reproductive technolog*"[tiab] OR ART[tiab] OR "In Vitro Fertilization"[Mesh] OR "in vitro fertilization"[tiab] OR IVF[tiab] OR "Intracytoplasmic Sperm Injection"[Mesh] OR ICSI[tiab] OR "Ovulation Induction"[Mesh] OR "ovulation induction"[tiab] OR clomiphene[tiab] OR letrozole[tiab] OR gonadotropin*[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR "Diabetes Mellitus, Type 2"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "cardio-metabolic"[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperlipidemia[tiab] OR hypertension[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR obesity[tiab] OR overweight[tiab] OR BMI[tiab] OR "body mass index"[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR diabetes[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('female infertility treatment'/exp OR 'infertility'/exp OR 'assisted reproductive technology'/exp OR 'in vitro fertilization'/exp OR 'intracytoplasmic sperm injection'/exp OR 'ovulation induction'/exp OR infertility:ti, ab OR 'fertility treatment*':ti, ab OR 'assisted reproductive technolog*':ti, ab OR ART:ti, ab OR 'in vitro fertilization':ti, ab OR IVF:ti, ab OR 'intracytoplasmic sperm injection':ti, ab OR ICSI:ti, ab OR 'ovulation induction':ti, ab OR clomiphene:ti, ab OR letrozole:ti, ab OR gonadotropin*:ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'obesity'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'cardio metabolic':ti, ab OR dyslipidemia*:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR 'blood pressure':ti, ab OR BMI:ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR diabetes:ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Infertility, Female"] OR [mh "Infertility"] OR infertility:ti, ab OR "fertility treatment*":ti, ab OR [mh "Assisted Reproductive Techniques"] OR "assisted reproductive technolog*":ti, ab OR ART:ti, ab OR [mh "In Vitro Fertilization"] OR "in vitro fertilization":ti, ab OR IVF:ti, ab OR [mh "Intracytoplasmic Sperm Injection"] OR ICSI:ti, ab OR [mh "Ovulation Induction"] OR "ovulation induction":ti, ab OR clomiphene:ti, ab OR letrozole:ti, ab OR gonadotropin*:ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Obesity"] OR [mh "Diabetes Mellitus, Type 2"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "cardio-metabolic":ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR BMI:ti, ab OR "body mass index":ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR diabetes:ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS ("Infertilidade" OR "Infertility" OR "Infertilidad" OR "Tratamento da Infertilidade" OR "Infertility Treatment" OR "Tratamiento de la Infertilidad" OR "Tecnologias de Reprodução Assistida" OR "Assisted Reproductive Technologies" OR "Tecnologías de Reproducción Asistida" OR "Fertilização in vitro" OR "In Vitro Fertilization" OR "Fertilización in vitro" OR "Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides" OR "Intracytoplasmic Sperm Injection" OR "Inyección intracitoplasmática de espermatozoides" OR "Indução da Ovulação" OR "Ovulation Induction" OR "Inducción de la Ovulación" OR Clomifeno OR Clomiphene OR Clomifeno OR Letrozol OR Letrozole OR Letrozol OR Gonadotrofinas OR Gonadotropins OR Gonadotropinas) AND ("Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Sobrepeso" OR "Overweight" OR "Sobrepeso" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares") AND ("Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female" OR "Femenino")

