Skip to main content
Einstein logoLink to Einstein
. 2015 Jan-Mar;13(1):163–164. doi: 10.1590/S1679-45082015AI2850
View full-text in Portuguese

Congenital fibrovascular pupillary membrane

Mauro Waiswol 1, Fábio Ejzenbaum 1, Davi Chen Wu 1, Eduardo Kagohara 1, José Ricardo de Abreu Reggi 1
PMCID: PMC4946823  PMID: 25993083

Congenital fibrovascular pupillary membrane( 1 - 4 ) is an unilateral ocular change of the anterior segment (Figure 1). This abnormality was first reported by Cibis et al. in 1986.( 5 )

Figure 1. Congenital fibrovascular pupillary membrane.

Figure 1

In some cases, progressive miosis, posterior embryotoxon and abnormality of the anterior chamber angle have been documented. Pupillary membrane might not be adhered to crystalline, or it can also be associated with anterior capsular cataract.( 6 )

Instillation of mydriatic agents, normally results in poor pupillary dilation, because of adherences between pupillary membrane and the iris, or posterior synechiae.( 7 )

When the red reflex is no longer visible or severely compromised, surgery should immediately be indicated, with the aim to rescue the view and prevent amblyopia.( 8 - 10 )

These eyes are usually treated with a membranectomy and pupilloplasty with or without a lensectomy.

After fulfilling the anterior chamber with the viscoelastic, the pupil was mechanically distended and subsequently the fibrovascular membrane was resected (sphincterectomy was not required). For patients who require only membranectomy, it is important to be careful as not to cause traumatic cataract, by accidently touching the anterior capsule of the crystalline.

In the postoperative period, the left eye was treated with prednisolone acetate 1% and cyclopentolate chloridrate 1% eyedrops. Crystalline lenses remained clear on both eyes. Posterior to that, glasses were prescribed and occlusion antisupressive therapy in partial time, of contralateral eye.

Congenital fibrovascular pupillary membrane is often characterized in its histology,( 7 ) for presenting fibrovascular tissue, containing venules and arterioles, fibrocytes and extracellular collagen and immunoreactive elongated cells for smooth muscle.

The congenital fibrovascular pupillary membranes, can return if not completely removed. Progressive miosis associated to the recurrence of these membranes is, probably mediated by myofibroblast.

In conclusion, when indicated, the surgery must be conducted as early as possible, otherwise, an irreversible visual dysfunction may appear due to stimulus deprivation, causing the amblyopia.

REFERENCES

  • 1.Jacobs M, Jaouni Z, Crompton J, Kriss A, Taylor D. Persistent pupillary membranes. J Pediatr Ophthalmol Strabismus. 1991;28(4):215–218. doi: 10.3928/0191-3913-19910701-07. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 2.Muen WJ, Roberts C, Sagoo MS, Reddy MA. Persistent fetal vasculature. Ophthalmology. 2012;119(9):1944–1945.: doi: 10.1016/j.ophtha.2012.05.039. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 3.Norris JH, Backhouse OC. The congenital pinhole: a persistent pupillary membrane. Clin Exp Optom. 2010;93(2):100–101. doi: 10.1111/j.1444-0938.2009.00443.x. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 4.Tartarella MB, Takahagi RU, Braga AP, Fortes JB., Filho Persistent fetal vasculature: ocular features, management of cataract and outcomes. Arq Bras Oftalmol. 2013;76(3):185–188. doi: 10.1590/s0004-27492013000300011. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 5.Cibis GW, Waeltermann JM, Hurst E, Tripathi RC, Richardson W. Congenital pupillary-iris-lens membrane with goniodysgenesis (a new entity) Ophthalmology. 1986;93(6):847–852. doi: 10.1016/s0161-6420(86)33659-5. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 6.Müllner-Eidenböck A, Amon M, Moser E, Klebermass N. Persistent fetal vasculature and minimal fetal vascular remnants: a frequent cause of unilateral congenital cataracts. Ophthalmology. 2004;111(5):906–913. doi: 10.1016/j.ophtha.2003.07.019. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 7.Lambert SR, Buckley EG, Lenhart PD, Zhang Q, Grossniklaus HE. Congenital fibrovascular pupillary membranes: clinical and histopathologic findings. Ophthalmology. 2012;119(3):634–641. doi: 10.1016/j.ophtha.2011.08.043. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 8.Curi R, Herzog G, Neto, Câmara AG. Ambliopia por persistência de membrane pupilar. Rev Bras Oftalmo. 1986;45(5):15–17. [Google Scholar]
  • 9.Kesarwani S, Murthy R, Vemuganti GK. Surgical technique for removing congenital fibrovascular pupillary membrane, with clinicopathological correlation. J AAPOS. 2009;13(6):618–620. doi: 10.1016/j.jaapos.2009.09.010. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 10.Thacker NM, Brit MT, Demer JL. Extensive persistent pupillary membranes: conservative management. J AAPOS. 2005;9(5):495–496. doi: 10.1016/j.jaapos.2005.05.008. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
Einstein (Sao Paulo). 2015 Jan-Mar;13(1):163–164. [Article in Portuguese]

