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. Author manuscript; available in PMC: 2024 Jul 4.
Published in final edited form as: Rev Bras Ter Cogn. 2023;19(Spec Iss):122–132. [Article in Portuguese] doi: 10.5935/1808-5687.20230041

Instrumentos de avaliação do estresse na população brasileira: uma revisão integrativa

Instruments for assessing stress in Brazilians: an integrative review

Milton José Cazassa 1, George M Slavich 2, Victoria Helena Pesenti e Silva 3, Lauren Heineck de Souza 1, Elisa Steinhorst Damasceno 1, Raissa Telesca Arrial Cordeiro 1, Margareth Da Silva Oliveira 1
PMCID: PMC11223748  NIHMSID: NIHMS1998774  PMID: 38975642

Abstract

Introduction:

Numerous instruments have been developed around the world to assess stress. This study aimed to identify instruments with validation studies that mapping stress in Brazil.

Method:

an integrative review was carried out on databases and the Testing System of the Federal Council of Psychology (SATEPSI) in June 2017 and updated this year. Two independent judges participated in analyzing the results.

Results:

Of the 6,377 articles, 47 articles were selected from the Index Psi, SciELO, LILACS and PubMed databases, and 35 instruments made up the sample, two of which were from SATEPSI. Nine of these tools map stress in a more general way, nine are aimed at specific clinical contexts, 12 are aimed at occupational stress, three at the sports context and another two at other contexts.

Discussion:

Numerous health problems are associated with early and chronic stressors, however it was identified that most instruments access stress in a more recent period of time (last year, month or week). A more accurate analysis of the relationships between longitudinal stress and health outcomes appears limited in this sense. The Stress and Adversity Inventory (STRAIN) appears as an alternative for studying stress throughout life in the Brazilian reality.

Keywords: Stress, Psychological, Validation Study, Trauma and Stressor Related Disorders

INTRODUÇÃO

O estresse figura como construto central em diversas teorias contemporâneas relacionadas à saúde e ao comportamento humano, sendo um termo utilizado para descrever experiências negativas de diversas ordens e relativas a inúmeros problemas, como dificuldades de relacionamento, no trabalho, na saúde, entre outras (Monroe & Slavich, 2016; Robinson, 2018; Slavich, 2020; Slavich & Sacher, 2019; Shields et al., 2023).

Epel et al. (2018), por exemplo, apresentaram o chamado “modelo transdisciplinar do estresse”, que contempla um conjunto de processos interativos e emergentes, incluindo estressores vivenciados no contexto de vida, características individuais (fatores de personalidade e demográficos), exposição ambiental a adversidades atuais e passadas, e fatores de proteção. A interação entre esses elementos configura um estado alostático básico da regulação fisiológica, bem como conforma as lentes pelas quais os estressores são percebidos pelo indivíduo. Assim, tais fatores influenciam as respostas psicológicas e fisiológicas aos estressores vivenciados pelas pessoas. Acredita-se que essas respostas, quando desreguladas, levam à carga alostática e, em última instância, ao envelhecimento e adoecimento precoce (Epel et al., 2018). Diante dessa definição bastante abrangente do construto de estresse, torna-se possível identificar que qualquer medida que avalie a exposição biológica ou neural, bem como a percepção do sujeito sobre o contexto e/ou as respostas despertadas pelos estímulos estressores, podem ser consideradas pertinentes à mensuração do construto (Epel et al., 2018).

Um considerável número de estudos na literatura científica tem averiguado os impactos do estresse sobre a saúde física e mental dos indivíduos (Juster et al., 2010; Sadir et al., 2010; Slavich & Irwin, 2014; Slavich et al., 2010). Dada a relevância dos achados, especialmente em função dos significativos prejuízos que o estresse é capaz de causar na saúde humana, inúmeros também são os instrumentos de medida desenvolvidos com o objetivo de mapear o estresse e as sintomatologias correlatas (Slavich, 2019).

