Skip to main content
Arquivos Brasileiros de Cardiologia logoLink to Arquivos Brasileiros de Cardiologia
. 2025 Sep 18;122(9):e20250624. [Article in Portuguese] doi: 10.36660/abc.20250624
View full-text in English

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025

Andréa Araujo Brandão 1, Cibele Isaac Saad Rodrigues 2, Luiz Aparecido Bortolotto 3, Anderson da Costa Armstrong 4, Rogério Andrade Mulinari 5, Audes Diógenes de Magalhães Feitosa 6, Marco Antonio Mota-Gomes 7,8,9, Eduardo Costa Duarte Barbosa 10, José Andrade Moura Neto 11, Mario Fritsch Toros Neves 1, Kunz Sebba Barroso Weimar 12, Claudia Lucia de Moraes Forjaz 13, Márcia Regina Simas Torres Klein 1, Fernando Nobre 14, Paulo César Brandão Veiga Jardim 12, Celso Amodeo 15, Rogério Baumgratz de Paula 16, Sebastião Rodrigues Ferreira Filho 17, João Roberto Gemelli 18, José Fernando Vilela-Martin 19, Elizabeth Silaid Muxfeldt 20, Décio Mion Júnior 21, Marcus Vinicius Bolivar Malachias 22,23,24, Carlos Alberto Machado 25, Fernando Antonio de Almeida 26, Alexandre Jorge Gomes de Lucena 27, Alvaro Avezum 28,29,30,31, Amaury Zatorre Amaral 32, Ana Flavia Moura 11, Ana Lúcia Rego Fleury de Camargo 3, Andrea Pio de Abreu 21, Andrei C Sposito 33, Angela Maria Geraldo Pierin 29, Annelise Machado Gomes de Paiva 7,34, Antonio Gabriele Laurinavicius 35, Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo 36, Dilma do Socorro Moraes de Souza 37,38, Elizabete Viana de Freitas 1, Emilton Lima Júnior 39, Erika Maria Gonçalves Campana 1, Fábio Argenta 40, Fernanda Marciano Consolim Colombo 3, Fernanda Salomão Gorayeb Polacchini 41, Flavio Antonio de Oliveira Borelli 42, Frida Liane Plavnik 3, Giovanio Vieira da Silva 21, Grazia Maria Guerra 43,44, Heno Ferreira Lopes 21, José Augusto Soares Barreto Filho 45, Juan Carlos Yugar Toledo 46,47, Leda Aparecida Daud Lotaif 15, Lílian Soares da Costa 48,49,50, Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães 51, Luciano Ferreira Drager 3, Luis Cuadrado Martin 52, Luiz César Nazário Scala 53, Maria Eliane Campos Magalhães 54, Maria Eliete Pinheiro 55, Maria Emília Figueiredo Teixeira 12, Nelson Dinamarco 56, Osni Moreira Filho 57, Oswaldo Passarelli Junior 35, Otavio Rizzi Coelho 33, Renault Mattos Ribeiro Júnior 58,59, Roberto Dischinger Miranda 30, Rodrigo Bezerra 60, Rodrigo Pinto Pedrosa 6, Rogério Toshiro Passos Okawa 61, Rui Manuel dos Santos Povoa 30, Sandra Lia do Amaral Cardoso 62, Sayuri Inuzuka 63, Sergio Emanuel Kaiser 1, Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva 64,65, Tânia Plens Shecaira 30, Vera Hermina Kalika Koch 21, Wilson Nadruz 33
PMCID: PMC13671149  PMID: 41294179

Capítulos e participações:

  • 1. INTRODUÇÃO

    Membros: Andréa Araujo Brandão, Cibele Isaac Saad Rodrigues, Luiz Aparecido Bortolotto, Wilson Nadruz

  • 2. EPIDEMIOLOGIA, DEFINIÇÃO E PREVENÇÃO PRIMÁRIA

    Coordenadores: Anderson da Costa Armstrong, Rogério Andrade Mulinari

    Membros: Alvaro Avezum Junior, Dilma do Socorro Moraes de Souza, Leda Aparecida Daud Lotaif, Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães, Luiz César Nazário Scala

  • 3. MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL, DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO

    Coordenadores: Audes Diógenes de Magalhães Feitosa, Marco Antonio Mota-Gomes

    Membros: Angela Maria Geraldo Pierin, Annelise Machado Gomes de Paiva, Lílian Soares da Costa, Nelson Dinamarco, Rodrigo Bezerra

  • 4. AVALIAÇÃO CLÍNICA E COMPLEMENTAR E ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR

    Coordenadores: Eduardo Costa Duarte Barbosa, José Andrade Moura-Neto

    Membros: Andrei C. Sposito, Antonio Gabriele Laurinavicius, Maria Eliane Campos Magalhães, Rodrigo Pinto Pedrosa, Rogério Toshiro Passos Okawa, Rui Manuel dos Santos Povoa, Sayuri Inuzuka

  • 5. INÍCIO DE TRATAMENTO E METAS TERAPÊUTICAS

    Coordenadores: Mario Fritsch Toros Neves, Weimar Kuns Sebba Barroso de Souza

    Membros: Ana Flavia Moura, Frida Liane Plavnik, Luciano Ferreira Drager, Osni Moreira Filho

  • 6. MEDIDAS NÃO MEDICAMENTOSAS

    Coordenadores: Claudia Lucia de Moraes Forjaz, Márcia Regina Simas Torres Klein

    Membros: Grazia Guerra, Maria Eliete Pinheiro, Maria Emília Figueiredo Teixeira, Tânia Plens Shecaira

  • 7. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

    Coordenadores: Fernando Nobre, Paulo César Brandão Veiga Jardim

    Membros: Fernanda Marciano Consolim Colombo, Otavio Rizzi Coelho, Sergio Emanuel Kaiser

  • 8. HIPERTENSÃO ARTERIAL E CONDIÇÕES CLÍNICAS ASSOCIADAS: DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA, DOENÇA RENAL CRÔNICA, DIABETES MELLITUS, OBESIDADE, COVID-19, PÓS-ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

    Coordenadores: Celso Amodeo, Rogério Baumgratz de Paula

    Membros: Andrea Pio de Abreu, Emilton Lima Júnior, Heno Ferreira Lopes

  • 9. HIPERTENSÃO ARTERIAL EM IDOSOS, CRIANÇAS, ADOLESCENTES

    Coordenador: Sebastião Rodrigues Ferreira-Filho

    Membros: Alexandre Jorge Gomes de Lucena, Carlos Eduardo Poli de Figueiredo, Elizabete Viana de Freitas, Roberto Dischinger Miranda, Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva, Vera Hermina Kalika Koch

  • 10. HIPERTENSÃO ARTERIAL EM MULHERES

    Coordenador: Sebastião Rodrigues Ferreira-Filho

    Membros: Alexandre Jorge Gomes de Lucena, Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo, Elizabete Viana de Freitas, Roberto Dischinger Miranda, Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva, Vera Hermina Kalika Koch

  • 11. CRISE HIPERTENSIVA

    Coordenadores: João Roberto Gemelli, José Fernando Vilela-Martin

    Membros: Fábio Argenta, Fernanda Salomão Gorayeb Polacchini, Luis Cuadrado Martin, Renault Mattos Ribeiro Junior

  • 12. HIPERTENSÃO ARTERIAL RESISTENTE E REFRATÁRIA

    Coordenador: Elizabeth Silaid Muxfeldt

    Membros: Erika Maria Gonçalves Campana, Flavio Antonio de Oliveira Borelli, Juan Carlos Yugar Toledo, Oswaldo Passarelli Junior

  • 13. ADESÃO AO TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO

    Coordenadores: Decio Mion Júnior, Marcus Vinicius Bolivar Malachias

    Membros: Ana Lúcia Rego Fleury de Camargo, Giovanio Vieira da Silva, Sandra Lia do Amaral Cardoso

  • 14. MELHORES PRÁTICAS NO CUIDADO ÀS PESSOAS COM HIERTENSÃO ARTERIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

    Coordenadores: Carlos Alberto Machado, Fernando Antonio de Almeida

    Membros: Amaury Zatorre Amaral, José Augusto Soares Barreto-Filho

  • 15. PERSPECTIVAS

    Membros: Andréa Araujo Brandão, Audes Diógenes de Magalhães Feitosa, Cibele Isaac Saad Rodrigues, Weimar Kuns Sebba Barroso de Souza, Wilson Nadruz

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025
O relatório abaixo lista as declarações de interesse conforme relatadas à SBC pelos especialistas durante o período de desenvolvimento deste posicionamento, 2024/2025.
Especialista Tipo de relacionamento com a indústria
Alexandre Jorge Gomes de Lucena Nada a ser declarado
Alvaro Avezum Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - EMS: Congresso ESC; Biolab: Congresso ESC.
Amaury Zatorre Amaral Nada a ser declarado
Ana Flavia Moura Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca: consultoria.
Ana Lúcia Rego Fleury de Camargo Nada a ser declarado
Anderson da Costa Armstrong Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Alnylam: amvuttra; Novo Nordisk: Rybelsus e wegovy. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Alnylam: amiloidose; Novo Nordisk: semaglutida. Participação societária de qualquer natureza e qualquer valor economicamente apreciável de empresas na área de saúde, de ensino ou em empresas concorrentes ou fornecedoras da SBC: - Clínicas de trabalho médico: Cardiovasf e Cintilo. Vínculo empregatício com a indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras, assim como se tem relação vínculo empregatício com operadoras de planos de saúde ou em auditorias médicas (incluindo meio período) durante o ano para o qual você está declarando: - Médico cooperado da Unimed Vale do São Francisco.
Andréa Araujo Brandão Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Biolab: Nebivolol; AstraZeneca: Metoprolol; Servier: Perindopril, Hypera; Mantecorp: Olmesartana e combinações; Torrent: Olmesartana e combinações; Daiichi Sankyo: Olmesartana e combinações. B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Daiichi Sankyo: Olmesartana; Servier: Elfie; Brainfarma: Olmesartana. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: Perindopril; Novo Nordisk: Semaglutida.
Andrea Pio de Abreu Nada a ser declarado
Andrei C. Sposito Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Lilly, Novo Nordisk, Daiichi Sankyo. B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Daiichi Sankyo, Novo Nordisk.
Angela Maria Geraldo Pierin Nada a ser declarado
Annelise Machado Gomes de Paiva Nada a ser declarado
Antonio Gabriele Laurinavicius Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca; EMS; Biolab; Servier; Libbs; Merck. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier.
Audes Diógenes de Magalhães Feitosa Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Omron: hipertensão; Servier: hipertensão; Biolab: hipertensão; Brace: hipertensão; Daichi Sankyo: hipertensão; FQM: hipertensão; Merck: hipertensão. B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: hipertensão; Brace: hipertensão; Daichi Sankyo: hipertensão; Angem: Lp(a), Lilly: Lp(a), Janssen: anticoagulante; Bayer: Finerinona. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: hipertensão; FQM: hipertensão; Novo Nordisk: diabetes e obesidade; Sanofi: vacinas.
Carlos Alberto Machado Nada a ser declarado
Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca: SHUA e Doença renal crônica; Organização do evento MAYOPUCRS 2023 e de outros congressos de Sociedades Médicas com apoio de empresas. B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Pesquisador do Centro de Pesquisa Clínica da PUCRS. Sem estudos no momento. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Consultório médico (Nefromonitoriza). Participação em estudos financiados pelo Ministério da Saúde, CNPq e CAPES. Participação societária de qualquer natureza e qualquer valor economicamente apreciável de empresas na área de saúde, de ensino ou em empresas concorrentes ou fornecedoras da SBC: - Consultório médico (Nefromonitoriza). Participação em órgãos governamentais de regulação, ou de defesa de direitos na área de cardiologia: - Consultor FAPERGS.
Celso Amodeo Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - EMS: BRAs. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - EMS.
Cibele Isaac Saad Rodrigues Nada a ser declarado
Claudia Lucia de Moraes Forjaz Nada a ser declarado
Decio Mion Júnior Nada a ser declarado
Dilma do Socorro Moraes de Souza Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Novartis Biociência.
Eduardo Costa Duarte Barbosa Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier; Cardios; Mantecorp; Brace Pharma.
Elizabete Viana de Freitas Nada a ser declarado
Elizabeth Silaid Muxfeldt Nada a ser declarado
Emilton Lima Júnior Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Bayer: doença renal; Biolab: hipertensão e dislipidemia; Chiesi: DPOC; Daiichi Sankyo: dislipidemia; Novartis: dislipidemia; Novo Nordisk: cardiometabolismo; Servier: hipertensão e cardiometabolismo. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: hipertensão.
Erika Maria Gonçalves Campana Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier, Brace Pharma, Biolab, Momenta. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier, Biolab: hipertensão.
Fábio Argenta Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Novartis: Sybrava; Boehringer: Jardiance; AstraZeneca: Forxiga; Servier: Triplixam; Daiichi Sankyo: Benicar; GSK: vacinas. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Novo Nordisk: Wegovy; Torrent: Rosucor.
Fernanda Marciano Consolim Colombo Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Daiichi Sankyo; Merck; Servier; AstraZeneca. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Daiichi Sankyo; Servier.
Fernanda Salomão Gorayeb Polacchini Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca: Lokelma e Forxiga.
Fernando Antonio de Almeida Nada a ser declarado
Fernando Nobre Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - EMS; Servier; Novartis; Daiichi Sankyo; Biolab. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca.
Flavio Antonio de Oliveira Borelli Nada a ser declarado
Frida Liane Plavnik Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - EMS; Servier; Novartis; Daiichi Sankyo; Biolab. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Libbs: candesartana.
Giovanio Vieira da Silva Nada a ser declarado
Grazia Maria Guerra Nada a ser declarado
Heno Ferreira Lopes Nada a ser declarado
João Roberto Gemelli Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca: Forxiga, Breztri; Novo Nordisk: Rybelsus; Servier: Trilpixam e Vastarel. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Astrazeneca: Forxiga, Breztri; Novo Nordisk: Rybelsus; Servier: Trimplixam, Vastarel.
José Andrade Moura-Neto Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca.
José Augusto Soares Barreto-Filho Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: aula sobre avaliação do risco cardiovascular.
José Fernando Vilela-Martin Nada a ser declarado
Juan Carlos Yugar Toledo Nada a ser declarado
Leda Aparecida Daud Lotaif Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca: Forxiga, Lojelma, Fresenius Kabi: Ketosteril.
Lílian Soares da Costa Nada a ser declarado
Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães Nada a ser declarado
Luciano Ferreira Drager Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Aché, AstraZeneca, Biolab, Daiichi Sankyo, Lilly e Novo Nordisk: palestras voltadas ao diagnóstico e ao tratamento da Hipertensão Arterial e comorbidades. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca, Lilly e Novo Nordisk.
Luis Cuadrado Martin Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: anti-hipertensivos.
Luiz Aparecido Bortolotto Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: Triplixam; GSK: vacina. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: Triplixam.
Luiz César Nazário Scala Nada a ser declarado
Márcia Regina Simas Torres Klein Nada a ser declarado
Marco Antonio Mota-Gomes Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Omron: Equipamentos; Biolab: Press Plus; Daiichi Sankyo: Benicar Triplo; AstraZeneca: Forxiga; Ache: Edistride. B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Novartis: Inclisiran; Libbs: Associação Tripla; Servier: Associação Quádrupla.
Marcus Vinicius Bolivar Malachias Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Dapagliflozina/AstraZeneca: insuficiência cardíaca, diabetes; Finerenona/Bayer: insuficiência cardíaca, diabetes; Empagliflozina/Boehringer-Ingelheim: insuficiência cardíaca, diabetes; Olmesartana/Daiichi-Sankyo: hipertensão; Telmisartana/EMS: hipertensão; Arexvy/GSK: vacinas; Candesartana/Libbs: hipertensão, insuficiência cardíaca; Levanlodipino/Mantecorp: hipertensão; Bisoprolol/Merck: hipertensão, insuficiência cardíaca; Inclisiran/Novartis: insuficiência cardíaca, dislipidemia; Semaglutida/Novo Nordisk: diabetes; Elecsys/Roche: biomarcadores, insuficiência cardíaca, diabetes; Eplerenone/Viatris: insuficiência cardíaca, hipertensão.
Maria Eliane Campos Magalhães Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca: Forxiga, Breztri, Lokelma.
Maria Eliete Pinheiro Nada a ser declarado
Maria Emília Figueiredo Teixeira Nada a ser declarado
Mario Fritsch Toros Neves Nada a ser declarado
Nelson Dinamarco Nada a ser declarado
Osni Moreira Filho Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier: hipertensão arterial. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Torrent: hipertensão arterial.
Oswaldo Passarelli Junior Nada a ser declarado
Otavio Rizzi Coelho Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Bayer: Finerinone; EMS: Rivaroxabana; AstraZeneca: Dapaglifozina; Libbs: Ticagrelor. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Bayer; Novo Nordisk; AstraZeneca.
Paulo César Brandão Veiga Jardim Nada a ser declarado
Renault Mattos Ribeiro Júnior Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Novo Nordisk, GSK.
Roberto Dischinger Miranda Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Aché: Enoxaparina; Daiichi: Benicar; Nutricia: Nutridrink; EMS: Xaquilis; Novo Nordisk: Wegovy; Pfizer: vacinas Prevenar e Arexvy. Participação societária de qualquer natureza e qualquer valor economicamente apreciável de empresas na área de saúde, de ensino ou em empresas concorrentes ou fornecedoras da SBC: - Sócio fundador do Instituto Longevitá (área da saúde).
Rodrigo Bezerra Nada a ser declarado
Rodrigo Pinto Pedrosa Nada a ser declarado
Rogério Andrade Mulinari Declaração financeira B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Tricida, Inc: TRC101 em doença renal crônica.
Rogério Baumgratz de Paula Nada a ser declarado
Rogério Toshiro Passos Okawa Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - EMS: hipertensão. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Novo Nordisk: obesidade.
Rui Manuel dos Santos Povoa Nada a ser declarado
Sandra Lia do Amaral Cardoso Nada a ser declarado
Sayuri Inuzuka Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier.
Sebastião Rodrigues Ferreira-Filho Nada a ser declarado
Sergio Emanuel Kaiser Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Bayer: Firialta; Novartis: Sybrava; Libbs: Naprix; Daiichi Sankyo: Nustendi e Benicar; Biolab: Repatha e Livalo; Astrazeneca: Selozok e Forxiga; Novo Nordisk: Ozempic e Wegovy: Boehringer Ingelheim: Jardiance. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Bayer: Vericiguat; Novo Nordisk: Wegovy; Daiichi Sankyo: Nustendi; Benicar: Lixiana; Novartis: Sybrava.
Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - AstraZeneca: Forxiga, Lokelma; Novartis: Entresto, Sybrava; Lilly: Jardiance, Mounjaro; Novo Nordisk: Rybelsus, Wegovy.
Tânia Plens Shecaira Nada a ser declarado
Vera Hermina Kalika Koch Nada a ser declarado
Weimar Kunz Sebba Barroso Declaração financeira A - Pagamento de qualquer espécie e desde que economicamente apreciáveis, feitos a (i) você, (ii) ao seu cônjuge/ companheiro ou a qualquer outro membro que resida com você, (iii) a qualquer pessoa jurídica em que qualquer destes seja controlador, sócio, acionista ou participante, de forma direta ou indireta, recebimento por palestras, aulas, atuação como proctor de treinamentos, remunerações, honorários pagos por participações em conselhos consultivos, de investigadores, ou outros comitês, etc. Provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - EMS; Brace Pharma; Servier; Biolab; Omron; Cardios. B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Ministério de Saúde; PROADI SUS; Novartis: Entresto. C - Financiamento de pesquisa (pessoal), cujas receitas tenham sido provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras. - EMS: Estudo RITMO; Brace Pharma: Estudo BRACE 23. Outros relacionamentos Financiamento de atividades de educação médica continuada, incluindo viagens, hospedagens e inscrições para congressos e cursos, provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Servier; Congresso Europeu de Hipertensão Arterial.
Wilson Nadruz Nada a ser declarado

Sumário

  • 1. Introdução 24

    • 1.1. Principais Destaques 25

  • 2. Epidemiologia, Definição e Prevenção Primária 30

    • 2.1. Definição, Epidemiologia e Prevenção Primária 30

      • 2.1.1. Definição de Hipertensão Arterial 30

      • 2.1.2. Dados Epidemiológicos e Impacto da Hipertensão Arterial 30

    • 2.3. Fatores de Risco para Hipertensão Arterial 30

      • 2.3.1. Genética 30

      • 2.3.2. Idade e Sexo 30

      • 2.3.3. Etnia, Urbanização e Fatores Socioeconômicos 30

      • 2.3.4. Espiritualidade e Fatores Psicossociais 31

      • 2.3.5. Sobrepeso/Obesidade e Sedentarismo 31

      • 2.3.6. Ingestão de Sódio e Potássio 31

      • 2.3.7. Álcool 32

      • 2.3.8. COVID-19 32

      • 2.3.9. Medicamentos, Drogas Ilícitas e Uso de Esteroides Anabolizantes 32

      • 2.3.10. Distúrbios do Sono 32

      • 2.3.11. Tabagismo 32

      • 2.3.12. Fatores Ambientais 32

    • 2.4. Prevenção Primária 32

  • 3. Medida da Pressão Arterial, Diagnóstico e Classificação 34

    • 3.1. Introdução 34

    • 3.2. Medida da Pressão Arterial no Consultório 34

      • 3.2.1. Técnicas de Medida da Pressão Arterial 34

      • 3.2.2. Populações Especiais 34

      • 3.2.3. Classificação 35

    • 3.3. Medida da Pressão Arterial Fora do Consultório 36

      • 3.3.1. Indicações da Medida Ambulatorial da Pressão Arterial e Medida Residencial da Pressão Arterial 36

    • 3.4. Efeito do Avental Branco e Efeito de Mascaramento 36

    • 3.5. Hipertensão do Avental Branco e Hipertensão Mascarada 37

    • 3.6. Hipertensão Mascarada Não Controlada e Hipertensão do Avental Branco Não Controlada 38

    • 3.7. Recomendações para Diagnóstico e Seguimento 38

      • 3.7.1. Automedida da Pressão Arterial 38

      • 3.7.2. Teste Ergométrico 39

    • 3.8. Pressão Arterial Central, Velocidade de Onda de Pulso e Augmentation Index 39

    • 3.9. Novas Tecnologias para Medidas da Pressão Arterial 39

  • 4. Avaliação Clínica e Complementar e Estratificação de Risco Cardiovascular 41

    • 4.1. Estratificação de Risco Adicional (Condições Associadas) 41

    • 4.2. Avaliação Clínica e Complementar 41

      • 4.2.1. Anamnese 41

      • 4.2.2. Exame Físico 41

      • 4.2.3. Exames Complementares 41

    • 4.4. Lesões de Órgãos-alvo 43

    • 4.5. Avaliação de Doença Renal Crônica 43

    • 4.6. Avaliação de Causas Secundárias 45

    • 4.7. Cálculo do Risco Cardiovascular 45

    • 4.8. Aspectos Adicionais e Desafios na Avaliação do Risco Cardiovascular na Hipertensão Arterial 45

  • 5. Início de Tratamento e Metas Terapêuticas 49

    • 5.1. Início de Tratamento 49

    • 5.2. Metas de Pressão Arterial 49

    • 5.3. Metas de Pressão Arterial na Medida Ambulatorial da Pressão Arterial e Medida Residencial da Pressão Arterial 49

    • 5.4. Curva em J da Pressão Arterial 50

    • 5.5. Reduções Intensas da Pressão Arterial e Risco de Eventos Adversos 51

    • 5.6. Considerações na Hipertensão Sistólica Isolada 51

  • 6. Medidas Não Medicamentosas 52

    • 6.1. Cessação do Tabagismo 52

    • 6.2. Perda de Peso 52

    • 6.3. Modificações na Ingestão Alimentar 53

      • 6.3.1. Restrição na Ingestão De Sódio 53

      • 6.3.2. Aumento no Consumo De Potássio Dietético 53

      • 6.3.3. Redução no Consumo de Álcool 54

      • 6.3.4. Adoção de um Padrão Alimentar Saudável 54

      • 6.3.5. Outras Intervenções na Dieta 54

    • 6.4. Prática de Atividade Física e Exercício Físico 54

    • 6.5. Abordagem de Aspectos Psicoemocionais 55

      • 6.5.1. Técnicas de Abordagem do Estresse 55

      • 6.5.2. Respiração Lenta 55

      • 6.5.3. Espiritualidade e Religiosidade 55

    • 6.6. Equipe Multiprofissional na Adoção das Medidas Não Medicamentosas 55

    • 6.7. Considerações Finais sobre as Medidas Não Medicamentosas 57

  • 7. Tratamento Medicamentoso 57

    • 7.1. Objetivos do Tratamento e Racional para o Uso de Medicamentos 57

      • 7.1.1. Insuficiência Cardíaca 57

      • 7.1.2. Acidente Vascular Cerebral 57

      • 7.1.3. Doença Arterial Coronariana 57

      • 7.1.4. Doença Renal Crônica 58

      • 7.1.5. Morte Cardiovascular 58

    • 7.2. Tratamento Medicamentoso 58

    • 7.3. Princípios Gerais do Tratamento Medicamentoso 59

    • 7.4. Classes dos Medicamentos Utilizados no Tratamento da Hipertensão Arterial 63

    • 7.5. Medicamentos Indicados para Outras Doenças e que Têm Ação sobre a Pressão Arterial e Eventos Cardiovasculares, Porém Ainda Não Consolidados Como Rotina no Tratamento da Hipertensão Arterial 63

      • 7.5.1. Sacubitril/Valsartana 63

      • 7.5.2. Inibidores de Cotransportador de Sódio-Glicose Tipo 2 64

      • 7.5.3. Agonistas de Peptídeo Semelhante a Glucagon 1 e os Novos Antagonistas dos Receptores de Mineralocorticoides Não Hormonais Seletivos 65

    • 7.6. Estratégias de Tratamento 65

      • 7.6.1. Monoterapia 65

      • 7.6.2. Associação de Medicamentos 66

  • 8. Hipertensão Arterial E Condições Clínicas Associadas: Doença Arterial Coronariana, Doença Renal Crônica, Diabetes Mellitus, Obesidade, COVID-19, Pós-Acidente Vascular Cerebral E Insuficiência Cardíaca 68

    • 8.1. Hipertensão Arterial e Doença Arterial Coronariana 68

      • 8.1.1. Metas de Pressão Arterial na Doença Arterial Coronariana 68

      • 8.1.2. Tratamento da Hipertensão Arterial e Doença Arterial Coronariana 68

    • 8.2. Hipertensão Arterial na Doença Renal Crônica em Pacientes sob Tratamento Conservador e na Diálise 69

      • 8.2.1. Meta de Pressão Arterial para Doença Renal Crônica em Tratamento Conservador 69

      • 8.2.2. Meta de Pressão Arterial para Doença Renal Crônica em Diálise 70

      • 8.2.3. Tratamento da hipertensão arterial na doença renal crônica em tratamento conservador 70

      • 8.2.4. Tratamento da Hipertensão Arterial na Doença Renal Crônica em Diálise 71

    • 8.3. Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus 71

      • 8.3.1. Metas na Hipertensão Arterial no Paciente com Diabetes Mellitus 72

      • 8.3.2. Tratamento da Hipertensão Arterial no Paciente com Diabetes Mellitus 72

    • 8.4. Hipertensão Arterial e Obesidade 73

      • 8.4.1. Meta de Pressão Arterial em Pacientes com Obesidade 73

      • 8.4.2. Tratamento da Hipertensão Arterial na Obesidade 73

    • 8.5. Hipertensão Arterial e COVID-19 74

    • 8.6. Hipertensão Arterial, Acidente Vascular Cerebral e Déficit Cognitivo 75

      • 8.6.1. Meta de Pressão Arterial na Hipertensão Arterial do Acidente Vascular Cerebral na Fase Crônica 75

      • 8.6.2. Tratamento da Hipertensão Arterial no Acidente Vascular Cerebral na Fase Crônica 75

    • 8.7. Hipertensão Arterial e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada e com Fração de Ejeção Reduzida 76

  • 9. Hipertensão Arterial em Idosos, Crianças e Adolescentes 78

    • 9.1. Hipertensão Arterial no Idoso 78

      • 9.1.1. Introdução 78

      • 9.1.2. Mecanismos Fisiopatológicos 78

      • 9.1.3. Diagnóstico e Decisão Terapêutica 78

        • 9.1.3.1. Diagnóstico 78

        • 9.1.3.2. Avaliação do Status Funcional e Fragilidade 79

        • 9.1.3.3. Avaliação da Função Cognitiva 79

        • 9.1.3.4. Decisão Terapêutica 79

      • 9.1.4. Metas Pressóricas e Tratamento 79

        • 9.1.4.1. Metas para o Controle da Hipertensão Arterial no Paciente Idoso 79

        • 9.1.4.2. Tratamento Não Medicamentoso 80

        • 9.1.4.3. Tratamento Medicamentoso 81

        • 9.1.4.4. Polifarmácia e Adesão 81

        • 9.1.4.5. Desintensificação e Desprescrição 81

    • 9.2. Hipertensão Arterial na Criança e no Adolescente 82

  • 10. Hipertensão Arterial em Mulheres 91

    • 10.1. Hipertensão Arterial em Mulheres Jovens e na Menopausa 91

      • 10.1.1. Prevalência 91

      • 10.1.2. Fatores Associados a Hipertensão Arterial em Mulheres 91

        • 10.1.2.1. Mulheres Jovens e Anticoncepcionais 91

        • 10.1.2.2. Hipertensão, Função Sexual e Fertilidade na Mulher 91

        • 10.1.2.3. Menopausa 91

        • 10.1.2.4. Síndrome dos Ovários Policísticos 92

      • 10.1.3. Repercussões em Órgãos-Alvo e Comorbidades em Mulheres 92

      • 10.1.4. Tratamento da Hipertensão nas Mulheres 92

    • 10.2. Hipertensão na Gestação 93

      • 10.2.1. Classificação 93

      • 10.2.2. Predição e Profilaxia de Pré-eclâmpsia 93

      • 10.2.3. Abordagem Terapêutica da Hipertensão na Gestação 93

      • 10.2.4. Hipertensão Arterial no Puerpério 95

      • 10.2.5. Risco Cardiovascular Futuro 95

  • 11. Crise Hipertensiva 98

    • 11.1. Definição e Classificação 98

    • 11.2. Classificação 98

    • 11.3. Aspectos Epidemiológicos e Prognósticos 98

      • 11.3.1. Epidemiologia 98

      • 11.3.2. Prognóstico 98

    • 11.4. Investigação Clínico-laboratorial Complementar 98

    • 11.5. Tratamento Geral da Crise Hipertensiva 98

    • 11.6. Emergências Hipertensivas em Situações Especiais 99

      • 11.6.1. Encefalopatia Hipertensiva 9 9

      • 11.6.2. Acidente Vascular Cerebral 100

        • 11.6.2.1. Acidente Vascular Cerebral Isquêmico 102

        • 11.6.2.2. Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico 102

      • 11.6.3. Síndromes Coronarianas Agudas 102

      • 11.6.4. Edema Agudo de Pulmão 102

      • 11.6.5. Dissecção Aguda de Aorta 103

      • 11.6.6. Crises Adrenérgicas 103

      • 11.6.7. Hipertensão Acelerada/Maligna 103

      • 11.6.8. Hipertensão com Múltiplos Danos aos Órgãos-Alvo 103

      • 11.6.9. Hipertensão na Gravidez: Pré-Eclâmpsia e Eclâmpsia 103

  • 12. Hipertensão Arterial Resistente e Refratária 105

    • 12.1. Definição e Classificação 105

    • 12.2. Epidemiologia da Hipertensão Arterial Resistente e Refratária 105

    • 12.3. Fisiopatologia 105

    • 12.4. Avaliação Diagnóstica 105

      • 12.4.1. Falha na Técnica de Medida da Pressão Arterial 105

      • 12.4.2. Efeito do Avental Branco 107

      • 12.4.3. Inércia Terapêutica 107

      • 12.4.4. Falta de Adesão Medicamentosa 107

    • 12.5. Abordagem Clínica 107

    • 12.6. Tratamento 108

      • 12.6.1. Tratamento Não Medicamentoso 108

      • 12.6.2. Tratamento Medicamentoso 108

      • 12.6.3. Perspectivas 109

      • 12.6.4. Denervação Renal 109

  • 13. Adesão ao Tratamento Anti-hipertensivo 111

    • 13.1. Mensuração da Adesão 111

    • 13.2. Evidências 112

    • 13.3. Estratégias 112

    • 13.4 Recomendações 114

  • 14. Melhores Práticas no Cuidado às Pessoas com Hipertensão Arterial na Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde 114

    • 14.1. Sistema Único de Saúde e sua Importância no Controle da Hipertensão Arterial 114

      • 14.1.1. Atenção Primária à Saúde 114

      • 14.1.2. Atenção Especializada 112

    • 14.2. Busca Ativa por Pessoas com Hipertensão Arterial 116

    • 14.3. Protocolo para a Aferição da Pressão Arterial: Cuidados Necessários 116

    • 14.4. Diagnóstico de Hipertensão Arterial 116

    • 14.5. Avaliação Clínica e Complementar do Indivíduo com Hipertensão Arterial 118

    • 14.6. Classificação de Risco após a Avaliação Clínica e Complementar 118

    • 14.7. Metas do Controle Pressórico 119

    • 14.8. Medida da Pressão Arterial Fora do Consultório ou do Ambiente de Cuidado à Saúde 119

    • 14.9. Bases do Tratamento da Pessoa com Hipertensão Arterial 121

    • 14.10. Tratamento com Medicamentos 122

    • 14.11. Condições Clínicas que Justificam o Encaminhamento a Especialista(s) 124

    • 14.12. Contrarreferência 124

    • 14.13. Telemedicina na Linha de Cuidado da Hipertensão Arterial no Âmbito do Sistema Único de Saúde 124

  • 15. Perspectivas 124

    • 15.1. Expossoma e Hipertensão Arterial 124

    • 15.2. Wearables e Telemonitoramento em Hipertensão 128

    • 15.3. Hipertensão Arterial e Complacência Intracraniana 132

    • 15.4. Combinações de Três ou Quatro Medicamentos em Doses Ultrabaixas 132

    • 15.5. Novos Medicamentos para o Tratamento da Hipertensão Arterial 133

  • Agradecimentos 133

  • Referências 134

1. Introdução

A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 (DBHA 2025) é uma realização conjunta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).

Este documento reúne as recomendações mais atualizadas e baseadas nas melhores evidências disponíveis para o manejo da hipertensão arterial (HA), abrangendo aspectos diagnósticos, de acompanhamento e terapêuticos, em diferentes subgrupos de pacientes e condições clínicas associadas, além de situações de maior gravidade, como as emergências hipertensivas (EHs) e os casos de HA resistente e refratária (Figura Central).

graphic file with name 0066-782X-abc-122-09-e20250624-gf01.webp

Um dos principais desafios enfrentados na elaboração desta nova diretriz foi atender às Normas para Elaboração de Diretrizes, Recomendações e Posicionamentos da SBC. Conforme essas normas, a classificação das recomendações deve basear-se na metodologia Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE), que estabelece a força das recomendações e o nível de certeza das evidências. Contamos, para essa análise, com o apoio incansável do metodologista e cardiologista Dr. Leonardo Luna, a quem agradecemos por seus ensinamentos e valiosas orientações ao longo de todo o processo.

Destacamos que, pela primeira vez, essa diretriz inclui um capítulo inteiramente dedicado às especificidades do manejo da hipertensão no Sistema Único de Saúde (SUS), tema de grande relevância, considerando-se que cerca de 75% dos pacientes com HA no Brasil são tratados no SUS, especialmente na atenção primária à saúde.

Um documento com o porte da DBHA 2025, com 154 páginas, só pôde ser desenvolvido graças ao envolvimento de inúmeros médicos de diferentes especialidades e profissionais de saúde, todos profundamente comprometidos com o cuidado ao paciente hipertenso. A eles, registramos nossa sincera gratidão pelas contribuições valiosas e competentes.

Em seguida, destacaremos aproximadamente 30% das recomendações da DBHA 2025 – aquelas consideradas de maior relevância ou que representam novidades em relação à edição anterior.

Esperamos que aproveitem a leitura e que compartilhem amplamente este conteúdo, para que, juntos, possamos fortalecer o cuidado de qualidade ao paciente com HA em nosso país.

Andréa Araujo Brandão–

Coordenadora Geral

Wilson Nadruz

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Cibele Isaac Saad Rodrigues

Sociedade Brasileira de Nefrologia

Luiz Aparecido Bortolotto

Sociedade Brasileira de Hipertensão

1.1. Principais Destaques

Recomendações para metas terapêuticas Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com PA 130-139/80-89 mmHg e risco CV alto. FORTE ALTA
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para os pacientes com HA independentemente de o risco CV ser baixo, moderado ou alto. FORTE ALTA
Recomenda-se que, para pacientes que não tolerem a meta de PA < 130/80 mmHg, deve-se reduzir a PA até o valor mais baixo tolerado. FORTE MODERADA
Confirmar o alcance da meta de PA com a medida da PA fora do consultório por meio da MAPA ou MRPA. FORTE BAIXA

CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial.

Capítulo 8. Hipertensão arterial e condições clínicas associadas: doença arterial coronariana, doença renal crônica, diabetes mellitus, obesidade, COVID-19, pós-acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial e doença arterial coronariana Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para indivíduos com HA e DAC. Admite-se que reduzir a PA até 120/70 mmHg não aumenta o risco CV e que pacientes com PA < 120/70 mmHg e assintomáticos não necessitam parar ou reduzir a medicação anti-hipertensiva. FORTE MODERADA

CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; DAC: doença arterial coronariana; PA: pressão arterial.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial e doença renal crônica em tratamento conservador Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se, em adultos com HA e DRC ou DM, a meta de PA < 130/80 mmHg para redução de eventos CV e falência renal. FORTE ALTA
Recomenda-se que a escolha de anti-hipertensivos na HA da DRC deva incluir, a menos que contraindicado, o uso de IECA ou BRA, e favorecer a introdução e manutenção de medicamentos com efeito anti-hipertensivo discreto, mas que exibam propriedades nefro e cardioprotetoras, como a finerenona e os aGLP1 em pacientes com DM e os iSGLT2, devido ao comprovado efeito benéfico na proteção cardiorrenal. FORTE ALTA

aGLP1: análogos dos peptídeos semelhantes ao glucagon 1 (Glucagon-like peptide-1); BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; DM: diabetes mellitus; DRC: doença renal crônica; HA: hipertensão arterial; IECA: inibidores da enzima conversora de angiotensina; iSGLT2: inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (sodium/glucose cotransporter 2 inhibitors); PA: pressão arterial.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial no paciente com diabetes mellitus Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se que o início do tratamento medicamentoso deva ser imediato (ao diagnóstico) com dois medicamentos, IECA ou BRA, quando houver intolerância ao IECA, associado a BCC ou diurético tiazídico similar. FORTE ALTA

BCC: bloqueadores dos canais de cálcio; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; IECA: inibidores da enzima conversora de angiotensina.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial no paciente com obesidade Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com obesidade. FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de medicamentos para diminuir peso, tais como os aGLP1 (liraglutida, semaglutida e dulaglutida), que apresentam bons resultados na redução de peso e do risco CV, mas os resultados na redução da PA são modestos. FORTE ALTA

aGLP1: análogos dos peptídeos semelhantes ao glucagon 1 (Glucagon-like peptide-1); CV: cardiovascular; PA: pressão arterial.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial e acidente vascular cerebral e déficit cognitivo Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com AVC ou AIT prévios para redução de eventos CV maiores (IAM, recorrência AVC, morte) FORTE ALTA

AIT: ataque isquêmico transitório; AVC: acidente vascular cerebral; CV: cardiovascular; IAM: infarto agudo do miocárdio; PA: pressão arterial.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial e insuficiência cardíaca Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para os pacientes com HA, ICFEp e ICFEr. FRACA BAIXA
Recomenda-se, para pacientes com ICFEr e HA, o tratamento com medicações que tenham ação anti-hipertensiva e que melhorem o prognóstico: BB, IECA (ou BRA) e ARM. FORTE ALTA

ARM: antagonista dos receptores mineralocorticoides; BB: betabloqueadores; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; HA: hipertensão arterial; ICFEp: insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida; IECA: inibidores da enzima conversora de angiotensina; PA: pressão arterial.

Capítulo 9. Hipertensão arterial em idosos, crianças e adolescentes.

Recomendações para abordagem da HA em pacientes idosos Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para a maioria dos pacientes idosos. FORTE ALTA
Recomenda-se, para idosos frágeis, muito idosos ou com condições que comprometam a expectativa de vida, que a PA seja reduzida até o menor valor tolerado. FORTE ALTA
Recomenda-se, nos idosos sob polifarmácia, a revisão periódica de cada um dos medicamentos em uso, a avaliação de eventos adversos e que o tratamento anti-hipertensivo possua o menor número possível de comprimidos ao dia, com a utilização de anti-hipertensivos em combinações em único comprimido de dose única diária, além da ênfase às MNM. FORTE MODERADA

PA: pressão arterial; MNM: medidas não medicamentosas.

Recomendações para abordagem da HA em crianças e adolescentes Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se início de terapêutica medicamentosa em crianças e adolescentes com IECA, BRA, BCC de ação prolongada ou um diurético tiazídico para pacientes com HA sintomática, presença de LOA, HA estágio 2 sem causa modificável aparente ou HA persistente não responsiva a MNM, se a PA for ≥ percentil 95 ou ≥ 130/80 mmHg em adolescentes ≥ 13 anos de idade. FORTE BAIXA

BCC: bloqueadores dos canais de cálcio; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; HA: hipertensão arterial; IECA: inibidores da enzima conversora de angiotensina; LOA: lesão de órgão-alvo; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial.

Capítulo 11. Crise hipertensiva.

Recomendações para abordagem da crise hipertensiva Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se, em pacientes com elevação importante da PA sem LOA aguda (antes denominada urgência hipertensiva), reavaliação ambulatorial em 1 a 7 dias com alvo de PAS < 160 e PAD < 100 mmHg. FRACA BAIXA
Recomenda-se que o paciente com EH deva ser admitido em UTI, usar anti-hipertensivos IV com monitorização da PA e observação da progressão da LOA. FORTE MODERADA

EH: emergências hipertensivas; IV: intra-venoso; LOA: lesão de órgão-alvo; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; UTI: unidade de terapia intensiva.

Capítulo 13. Adesão ao tratamento anti-hipertensivo.

Recomendações para adesão ao tratamento anti-hipertensivo Força da recomendação Certeza da evidência
Recomendam-se estratégias envolvendo a atuação de equipe multiprofissional, subsídios, recursos de comunicação/educação e aplicativos para promover melhorias na adesão ao tratamento anti-hipertensivo. FRACA BAIXA

2. Epidemiologia, Definição e Prevenção Primária

2.1. Definição, Epidemiologia e Prevenção Primária

2.1.1. Definição de Hipertensão Arterial

HA é uma doença crônica não transmissível definida por elevação persistente da pressão arterial (PA) sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou da PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões e na ausência de medicação anti-hipertensiva. Trata-se de uma condição multifatorial, dependente de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e psicossociais. A definição de HA tem se consolidado ao longo dos anos e foi mantida nos termos já descritos na DBHA de 2020.1

2.1.2. Dados Epidemiológicos e Impacto da Hipertensão Arterial

Os principais levantamentos epidemiológicos de HA no Brasil são derivados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônic (VIGITEL) e da Pesquisa Nacional de Saúde, ambos do Ministério da Saúde. O VIGITEL iniciou em 2006 e ocorre anualmente, por meio de entrevistas telefônicas com pessoas a partir de 18 anos de idade, moradoras das capitais dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.2 A Pesquisa Nacional de Saúde é um inquérito de saúde por questionários, de base domiciliar e âmbito nacional, realizada em 2013 e 2019.3 A principal limitação desses levantamentos, especialmente da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 e do VIGITEL, está no fato de o diagnóstico de HA ser autorreferido, o que pode subestimar sobremaneira sua prevalência. No entanto, esses inquéritos fornecem uma visão abrangente e evolutiva da HA no país.

A análise de dados do VIGITEL entre 2006 e 2019 mostrou que a prevalência de HA em adultos foi de 24,5% em média, mantendo-se estável no período.4 Após a pandemia de COVID-19, dados do VIGITEL 2023 mostraram tendência de crescimento na prevalência de HA, alcançando 27,9% (intervalo de confiança [IC] 95% 26,6–29,2). A capital estadual com a menor prevalência foi São Luís (19,2%; IC 95% 15,7–22,7), e a maior foi Rio de Janeiro (34,4%; IC 95% 29,8–39,0).4

Em 2023, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou projeções globais para HA, tendo utilizado dados brasileiros referentes a 2019 bem mais alarmantes, estimando a prevalência global de 45% dos brasileiros entre 30 e 70 anos de idade, sendo 42% das mulheres e 48% dos homens. Nessa estimativa, 67% dos indivíduos com HA no país estariam diagnosticados, 62% receberiam tratamento, e apenas 33% estariam com a pressão controlada.5 Entretanto, nessa publicação da OMS não está especificada qual amostra da população brasileira foi avaliada. Por outro lado, análises de amostras populacionais brasileiras urbanas, em que o diagnóstico de HA incluiu a medida da PA, têm demonstrado uma prevalência média de HA em torno de 36%.6

A avaliação evolutiva da Pesquisa Nacional de Saúde demonstra uma melhora no autocuidado com a medida da PA. No total, 3% (IC 95% 2,7–3,2) dos adultos brasileiros referiram nunca ter aferido a PA em 2013, com redução para 2% (IC 95% 1,8–2,2) em 2019. O diagnóstico de HA pela Pesquisa Nacional de Saúde teve tendência crescente, de 21,4% (IC 95% 20,8–22) em 2013 para 23,9% (IC 95% 23,4–24,4) em 2019. Há dados favoráveis a respeito do impacto da HA sobre a saúde, com tendência a decréscimo das limitações às atividades habituais em decorrência da doença, de 12,1% (IC 95% 11,2–13,1) em 2013 para 9,8% (IC 95% 9,1–10,5) em 2019.3

No Brasil e no mundo, as doenças cardiovasculares (DCVs) são a principal causa de morte, e a HA é o principal fator de risco responsável por elas.7,8 Nesse contexto, dados do Global Burden of Cardiovascular Diseases and Risks para o Brasil demonstram que a HA foi o principal fator de risco responsável pela mortalidade total no país (104,8 por 100 mil) em 2019.7 Também em 2019, a OMS estimou que 54% das mortes por causa cardiovascular (CV) no Brasil seriam atribuídas à HA.5 De forma preocupante, o número de mortes por DCV associadas à HA tem mostrado uma tendência de crescimento no país (Figura 2.1).

Figura 2.1. Número absoluto de mortes pelas doenças cardiovasculares entre 1996 e 2022 (DATASUS).9.

Figura 2.1

2.3. Fatores de Risco para Hipertensão Arterial

2.3.1. Genética

Embora existam mutações genéticas monogênicas raras associadas à HA, a herança genética associada à HA primária é tipicamente poligênica, envolvendo milhares de variantes genéticas de risco, as quais exercem, individualmente, efeitos de pequena magnitude sobre a PA. A probabilidade de ocorrência de HA primária aumenta com o número de alelos de risco presentes e é modulada por fatores ambientais.10

2.3.2. Idade e Sexo

A prevalência de HA aumenta em proporção linear com o avançar da idade, tendo chegado a 65,1% em indivíduos acima de 65 anos em 2023.2 No geral, homens a partir do final da adolescência apresentam prevalência de HA significativamente maior do que as mulheres. Contudo, as mulheres tendem a apresentar um aumento mais acentuado da PA com a idade, fazendo com que apresentem prevalência de HA similar ou mesmo superior à dos homens após os 60 anos.11

2.3.3. Etnia, Urbanização e Fatores Socioeconômicos

Esses três fatores estão intimamente conectados e, além de influenciarem diversos aspectos relevantes (estilo de vida, cosmovisão de mundo, dieta, adesão terapêutica, vulnerabilidade social, atividade física (AF), acesso ao sistema de saúde e nível educacional), são determinantes de risco para a HA.

