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. 2025 Apr 23;122(4):e20250053. [Article in Portuguese] doi: 10.36660/abc.20250053
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Como Incorporar o Sistema de Detecção Dielétrica Remota e o Ultrassom Pulmonar em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Congestiva Aguda

Toshihide Izumida 1, Teruhiko Imamura 1,Correspondência:
PMCID: PMC12094292  PMID: 40366988

Ao Editor

A avaliação precisa da congestão pulmonar é essencial para o gerenciamento ideal da insuficiência cardíaca congestiva. O sistema de sensoriamento dielétrico remoto (ReDS) representa uma tecnologia não invasiva desenvolvida recentemente, projetada para quantificar o volume de fluido pulmonar sem exigir conhecimento especializado. Kobalava et al. demonstraram uma correlação moderada entre o sistema ReDS e o ultrassom pulmonar.1 No entanto, várias preocupações justificam uma discussão mais aprofundada.

No estudo atual, certos pacientes apresentaram achados mais elevados na ultrassonografia pulmonar (conforme indicado pela soma das linhas B), apesar dos valores mais baixos de ReDS (%).1 Os autores poderiam fornecer uma explicação para essa discordância observada? Vale a pena notar que vários fatores de confusão podem influenciar as medições de ReDS (%). Por exemplo, ReDS (%) tende a ser subestimado em indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica ou baixo índice de massa corporal.2

Dada a variabilidade interindividual nas medições de ReDS (%), comparações diretas de valores absolutos de ReDS (%) entre pacientes podem representar desafios significativos. Como alternativa, a razão de ReDS (%) entre admissão hospitalar e alta pode servir como uma métrica valiosa para avaliar a melhora da congestão pulmonar durante a hospitalização índice.3

A definição de congestão pulmonar significativa é geralmente baseada em uma soma de linhas B igual ou superior a três, em vez de cinco.4 Como a concordância entre o sistema ReDS e o ultrassom pulmonar seria afetada se esse limite revisado para congestão pulmonar fosse aplicado?

Com base em suas descobertas, como o sistema ReDS e o ultrassom pulmonar podem ser integrados de forma ideal à prática clínica? Por exemplo, sugerimos utilizar o sistema ReDS para coortes de pacientes menos criticamente doentes, pois ele é particularmente eficaz na identificação de congestão pulmonar subclínica.4 Por outro lado, o ultrassom pulmonar pode ser mais apropriado para pacientes gravemente enfermos, pois esses indivíduos geralmente enfrentam desafios para assumir uma posição sentada com respiração natural, o que é necessário para a aplicação e medição adequadas do dispositivo ReDS.2 O ultrassom pulmonar pode ser aplicado sem a cooperação do paciente.

Referências

  • 1.Kobalava Z, Safarova AF, Tolkacheva V, Cabello-Montoya FE, Zorya OT, Nazarov IS, et al. Assessment of Pulmonary Congestion According to Ultrasound and Remote Dielectric Sensing (ReDS) in Patients Hospitalized with Heart Failure. Arq Bras Cardiol. 2024;121(10):e20240128. doi: 10.36660/abc.20240128. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 2.Imamura T, Narang N, Kinugawa K. Clinical Implications of Remote Dielectric Sensing System to Estimate Lung Fluid Levels. J Cardiol. 2023;81(3):276–782. doi: 10.1016/j.jjcc.2022.07.014. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 3.Izumida T, Imamura T, Koi T, Nakagaito M, Onoda H, Tanaka S, et al. Prognostic Impact of Residual Pulmonary Congestion Assessed by Remote Dielectric Sensing System in Patients Admitted for Heart Failure. ESC Heart Fail. 2024;11(3):1443–1451. doi: 10.1002/ehf2.14690. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
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Arq Bras Cardiol. 2025 Apr 23;122(4):e20250053.