Alguns estudos sugerem escassez de pesquisas que investiguem o estresse de forma sistemática ao longo de toda a vida dos indivíduos, na medida em que tendem a considerar medidas de estresse da última semana, mês e ano (Epel et al., 2018; Slavich & Shields 2018). Segundo os autores acima citados, as pesquisas utilizam-se de instrumentos que medem diversas variáveis relativas ao estresse, o que pode dificultar um diálogo científico mais coerente e coeso acerca da temática. Nesse sentido, um dos desafios para a mensuração do estresse envolve contemplar a complexidade do construto, na medida em que ele tende a impactar múltiplos níveis, entre eles o social, o psicológico e o fisiológico (Epel et al., 2018).

As ferramentas disponíveis atualmente aos pesquisadores e clínicos voltadas à avaliação do estresse têm sofrido críticas quanto à sua condição de mapear de modo abrangente esse construto complexo, em especial no que diz respeito a conhecer as adversidades e a severidade do estresse experienciado pelo sujeito ao longo de sua trajetória existencial (Epel et al., 2018; Slavich, 2019). O termo Stressnology (Slavich, 2019) foi cunhado justamente para caracterizar esse estudo limitado da exposição ao estresse, especialmente no sentido de detectar dimensões essenciais relacionadas ao construto, como:

  1. índice de exposição ao estresse (contagem de estressores e severidade do estresse);

  2. tempo de exposição (infância, vida adulta ou estresse continuado ao longo do ciclo vital);

  3. tipos de estressores (agudos ou crônicos);

  4. domínios de vida (moradia, educação, trabalho, tratamento/saúde, relação conjugal, reprodução, financeiro, legal/crime, outras relações, morte, situações de ameaça à vida, posses);

  5. características psicossociais centrais (perda interpessoal, risco físico, humilhação, aprisionamento, ruptura/mudança de papéis) (Slavich, 2019).

Assim, a presente revisão integrativa teve o objetivo de mapear questionários, escalas, testes e inventários publicados, com estudos de validação, para avaliação do estresse no País, apresentando as dimensões e/ou fatores que avaliam, a que contexto e população se aplicam, o número de itens que compõem essas ferramentas, o período que abrangem e as evidências de validade. Esse esforço visa fornecer um panorama dos instrumentos disponíveis a clínicos e pesquisadores para avaliação do estresse na realidade brasileira.

MÉTODO

Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura conduzida em junho de 2017 e atualizada no corrente ano, visando conhecer os instrumentos que se encontram disponíveis para avaliar o estresse no Brasil. Dois juízes independentes consultaram as bases de dados Index Psi, SciELO, LILACS e PubMed. Nas três primeiras, os descritores foram estabelecidos em português brasileiro e utilizados os seguintes operadores booleanos: “(estresse OR “estresse psicológico” OR “estresse emocional” OR distress OR stress) AND (instrumento OR questionário OR validação OR psicometria OR adaptação OR “análise fatorial” OR “estudos de validação”)”. Na última base, os termos foram inseridos em língua inglesa: “(stress OR “psychological stress” OR “emotional stress” OR distress) AND (instrument OR questionnaire OR validation OR psychometry OR adaptation OR “factor analysis” OR “validation studies”) AND (Brazil OR “Brazilian Portuguese”)”.

As buscas seguiram os padrões do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) (Page et al., 2021) em termos de método e apresentação de fluxograma (Moher et al., 2009). Os seguintes passos foram respeitados: a) elaboração da pergunta norteadora; b) busca de publicações sobre o tema na literatura; c) seleção de artigos de acordo com os critérios estabelecidos; d) análise metodológica dos estudos; e) discussão dos resultados; e f) apresentação dos resultados (Batista & Kumada, 2021).

Além das bases de dados citadas, visitou-se também o site do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi) desenvolvido pelo Conselho Federal de Psicologia ([CFP], 2023). Nele, foi realizada busca de testes psicológicos e instrumentos disponíveis para avaliação do estresse no Brasil.