SUPPLEMENT

6. Which drugs for the treatment of hypertension and dyslipidemia influence cardiometabolic disorders in women?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Drug Therapy"[Mesh] OR "Drugs"[Mesh] OR "Antihypertensive Agents"[Mesh] OR "Hypolipidemic Agents"[Mesh] OR medication*[tiab] OR drug*[tiab] OR "pharmacologic treatment"[tiab] OR pharmacotherapy[tiab]) AND ("Hypertension"[Mesh] OR "Antihypertensive Agents"[Mesh] OR hypertension[tiab] OR "high blood pressure"[tiab] OR "blood pressure control"[tiab] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hyperlipidemias"[Mesh] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperlipidemia[tiab] OR "lipid-lowering"[tiab] OR statins[tiab] OR "ACE inhibitors"[tiab] OR ARBs[tiab] OR "beta blockers"[tiab] OR diuretics[tiab] OR "calcium channel blockers"[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Diabetes Mellitus, Type 2"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR hyperglycemia[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR obesity[tiab] OR overweight[tiab] OR "cardiovascular risk"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('drug therapy'/exp OR 'drug'/exp OR 'antihypertensive agent'/exp OR 'hypolipidemic agent'/exp OR medication*:ti, ab OR drug*:ti, ab OR 'pharmacologic treatment':ti, ab OR pharmacotherapy:ti, ab) AND ('hypertension'/exp OR 'antihypertensive agent'/exp OR hypertension:ti, ab OR 'high blood pressure':ti, ab OR 'blood pressure control':ti, ab OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hyperlipidemia'/exp OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR 'lipid lowering':ti, ab OR statins:ti, ab OR 'ACE inhibitors':ti, ab OR ARBs:ti, ab OR 'beta blockers':ti, ab OR diuretics:ti, ab OR 'calcium channel blockers':ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'obesity'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR 'glucose intolerance':ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR 'cardiovascular risk':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Drug Therapy"] OR [mh "Drugs"] OR [mh "Antihypertensive Agents"] OR [mh "Hypolipidemic Agents"] OR medication*:ti, ab OR drug*:ti, ab OR "pharmacologic treatment":ti, ab OR pharmacotherapy:ti, ab) AND ([mh "Hypertension"] OR [mh "Antihypertensive Agents"] OR hypertension:ti, ab OR "high blood pressure":ti, ab OR "blood pressure control":ti, ab OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hyperlipidemias"] OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR "lipid-lowering":ti, ab OR statins:ti, ab OR "ACE inhibitors":ti, ab OR ARBs:ti, ab OR "beta blockers":ti, ab OR diuretics:ti, ab OR "calcium channel blockers":ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Diabetes Mellitus, Type 2"] OR [mh "Obesity"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR "cardiovascular risk":ti, ab) AND
([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Medicamentos" OR "Drugs" OR "Medicamentos" OR "Terapia Medicamentosa" OR "Drug Therapy" OR "Tratamiento Farmacológico" OR "Agentes Anti-hipertensivos" OR "Antihypertensive Agents" OR "Agentes Antihipertensivos" OR "Agentes Hipolipemiantes" OR "Hypolipidemic Agents" OR "Agentes Hipolipemiantes" OR "Tratamento Farmacológico" OR "Pharmacologic Treatment" OR "Tratamiento Farmacológico") AND TW: ("Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Pressão Alta" OR "High Blood Pressure" OR "Presión Alta" OR "Controle da Pressão Arterial" OR "Blood Pressure Control" OR "Control de la Presión Arterial" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hiperlipidemia" OR "Hyperlipidemia" OR "Hiperlipidemia" OR "Redução de Lipídios" OR "Lipid-Lowering" OR "Reducción de Lípidos" OR Estatinas OR Statins OR Estatinas OR "Inibidores da ECA" OR "ACE Inhibitors" OR "Inhibidores de la ECA" OR BRA OR ARBs OR BRA OR "Betabloqueadores" OR "Beta Blockers" OR "Betabloqueadores" OR Diuréticos OR Diuretics OR Diuréticos OR "Bloqueadores dos Canais de Cálcio" OR "Calcium Channel Blockers" OR "Bloqueadores de los Canales de Calcio") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Disorders" OR "Trastornos Cardiometabólicos" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Sobrepeso" OR "Overweight" OR "Sobrepeso" OR "Risco Cardiovascular" OR "Cardiovascular Risk" OR "Riesgo Cardiovascular") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female")

