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. 2022 Apr 26;118(6):1069–1082. [Article in Portuguese] doi: 10.36660/abc.20210504
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Bloqueadores do Receptor de Angiotensina Avaliados por Medida de Consultório e Residencial da Pressão Arterial. Estudo TeleMRPA

Weimar Kunz Sebba Barroso 1, Andréa Araujo Brandão 2, Priscila Valverde de Oliveira Vitorino 3, Audes Diógenes de Magalhães Feitosa 4,5, Eduardo Costa Duarte Barbosa 6, Roberto Dischinger Miranda 7, Josep Redon 8, Miguel Camafort-Babkowski 9, Antonio Coca 10, Marco Antônio Mota Gomes 11
PMCID: PMC9345159  PMID: 35544853

Resumo

Fundamento

O tratamento adequado e a obtenção das metas na hipertensão arterial são importantes na redução dos desfechos cardiovasculares.

Objetivos

Descrever os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) em monoterapia ou combinação dupla e a taxa de controle da hipertensão arterial.

Métodos

Estudo transversal que avaliou pacientes em uso de BRA entre 2017 e 2020. Foram excluídos aqueles em uso de três ou mais anti-hipertensivos. As variáveis analisadas foram: sexo, idade, índice de massa corporal, medidas válidas da medida residencial da pressão arterial (MRPA); pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) obtidas pela MRPA e de forma casual; variabilidade pressórica; classe dos anti-hipertensivos e dos BRAs. Foram utilizados testes de t pareado, qui-quadrado e Fisher, além de sobreposição dos intervalos de confiança de 95% com nível de significância de 5% (p < 0,05).

Resultados

Foram selecionados 17.013 pacientes; destes, 12.813 preencheram os critérios, dos quais 62,1% eram do sexo feminino. O número médio de medidas válidas foi de 23,3 (±2,0), com médias para a PAS de 126,8±15,8 mmHg e 133,5±20,1 mmHg (p < 0,001) e para a PAD de 79,1±9,7 mmHg e 83,6±11,9 mmHg (p < 0,001) pela MRPA e medida casual, respectivamente. Losartana foi o BRA mais utilizado e o que apresentou comportamentos mais elevados da pressão arterial. As combinações de BRA com diuréticos ou com antagonistas de canal de cálcio tiveram menores valores de pressão arterial.

Conclusões

Losartana foi utilizada em mais da metade dos pacientes, apesar de ser a menos eficiente na redução e no controle da pressão arterial.

Keywords: Hipertensão, Bloqueadores do Receptor Tipo 1 de Angiotensina II, Losartana, Anti-Hipertensivos/uso terapêutico, Idade, Sexo, Peso e Medidas

Introdução

O tratamento e controle adequado da hipertensão arterial (HA) ainda hoje é um dos grandes desafios no tratamento dessa doença, que é a principal causa de morte em todo o mundo. A adoção de estratégias de tratamento alinhadas com as evidências científicas mais atuais é um dos caminhos para otimizar esses resultados.1 - 3 Nesse contexto, o uso de fármacos com características capazes de atuar de forma efetiva na redução da pressão arterial (PA), com consequente proteção quanto aos principais desfechos relacionados à doença hipertensiva, e ainda ter a capacidade de permitir uma única tomada ao dia, em decorrência de uma meia-vida longa, sem interferência negativa nos parâmetros metabólicos, é o que se espera para a obtenção dos melhores resultados com o tratamento instituído. Além disso, sabe-se que pequenas reduções da PA, mesmo nas fases iniciais da HA, são capazes de promover redução nos principais desfechos cardiovasculares.1 , 4 , 5

Por outro lado, apesar de todas essas evidências, encontramos na cesta básica de medicamentos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) fármacos de meia-vida curta, em monoterapia e com a necessidade de várias tomadas ao dia; características que podem impactar negativamente na adesão e dificultar o controle adequado da PA. Destaca-se que a realidade do SUS reflete o contexto das estratégias medicamentosas adotadas em nosso país para 75% dos pacientes hipertensos.1 , 6

Artigo publicado em 2021 que avaliou uma base de dados de 22.446 indivíduos submetidos a medida da PA no consultório e no domicílio, dos quais 11.337 eram hipertensos tratados por cardiologistas com fármacos anti-hipertensivos, identificou que, em 74,6% dos casos, o bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona foi a estratégia adotada, sendo que o uso dos bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRAs) ocorreu em 58,7%, seja em monoterapia ou em combinação.7

Foram objetivos do presente estudo: (i) verificar a distribuição da prescrição dos BRAs em monoterapia e combinação total e por sexo, região geográfica e presença de diabetes; (ii) comparar a taxa de controle da PA segundo a medida casual e a medida residencial da PA (MRPA) para todas as estratégias de tratamento medicamentoso com BRA; (iii) comparar o controle da PA entre a MRPA e a medida casual; e (iv) comparar as médias de pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), pressão de pulso (PP) e variabilidade da PA obtidas com utilização de BRAs em monoterapia ou em combinação dupla, considerando a classe como um todo e os vários tipos de medicamentos que a compõem.

Métodos

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Humana do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás sob CAE número 99691018.7.0000.5078 e avaliou pacientes que realizaram exames na plataforma TeleMRPA (www.telemrpa.com) de maio de 2017 até outubro de 2020.

A plataforma foi desenvolvida como ferramenta de laudo a distância por telemonitoramento, com características que permitem a análise e o filtro do banco de dados de acordo com as perguntas científicas que se pretende investigar. O algoritmo matemático utilizado possibilita a análise com proteção dos dados pessoais do paciente, assim como das clínicas ou unidades de saúde, seja para a interpretação do exame, seja para a construção de projetos de pesquisa. Por não se tratar de um software e sim de uma plataforma acessível em qualquer terminal de computador, tablet ou smartphone , a inserção dos dados relativos à medida da PA pode ser feita de forma remota e simplificada.8

A base de dados analisada se restringiu aos pacientes que estavam em uso de BRAs. Foram incluídos pacientes com idade igual ou superior a 18 anos e em uso de monoterapia ou combinação dupla. Foram excluídos pacientes em uso de combinação de três ou mais anti-hipertensivos ou em combinação com inibidores da enzima conversora de angiotensina ou combinados com anti-hipertensivos de uso pouco frequente nas combinações duplas (espironolactona, vasodilatadores diretos, alfa2 agonistas) ( Figura 1 ). Em relação aos BRAs, optamos por excluir da apresentação dos resultados a irbesartana, por representar um n muito pequeno em relação à amostra final.

Figura 1. – Fluxograma de seleção da amostra do estudo. BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; IECA: inibidores da enzima conversora de angiotensina.

Figura 1

Foram utilizados os seguintes dados da plataforma TeleMRPA: sexo (masculino/feminino); idade (em anos, calculada a partir da data de nascimento); índice de massa corporal (IMC); número de medidas válidas da MRPA; PAS e PAD obtidas pela MRPA e de forma casual; variabilidade pressórica pela MRPA obtida a partir do desvio padrão das 24 medidas domiciliares durante o protocolo; classe dos medicamentos utilizados; e os fármacos da classe dos BRAs.

Também foi avaliada a distribuição da amostra por regiões geográficas do Brasil, assim como a prevalência de indivíduos em uso de medicamentos para o tratamento de diabetes melito (antidiabéticos orais e/ou insulina).

Para o cálculo do IMC, foram utilizados o peso e a altura aferidos e a fórmula de Quetelet.9 Para a medida da MRPA, o aparelho foi disponibilizado para o paciente, que foi orientado sobre o manuseio e a técnica adequados para a medida da PA no dia da entrega do aparelho.1 Ainda nesse primeiro dia, foram realizadas duas medidas no ambiente da clínica/consultório e, nos 4 dias subsequentes, o paciente (e/ou cuidador/acompanhante) realizou as medidas em seu domicílio, conforme o protocolo. Considerou-se como medida casual a média das duas medidas do primeiro dia, e como medida domiciliar a média das 24 medidas do segundo ao quinto dia.8 , 10

Foram utilizados aparelhos automáticos validados das marcas Omron, Geratherm e Microlife.

Os dados foram exportados da plataforma TeleMRPA para o Excel. Todas as classes de medicamentos descritas na plataforma foram revisadas e codificadas por duas equipes de trabalho; em seguida, os bancos de dados foram cruzados para identificação de dados discrepantes, que, quando presentes, foram revisados com toda a equipe e a coordenação. Foram considerados com PA controlada os indivíduos com a PA casual menor que 140 mmHg e 90 mmHg e, pela MRPA, com valores menores que 130 mmHg e 80 mmHg para a PAS e PAD, respectivamente.1

Análise estatística

A análise estatística foi realizada utilizando o software Stata, versão 14.0. As variáveis quantitativas foram apresentadas com média e desvio padrão, e as qualitativas com frequência absoluta e relativa. Para a verificação da normalidade dos dados, utilizou-se o teste de Kolmogorov-Smirnov.

Nas comparações das médias de PAS, PAD e PP obtidas na MRPA e na medição casual, utilizou-se o teste t de Student pareado, e os testes qui-quadrado ou de Fisher foram utilizados para comparar as taxas de controle obtidas por meio da medição casual com aquelas identificadas pela MRPA, e também para comparar as taxas de controle e de não controle da PA segundo a utilização ou não de cada estratégia medicamentosa, considerando a medida casual e a MRPA.

A sobreposição dos intervalos de confiança de 95% foi utilizada para comparar as diferenças entre as médias de PAS, PAD, PP e a variabilidade da PA obtidas com a utilização de BRAs em monoterapia ou em combinação dupla, considerando a classe como um todo e os vários tipos de medicamentos que a compõem. Foi adotado um nível de significância de 5% (p < 0,05).

Resultados

Foram avaliados 12.813 pacientes, a maioria do sexo feminino, e quase a metade da região Nordeste. A prevalência de diabetes foi de 6,2% ( Tabela 1 ).