Foram incluídos artigos que abordassem o desenvolvimento, as propriedades psicométricas, a validação e/ou adaptação de instrumentos que mensuram estresse para a população brasileira. Os estudos deveriam ser redigidos em língua inglesa, português brasileiro ou espanhol. Incluíram-se artigos sem restrição de data, considerando-se que o objetivo deste estudo é mapear instrumentos de medida do estresse disponíveis para a realidade brasileira.

Foram excluídos artigos em que o instrumento avaliava construtos distintos ao estresse (p. ex., resiliência, coping, depressão, ansiedade, desesperança, etc.) ou que fossem voltados a avaliar a síndrome de burnout ou o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), especialmente pelo volume de estudos voltados a esse propósito. Além disso, também foram excluídas pesquisas qualitativas, entrevistas estruturadas, artigos que não estivessem disponíveis para acesso livre, capítulos de livros, dissertações e teses.

RESULTADOS

Como resultado da busca no site do Satepsi, detectou- -se que a Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho (EVENT) e o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL-R) encontram-se favoráveis e validados para utilização pelos profissionais.

A busca nas bases de dados (Index Psi, SciELO, LILACS e PubMed), por sua vez, retornou 6.377 artigos, dos quais 6.229 foram excluídos por atenderem aos critérios de exclusão. Após avaliação dos títulos e resumos de acordo com os critérios de inclusão e de exclusão propostos, 148 artigos figuraram como potencialmente relevantes (Index Psi: 17; SciELO: 42; LILACS: 51; PubMed: 38). Destes, 63 foram excluídos por serem duplicados e outros 38 foram excluídos com base nos demais critérios de exclusão (18 por medirem outro construto que não o estresse, um por se tratar de pesquisa qualitativa, dois por serem entrevistas estruturadas, cinco por estarem indisponíveis, três por serem teses, seis por serem artigos de estudos conduzidos fora do Brasil e três por não abordarem o desenvolvimento/propriedades psicométricas/validação/adaptação de instrumentos que mensuram o estresse). Com isso, 47 artigos foram incluídos neste estudo, entre os quais somaram 35 instrumentos, conforme pode ser observado na Figura 1.

Figura 1.

Figura 1.

Fluxograma de seleção de artigos.

Na Tabela 1, apresenta-se um panorama integrativo dos instrumentos, siglas, fatores/subescalas, contexto/população, números de itens, período que cada instrumento avalia, evidências de validade e referências de todos os artigos incluídos no estudo.

Tabela 1.

Instrumentos à avaliação do estresse, siglas, fatores/subescalas, contexto/população, itens, período, validade e referências