Além desses, há o risco residual relacionado à cor da pele mesmo após ajustes para indicadores socioeconômicos, comportamentais e de saúde. No Brasil, a incidência de HA foi de 43,4/1.000 pessoas-ano, sendo mais baixa entre mulheres brancas (30,5/1.000 pessoas-ano). Considerando a taxa incidência em mulheres brancas como referência, ela foi maior em mulheres pardas (1,47; IC 95% 1,31–1,67), mulheres negras (1,85; IC 95% 1,50–2,30), homens brancos (1,76; IC 95% 1,49–2,08), homens pardos (1,89; IC 95% 1,59–2,25) e homens negros (2,25; IC 95% 1,65–3,08).12 Além disso, a contribuição da HA para eventos CV é habitualmente maior na população negra do que na população branca.13,14

Os grupos étnicos indígenas brasileiros estão tradicionalmente em vulnerabilidade social e muitos deles em rápido processo de urbanização. Uma metanálise incluindo pelo menos 33 etnias indígenas mostrou a prevalência mais alta de HA em indígenas que vivem em áreas urbanas na Região Sul (30%; IC 95% 10–50) e mais baixas nas áreas menos urbanizadas da Região Norte (1%; IC 95% 1–2) do Brasil.15 Quando comparados indígenas e não indígenas em um mesmo estudo, observa-se que os indígenas que vivem em áreas urbanas tendem a ter prevalência de HA similar, mas maior chance de apresentar PA não controlada do que os não indígenas.16

2.3.4. Espiritualidade e Fatores Psicossociais

A SBC publicou um Posicionamento sobre HA e Espiritualidade em 2021, após extensa revisão da literatura, reconhecendo que a espiritualidade e a religiosidade podem agir por meio de mecanismos como redução do estresse, melhora do autocuidado e maior adesão ao tratamento, potencialmente influenciando no controle da PA.17

Fatores psicossociais, como estresse ocupacional, baixo status socioeconômico, isolamento social, discriminação racial, depressão e ansiedade têm sido identificados como potencializadores do desenvolvimento da HA e de suas complicações. Em metanálise de artigos publicados na literatura, o estresse psicossocial foi associado a um risco 2,4 (IC 95% 1,6–3,5) vezes maior de HA, e pacientes com HA tiveram 2,7 (IC 95% 2,3–3,1) vezes maior incidência de estresse psicossocial em comparação com normotensos.18

2.3.5. Sobrepeso/Obesidade e Sedentarismo

A relação entre índice de massa corporal (IMC) e PAS ou PAD é contínua e direta.19 As principais consequências do sobrepeso ou obesidade incluem maior prevalência de HA e uma cascata de distúrbios metabólicos associados.20

O sedentarismo é um fator associado não apenas à HA, mas também à doença arterial coronariana (DAC), insuficiência cardíaca (IC), resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2 (DM2), dislipidemia, acidente vascular cerebral (AVC), demência e outras doenças crônicas.21

2.3.6. Ingestão de Sódio e Potássio

A ingestão elevada de sódio é um fator de risco bem determinado para a elevação da PA e maior prevalência de HA na infância e na vida adulta.22,23 Além disso, reduções da PA podem ser obtidas ao se utilizar substitutos do sal tradicional, enriquecidos com potássio.24

2.3.7. Álcool

Dados do VIGITEL de 2023 demonstram o uso abusivo crescente de álcool no Brasil (mulheres com quatro doses/dia e homens com cinco doses/dia em pelo menos 1 dos 30 dias anteriores) entre 2006 (15,7%) e 2023 (20,8%), mais às custas das mulheres (7,8% para 15,2%).2 Existe forte associação positiva, contínua e não linear entre consumo de álcool e PA.25 De fato, a ingestão de mais de 15 g/dia nas mulheres e 30 g/dia nos homens (07 e 14 doses semanais, respectivamente) têm demonstrado representar risco para o desenvolvimento de HA.26

2.3.8. COVID-19

A COVID-19 não se apresentou de forma conclusiva como fator de risco para o desenvolvimento de HA. Um grande levantamento brasileiro entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020 não mostrou efeitos significativos da pandemia no perfil da HA, para medidas de consultório e fora do consultório. Nesse estudo, pacientes tratados (n = 27.699), comparados aos não tratados (n = 24.227), tiveram melhora modesta e transitória no controle da PA de consultório, restrita aos primeiros meses após o surto pandêmico.27 No entanto, a HA parece ser um fator de pior prognóstico no paciente com COVID-19. No Brasil, houve aumento na taxa de mortalidade por DCV durante a pandemia, e a HA esteve entre os fatores de risco para complicações fatais nos que desenvolveram COVID-19.28,29

2.3.9. Medicamentos, Drogas Ilícitas e Uso de Esteroides Anabolizantes

Algumas medicações têm potencial de elevar a PA ou dificultar seu controle, como: inibidores da monoaminoxidase, simpatomiméticos, antidepressivos tricíclicos, hormônios tireoidianos, contraceptivos orais, anti-inflamatórios não esteroidais, glicocorticoides, inibidores da calcineurina, carbexonolona, alcaçuz, eritropoietina e testosterona. Drogas ilícitas também podem elevar a PA, como cocaína, Cannabis sativa, anfetamina e 3,4 metilenodioximetanfetamina (MDMA).1

Há uma crescente utilização de testosterona por pessoas transgênero, com prevalência de HA em trans masculinos variando grandemente de 1,5 a 25,2%. A estimativa de prevalência de HA em trans femininos também tem variado acentuadamente, com valores entre 1,5 e 29,2%. No entanto, é ainda incerto se transgêneros estão sob maior risco de desenvolver HA.30 Por outro lado, o uso de esteroides anabolizantes para fins estéticos e de performance está associado à HA, bem como a outras DCV e renais.31

2.3.10. Distúrbios do Sono

Risco aumentado para HA tem sido demonstrado com relação à privação, duração e qualidade do sono. Distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva do sono, afetam mecanismos reguladores como ativação do sistema nervoso simpático, aumento da liberação de cortisol e inflamação crônica.32-34

2.3.11. Tabagismo

Dados do VIGITEL 2023 mostram redução progressiva do tabagismo no Brasil entre 2006 (15,7%) e 2018 (9,3%), mantendo-se estável até 2023.2 A despeito de o tabagismo estar inquestionavelmente relacionado ao aumento da morbidade e mortalidade CV, seu papel direto na indução da HA ainda é controverso.35,36 Mais recentemente, o uso de cigarros eletrônicos, apesar de proibido no país,37 tem sido motivo de preocupação, principalmente entre adolescentes, já que substâncias presentes nesses dispositivos associam-se a DCV.38 Essas substâncias têm demonstrado efeitos agudos de elevação da PA, mas ainda com efeitos pouco conhecidos no longo prazo.39

2.3.12. Fatores Ambientais

Os mecanismos que relacionam fatores ambientais com o risco aumentado para HA são complexos e envolvem epigenética, fatores sociais e composição de microbiota intestinal.40-42 A poluição sonora, por exemplo, parece relacionar-se ao aumento da PA mediado por elevação do estresse psicossocial, enquanto a poluição do ar acarreta alterações na PA por meio de poluentes físicos e químicos, gerando disfunção endotelial e aumento do estresse oxidativo. Além disso, a ausência de espaços verdes nas cidades já se mostrou relacionada à inatividade física e redução da interação social, as quais são determinantes de HA.40

O impacto do clima no risco de HA também é complexo, embora cada vez mais bem demonstrado. Em países temperados, aumentos da PAS são observados nas temperaturas de inverno (em que há aumento da norepinefrina) em comparação às de verão (em que há aumento do óxido nítrico e do nível de AF). Ademais, variações extremas de temperatura durante o verão ou inverno estão associadas ao aumento de eventos CV.40 No Brasil, regiões com temperaturas ambientais mais elevadas apresentam menor prevalência de HA, enquanto regiões com temperaturas mais baixas exibem maior prevalência de HA.41

Nos últimos anos, tem crescido o entendimento sobre o papel do microbioma intestinal na elevação da PA. No entanto, mais estudos ainda se fazem necessários para que se possa posicionar adequadamente a relevância clínica do microbioma intestinal na gênese da HA e de suas complicações.42

Na Figura 2.2, estão resumidos os principais fatores de risco para a HA.

Figura 2.2. Principais fatores de risco para hipertensão arterial.

Figura 2.2

2.4. Prevenção Primária

A prevenção primária da HA deve ser feita por meio de uma abordagem centrada no paciente, a fim de promover um estilo de vida mais saudável (Figura 2.3).5 O Capítulo 6 desta diretriz revisa em detalhes as recomendações sobre medidas não medicamentosas (MNM), as quais cumprem papel importante tanto na prevenção quanto no tratamento da HA.

Figura 2.3. Medidas para prevenção da hipertensão arterial.

Figura 2.3

Capítulo 6. Medidas não medicamentosas.

Recomendações para medidas não medicamentosas Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se diminuição do peso corporal para redução da PA e de mortalidade em pacientes com obesidade. FORTE ALTA
Recomenda-se redução da ingestão de sódio e aumento da ingestão de potássio dietético (exceto para pacientes com DRC) para redução da PA. FORTE ALTA
Recomendam-se a dieta DASH e a prática de AF moderada para redução da PA. FORTE ALTA

DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; DRC: doença renal crônica; PA: pressão arterial; AF: atividade física.

Em linhas gerais, devem fazer parte do plano de prevenção da HA: controle do peso corporal, alimentação saudável, AF regular, sono de qualidade e com duração adequada, gerenciamento do estresse, controle do consumo de álcool e o fortalecimento de conexões sociais positivas. Em relação à cessação do tabagismo, essa recomendação deve ser sempre feita pelos profissionais de saúde como medida de prevenção primária CV, independentemente do potencial benefício na redução da PA.36,38

A implementação dessas medidas deve prever engajamento e responsabilidade pessoal, incentivando o indivíduo a ser o protagonista de sua saúde a fim de promover mudanças sustentáveis no estilo de vida. Além disso, é central assegurar políticas públicas que promovam a cultura da prevenção e o autocuidado para HA.43

Mensagens principais
Há elevada prevalência de HA na população adulta brasileira com baixas taxas de controle da PA.
A HA é o principal determinante de mortalidade CV no Brasil e no mundo.
A HA é multifatorial, sendo que seus fatores de risco incluem determinantes genéticos inatos, envelhecimento, obesidade, sedentarismo, fatores psicossociais de estresse, alimentação inadequada, consumo de drogas lícitas e ilícitas, distúrbios do sono, abuso de álcool e fatores ambientais complexos, com comportamento diferente conforme o sexo, diferenças étnicas e fatores socioeconômicos.
A prevenção da HA deve ser feita por meio de uma abordagem centrada no indivíduo, a fim de direcioná-lo a um estilo de vida mais saudável, que inclua controle do peso corporal, alimentação saudável, AF regular, sono de qualidade e com duração adequada, gerenciamento do estresse, controle do consumo de álcool e o fortalecimento de conexões sociais positivas, reforçando uma abordagem multiprofissional sustentável e estimulando políticas públicas de promoção à saúde.

AF: atividade física; CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial.

3. Medida da Pressão Arterial, Diagnóstico e Classificação

3.1. Introdução

A medida da PA é fundamental para a avaliação inicial de indivíduos com ou sem HA, devendo ser realizada em todas as consultas médicas e por todos os profissionais de saúde, utilizando técnicas adequadas e equipamentos validados e calibrados. A PA deve ser medida tanto no consultório quanto fora dele – por meio de medida ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e/ou medida residencial da pressão arterial (MRPA) – para garantir um diagnóstico preciso e monitorar o controle da HA.44-46 A avaliação diagnóstica de HA inclui a confirmação da condição, a identificação de causas secundárias e a avaliação do risco CV, sendo fundamental investigar a possibilidade de lesão de órgãos-alvo (LOA) e doenças associadas. Esse processo deve envolver, preferencialmente, múltiplas medidas da PA em diferentes ocasiões, história médica completa, exame físico detalhado e investigação clínica e laboratorial.

3.2. Medida da Pressão Arterial no Consultório

A PA deve ser medida em todas as avaliações por profissionais de saúde capacitados. Entretanto, o diagnóstico de HA e seus fenótipos, assim como a conduta clínica, são de responsabilidade exclusiva dos médicos.46

3.2.1. Técnicas de Medida da Pressão Arterial

A medida da PA deve ser realizada utilizando técnica correta e equipamento adequado.46-48 A medida da PA com esfigmomanômetros automáticos ou semiautomáticos usando técnica oscilométrica oferece vantagens em relação à técnica auscultatória com esfigmomanômetros aneroides, com redução dos erros provocados pelo observador e maior facilidade na execução do procedimento.44-46 Outra vantagem é possibilitar a realização da medida desacompanhada da PA no consultório, na qual o indivíduo realiza a medida em uma sala reservada, sem a presença do profissional de saúde, o que melhora a reprodutibilidade das medidas e reduz o efeito do avental branco.46,49 No entanto, é essencial que os equipamentos sejam validados de acordo com protocolos padronizados e a calibração seja avaliada pelo menos anualmente.46

A PA deve ser medida em ambos os braços inicialmente, utilizando o braço com a PA mais elevada para medidas subsequentes. Diferenças superiores a 15 mmHg na PAS entre os braços indicam um risco CV aumentado e podem sinalizar a presença de doença arterial obstrutiva.50 Além disso, essa diferença também está associada à remodelação adversa do ventrículo esquerdo.51

3.2.2. Populações Especiais

Em idosos e nos indivíduos com DM, disautonomia e em uso de anti-hipertensivos, a PA deve ser medida também em posição supina e 1 e 3 minutos após a mudança para a posição ortostática, com o braço apoiado pelo examinador na altura do coração. Isso é importante para identificar a hipotensão ortostática, que é definida como uma redução na PAS ≥ 20 mmHg e/ou na PAD ≥ 10 mmHg.45,46,52,53

Para todos os pacientes, é indispensável utilizar manguitos adequados ao tamanho e à forma do braço para evitar sub ou superestimação da PA. Quando a medida no braço for difícil, em particular nos obesos, pode-se considerar a medida no punho, utilizando o pulso radial por meio de aparelhos validados.46 No caso de impossibilidade de medida de PA nos membros superiores, tem-se sugerido a medida de PA nos membros inferiores, especialmente nas panturrilhas, utilizando-se aparelhos oscilométricos.54

Medidas inadequadas da PA podem resultar em diagnósticos imprecisos e tratamentos inadequados. Assim, é fundamental seguir protocolos rigorosos para assegurar a precisão e eficácia no manejo da HA. A Figura 3.1 e o Quadro 3.1 ilustram as etapas da medida da PA. Para informação mais aprofundada sobre as técnicas recomendadas, consulte a "Diretriz de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório".46 A adesão a essas diretrizes garante que as medidas da PA sejam realizadas com a máxima precisão, minimizando erros e melhorando o tratamento dos pacientes com HA.

Figura 3.1. Etapas para a medida da pressão arterial em consultório.

Figura 3.1

Quadro 3.1. Procedimento de medida da pressão arterial em consultório46.
Etapas de medida da pressão arterial
Colocar o manguito, sem folgas, 2 a 3 cm acima da fossa cubital, centralizar o meio da bolsa inflável sobre a artéria braquial.
Estimar o nível da PAS.*
Colocar a campânula ou o diafragma do estetoscópio, sem compressão excessiva, na fossa cubital.*
Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da PAS.*
Realizar a deflação lentamente (cerca de 2 mmHg/s).*
Determinar a PAS na ausculta do primeiro som.*
Determinar a PAD desaparecimento dos sons.*
Realizar três medidas, com intervalo de 1 minuto e utilizar a média das duas últimas medidas. Se houver diferença > 10 mmHg, realizar medidas adicionais.

PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diaslótica.

*

Aplicados à técnica auscultatória.

3.2.3. Classificação

A partir de medidas obtidas no consultório, são considerados pacientes com HA os indivíduos com PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg. A classificação da PA é detalhada no Quadro 3.2.46 A nova classificação da PA proposta por esta diretriz apresenta algumas alterações importantes em relação às DBHA de 2020. As principais mudanças são:

Quadro 3.2. Classificação da pressão arterial de acordo com a medida no consultório a partir de 18 anos de idade.
Classificação da PA PAS (mmHg) PAD (mmHg)
PA normal < 120 e < 80
Pré-hipertensão 120-139 e/ou 80-89
HA Estágio 1 140-159 e/ou 90-99
HA Estágio 2 160-179 e/ou 100-109
HA Estágio 3 ≥ 180 e/ou 110

DBHA: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial; HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica. *A classificação é definida de acordo com a PA no consultório e pelo nível mais elevado de PA, sistólica ou diastólica. **A HA sistólica isolada, caracterizada pela PAS ≥ 140 mmHg e PAD < 90 mmHg, é classificada em Estágio 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAS nos intervalos indicados. ***A HA diastólica isolada, caracterizada pela PAS < 140 mmHg e PAD ≥ 90 mmHg, é classificada em Estágio 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAD nos intervalos indicados.

PA ótima: a classificação "PA ótima" foi removida. Esse intervalo de PA, antes considerado ideal, agora está incluído dentro do novo termo "PA normal" para valores de PAS abaixo de 120 mmHg e PAD abaixo de 80 mmHg;

Pré-hipertensão: a nova categoria de "Pré-hipertensão" agora abrange os valores anteriormente classificados como "PA normal" e "Pré-hipertensão" nas DBHA 2020. Isso significa que valores de PAS entre 120 e 129 mmHg e/ou PAD entre 80 e 84 mmHg, antes considerados normais, passam a ser classificados como "Pré-hipertensão". Assim, essa faixa inclui PAS entre 120 e 139 mmHg e/ou PAD entre 80 e 89 mmHg. Essas alterações buscam identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas para prevenir a progressão para HA.

Para validar o diagnóstico de HA, é necessário realizar medidas repetidas, em duas ou mais visitas médicas, com intervalos de dias ou semanas. Alternativamente, pode-se utilizar a MAPA ou a MRPA para uma avaliação mais precisa. No entanto, em pacientes com LOA ou DCV estabelecida, a presença desses achados é suficiente para confirmar o diagnóstico de HA, dispensando a necessidade de medidas de PA fora do consultório. A classificação de HA baseia-se no valor mais elevado de PA, seja sistólica ou diastólica, aferida no consultório.44-46

Indivíduos com PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD < 90 mmHg são definidos como pacientes com HA sistólica isolada, enquanto aqueles com PAS < 140 mmHg e PAD ≥ 90 mmHg são classificados como com HA diastólica isolada.46

3.3. Medida da Pressão Arterial fora do Consultório

A PA fora do consultório pode ser obtida por meio da MAPA e/ou da MRPA. Essas modalidades de medida da PA são fundamentais para confirmar o diagnóstico de HA e monitorar o controle da PA, especialmente em pacientes com suspeita de hipertensão do avental branco (HAB) ou hipertensão mascarada (HM). O Quadro 3.3 sumariza as vantagens e desvantagens desses métodos.

Quadro 3.3. Principais vantagens e desvantagens da medida da pressão arterial fora do consultório46.

Vantagens MAPA MRPA
Medida da PA fora do consultório e sem a presença do médico. X X
Correlação com prognóstico melhor do que a PA no consultório. X X
Pode reduzir gastos com saúde. X X
É considerada o padrão-ouro na avaliação da PA. X
Avalia o controle da PA nas 24 horas; durante o sono e atividades diárias. X
Avalia a elevação rápida da PA matinal. X
Monitora a eficácia do tratamento a longo prazo e melhora a adesão. X
Favorece o controle da PA e adesão ao tratamento. X
Custo menor do que o da MAPA. X
Desvantagens
Disponibilidade por vezes limitada. X X
Relutância de alguns pacientes em usar e repetir o exame. X X
Pode ser desconfortável, principalmente durante o sono. X
Frequentemente, a PA durante o sono não é calculada de acordo com os horários de sono do indivíduo. X
Medida da PA somente em repouso na vigília. X
Requer orientação e treinamento; potencial para erro de medida: medida em momentos inadequados, número excessivo de medidas, indução de ansiedade, mudança da medicação pelo paciente, paciente relata valores mais baixos. X

MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial de 24 horas; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial.

3.3.1. Indicações da Medida Ambulatorial da Pressão Arterial e Medida Residencial da Pressão Arterial

Tanto a MAPA quanto a MRPA são indicadas em várias situações clínicas importantes, que incluem suspeita de HAB, HM, avaliação da eficácia do tratamento anti-hipertensivo e o diagnóstico e acompanhamento de HA em pacientes com variabilidade significativa da PA. A MRPA pode ser integrada à telemedicina, melhorando a adesão ao tratamento e o controle da PA, especialmente quando combinada com orientação médica. A MAPA é útil na avaliação do comportamento da PA durante o sono e, segundo um estudo recente, pode ser combinada com a polissonografia sem afetar o tempo total de sono, sua eficiência ou o número de despertares.55 Os valores de anormalidade da PA estão resumidos no Quadro 3.4, e as principais indicações dos métodos encontram-se no Quadro 3.5.46,56-60

Quadro 3.4. Definição de hipertensão arterial de acordo com a medida da pressão arterial de consultório, monitorização ambulatorial da pressão arterial e monitorização residencial da pressão arterial.
Categoria PAS (mmHg) PAD (mmHg)
PA no consultório ≥ 140 e/ou ≥ 90
MAPA 24 horas ≥ 130 e/ou ≥ 80
Vigília ≥ 135 e/ou ≥ 85
Sono ≥ 120 e/ou ≥ 70
MRPA ≥ 130 e/ou ≥ 80

HA: hipertensão arterial; MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica.

Quadro 3.5. Indicações da monitorização ambulatorial da pressão arterial e da monitorização residencial da pressão arterial46.
Indicações MAPA MRPA
Suspeita de HAB – efeito avental branco. X X
HA Estágio 1 (140-159 e/ou 90-99 mmHg) no consultório. X X
PA ≥ 140/90 mmHg no consultório sem LOA e com baixo RCV. X X
Hipertensão sistólica isolada ou diastólica isolada no consultório. X X
Suspeita de HM – efeito de mascaramento. X X
PA dentro da faixa de pré-hipertensão (130-139 e/ou 85-89 mmHg). X X
PA < 140/90 mmHg no consultório com LOA e alto RCV. X X
Suspeita de efeito do avental branco. X X
PA elevada no consultório ou suspeita de pré-eclâmpsia em gestantes. X X
Identificar HA não controlada, HAR e redução excessiva da PA. X X
Ajustar a medicação anti-hipertensiva. X X
Assegurar o controle adequado da PA. X X
Avaliar o controle da PA nas 24 horas, durante o sono e atividades diárias. X
Identificar hipotensão ortostática, pós-prandial e na sesta. X
Avaliar as variações da PA na disautonomia. X
Avaliação de sintomas, principalmente de hipotensão. X
Monitorar a eficácia do tratamento no longo prazo e melhorar a adesão. X

HA: hipertensão arterial; HAB: hipertensão do avental branco; HAR: hipertensão arterial resistente; HM: Hipertensão mascarada; LOA: lesões de órgãos-alvo; MAPA: monitoração ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitoração residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; RCV: risco cardiovascular.

3.4. Efeito do Avental Branco e Efeito de Mascaramento

O efeito do avental branco e o efeito de mascaramento referem-se às diferenças na PA entre as medidas obtidas no consultório e fora dele.

O efeito do avental branco é considerado significativo quando a PAS no consultório é ≥ 20 mmHg (MAPA – média de 24 horas) ou ≥ 15 mmHg (MRPA), ou a PAD é ≥ 15 mmHg (MAPA – média de 24 horas) ou ≥ 9 mmHg (MRPA) em comparação com as medidas fora do consultório.61,62 Por outro lado, o efeito de mascaramento é considerado significativo quando a PAS no consultório é ≤ 2 mmHg (MAPA – média de 24 horas) ou ≤ −1 mmHg (MRPA), ou a PAD é ≤ 2 mmHg (MAPA – média de 24 horas) ou ≤ −1 mmHg (MRPA) em comparação com as medidas fora do consultório.61,62

Essas variações não alteram o diagnóstico de HA, mas ajudam a identificar quais pacientes devem realizar medidas de PA fora do consultório com mais frequência, contribuindo para um manejo terapêutico mais eficaz.

3.5. Hipertensão do Avental Branco e Hipertensão Mascarada

A HAB ocorre quando a PA é elevada no consultório (≥ 140 mmHg e/ou 90 mmHg), mas normal fora dele (< 130/80 mmHg na MRPA ou na MAPA de 24 horas), enquanto a HM ocorre quando a PA é normal no consultório, mas elevada fora dele.

A prevalência de HAB varia entre 7 e 15% e é mais comum em pacientes com HA estágio 1 e naqueles com HA sistólica ou diastólica isolada.46,56,57 A prevalência de HM varia entre 8 e 22%, sendo mais comum em indivíduos com fatores de risco adicionais, como DM e obesidade, podendo chegar no indivíduo pré-hipertenso a 62% (Figura 3.2).46 Em indivíduos com DM, contudo, a presença de HM parece ser mais bem identificada pela MAPA do que pela MRPA46,63 Tanto a HAB quanto a HM estão associadas a um maior risco de desenvolver DM, LOA e eventos CV a longo prazo. Por outro lado, a presença de PA normal no consultório e fora dele define o indivíduo com normotensão verdadeira, enquanto o indivíduo com PA elevada no consultório e fora dele é definido com HA sustentada.

Figura 3.2. Prevalências dos fenótipos de pressão arterial entre pacientes tratados ou não com medicações anti-hipertensivas.

Figura 3.2

Para uma leitura mais completa, consulte a "Diretriz de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório".46

3.6. Hipertensão Mascarada Não Controlada e Hipertensão do Avental Branco Não Controlada

Em pacientes tratados com medicações anti-hipertensivas, a PA também pode apresentar concordância ou discrepância entre medidas no consultório e fora dele. Os termos correspondentes para normotensão verdadeira, HAB, HM e HA sustentada são HA controlada, HAB não controlada (HABNC), HM não controlada (HMNC) e HA sustentada não controlada. Nos pacientes tratados com medicações anti-hipertensivas, esta diretriz considera elevados os valores de PA no consultório ou fora do consultório (MRPA ou MAPA de 24 horas) quando ≥ 130 mmHg e/ou 80 mmHg. As prevalências desses fenótipos podem ser observadas na Figura 3.2.64,65 Para uma leitura mais completa, consulte a "Diretriz de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório".46

3.7. Recomendações para Diagnóstico e Seguimento

A HA é frequentemente assintomática e, por isso, sua presença deve ser avaliada em todas as consultas médicas e em programas de triagem populacional. As medidas da PA devem ser realizadas regularmente, com a frequência variando conforme a classificação da PA. A Figura 3.3 resume as orientações para diagnóstico e seguimento da HA, levando-se em consideração as medidas de PA realizadas tanto dentro quanto fora do consultório.46

Figura 3.3. Triagem e diagnóstico de hipertensão arterial.

Figura 3.3

Devido à alta variabilidade da PA, o diagnóstico de HA não deve se basear em uma única medida no consultório, a menos que a PA esteja substancialmente elevada (HA Estágio 3) ou haja diagnóstico estabelecido de LOA ou DCV. Recomenda-se confirmar a elevação da PA com medidas repetidas em visitas subsequentes no consultório. Pacientes em Estágio 2 ou 3 requerem mais visitas, com intervalos curtos entre elas, enquanto aqueles em Estágio 1 podem ter intervalos mais longos, se houver ausência de LOA e risco CV baixo.46

Por outro lado, desde que viável logística e economicamente, a MAPA e MRPA devem ser realizadas para confirmar o diagnóstico de HA e monitorar o tratamento, visto que essas medidas são superiores à medida de PA no consultório para a predição de risco CV.46,66,67 Essa abordagem é também essencial para detectar HAB e HM, fornecendo informações clínicas adicionais.46

3.7.1. Automedida da Pressão Arterial

A automedida da pressão arterial (AMPA) é a medida da PA realizada pelo próprio paciente ou familiar em seu domicílio, a qual não obedece a nenhum protocolo preestabelecido e é realizada com equipamento automático do próprio paciente.46 Ainda não há evidências conclusivas que respaldem a determinação de valores de normalidade para esse método, nem a adoção de protocolos específicos (número de medidas, assim como horários e dias de monitoração) para sua avaliação.46 Portanto, esta diretriz recomenda que a AMPA seja utilizada apenas como meio de triagem, para que métodos confirmatórios (MAPA ou MRPA) sejam solicitados.

3.7.2. Teste Ergométrico

O teste ergométrico não é recomendado para a avaliação diagnóstica de HA devido à falta de padronização e consenso sobre a resposta normal da PA durante o exercício.68

3.8. Pressão Arterial Central, Velocidade de Onda de Pulso e Augmentation Index

A PA central não invasiva pode ser medida por meio de algoritmos específicos, a partir de medidas de PA obtidas no braço.69 Estudos indicam que a PA central pode ser um melhor preditor de eventos CV do que a PA braquial, embora mais evidências sejam necessárias para confirmar seu valor prognóstico incremental.46

A HA espúria, presente em jovens, principalmente homens atletas, é a principal indicação para a medida da PA central.46,70 Parâmetros associados, como a velocidade de onda de pulso (VOP) e o augmentation index, possuem valores prognósticos bem estabelecidos e podem ser úteis para melhor estratificação de risco CV do paciente. Para uma leitura mais completa sobre esse tema, consulte a "Diretriz de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório".46

3.9. Novas Tecnologias para Medidas da Pressão Arterial

Embora o método tradicional com manguito seja amplamente utilizado, ele apresenta limitações, como medições intermitentes e estáticas, além de erros devido ao tamanho ou posicionamento incorreto do manguito. Para resolver isso, surgiram novas tecnologias que permitem medir a PA de forma contínua e confortável, sem o uso de manguito. Essas tecnologias têm vantagens como a possibilidade de medições sem interferir no sono e nas atividades diárias, além de facilitar o automonitoramento e a adesão ao tratamento.71

Esses novos dispositivos funcionam analisando a onda de pulso, o tempo de chegada do pulso e o tempo de trânsito do pulso. No entanto, apesar de serem promissores, ainda existem dúvidas sobre a precisão desses novos métodos. Desafios relacionados à calibração, ao uso em diferentes populações e à falta de transparência sobre os algoritmos utilizados levantam preocupações.72,73 Por isso, recomenda-se cautela no uso clínico até que mais evidências sobre sua precisão e desempenho estejam disponíveis.

Recomendação para medida da pressão arterial, diagnóstico e classificação Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se classificar a pré-hipertensão abrangendo valores de PAS entre 120-139 mmHg ou PAD entre 80-89 mmHg no consultório com o objetivo de identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas para prevenir a progressão para HA. FORTE MODERADA
Recomenda-se que o diagnóstico de HA seja feito quando a PA no consultório for ≥ 140 e/ou 90 mmHg em duas ocasiões diferentes e classificada em Estágio 1, 2 e 3 de acordo com o maior valor de PAS ou PAD. FORTE MODERADA
Recomenda-se realizar a medida da PA utilizando técnica e equipamento adequados. FORTE MODERADA
Recomenda-se utilizar equipamento automático de braço com o objetivo de reduzir erros e facilitar a obtenção da medida da PA. FORTE MODERADA
Recomenda-se a investigação de hipotensão ortostática em grupos de risco (pacientes idosos, com diabetes, disautonomia e em uso de anti-hipertensivos). FORTE ALTA
Recomenda-se usar MAPA ou MRPA para confirmar diagnóstico de HA e monitorar o tratamento. FORTE ALTA
Recomenda-se, como principal indicação para avaliação de PA central, a investigação de HA sistólica espúria no indivíduo jovem. FRACA BAIXA

HA: hipertensão arterial; MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica.

4. Avaliação Clínica e Complementar e Estratificação de Risco Cardiovascular

A avaliação clínica e complementar dos indivíduos com HA tem como objetivo não apenas definir a presença de HA, de seus determinantes e de possíveis causas secundárias, como também identificar a presença de fatores de risco CV associados e LOA.45,74-76

A estratificação de risco CV é um processo sistemático que visa categorizar os pacientes com base em seu risco individual de desenvolver desfechos CV e renais relevantes. Esse processo envolve a integração de múltiplos fatores de risco CV e marcadores de LOA, por meio de equações ou algoritmos que estimam o risco baseado em modelos de regressão com múltiplas variáveis e desenvolvidos a partir de estudos populacionais.74

4.1. Estratificação de Risco Adicional (Condições Associadas)

A estratificação de risco adicional em pacientes com HA envolve a identificação e o manejo de condições associadas que, isoladamente, podem aumentar o risco CV, independentemente dos níveis pressóricos. Entre essas condições, destacam-se os fatores de risco coexistentes, como DM, tabagismo, dislipidemia e obesidade, bem como as LOA, como hipertrofia ventricular esquerda (HVE), retinopatia, rigidez arterial, doença arterial obstrutiva periférica e doença renal crônica (DRC).45,74 Pacientes com múltiplos fatores de risco e/ou LOA apresentam um risco significativamente maior de desenvolver DCV graves, como infarto agudo do miocárdio (IAM), AVC, IC e mortalidade.45,74 A correlação linear entre idade e risco CV, com aumento acentuado em homens a partir dos 55 anos e em mulheres após os 65 anos,76 reforça a importância de intervenções precoces em populações de maior risco.

Entre os fatores de risco metabólicos, a dislipidemia, caracterizada por níveis elevados de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (low-density lipoprotein cholesterol – LDLc) e triglicérides, bem como pela redução do colesterol de lipoproteína de alta densidade (high-density lipoprotein cholesterol – HDLc), é um dos fatores de risco que contribui significativamente para a progressão da aterosclerose.77 Da mesma forma, o DM, diagnosticado por meio de critérios estabelecidos como glicemia em jejum ≥ 126 mg/dL e hemoglobina glicada ≥ 6,5%, está fortemente associado ao aumento da mortalidade CV em pacientes com HA, destacando a importância do controle glicêmico rigoroso nessa população. Além desses, a obesidade, medida por meio do IMC e da circunferência abdominal, é um fator de risco bem estabelecido na HA, contribuindo para o desenvolvimento de resistência insulínica e disfunção endotelial.78

4.2. Avaliação Clínica e Complementar

A avaliação clínica e complementar do paciente com HA deve ser feita seguindo o método tradicional, constituído por anamnese, exame físico e exames complementares.

4.2.1. Anamnese

Apesar de a HA ser de natureza assintomática, alterações decorrentes de LOA e complicações CV, renais e neurológicas podem gerar inúmeros sintomas. É fundamental a investigação dos determinantes de HA, descritos no Capítulo 2, os quais incluem hábitos alimentares, ganho ponderal, consumo de sal, ingestão de álcool, padrão do sono, nível de AF, assim como fatores socioeconômicos, biopsicossociais, culturais e ambientais. A história familiar também deve ser coletada para corroborar o diagnóstico de HA primária.79 O detalhamento do tempo de doença, do uso prévio ou atual de medicamentos e suas respectivas doses também é essencial para a avaliação e manejo do paciente com HA. Além disso, a busca por causas secundárias ou fatores contribuintes, como medicamentos ou substâncias que possam interferir na PA, deve ser sempre incluída na história clínica.

O Quadro 4.1 contempla um resumo dos objetivos a serem alcançados ao término da anamnese.

Quadro 4.1. Principais objetivos da anamnese.
Pesquisar sintomas que possam estar relacionados à HA.
Questionar sobre história familiar de HA.
Explorar hábitos alimentares (ingestão de sal e tipo de dieta) e vícios como história de tabagismo, alcoolismo e uso de drogas ilícitas (tempo de uso e quantidade).
Investigar adesão a MNM, terapia anti-hipertensiva e demais medicamentos em uso, especialmente aqueles que podem interferir no controle da PA.
Questionar sobre história gestacional, em especial antecedentes de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, em mulheres.
Identificar fatores de risco CV e renal associados e aplicar escore de risco.
Pesquisar LOA.
Investigar a presença de outras doenças associadas.
Questionar sobre sedentarismo e nível de estresse.
Indagar sobre histórico do sono, ronco, apneia do sono.
Explorar história de disfunção erétil.
Rastrear indícios de HA secundária.

CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; LOA: lesões em órgãos-alvo; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial.

4.2.2. Exame Físico

O exame físico pode ajudar a avaliar a gravidade e a progressão da HA, auxiliar na detecção de formas secundárias de HA e identificar sinais de LOA e de fatores de risco associados. Embora um dos principais objetivos do exame físico seja a medida correta da PA, conforme descrito detalhadamente no Capítulo 3, a avaliação de todos os sistemas é importante. Deve haver particular ênfase no exame físico do sistema CV.80 O índice tornozelo-braquial (ITB), calculado pela razão da PAS do braço pela PAS do tornozelo, também faz parte do exame físico e melhora a acurácia da predição de risco CV.81 A avaliação antropométrica, a qual inclui a obtenção de peso, altura e medida da circunferência abdominal, permite calcular o IMC, diagnosticar a obesidade e estimar a presença de obesidade abdominal.82

Capítulo 3. Medida da pressão arterial, diagnóstico e classificação.
Recomendações para medida da pressão arterial, diagnóstico e classificação Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se classificar a pré-hipertensão abrangendo valores de PAS entre 120-139 mmHg ou PAD entre 80-89 mmHg no consultório com o objetivo de identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas para prevenir a progressão para HA. FORTE MODERADA
Recomenda-se que o diagnóstico de HA seja feito quando a PA no consultório for ≥ 140 e/ou 90 mmHg em duas ocasiões diferentes e classificada em estágios 1, 2 e 3, de acordo com o maior valor de PAS ou PAD. FORTE MODERADA
Recomenda-se utilizar equipamento automático de braço com o objetivo de reduzir erros e facilitar a obtenção da medida da PA. FORTE MODERADA
Recomenda-se usar MAPA ou MRPA para confirmar diagnóstico de HA e monitorar o tratamento. FORTE ALTA

HA: hipertensão arterial; MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica.

Os principais pontos da avaliação do exame físico estão apresentados na Figura 4.1 e no Quadro 4.2.

Figura 4.1. Principais pontos de avaliação do exame físico do paciente com hipertensão arterial.

Figura 4.1

Quadro 4.2. Parâmetros antropométricos e do índice tornozelo-braquial. CC: circunferência cintura; IMC: índice de massa corporal; ITB: índice tornozelo-braquial. Observação: a CC deve ser calculada no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca lateral.83,84.
IMC (kg/m2) Circunferência da cintura (cm) ITB
Normal: < 24,9 Sobrepeso: 25-29,9 Obesidade: ≥ 30 CC normal: Mulher:< 88 cm Homem: < 102 cm Normal: > 0,90 Obstrução leve: 0,71-0,90 Obstrução moderada: 0,41-0,70 Obstrução grave: ≤ 0,40

4.2.3. Exames Complementares

O Quadro 4.3 elenca os exames complementares de rotina que devem ser solicitados para o paciente com HA na primeira consulta e no mínimo anualmente, quando estiverem dentro dos parâmetros normais. Em caso de alterações nesses exames, o controle deve ser feito na periodicidade requerida para se observar o efeito do manejo adotado.

Quadro 4.3. Exames complementares de rotina.
Análise de urina
Potássio plasmático
Creatinina plasmática
Estimativa da TFGe pelo CKD-EPI*
Razão proteinúria/creatininúria ou albuminúria/creatininúria
Glicemia de jejum e hemoglobina glicada (se risco de DM ou síndrome metabólica)
Colesterol total, LDLc, HDLc e triglicerídeos plasmáticos**
Ácido úrico plasmático
Eletrocardiograma convencional

CKD-EPI: Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration; DM: diabetes mellitus; HDLc: colesterol de lipoproteína de alta densidade (high-density lipoprotein cholesterol); LDLc: colesterol de lipoproteína de baixa densidade (low-density lipoprotein cholesterol); TFGe: taxa de filtração glomerular estimada.

*

A equação do CKD-EPI utiliza sexo, idade e valor da creatinina plasmática para o cálculo da TFGe.85

**

O LDLc pode ser calculado pela seguinte fórmula: LDLc = colesterol total – (HDLc + triglicerídeos/5) (quando a dosagem de triglicerídeos for abaixo de 400 mg/dL.86 O LDLc também tem sido dosado por alguns laboratórios, fazendo parte da rotina laboratorial.

4.4. Lesões de Órgãos-Alvo

A avaliação de LOA deveria ser realizada em todo paciente no momento do diagnóstico da HA. A escolha do(s) método(s) pode variar em função dos recursos disponíveis. Eletrocardiograma, ecocardiograma, avaliação da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) e albuminúria são, hoje, ferramentas amplamente disponíveis e de comprovado valor agregado na estratificação de risco e na definição de metas terapêuticas para o paciente com HA.87 É recomendável que a avaliação de LOA seja repetida ao longo do tempo para monitorar sua evolução (progressão, estabilização ou regressão) e, consequentemente, orientar as intervenções terapêuticas mais oportunas.88,89 Os critérios utilizados para detecção de LOA estão demonstrados no Quadro 4.4.81,90-96

Quadro 4.4. Critérios para lesão de órgãos-alvo.

Órgão Método Critérios
Coração ECG Índice Sokolow-Lyon (onda S de V1 + onda R de V5 ou V6) > 35 mm; onda R de aVL ≥ 11 mm; Cornell índice (S de V3 + R de aVL) > 28 mm em homens e > 20 mm em mulheres.90,91
ECO IMVE ≥ 116 g/m2 nos homens ou ≥ 96 g/m2 nas mulheres (indexada por SC) ou ≥ 45 g/m2 nos homens ou ≥ 49 g/m2 nas mulheres (indexada por altura2,7).92
Grandes vasos ITB ITB < 0,9.81
USG de carótidas Presença de placas.93
VOP VOP carotídeo-femoral ≥ 10 m/s.94
Rim TFGe Doença renal crônica a partir do Estágio 3a (TFGe < 60 mL/min/1,73 m2).95
Albuminúria Albuminúria ≥ 30 mg/24 h ou relação albuminúria/creatininúria ≥ 30 mg/g.95
Retina FO Retinopatia hipertensiva (KWB).96

ECG: eletrocardiograma; ECO: ecocardiograma; FO: fundo de olho; KWB: Keith–Wagener–Barker; IMVE: índice de massa ventricular esquerda; ITB: índice tornozelo-braquial; SC: superfície corpórea; TFGe: taxa de filtração glomerular estimada; USG: ultrassonografia; VOP: velocidade de onda de pulso.

O tempo necessário para detectar mudanças significativas nas LOAs após ajustes terapêuticos varia de acordo com o órgão-alvo e o método utilizado. Quando presente, a albuminúria e VOP são os parâmetros que costumam responder mais rapidamente ao controle anti-hipertensivo (de semanas a poucos meses).97 Embora não disponhamos de estudos clínicos especificamente desenhados para avaliar a periodicidade ideal no monitoramento das LOAs, pacientes com controle da PA inadequada e/ou evidência de LOA na avaliação inicial deveriam ser reavaliados com maior frequência (a cada 6 meses a 1 ano) até que a meta pressórica seja atingida e a LOA seja estabilizada ou revertida.88,98

4.5. Avaliação de Doença Renal Crônica

A DRC é definida como anormalidades da estrutura ou da função renal presentes por no mínimo 3 meses e com implicações para a saúde.95 Possui cinco estágios evolutivos de acordo com a TFGe, listados na Figura 4.2, conforme recomendado pelo KDIGO (Kidney Disease Improving Global Outcomes).95 Em qualquer um desses estágios, especialmente a partir do G3a (TFGe < 60 mL/min/1,73 m2), há aumento do risco de DCV, desfechos renais específicos e de mortalidade CV e por todas as causas.95,99

Figura 4.2. Avaliação e prognóstico da doença renal crônica. Adaptado de KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease.95.

Figura 4.2

Vale ressaltar que a relação albuminúria/creatininúria (RAC) ≥ 30 mg/g está associada a maior mortalidade e maior taxa de eventos CV, mesmo em pacientes com função renal preservada (Figura 4.2).95 Para avaliar o risco CV em pacientes com DRC, é fundamental utilizar calculadoras que levem em consideração a função renal do paciente, uma vez que calculadoras que excluam a TFGe podem gerar estimativas de risco CV subestimadas para pacientes com DRC.95

4.6. Avaliação de Causas Secundárias

A HA secundária é a forma de HA decorrente de uma causa identificável, que pode ser tratada com uma intervenção específica, a qual determina a cura ou a melhora do controle pressórico. A real prevalência de HA secundária é desconhecida, mas é estimada entre 5 e 10%.100 Ela deve ser investigada diante de indícios (história clínica, exame físico ou exames de rotina) que levem à sua suspeita clínica (Quadro 4.5). Além disso, os pacientes devem ser questionados sobre o uso de hormônios, medicamentos e demais substâncias que possam elevar a PA ou dificultar seu controle, o que está descrito no Capítulo 2.

Quadro 4.5. Principais causas de hipertensão arterial secundária, não endócrinas e endócrinas, sinais indicativos e rastreamento diagnóstico.

Suspeita diagnóstica Achados clínicos Achados adicionais
Causas não endócrinas
Doença renal parenquimatosa Edema, anemia, anorexia, fadiga, creatinina e ureia elevadas e alterações do sedimento urinário ou nos exames de imagem. Creatinina e cálculo da TFGe, USG renal, exame sumário de urina para pesquisa de proteinúria e/ou hematúria dismórfica. Dosagem de albuminúria ou relação proteinúria/creatininúria.
Estenose de artéria renal HA de aparecimento súbito ou com piora sem causa aparente antes dos 30 ou após os 55 anos, HAR ou HARf ou HAM, sopro abdominal, EAP súbito, alteração da função renal inexplicável ou por medicamentos que bloqueiam o SRAA, assimetria entre o tamanho dos rins > 1,5 cm. USG com Doppler renal com medida de velocidade de fluxo e índice de resistividade (rastreio, mas observador dependente), angiografia por RNM ou TC espiral. Padrão-ouro: arteriografia renal convencional.
Apneia obstrutiva do sono Maior frequência em homens ou mulheres pós-menopausa, ronco na maioria das noites, fragmentação do sono com pausas ou engasgos, sonolência excessiva diurna, sono não reparador, fadiga, nictúria, cefaleia matinal, síndrome metabólica. Questionários apresentam baixa precisão para triagem. Padrão-ouro: polissonografia ou poligrafia (para pacientes com probabilidade pré-teste alta). IAH < 5 eventos/h: sem AOS; IAH 5-14,9 eventos/h: AOS leve; IAH 15-29,9 eventos/h: AOS moderada; IAH ≥ 30 eventos/h: AOS importante (ou grave).
Coarctação de aorta Fraqueza em MMII, pulsos em MMII ausentes ou de amplitude diminuída, HA com PAS 10 mmHg > em MMSS com relação aos MMII, sopro sistólico interescapular e no tórax. Radiografia de tórax, ecocardiograma para rastreio. Angiografia de tórax por TC ou, preferencialmente, RNM aorta (padrão-ouro). Angiografia invasiva, apenas quando forem necessários dados adicionais.
Causas endócrinas
Hiperaldosteronismo primário (hiperplasia ou adenoma) HAR ou HARf e/ou com hipopotassemia (não obrigatória) e/ou com nódulo adrenal. Determinações de aldosterona e atividade/concentração de renina plasmática e testes confirmatórios. (Teste da infusão salina, Teste do Captopril, Teste da fludrocortisona, Teste da furosemida intravenosa). Exames de imagem: TC com cortes finos ou RNM. Coleta seletiva de aldosterona e cortisol em veias adrenais, para identificar subtipo, quando indicado.
Feocromocitoma e paragangliomas HA paroxística com a tríade composta por cefaleia, sudorese e palpitações. Metanefrinas plasmáticas livres e metanefrinas fracionadas urinárias (rastreamento), RNM e cintilografia nos casos indicados
Hipotireoidismo Fadiga, ganho de peso, perda de cabelo, HA diastólica, fraqueza muscular, sonolência. Rastreamento: TSH e T4 livre.
Hipertireoidismo Intolerância ao calor, perda de peso, taquicardia/palpitações, exoftalmia, hipertermia, reflexos exaltados, tremores, bócio. Rastreamento: TSH e T4 livre.
Hiperparatireoidismo (hiperplasia ou adenoma) Litíase urinária, osteoporose, depressão, letargia, fraqueza ou espasmos musculares, sede, poliúria, polidipsia, constipação Cálcio total e/ou iônico, fósforo, PTH, calciúria de 24 h e dosagem de vitamina D
Síndrome de Cushing (hiperplasia, adenoma e excesso de produção de ACTH) Ganho de peso, diminuição da libido, fadiga, hirsutismo, amenorreia, "fácies em lua cheia", "giba dorsal", estrias purpúreas, obesidade central, hipopotassemia. Cortisol basal, cortisol salivar à meia-noite, cortisol urinário livre de 24 h e teste de supressão com dexametasona ou betametasona: tomar dexametasona 1 mg às 23-24 h e dosar cortisol matinal (7-8 h) do dia seguinte. Exames de imagem: TC, RNM.
Obesidade Classe 1: IMC de 30 a < 35 kg/m2 Classe 2: IMC de 35 a < 40 kg/m2 Classe 3: IMC ≥ 40 kg/m2 Aumento da gordura central ou generalizada. IMC (peso em kg/altura em m2) e da circunferência abdominal (> 102 cm homem e 88 cm mulher) Exames de imagem: DEXA (padrão-ouro), TC, RNM (estudos clínicos).
Acromegalia HA em até 30% dos casos, além de diabetes, HVE e AOS. Outros sintomas: defeitos visuais, paralisia de nervos cranianos, cefaleia, macrognatia, crescimento de pés e mãos, hipertrofia de tecidos moles, macroglossia, complicações musculoesqueléticas. Dosagem de IGF-1, nível sérico de GH e GH pós-sobrecarga oral de glicose. Localização: RNM de sela túrcica (preferencial) ou TC de sela túrcica.

ACTH: adrenocorticotropina; AOS: apneia obstrutiva do sono; DEXA: dual-energy x-ray absorptiometry scanning; EAP: edema agudo de pulmão; GH: hormônio do crescimento; HA: hipertensão arterial; HAM: hipertensão arterial maligna; HAR: hipertensão arterial resistente; HARf: hipertensão arterial refratária; HVE: hipertrofia ventricular esquerda; IAH: índice de apneia e hipopneia; IGF-1: fator de crescimento insulina-símile tipo 1; IMC: índice de massa corporal; MMII: membros inferiores; MMSS: membros superiores; PAS: pressão arterial sistólica; PTH: paratormônio; RNM: ressonância nuclear magnética; SRAA: sistema renina-angiotensina-aldosterona; TC: tomografia computadorizada; TFGe: taxa de filtração glomerular estimada; TSH: hormônio tireoestimulante; USG: ultrassonografia.

Os pacientes com HA secundária estão, habitualmente, sob maior risco CV e renal e apresentam maior impacto nos órgãos-alvo, especialmente devido a níveis mais elevados e sustentados de PA. Informações mais aprofundadas sobre diagnóstico e tratamento das causas secundárias de HA estão disponíveis nas "Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020".1

4.7. Cálculo do Risco Cardiovascular

Entre os escores mais utilizados para a estratificação de risco CV, estão o SCORE2 (Systematic Coronary Risk Evaluation 2), desenvolvido pela Sociedade Europeia de Cardiologia (European Society of Cardiology – ESC) em conjunto com a Sociedade Europeia de Hipertensão (European Society of Hypertension – ESH),101 e o PREVENT (Predicting Risk Of Cardiovascular Disease Events), recentemente validado pela American Heart Association (AHA).74 Esses escores avaliam o risco CV individual e podem ser facilmente acessados por meio de calculadoras digitais.