Tabela 1. – Descrição dos pacientes hipertensos em uso de BRA (classe), n = 12.813.

Variável Total n (%) BRA n (%) BRA + DIU n (%) BRA + BB n (%) BRA + ACC n (%)
  12.813 (100) 6.225 (48,6) 3.006 (23,5) 1.433 (11,2) 2.149 (16,8)
Sexo          
Feminino 7.953 (62,1) 3.749 (60,2) 2.006 (66,7) 980 (68,4) 1.218 (56,7)
Masculino 4.860 (37,9) 2.476 (39,8) 1.000 (33,2) 453 (31,6) 931 (43,3)
Região          
Não identificada 37 (0,3) 12 (0,2) 16 (0,5) 05 (0,3) 04 (0,1)
Nordeste 6.347 (49,6) 3.187 (51,2) 1.355 (45,1) 698 (48,7) 1.107 (51,5)
Norte 802 (6,3) 326 (5,2) 194 (6,5) 52 (3,6) 230 (10,7)
Centro-Oeste 1.003 (7,8) 478 (7,7) 232 (7,7) 162 (11,3) 131 (6,1)
Sudeste 4.028 (31,4) 1.961 (31,5) 1.026 (34,1) 444 (31,0) 597 (27,8)
Sul 596 (4,7) 261(4,2) 183 (6,1) 72 (5,0) 80 (3,7)
Diabetes          
Não 12.015 (93,8) 5.877 (94,4) 2.811 (93,5) 1.294 (90,3) 2.033 (94,6)
Sim 798 (6,2) 348 (5,6) 195 (6,5) 139 (9,7) 116 (5,4)

ACC: antagonistas dos canais de cálcio; BB: betabloqueadores; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; DIU: diuréticos.

A estratégia de tratamento encontrada na amostra se dividiu em 48,5% dos pacientes em uso de monoterapia e 51,2% com combinações duplas. Os fármacos que compuseram a classe dos BRAs apresentaram a seguinte distribuição: 57,2%, losartana; 18,8%, olmesartana; 15,0%, valsartana; 4,8%, telmisartana; 3,8%, candesartana; e 0,4%, irbesartana.

O número médio de medidas válidas da MRPA foi de 23,3 (±2,0). As diferenças nos valores médios entre PA casual e MRPA para a PAS e PAD foram de 6,7 mmHg (p < 0,001) e 4,5 mmHg (p < 0,001), respectivamente. Essas diferenças caracterizam o efeito do avental branco e se mantêm em todas as estratégias de tratamento. Esse comportamento se repete com todos os BRAs, seja em monoterapia ou combinação. Também avaliamos e comparamos o percentual de controle pela medida casual e pela MRPA em monoterapia e por estratégia de combinação ( Tabela 2 ).

Tabela 2. – Descrição da amostra e comparação do controle da pressão arterial pela medida casual e pela MRPA segundo a utilização de BRA em monoterapia e combinações, n = 12.813.

Variável MRPA Casual p*
Total (n = 12.813)      
PAS 126,8±15,8 133,5±20,1 < 0,001
PAD 79,1±9,7 83,6±11,9 < 0,001
PP 52,2±14,4 49,9±16,1 < 0,001
BRA (monoterapia) (n = 6.225)      
PAS 126,9±15,6 133,5±19,8 < 0,001
PAD 79,7±9,6 84,3±11,7 < 0,001
PP 51,7±14,0 49,2±15,7 < 0,001
BRA + DIU (n = 3.006)      
PAS 125,0±15,8 132,3±20,3 < 0,001
PAD 78,6±9,5 83,3±11,9 < 0,001
PP 50,7±14,3 49,1±16,1 < 0,001
BRA + ACC (n = 2.149)      
PAS 127,0±14,9 133,8±19,2 < 0,001
PAD 78,4±9,9 82,8±11,9 < 0,001
PP 53,2±14,0 51,0±15,8 < 0,001
BRA + BB (n = 1.433)      
PAS 129,4±17,9 136,0±22,2 < 0,001
PAD 78,3±10,4 82,6±12,4 < 0,001
PP 56,0±16,2 53,4±17,7 < 0,001
Variável Controlado Não controlado p**
Total      
MRPA 5.695 (44,5) 7.118 (55,5) < 0,001
Medida casual 7.211 (56,3) 5.602 (43,7)  
BRA monoterapia      
MRPA 2.691 (43,2) 3.534 (56,8) 0,007
Medida casual 3.485 (56,0) 2.740 (44,0) 0,513
BRA + DIU      
MRPA 1.441 (48,0) 1.565 (52,1) < 0,001
Medida casual 1.751 (58,3) 1.255 (41,7) 0,013
BRA + ACC      
MRPA 960 (44,7) 1.189 (55,3) 0,818
Medida casual 1.204 (56,0) 945 (44,0) 0,796
BRA + BB      
MRPA 603 (42,1) 830 (57,9) 0,056
Medida casual 771 (53,8) 662 (46,2) 0,045

*Teste t pareado; **teste qui-quadrado ou exato de Fisher. ACC: antagonistas dos canais de cálcio; BB: betabloqueadores; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; DIU: diuréticos; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; PP: pressão de pulso.

Na Tabela 3 está descrito o valor médio da PA pela medida casual e pela MRPA, assim como o percentual de controle com os diferentes BRAs em monoterapia e, nas Tabelas 4 , 5 e 6 , com as combinações de BRAs com diuréticos (DIU), antagonistas dos canais de cálcio (ACC) e betabloqueadores (BBs), respectivamente.

Tabela 3. – Descrição da amostra e comparação do controle da pressão arterial pela medida casual e pela MRPA segundo utilização dos tipos de BRA em monoterapia, n = 6.225.

Variável MRPA Medida casual p*
Losartana (n = 3.861)      
PAS 128,3 ±15,8 135,4± 20,3 < 0,001
PAD 80,6±9,7 85,5±11,8 < 0,001
PP 52,1±14,1 50,0±16,0 < 0,001
Valsartana (n = 818)      
PAS 126,8±15,3 132,4±19,5 < 0,001
PAD 78,6±9,5 82,4±10,8 < 0,001
PP 52,7±14,3 50,0±16,0 < 0,001
Candesartana (n = 221)      
PAS 124,0±12,9 129,0±17,0 < 0,001
PAD 77,5±7,8 81,4±9,5 < 0,001
PP 50,9±13,4 47,6±14,8 < 0,001
Olmesartana (n = 1.032)      
PAS 123,0±14,9 128,4±18,1 < 0,001
PAD 77,9±9,4 82,0±11,9 < 0,001
PP 49,8±13,0 46,4±14,1 < 0,001
Telmisartana (n = 287)      
PAS 126,2±14,8 132,6±18,0 < 0,001
PAD 79,6±9,1 84,0±11,3 < 0,001
PP 51,1±13,9 48,3±15,1 < 0,001
Variável Controlado Não controlado p**
Losartana      
MRPA 1.517 (39,3) 2.344 (60,7) < 0,001
Casual 1.984 (51,4) 1.877 (48,6) < 0,001
Valsartana      
MRPA 369 (45,1) 449 (54,9) 0,693
Casual 489 (59,8) 329 (40,2) 0,037
Candesartana      
MRPA 111 (50,2) 110 (49,8) 0,081
Casual 150 (67,9) 71 (32,1) < 0,001
Olmesartana      
MRPA 559 (54,2) 473 (45,8) < 0,001
Casual 682 (66,1) 350 (33,9) < 0,001
Telmisartana      
MRPA 130 (45,3) 157 (54,7) 0,770
Casual 172 (59,9) 115 (40,1) 0,207

*Teste t pareado; **teste qui-quadrado ou exato de Fisher. BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; PP: pressão de pulso.

Tabela 4. – Descrição da amostra e comparação do controle da pressão arterial pela medida casual e pela MRPA segundo utilização dos tipos de BRA em combinações duplas com DIUs, n = 3.006.

Variável MRPA Medida casual p
Olmesartana + DIU (n = 530)      
PAS 122,1±15,8 128,4±20,2 < 0,001
PAD 77,0±9,6 81,1±12,0 < 0,001
PP 49,5±15,1 47,3±16,3 < 0,001
Candesartana + DIU (n = 151)      
PAS 123,1±5,0 130,9±20,8 < 0,001
PAD 77,6±9,1 82,4±12,1 < 0,001
PP 49,6±14,1 48,5±15,1 0,199
Telmisartana + DIU (n = 123)      
PAS 124,9±16,7 132,5±20,1 < 0,001
PAD 78,3±8,5 83,6±11,1 < 0,001
PP 51,1±15,9 48,9±16,8 < 0,001
Valsartana + DIU (n = 1.920)      
PAS 126,9±15,5 132,7±20,1 < 0,001
PAD 78,3±9,7 82,1±11,7 < 0,001
PP 53,2±14,3 50,6±16,1 < 0,001
Losartana + DIU (n = 1.715)      
PAS 125,7±15,7 133,8±20,1 < 0,001
PAD 79,2±9,4 84,2±11,7 < 0,001
PP 50,9±14,1 49,6±16,1 < 0,001
Variável Controlado Não controlado p**
Olmesartana + DIU      
MRPA 288 (54,3) 242 (45,7) < 0,001
Casual 335 (63,2) 195 (36,8) 0,001
Candesartana + DIU      
MRPA 80 (53,0) 71 (47,0) 0,034
Casual 99 (65,6) 52 (34,4) 0,021
Telmisartana + DIU      
MRPA 59 (48,0) 64 (52,0) 0,430
Casual 73 (59,4) 50 (40,6) 0,490
Valsartana + DIU      
MRPA 887 (46,2) 1.033 (53,8) 0,094
Casual 1.136 (59,2) 784 (40,8) 0,006
Losartana + DIU      
MRPA 779 (45,4) 936 (54,6) 0,382
Casual 965 (56,3) 750 (43,7) 0,992

*Teste t pareado; **teste qui-quadrado ou exato de Fisher. BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; DIU: diuréticos; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; PP: pressão de pulso.