Carta-resposta

Zhanna Kobalava 1, Ayten Fuadovna Safarova 1, Veronika Tolkacheva 1, Flora Elisa Cabello Montoya 1, Olga Tairovna Zorya 1, Ivan Sergeevich Nazarov 1, Artem Alekseevich Lapshin 1, Ilya Pavlovich Smirnov 1, Nutsiko Ivanovna Khutsishvili 1, Maria Vatsik-Gorodetskaya 1

Uma proporção significativa de pacientes apresentou um resultado desfavorável na gravidade da congestão ao utilizar ultrassom pulmonar e ReDS. A congestão foi detectada com mais frequência pelo ReDS do que pelo ultrassom, no entanto, houve observações isoladas com resultados opostos. Infelizmente, dada a limitação da nossa amostra, não seremos capazes de fornecer diferenças estatisticamente confirmadas entre grupos de pacientes com um desfecho desfavorável e grupos com desfechos semelhantes. No entanto, com base em dados da literatura e em nossa própria experiência clínica, podemos dizer que algumas características dos pacientes podem ter o efeito oposto nos dados obtidos pelo ReDS e pelo ultrassom. Assim, a obesidade subestimará o número de linhas B¹ e superestimará o valor do ReDS² e vice-versa, com um peso corporal mais baixo. Em pacientes com DPOC/BA, o número de linhas B pode ser também paradoxalmente alto, mesmo na ausência de insuficiência cardíaca,³ e, de acordo com o ReDS, a congestão nesses pacientes pode não ser acentuada.4 Embora seja mais frequentemente representada por observações individuais, em nosso trabalho também observamos uma congestão estatisticamente significativamente mais baixa em pacientes com DPOC concomitante. Também observamos uma correlação negativa do ReDS com a idade, na ausência de relação entre idade e o número de linhas B. Curiosamente, o maior número de resultados discordantes foi na alta, o que provavelmente reflete a taxa diferente de eliminação da congestão em diferentes compartimentos (vascular, intersticial, etc.).

A dinâmica do ReDS durante a hospitalização pode ser avaliada por diferentes métodos, e a razão entre o valor do ReDS na alta e na admissão5 pode ter um valor prognóstico maior do que a presença/ausência de congestão na alta, determinada por valores padrão. No entanto, o valor preditivo do ReDS não foi avaliado no âmbito do trabalho publicado. Deve-se observar que o valor da razão proposto de >100% reflete apenas a ausência de dinâmica positiva (ou dinâmica negativa). Deve-se ressaltar que a maioria dos pacientes terá dinâmica positiva; para eles, a conclusão sobre a razão <100% é irrelevante, sendo que é a presença de congestão residual na alta que exige avaliação nesses pacientes para entender as táticas e os riscos subsequentes. Além disso, essa razão pode ser interpretada de forma equivocada em pacientes com insuficiência ventricular direita.

Referências

  • 1.Brainin P, Claggett B, Lewis EF, Dwyer KH, Merz AA, Silverman MB, Swamy V, Biering-Sørensen T, Rivero J, Cheng S, McMurray JJV, Solomon SD, Platz E. Body mass index and B-lines on lung ultrasonography in chronic and acute heart failure. ESC Heart Fail. 2020 Jun;7(3):1201–1209. doi: 10.1002/ehf2.12640. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 2.Izumida T, Imamura T, Nakagaito M, Onoda H, Tanaka S, Ushijima R, Fujioka H, Kakeshita K, Kinugawa K. Association Between Remote Dielectric Sensing and Body Mass Index. Int Heart J. 2023;64(5):865–869. doi: 10.1536/ihj.23-191. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 3.Lajili F, Toumia M, Sekma A, Bel Haj Ali K, Sassi S, Zorgati A, Yaakoubi H, Youssef R, Grissa MH, Beltaief K, Mezgar Z, Khrouf M, Chamtouri I, Bouida W, Boubaker H, Msolli MA, Dridi Z, Boukef R, Nouira S. Value of Lung Ultrasound Sonography B-Lines Quantification as a Marker of Heart Failure in COPD Exacerbation. Int J Chron Obstruct Pulmon Dis. 2024 Aug 01;19:1767–1774. doi: 10.2147/COPD.S447819. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 4.Izumida T, Imamura T, Tanaka S, Kinugawa K. Experience with remote dielectric sensing (ReDS) for acute decompensated heart failure complicated by chronic obstructive pulmonary disease. J Cardiol Cases. 2022 Aug 22;26(5):386–389. doi: 10.1016/j.jccase.2022.08.005. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 5.Izumida T, Imamura T, Koi T, Nakagaito M, Onoda H, Tanaka S, Ushijima R, Kataoka N, Nakamura M, Sobajima M, Fukuda N, Ueno H, Kinugawa K. Prognostic impact of residual pulmonary congestion assessed by remote dielectric sensing system in patients admitted for heart failure. ESC Heart Fail. 2024 Jun;11(3):1443–1451. doi: 10.1002/ehf2.14690. Epub 2024 Feb 14. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
Arq Bras Cardiol. 2025 Apr 23;122(4):e20250053. [Article in English] doi: 10.36660/abc.20250053i