Instrumentos Sigla(s) Dimensões avaliadas pelo instrumento (Fatores/Subescalas) Contexto/População Itens (N) Período Evidências de Validade Referências
CONTEXTOS GERAIS
Escala de Estresse Percebido e diferentes versões PSS/EEP/BPSS-10 Grau de percepção de estresse frente a estímulos estressores do ambiente Adultos de 18 a 84 anos, gestantes (PSS-10 mais indicado a gestantes) 14
10
4
Último mês VCO, α, VCONV, AF, VCRI, VD Yokokura et al., 2017; Faro, 2015; Machado et al., 2014; Reis et al., 2010; Luft et al., 2007
Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp ISSL ISSL-R Itens de natureza somática e psicológica, além das fases do estresse: alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão Adultos e adolescentes de 15 a 75 anos 56 Último dia, semana e mês α, AF Lipp, 2022
Relato de eventos de vida estressantes EVE Doença séria, internação hospitalar, morte de parente próximo, problemas financeiros severos, mudança forçada de moradia, separação/divórcio, agressão física, assalto/roubo, e experiência de diversos tipos de discriminação Adultos de 29 a 50 anos 9 Últimos 12 meses TR, CIE Lopes & Faerstein, 2001
Eventos de Vida Produtores de Estresse EVPE Problema de saúde que gerou afastamento das atividades por mais de um mês; internação hospitalar por doença ou acidente; falecimento de parente próximo; dificuldades financeiras severas; mudança forçada de moradia; separação ou divórcio; agressão física; e assalto ou roubo Gestantes 8 Últimos 12 meses VCO, AF Rizzini et al., 2018
Stress and Adversity Inventory para adultos STRAIN Índice de exposição ao estresse (Contagem de Estressores e Severidade do Estresse); Tempo de Exposição (Infância, Vida adulta, ou Estresse ao longo da vida); Tipos de Estressores (Agudos ou Crônicos); 12 Domínios de Vida; 5 Características Psicossociais Centrais Adultos (18 anos ou mais) Varia 55 centrais Ao longo de toda a vida VCONV, VD, VCONC, VIP, TR Cazassa et al., 2020 Cazassa, 2019
Questionário de Saúde Geral GHQ-12 Depressão e disfunção social (desconforto psicológico). NI 12 Últimas semanas AF, α, VCONV Gouveia et al., 2010
GHQ-60 Estresse psíquico, ideação suicida, performance, distúrbios do sono e distúrbios psicossomáticos NI 60 NI AF, α Carvalho et al., 2011
Depression, Anxiety, and Stress Scale-21 DASS-21 Depressão, ansiedade e estresse Crianças, Adolescentes e Adulto Jovem (10 a 19 anos) 21 Última semana VCO, AF, α, TR Vignola & Tucci, 2013
Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse para Adolescentes EDAE-A Adolescentes de 12 a 18 anos VC, VF, VCO, AF, α Patias et al., 2016
Escala de Ansiedade Depressão e Estresse - 21 EADS-21 Adolescentes VCO, AF, α, TR Silva et al., 2016
CONTEXTOS CLÍNICOS
Inventário Neuropsiquiátrico INP Escala de gravidade e escala de desgaste Indivíduos com demência e seus cuidadores 12 NI VSEM, CIE, TR, α Camozzato et al., 2008
Questionário do Inventário Neuropsiquiátrico Q-INP Último mês α, TR, VCONV Camozzato et al., 2015
Diabetes Distress Scale DDS Carga emocional, insegurança relacionada ao médico, estresse relacionado ao regime terapêutico, e estresse nas relações interpessoais Diabéticos 17 Atual VT, VSEM, VI, VCONCE, VE Curcio et al., 2012
Termômetro de Distress TD Avalia o nível de distress e suas possíveis causas Pacientes oncológicos 35 Última semana VC, VCONV, ROC Decat et al., 2009
Type 1 – Diabetes Distress Scale T1-DDS Impotência, falta de controle no autocuidado, eventos hipoglicêmicos, percepções sociais negativas, angústia na alimentação, aflição sobre o médico, e aflição sobre amigos/familiares Diabéticos 28 Atual α, TR Silveira et al., 2017
Parental Stress Scale: Neonatal Intensive Care Unit PSS:NICU Sons e imagens, aparência e comportamento do bebê e alteração do papel de pai/mãe Pais de recém-nascidos internados na UTI Neonatal 26 Atual VC, VF, AF, α, TR Souza et al., 2012
Escala de Avaliação de Estressores em UTI ESQ Pacientes adultos internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pacientes adultos em UTI 50 72 hs a 7 dias em UTI VC, VF, VCONV, α, TR Rosa et al., 2010
Problem Areas in Diabetes Scale B-PAID Distresse emocional, barreiras ao tratamento, problemas relacionados à comida, e falta de suporte social Pacientes diabéticos 20 NI VCONV, VD, AF, α Gross et al., 2007
Questionário de Recursos e Estresse QRS-F Impactos positivos e negativos da criança com doenças crônicas ou deficiências nos demais familiares Cuidadores familiares de crianças com deficiências ou doença crônicas 52 NI VC Zanfelici et al., 2016
CONTEXTOS OCUPACIONAIS