Tabela 5. – Descrição da amostra e comparação do controle da pressão arterial pela medida casual e pela MRPA segundo utilização dos tipos de BRA em combinações duplas com ACCs, n = 2.149.

Variável MRPA Medida casual p*
Olmesartana + ACC (n = 626)      
PAS 125,0±14,9 131,7±19,4 < 0,001
PAD 77,8±10,2 81,8±12,5 < 0,001
PP 51,9±14,5 49,9±15,9 < 0,001
Candesartana + ACC (n = 419)      
PAS 127,4±14,6 135,1±18,4 < 0,001
PAD 78,6±10,2 83,6±11,6 < 0,001
PP 53,4±13,9 51,5±15,4 < 0,001
Telmisartana + ACC (n = 136)      
PAS 128,7±15,8 132,4±18,8 0,003
PAD 78,6±10,3 81,8±11,7 < 0,001
PP 55,1±13,6 50,7±14,1 < 0,001
Valsartana + ACC (n = 433)      
PAS 127,0±15,2 132,6±19,5 < 0,001
PAD 77,4±9,6 80,7±11,6 < 0,001
PP 54,2±13,6 51,8±15,4 < 0,001
Losartana + ACC (n = 903)      
PAS 128,2±14,5 135,9±18,7 < 0,001
PAD 79,6±9,6 84,7±11,3 < 0,001
PP 53,1±3,7 51,1±15,9 < 0,001
Variável Controlado Não controlado p**
Olmesartana + ACC      
MRPA 302 (48,2) 324 (51,8) 0,050
Casual 378 (60,4) 248 (39,6) 0,034
Candesartana + ACC      
MRPA 173 (41,3) 246 (58,7) 0,186
Casual 218 (52,0) 201 (48,0) 0,075
Telmisartana + ACC      
MRPA 69 (50,7) 67 (49,3) 0,138
Casual 84 (61,8) 52 (38,2) 0,195
Valsartana + ACC      
Casual 270 (62,4) 163 (37,6) 0,010
MRPA 206 (47,6) 227 (52,4) 0,183
Losartana + ACC      
MRPA 361 (40,0) 542 (60,0) 0,005
Casual 451 (49,9) 452 (50,1) < 0,001

*Teste t pareado; **teste qui-quadrado ou exato de Fisher. ACC: antagonistas dos canais de cálcio; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; PP: pressão de pulso.

Tabela 6. – Descrição da amostra e comparação do controle da pressão arterial pela medida casual e pela MRPA segundo utilização dos tipos de BRA em combinações duplas com BBs, n = 1.433.

Variável MRPA Medida casual p*
Olmesartana + BB (n = 230)      
PAS 126,3±17,0 132,0±20,6 < 0,001
PAD 77,6±10,4 80,9±11,5 < 0,001
PP 53,6±14,8 51,1±17,0 < 0,001
Candesartana + BB (n = 65)      
PAS 129,8±17,3 133,8±21,0 < 0,001
PAD 75,8±11,8 79,1±14,2 0,012
PP 59,0±17,1 54,7±16,6 0,002
Telmisartana + BB (n = 75)      
PAS 128,4±16,5 132,6±21,9 0,01
PAD 78,0±10,7 82,0±13,9 < 0,001
PP 55,2±15,3 50,6±16,3 < 0,001
Valsartana + BB (n = 213)      
PAS 130,0±16,8 137,0±21,9 < 0,001
PAD 77,9±10,3 82,5±12,5 < 0,001
PP 57,0±15,7 54,5±18,0 < 0,001
Losartana + BB (n = 851)      
PAS 130,2±18,5 137,3±22,7 < 0,001
PAD 78,8±10,3 83,4±12,3 < 0,001
PP 56,2±16,7 53,8±17,9 < 0,001
Variável Controlado Não controlado p**
Olmesartana + BB      
MRPA 114 (49,6) 116 (50,4) 0,115
Casual 138 (60,0) 92 (40,0) 0,251
Candesartana + BB      
MRPA 31 (47,7) 34 (52,3) 0,598
Casual 40 (61,5) 25 (38,5) 0,391
Telmisartana + BB      
MRPA 36 (48,0) 39 (52,0) 0,535
Casual 46 (61,3) 29 (38,7) 0,376
Valsartana + BB      
MRPA 91 (42,7) 122 (57,3) 0,610
Casual 113 (53,1) 100 (46,9) 0,338
Losartana + BB      
MRPA 331 (38,9) 520 (61,1) 0,001
Casual 433 (50,9) 418 (49,1) 0,001

*Teste t pareado; **teste qui-quadrado ou exato de Fisher. BB: betabloqueadores; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; PP: pressão de pulso.

Quando avaliamos o controle da PA de acordo com as metas menores que 140 mmHg e 90 mmHg para a medida casual e 130 mmHg e 80 mmHg para a MRPA, conforme diretrizes vigentes,1 a taxa de controle da PA na amostra total foi melhor quando obtida pela medida casual.

O controle da PA, considerando a MRPA, foi menor naqueles que utilizavam BRA em monoterapia e BRA com BB. Quando analisamos os tipos de BRA utilizados em monoterapia ou em combinação, o controle da PA foi menor considerando a MRPA naqueles que utilizavam losartana e maior nos que estavam em uso de BRA de meia-vida longa. Essa mesma análise para a medida casual em relação ao controle da PA repete essa tendência.

As taxas de controle dos diversos tipos de BRA combinados com ACC, BB ou DIU, tanto pela MRPA quanto pela medida casual, foram menores nas combinações com a losartana e maiores com BRAs de meia-vida longa.

A média da PAS pela MRPA com utilização de BRA + ACC e BRA + DIU foi menor do que aquela com BRA em monoterapia. Quando verificado o tipo de BRA utilizado em monoterapia, os valores de PA são progressivamente maiores com olmesartana, candesartana, telmisartana, valsartana e losartana ( Figura 2 ). Em relação às combinações, em termos gerais, os valores para a média da PAS pela MRPA são progressivamente maiores com DIU, ACC e BB, e as combinações com losartana tendem a apresentar valores maiores do que as combinações com BRAs de meia-vida mais longa ( Figura 3 ).

Figura 2. – Comparação das médias de PAS (MRPA) obtidas com utilização de BRA (classes e tipos) em monoterapia ou em combinação dupla. ACC: antagonistas dos canais de cálcio; BB: betabloqueadores; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; DIU: diuréticos; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica. As diferenças são significativas quando não há sobreposição de intervalos de confiança de 95%.

Figura 2

Figura 3. – Comparação das médias de PAS (MRPA) obtidas com utilização dos diversos tipos de BRA em combinação dupla. ACC: antagonistas dos canais de cálcio; BB: betabloqueadores; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; Cand: candesartana; DIU: diuréticos; Losa: losartana; MRPA: medida residencial da pressão arterial; Olm: olmesartana; PAS: pressão arterial sistólica; Telm: telmisartana; Valsa: valsartana. As diferenças são significativas quando não há sobreposição de intervalos de confiança de 95%.

Figura 3

As médias de PAD foram maiores com a utilização de BRA como monoterapia quando comparadas a qualquer combinação dupla. Quanto ao tipo de BRA, em monoterapia os maiores valores médios de PAD pela MRPA foram com losartana ( Figura 4 ). Quando considerados os diversos tipos de BRA com as possíveis combinações, não houve diferença entre os valores de PAD obtidos ( Figura 5 ).

Figura 4. – Comparação das médias de PAD (MRPA) obtidas com utilização de BRA (classes e tipos) em combinação dupla. ACC: antagonistas dos canais de cálcio; BB: betabloqueadores; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; Cand: candesartana; DIU: diuréticos; Losa: losartana; MRPA: medida residencial da pressão arterial; Olm: olmesartana; PAD: pressão arterial diastólica; Telm: telmisartana; Valsa: valsartana. As diferenças são significativas quando não há sobreposição de intervalos de confiança de 95%.

Figura 4

Figura 5. – Comparação das médias de PAD (MRPA) obtidas com utilização de BRA (classes e tipos) em monoterapia ou em combinação dupla. ACC: antagonistas dos canais de cálcio; BB: betabloqueadores; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; DIU: diuréticos; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica. As diferenças são significativas quando não há sobreposição de intervalos de confiança de 95%.

Figura 5

A PP foi maior na utilização de BRA + BB quando comparada às outras combinações e à BRA em monoterapia. A losartana em monoterapia ou em combinação dupla apresentou maior média de PP que a candesartana e a telmisartana.

A variabilidade da PA foi maior com uso de BRA + ACC comparado com as combinações com DIU e BB e monoterapia. A variabilidade foi menor com a telmisartana, em monoterapia ou combinação, quando comparado a valsartana. A losartana com ACC apresentou menor média de variabilidade quando comparada a outras combinações. A candesartana com BB apresentou maior variabilidade que a candesartana com ACC. Não houve diferença da variabilidade entre as diversas combinações com valsartana, olmesartana e telmisartana.

Discussão

O presente estudo apresenta uma evolução da análise publicada em 2020 que demonstrou, em hipertensos tratados com monoterapia ou combinação dupla, médias de PAS e PAD significativamente mais baixas pela MRPA em comparação à medida casual e encontrou, nos BRAs, a opção mais utilizada no tratamento.7 Faz sentido, portanto, avaliar aspectos relacionados ao comportamento da PA, tanto no consultório quanto no domicílio do paciente, com os diversos fármacos que compõem a classe dos BRAs.

