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. 2022 Feb 10;26:101764. doi: 10.1016/j.bjid.2021.101764

PRESSÃO SELETIVA E IMPACTO NA RESISTÊNCIA A CEFTAZIDIMA/AVIBACTAM NO MUNDO REAL

Daniel Freire de Figueirêdo Filho 1, Felipe Barreto Reis 1, Jose de Ribamar Barroso Juca Neto 1, Miguel de Melo Desiderio 1, Maria Gabriela de Vasconcelos Romero 1, Marina Feitosa de Castro Aguiar 1, Isaac Dantas Sales Pimentel 1, Ana Carolina Oliveira Cavalcante 1, Gabriel Oliveira Cavalcante 1, Franklin Santos 1, Larissa Pinheiro Barbosa 1, Ariany Claúdio Lima Mota 1, Rafael Vilanova Coelho 1, Melissa Soares Medeiros 1
PMCID: PMC8829316

Abstract

Introdução/Objetivo

Patógenos Gram-negativos são responsáveis pela maioria das infecções nosocomiais ou associadas aos cuidados de saúde, principalmente casos de pneumonia associada à ventilação (PAV). Pacientes com fatores predisponentes, como vítimas de queimaduras graves, aqueles com função imunológica reduzida e aqueles internados em unidade de terapia intensiva (UTI), apresentam risco aumentado de infecções. Embora a extensão relatada de coinfecção com patógenos bacterianos em pacientes hospitalizados com COVID-19 varie, P. aeruginosa está entre as espécies mais frequentemente identificadas em tais pacientes, com uma proporção maior em pacientes criticamente enfermos de UTI. Além disso, os pacientes ventilados com COVID-19 podem ter maior risco de desenvolver PAV. Nosso objetivo foi avaliar no período de 3 anos da utilização da Ceftazidima/avibactam o impacto no perfil de sensibilidade aos Gram negativos mais frequentes nas infecções nosocomiais.

Métodos

Avaliação retrospectiva das culturas positivas com isolamento de Gram negativos multirresistentes entre 2019 e 2021 em unidade de atendimento hospitalar terciário no Nordeste/Brasil.

Resultados

Foram utilizados em 2020 um total de 581 frascos de Ceftazidima/avibactam e em 2021 esse valor até o momento foi de 1313 frascos. Nos isolados de P. aeruginosa (n = 128) observamos o perfil de sensibilidade decrescente a Ceftazidima/ avibactam entre 2019 e 2021, sendo respectivamente a sensibilidade 100% (n = 7), 68% (n = 25) e 60,4% (n = 96). Nos isolados de K. pneumoniae detectamos o perfil de sensibilidade decrescente a Ceftazidima/ avibactam entre 2019 e 2021, sendo respectivamente a sensibilidade 78,6% (n = 14), 72% (n = 25) e 60,3% (n = 58). Para Serratia sp. Foram isolados amostras positivas em 2020 e 2021 apenas, sendo a sensibilidade respectivamente 100% (n = 4) e 81,8% (n = 11).

Conclusão

Durante o período de pandemia por Covid-19 e maior utilização de ceftazidima/avibactam em infecções nosocomiais foi evidenciado aumento de resistência para Gram negativos com impacto direto na terapia empírica de patógenos MDR.


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