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Epidemiologia e Serviços de Saúde : Revista do Sistema Unico de Saúde do Brasil logoLink to Epidemiologia e Serviços de Saúde : Revista do Sistema Unico de Saúde do Brasil
. 2026 Oct 5;35:e20250570. [Article in Portuguese] doi: 10.1590/S2237-96222026v35e20250570.pt
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Práticas integrativas e complementares, hipertensão e indicadores sociais: estudo ecológico, Brasil, 2023

Prácticas integradoras y complementarias, hipertensión e indicadores sociales: un estudio ecológico, Brasil, 2023

Alexsandra da Silva Ferreira do Nascimento 1, Maria Carolina Lins de Souza 1, Stéfane Lele Rossoni 1, Juliana Henriques dos Santos 1, Wendell Arthur Lopes 1, Constanza Pujals 1, Raíssa Bocchi Pedroso 1
PMCID: PMC13647261  PMID: 42903007

Resumo

Objetivo:

Correlacionar o uso de práticas integrativas e complementares (PIC) e os atendimentos de hipertensão, bem como sua correlação com indicadores socioeconômicos no Brasil em 2023.

Métodos:

Estudo ecológico com dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica. Foram analisados os atendimentos de PIC e de hipertensão, além dos indicadores socioeconômicos indice de desenvolvimento humano municipal (IDHM) e produto interno bruto (PIB) per capita. Foram descritas as taxas de PIC e de hipertensão, com aplicação do coeficiente de correlação de Pearson para avaliar as correlações entre as variáveis, além de análise de variância e análise espacial por meio do índice de Moran global e dos indicadores locais de associação espacial.

Resultados:

Foram registrados 78.496 atendimentos de PIC, com maior taxa no Rio Grande do Sul (271,75/100 mil habitantes). Para hipertensão, o Ceará registrou a maior taxa (64.409/100 mil habitantes). Observou-se correlação positiva entre PIC e hipertensão (ρ=0,201; p-valor 0,010), bem como com o IDHM (ρ=0,426; p-valor 0,026) e o PIB per capita (ρ=0,443; p-valor 0,020).

Conclusão:

Houve correlação positiva entre o uso de PIC, os atendimentos por hipertensão e os indicadores socioeconômicos, o que evidenciou desigualdades regionais na oferta dessas práticas no Brasil.

Palavras-chave: Terapias Complementares, Hipertensão, Fitoterapia, Aromaterapia, Saúde Pública

Introdução

A hipertensão é um dos principais desafios globais de saúde pública e afetou 29% dos adultos até 2025, com maior impacto em países em desenvolvimento [1,2]. Considerada a principal causa de morte evitável, a hipertensão responde por 10% a 20% dos óbitos mundiais e representa 10% dos gastos em saúde [3]. No Brasil, sua prevalência varia entre 21% e 35%, com maior incidência em idosos, mulheres e indivíduos com menor escolaridade [4,5].

O manejo da hipertensão inclui abordagens não farmacológicas, como mudanças no estilo de vida, telemedicina e monitoramento domiciliar da pressão arterial [6], além de estratégias emergentes, como modulação da microbiota intestinal [7].

A adesão ao tratamento farmacológico é limitada pela natureza assintomática da doença [5], o que reforça a necessidade de terapias complementares, como as práticas integrativas complementares. Apesar do potencial delas, ainda há lacunas no entendimento da distribuição e da acessibilidade dessas práticas no contexto da hipertensão, especialmente em relação a disparidades socioeconômicas e regionais.

As práticas integrativas complementares foram incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2006, com ênfase em abordagens holísticas [8]. No Brasil, 6% dos adultos utilizam essas práticas, principalmente mulheres, idosos e indivíduos com maior renda, enquanto populações vulneráveis, como afro-brasileiros e pessoas de baixa renda, apresentaram menor acesso a elas [9,10,11].

Estudos demonstraram que práticas integrativas complementares como acupuntura, tai chi chuan e fitoterapia auxiliam no controle da pressão arterial [12], mas a implementação delas tem enfrentado barreiras, como a falta de diretrizes e a variabilidade individual nas respostas [13].

Este estudo objetivou analisar as taxas de atendimentos de práticas integrativas e complementares e os atendimentos individuais para hipertensão no Brasil em 2023, com análise da sua correlação com indicadores socioeconômicos. Buscou-se verificar se os dados de notificações das variáveis investigadas corroboraram os achados da literatura pesquisada sobre o tema.

Métodos

Delineamento

Trata-se de estudo ecológico que analisou as taxas de atendimento de práticas integrativas complementares (selecionadas) e a associação com atendimentos individuais de hipertensão. Verificou-se também a correlação dessas variáveis com indicadores socioeconômicos no Brasil em 2023.

Contexto

A seleção das práticas integrativas e complementares analisadas baseou-se no Mapa de Evidências de Efetividade Clínica das Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas para Doenças Cardiovasculares. Esse mapa foi desenvolvido através de parceria conjunta entre a Organização Pan-Americana da Saúde, a Organização Mundial da Saúde, o Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. Para sua elaboração, foram incluídas revisões sistemáticas avaliadas pela ferramenta AMSTAR 2, segundo as diretrizes PRISMA e 3iE, com a abrangência de 212 revisões e 37 desfechos clínicos relacionados às doenças cardiovasculares. A partir desse trabalho, selecionamos as práticas integrativas e complementares para este estudo: práticas corporais da medicina tradicional chinesa (tai chi chuan e qi gong) e meditação, que tiveram qualidade alta e efeito potencialmente positivo na hipertensão e na pressão arterial, além da aromaterapia com lavanda e a fitoterapia com Camellia sinensis, com qualidade alta e efeito positivo na pressão arterial [14].

Participantes

Por se tratar de estudo ecológico, as unidades de análise corresponderam aos estados brasileiros. Foram considerados os registros validados de atendimentos relacionados às práticas integrativas e complementares selecionadas e aos atendimentos individuais para hipertensão disponíveis no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica no período de janeiro a dezembro de 2023.

Variáveis

Foram analisadas as taxas de atendimentos de práticas integrativas e complementares e os atendimentos individuais para hipertensão. Como filtros complementares, para as duas variáveis, foram aplicados os critérios de sexo (masculino e feminino) e de faixa etária, estratificada em três grupos: 18 a 34 anos, 35 a 59 anos e 60 anos ou mais.

Foram utilizados dados de indicadores socioeconômicos extraídos do índice de desenvolvimento humano municipal (IDHM) 2021-2022 [16] e do produto interno bruto (PIB) per capita 2023 [17]. Os dados demográficos foram coletados a partir de bases do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022-2023 [17].