A amostra estudada foi constituída por uma população de idade média próxima aos 60 anos e com IMC aumentado; além disso, há predomínio do sexo feminino. Com relação à distribuição da amostra pelas regiões geográficas, há predomínio das regiões Nordeste e Sudeste. É importante considerar que os fatores idade e excesso de peso aqui encontrados podem causar maior dificuldade na obtenção das metas preconizadas para o tratamento da HA.1 , 11 - 13

Cabe ressaltar que ocorreu no último ano, fruto de evidências publicadas com base de dados nacional sobre a MRPA, ajuste no valor de referência para a normalidade de 135x85 mmHg para 130x80 mmHg.1 , 14 - 16 Essa mudança justifica a diferença encontrada nas taxas de controle pela medida casual e MRPA encontradas nesta análise em relação ao artigo publicado previamente.7

Em relação à estratégia de tratamento adotada nesta amostra, os BRAs foram usados em monoterapia em 48,5% dos casos; combinados com DIUs em 23,4%; com ACCs em 16,8%; e com BBs em 11,2%. Interessante notar que, a despeito de recomendações unânimes das diretrizes de hipertensão para a combinação dos fármacos na maioria dos cenários da doença hipertensiva, a monoterapia ainda permanece muito frequente.1 - 3 As combinações duplas com DIUs e ACCs foram preferidas, o que está bem alinhado com as recomendações atuais.1 , 7 , 17 - 19

Outro aspecto relevante para a escolha de fármacos no tratamento da HA é que tenham preferencialmente meia-vida longa e que permitam uma única tomada ao dia, pois essas características interferem diretamente na adesão ao tratamento e no controle adequado da PA. Para os fármacos de meia-vida curta, há que se respeitar as características farmacodinâmicas e prescrever a tomada duas ou mais vezes ao dia para que o nível plasmático e a eficácia na redução dos níveis tensionais sejam mantidos.1 , 7 , 20 - 22

É interessante relembrar que existem diferenças importantes, do ponto de vista farmacológico, entre esses fármacos, pois esses aspectos podem estar relacionados às diferenças que encontramos na análise de comportamento da PA, visto que os BRAs têm meias-vidas diferentes: losartana 2 h, valsartana 6 h, candesartana 9 h, olmesartana 12h e telmisartana 24 h.23

Quando avaliamos a taxa de controle da PA pela medida casual e pela MRPA, encontramos 56,3% e 44,5% dentro das metas, respectivamente, e, ao analisarmos o comportamento da PA com os diferentes BRAs e também com as diferentes combinações duplas, encontramos diferenças no percentual de pacientes controlados.

Para uma análise mais refinada desse comportamento, realizamos (pela MRPA) uma avaliação das médias e do intervalo de confiança de PAS e PAD, assim como da variabilidade pressórica. Em relação à estratégia de combinação dos BRAs com outras classes de anti-hipertensivos, a combinação com BB apresentou valores mais altos para a média e variabilidade da PAS em comparação à combinação com DIU ou ACC. Entre os diferentes tipos de BRA em monoterapia, a losartana apresenta os valores médios de PAS e PAD mais elevados em relação aos BRA de meia-vida mais longa.

São limitações desta análise o fato de estarmos lidando com um estudo observacional, sem o detalhamento das doses empregadas em cada fármaco, e que também não é representativo da população brasileira. Por outro lado, trata-se de uma grande base de dados, e o estudo reflete as estratégias relacionadas ao uso dos BRA em pacientes hipertensos e permite obter parâmetros importantes em relação ao comportamento da PA com os diferentes fármacos em monoterapia e em combinação.

Esses achados são compatíveis com estudos randomizados previamente publicados que avaliaram a potência anti-hipertensiva dos diferentes BRAs24 - 28 e, ainda mais importante, refletem a necessidade de revisarmos a estratégia dos fármacos anti-hipertensivos disponibilizados na cesta básica do SUS6 e prescritos para o tratamento da doença hipertensiva, pois, sabidamente, pequenas diferenças na redução da PA em hipertensos têm repercussões importantes na morbimortalidade cardiovascular.

Conclusões

Em hipertensos tratados com BRAs, a estratégia de monoterapia ainda é frequente e, quando combinados, a opção pelos DIUs e pelos ACCs é a preferida.

Dentre os BRAs, a losartana em monoterapia e combinação dupla ainda é utilizada em mais da metade dos pacientes, apesar de ser a menos eficiente na redução e no controle da PA.

Existem claras diferenças na meia-vida entre os fármacos que compõem a classe dos BRAs, percebidas no comportamento da PA avaliado tanto pela medida casual quanto pela MRPA. Essas diferenças podem refletir na efetividade do controle pressórico.

Co-investigadores nacionais

Adriana Siqueira Serpa de Menezes, SAVE, Recife, PE. Andréa Araújo Brandão, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, RJ. Anibal Prata Barbosa, Prog de Hip. Arterial Secretaria de Saúde de Duque de Caxias, RJ. Antonio Almeida Braga, PROCAPE, UPE, Recife, PE. Antonio Eduardo de Melo Filho, Clínica de Saúde Dr Antonio Eduardo de Melo, Triunfo, PE. Átila de Oliveira Melo, Liga de Hipertensão Arterial UFG, Goiânia, GO. André K Vidigal de Vasconcellos, Instituto de Cardiologia do Agreste, Caruaru, PE. Audes D. M. Feitosa, Unidade de Hipertensão e Cardiologia Preventiva, PROCAPE/UPE, Recife, PE. Breno Gontijo de Camargos, AngioCor, Taguatinga, DF. Bruno Alencar Fonseca, Clínica Blues, Belo Horizonte, MG. Bruno Daniel Ferrari, Fundação Educacional do Município de Assis, FEMA, SP. Bruno José Peixoto Coutinho, Cardiologia Hospital Oswaldo Cruz, Universidade de Pernambuco, PE. Carlo Bonasso, Clínica Médica Carlo Bonasso SS Ltda, São Paulo, SP. Carlos José Mota de Lima, Centro Cardiológico São Camilo, CE. Carlos Filinto de Almeida, Instituto do Coração de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS. Claudinelli Alvarenga Aguilar, Clínica do Esporte, Goiânia, GO. César Ricardo Soares Medeiros, Clínica de Cardiologia Dr César Medeiros, Ribeirão Preto, SP. Cristiano Pederneiras Jaeger, Instituto de Medicina Vascular - Coracentro, Porto Alegre/RS. Daniel Lages Dias, Novacordis, Paulínia, SP. Diogo da Silva Amorim, Liga de Hipertensão Arterial UFG, Goiânia, GO. Ednaldo M. Fontes Segundo, Cardiologista pela SBC, Instituto Paulo Gomes (IPG) em Estância, SE. Eduardo C. D. Barbosa, Dept Hipertensão e Cardiometabolismo Hospital São Francisco, Santa Casa Porto Alegre, RS. Eduardo Érico Zen, Hospital Cardiológico Costantini, Curitiba, PR. Elder Gil A. Cruz, Clínica do Coração Dr. Elder Gil, Salgueiro, PE. Esther G. Diôgo de Lima de B. Carvalho, Clínica São Lucas, Guarabira, PB. Fábio Argenta, Mediodonto, Cuiabá, MT. Fabiano de Souza Ramos, MEDCOR Cardiologia, Nova Iguaçu- RJ. Flávia Karina Silva e Oliveira, Centro de Cardiologia, São José dos Campos, SP. Flávio H. A. P. Véras, Clínica do Coração, Mossoró, RN. Francisco Deoclecio Pinheiro, Clínica de Especialidades Médicas de Itapipoca, Itapipoca, CE. Frank Land L. de Carvalho, Cardiovasf, Petrolina, PE. Germano Granja, Clínica do Coração, Ouricuri, PE. Giovanni Saraiva, Imedi e Icordis, Recife, PE. Gleidson Junio Oliveira de Souza, Liga de Hipertensão Arterial UFG, Goiânia, GO. Gustavo Barros - MCOR / Recife-PE. Gustavo Guimarães Moreira de Castro, ITACORDIS e Universidade Iguaçu – UNIG, Itaboraí e Nova Iguaçu, RJ. Jadil Francisco Fusturath Júnior, Cardio Service, Porto Velho, RO. José Wladimir Tambelli Pires, Clínica de Cardiologia, Itapetininga/SP. João Evaristo de Oliveira Dantas, Cardiomed/Multimed, São Luís, MA. João Félix de Morais Filho, Clínica Angiocárdio, Natal / RN. João Francisco Martins Pacheco, Endocardio, Belém, PA. Jonathan Scapin Zagatti, Cardio Ritmo Diagnósticos, Jales, SP. José Joaquim Raposo, Serviço de Cardiologia da Santa Casa de Limeira, SP. José Roberto Moya, Biocardios, Cuiabá, MT. Josafá de Oliveira Costa, Clínica Vitta, Igarassu, PE. Josiedson Pontes de Farias, Cardio Diagnósticos, Caruaru, PE. Juan Carlos Yugar Toledo. Endocor, Rio Preto, SP. Lilian Mesquita, Ergo Med Setor De Cardiologia/Geriatria, RJ. Lola Helbingen Santos, Cardiodiagnósticos, Goiania, GO. Luam Vieira de Almeida Diógenes, Procardiaco, Teresina, PI. Luiz Kencis Júnior, Lapacor, São Paulo, SP. Marcelo Júlio de Oliveira, Clínica Cardiograficos, Ribeirão Preto, SP. Marco Antônio de M Alves, Escada Clinical Center, Escada, PE. Marco A. M. Gomes, Centro de Pesquisas Clínicas do Cesmac/Hospital do Coração de Alagoas. Marcos Alberto Pires Meira Júnior, Clincar João Pessoa PB. Maria Christina Cavalcanti Ballut, MEDCENTRO, Manaus, AM. Marcus Vinícius de Oliveira, Cardiodiagnósticos, Goiânia-GO. Maria Beatriz M. B. L. Rodrigues, Cardiovida, Porto Velho, RO. Mayara Cedrim Santos, Instituto UNICAP de Pesquisa Clínica, Recife, PE. Naiara Pedrassi Engracia Garcia Caluz, Centro de Medicina Avançada Dr Luiz Kencis, São Paulo, SP. Nelson Dinamarco, Ambulatório de Hipertensão Arterial, Colegiado de Medicina, Universidade Estadual Santa Cruz – UESC. Nildo Magalhães, SOBAM Jundiaí, SP. Paulo Roberto Pereira de Sant’Ana, MEDCOR Cardiologia, Nova Iguaçu- RJ. Rafael Nogueira de Macedo, Centro Cardiológico São Camilo, CE. Paulo Sérgio Lopes Soares, Universidade De Vassouras - Hospital Universitário de Vassouras, RJ. Ricardo Mesquita de Freitas, Cardiocenter, Barreiras, BA. Roberto de A. Dultra, Clinicor, Itabuna, Bahia, BA. Roberto Dischinger Miranda, Serviço de Cardiologia, Disciplina de Geriatria e Gerontologia, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Rodrigo Cunha de Sousa, Centro Integrado de Medicina Invasiva – CIMI, Uberaba, MG. Rogério Krakauer, Santa Casa de SP. Rogerio Ruiz, HD HomeDoctor, SP. Ruy Morando, Cincor - Centro Integrado do Coração, Americana, SP. Sérgio Augusto Vieira Simõe, Consultório Médico Integrado, Tássia Tâmara Silva Feitosa, Ok Doutor, Recife, PE. Tobias Barreto, SE. Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva, CLINSAUDE e CEMISE, Aracaju, SE. Vanderlei Magalhães da Silveira, Cardiologista, Faculdade de Medicina, Universidade de Passo Fundo. Vanildo Guimarães, Diagnóstico Cardíaco, Recife, PE. Vilma Helena Burlamaqui, Consultório de Cardiologia, Niterói, RJ. Vitor Bruno Teixeira de Holanda, Climile, Ananindeua, PA. Walmir de Vasconcelos Ratier Thomaz, Rio de Janeiro, RJ. Weimar Sebba Barroso, Liga de Hipertensão Arterial UFG, Goiânia, GO. Wenderson Tavares dos Santos, Hospital Biocor, Belo Horizonte, MG