Escala de Percepção de Estressores Ocupacionais dos Professores EPEOP Estressores ocupacionais em professores Professores 22 Período de trabalho atual VCO, AFE, α Vale et al., 2015
Escala para avaliação de estressores ambientais no contexto off-shore oil EACOS Problemas de relacionamento e desempenho no trabalho, estrutura organizacional, interface trabalho/família, segurança, carreira e supervisão, fatores intrínsecos ao trabalho off-shore oil Trabalhadores de plataforma de petróleo (off-shore oil) 47 NI VSEM, VCO, AF, α, VT Júnior & Ferreira, 2007
Escala de Estresse no Trabalho EET Estressores variados e reações emocionais diversas Estresse ocupacional geral 13
23
NI VC, VF, VCO, AF, α Paschoal & Tamayo, 2004
Escala de Avaliação de Estressores Psicossociais no Contexto Laboral NI Conflito e ambiguidade de papéis, sobrecarga de papéis, falta de suporte social, insegurança na carreira, falta de autonomia, conflito trabalho/família e pressão do grau de responsabilidade Trabalhadores há pelo menos um ano em qualquer tipo de organização 35 NI VC, VF, AF, α Ferreira et al., 2015
Escala/questionário demanda-controle / Escala de estresse no trabalho DCSQ / DCS Demandas psicológicas, Autonomia para decisão, Suporte Social no trabalho Adultos em exercício profissional 17 Período laboral atual AF, VSEM, VCONV, α, TR Hökerberg et al., 2014; Hökerberg et al., 2010; Aguiar et al., 2010; Griep et al., 2009; Alves et al., 2004
Effort-reward imbalance/Escala de desequilíbrio esforço-recompensa ERI Esforço, recompensa, excesso de compromisso (comprometimento excessivo) Estresse no trabalho 23 NI VF, AF, α, TR Silva & Barreto, 2010; Griep et al., 2009; Chor et al., 2008
Escala desequilíbrio esforço-recompensa no trabalho doméstico e familiar DER domésti- co Esforço, recompensa e excesso de comprometimento Trabalho doméstico e familiar exercido pelas mulheres NI VSEM, VC, VF, α, TR Vasconcellos et al., 2016
Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho EVENT Vulnerabilidade ao estresse e saúde do trabalhador diante do Clima e funcionamento organizacional, pressão no trabalho, e Infraestrutura e rotina De 17 a 54 anos 40 NI NI Santos et al, 2022
Escala Bianchi de Stress EBS Relacionamento com outras unidades e supervisores, funcionamento adequado da unidade, administração de pessoal, assistência de enfermagem prestada ao paciente, coordenação das atividades e condições de trabalho Enfermeiro hospitalar 51 NI VC, VF, AF, α Bianchi, 2009
Instrumento para a Avaliação de Estresse em Estudantes de Enfermagem AEEE Realização das atividades práticas, comunicação profissional, gerenciamento do tempo, ambiente, formação profissional, atividade teórica Estudantes de Enfermagem 30 Situational VC, VF, AF, α Costa & Polak, 2009; Costa, 2007
Instrumento de Avaliação de Estresse em Estudantes de Enfermagem – versão reduzida AEEE – versão Reduzida Realização de atividades práticas, atividade teórica, ambiente e formação profissional Estudantes de Enfermagem 19 Situacional VCO, AF, α Costa et al., 2017
Inventário de Estresse em Enfermeiros IEE Relações interpessoais, papéis estressores da carreira e fatores intrínsecos ao trabalho Enfermeiros 38 Últimos 6 meses VC, CO, AF, α Stacciarini & Tróccoli, 2000
CONTEXTO ESPORTIVO
Questionário de Estresse e Recuperação para Treinadores Esportivos RESTQ-Coach - versão brasileira Estresse geral do treinador, recuperação, estresse específico da atividade laboral, autoeficácia,bem estar físico, e aplicação de técnicas cognitivas pelo treinador Treinadores esportivos 80 Período de 72 horas após os jogos α, AF Costa et al., 2012
Questionário de Estresse e Recuperação para Atletas
RESTQ-Sport Estresse geral, emocional e social, conflitos/pressão, fadiga, perda de energia, queixas físicas, sucesso, recuperação social e física, bemestar geral, qualidade de sono, distúrbios nos intervalos, exaustão emocional, lesões, estar em forma, aceitação pessoal, autoeficácia e autorregulação Atletas NI Últimos três dias/noites VSEM, α, VCONV Costa & Samulski, 2005
Lista dos Sintomas de “Stress” Pré-Competitivo Infanto-Juvenil LSSPCI NI Atletas a partir de 10 anos de idade 31 24 horas antes de competição VC, VF, α, VCONV De Rose Junior, 1998
OUTROS CONTEXTOS
Índice de Estresse Parental IEP Domínio da criança, domínio dos pais, e Escala de estresse de vida Estresse em pais com filhos recém-nascidos prematuros 120 Internação hospitalar VCO, α, AF Pereira et al., 2016
Escala de Estressores do Trânsito ESET Veículo, condutor, vias e ambiente Motoristas 37 NI VCO, AF, α Santos et al., 2012