SUPPLEMENT

7. Should bariatric surgery be indicated for the treatment of cardiometabolic disorders in women?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Bariatric Surgery"[Mesh] OR "Gastric Bypass"[Mesh] OR "Gastrectomy"[Mesh] OR "bariatric surgery"[tiab] OR "gastric bypass"[tiab] OR "sleeve gastrectomy"[tiab] OR "Roux-en-Y"[tiab] OR "metabolic surgery"[tiab] OR "weight loss surgery"[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Diabetes Mellitus, Type 2"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR hyperglycemia[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperlipidemia[tiab] OR hypertension[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR "cardiovascular risk"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('bariatric surgery'/exp OR 'gastric bypass'/exp OR 'gastrectomy'/exp OR 'bariatric surgery':ti, ab OR 'gastric bypass':ti, ab OR 'sleeve gastrectomy':ti, ab OR 'roux-en-y':ti, ab OR 'metabolic surgery':ti, ab OR 'weight loss surgery':ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'obesity'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hypertension'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR 'type 2 diabetes':ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR 'blood pressure':ti, ab OR 'cardiovascular risk':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Bariatric Surgery"] OR [mh "Gastric Bypass"] OR [mh "Gastrectomy"] OR "bariatric surgery":ti, ab OR "gastric bypass":ti, ab OR "sleeve gastrectomy":ti, ab OR "Roux-en-Y":ti, ab OR "metabolic surgery":ti, ab OR "weight loss surgery":ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Diabetes Mellitus, Type 2"] OR [mh "Obesity"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hypertension"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperlipidemia:ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR "cardiovascular risk":ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Cirurgia Bariátrica" OR "Bariatric Surgery" OR "Cirugía Bariátrica" OR "Bypass Gástrico" OR "Gastric Bypass" OR "Bypass Gástrico" OR "Gastrectomia Vertical" OR "Sleeve Gastrectomy" OR "Gastrectomía Vertical" OR "Roux-en-Y" OR "Roux-en-Y" OR "Cirurgia Metabólica" OR "Metabolic Surgery" OR "Cirugía Metabólica" OR "Cirurgia para Perda de Peso" OR "Weight Loss Surgery" OR "Cirugía para Pérdida de Peso") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Abnormalities" OR "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Risco Cardiometabólico" OR "Cardiometabolic Risk" OR "Riesgo Cardiometabólico" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Tipo 2" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Risco Cardiovascular" OR "Cardiovascular Risk" OR "Riesgo Cardiovascular") AND (TW: "Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres" OR "Feminino" OR "Female")

SUPPLEMENT