Fontes de dados e mensuração

Os dados referentes à utilização das práticas integrativas e complementares em saúde e aos atendimentos individuais para hipertensão foram extraídos do Relatório de Saúde - Produção do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica, com a consideração dos registros validados e disponibilizados conforme os critérios operacionais do sistema [15]. A extração foi realizada com unidade geográfica Brasil, agregação por estado e competência de janeiro a dezembro de 2023. Na configuração das variáveis estruturantes do relatório (linha/coluna), utilizou-se a organização por estado como eixo geográfico e por tipo de produção como eixo de categorização dos registros assistenciais, o que permitiu a consolidação das informações por tipo de atendimento e procedimento.

Para a análise das práticas integrativas e complementares, foi selecionado o tipo de produção: procedimento, com aplicação do filtro racionalidade em saúde/procedimentos-práticas integrativas e complementares. Foram incluídos os seguintes procedimentos padronizados: sessão de aromaterapia, tratamento fitoterápico, práticas corporais da medicina tradicional chinesa (tai chi chuan e qi gong) e sessão de meditação.

Para a análise dos atendimentos relacionados à hipertensão, foi selecionado o tipo de produção: atendimento individual, com aplicação do filtro problema/condição avaliada - hipertensão.

Controle de viés

Para reduzir o viés com relação ao tamanho populacional em cada região, a quantidade de práticas integrativas e complementares realizadas e a quantidade de atendimentos individuais para hipertensão foram ponderadas pela população da faixa etária, sexo e unidade federativa em questão.

Tamanho do estudo

O estudo incluiu as 27 unidades federativas brasileiras como unidades de análise, considerando os registros disponíveis no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica referentes ao período de janeiro a dezembro de 2023.

Métodos estatísticos

Inicialmente, realizou-se análise descritiva e exploratória das taxas de atendimentos de práticas integrativas e complementares e dos atendimentos individuais para hipertensão nos estados brasileiros.

Em seguida, aplicou-se o coeficiente de correlação de Pearson para analisar as correlações entre as variáveis quantitativas. A análise de variância (ANOVA) foi empregada para avaliar o efeito do sexo, da faixa etária e da interação entre esses fatores sobre as taxas de utilização de práticas integrativas e complementares, considerando os estados brasileiros como unidades de observação. Como teste post-hoc, utilizou-se o teste de Tukey para identificar quais grupos diferem entre si.

Para identificar padrões regionais de similaridade entre os estados brasileiros, conduziram-se duas análises de agrupamento por método hierárquico com distância euclidiana (Figura 1), técnica que permite agrupar unidades com perfis semelhantes e explorar a heterogeneidade espacial dos dados. A primeira análise agrupou os estados segundo o perfil de uso das quatro práticas integrativas e complementares (aromaterapia, tratamentos fitoterápicos, práticas corporais da medicina tradicional chinesa - tai chi chuan e qi gong - e sessões de meditação). A segunda considerou, simultaneamente, as taxas de atendimentos em práticas integrativas e complementares, os atendimentos individuais por hipertensão

Figura 1. Análise de agrupamento dos estados brasileiros segundo padrões de atendimentos de práticas integrativas e complementares e indicadores associados: número de agrupamentos em função da largura média da silhueta para práticas integrativas e complementares (A); representação gráfica dos agrupamentos com n=2 grupos (B); representação gráfica dos agrupamentos com n=4 grupos (C); número de agrupamentos em função da largura média da silhueta com consideração de práticas integrativas e complementares, hipertensão e indicadores socioeconômicos (D); representação gráfica dos agrupamentos com n=2 grupos (E); representação gráfica dos agrupamentos com n=11 grupos (configuração exploratória) (F).

Figura 1

Figura 1

Legenda: As representações gráficas (B, C, E e F) apresentam a projeção dos estados nas duas primeiras dimensões (dimensão 1 e dimensão 2), que representam os principais eixos de variação dos dados, com sintetização da similaridade entre os estados em relação às variáveis analisadas.

Nota: A análise de agrupamento foi realizada por método hierárquico com distância euclidiana. O número de agrupamentos foi definido com base no maior valor da largura média da silhueta e valores mais elevados indicam melhor separação entre os grupos.

A dimensão espacial foi avaliada por meio do índice de Moran global, de indicadores locais de associação espacial (LISA) e pelo método de estimativa de densidade Kernel. O índice de Moran global foi utilizado para verificar o grau de autocorrelação espacial entre as unidades federativas, o que permitiu identificar se a distribuição das taxas de atendimentos em práticas integrativas e complementares e de hipertensão seguia padrão aleatório, disperso ou agrupado no território. Já os LISA foram empregados para localizar agrupamentos espaciais específicos (alto-alto e baixo-baixo) e anomalias espaciais (alto-baixo e baixo-alto), o que evidenciou áreas onde as taxas de práticas integrativas e complementares ou de hipertensão arterial são semelhantes ou contrastantes em relação às regiões vizinhas. O método de estimativa de densidade Kernel foi aplicado para estimar a densidade espacial dos atendimentos, o que gerou uma superfície contínua que destaca áreas de maior concentração de registros e possíveis hotspots de utilização das práticas integrativas e complementares. Como componente espacial, utilizou-se matriz de contiguidade Queen de ordem 1, e as taxas foram suavizadas com a consideração da média ponderada dos valores dos vizinhos. As análises geoespaciais (Kernel A-B e LISA C-D) estão representadas na Figura 2.

Figura 2. Análise geoespacial da distribuição das práticas integrativas e complementares e dos atendimentos por hipertensão arterial no Brasil: densidade Kernel das taxas de práticas integrativas e complementares (A) e dos atendimentos por hipertensão arterial (B), com evidenciação das áreas de maior concentração dos registros; análise de autocorrelação espacial por meio do índice de Moran global e dos indicadores locais de associação espacial para práticas integrativas e complementares (C) e hipertensão (D), com indicação da presença de aglomerados espaciais.

Figura 2

Legenda: Os aglomerados alto-alto representam estados com altas taxas cercados por estados com valores igualmente elevados, enquanto os aglomerados baixo-baixo indicam áreas com baixas taxas circundadas por regiões de baixos valores. Os padrões alto-baixo e baixo-alto indicam discrepâncias espaciais entre um estado e seus vizinhos.

Nota: Apenas os aglomerados estatisticamente significativos (p-valor<0,05) foram considerados na interpretação dos padrões espaciais. A análise foi realizada com utilização da matriz de contiguidade do tipo queen de ordem 1.

Todas as análises estatísticas e geoespaciais foram realizadas no software R [18], com adoção de nível de significância estatística de p-valor<0,05.

Resultados

Em 2023, no Brasil, foram registradas 78.496 práticas integrativas complementares. Delas, 63,99% eram aromaterapia, 13,89% fitoterapia, 13,39% eram práticas corporais da medicina tradicional chinesa (tai chi chuan e qi gong) e 8,72% correspondiam a meditação. O Rio Grande do Sul destacou-se com a maior taxa de atendimentos, 271,75/100 mil habitantes, seguido pelo Mato Grosso do Sul, com 102,39/100 mil habitantes, e por Santa Catarina, com 93,16/100 mil habitantes. Em contraste, Roraima registrou a menor taxa de atendimento, de 0,44/100 mil habitantes (Tabela 1).