Legenda: VC=Validade de Conteúdo, VF=Validade de Face, VCRI=Validade de Critério, VCO=Validade de Construto, VCONV=Validade Convergente, VD=Validade Discriminante, VCONC=Validade Concorrente, AF=Análise Fatorial, α= Análise de Confiabilidade (Alpha de Cronbach), TR=Teste-Reteste, VSEM=validação semântica (tradução, back translation), VT=Validade transcultural; ROC=Análise da curva; CIE=Confiabilidade Inter Examinadores; VIP=Validade Incremental e Preditiva; NI=Não informado.

No primeiro grupo de instrumentos (Tabela 1) vinculados a contextos diversos, nove mapeiam o estresse de modo mais generalista. Nesse cenário, figurou a Escala de Estresse Percebido e suas diferentes versões, as quais avaliam a percepção de estresse no último mês e não avaliam estressores específicos. Já o ISSL-R, com respaldo do Satepsi, avalia itens de natureza somática e psicológica do estresse nos últimos dia, semana e mês.

Quanto aos instrumentos Relato de Eventos de Vida Estressantes e Eventos de Vida Produtores de Estresse, ambos avaliam a presença de estressores específicos nos últimos 12 meses e apenas eventos agudos da vida. O Stress and Adversity Inventory (STRAIN), por sua vez, avalia o índice de exposição ao estresse (contagem de estressores e severidade do estresse), o tempo de exposição (infância, vida adulta, ou estresse ao longo da vida), 55 tipos de estressores (agudos ou crônicos), 12 domínios de vida atingidos pelos estressores e cinco características psicossociais centrais associadas ao estresse.

O Questionário de Saúde Geral, em sua versão original e em sua versão reduzida, utiliza outros construtos (p. ex., depressão) para indicar exposição ao estresse. A Escala de Ansiedade, Depressão e Estresse - 21, em suas diferentes versões, avalia os construtos ansiedade, depressão e estresse na última semana.

No segundo grupo de instrumentos (Tabela 1) vinculados a contextos clínicos, encontramos o Inventário Neuropsiquiátrico e sua versão reduzida. Uma das escalas desse instrumento avalia o desgaste em cuidadores de indivíduos com demência de acordo com os sintomas neuropsiquiátricos que o paciente apresenta. A Diabetes Distress Scale avalia o estresse emocional relacionado à diabetes melito e avalia a gravidade do estressor. O Termômetro de Distress, instrumento específico para pacientes oncológicos, avalia o nível de distresse no período referente à semana anterior, incluindo o dia em que a avaliação está acontecendo.

A Type 1 - Diabetes Distress Scale avalia o distresse em pacientes com diabetes tipo 1. A Parental Stress Scale: Neonatal Intensive Care Unit avalia o estresse em pais de recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) no período atual, isto é, no momento da avaliação. A Escala de Avaliação de Estressores em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) mensura o quanto os estressores presentes na UTI são estressantes (p. ex., sentir dor e não conseguir dormir). A Problem Areas in Diabetes Scale avalia distresse emocional relacionado com a diabetes. O Questionário de Recursos e Estresse avalia o estresse de cuidadores familiares de crianças com deficiências, doenças crônicas ou transtornos de desenvolvimento.