Membrana pupilar fibrovascular congênita

Mauro Waiswol 1, Fábio Ejzenbaum 1, Davi Chen Wu 1, Eduardo Kagohara 1, José Ricardo de Abreu Reggi 1

A membrana pupilar fibrovascular congênita( 1 - 4 ) é uma alteração ocular unilateral do segmento anterior (Figura 1) e foi primeiramente relatada por Cibis et al., em 1986.( 5 )

Figura 1. Membrana pupilar fibrovascular congênita.

Figura 1

Em alguns casos, foram documentados miose progressiva, embriotoxon posterior e anormalidades do ângulo da câmara anterior. A membrana pupilar pode não estar aderida ao cristalino ou também pode se apresentar associada a uma catarata capsular anterior.( 6 )

A instilação de agentes midriáticos resulta, normalmente, em dilatação pupilar pobre, devido a aderências entre a membrana pupilar e a íris, ou por sinéquias posteriores.( 7 )

Quando o reflexo vermelho já não é visível ou severamente comprometido, a cirurgia deverá ser prontamente indicada, com o objetivo de restituir a visão e combater a ambliopia.( 8 - 10 )

Esses olhos são geralmente tratados com membranectomia e pupiloplastia, com ou sem lensectomia.

Após o preenchimento da câmara anterior com viscoelástico, a pupila foi mecanicamente distendida e, a seguir, a membrana fibrovascular foi excisada (não foi necessário realizar esfincterectomias). Nos pacientes que apresentam indicação cirúrgica apenas de membranectomia, devemos estar atentos para não provocar uma catarata traumática por toque indevido sobre a cápsula anterior do cristalino.

No pós-operatório, o olho esquerdo foi tratado com os colírios, acetato de prednisolona 1% e cloridrato de ciclopentolato 1%. A lente cristalianiana manteve-se clara, em ambos os olhos. Posteriormente, foram prescritos óculos e terapia antissupresiva com oclusão, em tempo parcial do olho contralateral.

Habitualmente a membrana pupilar fibrovascular congênita é caracterizada em sua histologia,( 7 ) por apresentar tecido fibrovascular contendo vênulas e arteríolas, fibrócitos, colágeno extracelular e células alongadas imunorreativas, para musculatura lisa.

Membranas pupilares fibrovasculares congênitas podem recidivar se não forem completamente removidas. A miose progressiva, associada à recorrência dessas membranas, é, provavelmente, mediada pelos miofibroblastos.

Concluindo, quando houver indicação, a cirurgia deve ser realizada o mais precocemente possível; caso contrário, haverá uma disfunção visual irreversível, por privação de estímulo, instalando-se a ambliopia.


Articles from Einstein are provided here courtesy of Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein

RESOURCES