Tabela 1. Classificação estadual das taxas de atendimentos de práticas integrativas e complementares e das taxas de atendimentos por hipertensão por 100 mil habitantes nos estados brasileiros. Brasil, 2023 (n=27).

Unidade Federativa Taxa de atendimento de práticas integrativas e complementares Posição das práticas integrativas e complementares Taxa de atendimento de hipertensão Posição da hipertensão
Rio Grande do Sul 271,75 1º 40.593,40 10º
Mato Grosso do Sul 102,39 2º 38.064,36 11º
Santa Catarina 93,16 3º 59.553,88 3º
Minas Gerais 76,38 4º 44.954,40 7º
Distrito Federal 74,87 5º 14.675,08 27º
Amazonas 69,52 6º 30.473,24 20º
Rio de Janeiro 56,42 7º 29.698,86 21º
Maranhão 51,00 8º 36.884,58 12º
Piauí 44,25 9º 51.099,65 5º
São Paulo 37,32 10º 31.225,86 19º
Mato Grosso 27,72 11º 36.105,70 13º
Pernambuco 24,81 12º 33.396,58 16º
Paraná 16,24 13º 51.877,98 4º
Acre 13,78 14º 23.016,27 22º
Bahia 7,26 15º 33.834,08 15º
Para 6,33 16º 20.947,52 23º
Rondônia 3,78 17º 18.917,20 25º
Rio Grande do Norte 3,73 18º 32.146,22 17º
Ceará 3,5 19º 64.409,21 1º
Sergipe 3,49 20º 44.907,73 8º
Tocantins 3,10 21º 47.675,20 6º
Alagoas 2,87 22º 60.946,69 2º
Goiás 1,91 23º 31.481,50 18º
Paraíba 1,65 24º 43.494,59 9º
Espírito Santo 1,46 25º 35.919,46 14º
Amapá 1,12 26º 20.566,78 24º
Roraima 0,44 27º 15.532,95 26º

Quanto aos atendimentos para hipertensão, o Ceará registrou a maior taxa, com 64.409/100 mil habitantes, seguido por Alagoas, com 60.946/100 mil habitantes, e por Santa Catarina, com 59.553/100 mil habitantes. O Distrito Federal registrou a menor taxa, com 14.675/100 mil habitantes (Tabela 1).

A análise de agrupamento foi realizada para classificar os estados brasileiros segundo similaridade nas taxas de atendimentos de práticas integrativas complementares, com a consideração das quantidades de realizações de aromaterapia, de tratamentos fitoterápicos, de práticas corporais da medicina tradicional chinesa e de sessões de meditação, ponderadas pela população acima de 18 anos da região, multiplicadas por 100 mil habitantes (Figura 1 A-C).

A Figura 1A demonstrou n=2 como configuração ótima (silhouette=0,32), porém n=4 como alternativa válida (silhouette=0,28). O agrupamento 1 (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, São Paulo e Tocantins) registrou as menores taxas de práticas integrativas complementares. Os agrupamentos 2 (Rio Grande do Sul) e 4 (Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Santa Catarina) destacaram-se pelo uso de aromaterapia, seguida por fitoterápicos e por práticas corporais da medicina tradional chinesa. Já o agrupamento 3 (Amazonas e Distrito Federal) mostrou predomínio de práticas corporais da medicina tradicional chinesa, 32/100 mil habitantes, e de fitoterápicos, 27/100 mil habitantes, com uso residual de outras práticas integrativas complementares (Figura 1 C).

Também foi verificada a análise de agrupamento com o intuito de classificar os estados brasileiros por similaridades de atendimentos de práticas integrativas complementares, atendimentos individuais para hipertensão e indicadores sociais como IDHM e PIB per capita (Figura 1 C-F).

Na Figura 1E (n=2), dois grupos se mostraram revelados claramente: 17 estados (Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins) com baixa utilização de práticas integrativas complementares (<20/100 mil habitantes), e 10 (Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) com alta utilização (>65/100 mil habitantes). Observou-se maior utilização de práticas integrativas e complementares em estados com melhores indicadores socioeconômicos. Os tamanhos dos marcadores apresentados nas Figuras 1 E-F mostraram serem proporcionais às taxas de atendimentos.

Além dos padrões geográficos identificados na análise de agrupamentos, examinou-se a correlação entre o uso de práticas integrativas complementares e as variáveis socioeconômicas, demográficas e de saúde. As análises evidenciaram correlações positivas e estatisticamente significativas entre os atendimentos de práticas integrativas e complementares e três variáveis: atendimentos individuais por hipertensão (ρ=0,201; p-valor 0,010), índice de desenvolvimento humano municipal (ρ=0,426; p-valor 0,026) e produto interno bruto per capita (ρ=0,443; p-valor 0,020). A análise de variância demonstrou diferenças significativas no uso de práticas integrativas e complementares por sexo (F=15,87; p-valor<0,001), com taxas médias maiores entre mulheres, de 60,69/100 mil habitantes, em comparação aos homens, de 16,92/100 mil habitantes. Não foi observada diferença estatística significativa para a faixa etária (p-valor 0,053). A interação entre idade e sexo também não se mostrou significativa (p-valor 0,624).

A análise espacial evidenciou padrões de distribuição das práticas integrativas e complementares e dos atendimentos por hipertensão entre os estados brasileiros, conforme apresentado na Figura 2. Os mapas de calor (Figura 2 A-B) revelaram padrões regionais distintos: as maiores taxas de práticas integrativas complementares concentraram-se no Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina) e no Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro), enquanto o Nordeste registrou as menores adesões. Em contraste, os atendimentos individuais para hipertensão mostraram altas taxas tanto no Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) quanto no Nordeste (Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Sergipe).

A análise de autocorrelação espacial (Figura 2 C-D) evidenciou padrões significativos de agrupamento global para ambas as variáveis (práticas integrativas e complementares: I=0,74; hipertensão: I=0,56; p-valor 0,001). Na análise local, foram considerados apenas os aglomerados estatisticamente significativos (p-valor<0,05), com observação de aglomerados do tipo alto-alto nas regiões Sul/Sudeste para práticas integrativas e complementares e no Sul/Nordeste para hipertensão, e aglomerados baixo-baixo predominantemente no Norte/Nordeste para práticas integrativas e complementares e no Centro-Oeste/Norte para hipertensão. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresentaram altas taxas em ambos os indicadores. Em contraste, o Nordeste registrou baixa utilização de práticas integrativas e complementares associada a elevadas taxas de atendimentos por hipertensão, enquanto o Rio de Janeiro apresentou padrão inverso.