No que diz respeito ao mapeamento do estresse em contextos ocupacionais, observou-se que dos 12 instrumentos identificados, somente o Inventário de Estresse em Enfermeiros (IEE) mapeia aspectos relacionados ao estresse (relações interpessoais, papéis estressores da carreira e fatores intrínsecos ao trabalho) em um período mais estendido de tempo (seis meses). Em quatro deles (Escala de Percepção de Estressores Ocupacionais dos Professores [EPEOP], Escala/questionário demanda-controle / Escala de estresse no trabalho [DCSQ/DCS], Avaliação para a Avaliação do Estresse em Estudantes de Enfermagem [AEEE] e AEEE versão reduzida) foi explicitado mapear o estresse na situação atual vivenciada pelo profissional, enquanto nas outras sete não se identificou explicitação de tempo. Além disso, das 12 ferramentas, cinco voltam-se à avaliação do estresse em qualquer contexto profissional Escala de Estresse no Trabalho (EET, Escala de Avaliação de Estressores Psicossociais no Contexto Laboral, DCSQ/DCS, Effort-reward imbalance/Escala de desequilíbrio esforço-recompensa ERI e Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho (EVENT), sendo os demais para contextos específicos (professores, trabalhadores de plataformas de petróleo, trabalhadoras domésticas, estudantes de enfermagem e enfermeiros).

No que tange aos instrumentos voltados ao mapeamento do estresse no contexto esportivo, todos se referem a contextos de competição, um deles mapeando o estresse em atletas 72 horas antes do jogo Questionário de Estresse e Recuperação para Atletas (RESTQ-sport), o outro avaliando o estresse em treinadores até após 72 horas da competição Questionário de Estresse e Recuperação para Treinadores Esportivos (RESTQ-coach) e o terceiro mapeando o estresse em atletas nas 24 horas que antecedem os jogos Lista dos Sintomas de “Stress” Pré-Competitivo Infanto - Juvenil (LSSPCI). Por fim, outros dois instrumentos apresentaram populações bastante específicas, que foram o Índice de Estresse Parental IEP (estresse em pais com filhos recém-nascidos prematuros em contexto de internação hospitalar) e a Escala de Estressores do Trânsito ESET (motoristas).

DISCUSSÃO

Os instrumentos com estudos de validação na realidade brasileira para o mapeamento do estresse evidenciam um cenário muito semelhante ao observado no exterior. O panorama integrativo viabilizado por intermédio da pesquisa empreendida (ver Tabela 1) ofereceu como resultado 35 instrumentos com estudos de validação desenvolvidos com cientificidade no País, entre os quais nove mapeiam o estresse de modo mais generalista, nove são voltados a contextos clínicos específicos, 12 são direcionados ao estresse ocupacional, três ao contexto esportivo e, por fim, dois voltados a outros contextos.

Ao analisar os instrumentos de mapeamento do estresse utilizados nos estudos que compuseram a amostra deste artigo e a perspectiva da investigação do estresse realizada de forma mais limitada (Slavich, 2019; ver Tabela 2), observa-se que as características descritas como potencialmente limitantes para a realização de estudos mais abrangentes acerca do complexo construto do estresse são também observadas nos instrumentos brasileiros.

Tabela 2.

“10 principais práticas mais comuns em stressnology”.

“1) Os estressores são avaliados usando itens que são tão breves ou imprecisos que não deixam claro o que realmente aconteceu com a pessoa.
2) A avaliação do estresse é confundida com o desfecho em estudo, porque o instrumento de avaliação de estresse possui itens que se sobrepõem ao(s) resultado(s) investigado(s).
3) O tempo de exposição ao estresse não é avaliado, ou é avaliado e os estressores são então distribuídos em categorias muito gerais (por exemplo, início da vida, idade adulta).
4) Presume-se que os estressores que ocorrem em diferentes domínios da vida ou que possuem diferentes características psicossociais são equivalentes em relação ao seu impacto.
5) O instrumento utilizado avalia a contagem ou a gravidade do estressor, mas não ambos.
6) O instrumento usado avalia eventos agudos da vida ou dificuldades crônicas, mas não ambos.
7) Os instrumentos que medem a angústia psicológica geral (distress) ou a reatividade relacionada ao estresse são descritos como indicadores da exposição a estressores.
8) Estressores ocorrendo em um domínio da vida ou possuindo uma característica sociopsicológica são avaliados, mas não são comparados a outros estressores para avaliar seu impacto relativo.
9) Construtos que não são estresse (por exemplo, problemas de sono, depressão) são usados como indicadores de exposição ao estresse ao longo da vida.
10) A janela de avaliação de estresse é estreita (por exemplo, uma semana ou ano), embora o(s) resultado(s) estudado(s) possa(m) ter sido influenciado(s) por estressores ocorridos ao longo de toda a vida.”