8. Which interventions improve cardiometabolic disorders in women with chronic kidney disease?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Life Style"[Mesh] OR "Exercise"[Mesh] OR "Diet Therapy"[Mesh] OR "Drug Therapy"[Mesh] OR intervention*[tiab] OR treatment*[tiab] OR therapy[tiab] OR management[tiab] OR lifestyle[tiab] OR diet[tiab] OR nutrition[tiab] OR "physical activity"[tiab] OR exercise[tiab] OR medication*[tiab] OR pharmacologic*[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Type 2 Diabetes Mellitus"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperglycemia[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR hypertension[tiab] OR "cardiovascular risk"[tiab]) AND ("Renal Insufficiency, Chronic"[Mesh] OR "Kidney Diseases"[Mesh] OR "chronic kidney disease"[tiab] OR CKD[tiab] OR "chronic renal failure"[tiab] OR "end-stage renal disease"[tiab] OR ESRD[tiab] OR "kidney dysfunction"[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('life style'/exp OR 'exercise'/exp OR 'diet therapy'/exp OR 'drug therapy'/exp OR intervention*:ti, ab OR treatment*:ti, ab OR therapy:ti, ab OR management:ti, ab OR lifestyle:ti, ab OR diet:ti, ab OR nutrition:ti, ab OR 'physical activity':ti, ab OR exercise:ti, ab OR medication*:ti, ab OR pharmacologic*:ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR 'obesity'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR 'cardiovascular risk':ti, ab) AND ('chronic kidney disease'/exp OR 'renal insufficiency, chronic'/exp OR 'chronic kidney disease':ti, ab OR CKD:ti, ab OR 'chronic renal failure':ti, ab OR 'end stage renal disease':ti, ab OR ESRD:ti, ab OR 'kidney dysfunction':ti, ab OR 'kidney disease':ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Life Style"] OR [mh "Exercise"] OR [mh "Diet Therapy"] OR [mh "Drug Therapy"] OR intervention*:ti, ab OR treatment*:ti, ab OR therapy:ti, ab OR management:ti, ab OR lifestyle:ti, ab OR diet:ti, ab OR nutrition:ti, ab OR "physical activity":ti, ab OR exercise:ti, ab OR medication*:ti, ab OR pharmacologic*:ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Glucose Intolerance"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Type 2 Diabetes Mellitus"] OR [mh "Obesity"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "cardiovascular risk":ti, ab) AND ([mh "Renal Insufficiency, Chronic"] OR [mh "Kidney Diseases"] OR "chronic kidney disease":ti, ab OR CKD:ti, ab OR "chronic renal failure":ti, ab OR "end-stage renal disease":ti, ab OR ESRD:ti, ab OR "kidney dysfunction":ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Intervenções" OR "Interventions" OR "Intervenciones" OR "Tratamento" OR "Treatment" OR "Tratamiento" OR "Terapia" OR "Therapy" OR "Terapia" OR "Manejo" OR "Management" OR "Manejo" OR "Estilo de Vida" OR "Lifestyle" OR "Estilo de Vida" OR "Exercício" OR "Exercise" OR "Ejercicio" OR "Atividade Física" OR "Physical Activity" OR "Actividad Física" OR "Dieta" OR "Diet" OR "Dieta" OR "Nutrição" OR "Nutrition" OR "Nutrición" OR "Terapia Nutricional" OR "Nutrition Therapy" OR "Terapia Nutricional" OR "Medicamentos" OR "Medication" OR "Medicamentos" OR "Tratamento Farmacológico" OR "Pharmacologic Treatment" OR "Tratamiento Farmacológico") AND (TW: "Doença Renal Crônica" OR "Chronic Kidney Disease" OR "Enfermedad Renal Crónica" OR "Insuficiência Renal Crônica" OR "Chronic Renal Failure" OR "Insuficiencia Renal Crónica" OR "Doença Renal Terminal" OR "End-Stage Renal Disease" OR "Enfermedad Renal Terminal" OR CKD OR ERC OR "Disfunção Renal" OR "Kidney Dysfunction" OR "Disfunción Renal" OR "Doença Renal" OR "Kidney Disease" OR "Enfermedad Renal") AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Disorders" OR "Trastornos Cardiometabólicos") AND ("Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres")