O SCORE2, uma evolução do escore de risco SCORE, incorpora variáveis como idade, sexo, níveis de colesterol total, PAS, tabagismo e a presença de DM. Ele é ajustado de acordo com o nível de risco CV basal de diferentes populações europeias, reconhecendo as disparidades regionais na epidemiologia das DCV.101 Já o escore PREVENT, além de considerar variáveis tradicionais, como idade, PAS, níveis de colesterol, tabagismo e DM, inclui marcadores metabólicos e renais adicionais, como TFGe, RAC e a hemoglobina glicada, refletindo um avanço na identificação precoce de lesões subclínicas e risco CV aumentado.74 Essa calculadora foi desenvolvida a partir de estudos com mais de 6 milhões de indivíduos de diferentes etnias, regiões geográficas e condições socioeconômicas.102

A presente diretriz sugere o uso do escore PREVENT, proposto pela AHA, por ser a única a incluir critérios considerando a existência de uma síndrome cardiorrenal e metabólica. Além disso, a calculadora de risco PREVENT estima o risco de desenvolver DCV em 10 e em 30 anos para pacientes entre 30 e 79 anos de idade. Portanto, o PREVENT faz uma estimativa do risco a longo prazo, identificando de forma mais acurada o risco CV, especialmente para os pacientes mais jovens.

A calculadora PREVENT está disponível no site da American Heart Association (AHA): https://professional.heart.org/en/guidelines-and-statements/prevent-calculator. A estratificação de risco utilizando a calculadora PREVENT para estimativa do risco de doença cardiovascular aterosclerótica (ou ASCVD em inglês) em 10 anos é realizada com base nos seguintes pontos de corte percentuais: baixo risco: <5,0%; risco limítrofe: de 5,0% até <7,5%; risco intermediário: de 7,5% até <20%; alto risco: ≥20%.

Embora o escore PREVENT derive de dados de população mais diversa e miscigenada que o SCORE2, deve ser ressaltada a ausência de dados populacionais brasileiros nesses modelos de estimativa de risco, o que os pode tornar menos precisos na avaliação do risco CV em nossa população. Em outras palavras, o risco aferido pelos escores internacionais pode estar subestimado por deixar de considerar os fatores de risco mais prevalentes ou relevantes em nossa população.

Por outro lado, deve-se reconhecer que o acesso à calculadora PREVENT pode não ser universal em alguns cenários clínicos. Nessas circunstâncias, a análise de risco pode ser realizada conforme sugerido no Quadro 4.6, muito embora a acurácia dessa estratégia seja limitada e não validada.

Quadro 4.6. Classificação dos estágios de hipertensão arterial de acordo com o nível de pressão arterial, presença de fatores de risco cardiovascular, lesão de órgão-alvo ou doença cardiovascular estabelecida.

PA (mmHg)
Fatores de risco CV, presença de LOA ou DCV PAS 130-139 PAD 80-89 Estágio 1 PAS 140-159 PAD 90-99 Estágio 2 PAS 160-179 PAD 100-109 Estágio 3 PAS ≥ 180 PAD ≥ 110
Sem fatores de risco CV RISCO BAIXO RISCO BAIXO RISCO MODERADO RISCO ALTO
1 ou 2 fatores de risco CV RISCO BAIXO RISCO MODERADO RISCO ALTO RISCO ALTO
≥ 3 fatores de risco CV RISCO MODERADO RISCO ALTO RISCO ALTO RISCO ALTO
LOA, DRC Estágio 3 ou DM RISCO ALTO RISCO ALTO RISCO ALTO RISCO MUITO ALTO
DCV estabelecida ou DRC Estágio ≥ 4 RISCO MUITO ALTO RISCO MUITO ALTO RISCO MUITO ALTO RISCO MUITO ALTO

CV: cardiovascular; DCV: doença cardiovascular; DM: diabetes mellitus; DRC: doença renal crônica; LOA: lesão em órgão-alvo; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica. Observação: são considerados fatores de risco CV para essa análise: sexo masculino; idade: > 55 anos no homem e > 65 anos na mulher; DCV prematura em parentes de 1o grau (homens < 55 anos e mulheres < 65 anos); tabagismo; dislipidemia: colesterol de lipoproteína de baixa densidade (low-density lipoprotein cholesterol – LDLc) ≥ 100 mg/dL e/ou não colesterol de lipoproteína de alta densidade (high-density lipoprotein cholesterol – HDLc) 130 mg/dL e/ou HDLc ≤ 40 mg/dL no homem e ≤ 50 mg/dL na mulher e/ou triglicerídeos (TG) > 150 mg/dL; obesidade (IMC ≥ 30 kg/m2).

4.8. Aspectos Adicionais e Desafios na Avaliação do Risco Cardiovascular na Hipertensão Arterial

Várias condições clínicas podem interferir na estratificação do risco CV do paciente com HA e, entre elas, destaca-se a idade. Em curto prazo, enquanto os pacientes idosos têm maior risco absoluto, os jovens apresentam menor risco absoluto, mesmo com perfil de risco desfavorável.45 No longo prazo ou ao longo da vida, a influência da idade sobre o risco CV inverte-se, passando a ter maior perda de longevidade aqueles que manifestam os fatores de risco em idade jovem.

Portanto, uma limitação relevante na avaliação do risco CV envolve a duração da exposição à HA ou aos fatores de risco. A duração da HA e do tratamento anti-hipertensivo, assim como dos valores de PA aos quais os pacientes foram expostos durante longos períodos, podem interferir na estimativa de risco.103 Além disso, escores que utilizam a opção binária (sim/não) para condições clínicas como DM e tabagismo na avaliação do risco CV não consideram a duração dessas condições. Portanto, pacientes com maior tempo de exposição terão maior risco CV quando comparados com indivíduos com menor tempo de exposição aos mesmos fatores.45 Por isso, as incorporações de novas ferramentas para a avaliação do risco relativo (RR) vs. risco vitalício (lifetime risk) e períodos de aumento do risco parecem ser necessárias, especialmente nos jovens com baixo risco absoluto, mas com alto RR para DCV.102,104 O conceito de "idade vascular" (calculada pela VOP) e "idade cardiometabólica" podem auxiliar nessa estratégia.105,106

Medidas de PA realizadas fora do consultório por meio de MAPA e MRPA apresentam melhor valor prognóstico do que a medida de PA no consultório.107 Entretanto, medidas de PA obtidas pela MAPA ou MRPA, assim como a duração do tratamento anti-hipertensivo e o histórico dos valores de PA, ainda não estão incorporadas nas calculadoras de risco atuais. Por outro lado, os fenótipos de PA derivados de medidas obtidas dentro e fora do consultório, como HM, HMNC, HAB e HABNC, podem ter valor prognóstico e são úteis na avaliação de risco e manejo dos pacientes.108-110

Em comparação com a normotensão, a HM apresenta pior prognóstico CV, o qual é similar à HA sustentada, enquanto a HMNC apresenta pior prognóstico em comparação com a HA controlada, tendendo a ser similar à HA sustentada não controlada.108 Portanto, é recomendado que os pacientes com HM e HMNC sejam rotineiramente estratificados do ponto de vista CV da mesma forma que os pacientes com HA sustentada e HA sustentada não controlada, incluindo a avaliação de LOA.

No que se refere à HAB, diversas evidências apontam que esse fenótipo apresenta risco CV intermediário entre normotensão e HA sustentada, muito embora os mecanismos que medeiam esse aumento de risco não estejam bem estabelecidos.109 Portanto, sugere-se que os pacientes com HAB sejam regularmente avaliados do ponto de vista de estratificação de risco CV e LOA. Por outro lado, a HABNC parece não apresentar maior risco de eventos CV quando comparada à HA controlada, embora algumas evidências apontem para uma maior presença de LOA.109,110

A incorporação de novos marcadores para a estratificação do risco CV também pode ser útil para uma abordagem mais precisa e personalizada no manejo do paciente com HA. Nesse contexto, o uso de biomarcadores como lipoproteína(a),111 troponina ultrassensível e peptídeos natriuréticos (NT-proBNP e BNP),112 bem como métodos de imagem mais avançados, como o escore de cálcio coronariano,113 parecem estar emergindo como ferramentas adicionais na estratificação do risco CV.

Por fim, é importante destacar que a estratificação de risco CV em indivíduos com pré-hipertensão é fundamental para a orientação do início do tratamento anti-hipertensivo e para o controle mais adequado dos fatores de risco CV. Por outro lado, a avaliação do risco CV nos indivíduos com HA permite uma abordagem mais precisa e personalizada no manejo de medicamentos e direcionamento de metas para controle dos fatores de risco CV.

Fluxogramas para estratificação de risco CV em indivíduos com pré-hipertensão e HA estão apresentados na Figura 4.3.

Figura 4.3. Estratificação de risco cardiovascular dos indivíduos com pré-hipertensão e hipertensão arterial.

Figura 4.3

Recomendações para avaliação clínica e complementar, e estratificação de risco cardiovascular Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se realizar anamnese e exame físico com o objetivo de se obter um diagnóstico mais preciso e ajudar na identificação de causas secundárias de HA e LOA. FORTE BAIXA
Recomenda-se pesquisar FRCV e LOA idealmente em todos os pacientes no momento do diagnóstico de HA e repetir essa avaliação pelo menos anualmente, sendo a escolha do método decidida conforme os recursos disponíveis. FORTE BAIXA
Recomenda-se verificar a presença de doença renal e classificá-la de acordo com o KDIGO 2024. FORTE MODERADA
Recomenda-se avaliar o risco CV utilizando o escore PREVENT. FORTE ALTA
Recomenda-se estratificar o risco CV em indivíduos com pré-hipertensão com o objetivo de orientar o início do tratamento anti-hipertensivo e promover controle mais adequado dos FRCVs. FORTE ALTA
Recomenda-se estratificar o risco CV em pacientes com HA com o objetivo de promover uma abordagem mais precisa e personalizada no manejo de medicamentos e direcionamento de metas para controle dos FRCVs. FORTE ALTA

CV: cardiovascular; FRCVs: fatores de risco cardiovascular; HA: hipertensão arterial; KDIGO: Kidney Disease Improving Global Outcomes; LOA: lesão de órgãos-alvo; PREVENT: Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events.

5. Início de Tratamento e Metas Terapêuticas

5.1. Início de Tratamento

É discutível se a tomada de decisão para o início do tratamento deve se basear nos níveis pressóricos ou no risco CV associado. Uma metanálise publicad a em 2021 pelo The Blood Pressure Lowering Treatment Trialists’ Collaboration114 sugere que a redução da PA em valor fixo é igualmente eficaz na prevenção primária e secundária para a redução de eventos CV, mesmo em níveis pressóricos considerados "normais" e geralmente não considerados para o tratamento medicamentoso. Quanto maior for o risco individual, maior será o efeito em redução de desfechos para aquele indivíduo.

Em adição a essa informação, uma metanálise publicada em 2018 por Karmali et al.115 compara a estratégia baseada em metas de PA com aquela baseada no risco CV, e os resultados sugerem que a decisão de iniciar o tratamento baseada no risco CV é mais eficaz. No entanto, mesmo considerando que essa metanálise é de boa qualidade, implicando uma alta certeza da evidência, recomenda-se que a decisão para o início do tratamento considere a combinação de ambos.

Indivíduos com PA ≥ 120/80 mmHg devem adotar MNM com o objetivo de manter a PA < 130/80 mmHg e reduzir o risco CV (ver Capítulo 6). Para a decisão de início de tratamento, a estimativa de risco CV é importante para os pacientes com PA 130-139 e/ou 80-89 mmHg. Uma metanálise com 24 ensaios clínicos randomizados (ECRs) e 47.991 indivíduos investigou o efeito da redução da PA sobre desfechos CV em indivíduos com PA na faixa de pré-hipertensão e demonstrou redução significativa do risco de AVC (60%) para reduções de PAS/PAD de 10/5 mmHg em pacientes de alto e muito alto risco CV.116 No entanto, a metanálise de Karmali et al. questiona esses efeitos protetores.115

Para os pacientes com HA, a estratificação do risco CV não deve interferir na decisão de iniciar o tratamento. Os benefícios de tratar os pacientes com HA sem outros fatores de risco associados e que apresentem valores persistentes de PA significativamente elevados já estão bem estabelecidos e vêm sendo sistematicamente recomendados por diretrizes nacionais e internacionais.1,44,45,117

Assim, esta diretriz utiliza dados de metanálises com dados individuais de participantes de estudos randomizados conduzidos em indivíduos com HA Estágio 1 sem DCV prévia para a definição da melhor conduta.118,119 Um desses estudos evidenciou que o tratamento do paciente com HA de baixo risco não reduziu os desfechos de DAC, os eventos CV ou a mortalidade CV, em um seguimento de 4 a 5 anos.118 No entanto, houve uma tendência para a redução de AVC e mortalidade total, sendo que tais diminuições seriam provavelmente obtidas com um tempo de seguimento maior e/ou mais participantes incluídos nos estudos.

Uma segunda publicação demonstrou que, com o tratamento, havia redução de DCV e de mortalidade quando a PA inicial era ≥ 140/90 mmHg.119 No Estágio 1, houve redução significativa da mortalidade, mas a redução de eventos CV maiores foi menos relevante. Todos esses achados foram reforçados pelos resultados de uma análise de subgrupo do estudo HOPE-3 (Heart Outcomes Prevention Evaluation 3).114 Nesse estudo, naqueles pacientes classificados como Estágio 1 e risco CV intermediário, o tratamento anti-hipertensivo promoveu redução média de 6 mmHg na PAS e redução de 27% na taxa de eventos CV combinados em pacientes com PAS no consultório maior que 143 mmHg.114 Com base em tais dados, o tratamento medicamentoso deve ser iniciado junto com o tratamento não medicamentoso quando a PA no consultório for ≥ 140/90 mmHg.

As indicações para o início do tratamento não medicamentoso e medicamentoso estão apresentadas Tabela 5.1 e Figura 5.1.114,116,118-120

Tabela 5.1. Indicações de medidas não medicamentosas e medicamentosas de acordo com a pressão arterial e a idade.

Tratamento População-alvo Início do tratamento
Medidas não medicamentosas PA ≥ 120/80 mmHg No diagnóstico
Tratamento medicamentoso PA ≥ 140/90 mmHg No diagnóstico
PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV Quando não há controle da PA após 3 meses de MNM
Idosos ≥ 60 anos Quando PAS ≥ 140 mmHg
Idosos ≥ 80 anos Quando PAS ≥ 140 mmHg*

CV: cardiovascular; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica.

*

Avaliar com cautela e individualizar a estratégia em pacientes com história prévia de hipotensão ortostática, fragilidade moderada a grave e expectativa de vida menor que 3 anos.114,116,118-120

Figura 5.1. Início de tratamento e metas de pressão arterial.

Figura 5.1

5.2. Metas de Pressão Arterial

Com relação à meta de PA no paciente com HA de baixo risco CV, uma metanálise e dados de um grande estudo observacional sugerem que o alcance de PA < 140/90 mmHg é acompanhado por reduções significativas do risco de mortalidade, AVC e DRC em estágio final; no entanto, as maiores reduções do risco de mortalidade total foram observadas com valores de PAS menores que 130 mmHg.121,122 De acordo com revisão sistemática (RS) e metanálise publicada pela SBC, a recomendação desta diretriz é alcançar meta de PA < 130 × 80 mmHg mesmo em pacientes de risco baixo ou intermediário (Figura 5.1).123

Independentemente do nível pressórico, se estiver dentro da faixa considerada pré-hipertensão ou nos diferentes estágios de HA, a presença de DCV, de DM ou DRC, de hipercolesterolemia familiar, de LOA ou estimativa de risco ≥ 20% em 10 anos pelo escore de risco PREVENT são condições de alto ou muito alto risco CV.124

No estudo SPRINT (Systolic Blood Pressure Intervention Trial), realizado com pacientes sem diabetes de alto risco cardiovascular, a PAS média foi de 134,6 mmHg no grupo de tratamento padrão e de 121,5 mmHg no grupo de tratamento intensivo ao longo dos 3,26 anos de acompanhamento, resultando em taxas mais baixas de eventos CV fatais e não fatais e morte por qualquer causa.125 Alguns eventos adversos foram mais observados no grupo de tratamento intensivo. Assim, de uma forma geral, a meta de PA a ser atingida em pacientes de alto risco CV pode ser uniformizada para valores < 130/80 mmHg.123

A análise conjunta dos estudos SPRINT e ACCORD (Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes) mostrou que, quanto maior for o tempo na faixa de controle da PA, menores serão os riscos de eventos adversos renais e CV,46 destacando a importância da adesão e persistência ao tratamento.

5.3. Metas de Pressão Arterial na Medida Ambulatorial da Pressão Arterial e Medida Residencial da Pressão Arterial

Vale ainda considerar que, idealmente, devemos ter a medida da PA realizada tanto no consultório quanto no domicílio por meio da MAPA ou MRPA. Entre as várias vantagens das medidas dentro e fora do consultório, uma das mais importantes é identificar os diferentes fenótipos do comportamento da PA, o que implica em estratificações de risco e estratégias de tratamento distintas, assim como, em alguns cenários, utilizar metas guiadas pela MAPA ou MRPA.126

Nos fenótipos de HAB e HM, é recomendável sempre orientar as MNM e a terapia medicamentosa, quando indicada; nessas condições, as metas de controle da PA devem ser guiadas pelas medidas dentro e fora do consultório, de acordo com os valores de referência apresentados no Tabela 5.2.

Tabela 5.2. Metas de pressão arterial na medida ambulatorial da pressão arterial (nas 24 horas, vigília e durante o sono) e na medida residencial da pressão arterial.

PAS (mmHg) PAD (mmHg)
MAPA 24 horas < 130 < 80
MAPA vigília < 135 < 85
MAPA sono < 120 < 70
MRPA < 130 < 80

MAPA: monitoração ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitoração residencial da pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica.126

5.4. Curva em J da Pressão Arterial

No tratamento da HA, a redução excessiva da PA pode estar associada a um aumento no risco de eventos CV. Esse fenômeno sugere uma relação em forma de J ou U, em que tanto pressões muito altas quanto muito baixas estão associadas a riscos aumentados. Ou seja, haveria um limite abaixo do qual uma redução adicional poderia aumentar o risco de eventos adversos.127,128

A curva J é mais observada em relação à PAD, mais comumente em pacientes com DAC estabelecida. A principal hipótese é que valores muito baixos de PAD resultam em diminuição de fluxo na circulação coronariana. No entanto, dados observacionais nem sempre demonstram consistentemente uma curva J da PA em relação ao risco CV.127,128

Dados observacionais mais recentes demonstraram que a curva em J da PA não parece ser um processo causal, podendo haver diversos fatores de confusão.128-130 Um estudo de randomização mendeliana não linear não encontrou evidências de que a redução da PAD aumente o risco de eventos CV, sugerindo que o risco de IAM diminui consistentemente com a redução da PAD, mesmo em valores baixos.114 Em resumo, não há evidências que indiquem que uma PA baixa seja a causa de um estado de alto risco CV, mas simplesmente um marcador desse risco, especialmente entre adultos mais idosos e aqueles com comorbidades.

Revisões sistemáticas e metanálises recentes que avaliaram populações com DCV prévia e reduções da PAS além de 120 mmHg encontraram evidências robustas que sugerem haver benefício adicional na redução de desfechos duros.131

5.5. Reduções Intensas da Pressão Arterial e Risco de Eventos Adversos

A redução mais intensa dos valores da PA sempre suscita a discussão sobre possível aumento na incidência de efeitos colaterais graves, especialmente nos pacientes idosos e/ou frágeis. Uma metanálise recente que avaliou 20.895 indivíduos idosos tratados para a obtenção de metas mais rigorosas observou redução de 29% nos principais eventos CV, sem aumento nas reações adversas graves.132

Esses e outros achados reforçam a recomendação de metas mais intensas na redução da PA para os indivíduos com HA, independentemente da idade. Devemos estar atentos, no entanto, aos pacientes frágeis, aos muito idosos (≥ 80 anos), aos com expectativa de vida reduzida ou com características que possam aumentar o risco de efeitos adversos.131,133 Quando não for tolerada a meta < 130/80 mmHg, a PA deve ser reduzida até o menor valor tolerado.117

Uma pergunta importante e objeto de ensaios clínicos nos últimos anos é se reduções da PA abaixo de 120/70 mmHg, especialmente em pacientes com risco CV alto, adicionam maior proteção CV. Uma metanálise publicada em 2021 demonstrou que, para qualquer faixa inicial de PA (mesmo em indivíduos com valores sistólicos menores do que 120 mmHg), a cada redução de 5 mmHg, observou-se igual redução de 11% nos desfechos CV sem aumento relevante na incidência de eventos adversos.131

5.6. Considerações na Hipertensão Sistólica Isolada

Em um paciente com pressão de pulso (PP) ampla, PAS ≥ 140 mmHg e PAD < 90 mmHg, as evidências sugerem que a terapia anti-hipertensiva deve ser iniciada e intensificada, enquanto estiver bem tolerada, para reduzir o risco CV.134,135 Na HA sistólica isolada, obviamente, a meta de controle fica restrita à PAS. Na prática, esse controle pode ser limitado devido à redução concomitante e progressiva da PAD que já se encontra em níveis abaixo de 90 mmHg, podendo chegar a valores inferiores a 60 mmHg. No entanto, não existem evidências definitivas de um limite mínimo para a PAD nesse contexto, considerando que esses indivíduos são geralmente idosos e apresentam diferentes comorbidades. Como citado anteriormente, ainda não foi confirmada uma relação de causa-efeito entre uma PAD baixa e um maior risco CV.128 Por isso, a meta recomendada para controle da PA deve sempre ser buscada de forma individualizada, e o acompanhamento deve ser mais frequente, especialmente nos mais idosos com outras comorbidades.134

Alguns pacientes que conseguem atingir uma meta mais intensiva de PA, com valores abaixo de 120/70 mmHg, podem apresentar maior risco de hipotensão sintomática, síncope, injúria renal aguda e hipercalemia. Apesar de uma grande heterogeneidade nas métricas definidoras desses efeitos adversos, o controle mais rigoroso da PA deve ser mantido naqueles com boa tolerância ao tratamento anti-hipertensivo.136

A recomendação atual é que o tratamento da HA seja individualizado, considerando fatores como idade, fragilidade, polifarmácia e a presença de outras condições de saúde.136

Mensagens principais sobre o início do tratamento
A adoção de medidas de MNM tem por objetivo a redução do risco CV. Todos os indivíduos com PA ≥ 120/80 mmHg devem iniciar e manter MNM, mesmo após o início do tratamento medicamentoso, quando indicado.
A estimativa de risco CV é importante para os indivíduos com PA 130-139 e/ou 80-89 mmHg, estando indicado o início do tratamento medicamentoso para indivíduos de alto risco CV.
Para os pacientes com HA, o início do tratamento medicamentoso independe da estratificação do risco CV.

CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial.

Recomendações para início de tratamento Força da recomendação Certeza da evidência
Recomendam-se MNM para todos os indivíduos com PA ≥ 120/80 mmHg. FORTE ALTA
Recomenda-se tratamento medicamentoso após 3 meses de MNM para indivíduos com PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV. FORTE ALTA
Recomenda-se o início de tratamento medicamentoso para indivíduos com PA ≥ 140/90 mmHg. FORTE ALTA

CV: cardiovascular; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial. *Avaliar com cautela e individualizar a estratégia em pacientes com história prévia de hipotensão ortostática, fragilidade moderada a grave e expectativa de vida menor que 3 anos.114,116,118-121

Mensagens principais sobre as metas de pressão arterial
Não há evidências consistentes da existência de curva em J da PA para o risco CV.
Considerar e monitorar a tolerabilidade dos pacientes para reduções intensas da PA, em especial nos indivíduos frágeis, com idade ≥ 80 anos, com hipotensão ortostática sintomática, ou com expectativa de vida reduzida.
Quando não for tolerada a meta de PA < 130/80 mmHg, a PA deve ser reduzida até o menor valor tolerado.
Na HAB e HM, avaliar o alcance das metas de PA pela MAPA ou MRPA.
Na HA sistólica isolada, a meta de PAS < 130 mmHg deve ser alcançada, e a redução da PAD seve ser monitorada em relação a possíveis eventos adversos.

CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; HAB: hipertensão do avental branco; HM: hipertensão mascarada; MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica.

Recomendação para metas de pressão arterial Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com PA 130-139/80-89 mmHg e risco CV alto. FORTE ALTA
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para os pacientes com HA, independentemente de o risco CV ser baixo, moderado ou alto. FORTE ALTA
Recomenda-se que, para pacientes que não tolerem a meta de PA < 130/80 mmHg, deve-se reduzir a PA até o valor mais baixo tolerado. FORTE MODERADA
Recomenda-se confirmar o alcance da meta de PA com a medida da PA fora do consultório por meio da MAPA ou MRPA. FORTE BAIXA

CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial.

6. Medidas Não Medicamentosas

Diversas intervenções não medicamentosas são sugeridas para a promoção da saúde, prevenção e controle da PA. Este capítulo apresenta as evidências mais recentes e o grau de recomendação de cada uma delas na abordagem da HA. Devido à abrangência e diversidade das MNM, apenas algumas condutas apresentam estudos sobre seus efeitos em desfechos como mortalidade e eventos CV. Dessa forma, este capítulo e suas recomendações focam os efeitos das MNM sobre a PA, e os efeitos sobre mortalidade são apresentados apenas quando existem evidências específicas. O capítulo tem um objetivo prático, trazendo os resultados da magnitude de efeito de cada MNM e a recomendação de como aplicar cada uma delas. Além disso, em cada intervenção, novas abordagens com evidências promissoras de benefício são mostradas. Para completar, o capítulo aborda o papel fundamental da equipe multidisciplinar para o sucesso das MNM que impactam o controle da HA.

6.1. Cessação do Tabagismo

O tabagismo, considerado como o uso de produtos derivados do tabaco, narguilê e cigarros eletrônicos, é um dos mais relevantes fatores de risco CV, de modo que, parar de fumar se associa à redução de mortalidade geral e CV.137,138 A relação entre tabagismo e PA é controversa, com alguns estudos não demonstrando associação entre a intensidade do fumo e a PA,139 e com outros demonstrando aumento da PA com o início do hábito de fumar26 e redução da prevalência de HA nos ex-fumantes de longo prazo.140 Considerando a redução do risco CV global, parar de fumar deve ser recomendado por todos os profissionais da saúde para todos os pacientes, e as diversas estratégias e medicamentos disponíveis para auxiliar na adoção dessa conduta devem ser usadas a partir de orientação especializada.141

6.2. Perda de Peso

A HA está fortemente relacionada ao sobrepeso e à obesidade, visto que 60 a 77% dos obesos têm HA.142,143 Mesmo sem alcançar o peso corporal desejável, a perda ponderal reduz a PA e o risco CV proporcionalmente à magnitude e duração da perda de peso.143,144 Em uma metanálise, a redução de 1 kg de peso corporal promoveu redução de 1,05 mmHg na PAS e de 0,92 mmHg na PAD.145 Em pacientes obesos, a perda de peso se associa à redução de 15% na mortalidade.143,146 Assim, para pacientes com HA e que tenham sobrepeso ou obesidade, a perda de peso é uma recomendação essencial. Em adultos, o ideal é alcançar e manter um peso saudável, representado pelo IMC < 25 kg/m2.1,139 Em idosos, o IMC entre 22 e < 27 kg/m2.1,139

A avaliação não deve se limitar à análise do IMC, devendo-se incluir parâmetros de adiposidade central, como a circunferência abdominal (CA), que deve ser mantida < 102 cm em homens e < 88 cm em mulheres.1 A manutenção do peso corporal depende da adoção de hábitos saudáveis complementados por condutas medicamentosas e cirúrgicas, quando necessárias. Há evidências de que a cirurgia bariátrica associada a MNM seja mais efetiva em diminuir a HA e a DCV aterosclerótica na obesidade grave.143,144

6.3. Modificações na Ingestão Alimentar

Evidências consistentes indicam que algumas modificações na ingestão alimentar reduzem a PA e devem ser recomendadas aos pacientes com HA (Tabela 6.1). Essas recomendações e suas evidências são apresentadas a seguir.

Tabela 6.1. Medidas nutricionais para prevenção e tratamento da hipertensão arterial.

Modificação Meta
Redução na ingestão de sódio < 2 g/dia = 5 g de sal/dia = uma colher de chá/dia11
Aumento na ingestão dietética de potássio ≥ 3,5 g/dia18*
Diminuição do consumo de álcool Limitar a ingestão de bebida alcoólica: Homens – duas doses**/dia Mulheres – uma dose**/dia14 Deve-se evitar consumo episódico abusivo de álcool (binge drinking)14
Adoção de padrão alimentar saudável Adotar, preferencialmente, a dieta DASH14,23

DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension.

*

Exceto em pacientes com doença renal crônica ou com hiperpotassemia.

**

Existem diferentes definições para a quantidade de álcool presente em uma dose17, variando em média de 10 a 15 g. Recomendações recentes para a hipertensão arterial consideram que uma dose contém 10 a 12 g de álcool14, correspondendo a aproximadamente 200 mL de cerveja (5% de álcool), 100 mL de vinho (12% de álcool) e 25 mL de bebida destilada, como uísque, vodca e aguardente (40% de álcool).

6.3.1. Restrição na Ingestão de Sódio

O consumo elevado de sódio está associado ao aumento da PA, podendo ser responsável por cerca de 30% da prevalência de HA.147 A restrição na ingestão de sódio promove redução proporcional da PA, que é mais pronunciada em indivíduos com HA, negros e idosos.148 A redução da ingestão de cada 1,15 g/dia de sódio reduz a PAS e a PAD em 2,8 e 1,4 mmHg, respectivamente, em pacientes com HA.148 Assim, a restrição da ingestão de sódio para no máximo 2 g/dia é recomendada, o que corresponde a 5 g de sal de cozinha ou 1 colher de chá/dia.149

No Brasil e no mundo, a ingestão habitual de sódio é aproximadamente o dobro dessa recomendação.149 Alimentos in natura contribuem com uma parcela muito pequena dessa ingestão de sódio. Nos países de alta renda, a maior parte do sódio ingerido (70 a 80%) provém dos alimentos industrializados (processados e ultraprocessados) ou consumidos em fast-food e restaurantes. Nos países de renda baixa ou média, a principal fonte de sódio é a adição de sal durante a cocção (cozimento) ou à mesa, além do uso de condimentos ricos em sódio. A expansão da indústria de alimentos tem aumentado a exposição desses países aos alimentos processados.147,149

Estratégias para a redução da ingestão de sódio incluem a conscientização da população, a reformulação de alimentos industrializados, o uso de temperos, como ervas e pimentas, e a utilização de substitutos do sal nos quais parte do sódio é substituída por potássio.149,150 Esses substitutos do sal reduzem a PAS e a PAD em 5,9 e 2,2 mmHg, respectivamente, em pacientes com HA e podem diminuir o risco de eventos cardiovasculares, além da mortalidade CV e por todas as causas.24 Entretanto, os substitutos do sal contendo potássio podem elevar esse íon sérico em indivíduos com risco de hipercalemia, como pacientes com DRC.151 O sal hipossódico ou light pode ser considerado um substituto do sal, pois possui teor de sódio pelo menos 50% menor que o sal de cozinha.152 O sal de ervas (mistura do sal de cozinha com ervas secas como alecrim, manjericão, orégano e salsinha) é mais uma opção de sal com menor teor de sódio. Porém, outros tipos de sal, como o sal rosa do Himalaia e o sal marinho, apresentam o mesmo teor de sódio que o sal de cozinha.153,154

6.3.2. Aumento no Consumo de Potássio Dietético

O aumento da ingestão de potássio reduz a PAS e a PAD em cerca de 4,8 e 3,0 mmHg, respectivamente, nos pacientes com HA, sendo esse efeito mais acentuado quando a ingestão de sódio é elevada.150,155 Apesar da maioria dos estudos ter utilizado cápsulas de cloreto de potássio, a resposta da PA é similar quando a modificação dietética é usada.

Como dietas ricas em potássio refletem um padrão alimentar saudável, elas são a forma recomendada para aumentar a ingestão desse mineral,156 que deve ser de pelo menos 3,5 g/dia.156 Boas fontes de potássio incluem frutas, verduras, hortaliças, oleaginosas, leguminosas e laticínios pobres em gordura.151 Quatro a cinco porções de frutas (uma porção equivale a uma unidade média ou ½ xícara fruta fresca cortada) e hortaliças (uma porção equivale a uma xícara de hortaliças folhosas cruas ou ½ xícara de hortaliças cozidas) fornecem, em geral, de 1,5 a 3,0 g de potássio.45,157-159

6.3.3. Redução no Consumo de Álcool

O consumo de álcool tem associação direta com a PA e a incidência de HA, especialmente quando a ingestão é superior a duas doses/dia (10 a 12 g/dia).150,151,160 A redução na ingestão de álcool não diminui a PA em indivíduos com ingestão de até duas doses/dia, mas diminui naqueles com ingestão de três ou mais doses/dia, sendo a redução mais acentuada nos que ingerem seis ou mais doses/dia e reduzem essa ingestão em cerca de 50%, obtendo uma diminuição de 5,5 e 4,0 mmHg na PAS e PAD, respectivamente.161

Apesar de o consumo de álcool em quantidades pequenas a moderadas já ter sido associado a efeito cardioprotetor, evidências recentes indicam que essa associação pode ser atribuída a fatores de confusão e que, de fato, a ingestão de álcool tem relação com maior risco de DCV, havendo aumento exponencial com níveis mais elevados de ingestão.25 Portanto, mesmo em baixas doses, o consumo de álcool pode trazer prejuízos à saúde, e o maior risco está associado com o consumo elevado, sendo ele contínuo ou episódico.162 Assim, para indivíduos que consomem bebidas alcoólicas, a redução/moderação nessa ingestão é recomendada, associada à adoção de alguns dias na semana sem a ingestão de álcool para auxiliar no controle da PA.45,150,161

6.3.4. Adoção de um Padrão Alimentar Saudável

A avaliação do padrão alimentar, definido como a combinação de todos os alimentos habitualmente consumidos, permite estudar os nutrientes e alimentos de forma conjunta, além do sinergismo entre eles. Entre esses padrões, a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) enfatiza o consumo de frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura, cereais integrais, carnes magras e frutas oleaginosas, enquanto restringe o consumo de gorduras saturadas, carnes gordurosas, grãos refinados e açúcar de adição. Devido às suas características, é uma dieta rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras, contendo quantidades reduzidas de sódio, colesterol, gordura total e saturada.163 A dieta DASH reduz a PAS/PAD em 8,7/4,5 mmHg em pacientes com HA,164 e sua combinação com a restrição adicional de sódio produz maior redução.163

Outro padrão alimentar com efeito na PA é a dieta do Mediterrâneo, que é rica em frutas, hortaliças e cereais integrais, pobre em carne vermelha e que se caracteriza pelo consumo de peixe, oleaginosas e quantidades generosas de azeite de oliva e moderadas de vinho tinto.165 Essa dieta promove redução modesta da PAS/PAD de 1,5/0,9 mmHg.165 Assim, a adoção de um padrão alimentar saudável, como a dieta DASH ou Mediterrânea, é recomendada na HA. Os efeitos benéficos da dieta DASH e de outras dietas saudáveis dependem da adesão em longo prazo, o que, normalmente, é um desafio.151,166,167 As barreiras para essa adesão incluem a falta de motivação e o custo dos alimentos.

6.3.5. Outras Intervenções na Dieta

Outros componentes da alimentação também podem afetar a PA, porém as evidências atuais não são conclusivas/robustas. Alguns desses componentes são abordados a seguir:

  • Café e produtos com cafeína: estudos recentes sugerem que o consumo habitual moderado de café não eleva a PA e não aumenta o risco de HA.168 Assim, recomenda-se que o consumo de café seja moderado, chegando até três a quatro xícaras/dia.151 Quantidades mais elevadas devem ser evitadas devido ao elevado teor de cafeína que é, em média, de 80 mg/200 mL de café filtrado. A cafeína promove elevação aguda da PA, em especial, nos indivíduos que não têm o hábito de ingeri-la, sendo considerada segura a ingestão de até 400 mg/dia em adultos saudáveis.169 Assim, o consumo de outras bebidas ricas em cafeína, como os energéticos, também deve ser controlado;

  • Probióticos: nos últimos anos, surgiram evidências de que a suplementação de probióticos pode produzir redução modesta da PA em pacientes com HA;170

  • Suplementação de vitamina D: apesar de não haver consenso, a suplementação de vitamina D parece reduzir a PA especificamente em pacientes com HA que tenham hipovitaminose D.171

6.4. Prática de Atividade Física e Exercício Físico

AF refere-se a qualquer movimento corporal que aumente o gasto energético acima do repouso, como locomoção, atividades laborais, domésticas e de lazer. O exercício físico (EF), por sua vez, refere-se à AF estruturada, realizada com um objetivo específico, como melhorar a saúde e/ou a aptidão física. O comportamento sedentário é o tempo gasto em atividades de baixo gasto energético (≤ 1,5 MET [metabolic equivalente of task]), como aquelas realizadas na posição sentada, reclinada ou deitada (por exemplo, assistir à TV, usar o computador, jogar videogame etc.).172

Estima-se que cada hora passada em comportamento sedentário aumenta em 5% o risco CV. Assim, recomenda-se a interrupção do tempo em comportamento sedentário com a execução de AFs leves.173

A prática regular de AF diminui a PAS entre 2 e 5 mmHg e a PAD entre 1 e 4 mmHg, com essa redução sendo maior quanto maior for o nível inicial da PA.174 A prática de AF, principalmente de lazer, reduz em até 19% a incidência de HA e, nos pacientes com HA, diminui em cerca de 30% o risco de mortalidade.174,175 Assim, a prática regular de AF é recomendada para a prevenção e tratamento da HA.173,174

Em pacientes com HA, os maiores benefícios são obtidos com o EF estruturado. Tanto o treinamento aeróbico quanto o resistido dinâmico, o resistido isométrico e o combinado (aeróbico + resistido dinâmico) reduzem a PA de consultório (Tabela 6.2).176 Porém, apenas o treinamento aeróbico reduz a PA ambulatorial.177 Assim, na HA, recomenda-se o treinamento aeróbico, que pode ser associado ao resistido dinâmico para se obterem benefícios complementares à saúde.

Tabela 6.2. Redução da pressão arterial sistólica e da pressão arterial diastólica com os diferentes tipos de treinamento.

Treinamento PAS/PAD de consultório (mmHg)33 PAS/PAD de 24 horas (mmHg)34
Aeróbico -7,6/-4,7 -5,5/-3,8
Resistido dinâmico -2,6/-2,1 ---
Resistido isométrico -4,3/-5,0 ---
Combinado -5,3/-5,6 ---

PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica. --- sem efeito comprovado.

Outras modalidades de EF, como as realizadas em meio líquido, as práticas alternativas neuromotoras (ioga, tai chi chuan, pilates etc.) e o treinamento intervalado de alta intensidade, reduzem a PA de consultório em pacientes com HA, mas os poucos estudos que embasam esses efeitos têm qualidade limitada, não havendo evidências de redução da PA ambulatorial nem avaliação dos potenciais riscos.174 Assim, essas práticas não são recomendadas como tratamento da HA, mas podem ser usadas em situações pontuais.

A Tabela 6.3 apresenta as recomendações de AF e EF para pacientes com HA. Alguns cuidados devem ser tomados antes e durante essa prática.172,178 Para a prescrição de prática de AFs leves a moderadas em indivíduos sem doença cardíaca, renal ou cerebrovascular, a avaliação médica prévia não é obrigatória. Caso surjam sintomas durante a prática, deve-se interromper a atividade e procurar o médico. Indivíduos com HA que tenham comorbidades, sintomas cardiovasculares (angina, cansaço, dispneia, tontura, edema etc.), múltiplos fatores de risco ou que pretendem fazer atividades de alta intensidade ou competitivas devem se submeter à avaliação médica prévia. Recomenda-se o teste ergométrico para avaliar a aptidão física e prescrever o treinamento, pois ele possibilita avaliar a resposta da PA ao esforço e suspeitar da presença de DAC nos indivíduos sintomáticos ou com múltiplos fatores de risco. A sessão de treinamento não deve ser realizada se a PA estiver acima de 160/105 mmHg, e a intensidade deve ser reduzida se, durante o exercício aeróbico, a PA estiver acima de 180/105 mmHg.172,179-182

Tabela 6.3. Orientações para a prescrição de atividade física e exercício físico.

Interrupção do comportamento sedentário
– Levantar e se movimentar por 5 min a cada 30 min sentado.
Atividade física
– Realizar, pelo menos, 150 min/semana de AF aeróbica moderada ou 75 min/semana de AF aeróbica vigorosa, ou ainda, uma combinação equivalente de AF moderada e vigorosa.
– Para maior benefício, executar exercícios de fortalecimento muscular duas vezes/semana.
Treinamento físico
– Aeróbico complementado pelo resistido.
Prescrição do treinamento aeróbico – Obrigatório
– Modalidades diversas: andar, correr, dançar, nadar, entre outras.
– Volume: somar, pelo menos, 150 min/semana.
– Frequência: três a cinco vezes por semana (mais vezes – maior efeito);
– Duração: 30 a 60 min por sessão (mais tempo – maior efeito).
– Intensidade moderada definida por:
1) Maior intensidade conseguindo conversar (sem ficar ofegante);
2) Sentir-se "ligeiramente cansado" (12 a 13 na escala de Borg 20);
3) Manter a FC de treino na faixa calculada por:
FC treino = (FC máxima – FC repouso) x % + FC repouso
Em que: FC máxima: deve ser obtida num teste ergométrico máximo, feito em uso dos medicamentos regulares, ou pelo cálculo da FC máxima prevista pela idade (ou seja, 220 – idade). Essa fórmula não pode ser usada em paciente com HA que tenham cardiopatias, estejam em uso de BB ou de bloqueadores de canais de cálcio não di-hidropiridínicos; FC repouso: deve ser medida após 5 min de repouso deitado; %: utilizar 40% como limite inferior e 60% como superior.
Prescrição do treinamento resistido – Complementar
– Frequência: duas a três vezes/semana
– 8 a 10 exercícios para os principais grupos musculares, priorizando a execução unilateral, quando possível
– Uma a três séries
– 10 a 15 repetições até a fadiga moderada (ou seja, repetição na qual há redução da velocidade de movimento) – aproximadamente 60% de 1RM
– Pausas longas passivas: 90 a 120 s

1RM: repetição máxima; AF: atividade física; FC: frequência cardíaca; HA: hipertensão arterial; BB: betabloqueadores. Adaptado das referências.1,172,173,178

6.5. Abordagem de Aspectos Psicoemocionais

6.5.1. Técnicas de Abordagem do Estresse

O estresse mental está associado a um risco aumentado de HA e possui maior incidência em pacientes com HA do que em normotensos.18 Intervenções usuais para a redução do estresse podem diminuir a PAS e a PAD, porém apresentam menor certeza de evidência do que as demais intervenções de mudanças de estilo de vida.164 De modo geral, as terapias comportamentais de abordagem do estresse não apresentam evidências robustas de eficácia na diminuição da PA, exceto a meditação.164 Nesse sentido, uma metanálise demonstrou que programas de redução de estresse baseados em mindfulness, que consistiam em pelo menos oito sessões de meditação intensiva, reduziram a PAS e a PAD em 6,6/2,5 mmHg, respectivamente.183 Além disso, a meditação transcendental reduziu em 5,6 mmHg a PAS e em 2,9 mmHg na PAD, enquanto outras técnicas de meditação reduziram a PAS em 5,1 mmHg e a PAD em 2,6 mmHg.184-186

6.5.2. Respiração Lenta

A respiração lenta ou guiada se refere à redução da frequência respiratória para 6 a 10 respirações/min durante 15 a 20 min/dia. Em comparação com a respiração natural, a respiração lenta promove redução de 6,4 mmHg na PAS e na PAD.187 Em pacientes com HA e DCV, exercícios voluntários de respiração lenta também reduzem a PAS e a PAD.187

Considerando-se a respiração lenta guiada por equipamento (device guided breathing; Resperate device®), embora uma metanálise tenha evidenciado redução da PA, esse efeito desapareceu quando os estudos relacionados à indústria de equipamentos foram excluídos.188 Assim, recomenda-se a respiração lenta como terapia coadjuvante de baixo risco para a HA.

6.5.3. Espiritualidade e Religiosidade

Espiritualidade é definida como um conjunto de valores morais, mentais e emocionais que norteiam pensamentos, comportamentos e atitudes nas circunstâncias da vida de relacionamento intra e interpessoal, sendo passível de mensuração. Assim, ela difere de religiosidade, que pode ser conceituada como o quanto um indivíduo acredita, segue e pratica uma religião, definida, por sua vez, como um construto multidimensional que inclui crenças, comportamentos, dogmas, rituais e cerimônias, que podem ser realizados ou praticados em contextos privados ou públicos.189

O bem-estar espiritual e o cultivo de sentimentos edificantes podem ter efeitos benéficos na saúde CV, com redução do risco CV e menor prevalência de HA.190 Recentemente, o estudo FEEL demonstrou redução de 7,6 mmHg da PAS com o estímulo dos sentimentos de perdão, gratidão, otimismo e propósito de vida.191 Recomenda-se o treinamento dos profissionais de saúde para a abordagem de aspectos de espiritualidade e religiosidade, com respeito e sem interferências nas crenças do paciente.192

6.6. Equipe Multiprofissional na Adoção das Medidas Não Medicamentosas

Estudos evidenciam melhor controle da PA com a abordagem multiprofissional, promovendo maior controle dos fatores de risco CV e redução de morbidade e mortalidade CV.193 Alguns estudos descritivos mostram que cuidados dispensados por equipes e decisões compartilhadas entre profissionais com a coparticipação do paciente estão associados à redução de custos e ao melhor resultado na HA.194 A atuação multiprofissional foi empregada com sucesso em alguns serviços de atenção primária, secundária e terciária, tendo resultado numa taxa de controle da HA de 68%.195 Assim, o atendimento multiprofissional amplo é recomendado na prevenção e tratamento da HA.

A equipe deve incluir profissionais de diversas formações (médicos da atenção primária à saúde, cardiologistas, endocrinologistas, nefrologistas, geriatras, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, profissionais de educação física, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da saúde comunitária, entre outros), pois eles se complementam, integrando competências, habilidades e conhecimentos, dividindo responsabilidades e compartilhando decisões.196 O foco deve ser no paciente e deve-se permitir o protagonismo dos diversos atores, desenvolvendo um campo de pesquisa em serviço e proporcionando o crescimento profissional. Ações educativas e terapêuticas devem ser estendidas a todos os pacientes, seus familiares e à comunidade, considerando-se, sempre, as particularidades socioculturais, locais e regionais. Estratégias modernas envolvendo o uso de mídias sociais, técnicas de educação à distância e recursos digitais educacionais podem facilitar a adoção e adesão às MNM de tratamento da HA.197

6.7. Considerações Finais sobre as Medidas não Medicamentosas

Diversas condutas com diferentes graus de evidência e recomendação constituem MNM de prevenção e tratamento da HA. A Figura 6.1 resume as principais recomendações que, além de efeito na HA, trazem benefícios à saúde em geral. Assim, exceto nas situações especificadas nos quadros, elas devem ser recomendadas por todos os profissionais de saúde para todos os adultos com PA ≥ 120/80 mmHg e, em especial, para os pacientes com HA.

Figura 6.1. Medidas não medicamentosas para a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial.

Figura 6.1

Recomendações para medidas não medicamentosas de abordagem da PA Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a cessação do tabagismo para a redução de eventos cardiovasculares e morte. FORTE ALTA
Recomenda-se a diminuição do peso corporal para a redução da PA e de mortalidade em pacientes com obesidade. FORTE ALTA
Recomenda-se a redução da ingestão de sódio e aumento da ingestão de potássio (exceto para pacientes com DRC) dietético para a redução da PA. FORTE ALTA
Recomenda-se limitação do consumo máximo diário de álcool para a redução da PA. FORTE MODERADA
Recomendam-se a dieta DASH e a prática regular de AF moderada para a redução da PA e mortalidade. FORTE ALTA
Recomenda-se treinamento aeróbico para a redução da PA. FORTE ALTA
Recomenda-se meditação para a redução da PA. FORTE MODERADA
Recomendação a favor da prática de respiração lenta para a redução de PA. NEUTRA BAIXA
Recomenda-se a abordagem de aspectos de espiritualidade e religiosidade no tratamento da HA. NEUTRA BAIXA
Recomenda-se a atuação de equipe multiprofissional para se atingir um melhor controle da PA. FORTE BAIXA

DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; DRC: doença renal crônica; HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; AF: atividade física.