Discussão

Este estudo identificou que os atendimentos das práticas integrativas complementares no Brasil estão correlacionados a indicadores socioeconômicos (IDHM e PIB per capita) e à demanda por atendimentos individuais para hipertensão, o que serviu para mostrar correlações positivas consistentes. Espacialmente, notou-se maior ocorrência do uso das práticas integrativas complementares em estados ao Sul do Brasil, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e menor ocorrência entre alguns estados do Nordeste, como Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Entre as principais limitações deste estudo, destaca-se o uso exclusivo de dados secundários, o que pode levar a subnotificações e limitações na precisão e na abrangência das informações. Ademais, o estudo focou nos dados da atenção primária à saúde, sem contemplar práticas realizadas em outros níveis de atenção do SUS ou no setor privado. Evidências da literatura indicaram que parte relevante do uso de práticas integrativas ocorre fora da atenção básica, o que pode resultar em subestimação da utilização total dessas práticas no país[22,23]. Também houve ausência de avaliação dos fatores culturais e regionais que influenciam a adoção dessas práticas, o que poderia oferecer uma compreensão mais profunda das desigualdades observadas. Por fim, a utilização de dados agregados limita a generalização dos resultados para grupos específicos da população, como aqueles com diferentes condições socioeconômicas ou de saúde. Essas limitações reforçam a necessidade de estudos complementares, com abordagens longitudinais e qualitativas, para explorar melhor o impacto e os determinantes do uso das práticas integrativas complementares como manejo da hipertensão.

Mesmo com as limitações apontadas, a análise revelou importantes disparidades na adoção das práticas integrativas complementares, com maior prevalência em estados com melhores condições de IDHM e de PIB per capita, sem diferença estatisticamente significativa entre as faixas etárias analisadas. O estudo também trouxe contribuições significativas ao identificar que as práticas integrativas complementares selecionadas estão sendo pesquisadas como ferramentas auxiliares no controle da hipertensão. Esses achados reforçam a relevância das práticas integrativas complementares na promoção da saúde e no manejo de condições crônicas, o que oferece informações úteis para embasar o planejamento de políticas públicas que promovam maior equidade e acessibilidade no uso dessas práticas em todo o país.

A análise por aglomerados revelou quatro padrões distintos de utilização, com destaque para a predominância da aromaterapia, especialmente no Rio Grande do Sul, que apresentou maiores taxas em relação aos demais estados. A abordagem espacial confirmou concentração no Sul/Sudeste e baixa adesão no Nordeste, com paradoxos relevantes: enquanto estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresentaram altas taxas de atendimentos tanto de práticas integrativas complementares quanto de hipertensão, o Nordeste mostrou elevadas taxas de hipertensão com baixa utilização de práticas integrativas complementares, e o Rio de Janeiro apresentou o padrão inverso.

No entanto, de acordo com dados encontrados anteriormente, a região Norte do Brasil teve a maior prevalência de uso de práticas integrativas e complementares, particularmente através do uso de medicamentos fitoterápicos, com prevalência relatada de 3,7% em 2019 [10]. A região Sul também mostrou alta prevalência no uso da medicina tradicional e da medicina complementar, com os residentes mais propensos a se envolverem em práticas como acupuntura e homeopatia. Esse fato se mostrou ligado a maiores níveis educacionais e melhor status socioeconômico na região [10]. Tal informação contradiz com os achados nos dados coletados no atual estudo, onde a prevalência de uso de práticas integrativas complementares registrada para a região Norte no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) apresentaram as menores taxas. Embora o uso de medicamentos fitoterápicos tenha sido mais comum na região Norte do Brasil, paradoxalmente, houve disparidade no oferecimento de práticas integrativas complementares na atenção primária à saúde nessa região [10]. Esse fator pode justificar os resultados observados, uma vez que a base de dados utilizada está centrada nesse nível de atenção à saúde.

Em relação às modalidades de práticas integrativas complementares com evidência para hipertensão, a aromaterapia foi a mais empregada, seguida pela fitoterapia, pelas práticas corporais da medicina tradicional chinesa e pela meditação. A análise não identificou diferença estatisticamente significativa entre as faixas etárias (p-valor 0,053), o que indicou padrão semelhante de utilização entre os grupos etários.

Os resultados da Tabela 2 demonstraram correlações positivas entre o uso de práticas integrativas e complementares, os indicadores socioeconômicos e os atendimentos para hipertensão. Esses achados encontraram ressonância na análise espacial, porém com importantes nuances regionais. Enquanto a análise nacional revelou tendências gerais, a abordagem geoespacial evidenciou padrões territoriais específicos: estados com maior desenvolvimento (como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) confirmaram-se como aglomerados de alta utilização tanto de atendimentos de práticas integrativas complementares quanto de hipertensão, o que corroborou as correlações positivas identificadas. A análise geoespacial revelou exceções significativas, particularmente no Nordeste, onde elevadas taxas de hipertensão coexistiram com baixa adoção de práticas integrativas e complementares, sugerindo a influência de fatores regionais não capturados pelas correlações nacionais.

Tabela 2. Correlação entre atendimentos de práticas integrativas e complementares, indicadores socioeconômicos e variáveis demográficas nos estados brasileiros. Brasil, 2023 (n=27).

Análise Variáveis comparadas Estatística de teste ρ p-valor
Pearson Práticas integrativas e complementares × Hipertensão 2,60 0,201 0,010
Práticas integrativas e complementares × IDHM 2,35 0,426 0,026
Práticas integrativas e complementares × PIB per capita 2,47 0,443 0,020
ANOVA Sexo 15,87 - <0,001
Faixa etária 2,99 - 0,053
Sexo: Faixa etária 0,47 - 0,624

Igualmente revelador foi o caso do Rio de Janeiro, que apresentou padrão inverso ao nacional, com alto índice de atendimentos de práticas integrativas complementares e baixos índices de atendimentos por hipertensão. Esses achados destacaram que, embora as correlações nacionais tenham apontado para tendências gerais, a distribuição espacial desses fenômenos foi marcadamente heterogênea, com aglomerados regionais que podem tanto confirmar quanto contradizer os padrões esperados. Tal constatação enfatiza a importância de se considerar tanto as tendências nacionais quanto as particularidades regionais na formulação de políticas públicas em saúde.

Taxas maiores de atendimentos em práticas integrativas e complementares observadas em estados com maior IDHM e PIB per capita podem refletir maior capacidade institucional e fiscal para estruturar a oferta na atenção primária à saúde, com inclusão de contratação e de fixação de profissionais habilitados, de investimento em capacitação e de aquisição de insumos necessários para determinadas modalidades. Evidências recentes indicaram que a implementação dessas práticas no SUS é fortemente influenciada pela priorização na agenda da gestão local e pela disponibilidade de recursos humanos qualificados, o que contribui para padrões territoriais heterogêneos de oferta [19,20].

Já as diferenças regionais podem estar relacionadas à distribuição desigual de oportunidades de formação profissional em saúde integrativa, concentradas em regiões com maior densidade de instituições de ensino e redes assistenciais mais estruturadas, o que tende a ampliar a capacidade local de ofertar e sustentar essas práticas ao longo do tempo [20].