How to Incorporate Remote Dielectric Sensing System and Lung Ultrasound in Patients with Acute Congestive Heart Failure

Toshihide Izumida 1, Teruhiko Imamura 1,Mailing Address:

To Editor

Accurate assessment of pulmonary congestion is pivotal for the optimal management of congestive heart failure. The remote dielectric sensing (ReDS) system represents a recently developed non-invasive technology designed to quantify lung fluid volume without requiring specialized expertise. Kobalava et al. demonstrated a moderate correlation between the ReDS system and lung ultrasound.1 However, several concerns warrant further discussion.

In the current study, certain patients exhibited higher lung ultrasound findings (as indicated by the sum of B-lines) despite lower ReDS (%) values.1 Could the authors provide an explanation for this observed discordance? It is worth noting that various confounding factors may influence ReDS (%) measurements. For example, ReDS (%) tends to be underestimated in individuals with chronic obstructive pulmonary disease or low body mass index.2

Given the inter-individual variability in ReDS (%) measurements, direct comparisons of absolute ReDS (%) values across patients may pose significant challenges. As an alternative, the ratio of ReDS (%) between hospital admission and discharge could serve as a valuable metric to evaluate the improvement of pulmonary congestion during the index hospitalization.3

The definition of significant pulmonary congestion is generally based on a sum of B-lines equal to or exceeding three rather than five.4 How would the concordance between the ReDS system and lung ultrasound be affected if this revised threshold for pulmonary congestion were applied?

Building upon their findings, how might the ReDS system and lung ultrasound be optimally integrated into clinical practice? For instance, we suggest utilizing the ReDS system for less critically ill patient cohorts, as it is particularly effective in identifying subclinical pulmonary congestion.4 Conversely, lung ultrasound may be more appropriate for critically ill patients, as these individuals often face challenges in assuming a seated position with natural breathing, which is required for proper ReDS device application and measurement.2 The lung ultrasound can be applied without patients’ cooperation.

Arq Bras Cardiol. 2025 Apr 23;122(4):e20250053.

Reply

Zhanna Kobalava 1, Ayten Fuadovna Safarova 1, Veronika Tolkacheva 1, Flora Elisa Cabello Montoya 1, Olga Tairovna Zorya 1, Ivan Sergeevich Nazarov 1, Artem Alekseevich Lapshin 1, Ilya Pavlovich Smirnov 1, Nutsiko Ivanovna Khutsishvili 1, Maria Vatsik-Gorodetskaya 1

A significant proportion of patients had an unfavorable result in the severity of congestion when using lung ultrasound and ReDS. Congestion was more often detected by ReDS than by ultrasound, however, there were isolated observations with opposite results. Unfortunately, given the limitations of our sample, we will not be able to provide statistically confirmed differences between groups of patients with a discounted outcome and groups with matching outcomes. However, based on literature data and our own clinical experience, we can say that some characteristics of patients may have the opposite effect on the obtained ReDS and ultrasound data. Thus, obesity will underestimate the number of B-lines1 and overestimate the value of ReDS2 and vice versa with a lower body weight. In patients with COPD/BA, the number of B-lines may also be paradoxically high even in the absence of heart failure,3 and according to ReDS, congestion in such patients may be not marked.4 Although it is more often represented by individual observations, in our work we also noted a statistically significantly lower congestion in patients with concomitant COPD. We also noted a negative correlation of ReDS with age, in the absence of a relationship between age and the number of B-lines. Interestingly, the greatest number of discordant results was at discharge, which probably reflects the different rate of elimination of congestion in different compartments (vascular, interstitial, etc.).

The dynamics of ReDS during hospitalization can be assessed by different methods, and the ratio of the ReDS value at discharge and admission5 may have a prognostic value greater than the presence/absence of congestion at discharge, determined by standard values. However, the predictive value of ReDS was not evaluated in the framework of the published work. It should be noted that the proposed ratio value of >100% only reflects the absence of positive dynamics (or negative dynamics). It should be noted that most patients will have positive dynamics, for them the conclusion about the ratio <100% is meaningless, it is the presence of residual congestion at discharge that requires assessment in such patients to understand further tactics and risks. In addition, this ratio may be misinterpreted in patients with right ventricular failure.


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