7. Tratamento Medicamentoso

7.1. Objetivos do Tratamento e Racional para o Uso de Medicamentos

A diminuição da morbimortalidade é o objetivo primordial do tratamento anti-hipertensivo. A redução da PA é a primeira meta, com o objetivo maior de reduzir desfechos CV, renais, e mortalidade associados à HA, independentemente da idade do indivíduo.114,198-200

Uma evidência de alta qualidade, obtida por meio do projeto colaborativo dos Trialists’, analisou os dados individuais de cerca de 350.000 participantes de 48 ECRs, cujo objetivo era avaliar os desfechos CV com a redução da PA em resposta ao tratamento anti-hipertensivo. Durante média de acompanhamento de 4,2 anos, uma redução de 5 mmHg na PAS reduziu o RR de eventos CV maiores em 10%. Os riscos de AVC, IC, DAC e morte por DCV foram reduzidos em 13, 13, 8 e 5%, respectivamente. Observou-se que os benefícios foram maiores quanto maior era o risco CV e maior a redução da PA.114

7.1.1. Insuficiência Cardíaca

Com o tratamento da HA, o risco de desenvolver IC é reduzido em 30% nas populações mais jovens, em 50% nos idosos e em quase 80% entre os idosos com história de IAM. Além disso, o controle da PA diminui o risco de nova IC em aproximadamente 50%.201,202

7.1.2. Acidente Vascular Cerebral

A terapia anti-hipertensiva reduz significativamente o risco de AVC, tanto em prevenção primária quanto secundária. Um estudo de metanálise demonstrou que a redução da PAS em 10 mmHg está associada a uma redução de 33% no risco de AVC.203 Além disso, a análise do estudo HOPE-3 mostrou que a combinação de terapia anti-hipertensiva com estatinas reduziu significativamente o risco de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) em 59% em pessoas com risco CV intermediário.204 Isso também ocorre em prevenção secundária. Uma metanálise de ECRs mostrou que o tratamento anti-hipertensivo reduziu o risco de AVC recorrente em 27%.205

7.1.3. Doença Arterial Coronariana

A redução da PAS em 10 mmHg está associada a uma diminuição de 17% no risco de DAC.120 Uma redução da PA em pacientes com HA à meta pode levar a uma diminuição de 40 a 50% no risco de morte por DAC em pessoas de meia-idade. No entanto, é importante notar que a eficácia do tratamento pode variar dependendo de fatores como a presença de comorbidades e as classes de medicamentos utilizadas.120,206

7.1.4. Doença Renal Crônica

De acordo com o estudo FROM-J (Frontier of Renal Outcome Modifications in Japan), uma meta de PAS < 130 mmHg está associada à redução de 42% no risco de desfechos renais em pacientes que inicialmente apresentavam PAS ≥ 130 mmHg.207 Além disso, o estudo ARIC (Atherosclerosis Risk in Communities) sugere que uma redução modesta na PAS em toda a população pode prevenir novos casos de DRC, com uma redução estimada de 11,7 a 13,4 eventos de DRC por 100.000 pessoas-ano para cada diminuição de 1 mmHg na PAS.208

7.1.5. Morte Cardiovascular

A metanálise de Ettehad et al. demonstrou que uma redução de 10 mmHg na PAS resulta em uma redução de 13% na mortalidade por todas as causas, o que inclui a morte CV.120

Um resumo desses benefícios do tratamento medicamentoso da HA pode ser visualizado na Figura 7.1.114,120,198-208

Figura 7.1. Benefícios do tratamento medicamentoso da hipertensão arterial.114,120,198-208.

Figura 7.1

7.2. Tratamento Medicamentoso

O tratamento medicamentoso da HA é baseado em diretrizes que recomendam o uso de classes específicas de medicamentos, com base principalmente em evidências robustas de ECR e controlados que demonstraram a eficácia na redução da PA e na diminuição do risco de eventos CV e renais.1,117,209

As classes de medicamentos mais recomendadas incluem diuréticos (DIUs) tiazídicos ou tiazídicos similares, inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs), bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRAs) e bloqueadores dos canais de cálcio (BCCs). Há controvérsias sobre se os betabloqueadores (BBs) poderiam ser incluídos na lista de medicamentos preferenciais45,117,150,210 e, por esse motivo, foi elaborada uma RS com metanálise especificamente para essa diretriz, visando encontrar uma resposta baseada em evidências robustas, a qual será discutida neste capítulo. Por outro lado, o uso dos BBs está consagrado quando há condições clínicas associadas como: síndromes coronarianas (pós-IAM e angina);211 em fibrilação atrial (FA); insuficiência cardíacada com fração de ejeção reduzida (ICFEr); para o controle da frequência cardícada (FC); em mulheres com chance ou planejando engravidar,212 e na DRC em hemodiálise.213

Há grandes disparidades globais entre países de alta e baixa renda no que se refere ao diagnóstico, tratamento e controle da HA, apesar dos reconhecidos benefícios sobre a morbidade e mortalidade CV e renal, ou seja, há muito o que se planejar e implementar para melhores desfechos.214

7.3. Princípios Gerais do Tratamento Medicamentoso

A maioria dos pacientes com HA necessitará, além de MNM, de medicamentos em associação para alcançar a meta de PA recomendada (ver Capítulo 5).

Capítulo 5. Início de tratamento e metas terapêuticas.

Recomendações para início do tratamento anti-hipertensivo Força da recomendação Certeza da evidência
Recomendam-se MNM para todos os indivíduos com PA ≥ 120/80 mmHg. FORTE ALTA
Recomenda-se tratamento medicamentoso após 3 meses de MNM para indivíduos com PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV. FORTE ALTA
Recomenda-se o início de tratamento medicamentoso para indivíduos com PA ≥ 140/90 mmHg. FORTE ALTA

CV: cardiovascular; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial.

O Quadro 7.1 mostra as cinco principais classes de medicamentos anti-hipertensivos que demonstraram reduções da PA comparadas com placebo, acompanhadas de benefícios consideráveis sobre desfechos CV e renais fatais ou não, destacando-se que esses benefícios estiveram relacionados fundamentalmente à redução da PA.215-219

Quadro 7.1. Principais classes de medicamentos anti-hipertensivos utilizados no tratamento da hipertensão arterial215-219.

Diuréticos (DIUs)
Bloqueadores dos canais de cálcio (BCCs)
Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs)
Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (BRAs)
Betabloqueadores (BBs), com indicações específicas

Informações específicas sobre cada classe de medicamentos serão abordadas nos Quadros 7.2 a 7.6.

Quadro 7.2. Diuréticos, suas doses diárias habituais (mg/dia), frequência de tomadas (número de doses/dia) e informações adicionais.

DIURÉTICOS
Inibem a reabsorção de sódio em diferentes locais do néfron, determinando natriurese. No longo prazo, diminuem a resistência periférica. Podem ser associados sinergicamente com outros anti-hipertensivos.
Classe e medicamento Dose diária habitual (mg) Frequência (nº de doses/dia) Informações adicionais
DIURÉTICOS TIAZÍDICOS E SÍMILES
Hidroclorotiazida – 50 1 – Ação no túbulo contornado distal. – Doses maiores aumentam o efeito diurético, mas também os efeitos colaterais metabólicos, sem acrescentar efeito anti-hipertensivo. – Contraindicação em gota ativa.
Clortalidona 12,5 – 25 1
Indapamida (slow release) 1,5 – 3,0 1
DIURÉTICOS DE ALÇA
Furosemida 20 – 240 1 a 3 – Ação no ramo ascendente espesso da alça de Henle. – Utilizada na DRC, IC e estados edematosos (retenção de sódio e água).
DIURÉTICOS POUPADORES DE POTÁSSIO
Espironolactona 25 – 100 1 a 2 – Antagonista dos receptores mineralocorticoides –hormonal não seletivo. – Uso em IC, status de hiperaldosteronismo, HA resistente e refratária (4º medicamento), HA com comorbidades, diminui proteinúria. – Pode provocar hiperpotassemia, particularmente na DRC e associado à IECA ou BRA. – Efeitos colaterais: ginecomastia, diminuição da libido, impotência.
Eplerenona 25 – 100 1 – Antagonista dos receptores mineralocorticoides – não hormonal seletivo. – Mais seletiva para receptores de aldosterona (↓ efeitos adversos). – Hiperpotassemia similar à espironolactona. – Mesmas indicações que a espironolactona.
Amilorida 2,5 – 5 1 – Ação nos canais de sódio do túbulo distal e coletor. – Disponível em associação com diurético tiazídico ou similar.

BRA: bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II; DRC: doença renal crônica; HA: hipertensão arterial; IECA: Inibidores da enzima conversora da angiotensina; IC: insuficiência cardíaca.

Quadro 7.6. Betabloqueadores, suas doses diárias habituais (mg/dia), frequência de tomadas (número de doses/dia) e informações adicionais.

Classe e Medicamento Dose diária habitual (mg) Frequência (número de doses/dia) Informações adicionais e recomendações
Betabloqueadores Indicações: ICFEr, Síndromes coronarianas agudas, no pós-IAM e em pacientes com angina, e fibrilação atrial. Hipertensão associada a arritmias, tremor essencial, prolapso de válvula mitral, enxaqueca, ansiedade, hipertensão portal, síndromes hipercinéticas como tireotoxicose, apneia obstrutiva do sono. Contraindicações: broncopatia grave ou descompensada (se indispensável, usar os cardiosseletivos ou com ação vasodilatadora, com cautela), bloqueio sinoatrial ou atrioventricular, bradicardia (FC < 50 bpm), doença arterial obstrutiva periférica (exceto para os betabloqueadores com ação vasodilatadora).
1ª GERAÇÃO E NÃO CARDIOSSELETIVO
Propranolol 80 – 320 2 a 3 – Bloqueiam os receptores β1 (principalmente no miocárdio) e β2 (músculo liso, pulmões, vasos sanguíneos etc.). – Efeitos periféricos mais acentuados, como aumento da resistência arterial periférica e broncoconstrição. – Pindolol possui atividade simpatomimética intrínseca que proporciona menor bradicardia.
Nadolol 40 – 160 1
Pindolol 10 – 60 1
2ª GERAÇÃO E CARDIOSSELETIVO
Atenolol 50 – 100 1 a 2 – Bloqueiam apenas os receptores β1 adrenérgicos, presentes em maior parte no coração, no sistema nervoso e nos rins e, portanto, sem os efeitos de bloqueio periférico indesejáveis. – Doses muito altas podem ter ação nos receptores β2.
Metoprolol 50 – 200 1
Bisoprolol 5 – 20 1
3ª GERAÇÃO
Nebivolol 2,5 – 10 1 – Cardiosseletivo. – Ação vasodilatadora por maior disponibilidade do óxido nítrico.
Carvedilol 6,25 – 50 1 a 2 – Não cardiosseletivo. – Efeito alfa e betabloqueador, produz menor bradicardia e vasodilatação. Indicado na ICFEr.

bpm: batimentos por minuto; FC: frequência cardíaca; IAM: infarto agudo do miocárdio; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.

Quadro 7.3. Bloqueadores dos canais de cálcio, suas doses diárias habituais (mg/dia), frequência de tomadas (número de doses/dia) e informações adicionais.

BLOQUEADORES DE CANAIS DE CÁLCIO (BCC)
Bloqueiam os canais lentos de cálcio, diminuindo o influxo de cálcio nas células musculares lisas vasculares e a resistência vascular. Todos têm demonstrado reduções similares da pressão arterial em doses equipotentes. Podem ser associados sinergicamente com outros anti-hipertensivos.
Classe e medicamento Dose diária habitual (mg) Frequência (nº de doses/dia) Informações adicionais
Bloqueadores de canais de cálcio di-hidropiridínicos
Anlodipino 2,5 – 10 1 – Evitar uso em pacientes com ICFEr e em taquiarritmias. – Pode provocar cefaleia, rubor facial, edema de membros inferiores. – Edema dose-dependente que melhora com uso de bloqueadores do SRAA e não responde bem a diuréticos.
Felodipino 2,5 – 10 1
Nifedipino 10 – 60 1 – 3
Nitrendipino 10 – 30 1
Manidipino 10 – 20 1
Lacidipino 2 – 6 1
Lercanidipino 10 – 20 1
Levanlodipino 2,5 – 5 1
Bloqueadores de canais de cálcio não di-hidropiridínicos Pouco utilizados no tratamento da hipertensão arterial atualmente
Fenilalquilamina (Verapamil) 120 – 360 1 a 2 – Evitar uso em pacientes com ICFEr. – Evitar associação com BBs ou pacientes com bradicardia (FC < 50 bpm).
Benzotiazepina (Diltiazem) 80 – 240 1 a 2 – Mesmo cuidado com bradicardia e associação com BBs.

bpm: batimentos por minuto; FC: frequência cardíaca; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida; SRAA: sistema renina angiotensina aldosterona; BBs=: betabloqueador; BCC: bloqueadores de canais de cálcio.

Quadro 7.4. Inibidores da enzima conversora da angiotensina, suas doses diárias habituais (mg/dia), frequência de tomadas (número de doses/dia) e informações adicionais.

Classe e medicamento Dose diária habitual (mg) Frequência (nº de doses/dia) Informações adicionais e recomendações
Inibidores da enzima conversora da angiotensina II
Bloqueiam a ECA, reduzindo a produção de angiotensina II e a degradação da bradicinina; têm propriedades anti-ateroscleróticas e anti-inflamatórias. Eficazes na ICFEr e pós-IAM; diminuem progressão da DRC, proteinúria e HVE. Associam-se sinergicamente a outros anti-hipertensivos.
Captopril 25 – 150 2 a 3 – Geralmente, bem tolerados. – Evitar uso em mulheres em idade fértil e contraindicado na gravidez. – Contraindicação em associação com BRA. – Pode ser usado com espironolactona na IC e DRC com proteinúria. – Contraindicado na estenose de artéria renal bilateral ou em rim único. – Risco de hiperpotassemia (especialmente em DRC avançada ou uso de potássio/espironolactona). – Pode piorar a função renal no início, com estabilização posterior. – Tosse é efeito colateral comum (por acúmulo de bradicinina).
Enalapril 5 – 40 1 a 2
Benazepril 10 – 40 1 a 2
Lisinopril 10 – 40 1
Fosinopril 10 – 40 1
Ramipril 2,5 – 20 1 a 2
Perindopril 4 – 16 1

BRA: bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II; DRC: doença renal crônica; ECA: enzima conversora da angiotensina; HVE: hipertrofia ventricular esquerda; IAM: infarto agudo do miocárdio; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida; IC: insuficiência cardíaca; SRAA: sistema renina angiotensina aldosterona.

Quadro 7.5. Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II, suas doses diárias habituais (mg/dia), frequência de tomadas (número de doses/dia) e informações adicionais.

Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II Impedem ação da angiotensina II por bloqueio do receptor AT1; propriedades anti-ateroscleróticas e anti-inflamatórias. Eficazes na ICFEr, pós-IAM; reduzem progressão de DRC, proteinúria e HVE. Associam-se sinergicamente a outros anti-hipertensivos.
Medicamento Dose diária habitual (mg) Frequência (nº de doses/dia) Informações adicionais e recomendações
Losartana 50 – 100 1 a 2 Mesmas informações, recomendações e efeitos colaterais dos IECAs, com exceção de tosse
Valsartana 80 – 320 1
Irbesartana 150 – 300 1
Candesartana 8 – 32 1
Olmesartana 20 – 40 1
Telmisartana 20 – 80 1

DRC: doença renal crônica; HVE: hipertrofia ventricular esquerda; IAM: infarto agudo do miocárdio; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida; IECAs: inibidores da enzima conversora da angiotensina.

Outras classes de medicamentos, como antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARMs) não seletivos, alfabloqueadores, simpatolíticos de ação central e periférica e vasodilatadores de ação direta, não foram amplamente estudadas em ECR e se associam a maior taxa de eventos adversos, devendo ser utilizadas quando não houver controle da PA em pacientes que já estão em uso de associações de medicamentos com as principais classes já mencionadas (Quadro 7.1).

As características desejáveis em um medicamento anti-hipertensivo são: ser capaz de reduzir a morbidade e a mortalidade CV e renal; demonstrar eficácia por via oral e boa tolerabilidade; ter ação prolongada, possibilitando sua utilização em dose única diária; apresentar sinergismo farmacológico com outras classes medicamentosas, permitindo seu uso em associação; passar por controle de qualidade em sua produção, não devendo ser utilizados medicamentos manipulados.1

Além de se considerarem as características dos medicamentos, é importante:

  • Fazer os ajustes de tratamento geralmente após 4 semanas de uso, salvo em situações específicas;

  • Orientar pacientes e eventuais cuidadores que, para o sucesso do controle da PA, é absolutamente necessária a adesão ao tratamento;

  • Considerar que podem ser precisos ajustes de doses, trocas ou associações de outros medicamentos;

  • Alertar sobre o eventual aparecimento de efeitos adversos e como lidar com eles.

Os medicamentos anti-hipertensivos em monoterapia ou em associação podem ser administrados pela manhã ou à noite, com eficácia similar.220

7.4. Classes dos Medicamentos Utilizados no Tratamento da Hipertensão Arterial

A Figura 7.2 resume o octeto do tratamento da HA, de tal modo que as classes preferenciais estão na base da pirâmide, e os medicamentos menos utilizados e com menores evidências disponíveis na literatura estão no topo.

Figura 7.2. Octeto do tratamento da hipertensão arterial. Adaptada de Feitosa et al.221.

Figura 7.2

A inclusão dos BBs na base do octeto do tratamento da HA, com indicações específicas, foi baseada em RS com metanálise desenvolvida pela SBC, visando sanar as controvérsias existentes entre diretrizes sobre sua recomendação.117,219,221

Foram incluídos sete ECRs que preencheram os critérios de inclusão, com o objetivo de avaliar a eficácia e segurança do atenolol no tratamento de HA primária em comparação a outros medicamentos anti-hipertensivos sabidamente eficazes, modificadores de desfechos e bem tolerados.211

A pergunta PICO (paciente/problema, intervenção, comparador, desfecho – patient/problem, intervention, comparison, outcome) limitou-se ao atenolol, porque é o único entre os BBs que tem ECRs que pudessem ser incluídos na análise e, portanto, essa recomendação não pode ser estendida a outros BBs não avaliados.211

O atenolol, em comparação a anlodipino e losartana, apresentou uma incidência pouco maior de eventos CV, com certeza de evidência baixa e moderada, respectivamente.211

Nessa análise, a combinação de hidroclorotiazida (HCTZ) e amilorida foi a intervenção que apresentou maior redução de eventos CV, embora com certeza de evidência muito baixa. A redução da PA, no entanto, foi semelhante entre todas as comparações medicamentosas, podendo ser constatada pequena diferença em relação à redução a desfechos CV a favor de diuréticos tiazídicos, anlodipino e losartana. Note-se que essa é uma recomendação fraca, com baixa ou muito baixa certeza da evidência, à exceção da comparação de atenolol com losartana, que apresentou moderada certeza da evidência (entre os resultados em que houve diferença no efeito das estratégias comparadas).211

Assim, com os resultados obtidos, o uso de atenolol é uma opção para o tratamento de HA primária em associação a outros anti-hipertensivos considerados de primeira escolha (diuréticos tiazídicos ou tiazídicos similares em baixas doses, bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e BCCs. Deve-se individualizar essa prescrição de acordo com as melhores indicações, comorbidades, características clínicas e preferências de cada indivíduo.211

Os Quadros 7.2 a 7.7 resumem todos os medicamentos disponíveis do Brasil, de acordo com suas características farmacológicas, doses e frequência de administração, principais indicações e informações adicionais, que incluem os principais efeitos colaterais.

Quadro 7.7. Outros medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão arterial: simpatolíticos e vasodilatadores de ação direta, suas doses diárias habituais (mg/dia), frequência de tomadas (número de doses/dia) e informações adicionais.

Classe e medicamento Dose diária habitual (mg) Frequência (número de doses/dia) Informações adicionais e recomendações
SIMPATOLÍTICOS DE AÇÃO CENTRAL
Metildopa 500 – 2000 2 – Medicamento de escolha na HA durante a gestação, praticamente sua única indicação.
Clonidina 0,2 – 0,9 2 a 3 – A retirada abrupta da clonidina pode provocar hipertensão rebote (crise hipertensiva) por liberação de catecolaminas na terminação sináptica. – Pode ser utilizada em elevação aguda da PA e na HA resistente e refratária como um dos medicamentos, especialmente quando ocorrem efeitos adversos intoleráveis com espironolactona ou eplerenona.
SIMPATOLÍTICOS DE AÇÃO PERIFÉRICA
Prazosina 1 – 20 2 a 3 – Iniciar com dose baixa antes de deitar-se, pois pode provocar hipotensão ortostática. Aumentar progressivamente a dose a cada 2 dias. – Pode induzir taquifilaxia e efeito de primeira passagem.
Doxazosina 1 – 16 1 – Outros alfabloqueadores indicados para hiperplasia benigna de próstata, com uso eventual em HA: tansulosina, alfuzosina, silodosina.
Terazosina 1 – 20 1
VASODILATADORES DE AÇÃO DIRETA
Hidralazina 50 – 200 2 a 3 – Pode provocar retenção de sódio e água, hipervolemia e taquicardia reflexa. – Pode ser necessária a associação com diuréticos de alça e/ou betabloqueadores. – Não utilizar isoladamente. – Possível uso durante a gestação.
Minoxidil 5 – 40 1 – Indicado em hipertensão resistente ou refratária, hipertensão maligna, ou para a retirada de medicamentos vasodilatadores intravenosos – Mesmos efeitos (adversos ou não) da hidralazina, exceto não poder ser utilizado na gestação e causar hirsutismo.

HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial

7.5. Medicamentos Indicados para outras Doenças e que têm Ação sobre a Pressão Arterial e Eventos Cardiovasculares, porém ainda Não Consolidados como Rotina no Tratamento da Hipertensão Arterial

7.5.1. Sacubitril/Valsartana

Inicialmente desenvolvido para tratar HA, mostrou benefícios em mortalidade e morbidade em pacientes com ICFEr, porém faltam dados para indicá-lo no tratamento da HA isoladamente.45,114,199,211,222

Uma metanálise mostrou que sacubitril/valsartana foi mais eficaz em diminuir a PA quando comparada à olmesartana,223,224 e outra metanálise em rede, sobre uso dessa medicação em HA primária, concluiu que a melhor dose em termos de eficácia anti-hipertensiva avaliada pela MAPA foi de 200 mg/dia.225,226 De qualquer forma, mais ECRs são necessários para determinar o valor incremental do sacubitril/valsartana como agente anti-hipertensivo em relação às classes de anti-hipertensivos já recomendadas, pois não há RS e metanálise que tenha abordado desfechos duros e efeitos adversos, como hipotensão. Tosse e angioedema são efeitos colaterais que podem ser observados. Lembrar que a associação de IECA ou BRA com sacubitril/valsartana não é recomendada.

7.5.2. Inibidores de Cotransportador de Sódio-Glicose Tipo 2

Esses medicamentos mostraram efeitos positivos em eventos CV e na função renal, tanto em pacientes com diabetes quanto em pacientes com DRC de outras causas e na IC. No entanto, têm ação pouco significante sobre a diminuição da PA.213-215

Os mecanismos anti-hipertensivos dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (sodium/glucose cotransporter 2 inhibitors – iSGLT2) envolvem natriurese e diurese osmótica, levando à redução do volume intravascular e da resistência vascular periférica (RVP). Além disso, há ativação do feedback tubuloglomerular e a perda de peso associada ao uso desses agentes pode contribuir adicionalmente para a redução pressórica. A presença de receptores no sistema nervoso central (SNC) deve ter importância nessa ação modesta sobre a PA.227

Uma metanálise demonstrou que os iSGLT2 reduzem significativamente a PAS e a PAD pela MAPA, em pacientes com DM2 e HA, com uma diferença média de −5,08 mmHg e −2,73 mmHg, respectivamente.228

Há estudos consistentes na literatura de que os iSGLT2 promovem redução modesta, porém consistente, da PA em pacientes com DM2, com menor magnitude em outras populações. Esses efeitos são clinicamente relevantes, especialmente considerando o perfil de segurança e os benefícios cardiorrenais adicionais desses medicamentos.228-231

7.5.3. Agonistas de Peptídeo Semelhante a Glucagon 1216 e os Novos Antagonistas dos Receptores de Mineralocorticoides Não Hormonais Seletivos218,232

A finerenona, um antagonista dos receptores mineralocorticoides (ARM) não hormonal seletivo, disponível no Brasil, e os agonistas de peptídeo semelhante a glucagon 1 (Glucagon-like peptide-1 – GLP-1), no geral, parecem ter ação discreta sobre a PA, mas ainda carecem de mais evidências científicas para serem recomendados como tratamento anti-hipertensivo, embora devam ser considerados nas condições clínicas estudadas em que demonstraram nefro e cardioproteção.

Uma metanálise mostrou que os agonistas de GLP-1 (aGLP-1) reduziram a PAS em média em 3,37 mmHg e a PAD em 1,05 mmHg em comparação com o placebo.233 Outro estudo corroborou esses achados, relatando reduções modestas na PAS com diferentes aGLP-1, como semaglutida, liraglutida e dulaglutida.233

Revisões em rede, que comparam diferentes aGLP-1, identificam que moléculas como a semaglutida subcutânea apresentam maior eficácia na redução da PAS e na PAD entre os agentes da classe.234

Quanto à finerenona, a análise de MAPA no estudo ARTS-DN (Mineralocorticoid Receptor Antagonist Tolerability Study–Diabetic Nephropathy) revelou que esse ARM diminuiu a PAS de 24 horas, diurna e noturna, com uma redução ajustada para o placebo de até −11,2 mmHg em doses de 15 mg.235

A maioria das metanálises e RS com finerenona concentra-se em desfechos renais e CV em pacientes com DRC associada ao DM2, sendo a redução da PA um desfecho secundário ou exploratório.236-238

7.6. Estratégias de Tratamento

Observa-se que o tratamento pode ser iniciado com monoterapia em casos selecionados (Figura 7.3) ou em associação, sendo que a maioria dos pacientes terá indicação para iniciar o tratamento com dois medicamentos, preferencialmente em um único comprimido.

Figura 7.3. Pacientes com indicação inicial para monoterapia.

Figura 7.3

O fluxograma do tratamento medicamentoso está exposto na Figura 7.4.

Figura 7.4. Fluxograma do tratamento medicamentoso da hipertensão arterial.

Figura 7.4

7.6.1. Monoterapia

A monoterapia está indicada como estratégia anti-hipertensiva inicial e excepcional para pacientes como estabelecido na Figura 7.3.

Nesses grupos de pacientes, a redução da PA desejada é pequena e/ou a redução da PA deve ser gradual, de modo a se evitar eventos adversos graves.

O tratamento deve ser individualizado, e a escolha do medicamento inicial deverá ser baseada nas características dos anti-hipertensivos, nas particularidades de cada paciente, na presença de doenças associadas e LOA, considerando, também, as condições socioeconômicas e a disponibilidade dos medicamentos no SUS para as pessoas a serem tratadas.239-245

Os BBs podem ser considerados como o medicamento inicial em situações específicas, conforme já descrito anteriormente; no entanto, são mais frequentemente usados em associação com outros medicamentos.211,213,246,247

7.6.2. Associação de Medicamentos

Para a maioria dos pacientes, é recomendado o início do tratamento da HA com associação dupla de medicamentos, preferencialmente em um comprimido único, se disponível.239-243 A critério médico, hipertensos estágio 1, com baixo risco CV, podem ser tratados como monoterapia (Figura 7.3) ou associação de medicamentos.

As associações preferidas devem incluir um bloqueador do SRAA (IECA ou BRA) com um BCC ou com um diurético tiazídico ou similar. Essas estratégias são apoiadas por evidências que mostraram que a terapia combinada, preferencialmente em comprimido único, produz maiores reduções da PA do que a monoterapia, causa menos efeitos colaterais que os componentes individuais, melhora a adesão terapêutica e, a persistência do tratamento a longo prazo, permite um controle mais precoce da PA114,198-200,225-233,248 e reduz a inércia terapêutica e o risco de mortalidade total e hospitalizações por DCV.245,248,250-252

Nos programas do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos, não há associações disponíveis em um único comprimido e, portanto, para os usuários do SUS, devem ser utilizados os medicamentos disponíveis em associação em múltiplos comprimidos, com os ajustes nas doses individuais toleradas dos medicamentos constantes na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), conforme descrito no Capítulo 14, para que as metas de PA sejam atingidas.

Caso a meta de PA não seja alcançada com dois medicamentos, ajustes de doses até as máximas preconizadas e toleradas deverão ser utilizados de acordo com as particularidades de cada paciente. Na sequência, outras classes de medicamentos anti-hipertensivos deverão ser acrescentadas até ser alcançado o controle da PA, seguindo o fluxograma da Figura 7.4. Destaca-se que combinações triplas também devem ser preferencialmente administradas em comprimido único, quando possível.

É importante ressaltar que a associação de BRA com IECA é contraindicada, por promover aumento de efeitos adversos, sem redução de desfechos.235 Essa contraindicação é baseada principalmente nos desfechos desfavoráveis observados no estudo ONTARGET (Ongoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial),253 mas há controvérsias advindas de duas revisões sistemáticas,254,255 o que confere uma fraca força de recomendação com baixa certeza da evidência.256-259

Mensagens principais sobre o tratamento da hipertensão arterial
O tratamento medicamentoso deve obrigatoriamente associar-se às mudanças do estilo de vida (ver Capítulo 6).
A associação de dois medicamentos em doses baixas, em um único comprimido ou não, é a estratégia inicial recomendada para a maioria dos hipertensos, utilizada pela manhã ou à noite, permitindo controle da PA em mais de 60% dos pacientes.
Quando não se consegue o controle da PA com a associação dupla, mesmo com o aumento de doses individuais até as máximas toleradas, a mudança para a associação tripla deve ser a opção, em comprimido único quando possível. A associação tripla permite o controle da PA em cerca de 90% dos indivíduos sob tratamento.
A espironolactona deve ser a quarta opção medicamentosa. Se houver eventos adversos persistentes, deverá ser substituída por eplerenona. A adição de mais classes de medicamentos deve ser realizada progressivamente, conforme recomendações desta diretriz, de acordo com o fluxograma do tratamento apresentado, a fim de se obter a meta de PA.
Se, mesmo assim, não for obtida a meta de PA, caracteriza-se como paciente com HAR ou HARf e deverá ser encaminhado a um centro especializado para investigações adicionais (ver Capítulo 12).

HAR: hipertensão arterial resistente; HARf: hipertensão arterial refratária; PA: pressão arterial.

Recomendações para o tratamento medicamentoso Força de recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a associação de medicamentos, preferencialmente em comprimido único e com as classes preferenciais, para atingir metas rigorosas de PA (< 130/80 mmHg) e reduzir eventos CV e renais. FORTE MODERADA
Recomenda-se monoterapia para indivíduos com PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV; pacientes com HA Estágio 1 de baixo risco (a critério médico, pode-se optar por associação); em indivíduos frágeis; muito idosos (≥ 80 anos) ou com hipotensão ortostática sintomática, especialmente em indivíduos idosos. FRACA BAIXA
Recomenda-se, para a maioria dos pacientes, o início do tratamento da HA com associação dupla de medicamentos, em doses baixas, preferencialmente em um comprimido único, se disponível. FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de diuréticos tiazídicos ou similares, IECA ou BRA e BCC como classes preferenciais para o tratamento da HA e redução de eventos CV e renais importantes. FORTE ALTA
Recomenda-se o uso de BB para o tratamento de HA em situações específicas: IC, FA, arritmias, DAC, HA em pacientes em HD e outras (enxaqueca, tremor essencial, mulheres que desejam engravidar, varizes esofágicas). FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de espironolactona (ou eplerenona, caso ocorra intolerância à espironolactona) para atingir metas rigorosas de PA (< 130/80 mmHg) e reduzir eventos CV e renais, quando não se tenha atingido apenas com três classes iniciais (HAR e HARf). FORTE ALTA
Recomenda-se o uso de clonidina para atingir metas rigorosas de PA (< 130/80 mmHg) e reduzir eventos CV quando não se tenham atingido as metas de PA apenas com as classes iniciais (HAR e HARf) e intolerantes à espironolactona/eplerenona, ou ainda, sem controle após sua associação. FRACA BAIXA
Não se recomenda o uso concomitante de IECA e BRA. FORTE ALTA

BCC: bloqueador dos canais de cálcio; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; CV: cardiovascular; FA: fibrilação atrial; DAC: doença arterial coronariana; HA: hipertensão arterial; HAR: hipertensão arterial resistente; HARf: hipertensão arterial refratária; HD: hemodiálise; IC: insuficiência cardíaca; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; PA: pressão arterial.

8. Hipertensão Arterial e Condições Clínicas Associadas: Doença Arterial Coronariana, Doença Renal Crônica, diabetes mellitus, Obesidade, COVID-19, Pós-Acidente Vascular Cerebral e Insuficiência Cardíaca

8.1. Hipertensão Arterial e Doença Arterial Coronariana

O paciente com HA e DAC é considerado de alto ou muito alto risco CV.260 O envelhecimento desempenha papel importante na influência da relação dos parâmetros de PA com o risco de DAC. Em pacientes com menos de 50 anos de idade, a PAD é um preditor mais forte do risco do que a PAS ou a PP, sugerindo que o aumento da RVP e a amplificação alterada da onda de pulso são dominantes na determinação do risco de DAC. Entre as idades de 50 e 59 anos, os três parâmetros de PA são preditores semelhantes do risco, sugerindo um equilíbrio entre a resistência dos pequenos vasos e a rigidez das grandes artérias. A partir dos 60 anos, há uma mudança em favor da PP e da PAS como preditores do risco de DAC, sugerindo que a rigidez das grandes artérias com reflexão precoce da onda de pulso é o determinante hemodinâmico dominante do risco. Embora a PAD predomine sobre a PAS em adultos jovens, a maior carga de DCV ocorre em indivíduos mais velhos com HA sistólica isolada e PP ampla.261

A diminuição da PA está associada a redução do risco CV nos pacientes com DAC. No entanto, estudos iniciais sugeriram que uma PAD muito baixa poderia comprometer a perfusão coronariana. Isso é particularmente relevante em pacientes com DAC, nos quais uma redução excessiva da pressão diastólica poderia precipitar isquemia miocárdica.262 O estudo TNT (Treating to New Targets) mostrou que PAS muito baixas, menores que 110-120/60-70 mmHg, estão associadas a aumento no risco de eventos CV, exceto para AVC, em que pressões mais baixas são benéficas.262

Há, no entanto, uma discussão sobre a possível existência de curva em J, já abordada no Capítulo 5. Em coorte retrospectiva de pacientes coreanos com DAC e submetidos à intervenção coronariana percutânea, verificou-se curva em J para complicações maiores, com nadir em 119 mmHg para PAS e 74 mmHg para PAD.263 Já uma análise post hoc de estudo em população nipônica sobre o efeito de anti-hipertensivos em doentes com DAC não identificou curva em J para pressões sistólicas e nem tampouco em pacientes japoneses com DAC submetidos à intervenção coronariana percutânea.264

Evidências da curva J da PA são derivadas de estudos observacionais, com baixa certeza da evidência e com alta probabilidade de não refletir uma relação causal entre redução da PA e desfechos CV. Mais provavelmente, estão relacionadas à presença de fatores de confusão residuais e/ou causalidade reversa.128,130,265

8.1.1. Metas de Pressão Arterial na Doença Arterial Coronariana

A presente diretriz recomenda metas de PA < 130/80 mmHg para indivíduos com HA e DAC. Obviamente, há um limite a partir do qual a redução da PA atingida pode causar malefício CV, mas não há evidências que respaldem qual é esse valor de PA e o quanto ele pode diferir, de acordo com comorbidades presentes. Admite-se que reduzir a PA até 120/70 mmHg não aumenta o risco CV, e pacientes com PA < 120/70 mmHg e assintomáticos não necessitam parar ou reduzir a medicação anti-hipertensiva em uso. A redução da PA deve ser feita de forma gradual e com cautela, de acordo com a tolerância, particularmente nos pacientes com evidência de isquemia miocárdica, nos indivíduos com diabetes e nos muito idosos.266,267

Recomenda-se atenção para eventos adversos como a hipotensão ortostática, síncope, alterações eletrolíticas e injúria renal aguda.266,267 Na presença de PP elevada, a redução de PA deve igualmente ser gradual e cuidadosa, pelo possível aparecimento ou surgimento de isquemia miocárdica.206

8.1.2. Tratamento da Hipertensão Arterial e Doença Arterial Coronariana

Os BB e os BCC di-hidropiridínicos e não di-hidropiridínicos são preferenciais para o tratamento da HA em pacientes sintomáticos com DAC. Na presença de IAM recente, os BB também melhoram o prognóstico e devem ser prescritos, a menos que contraindicados.268-270 A duração dos benefícios relacionados aos BB é incerta. No entanto, na ausência de inconvenientes específicos, não há razão para interromper a terapia com BB.

É importante mencionar que o aumento da FC se correlaciona linearmente com eventos CV, e o benefício da redução da FC como meta de tratamento em pacientes com DAC foi demonstrado por vários medicamentos, incluindo os BB.271 Os IECAs demonstraram reduzir os desfechos CV em pacientes de alto risco CV. Os BRA podem substituir os IECAs em pacientes com HA e DAC que sejam intolerantes a essa classe de medicamentos.271

Mensagens principais sobre hipertensão arterial no paciente com doença arterial coronariana
O controle da PA diminui o risco de eventos coronarianos.
Há controvérsias em relação à existência de curva em J na DAC, pois as evidências favoráveis são de baixa qualidade.

PA: pressão arterial; DAC: doença arterial coronariana.

Recomendações para o paciente com hipertensão arterial e doença arterial coronariana Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se metas de PA < 130/80 mmHg para indivíduos com HA e DAC. Admite-se que reduzir a PA até 120/70 mmHg não aumenta o risco CV e que pacientes com PA < 120/70 mmHg e assintomáticos não necessitam parar ou reduzir a medicação anti-hipertensiva. FORTE MODERADA
Recomenda-se que a redução da PA em pacientes hipertensos com DAC deva ser feita de forma gradual e com cautela, de acordo com a tolerância, nos pacientes com evidência de isquemia miocárdica, nos pacientes com diabetes, muito idosos e naqueles com PP elevada, com atenção aos EAs como a hipotensão ortostática, síncope, alterações eletrolíticas e IRA. FRACA BAIXA
Recomenda-se o uso de BB para o tratamento da HA em pacientes sintomáticos com DAC para a redução de eventos CV importantes e sintomas anginosos. FORTE ALTA
Recomenda-se o uso de IECA para a redução de desfechos CV em pacientes com DAC, sendo que os BRAs podem substituir os IECAs nos pacientes que sejam intolerantes a essa classe de medicamentos. FORTE ALTA
Recomenda-se a utilização dos BCCs para o tratamento de HA e DAC concomitante, especialmente em pacientes com angina, para redução de eventos CV importantes e sintomas anginosos. FRACA MODERADA

BB: betabloqueador; BCC: bloqueador dos canais de cálcio; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; CV: cardiovascular; DAC: doença arterial coronariana; EAs: efeitos adversos; HA: hipertensão arterial; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; IRA: injúria renal aguda; PA: pressão arterial; PP: pressão de pulso.

8.2. Hipertensão Arterial na Doença Renal Crônica em Pacientes Sob Tratamento Conservador e na Diálise

8.2.1. Meta de Pressão Arterial para Doença Renal Crônica em Tratamento Conservador

A HA é o principal fator de risco para DRC no Brasil e, portanto, precisa ser tratada de modo eficaz e precoce, evitando-se a inércia terapêutica.273 Trata-se de uma população complexa, que frequentemente apresenta hipertensão arterial resistente (HAR) ou hipertensão arterial refratária (HARf), acompanhada de outras comorbidades e elevado risco de evolução para falência renal e mortalidade CV quando não controlada.274 A meta de PA para esses pacientes ainda suscita muitas controvérsias na literatura.275,276

Em pacientes com HA e DRC em tratamento conservador, o estudo SPRINT é utilizado como parâmetro, propondo uma meta de PAS < 120 mmHg, comparativamente à PAS < 140 mmHg,256 como medida redutora do risco CV e da mortalidade em adultos que não têm diabetes e com elevado risco CV.277 Apesar de ter sido a base para a atualização do KDIGO 202495 – principal diretriz internacional para o manejo da DRC e suas complicações – essa meta proposta é um desafio em contextos clínicos reais de rotina, especialmente fora de ambientes especializados.276

O estudo SPRINT possui algumas características que minimizam a extrapolação de suas recomendações para todos os pacientes com HA e DRC. Um importante ponto a se considerar foram os critérios de exclusão: idade inferior a 50 anos, TFGe < 20 mL/min/1,73 m2, proteinúria > 1 g/dia, pacientes com DM, rins policísticos ou com antecedente de AVC, critérios esses que incluem parte expressiva dos pacientes com diagnóstico de DRC no Brasil.278,279 Além disso, a PA foi medida com esfigmomanômetros profissionais automatizados, que não estão disponíveis comercialmente no Brasil (modelo 907XL, Omron®), e foi realizada frequentemente desacompanhada, o que geralmente resulta em valores inferiores aos medidos em consultório e, portanto, não podem ser extrapolados para medidas não padronizadas.49

Finalmente, a avaliação de desfechos renais não foi o objetivo primário do estudo SPRINT.280 Assim, não é possível afirmar, a partir dos seus resultados, que o controle intensivo da PA seja capaz de retardar a progressão da DRC ou mesmo que não acelere tal progressão, uma vez que pode aumentar significativamente o risco de hipotensão, hipofluxo renal com injúria renal aguda (IRA), anormalidades eletrolíticas, síncope e outros efeitos colaterais.256

De acordo com uma RS da Cochrane (2024), que incluiu seis ECRs com 7.348 participantes, metas de PA mais baixas (≤ 130/80 mmHg) em comparação com metas consideradas padrão (140-160/90-100 mmHg) não mostraram diferenças significativas em mortalidade total, eventos CV totais ou progressão para DRC dialítica. No entanto, os participantes que seguiram metas mais baixas alcançaram valores de PAS e PAD mais baixos e necessitaram de um maior número de medicamentos anti-hipertensivos.281

Especificamente em pacientes com DM, o controle da PA determina: redução da albuminúria, melhora da retinopatia e redução de AVC, com metas mais intensivas, porém sem efeitos em outros desfechos CV.282 Não foi observada redução de eventos CV em pacientes com DM no estudo ACCORD,283 com níveis de PAS < 120 mmHg, fato atribuível ao reduzido poder estatístico do desenho fatorial do estudo. Por outro lado, em análise post hoc de longo prazo do estudo IDNT (Irbesartan Diabetic Nephropathy Trial), a redução da PAS até 120 mmHg melhorou a sobrevida renal e dos pacientes.95

Pelo exposto, a meta de PA recomendada por esta diretriz para pacientes com DRC em tratamento conservador é < 130/80 mmHg. A meta de PAS < 120 mmHg pode ser almejada em casos selecionados, particularmente em pacientes mais jovens, com menos comorbidades, sem fragilidade, com a PA medida por método automático, preferencialmente desacompanhados, e sob vigilância.

O debate sobre a melhor meta de PA para prevenção de desfechos CV e renais precisa ser normalizado para que se tenha uma mensagem única em todas as diretrizes de HA e de DM, mas enquanto mais ECRs não estiverem disponíveis, com aplicabilidade global, mesmo em países com recursos limitados, há que se ter cautela, pois haverá discordâncias que passam inclusive por instituições de alta confiabilidade como o KDIGO e a Cochrane.117,245,276,281,284-289

8.2.2. Meta de Pressão Arterial para Doença Renal Crônica em Diálise

Não há publicação de ECR de longo prazo, desenhado com a finalidade específica de definir os alvos ideais de PA em pacientes com HA em diálise. Diversos estudos observacionais demonstraram um comportamento dos níveis de PA desses pacientes em relação à mortalidade, como uma curva em U (ou J).290-292

O estudo CRIC (The Chronic Renal Insufficiency Cohort Study) também demonstrou uma relação entre mortalidade por todas as causas e PAS em pacientes em hemodiálise (HD) (n = 326) em forma de U para as PAS medidas no centro de diálise. Porém, para as medidas de PAS fora do centro de diálise, esse mesmo estudo encontrou uma associação linear com a mortalidade. Esses resultados sugerem que a avaliação da PA em pacientes em diálise deve ser determinada, idealmente, no período interdialítico, preferencialmente pela MAPA de 44 h, ou MRPA, se a MAPA estiver indisponível.293

Diante da ausência de dados robustos em mais de um ECR, e considerando o maior risco de hipotensão, pior adesão e possível agravamento das lesões renais em pacientes com controle intensivo da PA, consideramos razoável preconizar uma meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes em tratamento conservador ou transplantados renais.281 Para pacientes em HD ou hemofiltração, recomenda-se uma meta de PA pré-diálise < 140/90 mmHg e PA pós-diálise < 130/80 mmHg. A medida da PA pós-diálise deve ser realizada após a selagem do cateter ou hemostasia da fístula arteriovenosa.294 Finalmente, para a diálise peritoneal, uma meta de PA < 140/90 mmHg é sugerida, preferencialmente aferida pela MAPA de 24 h.295

8.2.3. Tratamento da Hipertensão Arterial na Doença Renal Crônica em Tratamento Conservador

Em associação ao tratamento medicamentoso, a implementação de MNM é fundamental95 (ver Capítulo 6).

Os IECAs ou os BRAs são medicamentos de primeira escolha para pacientes com HA e DRC, com ou sem albuminúria, por seus efeitos na redução de eventos renais e CV, não sendo recomendada a sua associação. Diuréticos tiazídicos ou tiazídicos similares e de alça e os BCC são eficazes e adequados para associações. Os BB estão indicados na DAC e na IC. Os ARMs (espironolactona e eplerenone) possuem ação cardioprotetora e são eficazes em HARf, porém o risco de hiperpotassemia é elevado, particularmente em pacientes com DRC Estágios 3b-5, o que não contraindica seu uso e sim o seu controle.95

Recentemente, medicamentos com ação anti-hipertensiva discreta, mas com eficácia comprovada em proteção renal e cardíaca, têm sido integrados ao tratamento de pacientes com DRC, especialmente nos pacientes com diabetes. Os iSGLT2 se destacam, reduzindo o risco de desfechos renais e CV em pacientes com e sem DM e com TFG-e > 20 mL/min.231,296 A finerenona, um ARM não esteroide, também oferece proteção renal e CV, comprovada em pacientes com DM e DRC.297,298 Adicionalmente, a semaglutida, um aGLP-1, reduziu eventos renais e CV graves em pacientes com DRC e DM2.276

Mensagens principais sobre hipertensão arterial no paciente com doença renal crônica em tratamento conservador
A HA é a principal causa de DRC no Brasil e, portanto, precisa ser tratada de modo eficaz e precoce.
Frequentemente, a HA na DRC é resistente ou refratária ao tratamento.
A meta de PA nos pacientes com DRC em tratamento conservador é controversa, com RS e metanálises divergentes quanto ao alvo de PA, mesmo entre instituições de alta confiabilidade como a Cochrane e o KDIGO.

HA: hipertensão arterial; DRC: doença renal crônica; PA: pressão arterial; RS: revisão sistemática.

8.2.4. Tratamento da Hipertensão Arterial na Doença Renal Crônica em Diálise

Por se tratar de assunto específico do nefrologista, recomendamos que sejam seguidas as orientações da I Diretriz Brasileira de Hipertensão na Diálise da SBN para as MNM e para o tratamento medicamentoso, que estão sintetizadas abaixo.295

Recomenda-se aos pacientes em diálise o uso de:

  • Diurético de alça para todos os pacientes em diálise com diurese residual;

  • IECA ou BRA em pacientes com HA em diálise, especialmente por seus efeitos pleiotrópicos: redução HVE, IC, fibrose peritoneal em diálise peritoneal (DP) e mortalidade CV;

  • BBs são os medicamentos anti-hipertensivos preferíveis em HD e DP, especialmente atenolol, exceto se contraindicado;

  • Recomenda-se uso de BCC em pacientes em HD ou DP, por seus efeitos hipotensores e de proteção CV;

  • Recomenda-se uso de ARM em pacientes em HD ou DP por seus efeitos anti-hipertensivos, na redução da mortalidade e de proteção CV, se tolerados.

Recomendações para o paciente com hipertensão arterial e doença renal crônica em tratamento conservador231,299,300 Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se, em adultos com HA e DRC, a meta de PA < 130/80 mmHg para a redução de eventos CV e falência renal. FORTE ALTA
Recomenda-se, para pacientes em tratamento conservador de DRC, a meta de PAS < 120 mmHg, em casos selecionados, particularmente em pacientes mais jovens, com menos comorbidades, sem fragilidade, com a PA medida por método automático, preferencialmente desacompanhada e sob vigilância. FORTE MODERADA
Recomenda-se como meta para pacientes em diálise: • HD: uma meta de PA pré-sessão < 140/90 mmHg ou PA < 130/80 mmHg na pós-HD; • Hemodiafiltração: < 130/80 mmHg; • DP: < 140/90 mmHg. FRACA MUITO BAIXA
Recomenda-se para pacientes em HD ou DP que a avaliação da PA deve ser feita preferencialmente pela MAPA de 44 h ou de 24 h, respectivamente. MRPA é a opção, se a MAPA estiver indisponível. FRACA BAIXA
Recomenda-se que a escolha de anti-hipertensivos na HA da DRC deva incluir, a menos que contraindicado, o uso de IECA ou BRA, e favorecer a introdução e manutenção de medicamentos com efeito anti-hipertensivo discreto, mas que exibem propriedades nefro e cardioprotetoras, como a finerenona e os aGLP1 em pacientes com DM, além dos iSGLT2, devido ao comprovado efeito benéfico na proteção cardiorrenal. FORTE ALTA
Recomenda-se a monitorização do potássio e da redução da função renal durante o tratamento da HA na DRC em tratamento conservador. FORTE ALTA

aGLP1: análogos dos peptídeos semelhantes ao glucagon 1 (Glucagon-like peptide-1); BRA: bloqueador dos receptores de angiotensina; CV: cardiovascular; DP: diálise peritoneal; DRC: doença renal crônica; HA: hipertensão arterial; HD: hemodiálise; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; iSGLT2: inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (sodium/glucose cotransporter 2 inhibitors); MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; DM: diabetes mellitus.

8.3. Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus

A associação de HA e DM é frequente e parece se relacionar de maneira bidirecional, isto é, a HA pode contribuir para o desenvolvimento e agravamento do DM, como o contrário também pode ser verdadeiro. Aproximadamente 80 a 90% dos pacientes com DM desenvolverão HA, tornando complexo o tratamento da doença e aumentando o risco de complicações micro e macrovasculares, como doença renal, retinopatia, doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) e doenças CV, o que torna essencial o controle rigoroso da PA.278 As avaliações de natureza clínica e complementar devem sempre ser feitas conforme exposto no Capítulo 4.