Parte das variações observadas também pode decorrer de diferenças na qualidade e no uso dos sistemas de informação em saúde. Estudos recentes apontaram que a completude e a consistência dos registros no SISAB variam entre unidades federativas, especialmente para procedimentos menos consolidados na rotina dos serviços, o que pode resultar em subnotificação e inconsistências regionais nos dados administrativos [21].

A discrepância entre uso populacional e atendimentos registrados é igualmente plausível. Análises com dados da Pesquisa Nacional de Saúde indicaram que o uso de práticas integrativas varia segundo características sociodemográficas e regionais, e que parte expressiva desse uso ocorre fora da rede institucional do SUS, por meio de autocuidado, de oferta comunitária e de práticas tradicionais de saúde, sem ser captada pelos sistemas administrativos [22]. Desse modo, observa-se divergência entre a disponibilidade de medicina tradicional e complementar reportada nos registros oficiais da atenção primária à saúde e a oferta efetivamente identificada em estudos específicos. Enquanto dados oficiais indicam que cerca de 20% das equipes de atenção primária à saúde ofertam medicina tradicional e complementar, o estudo realizado por Sousa et al. [23] identificou disponibilidade dessas práticas em apenas 8% dos municípios avaliados. Esse achado sugere possíveis limitações relacionadas aos processos de registro, monitoramento e divulgação dos dados [23].

Os resultados do presente estudo evidenciaram disparidades regionais no acesso às práticas integrativas e complementares, especialmente entre as regiões Sul e Sudeste, que apresentaram maiores taxas de utilização, e as regiões Norte e Nordeste, que registraram menores taxas. Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas que ampliem a oferta dessas práticas em áreas menos assistidas, padronizem os sistemas de registro para aprimorar a vigilância e considerem as particularidades regionais na implementação dessas estratégias. Apesar das limitações inerentes ao uso de dados secundários, este estudo fornece subsídios importantes para orientar a expansão equitativa das práticas integrativas e complementares no SUS, particularmente no contexto do manejo da hipertensão.

Footnotes

Aspectos éticos: Esta pesquisa utilizou bancos de dados de domínio público e anonimizados.

Uso de inteligência artificial generativa: Para auxiliar na redação do texto, foi utilizado o ChatGPT (https://chatgpt.com/), para correções de concordâncias gramaticais. Com a finalidade de identificar pesquisas mais recentes, utilizou-se o SciSpace (https://scispace.com/). Todas as referências citadas neste estudo foram verificadas em texto completo, e cada citação foi conferida para assegurar a confiabilidade e a originalidade das afirmações construídas com o auxílio de inteligência artificial generativa.

Disponibilidade de dados

Os bancos de dados utilizados na pesquisa, bem como o código em extensão R, estão disponíveis no link: https://osf.io/8yfhm/overview, na plataforma Open Science Framework.

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Integrative and complementary practices, hypertension and social indicators: an ecological study, Brazil, 2023

Alexsandra da Silva Ferreira do Nascimento 1, Maria Carolina Lins de Souza 1, Stéfane Lele Rossoni 1, Juliana Henriques dos Santos 1, Wendell Arthur Lopes 1, Constanza Pujals 1, Raíssa Bocchi Pedroso 1

Abstract

Objective:

To correlate use of integrative and complementary practices (ICP) and hypertension consultations, as well as their correlation with socioeconomic indicators in Brazil in 2023.

Methods:

This was an ecological study with data from the Primary Health Care Information System. ICP and hypertension care were analyzed, in addition to the following socioeconomic indicators: municipal human development index (MHDI) and gross domestic product per capita (GDP). ICP and hypertension rates were described, applying Pearson’s correlation coefficient to assess correlations between variables, in addition to analysis of variance and spatial analysis using global Moran’s I and local indicators of spatial association.

Results:

78,496 ICP consultations were recorded, with the highest rate in Rio Grande do Sul state (271.75/100,000 inhabitants). Regarding hypertension consultations, Ceará state recorded the highest rate (64,409/100,000 inhabitants). Positive correlation was observed between ICP and hypertension (ρ=0.201; p-value 0.010), as well as with MHDI (ρ=0.426; p-value 0.026) and GDP per capita (ρ=0.443; p-value 0.020).

Conclusion:

There was positive correlation between use of PIC, hypertension consultations and socioeconomic indicators, highlighting regional inequalities in the provision of these practices in Brazil.

Keywords: Complementary Therapies, Hypertension, Phytotherapy, Aromatherapy, Public Health

Introduction

Hypertension is one of the major global public health challenges and will affect 29% of adults by 2025, with a greater impact in developing countries [1,2]. Considered the leading cause of preventable death, hypertension accounts for 10% to 20% of global deaths and represents 10% of health expenditure [3]. In Brazil, its prevalence varies between 21% and 35%, with higher incidence in the elderly, women and individuals with lower education levels [4,5].

Hypertension management includes non-pharmacological approaches, such as lifestyle changes, telemedicine and home blood pressure monitoring [6], as well as emerging strategies, such as gut microbiota modulation [7].

Adherence to pharmacological treatment is limited by the asymptomatic nature of hypertension [5], which reinforces the need for complementary therapies, such as integrative and complementary practices. Despite their potential, there are still gaps in understanding the distribution and accessibility of these practices in the context of hypertension, especially in relation to socioeconomic and regional disparities.

Integrative and complementary practices were incorporated into the Brazilian Unified Health System (Sistema Único de Saúde, SUS) in 2006, with an emphasis on holistic approaches [8]. In Brazil, 6% of adults use these practices, mainly women, the elderly and individuals with higher incomes, while vulnerable populations, such as Afro-Brazilians and people with low incomes, have less access to them [9,10,11].

Studies have shown that integrative complementary practices such as acupuncture, tai chi chuan and herbal medicine help control blood pressure [12], but their implementation has faced barriers, such as lack of guidelines and individual variability in responses [13].

This study aimed to analyze the rates of integrative and complementary practice consultations and individual consultations for hypertension in Brazil in 2023, analyzing their correlation with socioeconomic indicators. It sought to verify whether the reporting data for the variables investigated corroborated the findings of the literature reviewed on the subject.

Methods

Design

This is an ecological study that analyzed the rates of (selected) integrative and complementary practice consultations and their association with individual hypertension consultations. Correlation between these variables and socioeconomic indicators in Brazil in 2023 was also examined.

Setting

The selection of the integrative and complementary practices analyzed was based on the Evidence Map of Traditional, Complementary and Integrative Medicine for Cardiovascular Diseases. This map was developed through a joint partnership between the Pan American Health Organization, the World Health Organization, the Brazilian Academic Consortium for Integrative Health, and the Latin American and Caribbean Center on Health Sciences Information. The Map was prepared through inclusion of systematic reviews assessed by the AMSTAR 2 tool, in accordance with the PRISMA and 3iE guidelines, encompassing 212 reviews and 37 clinical outcomes related to cardiovascular diseases. From this work, we selected the integrative and complementary practices for this study: traditional Chinese medicine body practices (tai chi chuan and qi gong) and meditation, which had high quality and a potentially positive effect on hypertension and blood pressure, in addition to aromatherapy with lavender and phytotherapy with Camellia sinensis, with high quality and a positive effect on blood pressure [14].