Funding Statement

Fontes de financiamento: O presente estudo foi parcialmente financiado por Indústria Farmacêutica EMS. Barroso WKS é bolsista CNPQ 313481/2020-2

Vinculação acadêmica

Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.

Fontes de financiamento: O presente estudo foi parcialmente financiado por Indústria Farmacêutica EMS. Barroso WKS é bolsista CNPQ 313481/2020-2

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Angiotensin Receptor Blockers Evaluated by Office and Home Blood Pressure Measurements. TeleHBPM Study

Weimar Kunz Sebba Barroso 1, Andréa Araujo Brandão 2, Priscila Valverde de Oliveira Vitorino 3, Audes Diógenes de Magalhães Feitosa 4,5, Eduardo Costa Duarte Barbosa 6, Roberto Dischinger Miranda 7, Josep Redon 8, Miguel Camafort-Babkowski 9, Antonio Coca 10, Marco Antônio Mota Gomes 11

Abstract

Background

Adequate treatment of arterial hypertension and achieving arterial hypertension goals in are important in reducing cardiovascular outcomes.

Objectives

To describe angiotensin receptor blockers in monotherapy or double combination therapy and the rate of arterial hypertension control.

Methods

This cross-sectional study evaluated patients who were using angiotensin receptor blockers between 2017 and 2020. Those using three or more antihypertensive drugs were excluded. The analyzed variables included sex, age, body mass index, valid home blood pressure monitoring (HBPM) measurements, casual and HBPM systolic and diastolic blood pressure measurements, blood pressure variability, and antihypertensive and angiotensin receptor blocker class. Paired t, chi-square, and Fisher’s exact tests were used, as well as overlapping 95% confidence intervals and a significance level of 5% (p < 0.05).

Results

Of 17,013 patients, 12,813 met the inclusion criteria, 62.1% of whom were female. The mean number of valid measurements was 23.3 (SD, 2.0). The mean HBPM and casual measurements for systolic blood pressure were 126.8 (SD, 15.8) mmHg and 133.5 (SD, 20.1) mmHg (p <0.001), respectively, while those for diastolic blood pressure were 79.1 (SD, 9.7 mmHg) and 83.6 (SD, 11.9) mmHg (p <0.001), respectively. Losartan was the most common angiotensin receptor blocker and resulted in the highest blood pressure values. Combinations of angiotensin receptor blockers with diuretics or calcium channel antagonists resulted in lower blood pressure values.

Conclusions

More than half of the patients used losartan, although it was the least efficient drug for reducing and controlling blood pressure.

Keywords: Hypertension, Angiotensin II Type 1 Receptor Blockers, Losartana, Antihypertensive Agents/therapeutic use, Age, Sex, Body Weights and Measures

Introduction

Adequate treatment and control is one of the great challenges in arterial hypertension, which is the leading cause of death worldwide. Aligning treatment strategies with the most current scientific is one way to optimize these results.1 - 3 Drugs that effectively reduce blood pressure (BP) also protect against the main outcomes of hypertensive disease, and the best results can be expected of drugs with a long half-life (thus, a single daily dose) that do not negatively interfere in metabolic parameters. It is also known that small BP reductions, even in the early stages of arterial hypertension, can lead to reductions in the main cardiovascular outcomes.1 , 4 , 5

On the other hand, despite such evidence, the Brazilian Unified Health System provides medications with a short half-life that are used in monotherapy and require several doses a day. Such characteristics can negatively impact adherence and hinder adequate BP control. It should be emphasized that the Brazilian Unified Health System reflects the drug strategy used for 75% of the hypertensive patients in our country.1 , 6

A 2021 study evaluated a database of 22,446 individuals who underwent home and office BP measurement, 11,337 of whom were being treated for hypertension by cardiologists with antihypertensive drugs. In 74.6% of the cases, renin-angiotensin-aldosterone system blockade was used, including angiotensin receptor blockers (ARBs) in 58.7%, either in monotherapy or combination therapy.7

The objectives of the present study were: (i) to verify the distribution of ARB prescription in monotherapy and combined therapy according to sex, geographic region, and diabetes status; (ii) to compare BP control according to casual and home BP monitoring measurement (HBPM) for all ARB treatment strategies; (iii) to compare BP control in casual and HBPM measurements; and (iv) to compare mean systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP), pulse pressure (PP), and BP variability obtained through ARBs in monotherapy or double combination therapy, considering the class as a whole and individual types.

Methods

This study was approved by the Human Research Ethics Committee of the Hospital das Clínicas of the Federal University of Goiás (opinion 99691018.7.0000.5078) and evaluated patients who were examined on the TeleHBPM platform (www.telemrpa.com) between May 2017 and October 2020.

The platform was developed as a remote reporting tool for telemonitoring, including features that allow the database to be analyzed and filtered according to research questions. The mathematical algorithm allows analysis while protecting the personal data of patients and health facilities, whether interpreting exams or developing research projects. Since it is not software, but a platform accessible on any device via an Internet connection, BP measurements can be uploaded quickly and remotely.8

The database search was limited to patients who used ARBs. Patients aged at least aged 18 years on monotherapy or double combination therapy were included. Patients on a combination of three or more antihypertensives, antihypertensives in combination with angiotensin-converting enzyme inhibitors, or antihypertensives in double combination therapy with infrequently used antihypertensives (eg, spironolactone, direct vasodilators, alpha2 agonists) were excluded ( Figure 1 ). We also excluded irbesartan from the results due to its rarity in the overall sample.

Figure 1. – Sample selection flowchart. ARB: angiotensin receptor blockers; ACEI: angiotensin-converting enzyme inhibitors.

Figure 1

The following data were collected from the TeleHBPM platform: sex, age (in years), body mass index, number of valid HBPM measurements, casual and HBPM SBP and DBP measurements, blood pressure variability based on HBPM measurements obtained through the standard deviation of the 24 household measurements taken during the protocol, drug class used, and type of ARB. The regional distribution of the sample was also evaluated, as was the prevalence of individuals who used medications to treat diabetes mellitus (oral antidiabetics and/or insulin).

The Quetelet formula was used to calculate body mass index based on weight and height data.9 HBPM was performed with the provided device; patients were instructed about proper handling and BP measurement on the day the device was delivered.1 On that day, two measurements were taken in a clinical/office environment and, over the next 4 days, the patient (and/or caregiver/companion) performed the measurements at home according to protocol. The mean of the two measurements taken on the first day was considered the casual measurement, and the mean of the 24 measurements taken from the second to the fifth day was considered the HBPM measurement.8 , 10 Only validated automatic devices (Omron, Geratherm, and Microlife) were used.

The data were exported from the TeleHBPM platform to Microsoft Excel. All drug classes described on the platform were reviewed and coded by two work teams. The databases were then cross-referenced to identify discrepant data, which, when present, were reviewed by the entire team. Individuals whose SBP/DBP values were <140/90 mmHg in casual measurement and <130/80 mmHg in HBPM, respectively, were considered to have controlled BP.1

Statistical analysis

Statistical analysis was performed in Stata 14.0. Quantitative variables were expressed as mean and standard deviation, and qualitative variables were expressed as absolute and relative frequencies. The Kolmogorov-Smirnov test was used to verify the normality of the data.

The mean SBP, DBP and PP values obtained in casual and HBPM measurements were compared using a paired Student’s t -test. The chi-square test or Fisher’s exact test was used to compare BP control rates according to the casual and HBPM measurements, as well as to compare the rates of BP control for each drug strategy.

Overlapping 95% confidence intervals were used to compare the differences in mean SBP, DBP, PP and BP variability obtained with ARB monotherapy or double combination therapy, considering the class as a whole and individual types. P-values <0.05 were considered significant.