Traduzido de Slavich, 2019, p. 4; livre tradução.

Assim, cabe destacar que a maioria dos instrumentos selecionados mapeia a ocorrência de estressores e/ou a severidade do estresse ao longo dos últimos ano, mês ou semana, o que encontra consonância com uma das principais limitações observadas no cenário internacional, conforme citado no item 10 da Tabela 2 (Slavich, 2019). Embora inúmeros problemas de saúde estejam associados a estressores precoces e crônicos, identifica-se uma carência de pesquisas que investigam o estresse ao longo de toda a vida dos indivíduos, de maneira sistemática, o que pode limitar uma análise mais precisa sobre tais relações. Hipotetiza-se que essa limitação possivelmente ocorra também na realidade brasileira em função do enorme desafio em se obter essa medida longitudinal de maneira sistematizada no contexto da pesquisa científica (Epel et al., 2018; Slavich & Shields 2018).

Identificou-se que o STRAIN oferece uma possibilidade de avaliação do estresse longitudinal, ou seja, ao longo de toda a vida. Destaca-se que o STRAIN para adultos foi traduzido e adaptado ao português brasileiro com o intuito de oferecer uma alternativa para o mapeamento do estresse de modo mais abrangente, tendo demonstrado evidências de validade em uma amostra nacional (Cazassa et al., 2020). Na Figura 2, observam-se as dimensões do estresse ao longo da vida acessadas pelo inventário.

Figura 2.

Figura 2.

Dimensões do estresse ao longo da vida acessadas pelo Stress and Adversity Inventory (STRAIN). Fonte: Slavich e Shields (2018).

Limitações

As limitações desta pesquisa estão relacionadas às características das buscas, as quais não incluíram termos como adversidade e trauma. Tais descritores poderiam oportunizar o encontro de outros estudos que também pudessem ser relevantes para o cenário das pesquisas sobre o estresse, ficando como sugestão para futuras investigações.

Apesar dessa limitação, este estudo oferece um panorama geral sobre os instrumentos que mensuram o estresse no Brasil. A tabela integrativa permite fácil acesso às propriedades psicométricas, características e contextos para os quais os instrumentos foram desenvolvidos, possibilitando aos clínicos e pesquisadores um recurso prático para a seleção de medidas na área.

Fonte de financiamento:

Este artigo é oriundo da tese de doutorado intitulada “Mapeamento de estressores e da severidade do estresse em adultos brasileiros por intermédio do Stress and Adversity Inventory (STRAIN)”, de Milton José Cazassa (PUCRS, 2019), a qual foi contemplada com o Prêmio Monográfico Bernard Rangé, conferido pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC) em 2021. Registramos o agradecimento pelo apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), da PUCRS e da UCLA. George Slavich foi apoiado por Society in Science-Branco Weiss Fellowship, NARSAD Young Investigator Grant #23958 from the Brain & Behavior Research Foundation, and National Institutes of Health (NIH) grant K08 MH103443.

Footnotes

Editora responsável:

Carmem Beatriz Neufeld. Trabalho vencedor na categoria Tese de Doutorado do Prêmio Monográfico Bernard Rangé do ano de 2021 Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBTC em 4 de Outubro de 2023. cod. 433.

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBTC em 4 de Outubro de 2023. cod. 433.

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