Participants

As this is an ecological study, the units of analysis corresponded to the Brazilian states. Validated records of consultations related to the selected integrative and complementary practices and individual hypertension consultations available on the Primary Health Care Information System from January to December 2023 were included in the study.

Variables

The integrative and complementary practice consultation rates and individual hypertension consultation rates were analyzed. The sex criterion (male and female) and the age group criterion, stratified into three groups, were applied as complementary filters to both variables: 18 to 34 years, 35 to 59 years, and 60 years or more.

Socioeconomic indicator data extracted from the Municipal Human Development Index (MHDI) 2021-2022 data [16] and Gross Domestic Product (GDP) per capita data for the year 2023 [17] were used. Demographic data were collected from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) databases for 2022-2023 [17].

Data sources and measurement

Data regarding use of integrative and complementary health practices and individual hypertension consultations were extracted from the Production Report available on the Health Information System for Primary Care, considering validated records made available according to the system’s operational criteria [15]. Data extraction was performed using Brazil as the geographic unit, aggregation by state, and taking the period from January to December 2023. When configuring the report’s structuring variables (row/column), organization by state was used as the geographic axis, while organization by type of production was used as the axis for categorizing care records, which allowed the information to be consolidated by type of consultation and procedure.

In order to analyze integrative and complementary practices, the type of production selected was: procedure, applying the rationality in health/procedures-integrative and complementary practices filter. The following standardized procedures were included: aromatherapy session, phytotherapeutic treatment, traditional Chinese medicine body practices (tai chi chuan and qi gong), and meditation session.

In order to analyze hypertension-related consultations, the selected service type was: individual consultation, applying the filter for the problem/condition being assessed, i.e. hypertension.

Bias control

In order to reduce bias related to population size in each region of Brazil, the number of integrative and complementary practices performed and the number of individual hypertension consultations were weighted by the population corresponding to the age group, sex, and federative unit/state in question.

Study size

The study included all 27 Brazilian federative units/states as units of analysis, considering the records available in the Primary Health Care Information System for the period from January to December 2023.

Statistical methods

Initially, a descriptive and exploratory analysis was conducted of the rates of integrative and complementary practice consultations and individual hypertension consultations in the Brazilian states.

Following this, Pearson’s correlation coefficient was applied to analyze correlations between the quantitative variables. Analysis of variance (ANOVA) was used to assess the effect of sex and age group, and the interaction between these factors on the rates of use of integrative and complementary practices, considering the Brazilian states as units of observation. Tukey’s test was used as a post-hoc test, to identify which groups differed from each other.

In order to identify regional patterns of similarity between Brazilian states, two hierarchical clustering analyses with Euclidean distance were conducted (Figure 1), this being a technique that enables units with similar profiles to be grouped together and also enables the spatial heterogeneity of the data to be explored. The first analysis grouped the states according to the usage profile of the four integrative and complementary practices (aromatherapy, herbal treatments, traditional Chinese medicine body practices - tai chi chuan and qi gong - and meditation sessions). The second considered, simultaneously, integrative and complementary practice consultation rates and individual hypertension consultation rates.

Figure 1. Cluster analysis of Brazilian states according to patterns of integrative and complementary practice consultation and associated indicators: number of clusters as a function of average silhouette width for integrative and complementary practices (A); graphical representation of clusters with n=2 groups (B); graphical representation of clusters with n=4 groups (C); number of clusters as a function of average silhouette width considering integrative and complementary practice consultations, hypertension and socioeconomic indicators (D); graphical representation of clusters with n=2 groups (E); graphical representation of clusters with n=11 groups (exploratory configuration) (F).

Figure 1

Figure 1

Legend: Graph representations (B, C, E and F) show the projection of the states in the first two dimensions (dimension 1 and dimension 2), which represent the main axes of data variation, summarizing similarity between the states in relation to the variables analyzed.

Note: Cluster analysis was performed using a hierarchical method with Euclidean distance. The number of clusters was defined based on the largest value of the average silhouette width, with higher values ​​indicating better separation between groups.

The spatial dimension was assessed using global Moran’s I, local indicators of spatial association (LISA), and the Kernel density estimation method. Global Moran’s I was used to verify the degree of spatial autocorrelation between federative units/states, allowing identification of whether the distribution of integrative and complementary practices rates and hypertension rates followed a random, dispersed or clustered pattern in the territory. LISA were used to locate specific spatial clusters (high-high and low-low) and spatial anomalies (high-low and low-high), highlighting areas where the integrative and complementary practices rates or hypertension rates were similar or contrasting in relation to neighboring regions. The Kernel density estimation method was applied to estimate the spatial density of consultations, generating a continuous surface that highlighted areas of higher concentration of records and possible hotspots for the use of integrative and complementary practices. A first-order Queen contiguity matrix was used as a spatial component, and the rates were smoothed by considering the weighted average of the values ​​of neighboring areas. The geospatial analyses (Kernel, A-B and LISA C-D) are represented in Figure 2.

Figure 2. Geospatial analysis of the distribution of integrative and complementary practice consultations and hypertension consultations in Brazil: Kernel density of integrative and complementary practice consultation rates (A) and hypertension consultation rates (B), highlighting areas with the highest concentration of records; spatial autocorrelation analysis using the global Moran’s I index and local indicators of spatial association for integrative and complementary practice consultations (C) and hypertension consultations (D), indicating the presence of spatial clusters.

Figure 2

Legend: High-high clusters represent states with high rates surrounded by states with equally high values, while low-low clusters indicate areas with low rates surrounded by regions of low values. High-low and low-high patterns indicate spatial discrepancies between a state and its neighbors.

Note: Only statistically significant clusters (p-value<0.05) were considered in the interpretation of spatial patterns. The analysis was performed using a first-order queen contiguity matrix.

All statistical and geospatial analyses were performed using R software [18], whereby statistical significance was taken to be a p-value<0.05.

Results

In 2023, 78,496 integrative and complementary practice consultations were registered in Brazil. Of these, 63.99% were aromatherapy, 13.89% phytotherapy, 13.39% were traditional Chinese medicine body practices (tai chi chuan and qi gong), and 8.72% corresponded to meditation. Rio Grande do Sul state stood out with the highest consultion rate, 271.75/100,000 inhabitants, followed by Mato Grosso do Sul state, with 102.39/100,000 inhabitants, and Santa Catarina state, with 93.16/100,000 inhabitants. In contrast, Roraima state registered the lowest consultation rate, namely 0.44/100,000 inhabitants (Table 1).

Table 1. State ranking of integrative and complementary practice consultation rates and hypertension consultation rates per 100,000 inhabitants in Brazilian states. Brazil, 2023 (n=27).

