Skip to main content
Jornal Vascular Brasileiro logoLink to Jornal Vascular Brasileiro
. 2020 May 20;19:e20200057. doi: 10.1590/1677-5449.200057
View full-text in Portuguese

Can we manage prophylactic therapy in COVID-19 patients to prevent severe illness complications?

Paulo Eduardo Ocke Reis 1,, Marcos Cesar Braga Lima 1
PMCID: PMC8202192  PMID: 34178079

Abstract

Many patients with COVID-19 have thromboembolic complications that worsen their prognosis. Herein, the authors propose a modified version of the CHA2DS2-VASc score, including 1 point for COVID-19, so that prophylaxis to protect against thromboembolic events would be indicated before the condition becomes severe. The advantages of this modification would be prevention of the patient’s condition worsening due to thromboembolic problems and reduction of the likelihood of a need for intensive care and mechanical ventilation, reducing mortality.

Keywords: COVID-19, coronavirus, anticoagulants, thrombosis, prevention, hospital mortality

INTRODUCTION

Since infection by COVID-19 was first described, the severe respiratory syndrome associated with the disease has caused rapid increases in admissions to intensive care units (ICUs) and elevated mortality of a group of patients.1 During a pandemic, it is necessary to avoid saturation of health systems, both public and private, and in particular of ICUs. The principal relevant finding in the lungs is presence of platelet thrombi and fibrin in small arterial vessels, which fits perfectly with a clinical scenario of coagulopathy.2

Since there is no consensus-approved treatment in this situation and considering the possibility of thrombosis associated with infection by coronavirus in certain cases, recently-acquired experience and findings of still-embryonic scientific studies has shown that effective anticoagulation can prevent or reverse the prothrombotic state in some patients.2,3

PROPOSAL

We have observed that, coincidentally, the group of patients who respond poorly to the COVID-19 infection (Figure 1)4 and die are the same patients whose CHA2DS2-VASc scores indicate risk of stroke, transitory ischemic episode, peripheral emboli, and pulmonary thromboembolism (Table 1).5,6 According to this score, a patient is considered high risk if they score 2 points or more, intermediate risk if they score 1, and low risk if they do not have risk factors.6 Our proposal, therefore, is to add 1 point to the CHA2DS2-VASc score (Table 1) for patients who have COVID-19 and use the new score to indicate prophylactic anticoagulation for patients with a high risk of thrombosis according to the score, in phase 2 of the disease (Table 2). The objective is to prevent the patient’s condition from worsening because of thromboembolic problems, avoiding the need for ICU admission and mechanical ventilation.7

Figure 1. Mortality from COVID-19 varies by age and health status.4.

Figure 1

Table 1. Structure of the CHA2DS2-VASc score after addition of 1 point for COVID-19 (CHA2DS2-VASc-C19).

CHA2DS2-VASc Description Points
C Heart failure 1
H Hypertension 1
A2 Age (≥ 75 years) 2
D Diabetes mellitus 1
S2 Prior TIA or stroke 2
V Vascular disease (prior AMI, aortic plaque, peripheral arterial disease) 1
A Age (65-74 years) 1
C19 Suspected or confirmed COVID-19 1

TIA = transient ischemic attack; AMI = acute myocardial infarction.

Table 2. Phases of COVID-19 infection and treatment.

Phases Clinical status Treatment
Phase 1 Flu-like respiratory infection Avoid contagion, reduce symptoms, reduce viral load with medications in use
Phase 2 (see Table 1) High risk of thrombosis Prophylaxis, avoid intra pulmonary thrombosis, prophylactic anticoagulation
Phase 3 Critical patient in ICU Full therapeutic anticoagulation

ICU = intensive care unit.

The idea is to proceed in a similar manner as with risk of thromboses and emboli according to the existing scores and initiate prophylaxis to attempt to avert occurrence of events that have contributed to the worsening clinical status of these patients.1-3 In this communication, the authors propose modifying the scoring of the CHA2DS2-VASc score and studying its validity, with the objective of reducing the number of critically patients who progress to phase 3.

Footnotes

How to cite: Reis PEO, Lima MCB. Can we manage prophylactic therapy in COVID-19 patients to prevent severe illness complications? J Vasc Bras. 2020;19:e20200057. https://doi.org/10.1590/1677-5449.200057

Financial support: None.

The study was carried out at Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ, Brazil.

REFERENCES

  • 1.Huang C, Wang Y, Li X, et al. Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Whuam, China. Lancet. 2020;395(10223):497–506. doi: 10.1016/S0140-6736(20)30183-5. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 2.Casarna L, Sonzogni A, Nasr A, et al. Pulmonary post-mortem findings in a large series of COVID-19 cases from Northern Italy. medRxiv; 2020. [citado 2020 abr 28]. https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.19.20054262v1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 3.Obi AT, Barnes GD, Wakefield TW, et al. Practical diagnosis and treatment of suspected venous thromboembolism during COVID-19 Pandemic. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020 doi: 10.1016/j.jvsv.2020.04.009. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 4.Cuffe R. Coronavírus: quais as chances de morrer por causa da covid-19. Brasil: BBC News; 2020. [citado 2020 abr 28]. https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51703189. [Google Scholar]
  • 5.Sá T, Sargento-Freitas J, Pinheiro V, et al. CHADS2 e CHA2DS2VASc como preditores de fonte cardioembólica em prevenção secundária cerebrovascular. Rev Port Cardiol. 2013;32(5):373–378. doi: 10.1016/j.repc.2012.09.007. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 6.Habboushe J, Altman C, Lip GYH. Time trends in use of the CHADS2 and CHA2 DS2 VASc scores, and the geographical and specialty uptake of these scores from a popular online clinical decision tool and medical reference. Int J Clin Pract. 2019;73(2):e13280. doi: 10.1111/ijcp.13280. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 7.Bikdeli B, Madhavan MV, Jimenez D, et al. COVID-19 and thrombotic or thromboembolic disease: implications for prevention, antithrombotic therapy, and follow-up. J Am Coll Cardiol. 2020;17:272–284. doi: 10.1016/j.jacc.2020.04.031. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
J Vasc Bras. 2020 May 20;19:e20200057. [Article in Portuguese]

Podemos atuar preventivamente para evitar que os pacientes portadores de COVID-19 evoluam de forma mais grave?

