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. 2021 Mar 6;25:101091. [Article in Portuguese] doi: 10.1016/j.bjid.2020.101091

INCIDÊNCIA DE EVENTOS TROMBOEMBÓLICOS NA COVID‐19

Julia Muniz Bernardi 1, Gabriel Carnieli Silveira 1, Jéssica Fábia Polese 1, Larissa Sant Ana 1, Izabella Cardoso Lara 1, Elaína Aparecida Silva Turini 1, Marina Deorce de Lima 1, Isac Ribeiro Moulaz 1, Lívia Marques da Silva Gama 1
PMCID: PMC7936792

Introdução: A COVID‐19 é causada pelo vírus SARS‐CoV‐2 que infectou mais de 37 milhões de pessoas. O estado inflamatório intenso secundário à infecção pode levar a um desequilíbrio dos fatores de hemostase e um consequente estado de hipercoagulabilidade, manifestado em muitos casos por complicações como trombose venosa profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP).

Objetivo: Avaliar o perfil dos pacientes com diagnóstico de tromboembolismo venoso, a fim de buscar fatores preditivos para o diagnóstico precoce e discutir a necessidade e duração tromboprofilaxia em casos de COVID‐19.

Metodologia: Pacientes internados na forma grave de COVID‐19 que necessitaram de suporte ventilatório ou suplementação de oxigênio foram encaminhados para avaliação entre 15 a 30 dias após a alta hospitalar nos meses de julho a outubro. Foram excluídos indivíduos acima de 70 anos, os que apresentavam cardiopatia, pneumopatia ou nefropatia. Na avaliação após a alta foram coletados dados clínicos através de um questionário padronizado, realizados testes de função pulmonar (espirometria), Teste de Caminhada de 6 minutos, além de exames laboratoriais. O diagnóstico de doença tromboembólica feito por Angiotomografia Arterial Pulmonar (AP) e Doppler de Membros inferiores. Os dados foram demonstrados através de análise descritiva.

Resultados: Dos 41 pacientes avaliados com COVID‐19 na forma grave, 7 pacientes apresentaram Tromboembolismo Venoso (TEV), sendo 6 casos de Tromboembolismo Pulmonar e 01 caso de TVP. A média de idade dos pacientes foi de 47 anos, sendo 3 mulheres e 4 homens. Além das imagens sugestivas de tromboembolismo, 5 dos 6 indivíduos apresentaram lesão pulmonar parenquimatosa clássica para COVID‐19. Alteração na CVF em 5 pacientes, com alteração leve em 4 e grave em 1 paciente. No teste de caminhada de 6 min 50% apresentou dessaturação sendo que 83,6% deambulou menos que 400 m. Dos 6 pacientes 1 se encontra com diabetes e 2 pré diabéticos, 5 se encontram com hipercolesterolemia.

Discussão/Conclusão: A prevalência de TEV em pacientes com COVID‐19 é elevada, devido a hipercoagulabilidade sistêmica, mas também por alterações locais pulmonares. A investigação de TEV nos pacientes com COVID‐19 torna‐se imprescindível para o adequado tratamento precoce, considerando os indivíduos já gravemente enfermos.


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