SUPPLEMENT

9. Which interventions improve cardiometabolic disorders in women Metabolic Dysfunction–Associated Steatotic Liver Disease (MASLD)?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Life Style"[Mesh] OR "Exercise"[Mesh] OR "Diet Therapy"[Mesh] OR "Drug Therapy"[Mesh] OR intervention*[tiab] OR treatment*[tiab] OR therapy[tiab] OR management[tiab] OR lifestyle[tiab] OR diet[tiab] OR nutrition[tiab] OR "physical activity"[tiab] OR exercise[tiab] OR medication*[tiab] OR pharmacologic*[tiab]) AND ("Cardiometabolic Diseases"[Mesh] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Glucose Intolerance"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Type 2 Diabetes Mellitus"[Mesh] OR cardiometabolic[tiab] OR "metabolic syndrome"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR "glucose intolerance"[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR hyperglycemia[tiab] OR "type 2 diabetes"[tiab] OR hypertension[tiab] OR "cardiovascular risk"[tiab]) AND ("Non-alcoholic Fatty Liver Disease"[Mesh] OR "Fatty Liver"[Mesh] OR MASLD[tiab] OR "metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease"[tiab] OR NAFLD[tiab] OR "nonalcoholic fatty liver disease"[tiab] OR "fatty liver"[tiab] OR "hepatic steatosis"[tiab] OR steatosis[tiab] OR steatohepatitis[tiab] OR NASH[tiab]) AND ("Women"[Mesh] OR "Female"[Mesh] OR women[tiab] OR woman[tiab] OR female*[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('life style'/exp OR 'exercise'/exp OR 'diet therapy'/exp OR 'drug therapy'/exp OR intervention*:ti, ab OR treatment*:ti, ab OR therapy:ti, ab OR management:ti, ab OR lifestyle:ti, ab OR diet:ti, ab OR nutrition:ti, ab OR 'physical activity':ti, ab OR exercise:ti, ab OR medication*:ti, ab OR pharmacologic*:ti, ab) AND ('cardiometabolic disorder'/exp OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'type 2 diabetes mellitus'/exp OR cardiometabolic:ti, ab OR 'metabolic syndrome':ti, ab OR 'insulin resistance':ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR 'cardiovascular risk':ti, ab) AND ('nonalcoholic fatty liver'/exp OR 'fatty liver'/exp OR MASLD:ti, ab OR 'metabolic dysfunction associated steatotic liver disease':ti, ab OR NAFLD:ti, ab OR 'nonalcoholic fatty liver disease':ti, ab OR 'fatty liver':ti, ab OR 'hepatic steatosis':ti, ab OR steatosis:ti, ab OR steatohepatitis:ti, ab OR NASH:ti, ab) AND ('female'/exp OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
Cochrane ([mh "Life Style"] OR [mh "Exercise"] OR [mh "Diet Therapy"] OR [mh "Drug Therapy"] OR intervention*:ti, ab OR treatment*:ti, ab OR therapy:ti, ab OR management:ti, ab OR lifestyle:ti, ab OR diet:ti, ab OR nutrition:ti, ab OR "physical activity":ti, ab OR exercise:ti, ab OR medication*:ti, ab OR pharmacologic*:ti, ab) AND ([mh "Cardiometabolic Diseases"] OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Glucose Intolerance"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Type 2 Diabetes Mellitus"] OR cardiometabolic:ti, ab OR "metabolic syndrome":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR "glucose intolerance":ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR hyperglycemia:ti, ab OR "type 2 diabetes":ti, ab OR hypertension:ti, ab OR "cardiovascular risk":ti, ab) AND ([mh "Non-alcoholic Fatty Liver Disease"] OR [mh "Fatty Liver"] OR MASLD:ti, ab OR "metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease":ti, ab OR NAFLD:ti, ab OR "nonalcoholic fatty liver disease":ti, ab OR "fatty liver":ti, ab OR "hepatic steatosis":ti, ab OR steatosis:ti, ab OR steatohepatitis:ti, ab OR NASH:ti, ab) AND ([mh "Women"] OR [mh "Female"] OR women:ti, ab OR woman:ti, ab OR female*:ti, ab)
BVS (TW: "Intervenções" OR "Interventions" OR "Intervenciones" OR "Tratamento" OR "Treatment" OR "Tratamiento" OR "Terapia" OR "Therapy" OR "Terapia" OR "Manejo" OR "Management" OR "Manejo" OR "Estilo de Vida" OR "Lifestyle" OR "Estilo de Vida" OR "Exercício" OR "Exercise" OR "Ejercicio" OR "Atividade Física" OR "Physical Activity" OR "Actividad Física" OR "Dieta" OR "Diet" OR "Dieta" OR "Nutrição" OR "Nutrition" OR "Nutrición" OR "Terapia Nutricional" OR "Nutrition Therapy" OR "Terapia Nutricional" OR "Medicamentos" OR "Medication" OR "Medicamentos" OR "Tratamento Farmacológico" OR "Pharmacologic Treatment" OR "Tratamiento Farmacológico") AND (TW: "Doença Hepática Esteatótica Metabólica" OR "Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease" OR "Enfermedad Hepática Esteatótica Metabólica" OR MASLD OR "Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica" OR "Nonalcoholic Fatty Liver Disease" OR "Enfermedad Hepática Grasa No Alcohólica" OR NAFLD OR "Esteatose Hepática" OR "Fatty Liver" OR "Esteatosis Hepática" OR "Esteato-hepatite" OR "Steatohepatitis" OR "Esteatohepatitis" OR NASH) AND (TW: "Anormalidades Cardiometabólicas" OR "Cardiometabolic Disorders" OR "Trastornos Cardiometabólicos") AND ("Mulheres" OR "Women" OR "Mujeres")