Federative Unit/state Integrative and complementary practice consultation rate Integrative and complementary practice ranking Hypertension consultation rate Hypertension ranking
Rio Grande do Sul 271.75 1st 40,593.40 10th
Mato Grosso do Sul 102.39 2nd 38,064.36 11th
Santa Catarina 93.16 3rd 59,553.88 3rd
Minas Gerais 76.38 4th 44,954.40 7th
Distrito Federal 74.87 5th 14,675.08 27th
Amazonas 69.52 6th 30,473.24 20th
Rio de Janeiro 56.42 7th 29,698.86 21st
Maranhão 51.00 8th 36,884.58 12th
Piauí 44.25 9th 51,099.65 5th
São Paulo 37.32 10th 31,225.86 19th
Mato Grosso 27.72 11th 36,105.70 13th
Pernambuco 24.81 12th 33,396.58 16th
Paraná 16.24 13th 51,877.98 4th
Acre 13.78 14th 23,016.27 22nd
Bahia 7.26 15th 33,834.08 15th
Pará 6.33 16th 20,947.52 23th
Rondônia 3.78 17th 18,917.20 25th
Rio Grande do Norte 3.73 18th 32,146.22 17th
Ceará 3.5 19th 64,409.21 1st
Sergipe 3.49 20th 44,907.73 8th
Tocantins 3.10 21st 47,675.20 6th
Alagoas 2.87 22nd 60,946.69 2nd
Goiás 1.91 23rd 31,481.50 18th
Paraíba 1.65 24th 43,494.59 9th
Espírito Santo 1.46 25th 35,919.46 14th
Amapá 1.12 26th 20,566.78 24th
Roraima 0.44 27th 15,532.95 26th

Regarding hypertension consultations, Ceará state recorded the highest rate, with 64,409/100,000 inhabitants, followed by Alagoas state, with 60,946/100,000 inhabitants, and Santa Catarina state, with 59,553/100,000 inhabitants. The Federal District recorded the lowest rate, with 14,675/100,000 inhabitants (Table 1).

Cluster analysis was performed to classify Brazilian states according to similarity in the integrative and complementary practice consultation rates, considering the number of aromatherapy sessions, herbal treatments, traditional Chinese medicine body practices, and meditation sessions, weighted by the population over 18 years of age in the region, multiplied by 100,000 inhabitants (Figure 1 A-C).

Figure 1A showed n=2 as the optimal configuration (silhouette=0.32), but n=4 as a valid alternative (silhouette=0.28). Cluster 1 (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, São Paulo and Tocantins) recorded the lowest rates of integrative and complementary practices. Clusters 2 (Rio Grande do Sul) and 4 (Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Santa Catarina) stood out for the use of aromatherapy, followed by herbal remedies and traditional Chinese medicine body practices. Group 3 (Amazonas and the Federal District) showed a predominance of traditional Chinese medicine body practices, 32/100,000 inhabitants, and herbal remedies, 27/100,000 inhabitants, with residual use of other complementary integrative practices (Figure 1 C).

Cluster analysis was also performed to classify Brazilian states based on similarities in the provision of integrative and complementary practice consultations, individual hypertension consultations, and social indicators such as MHDI and GDP per capita (Figure 1 C-F).

In Figure 1E (n=2), two groups were clearly revealed: 17 states (Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima Sergipe, and Tocantins) with low use of integrative and complementary practices (<20/100,000 inhabitants), and 10 (Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina and São Paulo) with high use (>65/100,000 inhabitants). Higher use of integrative and complementary practices was observed in states with better socioeconomic indicators. The sizes of the markers presented in Figures 1E-F were shown to be proportional to the consultation rates.

In addition to the geographic patterns identified in the cluster analysis, correlation between the use of integrative and complementary practices and socioeconomic, demographic, and health variables was examined. The analyses showed positive and statistically significant correlations between integrative and complementary practice consultations and three variables: individual hypertension consultations (ρ=0.201; p-value 0.010), municipal human development index (ρ=0.426; p-value 0.026), and gross domestic product per capita (ρ=0.443; p-value 0.020). Analysis of variance demonstrated significant differences in the use of integrative and complementary practices by sex (F=15.87; p-value<0.001), with higher average rates among women, at 60.69/100,000 inhabitants, compared to men, at 16.92/100,000 inhabitants. No statistically significant difference was observed for age group (p-value 0.053). Interaction between age and sex was also not significant (p-value 0.624).

The spatial analysis revealed distribution patterns of integrative and complementary practices and hypertension consultations between Brazilian states, as shown in Figure 2. The heat maps (Figure 2 A-B) revealed distinct regional patterns: the highest rates of integrative and complementary practices were concentrated in the South (Rio Grande do Sul, Santa Catarina) and Southeast (São Paulo, Rio de Janeiro), while the Northeast recorded the lowest rates. In contrast, individual hypertension consultations showed high rates in both the South (Rio Grande do Sul, Santa Catarina and Paraná) and the Northeast (Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco and Sergipe).

The spatial autocorrelation analysis (Figure 2 C-D) revealed significant global clustering patterns for both variables (integrative and complementary practices: I=0.74; hypertension: I=0.56; p-value 0.001). In the local analysis, only statistically significant clusters (p-value<0.05) were considered, with high-high clusters observed in the South/Southeast regions for integrative and complementary practices and in the South/Northeast for hypertension, and low-low clusters predominantly in the North/Northeast for integrative and complementary practices and in the Midwest/North for hypertension. States such as Rio Grande do Sul, Santa Catarina and Paraná showed high rates for both indicators. In contrast, the Northeast registered low use of integrative and complementary practices associated with high rates of hypertension consultations, while Rio de Janeiro showed the opposite pattern.

Discussion

This study identified that integrative and complementary practice consultations in Brazil are correlated with socioeconomic indicators (MHDI and GDP per capita) and demand for individual hypertension consultations, which served to show consistent positive correlations. Spatially, higher occurrence of use of integrative and complementary practices was noted in states in southern Brazil, such as Rio Grande do Sul and Santa Catarina, and lower occurrence among some states in the Northeast, such as Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco and Alagoas.

Standing out among the main limitations of this study is the exclusive use of secondary data, which may lead to underreporting and limitations in the accuracy and scope of the information. Furthermore, the study focused on primary health care data, without considering practices performed at other levels of care within the Brazilian Unified Health System or in the private sector. Evidence from the literature indicates that a considerable part of integrative practice use occurs outside of primary care, which may result in underestimation of the total use of these practices in Brazil [22,23]. Furthermore, there was no assessment of cultural and regional factors that influence adoption of these practices, which could offer a deeper understanding of the inequalities observed. Finally, use of aggregated data limits the generalization of the results to specific population groups, such as those with different socioeconomic or health conditions. These limitations highlight the need for complementary studies, with longitudinal and qualitative approaches, to better explore the impact and determinants of the use of complementary integrative practices in hypertension management.