Capítulo 4. Avaliação clínica e complementar, e estratificação de risco cardiovascular.

Recomendações para avaliação clínica e complementar, e estratificação de risco cardiovascular Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se pesquisar FRCV e LOA idealmente em todos os pacientes no momento do diagnóstico de HA e repetir essa avaliação pelo menos anualmente, sendo a escolha do método decidida conforme os recursos disponíveis. FORTE BAIXA
Recomenda-se avaliar o risco CV utilizando o escore PREVENT. FORTE ALTA
Recomenda-se estratificar o risco CV em indivíduos com pré-hipertensão com o objetivo de orientar o início do tratamento anti-hipertensivo e promover um controle mais adequado dos FRCV. FORTE ALTA
Recomenda-se estratificar o risco CV em pacientes com HA com o objetivo de promover uma abordagem mais precisa e personalizada no manejo de medicamentos e direcionamento de metas para controle dos FRCVs. FORTE ALTA

CV: cardiovascular; FRCVs: fatores de risco cardiovascular; HA: hipertensão arterial; LOA: lesão de órgão-alvo; PREVENT: Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events.

Destacam-se a pesquisa e classificação de albuminúria em amostra isolada ou preferencialmente, RAC para a avaliação do comprometimento renal, não sendo recomendada a utilização das nomenclaturas micro ou macroalbuminúria289 (ver Capítulo 4). Ressalta-se que a presença de albuminúria deve ser comprovada em duas ou três amostras de urina, visto que exercícios, febre e refeições ricas em proteínas podem interferir no resultado e não necessariamente significar dano renal.

Recomenda-se monitorar regularmente a PA fora do consultório. MAPA e MRPA são recomendadas para identificar HM e HAB, situações frequentes em pacientes com DM,301 tanto para o diagnóstico como para a avaliação do tratamento.

Pacientes com DM bem controlado, com duração inferior a 10 anos, sem evidência de LOA e sem fatores de risco CV adicionais são categorizados como de risco moderado. No entanto, para pacientes que têm risco mais elevado de DCV, como aqueles com histórico de eventos CV ou evidência de dano a órgãos-alvo, o risco é alto.255,302-304

8.3.1. Metas na Hipertensão Arterial no Paciente com Diabetes Mellitus

A associação entre HA e DM aumenta o risco de complicações micro e macrovasculares, tornando essencial o controle rigoroso da PA. Por outro lado, não há dados disponíveis em pacientes com DM de início recente, sem complicações e, portanto, com risco CV relativamente baixo. De forma geral, o controle da PA é mais difícil nos indivíduos com DM.

O estudo ACCORD283 não foi capaz de confirmar que uma meta de PAS abaixo de 120 mmHg resulta em diminuição nas taxas de eventos CV nos indivíduos com DM. Todavia, nesse estudo, a incidência de AVC foi reduzida em 41% com o tratamento intensivo. O estudo ADVANCE (Action in Diabetes and Vascular Disease: Preterax and Diamicron MR Controlled Evaluation)305 revelou que uma PAS de 135 mmHg diminuiu significativamente as taxas de eventos CV em comparação com uma PAS de 140 mmHg.

Um estudo recente denominado BPROAD (Intensive Blood-Pressure Control in Patients with Type 2 Diabetes) foi desenhado especificamente para avaliar os benefícios do controle intensivo da PA em pacientes com DM2.306 Foram avaliados 12.821 pacientes com diabetes, com idade superior a 50 anos, PAS elevada e alto risco de doenças CV. Durante o seguimento médio de 4,2 anos, os pacientes no grupo de tratamento intensivo (meta PAS < 120 mmHg) apresentaram uma redução significativa de 21% na ocorrência de eventos CV maiores em comparação ao grupo de tratamento padrão (meta PAS < 140 mmHg), o que indica um benefício do controle intensivo da PA para redução de eventos como AVC, IAM e insuficiência cardíaca crônica (ICC). Albuminúria ocorreu com menos frequência em pacientes do tratamento intensivo. A incidência de efeitos adversos sérios foi similar nos dois grupos, mas hipotensão sintomática e hiperpotassemia ocorreram mais frequentemente no grupo de tratamento intensivo. A inclusão unicamente de pacientes chineses pode limitar a generalização dos resultados para outras populações.306

Uma das maiores metanálises sobre redução da PA no DM2 incluiu mais de 70 mil participantes. Comparado com um controle menos rígido da PA, a alocação para um controle da PA mais rigoroso reduziu significativamente o risco de AVC em 31%, mas não reduziu o risco de IAM.282

Com base nas evidências atuais, esta diretriz recomenda que pessoas com DM e HA sejam tratadas para atingir metas abaixo de 130/80 mmHg.

8.3.2. Tratamento da Hipertensão Arterial no Paciente com Diabetes Mellitus

O tratamento anti-hipertensivo no indivíduo com DM deve sempre ser individualizado. Os potenciais efeitos adversos da terapia anti-hipertensiva também devem ser levados em consideração. Indivíduos mais idosos, com DRC e com fragilidade apresentam maior risco de efeito adverso do controle intensivo da PA. Além disso, indivíduos com hipotensão ortostática, comorbidades significativas, limitações funcionais ou polifarmácia podem estar em alto risco de efeito adverso, e em alguns pacientes, alvos de PA menos intensivos podem ser preferidos em prol de uma melhor qualidade de vida.307

O tratamento da HA se baseia em MNM,308 já descritas no Capítulo 6 desta diretriz, e no tratamento medicamentoso. Por se tratar de um paciente de alto risco CV, o tratamento deve ser iniciado com duas classes diferentes de anti-hipertensivos, preferencialmente em um único comprimido. Diferentes ECRs recomendam medicamentos que bloqueiam o SRAA como tratamento de primeira escolha, por meio do uso de um IECA ou um BRA, em pacientes intolerantes ao IECA.309 Essa recomendação é apoiada pelo maior corpo de evidências na redução de desfechos micro e macrovasculares dos IECAs em pacientes com DM.304,309

Outros medicamentos anti-hipertensivos, como BCCs e diuréticos,310 compõem a base inicial de tratamento, levando-se em consideração as características e necessidades individuais do paciente. Quando a escolha for pelo diurético como segundo medicamento, deve-se dar atenção aos seus efeitos metabólicos.311 Os diuréticos tiazídicos similares (clortalidona [CTD] e indapamida) têm vantagens em comparação à HCTZ. A indapamida é o diurético que apresenta evidências de menores efeitos metabólicos indesejados quando comparada a CTD.312 Ao estabelecer a estratégia de tratamento para o controle da HA no paciente com DM, deve ser considerado o impacto da introdução ou retirada de iSGLT2 e de aGLP-1. Essas duas classes medicamentosas têm demonstrado efeitos muito discretos de redução da PA, mas de diminuição significativa de eventos CV.296,299,313

Em pacientes com doença renal do DM, a finerenona, um ARM não esteroidal seletivo, demonstrou proteção cardíaca e renal, além de reduções pequenas da PA.297

Deve ser enfatizado que educar os pacientes sobre técnicas de autogerenciamento, incluindo o monitoramento domiciliar da PA e o uso de recursos tecnológicos, contribui para adesão ao tratamento e a adoção de um estilo de vida saudável. Isso favorece o controle eficaz e sustentado da doença.298,308

Mensagens principais sobre hipertensão arterial no paciente com diabetes mellitus
A associação de HA e DM é frequente. A HA pode contribuir para o desenvolvimento e agravamento do DM, como o contrário também pode ser verdadeiro.
Aproximadamente 80 a 90% dos pacientes com DM desenvolverão HA, aumentando o risco de complicações micro e macrovasculares, como doença renal, retinopatia, DAOP e doenças CV, o que torna essencial o controle rigoroso da PA.
MNM devem ser prescritas para todos os pacientes com HA e DM.

CV: cardiovascular; DAOP: doença arterial obstrutiva periférica; DM: diabetes mellitus; HA: hipertensão arterial; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial e diabetes mellitus Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se, para a avaliação da PA, a utilização de medida da PA fora do consultório, pela MAPA e/ou MRPA. FORTE MODERADA
Recomenda-se a realização da dosagem de albuminúria em duas ou três amostras ao diagnóstico e, a seguir, de acordo com o julgamento clínico. FORTE ALTA
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com HA e DM. FORTE ALTA
Recomenda-se que o início do tratamento medicamentoso deva ser imediato (ao diagnóstico), com dois medicamentos, IECA ou BRA, quando houver intolerância ao IECA, associado a BCC ou diurético tiazídico similar. FORTE ALTA

BCC: bloqueador dos canais de cálcio; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; DM: diabetes mellitus; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial.

8.4. Hipertensão Arterial e Obesidade

A obesidade está intimamente relacionada à HA por meio de diversos mecanismos fisiopatológicos. Estudos epidemiológicos, como o Framingham Heart Study314 e o Nurses’ Health Study,315 demonstraram uma relação direta, contínua e quase linear entre o IMC e a PA. A obesidade, especialmente a obesidade abdominal, interfere nos sistemas endócrino e imunológico, aumentando o risco de resistência à insulina, DM, HA e DCV.316

As diferentes formas de distribuição da gordura corporal têm papel importante em relação à associação da HA com a obesidade. A gordura corporal pode ser classificada como central e periférica. A gordura central ou abdominal é chamada de visceral. Porém, indivíduos com uma mesma CA podem ter concentração de gordura predominantemente no subcutâneo ou intra-abdominal (visceral). A gordura visceral é diferente do ponto de vista anatômico e funcional e tem expressão genética diferente da gordura do subcutâneo.317 Estudos recentes têm demonstrado forte associação da gordura visceral com a HA.318

A obesidade visceral aumenta o risco de HA primária em 65 a 75%.319-312 Os mecanismos fisiopatológicos para essa associação são complexos e ainda não estão bem estabelecidos. Entre eles, podem-se destacar: a) o desbalanço simpático-vagal, com predomínio da atividade simpática sobre a parassimpática; b) a produção parácrina de angiotensinogênio, angiotensina II e aldosterona pelos adipócitos; c) a compressão renal pelo aumento da gordura intra-abdominal e retroperitoneal, que vai resultar na redução da excreção de sódio e ativação do SRAA.319 Além dos mecanismos citados, níveis reduzidos de peptídeos natriuréticos na obesidade e a produção de várias adipocitocinas parecem ter papel importante na patogênese da HA associada à obesidade.322

8.4.1. Meta de Pressão Arterial em Pacientes com Obesidade

A meta pressórica recomendada para pacientes com obesidade é PA < 130/80 mmHg, à semelhança de outras situações de alto risco CV e renal.

8.4.2. Tratamento da Hipertensão Arterial na Obesidade

O foco principal do tratamento da HA na pessoa com obesidade é a redução do peso para valores de IMC entre 20 e < 25 kg/m2 de modo estável por meio de MNM, tratamento medicamentoso e cirúrgico da obesidade, se indicado.144

As MNM devem ter como objetivo a redução de pelo menos 5 a 10% do peso corpóreo por meio de mudanças já descritas no Capítulo 6. Essas medidas podem resultar na perda ponderal e melhor controle da PA e de parâmetros metabólicos.144

Um grande número de medicamentos antiobesidade, com diferentes mecanismos de ação, já foi testado na literatura.323 A maioria deles apresentou resultados pouco expressivos na redução de peso e da PA. Recentemente, os aGLP1 (liraglutida, semaglutida e dulaglutida) e a tirzepatida, que é um agonista do GLP-1 e do GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide), vêm sendo utilizados com bons resultados na redução de peso e do risco CV,234 mas os resultados na redução da PA são modestos.305

A cirurgia bariátrica tem mostrado bons resultados no controle do peso e da PA em pacientes com HA, porém, a recomendação desses procedimentos deve seguir uma boa avaliação clínica e protocolos bem estabelecidos.282,325-329

Em relação aos medicamentos preferenciais no tratamento da HA no paciente com obesidade, várias classes, com diferentes mecanismos de ação, são eficazes no sentido de reduzir a PA, porém podem ter efeitos metabólicos favoráveis ou desfavoráveis330 (Quadro 8.1).

Quadro 8.1. Anti-hipertensivos mais utilizados para o tratamento da hipertensão arterial em pacientes com obesidade.
Classe Ação principal Efeitos na insulina
Diuréticos Natriurese, ↓RVP ↓Sensibilidade à insulina
IECA ou BRA Natriurese, ↓Aldosterona, ↓RVP ↓Resistência à insulina
BCC ↓RVP ↓Insulina plasmática
β-bloqueadores ↓Produção de renina, ↓RVP ↓Sensibilidade à insulina

BCC: bloqueadores de canais de cálcio; BRA: bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II; IECA: inibidores da enzima conversora da angiotensina; RVP: resistência vascular periférica.

Mensagens principais para pacientes com hipertensão arterial no paciente com obesidade
A obesidade está intimamente relacionada à HA por meio de diversos mecanismos fisiopatológicos.
Há forte associação da gordura visceral com a HA, sendo que a obesidade visceral aumenta o risco de HA primária em 65 a 75% devido a mecanismos fisiopatológicos complexos.

HA: hipertensão arterial.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial e obesidade Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com obesidade. FORTE MODERADA
Recomenda-se, além de MNM para o tratamento de pessoas com obesidade e HA, o uso de diuréticos, bloqueadores do SRAA, BCC ou BB (em condições específicas), observando-se que cada uma dessas classes de medicamentos pode interferir com parâmetros metabólicos. FORTE BAIXA
Recomenda-se o uso de medicamentos para diminuir peso, tais como os aGLP1 (liraglutida, semaglutida e dulaglutida) que apresentam bons resultados na redução de peso e do risco CV, mas os resultados na redução da PA são modestos. FORTE ALTA

aGLP1: análogos dos peptídeos semelhantes ao glucagon 1 (Glucagon-like peptide-1); BB: betabloqueador; BCC: bloqueador dos canais de cálcio; CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; SRAA: sistema renina-angiotensina-aldosterona.

8.5. Hipertensão Arterial e COVID-19

Desde o início da pandemia de COVID-19, em 2019, observou-se que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) estavam associadas a maior gravidade e letalidade da doença331 e, entre elas, a HA foi uma das comorbidades mais presentes, sendo consistentemente relatada como um marcador de mau prognóstico,304,309 dada à sua associação ao maior risco de COVID-19 grave.96,97,332-334

Estudos demonstraram que a HA se manteve como fator de risco para maior gravidade da COVID-19, mesmo após o ajuste para a idade;333,335 em pacientes com HA tratados, a PAS elevada mostrou uma relação dose-resposta com a COVID-19 grave, mesmo quando ajustada para idade e para comorbidades CV.335

Uma possível explicação para sua relação com maior gravidade é que a HA provoca, frequentemente, lesões subclínicas em órgãos vitais,87 o que pode reduzir as defesas do organismo contra infecções graves. Outra hipótese é a desregulação imunológica presente na HA.336 Estudos têm mostrado a associação entre COVID-19 grave e a presença de telômeros mais curtos nos cromossomos.337 Estes, por sua vez, também estão associados a diversas comorbidades, incluindo a HA.338

A HA também está presente de forma importante na COVID-19 longa, que ocorre 3 meses após o início da doença, com sintomas que duram pelo menos por 2 meses. Evidências sugerem que o curso clínico dos distúrbios relacionados à HA, como DCV e doenças renais, é afetado pela COVID longa. No entanto, são necessárias mais investigações.339

Em relação à vacinação contra o SARS-COV-2, esta é recomendada para pacientes com HA; nenhum sinal de aumento da PA ou alteração consistente emergiu dos ECRs que avaliaram a eficácia e segurança das vacinas.340

O coronavírus SARS-CoV-2 usa o receptor da enzima conversora da angiotensina 2 (ECA-2) para entrar nas células. Alguns estudos experimentais sugerem que o tratamento com IECA ou BRA pode aumentar a expressão de ECA-2, gerando a preocupante hipótese de que o tratamento com esses anti-hipertensivos poderia aumentar a infectividade e a gravidade do vírus. No entanto, uma RS demonstrou que a regulação positiva da ECA-2 pelos bloqueadores do SRAA foi um evento raro.341 Estudos observacionais e metanálises mostraram que o tratamento com inibidores do SRAA não afetou o risco de infecção pela COVID-19, de doença grave ou de mortalidade.342,343

Mensagens principais sobre pacientes com hipertensão arterial em pacientes com COVID-19
Pacientes com HA apresentam maior risco de morbidade e mortalidade por COVID-19.
A vacinação para SARS-CoV-2 está indicada em pacientes com HA.
A HA está presente de forma importante na COVID-19 longa, que ocorre 3 meses após o início da doença, com sintomas que duram pelo menos por 2 meses. O curso clínico dos distúrbios relacionados à HA, como DCV e doenças renais, é afetado pela COVID longa.

HA: hipertensão arterial; DCV: doença cardiovascular.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial e COVID-19 Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se que pacientes tratados com bloqueadores do SRAA para HA ou para outras condições clínicas devam manter o tratamento na presença de COVID-19. FORTE ALTA

HA: hipertensão arterial; SRAA: sistema renina-angiotensina-aldosterona.

8.6. Hipertensão Arterial, Acidente Vascular Cerebral e Déficit Cognitivo

A HA é um dos fatores de risco mais importantes para AVC e déficit cognitivo e contribui para aproximadamente 60% do risco de doença cerebrovascular crônica em todas as populações, pois tem ação direta sobre a estrutura e a microvasculatura cerebrais.344 O objetivo do tratamento da HA em pacientes que sofreram um AVC ou ataque isquêmico transitório (AIT) é reduzir o risco de recorrência e outras complicações CV, além de prevenir a incidência de demência ou reduzir a progressão do déficit cognitivo.345,346

No estudo InterStroke,347 os indivíduos com HA tinham duas vezes mais probabilidades de sofrer um AVC em contexto de prevenção primária. Assim, o controle da PA após um AVC é crítico para a prevenção secundária, para reduzir o risco de eventos cerebrovasculares recorrentes e déficit cognitivo.

8.6.1. Meta de Pressão Arterial na Hipertensão Arterial do Acidente Vascular Cerebral na Fase Crônica

A redução da PA na fase crónica do AVC é altamente eficaz na prevenção de AVC recorrentes, protegendo contra eventos CV, preservando a função cognitiva e reduzindo a mortalidade geral. No estudo RESPECT (Randomized Evaluation of Recurrent Stroke Comparing PFO Closure to Established Current Standard of Care Treatment),348 os autores concluíram que as reduções nas taxas observadas para AVC recorrente no grupo de tratamento intensivo (PAS < 120 mmHg) em comparação com o grupo padrão (PAS < 140 mmHg) não foram significativas. Entretanto, a metanálise dos resultados, juntamente com os de três ensaios clínicos anteriores, mostra redução de 22% da recorrência de eventos cerebrovasculares com reduções mais intensivas da PA.348

O estudo ESPRIT (Effects of Intensive Systolic Blood Pressure Lowering Treatment in Reducing Risk of Vascular Events) incluiu pacientes com diabetes e pacientes com AVC prévio e confirmou que uma estratégia de terapêutica intensiva (PAS < 120 mmHg) para reduzir a PAS é capaz de prevenir eventos CV. Síncope como evento adverso sério ocorreu mais frequentemente no grupo de tratamento intensivo.132

Considerando os resultados dos estudos clínicos, a meta pressórica recomendada por esta diretriz é < 130/80 mmHg.

Essa mesma meta é preconizada pelas diretrizes da AHA/American Stroke Association349,350 e pela European Stroke Organisation (ESO) Guidelines351 para pacientes com AVC ou AIT para prevenção secundária de AVC. Achados similares foram encontrados por uma metanálise padrão e uma metarregressão de 10 ECRs, compreendendo 40.710 pacientes, que foi conduzida para avaliar a associação da magnitude da redução diferencial da PA e AVC em pacientes com AVC ou AIT. Após 2,8 anos, os resultados agrupados mostraram que o tratamento mais intensivo em comparação com o menos intensivo foi associado a um risco reduzido de AVC recorrente (risco absoluto, 8,4% vs. 10,1%; RR, 0,83; IC 95% 0,78–0,88). A metarregressão mostrou que a magnitude da redução diferencial da PAS e da PAD estava associada a um menor risco de AVC recorrente em pacientes com AVC ou AIT de forma log-linear. Resultados semelhantes foram encontrados na associação entre redução diferencial da PA e eventos CV maiores.352

Os casos de AVC agudos, isquêmicos ou hemorrágicos encontram-se discutidos no Capítulo 10.

Capítulo 10. Hipertensão arterial em mulheres.
Recomendações para abordagem da HA em mulheres dentro e fora do período gestacional Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se monitorar a PA em mulheres jovens antes da prescrição de anticoncepcionais e após o início do uso, bem como reforçar a importância de medidas regulares da PA (a cada 6 meses), incluindo medidas domiciliares e o controle dos demais FRCVs. FORTE MODERADA
Recomenda-se, para o tratamento medicamentoso da HA na mulher durante e após a menopausa, iniciar com a combinação de bloqueador do SRAA com BCC ou diurético tiazídico. FORTE MODERADA
Recomendam-se metas de PA iguais para mulheres e homens, assim como a utilização das mesmas classes de anti-hipertensivos para o tratamento da HA em mulheres e homens. FORTE MODERADA
Recomenda-se iniciar o tratamento anti-hipertensivo em gestantes com HA com metildopa ou BCCs di-hidropiridínicos (nifedipina de longa duração ou amlodipina). FORTE BAIXA
Recomenda-se o acompanhamento de longo prazo de toda mulher que teve HA na gestação para a prevenção efetiva de DCV. FORTE BAIXA

BCCs: bloqueadores dos canais de cálcio; DCV: doença cardiovascular; FRCVs: fatores de risco cardiovascular; HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; SRAA: sistema renina-angiotensina-aldosterona.

8.6.2. Tratamento da Hipertensão Arterial no Acidente Vascular Cerebral na Fase Crônica

Quanto ao tratamento, RS com metanálise de oito estudos, que incluiu 33.774 pacientes com AVC ou AIT, acompanhados por 25 meses, indicaram que um AVC subsequente ocorreu em 7,9% (AVCI em 7,4% ou acidente vascular cerebral hemorrágico [AVCH] em 0,6%) dos pacientes que tomaram qualquer tipo de medicamento para baixar a PA, em comparação com 9,7% dos pacientes que tomaram placebo (odds ratio, 0,79 [IC 95% 0,66–0,94]; diferença de risco absoluto, −1,9% [IC 95% −3,1% a −0,5%]). Evidências de qualidade moderada indicaram que a mortalidade ocorreu de forma semelhante em pacientes que receberam qualquer tipo de tratamento para redução da PA vs. placebo, com um risco absoluto de 7,3% e 7,9%, respectivamente (odds ratio, 1,01 [IC 95% 0,92–1,10]; diferença de risco absoluto, 0,1% [IC 95% −0,6% a 0,7%]).353

As evidências são escassas para a recomendação de medicamentos no tratamento dos pacientes com AVC ou AIT. Geralmente, ele é realizado com diuréticos tiazídicos ou similares e bloqueadores do SRAA (IECA ou BRA), visando a prevenção secundária.349,354,355 BCCs parecem ser eficazes, mas aumentam o risco de IC. Uma revisão da Cochrane também encontrou essas duas classes de medicamentos como aquelas mais utilizadas, em 11 ECRs que incluíram 38.742 pacientes.356 No entanto, ainda são necessários estudos adicionais para determinar as melhores associações, especialmente na prevenção secundária de AVC. A associação de três medicamentos está sendo testada atualmente após hemorragia intracerebral no estudo TRIDENT (Triple Therapy Prevention of Recurrent Intracerebral Disease Events Trial – NCT02699645), ainda sem resultados.357

Assim, nossa recomendação é que sejam utilizados diuréticos tiazídicos ou seus similares, como a indapamida utilizada no estudo PROGRESS (Perindopril Protection Against Recurrent Stroke Study), associada com um bloqueador do SRAA.358 Caso a meta não seja alcançada, o próximo passo seria um BCC di-hidropiridínico.

O tratamento da HA é fundamental para reduzir a carga global de demência ou déficit cognitivo em nível populacional. Metanálises recentes apoiam de forma convincente a eficácia da redução da PA na diminuição do risco de demência ou déficit cognitivo.345,346 Análise do estudo SPRINT-MIND (Systolic Blood Pressure Intervention Trial – Memory and Cognition in Decreased Hypertension) concluiu que o controle intensivo da PA não tem efeito deletério sobre a função cognitiva nos pacientes com PAD baixa.359 Embora o estudo SYST-EUR (Systolic Hypertension in Europe)360 tenha sugerido superioridade dos BCC de ação prolongada, não está definido se alguma classe anti-hipertensiva é preferível para prevenir demência e comprometimento cognitivo.361-363

O papel de mecanismos de risco concorrentes, incluindo hipotensão ortostática364 e variabilidade da PA,363 pode ser fator importante nas decisões de tratamento para pessoas com fragilidade, multimorbidade e/ou doença cerebrovascular crônica.

Mensagens principais para pacientes com hipertensão arterial e acidente vascular cerebral e déficit cognitivo
A HA é o fator de risco mais importante para AVC e déficit cognitivo (60%).
As evidências são escassas para a recomendação de medicamentos anti-hipertensivos específicos nos pacientes com AVC ou AIT pregressos.
Não está definido se alguma classe de medicamentos anti-hipertensivos é preferível para prevenir demência e déficit cognitivo.

AIT: ataque isquêmico transitório; AVC: acidente vascular cerebral; HA: hipertensão arterial.

Recomendações para pacientes com hipertensão arterial e acidente vascular cerebral e déficit cognitivo Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com AVC ou AIT prévios para redução de eventos CV maiores (IAM, recorrência AVC, morte). FORTE ALTA
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para prevenção de déficit cognitivo e demência. FRACA MODERADA

AIT: ataque isquêmico transitório; AVC: acidente vascular cerebral; CV: cardiovascular; IAM: infarto agudo do miocárdio; PA: pressão arterial.

8.7. Hipertensão Arterial e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada e com Fração de Ejeção Reduzida

Mais de 90% dos pacientes que desenvolvem IC têm HA, e as condições concomitantes mais frequentes são DM2, obesidade, FA e DAC.365 A HA é considerada fator de risco para os dois tipos de apresentação da IC: com fração de ejeção reduzida (ICFEr) ou com fração de ejeção preservada (ICFEp). O tratamento adequado da HA reduz a incidência de IC e deve ser implementado de forma eficaz para todos os pacientes com PA ≥ 140/90 mmHg.1,117,366 Por outro lado, ainda não houve ECRs controlados e de longo prazo direcionados para a população com IC comparando diferentes metas de tratamento.367,368

Por essa razão, as recomendações de metas de PA para os pacientes com ICFEp e ICFEr são extrapoladas de estudos incluindo populações de alto risco, devendo ser < 130/80 mmHg.367,368

É importante ressaltar que boa parte dos pacientes com ICFEr tende a ser hipotensa, mas precisa de diversas medicações com ação anti-hipertensiva e que melhoram o prognóstico, tais como BB, IECA (ou BRA), ARM, diuréticos, sacubitril/valsartana, inibidores de SGLT2 e vasodilatadores de ação direta (hidralazina em combinação com nitrato). Sob essa perspectiva, níveis baixos de PA não devem limitar a otimização das doses terapêuticas dessas medicações supracitadas nos pacientes com ICFEr, desde que esses indivíduos os tolerem, sem apresentar eventos adversos.368,369

Nos pacientes com ICFEp, ainda não está claro se há uma faixa preferencial de PA a ser atingida. Um estudo observacional com 3.417 pacientes com ICFEp comparou a frequência de eventos CV e morte em pacientes com controle intensivo vs. controle padrão da PAD e concluiu que o controle intensivo da PAD aumentou o risco desses eventos adversos.370 Já a análise post hoc de um ECR avaliou mortalidade e outros desfechos negativos em 3.915 pacientes hospitalizados com ICFEp e mostrou que PAS < 120 mmHg esteve significativamente associada a desfechos negativos.371 Entretanto, por conta dos desenhos desses estudos, não está claro se esses achados se deveram ao tratamento anti-hipertensivo per se ou se os pacientes com valores de PA mais baixos tinham pior performance clínica e cardíaca e, consequentemente, pior prognóstico. Portanto, ainda não há evidências suficientes que respaldem qual o valor mínimo de PA que deva ser atingido nos pacientes com ICFEp.

Quanto ao tratamento da ICFEp, o tratamento medicamentoso parece ser o mesmo, independentemente da fração de ejeção, devendo ser direcionado pelos sintomas (relacionados ao grau de retenção de sódio e água), sinais (taquicardia), gravidade (classe funcional) e doenças e condições concomitantes. Todos os pacientes com IC devem receber todas as classes de medicamentos mencionadas para ICFEr, se bem toleradas (Figura 8.1).372

Figura 8.1. Meta de pressão arterial única para a hipertensão arterial em situações especiais de alto risco cardiovascular e renal.

Figura 8.1

Mensagens principais sobre hipertensão arterial em pacientes com insuficiência cardíaca
Mais de 90% dos pacientes que desenvolvem IC têm HA, e as condições concomitantes mais frequentes são DM, obesidade, FA e DAC.
A HA é considerada fator de risco para os dois tipos de apresentação da IC (ICFEr ou ICFEp).
O tratamento adequado da HA reduz a incidência de ICFEp ou ICFEr e deve ser implementado de forma eficaz para todos os pacientes com PA ≥ 140/90 mmHg.
Níveis baixos de PA não devem limitar a otimização das doses terapêuticas dessas medicações (BB, IECA – ou BRA –, ARM, diuréticos, sacubitril/valsartana, inibidores de SGLT2 e vasodilatadores de ação direta (hidralazina em combinação com nitrato) nos pacientes com ICFEr ou ICFEP, desde que esses indivíduos as tolerem, sem apresentar efeito adverso.
O tratamento medicamentoso da HA na IC parece ser o mesmo, independentemente da fração de ejeção, devendo ser direcionado pelos sintomas predominantes.

DAC: doença arterial coronariana; DM: diabetes mellitus; FA: fibrilação atrial; HA: hipertensão arterial; IC: insuficiência cardíaca; ICFEp: insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida; PA: pressão arterial.

Recomendações para o paciente com hipertensão arterial e insuficiência cardíaca Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para os pacientes com HA e ICFEp e ICFEr. FRACA BAIXA
Recomenda-se, para pacientes com ICFEr e HA, o tratamento com medicamentos que tenham ação anti-hipertensiva e que melhorem o prognóstico: BB, IECA (ou BRA) e ARM. FORTE ALTA
Recomenda-se a utilização de diuréticos no tratamento de pacientes com HA e IC, se houver sinais de hipervolemia. FORTE ALTA
Recomenda-se o uso de sacubitril/valsartana para pacientes com ICFEr e ICFEp e HA. FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de inibidores de SGLT2 para pacientes com ICFEr e ICFEp e HA, para diminuição de hospitalização e morte CV. FRACA ALTA

ARM: antagonista dos receptores mineralocorticoides; BB: betabloqueador; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; IC: insuficiência cardíaca; ICFEp: insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; PA: pressão arterial; SGLT2: cotransportador de sódio-glicose 2 (sodium/glucose cotransporter 2).

9. Hipertensão Arterial em Idosos, Crianças e Adolescentes

9.1. Hipertensão Arterial no Idoso

9.1.1. Introdução

O Brasil está experimentando um processo envelhecimento populacional acelerado, sendo que os muito idosos (≥ 80 anos) são o estrato que mais cresce.373 Mais de 60% dos idosos apresentam hipertensão, com alta prevalência de HA sistólica isolada e baixa taxa de controle.374 A HA é um dos principais fatores de risco modificáveis para morbidade e mortalidade CV, declínio cognitivo, demência e perda de funcionalidade em idosos.375,376

A condição funcional do indivíduo é muito mais importante que a idade cronológica per se e, assim, nenhuma intervenção terapêutica deve ser negada ou retirada apenas com base na idade.377,378

9.1.2. Mecanismos Fisiopatológicos

O enrijecimento arterial, em decorrência do envelhecimento vascular, aumenta as velocidades de propagação da onda de pulso arterial (VOP) em direção à circulação periférica (centrífuga) e das ondas reflexas que retornam ao coração (centrípeta). A superposição dessas duas ondas na fase protomesossistólica causa o aumento da PAS e o alargamento da pressão de pulso (PP = PAS – PAD), um indicador hemodinâmico útil de rigidez arterial, observado nos idosos.379 A rigidez arterial tem grande importância com impacto prognóstico para desfechos cardiovasculares.380

9.1.3. Diagnóstico e Decisão Terapêutica

9.1.3.1. Diagnóstico

A investigação da HA nos idosos pode ser dificultada pela presença de múltiplas comorbidades e a polifarmácia. As orientações dos Capítulos 3 e 4 desta diretriz, referentes à medida da PA, ao exame físico e avaliação laboratorial, devem ser seguidas também para essa faixa etária. No entanto, algumas características específicas do idoso devem ser levadas em conta na avaliação clínica e laboratorial desses indivíduos.

A avaliação clínica dos pacientes idosos e, especialmente, dos muito idosos difere da tradicional. Primeiramente, o médico deve reconhecer que a consulta exigirá um tempo maior, devido a vários fatores, tais como: complexidade das múltiplas condições associadas, a lentidão física e cognitiva do paciente, a presença de familiares e cuidadores, com os quais o médico deverá discutir pontos inerentes às condições clínicas e terapêuticas propostas, enquanto os muito frágeis podem necessitar de consultas adicionais, devido à exaustão do paciente.381

Em face da maior variabilidade pressórica e de algumas peculiaridades, a medida da PA pode resultar em valores inexatos. Os principais fatores que interferem na medida da PA em idosos são: 1) hiato auscultatório; 2) pseudo-hipertensão; e 3) variações posturais e pós-prandiais382 (ver Capítulo 3).

Devido à maior rigidez arterial, as variações de volume interferem de forma significativa no controle da HA. Os idosos têm menor resposta dos barorreceptores à hipotensão e, por isso, são mais propensos a hipotensão ortostática (HO) e pós-prandial (HPP). Associa-se a isso, a maior frequência de doenças neurodegenerativas. Em torno de 20% dos idosos apresentam HO, e aproximadamente 30% dos idosos têm hipotensão após as refeições. Por isso, os idosos devem ser cuidadosamente monitorados para HO e HPP. Nesses pacientes, a MAPA é particularmente útil para caracterizar os eventos, assim como os sintomas associados, frequentemente atípicos.383,384

A HA mal controlada e determinados anti-hipertensivos, como alfabloqueadores, podem provocar ou piorar a HO. A melhor opção para seu controle é o uso de MNM, como hidratação adequada, dieta normossódica, mudança lenta de decúbito, elevação da cabeceira e uso de meias elásticas.

Nos casos de HPP, o idoso deve também evitar refeições copiosas, grande consumo de carboidratos e de álcool e não realizar exercícios após as refeições.385

A monitorização da PA fora do consultório, ambulatorial (MAPA) ou residencial (MRPA) é cada vez mais valorizada e indicada no diagnóstico da HA no idoso. A automedida da PA, apesar das limitações, também deve ser considerada (ver Capítulo 3).46

Na solicitação de exames complementares, a investigação de causas secundárias de HA deve ser conduzida com cuidado, avaliando os riscos e os benefícios de cada procedimento (ver Capítulo 4).386

A avaliação clínica do idoso inclui o status funcional e fragilidade, além da função cognitiva, parâmetros importantes para a decisão terapêutica e escolha das medicações.

9.1.3.2. Avaliação do Status Funcional e Fragilidade

Em idosos e, especialmente nos muito idosos, deve-se ter atenção especial ao status funcional e fragilidade. A avaliação geriátrica ampla (AGA), utilizando escalas e testes de forma sistematizada, permite identificar com precisão a condição global do idoso e montar estratégias para a abordagem terapêutica.387,388 Apesar de ser a forma ideal de avaliação, pode ser necessária a presença de um geriatra ou gerontólogo.

Recomenda-se o uso rotineiro de testes funcionais, como, por exemplo, o da velocidade de marcha (VM) por ser facilmente aplicado na rotina de atendimento e por ter demonstrado clara discriminação prognóstica de sobrevida.389 São considerados como frágeis ou em risco de fragilidade aqueles com VM < 0,8 m/s (ou incapacidade de caminhar 6 metros em menos de 8 segundos), devendo-se aprofundar a investigação.390 Para complementação, sugerimos utilizar a "Escala Clínica de Fragilidade" já traduzida e validada para o Brasil (Figura 9.1),391 a partir da Clinical Frailty Scale do Canadá, amplamente testada e utilizada, por sua simplicidade, confiabilidade, visão global do paciente, além de determinar prognóstico.392

Figura 9.1. Escala clínica de fragilidade.391.

Figura 9.1

A fragilidade está associada a maior risco de HA, doença subclínica, eventos CV e mortalidade.393-395 O controle adequado da HA pode potencialmente influenciar a trajetória da fragilidade. Por outro lado, graus avançados de fragilidade estão associados a menores valores de PA, menor IMC, menor massa muscular, pior cognição e maior mortalidade.395

9.1.3.3. Avaliação da Função Cognitiva

Além de bem estabelecida como principal causa de AVC, a HA também é implicada como fator patogênico no comprometimento cognitivo, tanto de origem vascular como da doença de Alzheimer, que são as principais causas de demência no idoso, de forma mais marcante no longo prazo.396

Nos ECRs, a redução da PA com anti-hipertensivos mostrou redução de lesão de substância branca, do declínio cognitivo e, em menor magnitude, de demência, sendo o tratamento intensivo ainda mais eficiente.346,397,398 Existem limitações nos ECRs para demonstrar redução de quadros demenciais, tais como: cognição não era o desfecho primário, falta de uniformidade na definição de demência e nos testes utilizados, e curta duração dos estudos.

9.1.3.4. Decisão Terapêutica

Apesar de algumas divergências entre diferentes diretrizes, todas, assim como esta diretriz, consideram fundamental a abordagem individualizada, ponderando a condição funcional, cognição, grau de fragilidade, expectativas do paciente, comorbidades, LOA e risco CV global, polifarmácia e tolerabilidade ao tratamento.45,117,399

Para o início do tratamento, deve-se levar em conta a fragilidade, na qual, para indivíduos hígidos, os valores para iniciar tratamento são semelhantes aos adultos (≥ 140/≥ 90 mmHg), enquanto, para os idosos frágeis, o início de tratamento deve ser individualizado de acordo com a tolerabilidade do paciente.1,45

9.1.4. Metas Pressóricas e Tratamento

A estratégia terapêutica no idoso, especialmente naqueles com mais de 80 anos, não pode ser única. Por isso, mais importante que a idade, deve-se considerar: a presença de comorbidades, a autonomia, o status funcional e o grau de fragilidade para planejar o tratamento.377,378 Nenhuma intervenção terapêutica deve ser negada ou retirada apenas com base na idade.

9.1.4.1. Metas para o Controle da Hipertensão Arterial no Paciente idoso

O estudo SHEP (Systolic Hypertension in the Elderly Program)400 com idosos com HA sistólica isolada e o estudo HYVET (Hypertension in the Very Elderly Trial)401,402 com pacientes muito idosos (idade ≥ 80 anos) demonstraram claramente o benefício da redução da PA, com diminuição significativa do risco de desfechos CV e mortalidade, mesmo em pacientes com fragilidade.

O estudo SPRINT Senior avaliou a coorte de 2.636 hipertensos com 75 anos ou mais, encontrando no braço de redução mais intensiva da PAS < 120 mmHg a redução de 34% no desfecho primário composto.403 Ainda no SPRINT-MIND, os pacientes alocados no braço de redução mais intensa da PAS (< 120 mmHg) tiveram progressão mais lenta no depósito de substância branca cerebral, assim como menor incidência de declínio cognitivo.404

Finalmente, o estudo STEP (Semaglutide Treatment Effect in People with Obesity) avaliou idosos com hipertensão na China com metas de redução da PAS entre 130 e 150 mmHg vs. entre 110 e 130 mmHg. Ao final de 3,3 anos de seguimento, o estudo foi interrompido pela superioridade da estratégia de redução mais intensa da PAS na redução dos desfechos CV.133 Metanálises recentes também demonstram que o controle mais intenso da PA nos idosos com hipertensão reduz a ocorrência de desfechos CV, sem aumento da taxa de efeitos adversos.131,405

Diante das evidências expostas, esta diretriz recomenda a meta < 130/80 mmHg para a grande maioria dos idosos hipertensos. Para idosos frágeis, muito idosos ou com condições que comprometam a expectativa de vida, a PA deve ser reduzida ao valor máximo tolerado.

9.1.4.2. Tratamento Não Medicamentoso

Todas as MNM que se aplicam no indivíduo jovem (ver Capítulo 6) são válidas para o idoso, porém, é necessário um cuidado maior e considerar o real benefício – e potencial risco – de cada uma.

Os idosos são mais sal-sensíveis, sendo a restrição salina mais eficaz nessa faixa etária.148 A diminuição excessiva da ingestão de sal pode induzir hiponatremia e perda de apetite, levando a desnutrição.

As dietas ricas em potássio devem ser incentivadas,406 porém, deve-se ter maior cautela com o risco de hipercalemia, devido à presença frequente de DRC e do uso de medicamentos que reduzem a excreção de potássio.

Exercícios físicos, aeróbicos e resistidos são fundamentais nos idosos e devem ser orientados.407,408 Em idosos, especialmente nos frágeis ou sarcopênicos, a redução do peso sem EF e sem consumo adequado de proteínas pode reduzir a massa muscular e piorar a funcionalidade.

O acompanhamento por equipe multidisciplinar (ver Capítulos 6 e 13), a educação em saúde e o envolvimento de seus familiares/cuidadores são ainda mais importantes nos pacientes idosos.

9.1.4.3. Tratamento Medicamentoso

Na escolha do(s) anti-hipertensivo(s) para idosos, deve-se considerar a elevada prevalência de comorbidades, contraindicações específicas, prováveis interações medicamentosas, custo, bem como a disponibilidade do medicamento e a experiência clínica. É prudente iniciar com monoterapia ou combinação em doses baixas e, se necessário, realizar aumento ou combinação gradual de anti-hipertensivos, com intervalo mínimo de 2 semanas.409

No Capítulo 7, estão descritos os detalhes sobre quando dar preferência ou evitar determinados anti-hipertensivos e sobre suas combinações. Destacamos, aqui, algumas peculiaridades para o idoso.

Capítulo 7. Tratamento medicamentoso.
Recomendações para o tratamento medicamentoso Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a associação de medicamentos, preferencialmente em comprimido único e com as classes preferenciais, para atingir metas rigorosas de PA (< 130/80 mmHg) e reduzir eventos CV e renais. FORTE MODERADA
Recomenda-se monoterapia para indivíduos com PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV; pacientes com HA estágio 1 de baixo risco (a critério médico, pode-se optar por associação); em indivíduos frágeis; muito idosos (≥ 80 anos) ou com hipotensão ortostática sintomática, especialmente em indivíduos idosos. FRACA BAIXA
Recomenda-se, para a maioria dos pacientes, o início do tratamento da HA com associação dupla de medicamentos, em doses baixas, preferencialmente em comprimido único, se disponível. FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de diuréticos tiazídicos ou similares, IECA ou BRA e BCC como classes preferenciais para o tratamento da HA e redução de eventos CV e renais importantes. FORTE ALTA
Recomenda-se o uso de BB para o tratamento de HA em situações específicas: IC, FA, arritmias, DAC, HA em pacientes em HD e outras (enxaqueca, tremor essencial, mulheres que desejam engravidar, varizes esofágicas). FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de espironolactona (ou eplerenona, caso ocorra intolerância à espironolactona) para atingir metas rigorosas de PA (< 130/80 mmHg) e reduzir eventos CV e renais quando não tiverem sido atingidas apenas com três classes iniciais (HAR e HARf). FORTE ALTA

BB: betabloqueadores; BCC: bloqueadores dos canais de cálcio; BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina; CV: cardiovascular; DAC: doença arterial coronariana; FA: fibrilação atrial; HA: hipertensão arterial; HAR: hipertensão arterial resistente; HARf: hipertensão arterial refratária; HD: hemodiálise; IC: insuficiência cardíaca; IECA: inibidores da enzima conversora de angiotensina; PA: pressão arterial.

Classes de anti-hipertensivos tais como medicamentos de ação central, antagonistas da aldosterona e vasodilatadores diretos, bem como outras modalidades de tratamento invasivo no sistema simpático, devem ser vistas como exceção e não como usuais para o tratamento do idoso.

O risco de quedas em idosos pode aumentar nas primeiras semanas de tratamento com uso dos DIU e no primeiro dia com as demais classes.410

Em ECR, o controle da HA mostrou diminuição de eventos CV sem aumento do risco de HO ou quedas com lesão.257,411 Os benefícios do tratamento anti-hipertensivo foram semelhantes mesmo naqueles com HO no início do seguimento.384

9.1.4.4. Polifarmácia e Adesão

A polifarmácia, definida pelo uso regular de cinco ou mais medicações, é mais frequente quanto maior for a idade.411 Ela está associada a maior chance de eventos adversos, interações medicamentosas e piora na adesão ao tratamento.412

Nesse sentido, recomendamos, especialmente nos idosos sob polifarmácia, a revisão periódica de cada um dos medicamentos em uso, avaliação de efeito adverso413 e que o tratamento anti-hipertensivo possua o menor número possível de comprimidos ao dia, com a utilização de anti-hipertensivos em combinações fixas de dose única diária, além da ênfase às MNM.

Atenção especial deve ser dada para medicamentos que possam estar contribuindo para a HO ou HPP, como diuréticos, simpatolíticos, nitratos e antidepressivos tricíclicos.

9.1.4.5. Desintensificação e Desprescrição

Em diferentes situações clínicas, pode ser necessária a diminuição gradativa da dose ou até a suspensão de anti-hipertensivos, tais como: hipotensão sintomática, reações adversas, PAS muito abaixo da meta de forma persistente, detectada dentro e fora do consultório, alteração da meta pressórica para valores menos rígidos (lembrando ainda que a PA tende diminuir na idade muito avançada, resultante da diminuição progressiva da reserva orgânica e maior fragilidade) e nos cuidados paliativos no fim de vida.414,415

Um ponto-chave no tratamento da HA em idosos e, especialmente, em muito idosos, é o monitoramento criterioso dos efeitos adversos e da tolerabilidade, com atenção aos sinais e sintomas atípicos. A descontinuação de anti-hipertensivos parece ser segura em curto prazo, porém sem benefícios demonstrados na cognição ou funcionalidade para atividades da vida diária.414,415

Mensagens principais sobre hipertensão arterial no paciente idoso
Mais de 60% dos pacientes idosos têm hipertensão e possuem múltiplas doenças crônicas, sendo comum a polifarmácia, com aumento de custo e risco de efeito adverso e interações.373,374
A polifarmácia está associada a maior mortalidade e maior taxa de hospitalização em pacientes idosos.416,417
A maioria dos idosos apresenta elevação isolada ou predominante da PAS.
O diagnóstico da HA no idoso requer conhecimento de suas peculiaridades, tais como o hiato auscultatório e a pseudo-hipertensão, sendo fundamental a avaliação periódica de hipotensão ortostática e a hipotensão pós-prandial.379,380
MNM têm bons resultados, mas exigem maior cuidado.388
O tratamento medicamentoso é semelhante aos de adultos mais jovens, com maior atenção à tolerabilidade e comorbidades, hipotensão ortostática ou pós-prandial e polifarmácia, mais frequentes nos idosos.389
A avaliação clínica deve incluir uma equipe multidisciplinar e seus cuidadores/familiares, o que contribui para aumentar as taxas de adesão e as chances de sucesso com o tratamento.
A perda de reserva orgânica nas idades avançadas está associada à diminuição gradativa da PA e implica na desintensificação e até desprescrição de um ou mais medicamentos,390 o que não aumenta mortalidade e pode reduzir custos.418
Em idosos em cuidados paliativos por doenças avançadas sem prognóstico ou fragilidade grave, o objetivo principal do tratamento é o controle de sintomas. A desprescrição de anti-hipertensivos deve ser considerada.391

HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; MNM: medidas não medicamentosas.

Recomendações para abordagem da HA em pacientes idosos Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se que o monitoramento fora do consultório (MAPA/MRPA) deva ser realizado no paciente idoso, sempre que possível, no diagnóstico e para a avaliação do tratamento anualmente ou quando houver mudança na estratégia terapêutica. FRACA BAIXA
Recomenda-se que o status funcional, cognitivo, nutricional e social deva ser considerado para definição da capacidade intrínseca e/ou o grau de fragilidade no paciente idoso. FRACA BAIXA
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para a maioria dos pacientes idosos. FORTE ALTA
Recomenda-se, para idosos frágeis, muito idosos ou com condições que comprometam a expectativa de vida, que a PA seja reduzida até o menor valor tolerado. FORTE ALTA
Não se recomenda que BB sejam utilizados como monoterapia inicial em idosos, exceto na presença de algumas comorbidades, em que podem ter, inclusive, indicação mandatória, como IC ou nas síndromes coronarianas. FORTE MODERADA
Recomenda-se, para a escolha do(s) anti-hipertensivo(s) em idosos, considerar a elevada prevalência de comorbidades, as contraindicações específicas, prováveis interações medicamentosas, custo, bem como a disponibilidade do medicmaento e a experiência clínica. FORTE MODERADA
Recomenda-se, nos idosos sob polifarmácia, a revisão periódica de cada um dos medicamentos em uso, a avaliação de eventos adversos e que o tratamento anti-hipertensivo possua o menor número possível de comprimidos ao dia, com a utilização de anti-hipertensivos em combinações em único comprimido de dose única diária, além da ênfase às MNM. FORTE MODERADA

IC: insuficiência cardíaca; MAPA: monitorização. ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; MNM: medidas não medicamentosas; BB: betabloqueador.