SUPPLEMENT

10. Do women with endometriosis and polycystic ovary syndrome need to check their cardiovascular risk factors regularly to prevent cardiovascular diseases?

Database Search strategy
MEDLINE/PubMed ("Endometriosis"[Mesh] OR endometriosis[tiab]) OR
("Polycystic Ovary Syndrome"[Mesh] OR "Stein-Leventhal Syndrome"[Mesh] OR "ovarian dysfunction"[tiab] OR PCOS[tiab] OR "polycystic ovary syndrome"[tiab]) AND ("Risk Factors"[Mesh] OR "Cardiovascular Risk"[tiab] OR "Metabolic Syndrome"[Mesh] OR "Insulin Resistance"[Mesh] OR "Obesity"[Mesh] OR "Hypertension"[Mesh] OR "Dyslipidemias"[Mesh] OR "risk factor*"[tiab] OR "metabolic risk"[tiab] OR "insulin resistance"[tiab] OR dyslipidemia[tiab] OR obesity[tiab] OR overweight[tiab] OR "blood pressure"[tiab] OR hypertension[tiab] OR inflammation[tiab]) AND ("Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR "cardiovascular disease*"[tiab] OR CVD[tiab] OR "heart disease*"[tiab] OR "cardiac disease*"[tiab] OR atherosclerosis[tiab] OR "coronary artery disease"[tiab] OR "myocardial infarction"[tiab] OR stroke[tiab] OR "ischemic heart disease"[tiab])
Filters applied: in the last 5 years, Randomized Controlled Trial, Systematic Review.
Embase ('endometriosis'/exp OR endometriosis:ti, ab) OR ('polycystic ovary syndrome'/exp OR 'stein leventhal syndrome'/exp OR PCOS:ti, ab OR 'polycystic ovary syndrome':ti, ab OR 'ovarian dysfunction':ti, ab) AND ('risk factor'/exp OR 'cardiovascular risk':ti, ab OR 'metabolic syndrome'/exp OR 'insulin resistance'/exp OR 'obesity'/exp OR 'hypertension'/exp OR 'dyslipidemia'/exp OR 'blood pressure':ti, ab OR inflammation:ti, ab) AND ('cardiovascular disease'/exp OR 'heart disease':ti, ab OR 'cardiac disease':ti, ab OR atherosclerosis:ti, ab OR 'coronary artery disease':ti, ab OR 'myocardial infarction':ti, ab OR stroke:ti, ab OR 'ischemic heart disease':ti, ab OR CVD:ti, ab)
Cochrane ([mh "Endometriosis"] OR endometriosis:ti, ab)
OR
([mh "Polycystic Ovary Syndrome"] OR [mh "Stein-Leventhal Syndrome"] OR "ovarian dysfunction":ti, ab OR PCOS:ti, ab OR "polycystic ovary syndrome":ti, ab)
AND
([mh "Risk Factors"] OR "cardiovascular risk":ti, ab OR [mh "Metabolic Syndrome"] OR [mh "Insulin Resistance"] OR [mh "Obesity"] OR [mh "Hypertension"] OR [mh "Dyslipidemias"] OR "risk factor*":ti, ab OR "metabolic risk":ti, ab OR "insulin resistance":ti, ab OR dyslipidemia:ti, ab OR obesity:ti, ab OR overweight:ti, ab OR "blood pressure":ti, ab OR hypertension:ti, ab OR inflammation:ti, ab)
AND
([mh "Cardiovascular Diseases"] OR "cardiovascular disease*":ti, ab OR CVD:ti, ab OR "heart disease*":ti, ab OR "cardiac disease*":ti, ab OR atherosclerosis:ti, ab OR "coronary artery disease":ti, ab OR "myocardial infarction":ti, ab OR stroke:ti, ab OR "ischemic heart disease":ti, ab)
BVS (TW: "Endometriose" OR "Endometriosis" OR "Endometriosis") OR ("Síndrome dos Ovários Policísticos" OR "Polycystic Ovary Syndrome" OR "Síndrome de Ovario Poliquístico" OR SOP OR PCOS OR "Síndrome de Stein-Leventhal" OR "Stein-Leventhal Syndrome" OR "Síndrome de Stein-Leventhal" OR "Disfunção Ovariana" OR "Ovarian Dysfunction" OR "Disfunción Ovárica") AND (TW: "Fatores de Risco" OR "Risk Factors" OR "Factores de Riesgo" OR "Risco Cardiovascular" OR "Cardiovascular Risk" OR "Riesgo Cardiovascular" OR "Síndrome Metabólica" OR "Metabolic Syndrome" OR "Síndrome Metabólica" OR "Resistência à Insulina" OR "Insulin Resistance" OR "Resistencia a la Insulina" OR "Dislipidemia" OR "Dyslipidemia" OR "Dislipidemia" OR "Obesidade" OR "Obesity" OR "Obesidad" OR "Sobrepeso" OR "Overweight" OR "Sobrepeso" OR "Pressão Arterial" OR "Blood Pressure" OR "Presión Arterial" OR "Hipertensão" OR "Hypertension" OR "Hipertensión" OR "Intolerância à Glicose" OR "Glucose Intolerance" OR "Intolerancia a la Glucosa" OR "Hiperglicemia" OR "Hyperglycemia" OR "Hiperglucemia" OR "Inflamação" OR "Inflammation" OR "Inflamación") AND (TW: "Doenças Cardiovasculares" OR "Cardiovascular Diseases" OR "Enfermedades Cardiovasculares" OR "Doença Isquêmica do Coração" OR "Ischemic Heart Disease" OR "Enfermedad Isquémica del Corazón" OR "Doença Arterial Coronariana" OR "Coronary Artery Disease" OR "Enfermedad de las Arterias Coronarias" OR "Aterosclerose" OR "Atherosclerosis" OR "Aterosclerosis" OR "Infarto do Miocárdio" OR "Myocardial Infarction" OR "Infarto de Miocardio" OR "Acidente Vascular Cerebral" OR "Stroke" OR "Accidente Cerebrovascular")

Acknowledgments

We would like to thank all those involved in the management of the journals of the Brazilian Society of Cardiology, as well as librarian Gesner Francisco Xavier Junior for his essential technical and scientific support in making this work possible.