Results

A total of 12,813 patients were evaluated, the majority of whom were female. The Northeast was the most prominently represented region, with approximately half of the patients. The prevalence of diabetes was 6.2% ( Table 1 ).

Table 1. – Description of hypertensive patients using ARBs, n = 12,813.

Variable Total n (%) ARB n (%) ARB + DIU n (%) ARB + BB n (%) ARB + CCA n (%)
  12,813 (100) 6225 (48.6) 3006 (23.5) 1433 (11.2) 2.149 (16,8)
Sex          
Female 7953 (62.1) 3749 (60.2) 2006 (66.7) 980 (68.4) 1218 (56.7)
Male 4860 (37.9) 2476 (39.8) 1000 (33.2) 453 (31.6) 931 (43.3)
Region          
Unidentified 37 (0.3) 12 (0.2) 16 (0.5) 5 (0.3) 4 (0.1)
Northeast 6347 (49.6) 3187 (51.2) 1355 (45.1) 698 (48.7) 1107 (51.5)
North 802 (6.3) 326 (5.2) 194 (6.5) 52 (3.6) 230 (10.7)
Midwest 1003 (7.8) 478 (7.7) 232 (7.7) 162 (11.3) 131 (6.1)
Southeast 4028 (31.4) 1961 (31.5) 1026 (34.1) 444 (31.0) 597 (27.8)
South 596 (4.7) 261(4.2) 183 (6.1) 72 (5.0) 80 (37)
Diabetes          
No 12,015 (93.8) 5877 (94.4) 2811 (93.5) 1294 (90.3) 2033 (94.6)
Yes 798 (6.2) 348 (5.6) 195 (6.5) 139 (9.7) 116 (5.4)

CCA: calcium channel antagonists; BB: beta-blockers; ARB: angiotensin receptor blockers; DUI: diuretics.

Double combination therapy was slightly more prevalent than monotherapy (51.2% vs. 48.5%). The following types of ARBs were used: losartan (57.2%), olmesartan (18.8%), valsartan (15.0%), telmisartan (4.8%), candesartan (3.8%), and irbesartan (0.4%).

The mean number of valid HBPM measurements was 23.3(SD, 2.0). The differences in mean casual and HBPM values for SBP and DBP were 6.7 mmHg (p < 0.001) and 4.5 mmHg (p < 0.001), respectively. These differences characterize the white-coat effect and were maintained across all treatment strategies. This behavior was repeated in all ARBs, whether in monotherapy or combination therapy. We also compared the rate of BP control by casual and HBPM measurements in monotherapy and combination therapy ( Table 2 ).

Table 2. – Sample description and comparison of blood pressure control by casual measurement and by HBPM according to the use of ARB in monotherapy and combinations, n = 12,813.

Variable HBPM Casual p*
Total (n = 12,813)      
SBP 126.8±15.8 133.5±20.1 < 0.001
DBP 79.1±9.7 83.6±11.9 < 0.001
PP 52.2±14.4 49.9±16.1 < 0.001
ARB monotherapy (n = 6225)      
SBP 126.9±15.6 133.5±19.8 < 0.001
DBP 79.7±9.6 84.3±11.7 < 0.001
PP 51.7±14.0 49.215.7 < 0.001
ARB + DIU (n = 3006)      
SBP 125.0±15.8 132.3±20.3 < 0.001
DBP 78.6±9.5 83.3±11.9 < 0.001
PP 50.7±14.3 49.1±16.1 < 0.001
ARB + CCA (n = 2149)      
SBP 127.0±14.9 133.8±19.2 < 0.001
DBP 78.4±9.9 82.8±11.9 < 0.001
PP 53.2±14.0 51.0±15.8 < 0.001
ARB + BB (n = 1433)      
SBP 129.4±17.9 136.0±22.2 < 0.001
DBP 78.3±10.4 82.6±12.4 < 0.001
PP 56.016.2 53.417.7 < 0.001
Variable Controlled Not controlled p**
Total      
HBPM 5695 (44.5) 7118 (55.5) < 0.001
Casual measurement 7211 (56.3) 5602 (43.7)  
ARB monotherapy      
HBPM 2691 (43.2) 3534 (56.8) 0.007
Casual measurement 3485 (56.0) 2740 (44.0) 0.513
ARB + DIU      
HBPM 1441 (48.0) 1565 (52.1) < 0.001
Casual measurement 1751 (58.3) 1255 (41.7) 0.013
ARB + CCA      
HBPM 960 (44.7) 1189 (55.3) 0.818
Casual measurement 1204 (56.0) 945 (44.0) 0.796
ARB + BB      
HBPM 603 (42.1) 830 (57.9) 0.056
Casual measurement 771 (53.8) 662 (46.2) 0.045

*Paired t-test; **Chi-square or Fisher’s exact test. CCA: calcium channel antagonists; BB: beta-blockers; ARB: angiotensin receptor blockers; DUI: diuretics; HBPM: home blood pressure monitoring; BPD: diastolic blood pressure; SBP: systolic blood pressure; PP: pulse pressure.

Table 3 describes the mean casual and HBPM BP values and the BP control rate with different ARBs in monotherapy, while Tables 4 , 5 and 6 compare these values for ARBs combined with diuretics, calcium channel antagonists (CCA), and beta-blockers, respectively.

Table 3. – Sample description and comparison of blood pressure control in casual and HBPM measurements according to ARB type in monotherapy, n = 6225.

Variable HBPM Casual measurement p*
Losartan (n = 3.861)      
SBP 128.3 ±15.8 135.4± 20.3 < 0.001
DBP 80.6±9.7 85.5±11.8 < 0.001
PP 52.1±14.1 50.0±16.0 < 0.001
Valsartan (n = 818)      
SBP 126.8±15.3 132.4±19.5 < 0.001
DBP 78.6±9.5 82.4±10.8 < 0.001
PP 52.7±14.3 50.0±16.0 < 0.001
Candesartan (n = 221)      
SBP 124.0±12.9 129.0±17.0 < 0.001
DBP 77.5±7.8 81.4±9.5 < 0.001
PP 50.9±13.4 47.6±14.8 < 0.001
Olmesartan (n = 1.032)      
SBP 123.0±14.9 128.418.1 < 0.001
DBP 77.9±9.4 82.0±11.9 < 0.001
PP 49.8±13.0 46.414.1 < 0.001
Telmisartan (n = 287)      
SBP 126.2±14.8 132.6±18.0 < 0.001
DBP 79.6±9.1 84.0±11.3 < 0.001
PP 51.1±13.9 48.3±15.1 < 0.001
Variable Controlled Not controlled p**
Losartan      
HBPM 1517 (39.3) 2344 (60.7) < 0.001
Casual 1984 (51.4) 1877 (48.6) < 0.001
Valsartan      
HBPM 369 (45.1) 449 (54.9) 0.693
Casual 489 (59.8) 329 (40.2) 0.037
Candesartan      
HBPM 111 (50.2) 110 (49.8) 0.081
Casual 150 (67.9) 71 (32.1) < 0.001
Olmesartan      
HBPM 559 (54.2) 473 (45.8) < 0.001
Casual 682 (66.1) 350 (33.9) < 0.001
Telmisartan      
HBPM 130 (45.3) 157 (54.7) 0.770
Casual 172 (59.9) 115 (40.1) 0.207

*Paired t-test; **Chi-square or Fisher’s exact test. ARB: angiotensin receptor blockers; HBPM: home blood pressure monitoring; BPD: diastolic blood pressure; SBP: systolic blood pressure; PP: pulse pressure.

Table 4. – Comparison of blood pressure control in casual and HBPM measurement according to ARB type in double combination therapy with DUIs, n = 3006.

Variable HBPM Casual measurement p
Olmesartan + DIU (n = 530)      
SBP 122.1±15.8 128.4±20.2 < 0.001
DBP 77.0±9.6 81.112.0 < 0.001
PP 49.5±15.1 47.3±16.3 < 0.001
Candesartan + DIU (n = 151)      
SBP 123.1±5.0 130.920.8 < 0.001
DBP 77.6±9.1 82.4±12.1 < 0.001
PP 49.6±14.1 48.5±15.1 0.199
Telmisartan + DIU (n = 123)      
SBP 124.9±16.7 132.5±20.1 < 0.001
DBP 78.3±8.5 83.6±11.1 < 0.001
PP 51.1±15.9 48.9±16.8 < 0.001
Valsartan + DIU (n = 1.920)      
SBP 126.9±15.5 132.7±20.1 < 0.001
DBP 78.3±9.7 82.1±11.7 < 0.001
PP 53.2±14.3 50.6±16.1 < 0.001
Losartan + DIU (n = 1.715)      
SBP 125.7±15.7 133.8±20.1 < 0.001
DBP 79.2±9.4 84.2±11.7 < 0.001
PP 50.9±14.1 49.6±16.1 < 0.001
Variable Controlled Not controlled p**
Olmesartan + DIU      
HBPM 288 (54.3) 242 (45,7) < 0,001
Casual 335 (63.2) 195 (36,8) 0,001
Candesartan + DIU      
HBPM 80 (53.0) 71 (47,0) 0,034
Casual 99 (65.6) 52 (34,4) 0,021
Telmisartan + DIU      
HBPM 59 (48.0) 64 (52,0) 0,430
Casual 73 (59.4) 50 (40,6) 0,490
Valsartan + DIU      
HBPM 887 (46.2) 1.033 (53,8) 0,094
Casual 1.136 (59.2) 784 (40,8) 0,006
Losartan + DIU      
HBPM 779 (45.4) 936 (54,6) 0,382
Casual 965 (56.3) 750 (43,7) 0,992

*Paired t-test; **Chi-square or Fisher’s exact test. ARB: angiotensin receptor blocker; DUI: diuretic; HBPM: home blood pressure monitoring; BPD: diastolic blood pressure; SBP: systolic blood pressure; PP: pulse pressure.