9.2. Hipertensão Arterial na Criança e no Adolescente

Dados de metanálise recente, incluindo 47 estudos em indivíduos ≤ 19 anos, mostram prevalência agrupada para HA de 4,0%, para HA Estágio 1 de 4,0%, para HA Estágio 2 de 0,95% e 9,67% para o grupo previamente atribuído como PA elevada, que, por corresponder à categoria de pré-hipertensão utilizada para adultos, receberá, doravante, a denominação de pré-hipertensão também em crianças e adolescentes.419

Em 2017, o estadiamento da PA, em crianças e adolescentes, realizado por meio de percentis de PA, de acordo com sexo, idade e percentil de estatura, foi redefinido, sendo mantido para indivíduos < 13 anos e com utilização de valores de adulto, a partir de 13 anos.44,420 Essas alterações racionalizaram o manejo inicial dos pacientes, com o aumento da prevalência de pré-hipertensão e HA, aumentaram a sensibilidade para detecção precoce de LOA em idade pediátrica,421 facilitaram a transição de cuidado do adolescente para a clínica de adultos e introduziram a confirmação diagnóstica e monitorização terapêutica da HA pediátrica pela MAPA.420 Mudanças no estadiamento da PA pela MAPA na idade pediátrica, utilizando a mesma base conceitual, seguiram-se em 2022.422 Os fatores de risco que determinam a necessidade de medida rotineira de PA em crianças < 3 anos de idade são prematuridade, muito baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino, antecedente de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal ou de cateterização umbilical pós-natal, cardiopatias congênitas operadas ou não, DRC, infecção do trato urinário de repetição, hematúria ou proteinúria, nefrouropatias, transplante de órgãos sólidos, doença oncológica ou transplante de medula óssea, DM, uso crônico de medicamentos com efeito de elevação de PA, doenças sistêmicas associadas a HA (neurofibromatose, esclerose tuberosa, anemia falciforme, entre outras) e evidência de hipertensão intracraniana.420

A medida da PA deve ser realizada pelo método auscultatório.420 Contudo, os dispositivos oscilométricos validados para a idade pediátrica são úteis em recém-nascidos e crianças pequenas até que possam cooperar para a adequada obtenção da medida auscultatória e como recurso de triagem para crianças maiores e adolescentes. A medida oscilométrica de PA segue a mesma orientação técnica da metodologia auscultatória.420 A lista de aparelhos oscilométricos validados para uso pediátrico está disponível em: https://www.stridebp.org/children-pdf/ (BHS); https://www.validatebp.org (US/AMA); https://hypertension.ca/bpdevices (CANADÁ); https://www.stridebp.org/bp-monitors (STRIDE BP), uma iniciativa conjunta da ESH, International Society of Hypertension (ISH) e World Hypertension League.

As Tabelas 9.1, 9.2, 9.3 e 9.4 apresentam, respectivamente, as definições atualizadas de PA normal, pré-hipertensão, Estágios 1 e 2 de HA na criança e no adolescente, de acordo com idade, sexo e percentil de altura, valores de PA para meninos e meninas de acordo com a idade e o percentil de estatura420 e definições atualizadas de PA normal, HAB, HM e HA, considerando-se a medida da PA de consultório e pela MAPA.422,423

Tabela 9.1. Definição atualizada da pressão arterial de acordo com a faixa etária.

Crianças de 1 a 12 anos de idade Crianças com idade ≥ 13 anos
PA normal: < P90 para idade, sexo e altura PA normal: < 120/< 80 mmHg
PA elevada (pré-hipertensão): PA ≥ P90 e < 95 percentis para idade, sexo e altura ou PA 120/80 mmHg, mas < P95 (o que for menor) Pré-hipertensão: PAS 120 a 129/< 80 mmHg
HA Estágio 1: PA ≥ P95 para idade, sexo e altura até < P95 + 12 mmHg ou PA entre 130/80 até 139/89 mmHg (o que for menor) HA Estágio 1: PA 130/80 até 139/89 mmHg
HA Estágio 2: PA ≥ P95 + 12 mmHg para idade, sexo e altura ou PA ≥ 140/90 mmHg (o que for menor) HA Estágio 2: PA ≥ 140/90 mmHg

HA: hipertensão arterial; P: percentil; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica. Adaptado de Flynn et al.420

Tabelas 9.2. Valores de pressão arterial para meninos, de acordo com a idade e o percentil de estatura.

Idade (anos) Porcentis de PA Pressão Arterial Sistólica (mmHg) Percentis da Estatura ou Medida da Estatura (cm) Pressão Arterial Diastólica (mmHg) Percentis da Estatura ou Medida da Estatura (cm)
5% 10% 25% 50% 75% 90% 95% 5% 10% 25% 50% 75% 90% 95%
1 Estatura (cm) 77,2 78,3 80,2 82,4 84,6 86,7 87,9 77,2 78.3 80,2 82,4 84,6 86,7 87,9
P50 85 85 86 86 87 88 88 40 40 40 41 41 42 42
P90 98 99 99 100 100 101 101 52 52 53 53 54 54 54
P95 102 102 103 103 104 105 105 54 54 55 55 56 57 57
P95 + 12 mmHg 114 114 115 115 116 117 117 66 66 67 67 68 69 69
2 Estatura (cm) 86,1 87,4 89,6 92,1 94,7 97,1 98,5 86,1 87,4 89,6 92,1 94,7 97,1 98,5
P50 87 87 88 89 89 90 91 43 43 44 44 45 46 46
P90 100 100 101 102 103 103 104 55 55 56 56 57 58 58
P95 104 105 105 106 107 107 108 57 58 58 59 60 61 61
P95 + 12 mmHg 116 117 117 118 119 119 120 69 70 70 71 72 73 73
3 Estatura (cm) 92,5 93,9 96,3 89 101,6 104,3 105,8 92,5 93,9 96,3 99 101,8 104,3 105,8
P50 88 89 89 90 91 92 92 45 46 46 47 48 49 49
P90 101 102 102 103 104 105 105 58 58 59 59 60 61 61
P95 106 106 107 107 108 109 109 60 61 61 62 63 64 64
P95 + 12 mmHg 118 118 119 119 120 121 121 72 73 73 74 75 76 76
4 Estatura (cm) 98,5 100,2 102,9 105,9 108,9 111,5 113,2 98,5 100,2 102,9 105,9 108,9 111,5 113,2
P50 90 90 91 92 93 94 94 48 49 49 50 51 52 52
P90 102 103 104 105 105 106 107 60 61 62 62 63 64 64
P95 107 107 108 108 109 110 110 63 64 65 66 67 67 68
P95 + 12 mmHg 119 119 120 120 121 122 122 75 76 77 78 79 79 80
5 Estatura (cm) 104,4 106,2 109,1 112,4 115,7 118,6 120,3 104,4 106,2 109,1 112,4 115,7 118,6 120,3
P50 91 92 93 94 95 96 96 51 51 52 53 54 55 55
P90 103 104 105 106 107 108 108 63 64 65 65 66 67 67
P95 107 108 109 109 110 111 112 66 67 68 69 70 70 71
P95 + 12 mmHg 119 120 121 121 122 123 124 78 79 80 81 82 82 83
6 Estatura (cm) 110,3 112,2 115,3 118,9 122,4 125,6 127,5 110,3 112,2 115,3 118,9 122,4 125,6 127,5
P50 93 93 94 95 96 97 98 54 54 55 56 57 57 58
P90 105 105 106 107 109 110 110 66 66 67 68 68 69 69
P95 108 109 110 111 112 113 114 69 70 70 71 72 72 73
P95 + 12 mmHg 120 121 122 123 124 125 126 81 82 82 83 84 84 85
7 Estatura (cm) 116,1 118 121,4 125,1 128,9 132,4 134,5 116,1 118 121,4 125,1 128,9 132,4 134,5
P50 94 94 95 97 98 98 99 56 56 57 58 58 59 59
P90 106 107 108 109 110 111 111 68 68 69 70 70 71 71
P95 110 110 111 112 114 115 116 71 71 72 73 73 74 74
P95 + 12 mmHg 122 122 123 124 126 127 128 83 83 84 85 85 86 86
8 Estatura (cm) 121,4 123,5 127 131 135,1 138,8 141 121,4 123,5 127 131 135,1 138,8 141
P50 95 96 97 98 99 99 100 57 57 58 59 59 60 60
P90 107 108 109 110 111 112 112 67 70 70 71 72 72 73
P95 111 112 112 114 115 116 117 72 73 73 74 75 75 75
P95 + 12 mmHg 123 124 124 126 127 128 129 84 85 85 86 87 87 87
9 Estatura (cm) 126 128,3 132,1 136,3 140,7 144,7 147,1 126 128,3 132,1 136,3 140,7 144,7 147,1
P50 96 97 98 99 100 101 101 57 58 59 60 61 62 62
P90 107 108 109 110 112 113 114 70 71 72 73 74 74 74
P95 112 112 113 115 116 118 119 74 74 75 76 76 77 77
P95 + 12 mmHg 124 124 125 127 128 130 131 86 86 87 88 88 89 89
10 Estatura (cm) 130,2 132,7 136,7 141,3 145,9 150,1 152,7 130,2 132,7 136,7 141,3 145,9 150,1 152,7
P50 97 98 99 100 100 102 103 59 60 61 62 63 63 64
P90 108 109 111 112 113 115 116 72 73 74 74 75 75 76
P95 112 113 114 116 118 120 121 76 76 77 77 78 78 78
P95 + 12 mmHg 124 125 126 128 130 132 133 88 88 89 89 90 90 90
11 Estatura (cm) 134,7 137,3 141,5 146,4 151,3 155,8 158,6 134,7 137,3 141,5 146,4 151,3 155,8 158,6
P50 99 99 101 102 103 104 106 61 61 62 63 63 63 63
P90 110 111 112 114 116 117 118 74 74 75 75 75 76 76
P95 114 114 116 118 120 123 124 77 78 78 78 78 78 78
P95 + 12 mmHg 126 126 128 130 132 135 136 89 90 90 90 90 90 90
12 Estatura (cm) 140,3 143 147,5 152,7 157,9 162,6 165,5 140,3 143 147,5 152,7 157,9 162,6 165,5
P50 101 101 102 104 106 108 109 61 62 62 62 62 63 63
P90 113 114 115 117 119 121 122 75 75 75 75 75 76 76
P95 116 117 118 121 124 126 128 78 78 78 78 78 79 79
P95 + 12 mmHg 128 129 130 133 136 138 140 90 90 90 90 90 91 91
13 Estatura (cm) 147 150 154,9 160,3 165,7 170,5 173,4 147 150 154,9 160,3 165,7 170,5 173,4
P50 103 104 105 108 110 111 112 61 60 61 62 63 64 65
P90 115 116 118 121 124 126 126 74 74 74 75 76 77 77
P95 119 120 122 125 128 130 131 78 78 78 78 80 81 81
P95 + 12 mmHg 131 132 134 137 140 142 143 90 90 90 90 92 93 93
14 Estatura (cm) 153,8 156,9 162 167,5 172,7 177,4 180,1 153,8 156,9 162 167,5 172,7 177,4 180,1
P50 105 106 109 111 112 113 113 60 60 62 64 65 66 67
P90 119 120 123 126 127 128 129 74 74 75 77 78 79 80
P95 123 125 127 130 132 133 134 77 78 79 81 82 83 84
P95 + 12 mmHg 135 137 139 142 144 145 146 89 89 91 93 94 95 96
15 Estatura (cm) 159 162 166,9 172,2 177,2 181,6 184,2 159 162 166,9 172,2 177,2 181,6 184,2
P50 108 110 112 113 114 114 114 61 62 64 65 66 67 68
P90 123 124 126 128 129 130 130 75 76 78 79 80 81 81
P95 127 129 131 132 134 135 135 78 79 81 83 84 85 85
P95 + 12 mmHg 139 141 143 144 146 147 147 90 91 93 95 96 97 97
16 Estatura (cm) 162,1 165 169,6 174,6 179,5 183,8 186,4 162,1 165 169,6 174,6 179,5 183,8 186,4
P50 111 112 114 115 115 116 116 63 64 66 67 68 69 69
P90 126 127 128 129 131 131 132 77 78 79 80 81 82 82
P95 130 131 133 134 135 136 137 80 81 83 84 85 86 86
P95 + 12 mmHg 142 143 145 146 147 148 149 92 93 95 96 97 98 98
17 Estatura (cm) 163,8 166,5 170,9 175,8 180,7 184,9 187,5 163,8 166,5 170,9 175,8 180,7 184,9 187,5
P50 114 115 116 117 117 118 118 65 66 67 68 69 70 70
P90 128 129 130 131 132 133 134 78 79 80 81 82 82 83
P95 132 133 134 135 137 138 138 81 82 84 85 86 86 87
P95 + 12 mmHg 144 145 146 147 149 150 150 93 94 96 97 98 98 99

PA: pressão arterial.

Tabelas 9.3. Valores de pressão arterial para meninas, de acordo com a idade e o percentil de estatura.

Idade (anos) Porcentis de PA Pressão Arterial Sistólica (mmHg) Percentis da Estatura ou Medida da Estatura (cm) Pressão Arterial Diastólica (mmHg) Percentis da Estatura ou Medida da Estatura (cm)
5% 10% 25% 50% 75% 90% 95% 5% 10% 25% 50% 75% 90% 95%
1 Estatura (cm) 75,4 76,6 78,6 80,8 83 84,9 86,1 75,4 76,6 78,6 80,8 83 84,9 86,1
P50 84 85 86 86 87 88 88 41 42 42 43 44 45 46
P90 98 99 99 100 101 102 102 54 55 56 56 57 58 58
P95 101 102 102 103 104 105 105 59 59 60 60 61 62 62
P95 + 12 mmHg 113 114 114 115 116 117 117 71 71 72 72 73 74 74
2 Estatura (cm) 84,9 86,3 88,6 91,1 93,7 96 97,4 84,3 86,3 88,6 91,1 93,7 96 97,4
P50 84 87 88 89 90 91 91 45 46 47 48 49 50 51
P90 101 101 102 103 104 105 106 58 58 59 60 61 62 62
P95 104 105 106 106 107 108 109 62 63 63 64 65 66 66
P95 + 12 mmHg 116 117 118 118 119 120 121 75 75 75 76 77 78 78
3 Estatura (cm) 91 92,4 94,9 97,6 100,5 103,1 104,6 91 92,4 94,9 97,6 100,5 103,1 104,6
P50 88 89 89 90 91 92 93 48 48 49 50 51 53 53
P90 102 103 104 104 105 106 107 60 61 61 62 63 64 65
P95 106 106 107 108 109 110 110 64 65 65 66 67 68 69
P95 + 12 mmHg 118 118 119 120 121 122 122 76 77 77 78 79 80 81
4 Estatura (cm) 97,2 98,8 101,4 104,5 107,6 110,5 112,2 97,2 98,8 101,4 104,5 107,6 110,5 112,2
P50 89 90 91 92 93 94 94 50 51 51 53 54 55 55
P90 103 104 105 106 107 108 108 62 63 64 65 66 67 67
P95 107 108 109 109 110 111 112 66 67 68 69 70 70 71
P95 + 12 mmHg 119 120 121 121 122 123 124 78 79 80 81 82 82 83
5 Estatura (cm) 103,6 105,3 108,2 111,5 114,9 118,1 120 103,6 105,3 108,2 111,5 114,9 118,1 120
P50 90 91 92 93 94 95 96 52 52 53 55 56 57 57
P90 104 105 106 107 108 109 110 64 65 66 67 68 69 70
P95 108 109 109 110 111 112 113 68 69 70 71 72 73 73
P95 + 12 mmHg 120 121 121 122 123 124 125 80 81 82 83 84 85 85
6 Estatura (cm) 110 111,8 114 118,4 122,1 125,6 127,7 110 111,8 114,9 118,4 122,1 125,6 127,7
P50 92 92 93 94 96 97 97 54 54 55 56 57 58 59
P90 105 106 107 108 109 110 111 67 67 68 69 70 71 71
P95 109 109 110 111 112 113 114 70 71 72 72 73 74 74
P95 + 12 mmHg 121 121 122 123 124 125 126 82 83 84 84 85 86 86
7 Estatura (cm) 115,9 117,8 121,1 124,9 128,8 132,5 134,7 115,9 117,8 121,1 124,9 128,8 132,5 134,7
P50 92 93 94 95 97 98 99 55 54 56 57 58 59 60
P90 106 106 107 109 110 111 112 68 68 69 70 71 72 72
P95 109 110 111 112 113 114 115 72 72 73 73 74 74 75
P95 + 12 mmHg 121 122 123 124 125 126 127 84 84 85 85 86 86 87
8 Estatura (cm) 121 123 126,5 130,6 134,7 138,8 140,9 121 123 126,5 130,6 134,7 138,5 140,9
P50 93 94 95 97 98 99 100 56 56 57 59 60 61 61
P90 107 107 108 110 111 112 113 69 70 71 72 72 73 73
P95 110 111 112 113 115 116 117 72 73 74 74 75 75 75
P95 + 12 mmHg 122 123 124 125 127 128 129 84 85 86 86 87 87 87
9 Estatura (cm) 125,3 127,6 131,3 135,6 140,1 144,1 146,6 125,3 127,6 131,3 135,6 140,1 144,1 146,6
P50 95 95 97 98 99 100 101 57 58 59 60 60 61 61
P90 108 108 109 111 112 113 114 71 71 72 73 73 73 73
P95 112 112 113 114 116 117 118 74 74 75 75 75 75 75
P95 + 12 mmHg 124 124 125 126 128 129 130 86 86 87 87 87 87 87
10 Estatura (cm) 129,7 132,2 136,3 141 145,8 150,2 152,8 129,7 132,2 136,3 141 145,8 150,2 152,8
P50 96 97 98 99 101 102 103 58 59 59 60 61 61 61
P90 109 110 111 112 113 115 116 72 73 73 73 73 73 73
P95 113 114 114 116 117 119 120 75 75 76 76 76 76 76
P95 + 12 mmHg 125 126 126 128 129 131 132 87 87 88 88 88 88 88
11 Estatura (cm) 135,6 138,3 142,8 147,8 152,8 157,3 160 135,6 138,3 142,8 147,8 152,8 157,3 160
P50 98 99 101 102 104 105 106 60 60 60 61 62 63 64
P90 111 112 113 114 116 118 120 74 74 74 74 74 75 75
P95 115 116 117 118 120 123 124 76 77 77 77 77 77 77
P95 + 12 mmHg 127 128 129 130 132 135 136 88 89 89 89 89 89 89
12 Estatura (cm) 142,8 145,5 149,9 154,8 159,6 163,8 166,4 142,8 145,5 149,9 154,8 159,6 163,8 166,4
P50 102 102 104 105 107 108 108 61 61 61 62 64 65 65
P90 114 115 116 118 120 122 122 75 75 75 75 76 76 76
P95 118 119 120 122 124 125 126 78 78 78 78 79 79 79
P95 + 12 mmHg 130 131 132 134 136 137 138 90 90 90 90 91 91 91
13 Estatura (cm) 148,1 150,6 154,7 159,2 163,7 167,8 170,2 148,1 150,6 154,7 159,2 163,7 167,8 170,2
P50 104 105 106 107 108 108 109 62 62 63 64 65 65 65
P90 116 117 119 121 122 123 123 75 75 75 76 76 76 76
P95 121 122 123 124 126 126 127 79 79 79 79 80 80 81
P95 + 12 mmHg 133 134 135 136 138 138 139 91 91 91 91 92 92 93
14 Estatura (cm) 150,6 153 156,9 161,3 165,7 169,7 172,1 150,6 153 156,9 161,3 165,7 169,7 172,1
P50 105 106 107 108 109 109 109 63 63 64 65 66 66 66
P90 118 118 120 122 123 123 123 76 76 76 76 77 77 77
P95 123 123 124 125 126 127 127 80 80 80 80 81 81 82
P95 + 12 mmHg 135 135 136 137 139 139 139 92 92 92 92 93 93 94
15 Estatura (cm) 151,7 154 157,9 162,3 166,7 170,6 173 151,7 154 157,9 162,3 166,7 170,6 173
P50 105 106 107 108 109 109 109 64 64 64 65 66 67 67
P90 118 119 121 122 123 123 124 76 76 76 77 77 78 78
P95 124 124 125 126 127 127 128 80 80 80 81 82 82 82
P95 + 12 mmHg 136 136 137 138 139 139 140 92 92 92 93 94 94 94
16 Estatura (cm) 152,1 154,5 158,4 162,8 167,1 171,1 173,4 152,1 154,5 158,4 162,8 167,1 171,1 173,4
P50 106 107 108 109 109 110 110 64 64 65 66 66 67 67
P90 119 120 122 123 124 124 124 76 76 76 77 78 78 78
P95 124 125 125 127 127 128 128 80 80 80 81 82 82 82
P95 + 12 mmHg 136 137 137 139 139 140 140 92 92 92 93 94 94 94
17 Estatura (cm) 152,4 154,7 158,7 163 167,4 171,3 173,7 152,4 154,7 158,7 163 167,4 171,3 173,7
P50 107 108 109 110 110 110 111 64 64 65 66 66 66 67
P90 120 121 123 124 124 125 125 76 76 77 77 78 78 78
P95 125 125 126 127 128 128 128 80 80 80 81 82 82 82
P95 + 12 mmHg 137 137 138 139 140 140 140 92 92 92 93 94 94 94

PA: pressão arterial. Adaptado de Flynn et al.420

Tabela 9.4. Valores de pressão arterial no consultório e na medida ambulatorial da pressão arterial para caracterização dos fenótipos de hipertensão arterial em crianças e adolescentes422.

Pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica de consultório Monitorização ambulatorial da pressão arterial
< 13 anos ≥ 13 anos < 13 anos ≥ 13 anos
Pressão arterial normal < percentil 95 < 130/80 < percentil 95 OU valores de corte para adolescentes* < 125/75 mmHg 24 h E< 130/80 mmHg vigília E< 110/65 mmHg sono
Hipertensão do avental branco ≥ percentil 95 ≥ 130/80
Hipertensão mascarada < percentil 95 < 130/80 ≥ percentil 95 OU valores de corte para adolescentes* ≥ 125/75 mmHg 24 h OU ≥ 130/80 mmHg vigília OU≥ 110/65 mmHg sono
Hipertensão ambulatorial ≥ percentil 95 ≥ 130/80
*

24 h, vigília e sono

A PA do neonato aumenta com o peso ao nascer, a idade gestacional e a idade pós-natal. Pequenos estudos observacionais metodologicamente distintos originaram propostas incongruentes de normatização da PA no recém-nascido.424 Sugere-se a utilização dos valores estimados de PA após duas semanas de vida em neonatos de 26 a 44 semanas de idade pós-concepção, demonstrados na Tabela 9.5425 e dos valores de PA para o primeiro ano de vida apresentados nas Tabelas 9.2 e 9.3.426

Tabela 9.5. Valores estimados de pressão arterial sistólica, diastólica e média (em mmHg) após 2 semanas de vida em neonatos de 26 a 44 semanas de idade pós-concepção425.

Idade pós-concepção Percentil 50 Percentil 95 Percentil 99
44 semanas
PAS 88 105 110
PAD 50 68 73
PAM 63 80 85
42 semanas
PAS 85 98 102
PAD 50 65 70
PAM 62 76 81
40 semanas
PAS 80 95 100
PAD 50 65 70
PAM 60 75 80
38 semanas
PAS 77 92 97
PAD 50 65 70
PAM 59 74 79
36 semanas
PAS 72 87 92
PAD 50 65 70
PAM 57 72 71
34 semanas
PAS 70 85 90
PAD 40 55 60
PAM 50 65 70
32 semanas
PAS 68 83 88
PAD 40 55 60
PAM 50 65 70
30 semanas
PAS 65 80 85
PAD 40 55 60
PAM 48 65 68
28 semanas
PAS 60 75 80
PAD 38 50 54
PAM 45 58 63
26 semanas
PAS 55 72 77
PAD 30 50 56
PAM 38 57 63

PAD: pressão arterial diastólica; PAM: pressão arterial média; PAS: pressão arterial sistólica. Adaptado de Dionne et al.425

O diagnóstico de HA pediátrica baseia-se na confirmação de valores de PA ≥ percentil 95 em três atendimentos diferentes utilizando metodologia auscultatória.398

Anamnese e exame clínico detalhados, abrangendo o período perinatal e ambiente biopsicossocial são fundamentais para a indicação de exames complementares e confirmação etiológica da HA, que pode ser primária ou secundária. A HA secundária é mais provável nos mais jovens e naqueles com valores mais elevados de PA. A HA primária prevalece no adolescente e nos casos de sobrepeso/obesidade.420

Avaliação extensa para HA secundária é dispensável em pacientes ≥ 6 anos com sobrepeso ou obesidade, histórico familiar positivo de HA e/ou com anamnese e exame clínico sem achados de risco.420 A pesquisa de proteinúria é obrigatória para casos de DRC e HA.420

A MAPA está indicada para a confirmação de HA em crianças e adolescentes com medidas de consultório compatíveis com pré-hipertensão por pelo menos 1 ano ou com valores de PA compatíveis com HA Estágio 1 em três consultas ambulatoriais.420

O procedimento deve seguir técnicas padronizadas, utilizar monitores validados para uso pediátrico e dados normativos pediátricos.420,422

A HA pediátrica não controlada, mesmo nos assintomáticos, pode promover aumento da espessura da camada íntima-média da carótida, redução da distensibilidade arterial, estreitamento arteriolar da retina427 e HVE, presente em até 40% dos casos de HA pediátrica no momento do diagnóstico inicial.428 Coortes prospectivas de longa duração demonstram associação de fatores de risco CV na criança com LOA no adulto. A redução do peso e do consumo de álcool, o aumento no consumo de vegetais e o estímulo à prática de AF com redução do comportamento sedentário entre a infância e a idade adulta, conjuntamente, podem contribuir para a resolução da HA na transição infância-idade adulta e para a minimização dos efeitos adversos cardiometabólicos nos indivíduos adultos não obesos,429-432 sugerindo que a HA pediátrica deve ser considerada uma manifestação precoce de DCV.

O tratamento da HA pediátrica visa o controle da PA, a minimização do risco de LOA, a redução do risco de HA no adulto e consequente dano CV. Seu planejamento depende da etiologia da HA, do risco CV, associado ou não a outras doenças de base e à presença de LOA.420 O alvo terapêutico é a redução da PAS e PAD para < percentil 90 e < 130/80 mmHg em adolescentes ≥ 13 anos. Na DRC, visa-se a redução < percentil 50 da média de PA de 24 horas na MAPA.420

Inicia-se terapêutica não medicamentosa para todos os pacientes com PA ≥ percentil 90 ou ≥ 130/80 mmHg (≥ 13 anos de idade)420 visando redução de peso, EF regular, intervenção dietética e controle de estresse. A associação entre essas quatro medidas tem efeito potencializado.433 Recomenda-se a dieta DASH, especialmente na HA associada à obesidade,420,434 além de medidas para controle de estresse.420

A terapêutica medicamentosa deve ser iniciada com IECA, BRA, BCC de ação prolongada ou um diurético tiazídico para casos com HA sintomática, presença de LOA, HA Estágio 2 sem causa modificável aparente e HA persistente não responsiva à MNM se a PA for ≥ percentil 95 ou ≥ 130/80 mmHg em adolescentes ≥ 13 anos de idade.420 Em casos de HA secundária a DRC ou DM e/ou proteinúria, recomenda-se iniciar IECA ou BRA.

O ecocardiograma, utilizando critérios definidos para a faixa etária,398 é sugerido previamente ao início do tratamento medicamentoso, podendo ser repetido em 6 a 12 meses, a depender da necessidade.420

Inicia-se o tratamento medicamentoso com agente anti-hipertensivo único, em dose baixa, com aumento a cada 2 a 4 semanas até o alvo terapêutico. Na HA secundária, sugere-se escolha do anti-hipertensivo em consonância com o princípio fisiopatológico e as comorbidades de cada caso.420 A frequência do acompanhamento clínico dependerá das peculiaridades de cada caso. A solicitação da MAPA no seguimento está indicada quando não houver controle da HA ou nos casos de risco de HM, como no pós-operatório tardio de coarctação de aorta. Na DRC, o controle anual da PA pela MAPA é obrigatório para afastar HM. A MRPA pode ser utilizada como adjuvante na avaliação do controle pressórico.420

Mensagens principais sobre hipertensão arterial em crianças e adolescentes
A prevalência global agrupada de HA em indivíduos ≤ 19 anos é de 4,0%.
A HA secundária é mais provável em crianças mais jovens e naquelas com valores mais elevados de PA. A HA primária é mais prevalente no adolescente e nos casos de sobrepeso/obesidade.
A redução do peso e do consumo de álcool, o aumento no consumo de vegetais e o estímulo à prática de AF com redução do comportamento sedentário entre a infância e a idade adulta, conjuntamente, podem contribuir para a resolução da HA na transição infância-idade adulta e para a minimização dos efeitos adversos cardiometabólicos nos indivíduos adultos não obesos.

HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; AF: atividade física.

Recomendações para abordagem da HA em crianças e adolescentes Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se que a PA da criança seja medida anualmente a partir de 3 anos de idade. FORTE BAIXA
Recomenda-se a investigação de suspeita de HAB e HA secundária nas crianças nascidas prematuras e naquelas com DRC, DM, AOS, obesidade, pós-operatório de coarctação de aorta, TX de órgãos sólidos e HAR. FORTE MODERADA
Recomenda-se que o diagnóstico de HA na criança ou adolescente até 13 anos seja baseado na confirmação de valores de PA ≥ percentil 95 de acordo com o percentil de altura e quando ≥ 13 anos deve ser baseado na confirmação de valores de PA ≥ 130/80 mmHg em três atendimentos diferentes utilizando metodologia auscultatória. FORTE BAIXA
Recomenda-se a MAPA para a confirmação de HA em crianças e adolescentes com medidas de consultório compatíveis com pré-hipertensão por pelo menos 1 ano ou com valores de PA compatíveis com HA Estágio 1 em três consultas ambulatoriais. FORTE MODERADA
Recomenda-se, em crianças com DRC, a MAPA para o controle anual da PA para afastar HM. FRACA BAIXA
Recomenda-se a pesquisa de proteinúria nos casos de crianças com DRC e HA. FORTE MODERADA
Recomenda-se alvo terapêutico de redução da PAS e PAD para < percentil 90 em crianças e < 130/80 mmHg em adolescentes ≥ 13 anos. FRACA BAIXA
Recomenda-se a dieta DASH para crianças e adolescentes, especialmente na HA associada à obesidade, além de medidas para controle de estresse. NEUTRA BAIXA
Recomenda-se início de terapêutica medicamentosa em crianças e adolescentes com IECA, BRA, BCC de ação prolongada, ou um diurético tiazídico para casos com HA sintomática, presença de LOA, HA Estágio 2 sem causa modificável aparente ou HA persistente não responsiva à MNM se a PA for ≥ percentil 95 em crianças ou ≥ 130/80 mmHg em adolescentes ≥ 13 anos de idade. FORTE BAIXA
Recomenda-se iniciar IECA ou BRA em crianças e adolescentes com HA secundária a DRC ou DM, e/ou proteinúria. FORTE MODERADA

AOS: apneia obstrutiva do sono; BCC: bloqueador dos canais de cálcio; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; DM: diabetes mellitus; DRC: doença renal crônica; HA: hipertensão arterial; HAB: hipertensão do avental branco; HAR: hipertensão arterial resistente; IECA: inibidores da enzima conversora de angiotensina; LOA: lesão de órgãos-alvo; MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; TX: transplante.

10. Hipertensão Arterial em Mulheres

10.1. Hipertensão Arterial em Mulheres Jovens e na Menopausa

10.1.1. Prevalência

Apesar de prevalência similar,7,45 o comportamento da PAS e PAD durante a vida em homens e mulheres é diferente, pois o aumento da PA com a idade progride mais rapidamente em mulheres e se inicia desde a fase adulta jovem.435 Essas diferenças entre homens e mulheres na evolução da PA ao longo da vida e no desenvolvimento da HA relacionada à idade podem ser explicadas por diferenças nos mecanismos reguladores da PA nessas pessoas, provavelmente devido a fatores hormonais específicos de gênero.45 A partir dos 60 anos de idade, a PA entre as mulheres costuma ser mais elevada, e a prevalência de HA é maior.1 A frequência aumenta com idade, sendo 61,5% em homens e 68,0% em mulheres na faixa etária de 65 anos ou mais.45

10.1.2. Fatores Associados a Hipertensão Arterial em Mulheres

Mulheres apresentam fatores de risco específicos associados com HA, incluindo aqueles relacionados a determinantes sociais e fatores biológicos.436 Destacam-se, entre esses fatores, a menopausa, a síndrome do ovário policístico, o uso de contraceptivos orais e doenças hipertensivas específicas da gestação. Os fatores convencionais também têm impactos diferentes nas mulheres, como o envelhecimento, obesidade, sedentarismo, além de outros emergentes, como doenças autoimunes, estresse crônico e fatores ambientais e psicossociais. Em mulheres jovens, algumas causas secundárias, tais como estenose de artéria renal por displasia fibromuscular, são mais prevalentes do que em homens.437

10.1.2.1. Mulheres Jovens e Anticoncepcionais

A associação entre o uso de anticoncepcional hormonal combinado oral (AHCO) e HA tem sido estudada, e uma metanálise contendo 24 estudos com 270.284 participantes mostrou RR de 1,47 (IC 95%, 1,25–1,73) de hipertensão para as usuárias com mais longa X mais curta duração de uso de AHCO e uma relação dose-resposta linear de aumento do risco de 13% (RR 1,13; IC 95% 1,03–1,25) de novos casos de HA para cada cinco anos de uso dos AHCOs.438

Os AHCOs contendo estrogênio e progesterona são mais propensos a induzir hipertensão, enquanto os contraceptivos que contêm apenas progestinas e formulações com baixa dosagem estrogênica são associados com menores aumentos da PA.436,439,440 O uso de drosperinona, uma progestina com propriedades mineralocorticoides, combinada a etinil-estradiol, promoveu redução da PAS (1-4 mmHg), mas aumentou o risco de tromboembolismo venoso.436

Recomenda-se a monitorização da PA em mulheres jovens antes da prescrição de AHCO e, após o início do uso, reforçar a importância de medidas regulares da PA (a cada 6 meses), incluindo medidas domiciliares e o controle dos demais fatores de risco CV.436 Quando houver elevação persistente da PAS ≥ 160 mmHg e/ou PAD ≥ 100 mmHg, considerar outros métodos contraceptivos ou a descontinuação dos AHCOs.436

A investigação de causas secundárias de HA em mulheres jovens é muito importante, destacando-se entre as principais: obesidade, síndrome do ovário policístico, apneia obstrutiva do sono, coarctação de aorta, doenças autoimunes, doenças endócrinas e nefropatias primárias.437

Para o tratamento da HA, IECA ou BRA não devem ser prescritos em mulheres com potencial para engravidar devido aos efeitos teratogênicos das classes no caso de uma gestação, exceto em indicações compulsórias (por exemplo, IC) e com medidas de contracepção.436 Preferencialmente, nessa fase, iniciar tratamento com BCCs ou BBs, preferencialmente aqueles com propriedades vasodilatadoras associadas.1

10.1.2.2. Hipertensão, Função Sexual e Fertilidade na Mulher

A HA afeta a capacidade reprodutiva das mulheres, mas os mecanismos pelos quais a HA afeta a saúde e a função reprodutiva ainda precisam ser elucidados. A HA pode afetar a saúde dos vasos sanguíneos no útero e ovários, prejudicando a fertilidade.441

Além disso, mulheres com HA podem apresentar disfunção sexual devido a alterações na vasculatura clitoriana e vaginal, redução do fluxo sanguíneo na região pélvica e afinamento da parede vaginal e da musculatura lisa do clitóris, resultando em secura vaginal.441 Outras complicações subsequentes incluem dor durante a relação sexual, falta de orgasmo, efeitos adversos da fase de excitação e relutância sexual na mulher hipertensa.441 A HA pode levar à fibrose do clitóris e da parede vaginal devido a níveis mais baixos de óxido nítrico e à redução do fluxo sanguíneo na região pélvica.441

10.1.2.3. Menopausa

A menopausa está associada a uma diminuição do estradiol e a uma alteração na relação estrogênio/androgênio.439 Essas alterações hormonais podem induzir ao aumento de peso, com consequente aumento da atividade simpática e do SRAA, culminando com aumento do estresse oxidativo, disfunção endotelial e consequente diminuição do óxido nítrico e aumento da endotelina.435,439,442 Em conjunto, esses mecanismos aumentam a sensibilidade ao sal e produzem vasoconstrição renal e HA.442 Além disso, em mulheres na pós-menopausa, ocorre maior rigidez aórtica devido ao aumento de células de músculo liso, colágeno e dos níveis de moléculas vasoconstritoras na parede arterial, consequente à falta do efeito protetor do estrogênio, o que pode causar HA sistólica isolada.439

Mulheres com HA na pós-menopausa apresentam uma transição cardiometabólica com maior incidência de HVE e maior risco de desenvolver disfunção diastólica em comparação com as mulheres adultas jovens.439

Para o tratamento medicamentoso durante e após a menopausa na mulher, recomenda-se iniciar com a combinação de inibidor do SRAA com BCC ou diurético tiazídico, sendo esses últimos potencialmente mais úteis por prevenir osteoporose nas mulheres.436

Quando indicada a terapia hormonal da menopausa, será necessário monitorar a PA desde o início e, caso não haja controle adequado, essa terapia deve ser interrompida. Mulheres com HA controlada e sintomas vasomotores (SVM) moderados a intensos podem utilizar terapia hormonal da menopausa por qualquer via, sendo preferível, porém, a terapia estrogênica transdérmica (por meio de gel ou adesivos) na presença de obesidade, dislipidemia, DM e síndrome metabólica.439

10.1.2.4. Síndrome dos Ovários Policísticos

A síndrome dos ovários policísticos (SOP), uma condição endócrina e metabólica prevalente em mulheres em idade reprodutiva, é um distúrbio heterogêneo que está associado ao aumento do risco CV.437,443 Estudos anteriores demonstraram que quase todos os fatores de risco CV, incluindo HA, obesidade, resistência à insulina, DM, dislipidemia aterogênica e síndrome metabólica, são prevalentes em pacientes com SOP.443 Esses fatores combinados presentes em mulheres jovens com SOP aumentam o risco precoce de eventos CV. O excesso de andrógeno na SOP está claramente associado com o aumento dos distúrbios cardiometabólicos nessas mulheres.437 Os estudos que avaliam a associação de SOP com HA têm resultados conflitantes, mas metanálises recentes mostram forte associação de SOP com HA em mulheres jovens.443,444

Em RS que incluiu dados de três estudos retrospectivos e dois estudos transversais, observou-se que as mulheres com SOP tinham maior risco de desenvolver distúrbios metabólicos, incluindo HA, obesidade, dislipidemia, resistência à insulina e DM.444 A hiperandrogenemia foi associada com PA elevada independentemente da idade da mulher, da resistência à insulina, obesidade e dislipidemia. Em outra metanálise, a razão de risco de HA em mulheres jovens com SOP foi 1,7, enquanto, após a menopausa, a presença de SOP não aumentou o risco de HA.443

10.1.3. Repercussões em Órgãos-Alvo e Comorbidades em Mulheres

As mulheres têm dimensões menores da raiz da aorta do que os homens, mesmo após o ajuste para o tamanho do corpo, e maior rigidez arterial tem sido identificada em mulheres, particularmente na aorta ascendente. A rigidez arterial é menos modificável pela terapia anti-hipertensiva em mulheres do que em homens.442

Em relação ao coração, a HVE hipertensiva é mais prevalente e menos modificável pelo tratamento anti-hipertensivo em mulheres do que em homens. As mulheres com HA desenvolvem mais frequentemente FA e IC com fração de ejeção preservada.442 Em relação ao rim, a prevalência global de DRC é maior em mulheres (51,7%) do que em homens, de acordo com o estudo NHANES (National Health and Nutrition Examination Survey), sendo 20 vezes maior que em homens em idades superiores a 65 anos.445 No entanto, em recente metanálise, incluindo mais de 2 milhões de indivíduos, a incidência de DRC por HA foi menor nas mulheres do que em homens.446

Recomenda-se que as mulheres com HA devam realizar monitoramento da função renal, incluindo albuminúria a cada ano, quando possível.436 Além disso, mulheres hipertensas em uso de terapias de reposição hormonal apresentam aumento significativo da albuminúria.

Mulheres com DRC e HA são mais vulneráveis ao efeito da sobrecarga hídrica no ventrículo esquerdo, por isso, a meta de peso seco deve ser mantida rigorosamente.436

A HA é o fator de risco mais importante para IAM, IC com fração de ejeção preservada, AVC, declínio cognitivo e doença arterial periférica em mulheres. O risco de DCV se inicia em níveis ≈ 10 mmHg mais baixos de PAS braquial em mulheres em comparação com homens.447

10.1.4. Tratamento da Hipertensão nas Mulheres

Em primeiro lugar, as MNM são altamente recomendadas para o controle da PA em mulheres.442 A HA em mulheres na pós-menopausa tende a ser sensível ao sal, portanto, a redução da ingestão de sódio pode ter benefícios na diminuição da PA.

No estudo DASH, a restrição dietética de sódio induziu a reduções da PA significativas apenas em mulheres.448,449 Quanto à AF, uma metanálise de 93 ensaios que avaliou o impacto de exercício aeróbico sobre a PA evidenciou que o exercício induziu uma redução maior da PA em participantes do sexo masculino que em mulheres.450

Em relação ao tratamento medicamentoso, a absorção, distribuição, metabolismo e excreção de medicamentos anti-hipertensivos são diferentes entre mulheres e homens, provavelmente devido à influência dos hormônios sexuais nos transportadores de absorção (glicoproteína P), volume de distribuição, atividade do citocromo P450 e depuração renal.440 No entanto, essas diferenças não justificam dosagens específicas para homens e mulheres, mas podem explicar a maior frequência de efeitos adversos dos anti-hipertensivos observadas nas mulheres, em especial na menopausa,439 os mais frequentes são: tosse induzida por IECA, edema de tornozelo com BCC, além de hipocalemia e hiponatremia com diuréticos. Esses efeitos podem explicar menor adesão das mulheres na menopausa ao tratamento da HA.439,451

Além disso, mulheres atingem pior controle da PA do que homens, e em um estudo realizado na Suécia, mulheres com HA apresentaram PA mais elevada, menos tratamento anti-hipertensivo e pior controle quando comparadas aos homens, e o sexo feminino foi um preditor de terapia anti-hipertensiva menos intensa em relação ao masculino.452

As mulheres e os aspectos específicos de gênero na HA são pouco estudados, e as evidências existentes são mal traduzidas em diretrizes clínicas.453 Algumas metanálises mostraram que reduções da PA com o tratamento são tão importantes (em termos de benefícios) em mulheres quanto em homens, e as reduções de eventos ocorreram de forma similar em homens e mulheres.454,455 Uma metanálise incluindo 31 ensaios randomizados e um total de 103.268 homens e 87.349 mulheres encontrou reduções comparáveis na PA e na incidência de eventos CV em ambos os sexos para tratamentos baseados em IECA, BRA, BCC, diuréticos ou BB.454 Da mesma forma, outra metanálise baseada em 40 ensaios clínicos e 152.379 pacientes documentou que nenhuma classe de medicamento (IECA, BRA, BCC ou BB) foi significativamente melhor do que diuréticos tiazídicos como terapia de primeira linha para qualquer desfecho (mortalidade por todas as causas, mortalidade CV, IC ou AVC) em mulheres ou homens analisados separadamente.455

As metas de PA recomendadas são iguais para mulheres e homens, e as classes de anti-hipertensivos podem ser utilizadas igualmente para o tratamento da HA em mulheres e homens.453

10.2. Hipertensão na Gestação

A HA na gestação é uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna e perinatal em todo o mundo, com predominância em países pobres da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil.456-458 Considera-se HA na gestação quando a gestante apresenta PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg, com base em uma média de pelo menos duas medidas com intervalo de 4 horas ou em duas visitas ambulatoriais diferentes.456 Deve-se ressaltar que a medida da PA na gestação deve ser realizada na posição sentada e utilizando o quinto som de Korotkoff para obtenção da PAD na medida de PA auscultatória.

10.2.1. Classificação

As definições e classificação dos distúrbios hipertensivos na gestação estão apresentadas no Quadro 10.1. Em relação às Diretrizes Brasileiras de HA de 2020, foram acrescentados os conceitos de HAB e HM e a Síndrome da encefalopatia posterior reversível (posterior reversible encephalopathy syndrome – PRES).456,459,460

Quadro 10.1. Definições e classificação dos distúrbios hipertensivos na gestação.
DEFINIÇÕES
Hipertensão do avental branco PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg quando medida no consultório ou clínica e PA < 135/85 mmHg quando medida com MAPA na vigília ou MRPA.
Hipertensão mascarada PAS < 140 mmHg e/ou PAD < 90 mmHg quando medida no consultório ou clínica e PA ≥ 135/85 mmHg quando medida com MAPA na vigília ou MRPA.
Hipertensão na gestação PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg, medida em duas ocasiões com pelo menos 4 horas de intervalo.
Hipertensão grave da gestação PAS ≥ 160 mmHg e/ou PAD ≥ 110 mmHg, medida em duas ocasiões com pelo menos 4 horas de intervalo.
Proteinúria Proteinúria ≥ 300 mg em medida de 24 horas, razão proteinúria/creatinina na urina de 0,3 g/g em amostra isolada ou ++ em fitas reagentes (idealmente quantificar).
CLASSIFICAÇÃO
Pré-eclâmpsia (com ou sem sinais de gravidade) PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg em geral após 20 semanas de gestação e frequentemente acompanhado de proteinúria. Na ausência de proteinúria, pode-se considerar o diagnóstico na presença de sinais de gravidade: trombocitopenia (< 100.000.109/L), creatinina > 1,1 mg/dL ou duas vezes a creatinina basal, elevação de duas vezes das transaminases hepáticas, edema de pulmão, sintomas visuais ou cefaleia sem outros diagnósticos alternativos.
Hipertensão crônica HA diagnosticada ou presente antes da gestação ou antes das 20 semanas de gestação; ou HA que é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez e que não se resolve no período pós-parto.
Hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta Pré-eclâmpsia em uma mulher com histórico de HA antes da gravidez ou antes de 20 semanas de gestação.
Hipertensão gestacional PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg em mulher com PA previamente normal, após 20 semanas de gestação, medida em duas ocasiões com pelo menos 4 horas de intervalo, sem proteinúria ou sinais de gravidade, e que retorna ao normal no período pós-parto.
OUTRAS DEFINIÇÕES DIAGNÓSTICAS
Eclâmpsia Convulsões tônico-clônicas na ausência de outras condições causais em paciente com pré-eclâmpsia.
Síndrome HELLP Hemólise, elevação de enzimas hepáticas e trombocitopenia, associadas ou não à HA.
PRES Sintomas neurológicos, como cefaleia, convulsões, confusão mental, vômitos e distúrbios visuais. Ressonância magnética mostra edema vasogênico nas regiões parieto-occipitais.

HA: hipertensão arterial; HELLP: hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia (Hemolysis, elevated liver enzymes and low platelets); MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; PRES: Síndrome da encefalopatia posterior reversível (Posterior reversible encephalopathy syndrome).