Glossary

List of Abbreviations and Acronyms

–ACEI:

angiotensin-converting-enzyme inhibitors

–AMI:

acute myocardial infarction

–ARB:

angiotensin receptor blocker

–BMI:

body mass index

–BP:

blood pressure

–CAC:

coronary artery calcium score

–CBG:

cortisol-binding-globulin

–CHIP:

clonal hematopoiesis of indeterminate potential

–CKD:

chronic kidney disease

–COC:

combined oral contraceptive

–CRP:

C-reactive protein

–CVD:

cardiovascular disease

–CVR:

cardiovascular risk

–CVRF:

cardiovascular risk factor

–DALYs:

Disability-Adjusted Life Years

–DCM/SBC:

Womens’ Cardiology Department of the Brazilian Society of Cardiology

–DKD:

diabetic kidney disease

–DM:

diabetes mellitus

–eNOS:

endothelial nitric oxide synthase

–ESC:

European Society of Cardiology

–FAI:

perivascular fat attenuation index

–FEBRASGO:

Brazilian Federation of the Societies of Gynecology and Obstetrics

–FIB-4:

Fibrosis-4

–FSH:

follicle-stimulating hormone

–GD:

gestational diabetes

–GIP:

glucose-dependent insulinotropic polypeptide

–GLP-1:

glucagon-like peptide-1

–GnRH:

gonadotrophin-releasing hormone

–GWG:

gestational weight gain

–HbA1c:

glycated hemoglobin

–HDL-c:

high-density lipoprotein cholesterol

–HF:

heart failure

–HFpEF:

heart failure with preserved ejection fraction

–HOMA-IR:

homeostasis model assessment of insulin resistance

–IHD:

ischemic heart disease

–IL:

interleukin

–INOCA:

ischemia with no obstructive coronary arteries

–IP-10:

interferon-gamma-induced protein 10

–IR:

insulin resistance

–LDL-c:

low-density lipoprotein cholesterol

–LH:

luteinizing hormone

–LNG-IUS:

levonorgestrel intrauterine system

–Lp(a):

lipoprotein a

–MASH:

metabolic dysfunction-associated steatohepatitis

–MASLD:

metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease

–MCP-1:

monocyte chemoattractant protein 1

–MHT:

menopausal hormone therapy

–MI:

myocardial infarction

–MINOCA:

myocardial infarction with no obstructive coronary arteries

–MS:

metabolic syndrome

–NF-κB:

nuclear factor kappa B

–NO:

nitric oxide

–OGTT:

oral glucose tolerance test

–POS:

polycystic ovary syndrome

–RF:

risk factor

–ROS:

reactive oxygen species

–RR:

relative risk

–SAH:

systemic arterial hypertension

–SBEM:

Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism Study

–sEng:

soluble endoglin

–sFlt-1:

soluble Fms-like tyrosine kinase-1

–SGLT2:

sodium-glucose cotransporter type 2

–SHBG:

sexual-hormone-binding-globulin

–T1DM:

type 1 diabetes mellitus

–T2DM:

type 2 diabetes mellitus

–TNF-α:

tumor necrosis factor alpha

–us-CRP:

ultrasensitive C-reactive protein

–VCAM-1:

vascular cell adhesion molecule

–VEGF:

vascular endothelial growth factor

–VLDL-c:

very-low-density lipoprotein cholesterol

–VMS:

vasomotor symptoms

–VTE:

venous thromboembolism

–WHI:

Women's Health Initiative

–WHR:

waist-to-hip ratio

–WHtR:

waist-to-height ratio

Footnotes

Development: Department of Women's Cardiology of the Brazilian Society of Cardiology (In Portuguese: Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia – DCM/SBC)

SBC Clinical Practice Guidelines Committee: Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva (Coordenador), Helena Cramer Veiga Rey, Humberto Graner Moreira, José Augusto Soares Barreto Filho, Nadine Oliveira Clausell – Period 2025-2027.

Note:

These statements are for information purposes and should not replace the clinical judgment of a physician, who must ultimately determine the appropriate treatment for each patient.


Articles from Arquivos Brasileiros de Cardiologia are provided here courtesy of Sociedade Brasileira de Cardiologia

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