Table 5. – Sample description and comparison of blood pressure control in casual and HBPM measurement according to ARB type in double combination therapy with CCAs, n = 2,149.

Variable HBPM Casual measurement p*
Olmesartan + CCA (n = 626)      
SBP 125.0±14.9 131.7±19.4 < 0.001
DBP 77.8±10.2 81.8±12.5 < 0.001
PP 51.9±14.5 49.9±15.9 < 0.001
Candesartan + CCA (n = 419)      
SBP 127.4±14.6 135.1±18.4 < 0.001
DBP 78.6±10.2 83.6±11.6 < 0.001
PP 53.4±13.9 51.5±15.4 < 0.001
Telmisartan + CCA (n = 136)      
SBP 128.7±15.8 132.4±18.8 0.003
DBP 78.6±10.3 81.8±11.7 < 0.001
PP 55.1±13.6 50.7±14.1 < 0.001
Valsartan + CCA (n = 433)      
SBP 127.0±15.2 132.6±19.5 < 0.001
DBP 77.4±9.6 80.7±11.6 < 0.001
PP 54.2±13.6 51.8±15.4 < 0.001
Losartan + CCA (n = 903)      
SBP 128.2±14.5 135.9±18.7 < 0.001
DBP 79.6±9.6 84.7±11.3 < 0.001
PP 53.1±3.7 51.1±15.9 < 0.001
Variable Controlled Not controlled p**
Olmesartan + CCA      
HBPM 302 (48.2) 324 (51.8) 0.050
Casual 378 (60.4) 248 (39.6) 0.034
Candesartan + CCA      
HBPM 173 (41.3) 246 (58.7) 0.186
Casual 218 (52.0) 201 (48.0) 0.075
Telmisartan + CCA      
HBPM 69 (50.7) 67 (49.3) 0.138
Casual 84 (61.8) 52 (38.2) 0.195
Valsartan + CCA      
Casual 270 (62.4) 163 (37.6) 0.010
HBPM 206 (47.6) 227 (52.4) 0.183
Losartan + CCA      
HBPM 361 (40.0) 542 (60.0) 0.005
Casual 451 (49.9) 452 (50.1) < 0.001

*Paired t-test; **Chi-square or Fisher’s exact test. CCA: calcium channel antagonists; ARB: angiotensin receptor blockers; HBPM: home blood pressure monitoring; BPD: diastolic blood pressure; SBP: systolic blood pressure; PP: pulse pressure.

Table 6. – Sample description and comparison of blood pressure control in casual and HBPM measurement according to ARB type in double combination therapy with BBs, n = 1,433.

Variable HBPM Casual p*
Olmesartan + BB (n = 230)      
SBP 126.3±17.0 132.0±20.6 < 0.001
DBP 77.6±10.4 80.911.5 < 0.001
PP 53.6±14.8 51.1±17.0 < 0.001
Candesartan + BB (n = 65)      
SBP 129.8±17.3 133.8±21.0 < 0.001
DBP 75,8±11.8 79.114.2 0.012
PP 59.0±17.1 54.716.6 0.002
Telmisartan + BB (n = 75)      
SBP 128.4±16.5 132.6±21.9 0.01
DBP 78.0±10.7 82.0±13.9 < 0.001
PP 55.2±15.3 50.6±16.3 < 0.001
Valsartan + BB (n = 213)      
SBP 130.0±16.8 137.021.9 < 0.001
DBP 77.9±10.3 82.5±12.5 < 0.001
PP 57.0±15.7 54.5±18.0 < 0.001
Losartan + BB (n = 851)      
SBP 130.2±18.5 137.3±22.7 < 0.001
DBP 78.8±10.3 83.4±12.3 < 0.001
PP 56.2±16.7 53.8±17.9 < 0.001
Variable Controlled Not controlled p**
Olmesartan + BB      
HBPM 114 (49.6) 116 (50.4) 0.115
Casual 138 (60.0) 92 (40.0) 0.251
Candesartan + BB      
HBPM 31 (47.7) 34 (52.3) 0.598
Casual 40 (61.5) 25 (38.5) 0.391
Telmisartan + BB      
HBPM 36 (48.0) 39 (52.0) 0.535
Casual 46 (61.3) 29 (38.7) 0.376
Valsartan + BB      
HBPM 91 (42.7) 122 (57.3) 0.610
Casual 113 (53.1) 100 (46.9) 0.338
Losartan + BB      
HBPM 331 (38.9) 520 (61.1) 0.001
Casual 433 (50.9) 418 (49.1) 0.001

*Paired t-test; **Chi-square or Fisher’s exact test. BB: beta-blockers; ARB: angiotensin receptor blockers; HBPM: home blood pressure monitoring; DBP: diastolic blood pressure; SBP: systolic blood pressure; PP: pulse pressure.

According to the goals of <140/90 mmHg (casual) and <130/80 mmHg (HBPM) recommended by current guidelines,1 overall BP control was better in casual measurement. In HBPM, BP control was lower in ARB monotherapy and in ARBs combined with beta-blockers. Among the ARB types used in monotherapy or combination therapy, BP control was lower with losartan and higher with long half-life ARBs. This trend was repeated in the casual measurements.

The control rates of different ARBs in combination with CCA, BB, or diuretics were lower in combinations with losartan and higher in ARBs with a long half-life in both HBPM and casual measurements. In HBPM, the mean SBP for ARB + CCA and ARB + diuretics was lower than that of ARB monotherapy. In monotherapy, the BP values were progressively higher for olmesartan, candesartan, telmisartan, valsartan and losartan ( Figure 2 ). In combined therapy, the mean SBP values for HBPM were progressively higher with diuretics, CCA and BB, and combinations with losartan tended to have higher values than those with longer half-life ARBs ( Figure 3 ). The mean DBP measurements were higher in ARB monotherapy than any double combination therapy. In HBPM, the ARB type with the highest mean DBP values in monotherapy was losartan ( Figure 4 ). No difference was found in DBP values between the different possible combinations of ARB types ( Figure 5 ).

Figure 2. – Comparison of mean SBP (HBPM) obtained using ARB (classes and types) in monotherapy or in double combination therapy. CCA: calcium channel antagonists; BB: beta-blockers; ARB: angiotensin receptor blockers; DUI: diuretics; HBPM: home blood pressure monitoring; SBP: systolic blood pressure. Differences are significant when 95% confidence intervals do not overlap.

Figure 2

Figure 3. – Comparison of mean SBP (HBPM) obtained using different types of ARB in double combination therapy. CCA: calcium channel antagonists; BB: beta-blockers; ARB: angiotensin receptor blockers; Cand: candesartan; DUI: diuretics; Losa: losartan; HBPM: home blood pressure monitoring; Olm: olmesartan; SBP: systolic blood pressure; Telm: telmisartan; Valsa: valsartan. Differences are significant when 95% confidence intervals do not overlap.

Figure 3

Figure 4.

Figure 4

Comparison of mean DBP (HBPM) obtained using ARB (classes and types) in double combination therapy. CCA: calcium channel antagonists; BB: beta-blockers; ARB: angiotensin receptor blockers; Cand: candesartan; DUI: diuretics; Losa: losartan; HBPM: home blood pressure monitoring; Olm: olmesartan; DBP: diastolic blood pressure; Telm: telmisartan; Valsa: valsartan.Differences are significant when 95% confidence intervals do not overlap.

Figure 5. – Comparison of mean DBP (HBPM) obtained using ARB (classes and types) in monotherapy or in double combination therapy. CCA: calcium channel antagonists; BB: beta-blockers; ARB: angiotensin receptor blockers; DUI: diuretics; HBPM: home blood pressure monitoring; DBP: diastolic blood pressure. Differences are significant when 95% confidence intervals do not overlap.

Figure 5

PP was higher with ARB + BB than any other combination or ARB monotherapy. Losartan in monotherapy or in double combination therapy resulted in a higher mean PP than candesartan or telmisartan.

BP variability was greater with ARB + CCA than in combinations with diuretics or BB or in monotherapy. Whether in monotherapy or combination therapy, BP variability was lower with telmisartan than valsartan. Losartan + CCA had lower mean variability than other combinations. Candesartan + BB showed greater variability than candesartan + CCA. There was no difference in BP variability between combinations with valsartan, olmesartan and telmisartan

Discussion

The present study, a further development of an analysis published in 2020, found that, in hypertensive patients treated with monotherapy or double combination therapy, different possible combinations of ARB types resulted in significantly lower mean SBP and DBP in HBPM than in casual measurements, as well as that ARBs were the most common treatment option.7 Thus, it makes sense to assess BP behavior in response to various ARB types in both clinical and home settings.

Our sample population had a mean age of approximately 60 years and a high body mass index. The patients were also predominantly women, and most resided in the Northeast and Southeast regions. It is important to consider that advanced age and excess weight can impede achieving recommended arterial hypertension treatment goals.1 , 11 - 13

It should also be noted that in the last year, as a result of HBPM evidence published in the national database, the reference values for normality were lowered from 135/85 mmHg to 130/80 mmHg.1 , 14 - 16 This change explains the difference in BP control rates found in casual and HBPM measurements in this analysis compared to our previous article.7

Regarding the treatment strategies used in this sample, 48.5% received ARB monotherapy, 23.4% received ARBs combined with diuretics, 16.8% received ARBs combined with CCAs, and 11.2% received ARBs combined with BBs. Interestingly, although hypertension guidelines unanimously recommend drug combinations for most cases of hypertension, monotherapy was still quite frequent.1 - 3 Dual combination therapy with diuretics and CCAs was preferred, which is in line with current recommendations.1 , 7 , 17 - 19

Another relevant aspect in selecting arterial hypertension drugs is a long half-life, which allows a single daily dose; these characteristics directly interfere with treatment adherence and adequate BP control. Drugs with a short half-life must be taken twice or more daily to maintain their plasma level and efficacy in reducing BP levels.1 , 7 , 20 - 22

It is interesting to note that, from a pharmacological point of view, there are important differences between these drugs, and the different half-lives of ARBs (losartan, 2 h; valsartan, 6 h; candesartan, 9 h; olmesartan, 12 h; and telmisartan, 24 h) may be related to the differences we found in BP behavior.23

When evaluating the BP control rate by casual and HBPM measurements, we found that 56.3% and 44.5% of the patients, respectively, were within the goals. We found different percentages of patients with controlled BP among the different ARB types and combinations.