Paulo Eduardo Ocke Reis 1,, Marcos Cesar Braga Lima 1

Resumo

Muitos pacientes com COVID-19 apresentam complicações tromboembólicas que acabam piorando seu prognóstico. Os autores propõem uma modificação no escore CHA2DS2-VASc, incluindo 1 ponto para COVID-19, para, desse modo, indicar profilaxia de eventos tromboembólicos antes do agravamento do quadro. As vantagens dessa modificação seriam evitar a piora do paciente por problemas tromboembólicos, bem como a necessidade de internação em unidade de tratamento intensivo e de ventilação mecânica, e diminuir a mortalidade.

Palavras-chave: COVID-19, coronavirus, anticoagulantes, trombose, prevenção, mortalidade hospitalar

INTRODUÇÃO

Desde a primeira descrição da infecção por COVID-19, a síndrome respiratória grave associada à doença levou ao aumento rápido de admissões em unidades de tratamento intensivo (UTIs) e à alta mortalidade de um grupo de pacientes1. Em uma pandemia, é preciso evitar a saturação do sistema de saúde tanto público quanto privado, em especial das UTIs. O principal achado com relevância nos pulmões é a presença de trombos plaquetários e fibrina em pequenos vasos arteriais, enquadrando-se perfeitamente no contexto clínico da coagulopatia2.

Como não há um tratamento aprovado em consenso neste cenário e tendo em vista a possibilidade de trombose associada à infecção pelo coronavírus em determinados casos, a experiência adquirida recentemente e estudos científicos ainda embrionários têm mostrado que uma anticoagulação efetiva poderia prevenir ou reverter o estado pró-trombótico de alguns pacientes2,3.

PROPOSTA

Observamos que, coincidentemente, o grupo de pacientes que evoluem mal da infecção por COVID-19 (Figura 1)4 e morrem são os mesmos pacientes do escore CHA2DS2-VASc com risco para acidente vascular cerebral, episódio isquêmico transitório, embolia periférica e tromboembolismo pulmonar (Tabela 1)5,6. Por esse escore, o paciente é considerado de alto risco se a pontuação for 2 ou mais, de risco intermediário se a pontuação for 1 e de baixo risco se não tiver fatores de risco6. A nossa proposta, portanto, é incluir 1 ponto adicional no escore CHA2DS2-VASc (Tabela 1) para pacientes portadores de COVID-19 e usar o novo escore para indicar a anticoagulação profilática nos pacientes com alto risco de trombose pelo escore, na fase 2 da doença (Tabela 2). Desse modo, busca-se evitar a piora do paciente por problemas tromboembólicos, bem como a necessidade de internação em UTI e de ventilação mecânica7.

Figura 1. A taxa de mortalidade por COVID-19 varia de acordo com a idade e a condição de saúde4.

Figura 1

Tabela 1. Como ficaria o escore CHA2DS2-VASc com o acréscimo de 1 ponto por COVID-19 (CHA2DS2-VASc-C19).

CHA2DS2-VASc Descrição Pontos
C Insuficiência cardíaca 1
H Hipertensão 1
A2 Idade (≥ 75 anos) 2
D Diabetes mellitus 1
S2 AIT ou AVC prévio 2
V Doença vascular (IAM prévio, placa aórtica, doença arterial periférica) 1
A Idade (65-74 anos) 1
C19 Suspeita ou confirmação de COVID-19 1

AIT = ataque isquêmico transitório; AVC = acidente vascular cerebral; IAM = infarto agudo do miocárdio.

Tabela 2. Fases da infecção por COVID-19 e tratamento.

Fases Clínica Tratamento
Fase 1 Infecção respiratória gripal Evitar contágio, diminuir sintomas, diminuir carga viral com as medicações que estão sendo usadas
Fase 2 (verificar Tabela 1) Alto risco de trombose Profilaxia, evitar trombose intrapulmonar, anticoagulação profilática
Fase 3 Paciente grave em UTI Anticoagulação plena terapêutica

UTI = unidade de tratamento intensivo.

A ideia é agir de forma similar ao risco de tromboses e embolias pelos escores conhecidos e iniciar a profilaxia para tentar evitar a ocorrência do que tem contribuído para o agravamento do quadro clínico desses pacientes1-3. Através deste artigo, os autores propõem uma modificação pontual na escore CHA2DS2-VASc para estudo de sua validação, com o objetivo de diminuir o número de doentes críticos que chegam à fase 3.

Footnotes

Como citar: Reis PEO, Lima MCB. Podemos atuar preventivamente para evitar que os pacientes portadores de COVID-19 evoluam de forma mais grave? J Vasc Bras. 2020;19:e20200057. https://doi.org/10.1590/1677-5449.200057

Fonte de financiamento: Nenhuma.

O estudo foi realizado no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ, Brasil.


Articles from Jornal Vascular Brasileiro are provided here courtesy of Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular

RESOURCES