10.2.2. Predição e Profilaxia de Pré-Eclâmpsia

A predição de pré-eclâmpsia (PE) deve ser feita preferencialmente no 1° trimestre para oportunizar o uso das medicações profiláticas. O modelo de predição da Fetal Medicine Foundation (FMF) pode ser acessado no link https://fetalmedicine.org/research/assess/preeclampsia/first-trimester e consiste na combinação de fatores de risco maternos (Quadro 10.2) e medidas de PA média, índice de pulsatilidade das artérias uterinas (ultrassonografia [USG] Doppler de artérias uterinas realizado entre 11 e 14 semanas de gestação) e a dosagem sérica do fator de crescimento derivado da placenta (placental growth factor – PLGF). Esse modelo é validado para gestantes no 1° trimestre, tem taxas de detecção de 90% para a predição de PE precoce (< 34 semanas) e de 75% para pré-termo (< 37 semanas) e é superior ao uso dos fatores de risco maternos isolados para definir o alto risco.461

Quadro 10.2. Fatores de risco para pré-eclâmpsia.
Fator de alto risco (apenas um critério) Fatores de risco moderados (dois ou mais critérios)
História de gestação anterior PE prévia Descolamento de placenta prévio Retardo de crescimento intrauterino prévio Natimorto prévio
Dados demográficos IMC > 30 kg/m2 antes da gestação Idade materna > 40 anos
Antecedentes clínicos HA crônica DM antes da gestação Doença renal crônica Lúpus eritematoso sistêmico/síndrome de anticorpos antifosfolípides
Gestação atual Reprodução assistida Nuliparidade Gestação multifetal

DM: diabetes mellitus; HA: hipertensão arterial; IMC: índice de massa corporal; PE: pré-eclâmpsia. Adaptado de Magee et al.456

Para prevenção de PE, todas as mulheres devem ser incentivadas a realizar AF, com início preferencialmente antes da gestação.462 O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) na dose noturna de 100 a 150 mg, iniciado antes de 16 semanas até 36 semanas, reduz o risco de PE, principalmente a PE precoce em pacientes de maior risco.463,464

A suplementação de cálcio acima de 500 mg, especialmente nas pacientes com baixa ingesta (< 900 mg/dia), iniciada antes da gestação ou até 20 semanas também pode reduzir o risco de PE.456,465,466

10.2.3. Abordagem Terapêutica da Hipertensão na Gestação

Não há diferença nos desfechos entre repouso rígido e repouso relativo em mulheres com HA e proteinúria.467 Repouso relativo no hospital, em comparação com atividade rotineira em casa, reduz o risco de HA grave.468 Não há indicação rotineira de repouso para HA na gestação.441 Desfechos clínicos semelhantes ocorrem para mães e recém-nascidos entre unidades de cuidados pré-natais ou admissão hospitalar, mas as mulheres podem preferir acompanhamento em hospital dia.469

Não há indicações específicas para os cuidados durante a internação, mas é necessário monitoramento da condição materna e do feto. A PA deve ser medida pelo menos quatro vezes ao dia, com avaliação de peso e diurese diários e orientação sobre sinais premonitórios. Deve-se realizar exames laboratoriais (hemograma com plaquetas, enzimas hepáticas, ácido úrico, creatinina e proteinúria uma a duas vezes por semana). O desenvolvimento do feto pode ser acompanhado pela avaliação do crescimento e dos movimentos, do bem-estar fetal e perfil biofísico fetais e ultrassonografia.469

O início de medicação para gestantes com HA não grave (abaixo de 160/110 mmHg) é ainda controverso, exceto em gestantes com LOA. Uma RS de Cochrane mostrou que tratar HA leve a moderada com meta mais intensiva não reduz significativamente a morbidade materna, fetal e do recém-nascido.470 Em situações de HA grave persistente por ≥ 15 min, indica-se o tratamento medicamentoso além de MNM para evitar lesão neurológica irreversível. Para evitar mortes maternas, PAS > 150-160 mmHg deve ser considerada para tratamento urgente. Em alinhamento com as demais diretrizes internacionais e nacionais, recomenda-se o ponto de corte de 160 mmHg.45,456,459

Tratamento agressivo (PAD até 85 mmHg) vs. tratamento não agressivo (PAD até 100 mmHg) resulta em redução de HA grave e de desfechos fetais desfavoráveis. A meta do controle da HA deve ser a PAS > 120 e < 160 mmHg e PAD > 80 e < 110 mmHg, já que tanto a HA quanto a hipotensão induzida podem prejudicar a perfusão placentária e, consequentemente, o crescimento fetal.470 O objetivo do tratamento é prevenir a progressão de LOA, complicações cardíacas e cerebrovasculares, além das complicações obstétricas e fetais.471

A recomendação de terapia medicamentosa em mulheres com hipertensão durante a gestação é baseada em estudos observacionais, visto a dificuldade de ECRs nessa população. Dessa forma, as recomendações terão baixa certeza de evidência. A terapia medicamentosa deve ser iniciada com monoterapia pelas medicações consideradas de primeira linha (metildopa, nifedipina de ação prolongada ou amlodipina, ou BB – exceto atenolol);472 caso não haja o controle adequado, deve-se associar outra medicação de primeira linha ou de segunda linha (diurético tiazídico, clonidina ou hidralazina). IECAs e BRAs são formalmente contraindicados na gestação pelo risco de malformação fetal que pode levar a injúria renal intrauterina,471,473 assim como atenolol, pelo alto risco de restrição de crescimento fetal relacionado ao seu uso.471,473 O uso de ARM também está contraindicado na gestação pelo bloqueio hormonal, e há falta de dados de segurança do uso da medicação, sendo considerada categoria C pela Food and Drug Administration (FDA). Evitar também o uso de diuréticos em pacientes com PE pela possibilidade de piorar a depleção do volume intravascular.471 Estudo comparando a eficácia de labetalol, nifedipina de ação prolongada e metildopa para o manejo de HA grave na gestação sugeriu que todas as medicações eram opções viáveis, porém a nifedipina de ação prolongada foi mais efetiva do que labetalol e metildopa.474

Nas formas graves de hipertensão na gestação, duas recentes revisões sistemáticas e metanálises analisaram as melhores estratégias terapêuticas para esses quadros. Uma delas, envolvendo 41 estudos na RS e 46 estudos na metanálise, sugeriu eficácia similar entre nifedipina, hidralazina e labetalol no tratamento de hipertensão grave na gestação.475,476 Na outra, incluindo 19 estudos randomizados, tanto labetalol quanto hidralazina foram eficientes para os distúrbios hipertensivos da gestação, mas o labetalol cursou com menos hipotensão materna.476 Em diretrizes internacionais, recomenda-se labetalol intravenoso (IV) para tratamento de EH na eclâmpsia ou PE grave, mas esse medicamento não está disponível no Brasil.117,477 Assim, o tratamento para EH na gestante pode ser feito com hidralazina IV na dose de 5 mg a cada 20 a 30 minutos até a dose de 15 mg. Quando a hidralazina não estiver disponível, pode-se utilizar nifedipina 10 mg via oral, que pode ser repetida na dose de 10 a 20 mg a cada 20 a 30 minutos.477 Há advertência para não usar nifedipina sublingual em nenhuma situação de elevação aguda da PA.1

Em situações excepcionais, como a presença de edema agudo de pulmão (EAP), HA grave e refratária, o uso de nitroglicerina IV448 ou nitroprussiato de sódio478 são opções preferenciais para controle urgente da PA, sendo este último usado por no máximo 4 horas, pelo risco de impregnação fetal pelo cianeto.

Recomenda-se o uso de sulfato de magnésio para prevenção da eclâmpsia em gestantes com HA grave sintomática e o tratamento da eclâmpsia.456,479

10.2.4. Hipertensão Arterial no Puerpério

Nas pacientes sem HA crônica, a HA costuma se resolver dentro da 1ª semana (5 a 6 dias) após o parto, mas, nesse período, ainda há risco de complicações relacionadas à HA como eclâmpsia, AVC, EAP e IR aguda.480

Um ECR brasileiro mostrou que metildopa e captopril foram igualmente eficazes para o controle da PA no puerpério imediato.481

As puérperas podem receber qualquer medicação anti-hipertensiva, incluindo os IECAs, sendo a escolha limitada pelo aleitamento, devendo-se priorizar as medicações anti-hipertensivas que passem em quantidade menor pelo leite materno.

O Quadro 10.3 mostra as principais medicações anti-hipertensivas disponíveis no Brasil e sua relação com o aleitamento.1

Quadro 10.3. Medicamentos anti-hipertensivos e aleitamento materno.
Drogas Eliminação no leite Aleitamento
Nifedipina Pouca excreção Permitido
Anlodipina Estudos insuficientes Incerto (aparentemente seguro)
Diltiazem, verapamil Estudos insuficientes Incerto (usar outra opção)
Clonidina Excreção aumentada Evitar
Enalapril, Captopril Pouca excreção Permitido sem restrição
Lisinopril, ramipril Estudos insuficientes Incerto (aparentemente seguro)
Losartana, valsartana candesartana, olmesartana, telmisartana Estudos insuficientes Incerto (usar outra opção)
Hidroclorotiazida Pouca excreção Usar dose baixa (< 50 mg/dia)
Clortalidona Pouca excreção Evitar – eliminação lenta no recém-nascido
Furosemida Estudos insuficientes Pode diminuir o leite
Espironolactona Pouca excreção Permitido
Atenolol Excreção aumentada Evitar
Metoprolol Pouca excreção Permitido
Carvedilol Estudos insuficientes Incerto
Propranolol Pouca excreção Permitido
Bisoprolol Estudos insuficientes Incerto (aparentemente seguro)
Hidralazina Pouca excreção Permitido
Metildopa Pouca excreção Permitido

10.2.5. Risco Cardiovascular Futuro

As síndromes hipertensivas da gravidez são um marcador de risco CV futuro, e as respectivas mulheres devem ser abordadas de forma mais atenta e integral para prevenção efetiva de DCV e doença renal.1,45

Mensagens principais sobre cuidados com a hipertensão arterial nas mulheres dentro e fora do período gestacional
A partir dos 60 anos de idade, a PA entre as mulheres costuma ser mais elevada, e a prevalência de HA é maior.
Existem diferenças no desenvolvimento da HA em mulheres devido aos mecanismos reguladores da PA específicos do gênero.
A investigação de causas secundárias de HA em mulheres jovens é importante, destacando-se entre as principais: obesidade, síndrome do ovário policístico, apneia obstrutiva do sono, coarctação de aorta, doenças autoimunes, doenças endócrinas e nefropatias primárias.
Mulheres apresentam fatores de risco específicos associados com HA, incluindo aqueles relacionados a determinantes sociais e fatores biológicos específicos. Destacam-se entre esses fatores específicos: menopausa, síndrome do ovário policístico, uso de contraceptivos orais e doenças hipertensivas específicas da gestação.
A associação entre HA e uso de AHCO mostrou aumento de 13% do risco de novos casos, e a relação dose resposta é linear para cada 5 anos de uso.
Efeitos adversos dos anti-hipertensivos são relatados com mais frequência em mulheres, em especial na menopausa, e podem explicar menor adesão das mulheres ao tratamento da HA.
Há evidências de que o sexo feminino foi um preditor de terapia anti-hipertensiva menos agressiva em relação ao masculino.
Classificar HA na gestação em pré-eclâmpsia, HA crônica, HA crônica com pré-eclâmpsia sobreposta e HA gestacional. Devem ser considerados os diagnósticos de eclâmpsia, PRES, síndrome HELLP, HAB e HM.

AHCO: anticoncepcional hormonal combinado oral; HA: hipertensão arterial; HAB: hipertensão do avental branco; HM: hipertensão mascarada; HELLP: hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia (Hemolysis, elevated liver enzymes and low platelets); PA: pressão arterial; PRES: Síndrome da encefalopatia posterior reversível (Posterior reversible encephalopathy syndrome).

Recomendações para abordagem da HA em mulheres dentro e fora do período gestacional Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a monitorização da PA em mulheres jovens antes da prescrição de AHCO e após o início do uso; reforçar a importância de medidas regulares da PA (a cada 6 meses), incluindo medidas domiciliares e o controle dos demais FRCVs. FORTE MODERADA
Recomenda-se considerar outros métodos contraceptivos ou a descontinuação dos AHCOS para mulheres quando houver elevação persistente da PAS ≥ 160 mmHg e/ou PAD ≥ 100 mmHg com o uso de AHCO. FORTE BAIXA
Recomenda-se, para o tratamento medicamentoso da HA na mulher durante e após a menopausa, iniciar com a combinação de inibidor do SRAA com BCC ou diurético tiazídico ou similar. FORTE MODERADA
Recomendam-se metas de PA iguais para mulheres e homens, assim como a utilização das mesmas classes de anti-hipertensivos para o tratamento da HA em mulheres e homens. FORTE MODERADA
Recomenda-se avaliar o risco de PE entre 11 e 14 semanas de gestação utilizando no mínimo os fatores de risco maternos, preferencialmente associado à análise da pulsatilidade das artérias uterinas no USG com Doppler e dosagem do fator de crescimento derivado da placenta. FORTE BAIXA
Recomenda-se, em todas as mulheres gestantes, exceto com contraindicações, a prática de atividades físicas para reduzir a probabilidade de HA gestacional e PE. FORTE MODERADA
Recomenda-se a reposição de cálcio nas gestantes de alto risco com baixa ingesta (< 900 mg/dia) para reduzir risco de PE. FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de AAS iniciado antes de 16 semanas nas gestantes de alto risco para reduzir a PE abaixo de 34 semanas. FORTE MODERADA
Não se recomenda utilizar o tratamento não medicamentoso isoladamente em situações de PAS acima de 160 mmHg persistente por mais de 15 minutos. FORTE BAIXA
Recomenda-se o repouso relativo em hospital-dia com monitoramento para gestantes com PE, e a internação hospitalar deve ser indicada em gestantes com HA grave. FORTE MODERADA
Recomenda-se, na gestante, tratamento medicamentoso urgente em HA grave e na presença de sinais clínicos de emergência. FORTE MODERADA
Recomenda-se iniciar tratamento medicamentoso na gestante quando a PA estiver acima de 150-160/100-110 mmHg, com o objetivo de manter a PA entre 120-160/80-100 mmHg. FRACA BAIXA
Recomenda-se iniciar o tratamento anti-hipertensivo em gestantes com HA com metildopa ou BCCs di-hidropiridínicos (nifedipina de longa duração ou amlodipina). FORTE BAIXA
Não se recomenda fazer uso de IECA ou BRA na gestação pelo risco de malformação fetal. FORTE MODERADA
Não se recomenda o uso de atenolol, prazosina e ARM durante a gestação devido a possíveis riscos associados. FORTE BAIXA
Recomenda-se o uso de sulfato de magnésio para a prevenção da eclâmpsia em gestantes com HA grave sintomática e para o tratamento da eclâmpsia. FORTE MODERADA
Recomenda-se o acompanhamento de longo prazo de toda a mulher que teve HA na gestação para a prevenção efetiva de DCV. FORTE BAIXA

AAS: ácido acetilsalicílico; AHCO: anticoncepcional hormonal combinado oral; ARM: antagonista dos receptores mineralocorticoides; BCCs: bloqueadores dos canais de cálcio; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; DCV: doença cardiovascular; FRCV: fator de risco cardiovascular; HA: hipertensão arterial; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; PE: pré-eclâmpsia; SRAA: sistema renina-angiotensina-aldosterona; USG: ultrassonografia.

11. Crise Hipertensiva

11.1. Definição e Classificação

Crise hipertensiva caracteriza-se por elevação aguda e importante da PA, acompanhada ou não por LOAs agudas.1,44,45,482,483 EHs são situações clínicas sintomáticas em que há elevação acentuada da PA (definida arbitrariamente como PAS ≥ 180 e/ou PAD ≥ 110 mmHg ou, dependendo da situação, até mesmo com valores menores) com LOA aguda e progressiva.1,44,45,482,483 Atualmente, discute-se o uso do termo "urgência hipertensiva" e recomenda-se que a nomenclatura apropriada seria "elevação importante da PA sem lesão progressiva de órgãos-alvo".1,44,45,482,483 O Quadro 11.1 mostra as principais diferenças entre EH e a elevação importante da PA sem LOA aguda (antes da urgência hipertensiv).

Quadro 11.1. Diagnóstico, prognóstico e conduta nas crises hipertensivas.

Elevação importante da PA sem LOA aguda Emergência
Nível de pressão arterial elevado acentuado; Nível de pressão arterial elevado acentuado;
Sem LOA aguda e progressiva; Com LOA aguda e progressiva;
Combinação medicamentosa oral; Medicamentos parenterais;
Sem risco iminente de morte; Com risco iminente de morte;
Acompanhamento ambulatorial precoce (1 a 7 dias). Internação em UTI.

LOA: lesão em órgãos-alvo; PA: pressão arterial; UTI: unidade de tratamento intensivo.

Uma condição comum no atendimento em setores de emergência, que faz parte do diagnóstico diferencial da crise hipertensiva, é a pseudocrise hipertensiva. Nesta, há elevação da PA sem LOA e sem risco imediato de morte. Geralmente, ocorre em pacientes com HA não controlada, com medidas de PA muito elevadas, mas oligossintomáticos ou assintomáticos, ou ainda provocadas por algum evento emocional, doloroso ou com desconforto, como enxaqueca, tontura rotatória, cefaleias de origem musculoesquelética e síndrome do pânico.1,482

11.2. Classificação

A EH não é definida apenas pelo nível da PA, apesar de elevada, mas predominantemente pelo status clínico do paciente. Pode se manifestar como um evento CV, cerebrovascular, renal ou na forma de PE ou eclâmpsia durante a gestação. O Quadro 11.2 mostra a classificação das EHs.

Quadro 11.2. Classificação das emergências hipertensivas.

EMERGÊNCIAS HIPERTENSIVAS
Cerebrovasculares – Encefalopatia hipertensiva – Hemorragia intracerebral – Hemorragia subaracnoide – AVC Isquêmico Cardiocirculatórias – Dissecção aguda de aorta – Edema agudo de pulmão com insuficiência ventricular esquerda – Infarto agudo do miocárdio – Angina instável Sistêmicas – Hipertensão acelerada/maligna – Hipertensão MDO Crises adrenérgicas graves – Crise do feocromocitoma – Dose excessiva de drogas ilícitas (cocaína, crack, LSD) Hipertensão na gestação – Eclâmpsia – Pré-eclâmpsia grave – Síndrome HELLP – Hipertensão grave em final de gestação

AVC: acidente vascular cerebral; HELLP: hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia (Hemolysis, elevated liver enzymes and low platelets); LSD: dietilamida do ácido lisérgico (lysergic acid diethylamide); MDO: múltiplos danos aos órgãos-alvo.

11.3. Aspectos epidemiológicos e prognósticos

11.3.1. Epidemiologia

A crise hipertensiva tem uma prevalência de 0,45 a 0,59% de todos os atendimentos de emergência hospitalar, e a EH responde por 25% de todos os casos de crise hipertensiva. O AVCI e o EAP são as situações mais frequentemente encontradas nas EH.1,482

11.3.2. Prognóstico

A letalidade da EH não tratada pode atingir aproximadamente 80% ao final de 1 ano, dependendo do tipo de EH, e o tratamento anti-hipertensivo melhora substancialmente o prognóstico.1,482 A sobrevida de até 5 anos é maior em indivíduos com elevação importante da PA sem LOA aguda do que com EH.1,482

11.4. Investigação Clínico-Laboratorial Complementar

É essencial a realização de história clínica e exame físico direcionados para o diagnóstico correto da crise hipertensiva. Se houver uma condição com risco de morte, a conduta deverá ser iniciada concomitantemente à investigação.1,44,45,482,483Na história clínica, são essenciais as informações sobre a PA usual do paciente e situações que possam ter desencadeado o seu aumento (ansiedade, estresse, dor, abuso de sal). O uso de anti-hipertensivos (dose e adesão) ou sua descontinuação (inibidores adrenérgicos) ou o uso de substâncias que possam aumentar a PA devem ser considerados, incluindo o uso de drogas ilícitas.1,44,45,482,483 É importante a abordagem dos sintomas mais frequentes, como dispneia, palpitações, cefaleia, dor torácica ou sintomas neurológicos.1,44,45,482-484 A PA deve ser aferida em ambos os membros superiores, preferencialmente em ambiente tranquilo. A investigação sistematizada clínico-laboratorial e de exames de imagem auxilia no diagnóstico de LOA aguda (Quadro 11.3).1,44,45,482-485

Quadro 11.3. Investigação clínico-laboratorial complementar de acordo com as lesões de órgãos-alvo nas emergências hipertensivas1,44,45,482,483.

Órgãos-alvo Emergência hipertensiva Sintomas Alterações do exame físico Investigação complementar
Coração e artérias • IC, EAP • Síndrome coronariana • Dissecção aguda de aorta • Dor torácica, abdominal, dorsal ou lombar • Dispneia, ortopneia • Palpitações • Edema • FC, ritmo de galope • Estase jugular, congestão pulmonar, abdominal e periférica • Sopros cardíacos e vasculares • Assimetria ou ausência de pulsos periféricos • Diferença de PA entre os membros • ECG, radiografia de tórax • Ecocardiograma • Saturação de O2 • Marcadores de necrose miocárdica • BNP e NT-proBNP • Angio TC e RNM de tórax
Cérebro • AVC • Encefalopatia hipertensiva • Vertigem, cefaleia • Alteração visual, auditiva ou na fala • Paresia ou parestesias • Confusão mental, agitação, sonolência • Alteração do nível de consciência • Convulsão, déficits focais, rigidez de nuca • TC ou RNM de crânio • Punção lombar para coleta de líquor
Rim • IRA • Microangiopatia trombótica • Alteração no volume ou frequência miccional • Alteração no aspecto da urina • Edema • Anorexia, perda de peso, náuseas, vômitos, fadiga • Edema • Hematúria ou urina espumosa • Massas e sopros abdominais • Palidez cutaneomucosa • Exame de sedimento urinário com hematúria dismórfica e/ou proteinúria, RAC, hemograma, creatinina, ureia, sódio, potássio, cloro, gasometria venosa, desidrogenase lática USG renal e de vias urinárias Doppler de artérias renais TC ou RNM de abdômen
Retina • Retinopatia • Grau KW III e IV • Turvação visual • Fosfenas, escotomas • Amaurose • Espasmos, cruzamentos arteriovenosos patológicos • Papiledema, hemorragias retinianas, exsudatos algodonosos
Suspeita de EH • ECG, radiografia de tórax, hemograma, troponina, creatinina, urina I e potássio; • Excluir gravidez em mulheres em idade fértil.

AVC: acidente vascular cerebral; BNP e NT-proBNP: peptídeos natriuréticos tipo B; EAP: edema agudo de pulmão; ECG: eletrocardiograma; EH: emergência hipertensiva; FC: frequência cardíaca; HA: hipertensão arterial; IC: insuficiência cardíaca; IRA: injúria renal aguda; HELLP: hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia; KWB: classificação de Keith-Wagener-Barker; PA: pressão arterial; PE: pré-eclâmpsia; O2: oxigênio; RAC: relação albuminúria/creatininúria; RNM: ressonância nuclear magnética; TC: tomografia computadorizada; USG: ultrassonografia.

11.5. Tratamento Geral da Crise Hipertensiva

A presença e o tipo de LOA aguda devem orientar o tratamento da crise hipertensiva (Figura 11.1 e Quadro 11.4). É importante considerar os riscos da redução rápida e excessiva da PA, com resultante isquemia irreversível de órgãos-alvo (devido à perda da autorregulação da PA), e avaliar os benefícios do tratamento para a minimização da progressão da LOA identificada.486 Não há evidências de que o paciente com elevação importante da PA sem LOA aguda deva ser tratado em unidade de emergência, portanto recomenda-se a condução ambulatorial, tal qual um paciente com HA não controlada e assintomática.1,482,486 A primeira medida a ser tomada em um paciente com elevação importante da PA com sintomas sem relação com LOA aguda é a observação clínica por 30 minutos em ambiente calmo, avaliando a resolução dos sintomas e a redução da PA.1,482 Não se recomenda a redução aguda e abrupta da PA > 25 a 30% nas primeiras 2 a 4 horas devido ao risco de isquemia tecidual, o que pode acontecer com o uso de nifedipina de liberação rápida, o que é proscrito.1,482,487

Figura 11.1. Fluxograma de atendimento da crise hipertensiva.1,44.

Figura 11.1

Quadro 11.4. Medicamentos usados por via intravenosa para o tratamento das emergências hipertensivas.

Medicamentos Modo de administração e dosagem Início Duração Indicações Eventos adversos e precauções
Nitroprussiato de sódio (vasodilatador arterial/venoso estimula a formação de GMPc) Infusão contínua 0,25-10 mg/kg/min EV Imediato 1-2 min Maioria das emergências hipertensivas Intoxicação por cianeto, hipotensão grave, náuseas, vômitos. Cuidado na IRA e doença hepática. Proteger da luz.
Nitroglicerina (vasodilatador arterial/venoso) Infusão contínua EV 5-15 mg/h 2-5 min 3-5 min Insuficiência coronariana, EAP Cefaleia, taquicardia reflexa, taquifilaxia, rubor, meta-hemoglobinemia
Metoprolol (BB seletivo) 5 mg EV (repetir 10/10 min, se necessário até 20 mg) 5-10 min 3-4 h Insuficiência coronariana, dissecção aguda de aorta Bradicardia, BAV avançado, IC, broncoespasmo
Esmolol (bloqueador β-adrenérgico seletivo de ação ultrarrápida) Ataque: 500 μg/kg Infusão intermitente 25-50 μg/kg/min ↑25 μg/kg/min 10-20 min. Máximo 300 μg/kg/min 1-2 min 1-20 min Dissecção aguda de aorta (em combinação com NPS), hipertensão pós-operatória grave Náuseas, vômitos, BAV 1º grau, broncoespasmo, hipotensão
*Fentolamina (bloqueador α-adrenérgico) Infusão contínua: 1-5 mg Máximo 15 mg 1-2 min 3-5 min Excesso de catecolaminas Taquicardia reflexa, rubor, tontura, náuseas, vômitos
*Trimetafano (bloqueador ganglionar do SNS e SNPS) Infusão contínua: 0,5-1,0 mg/min. ↑0,5 mg/min até o máximo de 15 mg/min 1-5 min 10 min Excesso de catecolaminas, dissecção aguda de aorta Taquifilaxia
Hidralazina (vasodilatador de ação direta) 10-20 mg EV ou 10-40 mg IM 6/6 h 10-30 min 3-12 h Eclâmpsia Taquicardia, cefaleia, vômitos. Piora angina e IAM. Cuidado com pressão intracraniana
*Diazóxido (vasodilatador) Infusão 10-15 min 1-3 mg/kg. Máximo 150 mg 1-10 min 3-18 h Encefalopatia hipertensiva Retenção de sódio e água, hiperglicemia e hiperuricemia
*Fenoldopam (agonista dopaminérgico) Infusão contínua 0,1-1,6 μg/kg/min 5-10 min 10-15 min IRA Cefaleia, náuseas, rubor
*Nicardipina (BCC) Infusão contínua 5-15 mg/h 5-10 min 1-4 h AVC, encefalopatia hipertensiva, EAP Taquicardia reflexa, evitar em pacientes com IC ou isquemia miocárdica
*Labetalol (bloqueador α/β-adrenérgico) Ataque: 20-80 mg 10-10 min Infusão contínua 2 mg/min (máximo 300 mg/24 h) 5-10 min 2-6 h AVC, dissecção aguda de aorta (em combinação com NPS) Náuseas, vômitos, BAV, broncoespasmo, hipotensão ortostática
*Enalaprilato (IECA) Infusão intermitente 1,25-5,0 mg 6/6 h 15 min 4-6 h Insuficiência ventricular esquerda com EAP Hipotensão, IRA
Furosemida (diurético de alça) 20-60 mg (repetir após 30 min) 2-5 min 30-90 min EAP, situações de hipervolemia Hipopotassemia

AVC: acidente vascular cerebral; BAV: bloqueio atrioventricular; BB: betabloqueador; BCC: bloqueador dos canais de cálcio; EAP: edema agudo de pulmão; EV: endovenosa; GMPc: monofosfato cíclico de guanosina; IAM: infarto agudo do miocárdio; IC: insuficiência cardíaca; IECA: inibidor da enzima de conversão da angiotensina; IM: intramuscular; IRA: injúria renal aguda; NPS: nitroprussiato de sódio; SNPS: sistema nervoso parassimpático; SNS: sistema nervoso simpático.

*

Não disponíveis no Brasil.

Em estudo de coorte retrospectivo, a recidiva de novas idas à unidade de emergência e a mortalidade foram semelhantes para pacientes com PA acentuadamente elevada, mas sem LOA aguda, independentemente de terem sido tratados com terapia anti-hipertensiva aguda ou não. Se não houver redução da PA ou resolução dos sintomas após a observação clínica, recomenda-se o uso de anti-hipertensivos orais de rápido início de ação e curta duração (geralmente clonidina ou captopril), ajuste dos anti-hipertensivos de uso crônico ou início de tratamento anti-hipertensivo (ver Capítulo 7 de tratamento medicamentoso).1,482,488

11.6. Emergências Hipertensivas em Situações Especiais

11.6.1. Encefalopatia Hipertensiva1,482,485

Encefalopatia hipertensiva é uma LOA neurológica caracterizada por edema cerebral secundário à elevação aguda da PA. Geralmente reversível, pode ocorrer em pacientes com HA crônica que desenvolvem hipertensão maligna (a ser detalhado posteriormente neste capítulo) ou nos indivíduos com normotensão que apresentam elevações agudas excessivas da PA. A falha da autorregulação da perfusão cerebral resulta em aumento da pressão intracraniana. O início é insidioso, podendo evoluir com cefaleia holocraniana, náuseas e/ou vômitos, alterações visuais, confusão mental, coma, crises convulsivas generalizadas, hiperreflexia e sinais de hipertensão intracraniana. Na presença de déficit localizado, deve-se pensar em lesão neurológica focal, e ressonância nuclear magnética (RNM) ou tomografia computadorizada (TC) de crânio devem ser realizadas.489

O objetivo do tratamento é restaurar a autorregulação cerebral com redução da PA de forma lenta (reduzir a PA inicialmente em 20 a 25% em 1 h), pois reduções rápidas podem provocar hipoperfusão cerebral devido à perda da autorregulação da PA. Usar medicamentos IV tais como nitroprussiato de sódio (NPS), nitroglicerina (NTG) ou esmolol (disponíveis no Brasil), devendo-se ter cautela com NTG ou NPS, pela demonstração de diminuição do fluxo sanguíneo cerebral observado com seu uso em indivíduos normotensos.490 Em uma RS comparando tratamento intravenoso de EH neurológicas, incluindo encefalopatia hipertensiva, devido à muito baixa qualidade de evidência, não foi possível determinar qual é o melhor medicamento para essas situações.491 Anti-hipertensivos orais também devem ser iniciados para melhor controle da PA (meta de PA 160/100 mmHg em até 48 h).

11.6.2. Acidente Vascular Cerebral

A HA é o principal fator de risco para AVC, principalmente hemorrágico. O diagnóstico é baseado em exame neurológico completo e, para avaliar a gravidade do quadro, deve ser utilizada a escala do National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS). A TC de crânio e a RNM permitem definir o tipo do AVC (isquêmico 85% ou hemorrágico 15%) e o território envolvido.1,482,483,485 A RNM é mais sensível do que a TC para infartos incipientes.492 O tratamento pré-hospitalar com reduções rápidas e expressivas da PA não mostrou benefícios no AVCI ou no AVCH, exceto diminuição de déficit motor em pacientes com AVCH.493

11.6.2.1. Acidente Vascular Cerebral Isquêmico

A PA elevada é comum durante o AVCI, ocorrendo em cerca de 80% dos pacientes, especialmente naqueles com história de HA. A PA frequentemente diminui espontaneamente em 90 a 120 minutos durante a fase aguda do AVC.494-497

As recomendações principais para o tratamento da EH com AVC isquêmico estão descritas na tabela no final do capítulo.

11.6.2.2. Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico

O AVCH representa 15% dos casos de AVC, com incidência anual de 13,2 a cada 100.000 indivíduos em recente estudo suíço.498 A PA elevada aumenta o risco de expansão do hematoma, risco de morte e piora o prognóstico. O edema cerebral ocorre em 30% dos casos e, normalmente, ocorre nas primeiras 24 horas. Assim, a craniectomia descompressiva e a transferência para centros especializados devem ser realizadas.1,482,492,499

As recomendações principais para o tratamento da EH com AVC hemorrágico estão descritas na tabela no final do capítulo.

11.6.3. Síndromes Coronarianas Agudas

As síndromes coronarianas agudas (SCAs) podem ser acompanhadas de elevação da PA, devido a um reflexo da isquemia miocárdica. O aumento da RVP eleva a demanda de oxigênio pelo miocárdio, por aumento da tensão parietal do ventrículo esquerdo.500-503

Em idosos e indivíduos frágeis, o alvo da PA pode ser menos restrito. Hidralazina, nifedipina e NPS não estão indicados.1,482,485 Nitratos IV reduzem a RVP, melhoram a perfusão coronariana e possuem efeito venodilatador sistêmico, reduzindo a pré-carga e o consumo de oxigênio pelo miocárdio.

11.6.4. Edema Agudo de Pulmão

Cerca de 40% dos pacientes admitidos com EAP e EH têm função preservada do ventrículo esquerdo.504 Isquemia miocárdica também pode estar envolvida na fisiopatologia do EAP associado à EH.1,482,485 O EAP deve ser tratado em UTI, com medicação IV, monitoramento e diminuição gradativa da PA. NTG e NPS reduzem a pré- e a pós-carga. DIU de alça também diminui a sobrecarga de volume e, consequentemente, a PA. Em alguns casos, o uso de ventilação não invasiva (Continuous Positive Airway Pressure/Bilevel Positive Airway Pressure [CPAP/BiPAP]) pode ser indicado para reduzir o edema pulmonar e o retorno venoso.1,482,485

11.6.5. Dissecção Aguda de Aorta

Concomitantemente, deve-se promover controle da dor com morfina. Os anti-hipertensivos de escolha são BBs IV de ação rápida e titulável (metoprolol ou esmolol), que diminuem a FC e a velocidade de ejeção do ventrículo esquerdo. Em asmáticos, BCCs não di-hidropiridínicos podem ser usados. NPS deve ser iniciado após o uso de BBs para não elevar a FC e a velocidade de ejeção aórtica.1,485,485,505

11.6.6. Crises Adrenérgicas

As crises adrenérgicas podem ser causadas pela suspensão súbita de simpatolíticos e de BBs, ou por feocromocitomas (FEO) ou pelo uso de substâncias ilícitas. Nessas crises, a PAS deve ser reduzida a < 140 mmHg na 1ª hora.1,482,483

Nos casos de suspensão abrupta de medicamentos com ação no sistema nervoso simpático, recomenda-se a sua reintrodução imediata, devido ao risco de complicações graves.1,482,483 Paroxismos recorrentes da tríade de palpitação, sudorese e cefaleia, sem relato de uso de drogas ilícitas, devem alertar para investigação de FEO.1,482,506

Recomenda-se tratamento com doxazosina,507 pois a fentolamina não está disponível no Brasil. O β-bloqueio só pode ser iniciado após o α-bloqueio, por causa da elevação paradoxal da PA com o bloqueio da vasodilatação β-adrenérgica.507

Anfetaminas, ecstasy e cocaína elevam a PA por ação simpaticomimética.508,509 As anfetaminas aumentam a PA e causam taquicardia, palpitações, sudorese e arritmias.508 A síndrome serotoninérgica (rabdomiólise e IRA) pode ocorrer na intoxicação por ecstasy.508 O aumento agudo da PA induzido por cocaína é mais intenso em hipertensos do que em normotensos e é potencializado por cafeína, nicotina ou, particularmente, por álcool.1,482,509 Nesta condição, ocorre vasoconstrição, formação de trombos, aumento da demanda de O2 miocárdico, defeitos de condução e arritmias.1,482

11.6.7. Hipertensão Acelerada/Maligna

A HA maligna é uma EH com elevação excessiva da PA e progressão acelerada da doença, caracterizada por lesão microvascular aguda, dano endotelial sistêmico e perda dos mecanismos de autorregulação, afetando retina, cérebro, coração, rins e sistema vascular. Os achados característicos incluem retinopatia Grau 4 de Keith-Wagener-Barker, com ou sem IRA, e necrose fibrinoide de arteríolas renais, que refletem dano endotelial sistêmico, mas pode-se considerar a presença da condição clínica mesmo na ausência desses achados se houver mais de uma lesão concomitante e grave de órgãos-alvo.510,511 Pode apresentar evolução rapidamente progressiva e fatal, com mortalidade de 80% em 2 anos, se não tratada.511 Geralmente, mas não obrigatoriamente, cursa com HA Estágio 3. A elevação da PA, na presença de hemorragias retinianas e exsudatos ao fundo de olho, mas sem papiledema, é denominada HA acelerada. Os termos "maligna" e "acelerada" são considerados intercambiáveis, sendo usado o termo hipertensão acelerada-maligna (HAA/M).512 Quando há papiledema, é necessário realizar neuroimagem para descartar outras causas neurológicas.1,482,485

Ainda que não seja capaz de reverter totalmente o elevado risco renal e cardíaco, o tratamento da HAA/M reduz drasticamente a mortalidade.1,482 Os pacientes devem ser internados e receber medidas terapêuticas intensivas para controle da PA com vasodilatadores de ação imediata (NPS).1,482,483,485,513 Em seguida, instituir anti-hipertensivos por via oral, incluindo IECA ou BRA e quaisquer outras classes que se façam necessárias.1,482,483,485,513

11.6.8. Hipertensão com Múltiplos Danos aos Órgãos-Alvo

A HA com múltiplos danos aos órgãos-alvo (DOA) é definida pelo envolvimento de pelo menos três dos quatro sistemas a seguir:514 renal (rápida deterioração da função ou proteinúria), cardíaco (HVE importante ou disfunção sistólica, ou anormalidades da repolarização ventricular, ou aumento de troponina), neurológico (AVC ou encefalopatia hipertensiva) e hematológico (hemólise microangiopática).515

11.6.9. Hipertensão na Gravidez: Pré-eclâmpsia e Eclâmpsia

Encontram-se discutidos os principais aspectos de diagnóstico, meta pressórica e tratamento no Capítulo 10.

Mensagens principais sobre cuidados da crise hipertensiva
A elevação importante da PA (≥ 180/110 mmHg) sem LOA aguda e sem risco de morte iminente permite redução da PA em maior período de tempo com anti-hipertensivos orais, e a reavaliação ambulatorial deve ser precoce em período de 1 a 7 dias.
EH: elevação da PA (≥ 180/110 mmHg) com LOA aguda e risco imediato de morte. Requer redução rápida e gradual da PA em minutos a horas, dependendo da LOA presente. Geralmente, são usados medicamentos endovenosos.
A gravidade da condição clínica não é determinada pelo nível absoluto da PA e, sim, pela magnitude da sua elevação. A definição numérica serve como parâmetro de conduta, mas não deve ser usada como critério absoluto.
O alvo de redução da PA varia de acordo com o tipo de apresentação da EH. A redução da PA deve ser gradual e cuidadosa, em 10 a 15% na 1ª hora de tratamento e de 25% nas 2 horas seguintes ao início do tratamento na maioria das situações clínicas. Alguns alvos de redução da PA são específicos de acordo com a LOA envolvida: • Crises catecolaminérgicas e EAP: PAS < 140 mmHg na 1ª hora. • Dissecção aguda de aorta: PAS < 120 mmHg na 1ª hora.
O tratamento anti-hipertensivo varia de acordo com o diagnóstico da EH. Os medicamentos mais utilizados são nitroprussiato de sódio, nitroglicerina, BB, bloqueadores dos canais de cálcio e diuréticos de alça.

EAP: edema agudo de pulmão; EH: emergência hipertensiva; LOA: lesão de órgãos-alvo; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; BB: betabloqueador.

Recomendações principais para as emergências hipertensivas e para elevação importante da pressão arterial sem lesão de órgão-alvo aguda Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se, em pacientes com elevação importante da PA sem LOA aguda (antes denominada urgência hipertensiva), reavaliação ambulatorial em 1 a 7 dias com alvo de PAS < 160 e PAD < 100 mmHg. FRACA BAIXA
Recomenda-se que o paciente com EH deva ser admitido em UTI, usar anti-hipertensivos IV com monitorização da PA e a observação da progressão da LOA. FORTE MODERADA
Recomenda-se que, no paciente com EH, a PA seja reduzida em até 25% na 1ª h; se estável, até 160/100 mmHg nas próximas 2 a 6 h; e, para níveis normais, nas próximas 24 a 48 h, exceto em LOA específicas (AVC, dissecção aguda de aorta, PE, eclâmpsia e FEO). FRACA MODERADA
Recomenda-se, em pacientes com AVCI e indicação de trombólise, reduzir PA < 185/110 mmHg com manutenção < 180/105 mmHg nas primeiras 24 h após trombólise e não realizar a infusão de trombolítico ou trombectomia se a PA permanecer ≥ 185/110 mmHg. FORTE MODERADA
Recomenda-se, em pacientes com AVCI e PA ≥ 220/120 mmHg, associado a comorbidades (dissecção de aorta, eventos coronarianos agudos, eclâmpsia, pós-trombólise e/ou EAP), uma redução inicial da PA em 15%. FRACA BAIXA
Recomenda-se, em pacientes com AVCI e PA ≥ 220/120 mmHg que não receberam trombolítico e não tenham comorbidades, reduzir a PA em 15% durante as primeiras 24 h após início do AVCI. FRACA BAIXA
Recomenda-se iniciar ou reiniciar anti-hipertensivos com segurança em indivíduos neurologicamente estáveis com AVCI e PA > 140/90 mmHg. FORTE MODERADA
Recomenda-se, em pacientes com HA e AVCI, que a PAS esteja entre 120 e 130 mmHg e a PAD entre 70 e 79 mmHg em 7 a 10 dias após o AVCI. FORTE ALTA
Recomenda-se, em pacientes com AVCH e PAS > 220 mmHg, a redução e o monitoramento frequente da PA com infusão IV contínua, com o objetivo de meta de PAS < 180 mmHg. FORTE MODERADA
Recomenda-se, em pacientes com AVCH de leve a moderada gravidade e PAS entre 150 e 220 mmHg, reduzir a PA < 140 mmHg com medicamentos IV (esmolol e BCC – nicardipina e clevidipina). FRACA MODERADA
Recomenda-se, em pacientes com hemorragia subaracnoidea e PAS > 180 mmHg, a redução gradual e lenta da PAS em período de 24 a 72 h. FRACA MODERADA
Recomenda-se, em pacientes com EAP por EH, o uso de NTG IV nas primeiras 48 h, desde que não haja hipotensão, infarto do ventrículo direito ou uso de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (sildenafila, tadalafila) nas 48 h anteriores, podendo ser utilizado em associação a BB ou IECA que reduzam mortalidade (desde que não haja contraindicações). FRACA MODERADA
Recomenda-se, em pacientes com SCA por EH, a meta de PAS < 140 mmHg (evitar < 120 mmHg) e PAD entre 70 e 80 mmHg, utilizando esmolol, metoprolol ou NTG em período de 24 a 72 h. FORTE ALTA
Recomenda-se, em pacientes com crise adrenérgica, o uso de benzodiazepínicos e nitrato sublingual nos casos mais leves; para os demais casos, os agentes de escolha são NTG e NPS. FRACA BAIXA
Não se recomenda usar BB isoladamente na crise adrenérgica por FEO, pois a estimulação do receptor α-adrenérgico, com a vasodilatação β–adrenérgica bloqueada, pode piorar o espasmo de coronária, que pode ser aliviado com BCC. FRACA BAIXA
Recomenda-se, em pacientes com dissecção aguda de aorta por EH, atingir os seguintes alvos: FC < 60 bpm e PAS entre 90 e 120 mmHg, que devem ser alcançados em 20 min. FORTE BAIXA

AVC: acidente vascular cerebral; AVCI: acidente vascular cerebral isquêmico; BB: betabloqueador; BCC: bloqueador dos canais de cálcio; bpm: batimentos por minuto; EAP: edema agudo de pulmão; EH: emergência hipertensiva; FC: frequência cardíaca; FEO: feocromocitoma; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; IV: intravenoso; LOA: lesão de órgãos-alvo; NPS: nitroprussiato de sódio; NTG: nitroglicerina; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; PE: pré-eclâmpsia; SCA: síndrome coronariana aguda; UTI: unidade de terapia intensiva.

12. Hipertensão Arterial Resistente e Refratária

12.1. Definição e classificação

Define-se a HAR como a PA de consultório que permanece com valores acima das metas propostas para o paciente, com o uso de três ou mais classes de medicamentos anti-hipertensivos com ações sinérgicas, em doses máximas preconizadas ou toleradas, sendo eles, preferencialmente, um diurético tiazídico ou tiazídico similar, um inibidor do SRAA (IECA ou BRA) e BCC de ação prolongada, salvo em condições especiais, por pelo menos 30 a 60 dias; e tendo sido afastadas as causas de pseudorresistência. Também são considerados resistentes, os pacientes em uso de quatro ou mais anti-hipertensivos e que alcançaram o controle da PA (Figura 12.1).516,517

Figura 12.1. Classificação da hipertensão arterial resistente e refratária baseada no número de medicamentos e controle da pressão arterial.

Figura 12.1

A HARf é definida como um subgrupo de pacientes com HAR verdadeira que mantém a PA não controlada (acima das metas propostas individuais), mesmo estando em uso de cinco ou mais anti-hipertensivos, incluindo, preferencialmente, um ARM (preferencialmente a espironolactona ou a eplerenona, em caso de efeitos colaterais hormonais) e um diurético tiazídico similar de ação prolongada (CTD ou indapamida) (Figura 12.1).517-519

12.2. Epidemiologia da Hipertensão Arterial Resistente e Refratária

A prevalência de HAR é variável por uma série de fatores: (1) o ambiente clínico (estudo populacional, centro de referência terciário etc.); (2) classes e doses otimizadas dos anti-hipertensivos prescritos; (3) avaliação prévia da adesão terapêutica; (4) medida correta da PA; e (5) alvo terapêutico das diferentes diretrizes.

Em estudos populacionais, a prevalência de HAR está estimada entre 6 e 18% da população hipertensa.1,517,520 Uma grande metanálise mostrou uma prevalência de 10,3% (IC 95% 7,6–13,2%) de HAR verdadeira e 10,3% (IC 95% 6,0–15,5%) de HA pseudorresistente.520 No Brasil, o estudo multicêntrico ReHOT (Resistant Hypertension Optimal Treatment) encontrou prevalência de 11,7% de HAR.259 A prevalência de HARf entre os pacientes com HAR varia de 3,6 a 17,6% em diferentes estudos, já que a sua definição vem sendo construída nos últimos 12 anos.518,521-523

12.3. Fisiopatologia

Evidências acumuladas nos últimos anos sugerem que o desenvolvimento da HAR é multifatorial e envolve interação entre o SNC, rins, glândulas suprarrenais, coração e barorreceptores. Há intrincada interação envolvendo hiperatividade simpática e SRAA, controle renal de sódio, volemia, remodelamento arterial, disfunção endotelial, sistema adrenocortical, fatores genéticos, ambientais, psicossociais e ancestralidade. Contudo, a compreensão integral desses mecanismos fisiopatológicos permanece incompleta.516,517,524,525

A HAR é caracterizada, principalmente, pela hiperatividade do SRAA com consequente retenção hidrossalina em resposta ao status de hiperaldosteronismo, que se reflete nos níveis elevados de aldosterona com atividade de renina suprimida, mais exacerbado em indivíduos da raça negra, obesos e com maior consumo de sal.516,526-528 Por sua vez, a HARf é menos volume-dependente, já que, por definição, esses pacientes estão em uso de um duplo bloqueio diurético potente.525 Assim, a HARf está mais fortemente associada à hiperatividade simpática evidenciada pelo aumento de vários marcadores como FC, excreção de norepinefrina de 24 horas e RVP, conforme a Figura 12.2.516

Figura 12.2. Fisiopatologia da hipertensão arterial resistente e da hipertensão arterial refratária e sua relação com a terapêutica medicamentosa proposta.

Figura 12.2

12.4. Avaliação Diagnóstica

O diagnóstico de HAR requer a exclusão de situações que envolvem a pseudorresistência, estimada em 50% dos pacientes com diagnóstico inicial de HAR (Figura 12.3).516,517,529,530

Figura 12.3. Causas de pseudorresistência.

Figura 12.3

12.4.1. Falha na Técnica de Medida da Pressão Arterial

Utilização do manguito com tamanho adequado à circunferência do braço, especialmente em obesos, e cuidado com a medida em idosos com rigidez arterial expressiva, evitando superestimar os valores da PA.516,517,530,531

12.4.2. Efeito do Avental Branco

O efeito do avental branco pode induzir erroneamente ao diagnóstico de HAR. A medida da PA fora do consultório, MRPA ou MAPA, é ferramenta mandatória para o diagnóstico e o acompanhamento de pacientes com HAR. A MAPA é preferencial em relação à MRPA, pelas medidas da PA no sono, importantes para o diagnóstico, para um controle mais rigoroso da PA, além de ser um forte marcador prognóstico.530-534

12.4.3. Inércia Terapêutica

Inércia terapêutica é o início tardio do tratamento, a prescrição de subdoses, esquemas terapêuticos inadequados e o atraso na reavaliação das metas com consequente falta de ajuste na prescrição.

12.4.4. Falta de Adesão Medicamentosa

O tratamento medicamentoso da HAR requer, por definição, uma polifarmácia, e essa necessidade diminui a chance de adesão, pois ela é inversamente proporcional ao número de comprimidos prescritos, sendo a principal causa de pseudorresistência. Dessa forma, as combinações de doses fixas estão indicadas, sempre que possível, visando a melhor adesão.516,517,535

12.5. Abordagem Clínica

A HAR é um fenótipo associado a maior risco de eventos CV e morte.532,536 Confirmada a HAR verdadeira, com um esquema anti-hipertensivo adequado por no mínimo 30 dias, recomenda-se a seguinte investigação diagnóstica (Figura 12.4):1,517,530-532,537

Figura 12.4. Abordagem diagnóstica da hipertensão arterial resistente.

Figura 12.4

  • Investigação de fatores de risco: sexo e idade, história familiar de DCV prematura, obesidade, obesidade central, tabagismo, alterações do perfil glicídico e lipídico, determinantes sociais de saúde, transtornos emocionais;

  • Avaliação de lesões subclínicas de órgãos-alvo: ITB, rigidez aórtica (pressão central e VOP), HVE, albuminúria, DRC Estágio 3 e doença carotídea (USG de carótidas);

  • Avaliação da presença de DCV e DRC estabelecidas: DAC, doença cerebrovascular, IC, DAOP, retinopatia hipertensiva e DRC Estágios 4 ou 5;

  • Investigação de hipertensão secundária: hiperaldosteronismo, doença renovascular, apneia obstrutiva do sono (AOS). A investigação da AOS é recomendada para os pacientes com hipertensão resistente, devido à sua alta prevalência nesses pacientes, que pode chegar a 80%.538,539

A verificação de um estilo de vida saudável deve fazer parte da abordagem clínica, porque sua implementação reduz a necessidade de tratamento medicamentoso e diminui o risco CV. Ênfase deve ser dada em relação ao consumo de sódio e álcool e ao combate à obesidade, sedentarismo, tabagismo e ao uso de drogas ilícitas.517,532

A abordagem clínica de pacientes com HAR é dinâmica e necessita de uma vigilância constante, com o manejo clínico individualizado e ciclos de avaliação-intervenção-reavaliação frequentes em relação à adesão medicamentosa, estilo de vida, LOAs e otimização medicamentosa.519,536 É fundamental, no processo de triagem e identificação desses pacientes, a confirmação do binômio que define a HAR: a falta de controle da PA e o tratamento adequado. Esses pacientes devem ser acompanhados em serviços especializados em HA capazes de oferecer uma abordagem multidisciplinar com profissionais capacitados e recursos diagnósticos necessários.531,540

12.6. Tratamento

12.6.1. Tratamento Não Medicamentoso

Assim como em todos os pacientes com HA, as MNM precisam ser implementadas, com destaque para a redução do consumo de sódio,541 alcance de peso corporal normal, cessação do tabagismo, prática regular de exercícios físicos e controle de estresse.1,532

12.6.2. Tratamento Medicamentoso

O uso de pelo menos três diferentes classes de anti-hipertensivos com mecanismos farmacológicos complementares está recomendado. Habitualmente, é preferida a combinação de um bloqueador do SRAA (IECA ou BRA), associado a um BCC di-hidropiridínico de ação prolongada e um diurético tiazídico, se possível, em associações fixas.45 A substituição do diurético tiazídico de curta duração (HCTZ) por um diurético tiazídico similar de longa ação, como a CTD ou a indapamida, pode ser considerada, de acordo com ECRs que mostraram maior eficácia anti-hipertensiva e menor incidência de efeitos adversos sobre o perfil lipídico, ácido úrico e potássio sérico observados em estudos retrospectivos.1,542 No entanto, o tema exibe ainda alguma controvérsia, após estudo de comparação direta entre HCTZ e CTD.543

Após 30 a 60 dias de uso regular desse esquema terapêutico, o paciente deve ser submetido à MAPA (preferencial) ou MRPA.533,534 A MAPA/MRPA não controlada define o diagnóstico de HAR verdadeira, quando está indicada a prescrição do 4º medicamento, preferencialmente a espironolactona, de 25 a 50 mg/dia (status de hiperaldosteronismo).517,259,544 O efeito adverso mais comum é a ginecomastia, podendo ser reduzida a dose da espironolactona para 12,5 mg/dia ou substituída pela eplerenona, que não tem efeitos hormonais, porém tem menor potência anti-hipertensiva.545 Outros efeitos adversos são a hipercalemia e a deterioração da função renal, particularmente em pacientes com DRC em uso de bloqueadores do SRAA.