For a more refined analysis of this behavior, we determined the mean HBPM measurements and confidence intervals of SBP, DBP, and pressure variability. Combinations with BBs resulted in higher mean SBP values and variability than combinations with diuretics or CCAs. In monotherapy, losartan had the highest mean SBP and DBP values of the longer half-life ARBs.

This observational study was limited by the fact that it did not assess the dosage of each drug, and the sample was not representative of the Brazilian population. On the other hand, it analyzed data from a large database that reflected ARB usage strategies in hypertensive patients, allowing important parameters to be determined regarding BP behavior with different drugs in monotherapy and combination therapy.

These findings are consistent with those of previously published randomized studies that evaluated the antihypertensive efficacy of different ARBs24 - 28 and, more importantly, they reflect the need to review the Brazilian Unified Health System’s strategy for antihypertensive drugs,6 since it is known that small BP reductions in hypertensive patients have important repercussions on cardiovascular morbidity and mortality.

Conclusions

In hypertensive patients treated with ARBs, monotherapy is still frequent. In combined therapy, diuretics and CCAs are preferred. Among ARBs, losartan is still used in more than half of patients, whether in monotherapy or double combination therapy, despite being the least efficient medication for reducing and controlling BP. There are clear differences in the half-life of ARBs, which was seen in BP behavior through both casual and HBPM measurements. These differences may reflect the effectiveness of blood pressure control.

National co-investigators

Adriana Siqueira Serpa de Menezes, SAVE, Recife, PE. Andréa Araújo Brandão, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, RJ. Anibal Prata Barbosa, Prog de Hip. Arterial Secretaria de Saúde de Duque de Caxias, RJ. Antonio Almeida Braga, PROCAPE, UPE, Recife, PE. Antonio Eduardo de Melo Filho, Clínica de Saúde Dr Antonio Eduardo de Melo, Triunfo, PE. Átila de Oliveira Melo, Liga de Hipertensão Arterial UFG, Goiânia, GO. André K Vidigal de Vasconcellos, Instituto de Cardiologia do Agreste, Caruaru, PE. Audes D. M. Feitosa, Unidade de Hipertensão e Cardiologia Preventiva, PROCAPE/UPE, Recife, PE. Breno Gontijo de Camargos, AngioCor, Taguatinga, DF. Bruno Alencar Fonseca, Clínica Blues, Belo Horizonte, MG. Bruno Daniel Ferrari, Fundação Educacional do Município de Assis, FEMA, SP. Bruno José Peixoto Coutinho, Cardiologia Hospital Oswaldo Cruz, Universidade de Pernambuco, PE. Carlo Bonasso, Clínica Médica Carlo Bonasso SS Ltda, São Paulo, SP. Carlos José Mota de Lima, Centro Cardiológico São Camilo, CE. Carlos Filinto de Almeida, Instituto do Coração de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS. Claudinelli Alvarenga Aguilar, Clínica do Esporte, Goiânia, GO. César Ricardo Soares Medeiros, Clínica de Cardiologia Dr César Medeiros, Ribeirão Preto, SP. Cristiano Pederneiras Jaeger, Instituto de Medicina Vascular - Coracentro, Porto Alegre/RS. Daniel Lages Dias, Novacordis, Paulínia, SP. Diogo da Silva Amorim, Liga de Hipertensão Arterial UFG, Goiânia, GO. Ednaldo M. Fontes Segundo, Cardiologista pela SBC, Instituto Paulo Gomes (IPG) em Estância, SE. Eduardo C. D. Barbosa, Dept Hipertensão e Cardiometabolismo Hospital São Francisco, Santa Casa Porto Alegre, RS. Eduardo Érico Zen, Hospital Cardiológico Costantini, Curitiba, PR. Elder Gil A. Cruz, Clínica do Coração Dr. Elder Gil, Salgueiro, PE. Esther G. Diôgo de Lima de B. Carvalho, Clínica São Lucas, Guarabira, PB. Fábio Argenta, Mediodonto, Cuiabá, MT. Fabiano de Souza Ramos, MEDCOR Cardiologia, Nova Iguaçu- RJ. Flávia Karina Silva e Oliveira, Centro de Cardiologia, São José dos Campos, SP. Flávio H. A. P. Véras, Clínica do Coração, Mossoró, RN. Francisco Deoclecio Pinheiro, Clínica de Especialidades Médicas de Itapipoca, Itapipoca, CE. Frank Land L. de Carvalho, Cardiovasf, Petrolina, PE. Germano Granja, Clínica do Coração, Ouricuri, PE. Giovanni Saraiva, Imedi e Icordis, Recife, PE. Gleidson Junio Oliveira de Souza, Liga de Hipertensão Arterial UFG, Goiânia, GO. Gustavo Barros - MCOR / Recife-PE. Gustavo Guimarães Moreira de Castro, ITACORDIS e Universidade Iguaçu – UNIG, Itaboraí e Nova Iguaçu, RJ. Jadil Francisco Fusturath Júnior, Cardio Service, Porto Velho, RO. José Wladimir Tambelli Pires, Clínica de Cardiologia, Itapetininga/SP. João Evaristo de Oliveira Dantas, Cardiomed/Multimed, São Luís, MA. João Félix de Morais Filho, Clínica Angiocárdio, Natal / RN. João Francisco Martins Pacheco, Endocardio, Belém, PA. Jonathan Scapin Zagatti, Cardio Ritmo Diagnósticos, Jales, SP. José Joaquim Raposo, Serviço de Cardiologia da Santa Casa de Limeira, SP. José Roberto Moya, Biocardios, Cuiabá, MT. Josafá de Oliveira Costa, Clínica Vitta, Igarassu, PE. Josiedson Pontes de Farias, Cardio Diagnósticos, Caruaru, PE. Juan Carlos Yugar Toledo. Endocor, Rio Preto, SP. Lilian Mesquita, Ergo Med Setor De Cardiologia/Geriatria, RJ. Lola Helbingen Santos, Cardiodiagnósticos, Goiania, GO. Luam Vieira de Almeida Diógenes, Procardiaco, Teresina, PI. Luiz Kencis Júnior, Lapacor, São Paulo, SP. Marcelo Júlio de Oliveira, Clínica Cardiograficos, Ribeirão Preto, SP. Marco Antônio de M Alves, Escada Clinical Center, Escada, PE. Marco A. M. Gomes, Centro de Pesquisas Clínicas do Cesmac/Hospital do Coração de Alagoas. Marcos Alberto Pires Meira Júnior, Clincar João Pessoa PB. Maria Christina Cavalcanti Ballut, MEDCENTRO, Manaus, AM. Marcus Vinícius de Oliveira, Cardiodiagnósticos, Goiânia-GO. Maria Beatriz M. B. L. Rodrigues, Cardiovida, Porto Velho, RO. Mayara Cedrim Santos, Instituto UNICAP de Pesquisa Clínica, Recife, PE. Naiara Pedrassi Engracia Garcia Caluz, Centro de Medicina Avançada Dr Luiz Kencis, São Paulo, SP. Nelson Dinamarco, Ambulatório de Hipertensão Arterial, Colegiado de Medicina, Universidade Estadual Santa Cruz – UESC. Nildo Magalhães, SOBAM Jundiaí, SP. Paulo Roberto Pereira de Sant’Ana, MEDCOR Cardiologia, Nova Iguaçu- RJ. Rafael Nogueira de Macedo, Centro Cardiológico São Camilo, CE. Paulo Sérgio Lopes Soares, Universidade De Vassouras - Hospital Universitário de Vassouras, RJ. Ricardo Mesquita de Freitas, Cardiocenter, Barreiras, BA. Roberto de A. Dultra, Clinicor, Itabuna, Bahia, BA. Roberto Dischinger Miranda, Serviço de Cardiologia, Disciplina de Geriatria e Gerontologia, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Rodrigo Cunha de Sousa, Centro Integrado de Medicina Invasiva – CIMI, Uberaba, MG. Rogério Krakauer, Santa Casa de SP. Rogerio Ruiz, HD HomeDoctor, SP. Ruy Morando, Cincor - Centro Integrado do Coração, Americana, SP. Sérgio Augusto Vieira Simõe, Consultório Médico Integrado, Tássia Tâmara Silva Feitosa, Ok Doutor, Recife, PE. Tobias Barreto, SE. Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva, CLINSAUDE e CEMISE, Aracaju, SE. Vanderlei Magalhães da Silveira, Cardiologista, Faculdade de Medicina, Universidade de Passo Fundo. Vanildo Guimarães, Diagnóstico Cardíaco, Recife, PE. Vilma Helena Burlamaqui, Consultório de Cardiologia, Niterói, RJ. Vitor Bruno Teixeira de Holanda, Climile, Ananindeua, PA. Walmir de Vasconcelos Ratier Thomaz, Rio de Janeiro, RJ. Weimar Sebba Barroso, Liga de Hipertensão Arterial UFG, Goiânia, GO. Wenderson Tavares dos Santos, Hospital Biocor, Belo Horizonte, MG

Study Association

This study is not associated with any thesis or dissertation work.

Sources of Funding: This study was partially funded by Indústria Farmacêutica EMS.The study was supported by the Brazilian National Council for Scientific and Technological Department (CNPq; 313481/2020-2) for Dr. Barroso.


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