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editorial
. 2015 Jul-Aug;41(4):297–298. doi: 10.1590/S1806-37132015000400002
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Assessing quadriceps muscle strength as a tool to determine the approach to and prognosis in COPD patients

Luciana Dias Chiavegato 1,2
PMCID: PMC4635948  PMID: 26398748

In a recent systematic review, Evans et al.1 compared 728 COPD patients with 440 healthy individuals in terms of quadriceps endurance.The authors found that, in fact, quadriceps endurance was reduced in the COPD patients, regardless of the task measured or requested. Muscle dysfunction, which is present in COPD patients, manifests among other ways as deficits in peripheral muscle strength, affecting upper limb muscles and, more specifically, the quadriceps muscle.2 3 These losses culminate in worsened functioning and worsened activities of daily living, when thinking of upper limbs, and in decreased physical fitness, when thinking of lower limbs, which leads to impaired quality of life.2 4 Muscle dysfunction is also prominent in various other lung diseases, such as bronchiectasis,5 cystic fibrosis,6 idiopathic pulmonary fibrosis,7 etc. However, although muscle dysfunction is widely addressed, until quite recently, the equations used for the Brazilian population, as well as the predictive values, were those derived from distinct populations.

In this issue of the JBP, Nellessen et al.,8 in a study involving 56 COPD patients, elegantly compared the characteristics of and assessed agreement among three different equations for predicting peak quadriceps muscle force-those of Neder et al.,9 Decramer et al.,10 and Seymour et al.11-which take into consideration factors such as age, weight, gender, and even fat-free mass.9 11 In this study,8 the authors sought to bring the applicability and comparison of the equations as much as possible into line with the situation in Brazil, such as by assessing body composition by bioelectrical impedance and by measuring knee extensor muscle strength with a hand-held dynamometer. The authors concluded that, even though there is no clearly established cut-off point, no fixed value, for determining the degree of quadriceps muscle weakness, the equations were statistically equivalent, although the equation proposed by Neder et al.9 gave higher peak force values and showed greater agreement with the other two equations studied.

It is of utmost importance to highlight the clinical relevance of this article8 for professionals working with patients with lung disease, as well as highlighting that predictive equations for estimating six-minute walk distance,12 14 shuttle walk distance,15 and respiratory muscle strength (maximal inspiratory and expiratory pressures) are already available,16 17 the study by Nellessen et al.8 has come to compose this scenario. In addition to facilitating the comparison of our data with those by the international scientific community, this will allow us in the near future to propose multicenter studies with an excellent sample size: the Brazilian population.

Undertaking to assess COPD patients for physical fitness, functioning, and activities of daily living is not an easy task.18 For this reason, we should always rely on studies that consistently present predictive equations and reference values that can guide us in proposing new therapeutic interventions to such patients.3 4

Culturally, we have some difficulty in citing studies of the Brazilian population. In contrast, it is increasingly important today that national journals enjoy greater visibility. Therefore, here is an invitation: appreciate and make use not only of the articles featured by the JBP, but also of those featured by other national journals. I am sure that you will find excellent approaches and data that can be useful in your future studies.

References

J Bras Pneumol. 2015 Jul-Aug;41(4):297–298. [Article in Portuguese]

Avaliação da força do quadríceps como ferramenta para se estabelecer a conduta e o prognóstico em pacientes com DPOC

Luciana Dias Chiavegato 1,2

Em uma recente revisão sistemática, Evans et al.1 comparou 728 pacientes com DPOC e 440 indivíduos saudáveis em relação a endurance do quadríceps femoral. Os autores constataram que, de fato, os pacientes com DPOC apresentavam reduzida endurance do quadríceps, independente da atividade medida e solicitada. A disfunção muscular, presente nos pacientes com DPOC, tem se manifestado, dentre outras formas, pelo déficit da força muscular periférica, acometendo a musculatura dos membros superiores e, mais especificamente, o músculo quadríceps femoral.2 3 Essas perdas culminam em piora da funcionalidade e das atividades de vida diária, ao pensarmos em membros superiores, e pior condicionamento físico, quando pensamos em membros inferiores, o que leva a piora da qualidade de vida.2 4 A disfunção muscular é notável também em diversas outras pneumopatias, como a bronquiectasia,5 a fibrose cística,6 a fibrose pulmonar idiopática,7 entre outras. Entretanto, embora bastante abordada, as equações utilizadas e os valores preditivos para a população brasileira estavam, até bem recentemente, sendo calculados por equações propostas para populações distintas.

Neste volume do JBP, Nellessen et al.,8 num estudo envolvendo 56 pacientes com DPOC, elegantemente compararam as características e verificaram a concordância de três diferentes fórmulas de predição do pico de força muscular do quadríceps femoral - Neder et al.,9 Decramer et al.10 e Seymour et al.11- que levam em consideração fatores como idade, peso, gênero e até mesmo massa magra.(9-11) Nesse estudo,8 os autores procuraram trazer a aplicabilidade e a comparação das equações o mais próximo possível da nossa realidade como, por exemplo, em relação à adaptação da mensuração da composição corporal por meio da bioimpedância elétrica e à mensuração da força muscular dos extensores de joelho, fazendo uso de um dinamômetro portátil. Os autores concluem que, embora não haja uma definição clara sobre um ponto de corte, um valor fixo, que determine o grau de fraqueza do quadríceps femoral, as fórmulas apresentaram-se estatisticamente equivalentes, embora a fórmula proposta por Neder et al.9 tenha apresentado um maior valor de pico de força e uma melhor concordância com as outras duas fórmulas estudadas.

É indispensável afirmar a relevância clínica desse artigo8 para profissionais que trabalham com pneumopatas, assim como já se encontram disponíveis equações preditivas para a distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos,12 14 shuttle test15 e para o cálculo da força muscular respiratória (pressões inspiratória e expiratória máximas),(16,17) o estudo de Nellessen et al.8vem compor este cenário. Além de maior facilidade para compararmos nossos dados com a comunidade científica internacional, poderemos, num futuro próximo, propor estudos multicêntricos com um excelente tamanho amostral: a população brasileira.

Não é tarefa fácil se propor a avaliar pacientes com DPOC no que tange ao condicionamento físico, funcionalidade e atividades de vida diária.18 Por esse motivo, devemos sempre nos amparar em estudos que nos apresentem, de forma consistente, equações preditivas e valores de referência que nos orientem no momento de propor novas intervenções terapêuticas a esses pacientes.3 4

Culturalmente, temos certa dificuldade em citar estudos demonstrados em nossa própria população. Por outro lado, aumenta a importância, nos dias atuais, de uma maior visibilidade das revistas nacionais. Portanto, deixo aqui um convite: apreciem e façam uso não somente dos artigos apresentados pelo JBP como das demais revistas nacionais. Tenho certeza que encontrarão excelentes abordagens e dados para compartilharem em seus futuros estudos.


Articles from Jornal Brasileiro de Pneumologia are provided here courtesy of Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (Brazilian Thoracic Society)

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