Despite the limitations noted, the analysis revealed considerable disparities in adoption of integrative and complementary practices, with higher prevalence in states with better MHDI (Health, Quality, and Technology) and GDP per capita, but with no statistically significant differences between the age groups analyzed. The study also made significant contributions by identifying that the selected integrative and complementary practices are being researched as auxiliary tools in the control of hypertension. These findings reinforce the relevance of integrative and complementary practices in health promotion and management of chronic conditions, offering useful information to support the planning of public policies that promote greater equity and accessibility in the use of these practices throughout Brazil.

The cluster analysis revealed four distinct usage patterns, highlighting the predominance of aromatherapy, especially in Rio Grande do Sul, which showed higher rates compared to the other states. The spatial approach confirmed concentration in the South/Southeast and low adherence in the Northeast, with relevant paradoxes: while states like Rio Grande do Sul, Santa Catarina and Paraná showed high consultation rates for both integrative and complementary practices and hypertension, the Northeast showed high hypertension consultation rates with low use of integrative and complementary practices, while Rio de Janeiro presented the opposite pattern.

However, according to previously found data, the Northern region of Brazil had the highest prevalence of integrative and complementary practices, particularly use of herbal medicines, with a reported prevalence rate of 3.7% in 2019 [10]. The Southern region also showed high prevalence of use of traditional and complementary medicine, with its residents more likely to engage in practices such as acupuncture and homeopathy. This fact was linked to higher educational levels and better socioeconomic status in the region [10]. This information contradicts the findings in the data collected in the current study, where the prevalence of integrative and complementary practices recorded for the Northern region on the Primary Health Care Information System showed the lowest rates. Although use of herbal medicines was more common in the Northern region of Brazil, paradoxically, there was a disparity in the provision of integrative and complementary practices in primary health care in this region [10]. This factor may justify the results observed, since the database used is centered on this level of health care.

Regarding the types of integrative and complementary practices with evidence for use in treatment of hypertension, aromatherapy was the most frequently used, followed by phytotherapy, traditional Chinese medicine body practices, and meditation. Our analysis did not identify a statistically significant difference between age groups (p-value 0.053), indicating a similar pattern of use between age groups.

The results shown in Table 2 demonstrate positive correlations between use of integrative and complementary practices, socioeconomic indicators, and hypertension consultations. These findings were reflected in the spatial analysis, although with important regional nuances. While the national analysis revealed general trends, the geospatial approach highlighted specific territorial patterns: more developed states (such as Rio Grande do Sul, Santa Catarina and São Paulo) were confirmed as clusters of high utilization of both integrative and complementary practices and hypertension consultations, corroborating the positive correlations identified. The geospatial analysis revealed significant exceptions, particularly in the Northeast, where high hypertension consultation rates coexisted with low adoption of integrative and complementary practices, suggesting the influence of regional factors not captured by national correlations.

Table 2. Correlation between integrative and complementary practice consultations, socioeconomic indicators and demographic variables in the Brazilian states. Brazil, 2023 (n=27).

Analysis Variables compared Test statistic Ρ p-value
Pearson Integrative and complementary practices vs. hypertension 2.60 0.201 0.010
Integrative and complementary practices vs. MHDI 2.35 0.426 0.026
Integrative and complementary practices vs. GDP per capita 2.47 0.443 0.020
ANOVA Sex 15.87 - <0.001
Age group 2.99 - 0.053
Sex: Age group 0.47 - 0.624

Equally revealing was the case of Rio de Janeiro, which presented a pattern opposite to the national one, with a high rate of complementary and integrative practices and low hypertension consultation rates. These findings highlighted that, although national correlations pointed to general trends, the spatial distribution of these phenomena was markedly heterogeneous, with regional clusters that can both confirm and contradict expected patterns. This finding emphasizes the importance of considering both national trends and regional particularities when formulating public health policies.

Higher integrative and complementary practice consultation rates observed in states with higher MHDI and GDP per capita may reflect greater institutional and fiscal capacity to structure primary health care provision, including the hiring and retention of qualified health professionals, investment in training, and acquisition of necessary supplies for certain modalities. Recent evidence has indicated that the implementation of these practices in the SUS is strongly influenced by local management agenda prioritization and availability of qualified human resources, which contributes to heterogeneous territorial patterns of provision [19,20]

Regional differences may be related to unequal distribution of opportunities for professional training in integrative health, concentrated in regions with a higher density of educational institutions and more structured care networks, which tends to increase the local capacity to offer and sustain these practices over time [20].

Part of the variations observed may also stem from differences in health information system quality and use. Recent studies have shown that the completeness and consistency of records held on the Primary Health Care Information System vary between federative units/states, especially for procedures that are less consolidated in service routines, which may result in underreporting and regional inconsistencies in administrative data [21].

The discrepancy between population use and recorded consultations is equally plausible. Analyses of National Health Survey data indicated that use of integrative practices varies according to sociodemographic and regional characteristics, and that a considerable part of their use occurs outside the SUS institutional network, through self-care, community provision and traditional health practices, without being captured by administrative systems [22]. Thus, a divergence is observed between availability of traditional and complementary medicine reported on official primary health care records and its provision actually identified in specific studies. While official data indicate that approximately 20% of primary health care teams offer traditional and complementary medicine, the study conducted by Sousa et al. [23] identified that these practices were available in only 8% of the municipalities they assessed. This finding suggests possible limitations related to data recording, monitoring and dissemination processes [23].

The results of this study revealed regional disparities in access to integrative and complementary practices, especially between the South and Southeast regions of Brazil, which showed higher rates of use, and the North and Northeast regions, which recorded lower rates. These findings emphasize the need for public policies that expand provision of these practices in underserved areas, the need to standardize recording systems to improve surveillance, and the need to consider regional particularities in the implementation of these strategies. Despite the limitations inherent to use of secondary data, this study provides important support for guiding the equitable expansion of integrative and complementary practices in the Brazilian Unified Health System, particularly in the context of hypertension management.

Footnotes

Ethical aspects: This research used public domain anonymized databases.

Peer rewiews: doi• 10.1590/S2237-96222026v35e20250570.a

doi• 10.1590/S2237-96222026v35e20250570.b

Use of generative artificial intelligence: To assist in writing the text, ChatGPT (https://chatgpt.com/) was used for grammatical agreement corrections. SciSpace (https://scispace.com/) was used to identify more recent research. All references cited in this study were verified in full text, and each citation was checked to ensure the reliability and originality of the statements built with the aid of generative artificial intelligence.

Data availability

The databases used in the research, as well as the R code extension, are available at the following link: https://osf.io/8yfhm/overview, on the Open Science Framework platform.

Associated Data

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    Data Availability Statement

    Os bancos de dados utilizados na pesquisa, bem como o código em extensão R, estão disponíveis no link: https://osf.io/8yfhm/overview, na plataforma Open Science Framework.

    The databases used in the research, as well as the R code extension, are available at the following link: https://osf.io/8yfhm/overview, on the Open Science Framework platform.


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