A espironolactona deve ser usada de forma cautelosa em indivíduos com TFGe < 30 mL/min/1,73 m2 e concentração plasmática de potássio > 5,5 mEq/L, algumas vezes, sendo necessário substituir por outro anti-hipertensivo em hiperpotassemia refratária ao tratamento. O potássio plasmático e a TFGe devem ser monitorados, em intervalos de pelo menos 3 a 6 meses.45,517 Quando a espironolactona e outros ARM não são tolerados ou estão contraindicados, as alternativas incluem os simpaticolíticos259,544 ou a amilorida na dose de 10 a 20 mg/dia, que foi considerada tão eficaz quanto a espironolactona.1,516,517 O ECR de Lee et al.546 mostrou que a amilorida (até 10 mg/dia) foi não inferior à espironolactona (até 25 mg/dia) na redução da PAS domiciliar em pacientes com HAR já em uso de tripla terapia padrão. As taxas de controle da PA (< 130 mmHg) foram semelhantes entre os grupos, tanto em medidas domiciliares quanto em consultório. Contudo, em nosso meio, existe apenas a amilorida nas doses de 2,5 e 5 mg em associação com HCTZ ou CTD.

Com base na fisiopatologia, pacientes em uso de quatro classes de medicamentos, incluindo o duplo bloqueio diurético com um tiazídico e um ARM, teoricamente não apresentam mais o componente de hipervolemia e o status de hiperaldosteronismo como fatores causais do descontrole pressórico. Se a PA ainda se mantiver acima das metas, o próximo passo é reduzir a hiperatividade simpática com o uso de simpaticolíticos, como um alfa agonista central, como a clonidina, alfabloqueadores, como a doxazosina, ou BBs, preferencialmente o bisoprolol, o carvedilol ou nebivolol. Bisoprolol e nebivolol são bastante seletivos para receptor β1. Carvedilol e nebivolol têm efeito vasodilatador e não causam alterações no perfil metabólico1,259,517,544,545 (Figura 12.5).

Figura 12.5. Fluxograma do tratamento.

Figura 12.5

Em alguns casos individualizados, algumas modificações no esquema terapêutico devem ser consideradas:547

  • Considerar a substituição do diurético tiazídico por um diurético de alça para pacientes com TFGe < 30 mL/min/1,73 m2, sendo possível também incluir o CTD quando a TFGe se encontra entre 15 e 30 mL/min/1,73 m2);548

  • Avaliar criteriosamente situações clínicas específicas, como FA, IC ou DRC, em que a terapia tripla inicial pode demandar o uso de classes de medicamentos diferentes. Em alguns casos, poderá existir indicação para introdução do BB no esquema tríplice inicial (ver Capítulo 7);1,45,517

  • Nos casos de intolerância aos BCC por efeitos colaterais, como edema de membros inferiores (MMII), que pode ser uma causa de abandono do tratamento e falha no controle da PA, pode ser feita a prescrição de BCC como manidipina, lercanidipina ou levanlodipina ou, em casos criteriosamente selecionados, um BCC não di-hidropiridínico, como diltiazem e verapamil;1,45,517

  • Na impossibilidade de uso de um BCC, pode ser considerada a introdução de um BB, preferencialmente com ação vasodilatadora e que não altera o perfil metabólico, como nebivolol ou carvedilol;1,45,517

  • Baixas doses de furosemida em associação a CTD e espironolactona (bloqueio sequencial do néfron) em pacientes com TFGe > 30 mL/min/1,73 m2 foram testados em estudos randomizados com resultados promissores.549

12.6.3. Perspectivas

Novos medicamentos vêm sendo pesquisados e desenvolvidos e podem ter um papel no tratamento da HAR e HARf. Eles incluem antagonistas da endotelina, inibidores da aldosterona sintase, novos ARM e inibidores da produção de angiotensinogênio pelo fígado (agente terapêutico de interferência de RNA), bem como peptídeos natriuréticos atriais e inibidores da aminopeptidase A, conforme pode-se observar no Quadro 15.2 do Capítulo 15,236,530,550-557 mas certamente, algumas lacunas permanecem a serem respondidas no cenário da HAR e HARf.

Quadro 15.2. Novas estratégias medicamentosas em hipertensão arterial.
MEDICAMENTOS RESULTADOS DOS PRINCIPAIS ESTUDOS
1. Inibidor de neprilisina + bloqueador dos receptores AT1 da angiotensina II
Sacubitril/valsartana550 Redução significativa da pressão central, PA de 24 horas e noturna com reversão do descenso noturno. Indicado para ICFEr e HA com IC (prevenção secundária). Não associar com IECA ou BRA.
2. Antagonistas dos receptores mineralocorticoides não esteroidais
Finerenona236,551 Reduz eventos renais e CV em pacientes com diabetes quando adicionada à inibição máxima tolerada do SRAA. Menor efeito anti-hipertensivo que a espironolactona.
Apararenona, esaxerenona e ocedurenona633-635 Esses três ARMs estão em diferentes fases de desenvolvimento. • A esaxerenona reduziu a PA, diminuiu a albuminúria e mostrou-se bem tolerada e efetiva para o controle da HA noturna, especialmente em idosos. • O estudo BLOCK-CKD demonstrou que a ocedurenona é eficaz na redução da PAS em diversos subgrupos de pacientes, incluindo aqueles com diabetes, albuminúria muito alta e diferentes estágios de DRC. Em estudo de fase II com pacientes com HAR, a ocedurenona (KBP-5074) 0,5 mg reduziu a PA no consultório de −6,9 a −13,1 mmHg, dependendo da dose e do subgrupo com perfil de segurança favorável.636 • A apararenona é o ARM não esteroidal que ainda precisa de estudos clínicos para que se determinem sua eficácia, tolerabilidade e segurança.637
3. Inibidores da aldosterona sintase (inibidores seletivos da enzima CYP11B2) 638
Baxdrostat552,639 BrigHTN1: estudo fase II – eficácia e segurança do baxdrostat, em pacientes com HAR. A PAS diminuiu em −20,3, −17,5 e −12,1 mmHg com 2, 1 e 0,5 mg de baxdrostat, respectivamente, vs. −9,4 mmHg no grupo placebo. Boa tolerabilidade e segurança. Aumento dos níveis séricos de potássio dose-dependente. Ensaio clínico de fase III em andamento – dose de 1 e 2 mg vs. placebo em HAR.
Lorundrostat640-643 Target-HTN: fase II. Reduziu a PA em um pequeno estudo em pacientes com HAR. Seis participantes tiveram hiperpotassemia > 6,0 mEq/L. O ECR Launch-HTN, com 1.083 pacientes, mostrou queda significante da PAS automatizada de consultório no grupo de tratamento (-16,9 mmHg) vs. −7,9 mmHg no grupo placebo, mas com 50% de eventos adversos leves e moderados.
Dexfadrostat Foi testado em pequeno grupo de pacientes com hiperaldosteronismo primário com resultados promissores644
Vicadrostat Ainda em estudos de fase 1 em voluntários normais
4. Antagonista duplo dos receptores de endotelina ETA/ETB
Aprocitentano554,645 A PAS de consultório reduziu 15,3 mmHg (dose 12,5 mg) e 15,2 mmHg (dose 25 mg) e 11,5 mmHg (placebo) (p = 0,005) no estudo PRECISION. Efeito colateral: edema leve a moderado em 9% (dose 12,5 mg) e 18% (dose 25 mg). Aprovado pela FDA em março de 2024 em combinação com outros anti-hipertensivos.646
5. RNA de interferência: inibe a produção de angiotensinogênio no fígado
Zilebesiran556,647 Oligonucleotídeos antisense que inibem a tradução de RNA e reduzem a síntese de angiotensinogênio hepático. Administração subcutânea (dose 250 a 500 mg) a cada 3 a 6 meses. • Estudo de fase 1: redução da PA de 24 horas por 24 semanas. Reações leves no local da injeção. • Estudo de fase II (Kardia-1): reduções sustentadas do angiotensinogênio e da PAS de 24 h (-12,84 mmHg) em pacientes com HA leve e moderada por até 6 meses.
IONIS-AGT-LRx557 Inibidor antisense administrado por via subcutânea. Os estudos iniciais demonstraram segurança e redução significativa dos níveis de angiotensinogênio em comparação com o placebo, além de tendências na redução da PA.
6. Inibidores da aminopeptidase A cerebral
Firibastat648,649 A aminopeptidase A é a enzima responsável por sintetizar a angiotensina III e se constitui um alvo potencial para o tratamento da HA. Mostrou-se seguro e eficaz nos ensaios de fase 2 e está planejado para um ensaio de fase 3.
7. Inibidores de SGLT2
Empaglifozina e dapaglifozina650,651 Várias metanálises confirmaram a capacidade dos inibidores de SGLT2 em reduzir a PA de modo discreto em pacientes com DM2. É um efeito de classe. Em uma delas, com 43 ECRs incluindo 22.528 pacientes, o efeito anti-hipertensivo foi de −2,5 mmHg na PAS e −1,5 mmHg da PAD. Outra análise de sete ECRs incluindo 2.381 participantes definiu os efeitos dos inibidores de SGLT2 na MAPA de 24 horas. A mudança foi de −3,6 mmHg na PAS e de −1,7 mmHg na PAD de 24 horas na MAPA, independentemente da dose do inibidor de SGLT2.

ARM: antagonista dos receptores mineralocorticoides; BLOCK-CKD: Blood Pressure in Chronic Kidney Disease; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; BrigHTN1: Baxdrostat in Resistant Hypertension; CV: cardiovascular; DM2: diabetes mellitus 2; DRC: doença renal crônica; ECR: ensaio clínico randomizado; ETA: receptor de endotelina A (endothelin receptor A); ETB: receptor de endotelina B (endothelin receptor B); FDA: Food and Drug Administration; HA: hipertensão arterial; HAR: hipertensão arterial resistente; IC: insuficiência cardíaca; ICFEr: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; RNA: ácido ribonucleico (ribonucleic acid); SGLT2: cotransportador de sódio-glicose 2 (sodium/glucose cotransporter 2); SRAA: sistema renina-angiotensina-aldosterona; Target-HTN: Trial on the Safety and Efficacy of MLS-101 in Patients With Uncontrolled Hypertension.

12.6.4. Denervação Renal

A denervação simpática renal (DSR) é a ablação por radiofrequência ou por ultrassom da inervação simpática da artéria renal, com consequente aumento do fluxo sanguíneo renal, inibição do SRAA, inibição da ação simpática sobre o coração e os vasos através dos sinais cerebrais.558 Os resultados são bastante controversos, o que é atribuído à falta de protocolos homogêneos e bem definidos para o procedimento.

Os dois grandes estudos que incluíram pacientes com hipertensão resistente foram o Radiance-HTN Trio (ablação por ultrassom) e o Simplicity HTN-3 (ablação por radiofrequência). Este último incluiu 535 participantes (171 no grupo sham) e não encontrou redução da PA de 24 horas na comparação com o grupo-controle (-2,0 mmHg; IC 95% –5,0 a 1,1, p = 0,98).559 Por sua vez, o Radiance-HTN Trio encontrou uma redução de −6,3 mmHg (IC 95% –9,3 a –3,2, p < 0,0001).560 Uma metanálise recente que avaliou pacientes com HA não controlada (não obrigatoriamente pacientes com HAR) incluiu 15 ensaios clínicos com um total de 2.581 pacientes (1.723 para denervação e 858 no grupo sham), encontrou uma redução da PAS de 24 horas de –2,23 mmHg (IC 95% –3,56 a –0,90; p = 0,001), de consultório de −6,39 (IC 95% −11,49 a −1,30; p = 0,01) e residencial de −6,08 mmHg (IC 95% −11,54 a −0,61; p = 0,03) entre aqueles em uso de anti-hipertensivos.561

Dessa forma, a DSR pode ser considerada um procedimento auxiliar para atingir a PA em pacientes com HAR e HARf, de forma individualizada e compartilhada com os pacientes.45

Mensagens principais sobre hipertensão arterial resistente e refratária
HAR e HARf são fenótipos que conferem maior risco de eventos CV, renais e de morte.
Para o diagnóstico de HAR e HARf, deve-se obter a medida da PA de consultório com técnica e equipamentos corretos, além da exclusão obrigatória de pseudorresistência por MAPA (preferencialmente) ou MRPA.
Na HAR e HARf, deve-se tratar o paciente com associações de três ou mais classes sinérgicas de anti-hipertensivos, nas doses máximas toleradas.
A HAR é caracterizada, principalmente, pela hiperatividade do SRAA e status de hiperaldosteronismo. A HARf, por sua vez, tem como principal componente da fisiopatologia a hiperatividade simpática. Conhecer a fisiopatologia implica em melhores escolhas terapêuticas.
Novos medicamentos estão sendo testados com resultados promissores (ver Capítulo 15), e o uso de DSR para atingimento de meta de PA ainda é controverso.

HAR: hipertensão arterial resistente; HARf: hipertensão arterial refratária; CV: cardiovascular; MAPA: medida ambulatorialda da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; SRAA: renina-angiotensina-aldosterona; DSR: denervação simpática renal; PA: pressão arterial.

Recomendações para abordagem da hipertensão arterial resistente e refratária Força de recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se, para pacientes com HAR e HARf, o acompanhamento em serviços especializados em HA capazes de oferecer uma abordagem multidisciplinar com profissionais capacitados e recursos diagnósticos necessários. FRACA BAIXA
Recomenda-se a investigação de FRCV, LOA e causas secundárias de HA em pacientes com HAR e HARf. FORTE ALTA
Recomenda-se a realização preferencial de MAPA para a confirmação diagnóstica de HAR e HARf, se disponível, ou MRPA. FORTE MODERADA
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com HAR ou HARf. FRACA BAIXA
Recomenda-se a associação de medicamentos com um bloqueador do SRAA (IECA ou BRA), um BCC e um diurético tiazídico, preferencialmente em comprimido único. FORTE ALTA
Recomenda-se a substituição do diurético tiazídico de curta duração (hidroclorotiazida) por um diurético tiazídico-símile de longa ação, como a clortalidona ou a indapamida. FRACA BAIXA
Recomenda-se que, havendo efeitos colaterais hormonais com a espironolactona, a substituição possa ser realizada por eplerenona. FRACA ALTA
Recomenda-se que, em caso de manutenção de níveis de PA acima da meta com quatro medicamentos, o quinto objetive a redução da hiperatividade simpática: simpatolíticos (alfa agonista central como a clonidina; alfabloqueadores como a doxazosina; ou BB, preferencialmente o bisoprolol, o carvedilol ou o nebivolol). FRACA BAIXA
Recomenda-se avaliar criteriosamente situações clínicas específicas, como FA, IC ou DRC, em que a terapia tripla inicial pode demandar o uso de classes de medicamentos diferentes, como as indicações específicas para introdução do BB no esquema tríplice inicial. FORTE MODERADA
Recomenda-se a DSR como procedimento auxiliar para atingir a meta pressórica em pacientes com HAR e HARf, de forma individualizada e compartilhada com os pacientes. FRACA BAIXA

BB: betabloqueador; BCC: bloqueador dos canais de cálcio; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; DRC: doença renal crônica; DSR: denervação simpática renal; FA: fibrilação atrial; FRCV: fator de risco cardiovascular; HA: hipertensão arterial; HAR: hipertensão arterial resistente; HARf: hipertensão arterial refratária; IC: insuficiência cardíaca; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; LOA: lesão de órgãos-alvo; MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; SRAA: sistema renina-angiotensina-aldosterona.

13. Adesão ao Tratamento Anti-Hipertensivo

A adesão ao tratamento e a persistência às recomendações terapêuticas são questões críticas no manejo da HA, afetando os desfechos clínicos e os custos em saúde.8 A adesão ao tratamento anti-hipertensivo engloba o cumprimento pelo paciente das prescrições e recomendações dos médicos e demais profissionais de saúde quanto às medidas terapêuticas não medicamentosas e medicamentosas.8,562 Nesse contexto, deve-se também considerar a persistência no tratamento, definida como a duração do tempo desde o início do uso até a descontinuação da terapia.563

Estudos indicam que uma proporção substancial de pacientes com doenças crônicas cardiovasculares não adere aos tratamentos prescritos, quer sejam medicamentosos ou não. Uma publicação da OMS revelou que aproximadamente 50% dos pacientes com doenças crônicas não fazem uso de seus medicamentos conforme prescritos, levando ao aumento de hospitalizações, morbidade e mortalidade.43 Um estudo que avaliou especificamente pacientes em tratamento de DCVs revelou que a baixa adesão poderia atingir 40 a 60% deles, particularmente entre aqueles com regimes de polifarmácia.564

13.1. Mensuração da Adesão

A mensuração da adesão às recomendações de tratamento tanto medicamentoso quanto não medicamentoso é complexa, envolvendo abordagens diretas e indiretas. Os métodos diretos envolvem, principalmente, a quantificação dos níveis do(s) medicamentos(s) ou seus metabólitos no sangue ou na urina, fornecendo evidências concretas da ingestão, mas são, muitas vezes, impraticáveis para o monitoramento de rotina.565 Os métodos indiretos são mais comumente utilizados e incluem autorrelatos dos pacientes, contagem de medicamentos, dados de reabastecimento de farmácias e sistemas de monitoramento eletrônico, sendo estes últimos capazes de registrar a data e a hora em que o recipiente do medicamento é aberto.566

Cada método tem vantagens e limitações. Por exemplo, os autorrelatos são simples e de baixo custo, mas podem ser tendenciosos devido ao desejo dos pacientes de se mostrarem aderentes. A contagem de medicamentos também é fácil de implementar, mas pode ser manipulada pelos pacientes. Os registros de reabastecimento de farmácias fornecem uma medida objetiva da continuidade do fornecimento do medicamento, mas não confirmam a ingestão real. O monitoramento eletrônico é considerado o padrão-ouro entre os métodos indiretos devido à sua maior precisão em capturar padrões de dosagem ao longo do tempo, mas é mais oneroso, sujeito a vieses caso a embalagem seja aberta sem que o medicamento tenha sido efetivamente tomado, podendo ainda ser interpretado como intrusivo. A combinação desses métodos é frequentemente recomendada para fornecer uma avaliação mais abrangente da adesão tanto em ambientes clínicos quanto na pesquisa.566

A adesão ao tratamento medicamentoso é frequentemente quantificada usando vários pontos de corte e categorizada em níveis distintos, favorecendo o entendimento do comportamento do paciente e a eficácia do tratamento. Comumente, a "alta adesão" é definida como aderir em 80% ou mais às recomendações, a "adesão média" é quando esse comportamento está entre 50 e 79%, e a "baixa adesão" é quando o cumprimento às prescrições é de menos de 50%.566

A OMS indica que níveis de adesão acima de 80% são geralmente necessários para alcançar resultados terapêuticos ideais na maioria das condições crônicas.43 No entanto, a grande variabilidade individual e fenotípica dos pacientes com HA pode determinar diferentes necessidades de adesão mínima ao tratamento para a efetiva prevenção de desfechos clínicos.

13.2. Evidências

Apesar das robustas evidências de que o controle da HA promove significativas reduções de mortes e eventos CV e renais, tanto em prevenção primária quanto secundária, há ainda demonstrações das relações entre a adesão ao tratamento anti-hipertensivo e a diminuição de desfechos clínicos relevantes.120,567-570

Liu et al. avaliaram a associação entre a adesão às principais medicações de ação CV e o risco de eventos CV, AVC e mortalidade por todas as causas, tanto em prevenção primária quanto secundária.571 Mais de 4 milhões de pacientes distribuídos em 46 estudos observacionais foram incluídos na análise, com a avaliação da qualidade usando a pontuação média da Escala Newcastle–Ottawa de 7,9 (máximo de 9) e um período médio de acompanhamento de 4,6 anos.569 Quanto à medicação anti-hipertensiva, a análise de dose-resposta indicou que um aumento de 20% na adesão foi associado a uma redução de 17% (0,83 [0,78–0,89]) no RR de AVC e de 12% no RR de mortes (0,88 [0,82–0,94]). Com base na qualidade geralmente satisfatória dos estudos primários, e sendo o único documento que avaliou a relação dose-dependente entre adesão e a redução de eventos CV, essa revisão promoveu uma certeza moderada de evidência de acordo com o sistema GRADE).571

Lee et al., em outra RS, estimaram a prevalência global e as consequências da baixa adesão aos medicamentos anti-hipertensivos entre pacientes adultos com HA. A análise incluiu vários métodos de mensuração da adesão ao tratamento e envolveu 161 estudos observacionais. Os resultados indicaram que a baixa adesão aos anti-hipertensivos estava associada a um aumento da razão de chance (OR) de morte de 1,38 (IC 95% 1,35–1,41). Uma melhor adesão à medicação anti-hipertensiva foi associada a uma redução de 25% (0,75 [0,73–0,76]) no RR de morte. No entanto, esses resultados foram baseados em apenas dois estudos com 1.653.763 pacientes e um seguimento médio de 4,5 anos.572

13.3. Estratégias

Uma publicação de uma visão geral de várias revisões sistemática avaliou as evidências de efetividade das mais diferentes estratégias empregadas para aumentar a adesão ao tratamento da HA (Tabela 13.1). Entre as estratégias analisadas, o estudo revelou significativos efeitos positivos de intervenções relativas à atenção farmacêutica, automonitoramento e uso de aplicativos de celular e SMS, que podem ser aplicadas no contexto da atenção primária à saúde para melhorar a adesão ao tratamento de adultos com HA. Em revisão da Cochrane, há evidências de baixa certeza sobre os efeitos das intervenções realizadas por telefone celular para aumentar a adesão aos medicamentos prescritos para a prevenção primária de DCV e há evidências de certeza moderada de que essas intervenções não resultam em danos.573

Tabela 13.1. Resultados alcançados na adesão aos medicamentos para hipertensão arterial sistêmica por meio de estratégias envolvendo profissionais farmacêuticos, outros profissionais ou aplicativos e subsídios.

Intervenção Resultado
Atuação de farmacêuticos
Farmacêutico clínico na equipe Aumento da adesão em 45,4
Serviços de cuidados farmacêuticos Melhora na continuidade e adesão
Aconselhamento e lembretes telefônicos Aumento da adesão
Ações combinadas de gerenciamento de medicamentos, educação, consultas/contatos de acompanhamento Aumento da adesão em 67%
Atuação de outros profissionais
Relaxamento em grupo; cartilhas de educação + contratos com metas comportamentais e recompensa Melhor adesão; menos interrupção de tratamento
Intervenções intensivas/ aconselhamento por ACS Aumento da adesão em 26% e 17%, respectivamente
Treinamento grupal, educação e telefonemas • Aumento de 16% na adesão com treinamento, e de 26,4% com ações educativas• Redução de 3% na interrupção de medicamentos, com telefonemas
Embalagem blister, gestão de caso, educação presencial, educação com apoio comportamental Benefício com a intervenção e cuidado colaborativo
Automonitoramento, aplicativos de celular e mensagens de texto
Automonitoramento da pressão arterial • Efeito na adesão (DMP = 0,21; IC 95% 0,08 a 0,34; I2= 43%) • Sem efeito significativo na adesão de pacientes com uso de dados de registro de farmáci
eHealth, aplicativos, telefonemas Melhor adesão • eHealth (RR = 0,79; IC 95%: 0,48; 1,01; I2= 91,3%) • Aplicativo (RR = 0,55; IC 95%: 0,33; 0,93; P = 0,004) • Telefonemas (RR= 0,44; IC 95%: 0,09; 2,13; I2= 90,7) • Telemonitoramento da pressão arterial (RR = 0,99; IC 95%: 0,92; 1,05; I2 = 44,2) • e-mails (RR = 0,26; IC 95%: 0,11; 0,61) • Website não teve efeito na adesão (RR= 1,01; IC 95%: 0,84; 1,22; I2= 0)
mHealth Melhor adesão, embora sem significância estatística
App Melhor adesão
App Melhora da pressão arterial e adesão à medicação
Monitorização domiciliar da pressão arterial Adesão similar entre os grupos em 8 semanas
SMS semanal com lembretes, relatório de automonitoramento, registro de compromissos Não mostraram benefício
Subsídios para aquisição de medicamentos
Subsídios Oferta de cobertura completa de anti-hipertensivos mostrou aumento absoluto de 9% na adesão (p = 0,0340)

ACS: agente comunitário de saúde; app: aplicativos de celular; DMP: diferença de média padronizada; RR: risco relativo. Adaptado de: da Silva et al.576

Em outra revisão, a redução do número de doses diárias parece ser eficaz no aumento da adesão à medicação para baixar a PA e deve ser tentada como uma estratégia de primeira linha, embora haja menos evidências de um efeito na redução da PA.574 É fundamental a atuação de equipes multiprofissionais para a melhora da adesão ao tratamento da HA.575 Essas intervenções devem ser implementadas de forma única ou combinada, de acordo com os contextos locais.

As barreiras à implementação das intervenções identificadas como significativas incluíram a baixa literacia digital, o acesso limitado às tecnologias, o custo dos medicamentos e a condição de saúde dos pacientes; e, quanto aos profissionais de saúde, incluíram a falta de integração ao fluxo de trabalho, a falta de recursos humanos, o treinamento incipiente e sistema eletrônico de difícil manuseio. Os significativos facilitadores da adesão foram relacionados a fatores socioeconômicos, boa relação entre paciente e serviços/profissionais de saúde e o bom nível dos trabalhadores da saúde. Quanto ao sistema de saúde, o principal facilitador foi a melhoria do acesso aos serviços de saúde.576

13.4. Recomendações

A OMS elenca cinco grupos de fatores que impactam na adesão ao tratamento da HA, sendo estes relacionados ao paciente, à doença, à terapia, ao sistema de saúde e socioeconômicos.43 As recomendações de estratégias para melhorar a adesão ao tratamento da HA, assim como as dificuldades para a sua implementação, adaptadas e modificadas da OMS, estão resumidas na Figura 13.1.

Figura 13.1. Fatores que influenciam negativamente e positivamente na adesão ao tratamento da hipertensão arterial. Adaptado e modificado da OMS.43.

Figura 13.1

Mensagens principais sobre adesão na hipertensão arterial
O aumento na adesão ao tratamento medicamentoso da HA reduz o risco de desfechos CV, renais e de morte por todas as causas.
Uma melhoria de 20% na adesão aos medicamentos anti-hipertensivos reduz o RR de AVC em 17% e de morte por todas as causas em 12%.
Recomendação para adesão tratamento anti-hipertensivo Força da recomendação Certeza da evidência
Recomendam-se estratégias envolvendo a atuação de equipe multiprofissional, subsídios, recursos de comunicação/educação e aplicativos para promover melhorias na adesão ao tratamento anti-hipertensivo. FRACA BAIXA

14. Melhores Práticas no Cuidado às Pessoas Com Hipertensão Arterial na Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde

14.1. Sistema Único de Saúde e sua Importância no Controle da Hipertensão Arterial

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são parte integrante do SUS, regulamentadas por leis e normativas federais que orientam sua estruturação e funcionamento. São centros de atenção primária à saúde (APS), onde equipes de Saúde da Família (ESF) realizam uma série de ações, oferecendo atendimento, incluindo prevenção, diagnóstico e tratamento. Elas representam a principal porta de entrada para o sistema, atendendo a necessidades individuais e coletivas.577

A Lei nº 8.080, de 19/09/1990, dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, instituindo o SUS.577 Com mais de 30 anos de existência, o SUS, maior sistema público de saúde do mundo, atende a mais de 190 milhões de pessoas por ano, sempre de forma integral e gratuita, com complexidade tal que necessita ser organizado em diferentes níveis de atenção e assistência à saúde para ter um bom funcionamento. Os níveis de atenção e assistência à saúde no Brasil são estabelecidos pela Portaria 4.279 de 30 de dezembro de 2010, que estabelece as diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) no âmbito do SUS, sendo eles: atenção primária, secundária e terciária.578

Eles são usados para organizar os tratamentos e serviços oferecidos pelo SUS a partir de parâmetros determinados pela OMS, com o objetivo de proteger, restaurar e manter a saúde dos cidadãos, com equidade, qualidade e resolutividade. É na APS, porta preferencial de entrada do usuário no SUS, onde a maioria dos problemas de saúde pode ser resolvida ou encaminhada para tratamento na rede de atenção especializada (níveis secundário e terciário), caso necessário.578

14.1.1. Atenção Primária à Saúde

As UBSs, estabelecimentos da APS, ainda conhecidos em muitos locais como "postos de saúde", realizam ações e atendimentos voltados à prevenção, promoção da saúde, diagnóstico e tratamento. Nessas unidades, é possível fazer exames, consultas de rotina com equipes multiprofissionais e profissionais especializadas em Saúde da Família, que trabalham para garantir atenção integral à saúde no território.578

É nesse nível que os profissionais se articulam para atuar não apenas nas unidades de saúde, como também em espaços públicos da comunidade, escolas e em visitas domiciliares, na oferta de práticas integrativas e complementares.578

Mais do que prover assistência clínica, o objetivo é estar próximo às pessoas e promover a saúde e a qualidade de vida da comunidade. Esse trabalho de prevenção, conscientização e educação é importante para, além de garantir qualidade de vida aos usuários, otimizar o uso de recursos, evitando doenças, internações e tratamentos de agravos à saúde, como HA, DM, sedentarismo, obesidade, dislipidemia, DCVs e renais.578

A busca pelo controle da HA é um dos programas estratégicos da APS, e o médico generalista/médico de família e comunidade (MFC), juntamente com a equipe de saúde desse nível de complexidade, são os responsáveis pelo paciente. Cabe ao generalista/MFC, quando necessário, fazer os encaminhamentos para os demais níveis de complexidade e recebê-los, após a avaliação do especialista, com as orientações necessárias expressas em relatório de contrarreferência consubstanciado.578

Atualmente, existem 48.161 UBSs no Brasil, portanto é impossível traçar estratégias para aumentar a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o controle da HA em nosso país sem contar com essa rede. Na APS, é possível atender a uma média de 564.232 pessoas por dia. As pessoas podem procurar a UBS mais próxima da residência para atendimentos em praticamente todas as situações, exceto naquelas em que há risco de morte, quando se deve procurar atendimento de urgência e emergência em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 h, hospitais gerais ou serviços habilitados em média e alta complexidade.578

14.1.2. Atenção Especializada

A atenção especializada é dividida em dois elementos (atenção secundária e terciária), que são, respectivamente, média e alta complexidade (habitualmente ambulatorial e especializada hospitalar). A média complexidade é composta por serviços especializados encontrados em hospitais e ambulatórios e envolve atendimento direcionado para áreas de cardiologia, nefrologia, endocrinologia, neurologia, entre outras especialidades médicas.578 As UPAs concentram os atendimentos de complexidade intermediária, com capacidade de atendimento de 150 a 450 pacientes por dia, por unidade.578

Além disso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU – 192), que tem como objetivo chegar precocemente à vítima após alguma situação de urgência ou emergência que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à morte. O SAMU cobre 85,89% da população nacional, com 190 centrais de regulação.578

Considerando os dados acima, a APS é o local adequado para garantir a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o controle da HA. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019,579 entre as pessoas de 18 anos ou mais que referiram diagnóstico médico de HA, 72,2% receberam assistência médica nos últimos 12 meses no SUS. Em 46,6% dos casos, o diagnóstico foi feito em UBS, e 45,11% obtiveram pelo menos um medicamento para HA no programa "Aqui Tem Farmácia Popular", devendo ser considerado que, em muitos locais, os pacientes retiram os medicamentos nas UBSs.579

Mensagens principais sobre a atenção primária no SUS e a HA
As UBSs, estabelecimentos da APS, porta de entrada do SUS, realizam ações e atendimentos voltados à prevenção, promoção da saúde, diagnóstico e tratamento.
Mais do que prover assistência clínica, o objetivo é estar próximo às pessoas e promover a saúde e a qualidade de vida da comunidade.
A busca pelo controle da HA é um dos programas estratégicos da APS, e o médico generalista/MFC, juntamente com a equipe de saúde desse nível de complexidade, são os responsáveis pelo paciente.
Atualmente, existem 48.161 UBSs no Brasil, portanto é impossível traçar estratégias para aumentar a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o controle da HA no Brasil sem contar com essa rede.
A APS é o local adequado para que a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o controle da HA sejam otimizados.

APS: atenção primária à saúde; HA: hipertensão arterial; MFC: médico de família e comunidade; SUS: Sistema Único de Saúde; UBS; Unidade Básica de Saúde.

14.2. Busca Ativa por Pessoas com Hipertensão Arterial

Levando-se em conta que, na maioria dos casos, a HA é assintomática, a busca ativa por pessoas com a doença é amplamente justificada, pois o diagnóstico precoce e o tratamento efetivo reduzem os riscos de complicações. Assim, recomenda-se que todo indivíduo adulto (≥ 18 anos), sempre que acessar o SUS, deverá ter sua PA aferida por profissional capacitado, preferencialmente com aparelho automático oscilométrico de braço validado.46 Os valores da PA devem ser informados à pessoa, de preferência por escrito e de forma correta (por exemplo, 134/76 mmHg e não apenas "13 por 7").

Idealmente, todas as pessoas devem ter sua PA aferida pelo menos anualmente, em especial aquelas com história familiar de HA, idosas e com outra doença, entre elas, DM, obesidade, DCV ou renal. O profissional de saúde que fizer a medida da PA deve estar orientado a realizar pelo menos três medidas da PA e, caso a média das duas últimas medidas seja ≥ 140/90 mmHg, deverá vincular a pessoa à Unidade de Saúde de sua referência para uma consulta agendada.46 A confirmação dos valores da PA deve ser feita já na consulta de acolhimento e na consulta médica e em avaliações subsequentes, sempre de acordo com o protocolo de medida da PA descrito abaixo. A frequência das consultas subsequentes deverá ser avaliada individualmente, levando-se em conta o atingimento de metas e o controle de comorbidades.

14.3. Protocolo para a Aferição da Pressão Arterial: Cuidados Necessários

A medida correta da PA resulta em maior precisão no diagnóstico e no cuidado do indivíduo com HA, devendo respeitar rigorosamente os passos recomendados a seguir, em relação à pessoa que terá sua PA aferida, ao observador ou profissional de saúde e ao equipamento utilizado.

Os aparelhos automáticos oscilométricos validados de braço, desde que certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e instituições reconhecidas, são preferíveis, pois oferecem comprovadamente medidas precisas e confiáveis da PA, são mais fáceis de manipular, dispensam o uso do estetoscópio, necessitam de treinamento menos sofisticado e têm custo comparáveis aos aparelhos auscultatórios, que exigem mais cuidados para a utilização, particularmente a calibração a cada 6 meses, pouco disponível.46

Os cuidados para a correta aferição da PA estão resumidos na Figura 14.1. Siga esses passos e seu diagnóstico e condutas serão mais precisos e apropriados.46

Figura 14.1. Cuidados indispensáveis para a aferição correta da pressão arterial.

Figura 14.1

14.4. Diagnóstico de Hipertensão Arterial

Considera-se que a pessoa tenha HA se as medidas da PA em consultório estiverem ≥ 140 mmHg (PAS) e/ou ≥ 90 mmHg (PAD), em pelo menos dois momentos diferentes, separados por intervalos de dias ou semanas. Caso a pessoa já use medicamentos para controlar a PA ou tenha LOA, ela deve ser considerada com HA, mesmo com valores pressóricos < 140/90 mmHg. Considera-se como tendo pré-hipertensão as pessoas com PAS entre 120 e 139 mmHg e/ou PAD entre 80 e 89 mmHg. Por outro lado, a PA é normal quando < 120/80 mmHg.

A HA também é classificada em estágios (1 a 3), como apresentado no Quadro 14.1. Como veremos adiante, as pessoas com pré-hipertensão devem receber as orientações necessárias para a prevenção primária da HA (Capítulos 3 e 6).

Quadro 14.1. Classificação da pressão arterial de acordo com a medida no consultório a partir de 18 anos de idade.

Classificação da PA PAS (mmHg) PAD (mmHg)
PA normal < 120 e < 80
Pré-hipertensão 120-139 e/ou 80-89
HA Estágio 1 140-159 e/ou 90-99
HA Estágio 2 160-179 e/ou 100-109
HA Estágio 3 ≥ 180 e/ou 110

DBHA: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial; HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica. *A classificação é definida de acordo com a PA no consultório e pelo nível mais elevado de PA, sistólica ou diastólica. **A HA sistólica isolada, caracterizada pela PAS ≥ 140 mmHg e PAD < 90 mmHg, é classificada em Estágio 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAS nos intervalos indicados. ***A HA diastólica isolada, caracterizada pela PAS < 140 mmHg e PAD ≥ 90 mmHg, é classificada em Estágio 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAD nos intervalos indicados.

Recomendações para a medida da pressão arterial Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se classificar a pré-hipertensão abrangendo valores de PAS entre 120-139 mmHg ou PAD entre 80-89 mmHg no consultório com o objetivo de identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas para prevenir a progressão para HA. FORTE MODERADA
Recomenda-se que o diagnóstico de HA seja feito quando a PA no consultório ≥ 140 e/ou 90 mmHg em duas ocasiões diferentes e classificada em Estágio 1, 2 e 3, de acordo com o maior valor de PAS ou PAD. FORTE MODERADA
Recomenda-se realizar a medida da PA utilizando técnica e equipamento adequados. FORTE MODERADA
Recomenda-se utilizar equipamento automático de braço com o objetivo de reduzir erros e facilitar a obtenção da medida da PA. FORTE MODERADA
Recomenda-se a investigação de hipotensão ortostática em grupos de risco (pacientes idosos, com diabetes, disautonomia e em uso de anti-hipertensivos). FORTE ALTA
Recomenda-se usar MAPA ou MRPA para confirmar o diagnóstico de HA e monitorar tratamento. FORTE ALTA

HA: hipertensão arterial; MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica.

14.5. Avaliação Clínica e Complementar do Indivíduo com Hipertensão Arterial

Uma vez estabelecido o diagnóstico, o indivíduo com HA deve ser avaliado do ponto de vista clínico, laboratorial e por imagem.1,45 Essa avaliação tem por finalidade estabelecer: 1) o possível comprometimento sistêmico da doença; 2) os fatores de risco cardiovascular (FRCVs) associados à HA; e 3) uma triagem baseada em dados clínicos e laboratoriais capaz de identificar as principais causas secundárias de HA. O Quadro 14.2 indica os pontos mais importantes da avaliação clínica.

Quadro 14.2. Avaliação clínica inicial da pessoa com hipertensão arterial1,45.

Anamnese
• Tempo de evolução, sintomas (raro), presença de fatores de risco para HA primária (idade, sexo biológico, raça/cor da pele, hereditariedade/predisposição familiar; excesso de peso, consumo excessivo de sal, sedentarismo, etilismo e tabagismo). • Ausência de fatores de risco (10%) em pessoas com HA grave ou resistente ao tratamento com três medicamentos em dose plena, sugere hipertensão secundária (doença renal primária, estenose de artéria(s) renal(is), hiperaldosteronismo primário, feocromocitoma, Cushing etc.). Ver Capítulo 4. • O interrogatório sobre os diferentes aparelhos poderá evidenciar o comprometimento de órgãos-alvo da HA (coração, rins, cérebro, retina e artérias periféricas). Investigar a presença de dispneia aos esforços, edema, nictúria, anemia (indicativos de insuficiência cardíaca e/ou injúria renal), de dor precordial aos esforços (isquemia miocárdica) e de claudicação intermitente (insuficiência arterial periférica).
Exame físico
• Dados antropométricos: peso, altura, IMC = peso/altura2, circunferência abdominal e circunferência braquial, medida criteriosa da PA na posição sentada, deitada e em pé. • Aparelho cardiovascular e respiratório: ictus cordis desviado para a esquerda, presença de 3ª bulha e/ou 4ª bulha e estertores pulmonares; edema de membros inferiores e hepatomegalia; arritmias (extrassistolia e FA), hiperfonese da 2ª bulha nos focos aórtico e pulmonar e sopros valvares que podem ser secundários ao aumento das câmaras cardíacas. • Palpação comparativa dos pulsos carotídeos, radiais, aorta abdominal, pediosos e tibiais posteriores poderá indicar doença arterial obstrutiva periférica. Sopros abdominais ou nos flancos podem ser indicativos de estenose da(s) artéria(s) renal(is).

HA: hipertensão arterial; IMC: índice de massa corporal; PA: pressão arterial; FA: fibrilação atrial.

Além da avaliação clínica, o paciente com HA necessita de avaliação complementar mínima que deve ser repetida anualmente, sem prejuízo de outras indicações (Quadro 14.3). Esses exames estão disponíveis em todas as unidades de saúde da APS e são fundamentais para a pesquisa das causas mais comuns de HA secundária, do comprometimento sistêmico pela HA (LOA) e dos FRCVs associados à HA1,45 (Capítulo 4).

Quadro 14.3. Avaliação complementar mínima para o paciente com hipertensão arterial.

Exames complementares Indicação
Análise de urina Detectar doença renal primária (proteinúria > 1,0 g/g creatinina; hematúria glomerular com dismorfismo eritrocitário ou cilindros hemáticos); comprometimento renal (proteinúria ou albuminúria).
Relação albuminúria/creatininúria em amostra isolada de urina Avaliar o comprometimento renal e sistêmico precoce. Anormal se superior a 30 mg/g de creatinina.
Potássio plasmático Diminuído: auxiliar no diagnóstico de hiperaldosteronismo primário ou secundário e/ou uso de diurético Aumentado: injúria renal e/ou uso de IECA, BRA, ARM.
Creatinina plasmática Avaliar a função renal: estimar a taxa de filtração glomerular pela fórmula CKD-EPI; adequar o uso dos diuréticos; acessar o risco CV.
Glicemia em jejum e HbA1c Diagnosticar diabetes mellitus e acessar o controle glicêmico; acessar o risco CV.
Colesterol total, HDL-colesterol e triglicerídeos plasmáticos* Diagnosticar e controlar as dislipidemias; acessar o risco CV.
Ácido úrico Acessar o risco CV, particularmente em homens.
Eletrocardiograma convencional** Avaliar o comprometimento cardíaco (hipertrofia, infarto antigo) e arritmias cardíacas; acessar o risco CV.

ARM: antagonistas dos receptores mineralocorticoides; BRA: bloqueadores dos receptores da angiotensina II; CKD-EPI: Chronic Kidney Disease-Epidemiology Collaboration (fórmula que estima a taxa de filtração glomerular); CV: cardiovascular; IECA: inibidores da enzima conversora da angiotensina; HbA1c: hemoglobina glicada; HDL: lipoproteínas de alta densidade (high-density lipoprotein).

*

O LDL-colesterol (lipoproteínas de baixa densidade – low-density lipoprotein) é calculado pela fórmula: LDLc = colesterol total – (HDLc + triglicerídeos/5) (quando a dosagem de triglicerídeos for abaixo de 400 mg/dL).

**

Critério de detecção de hipertrofia ventricular esquerda (HVE) – Sokolow-Lyon: SV1 + RV5,6 > 35 mm; Cornell Voltagem: RaVL + SV3 > 20 mm (mulher), > 28 mm (homem).

14.6. Classificação de Risco após a Avaliação Clínica e Complementar

A avaliação clínica e complementar permite combinar as informações e classificar o risco das pessoas com HA em: "sem risco adicional"; "risco baixo"; "risco moderado" e "risco alto" ou "muito alto". Quando disponível, recomenda-se avaliar o risco CV escore de risco PREVENT da AHA,580 que pode ser acessada pelo link a seguir: https://professional.heart.org/en/guidelines-and-statements/prevent-calculator. Caso não seja possível fazer essa avaliação, pode-se estratificar o risco CV conforme o Quadro 14.4. Essa classificação de risco é a base para definir as necessidades individuais, o fluxo de atendimento, as prioridades e o rol de cuidados a serem dispensados às pessoas com HA na APS.

Quadro 14.4. Classificação dos estágios de HA de acordo com o nível de PA, presença de FRCV, LOA ou DCV estabelecida.

FRCV, presença de LOA ou DCV PA (mmHg)
Pré-hipertensão, com PAS 130-139 PAD 80-89 Estágio 1 PAS 140-159 PAD 90-99 Estágio 2 PAS 160-179 PAD 100-109 Estágio 3 PAS ≥ 180 PAD ≥ 110
Sem FRCV Risco baixo Risco baixo Risco moderado Risco alto
1 ou 2 FRCV Risco baixo Risco moderado Risco alto Risco alto
≥ 3 FRCV Risco moderado Risco alto Risco alto Risco alto
LOA, DRC estágio 3 ou DM Risco alto Risco alto Risco alto Risco muito alto
DCV estabelecida ou DRC estágio ≥ 4 Risco muito alto Risco muito alto Risco muito alto Risco muito alto

FRCV: fator de risco cardiovascular; DCV: doença cardiovascular (infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, doença vascular de extremidades); DM: diabetes mellitus; DRC: doença renal crônica; LOA: lesão em órgão-alvo, PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; São considerados FRCV para essa análise: sexo masculino; idade: > 55 anos no homem e > 65 anos na mulher; DCV prematura em parentes de 1o grau (homens < 55 anos e mulheres < 65 anos); tabagismo; dislipidemia: LDL-colesterol (lipoproteínas de baixa densidade – low-density lipoprotein) ≥ 100 mg/dL e/ou não HDL-colesterol (lipoproteínas de alta densidade – high-density lipoprotein) ≥ 130 mg/dL e/ou HDL-colesterol ≤ 40 mg/dL no homem e ≤ 50 mg/dL na mulher e/ou TG (triglicerídeos) ≥ 150 mg/dL; obesidade (IMC [índice de massa corporal] ≥ 30 kg/m2).

Recomendações para avaliação clínica e complementar, e estratificação de risco no indivíduo com pré-hipertensão e com hipertensão arterial Forca da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se realizar anamnese e exame físico com o objetivo de se obter um diagnóstico mais preciso e ajudar na identificação de causas secundárias de HA e LOA. FORTE BAIXA
Recomenda-se pesquisar FRCV e LOA idealmente em todos os pacientes no momento do diagnóstico de HA e repetir essa avaliação pelo menos anualmente, sendo a escolha do método decidida conforme recursos disponíveis. FORTE BAIXA
Recomenda-se verificar a presença de doença renal e classificá-la de acordo com o KDIGO 2024. FORTE MODERADA
Recomenda-se avaliar o risco CV utilizando o escore PREVENT. FORTE ALTA
Recomenda-se estratificar o risco CV em indivíduos com pré-hipertensão com o objetivo de orientar o início do tratamento anti-hipertensivo e promover controle mais adequado dos FRCVs. FORTE ALTA
Recomenda-se estratificar o risco CV em pacientes com HA com o objetivo de promover uma abordagem mais precisa e personalizada no manejo de medicamentos e direcionamento de metas para controle dos FRCVs. FORTE ALTA

CV: cardiovascular; FRCV: fator de risco cardiovascular; HA: hipertensão arterial; KDIGO: Kidney Disease Improving Global Outcomes; LOA: lesão de órgãos-alvo; PREVENT: Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events.

14.7. Metas do Controle Pressórico

Os estudos mais recentes têm mostrado redução importante do risco CV e renal quando se controla a PA em valores mais baixos. Assim, de uma forma geral e independente do risco CV, recomenda-se para as pessoas com HA que a PA seja mantida em valores < 130/80 mmHg.366,581 Algumas pessoas podem não tolerar tais valores de PA. Nesses casos, deve-se titular para os níveis mais baixos toleráveis.

Recomendações para as metas da pressão arterial Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com PA 130-139/80-89 mmHg e risco CV alto. FORTE ALTA
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para os pacientes com HA, independentemente de o risco CV ser baixo, moderado ou alto. FORTE ALTA
Recomenda-se que, para pacientes que não tolerem a meta de PA < 130/80 mmHg, deve-se reduzir a PA até o valor mais baixo tolerado. FORTE MODERADA
Recomenda-se confirmar o alcance da meta de PA com a medida da PA fora do consultório por meio da MAPA ou MRPA. FORTE BAIXA

CV: cardiovascular; HA: hipertensão arterial; MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial.

14.8. Medida da Pressão Arterial fora do Consultório ou do Ambiente de Cuidado à Saúde

Pode ser feita pela MAPA e pela MRPA. A MAPA é realizada com aparelhos automáticos que realizam medidas da PA a intervalos de 15 a 20 minutos durante a vigília e de 20 a 30 minutos durante o sono, e a MRPA com aparelhos automáticos oscilométricos validados, calibrados e que permitam idealmente recuperar os valores registrados na memória do aparelho.46 A disponibilidade de aparelhos automáticos oscilométricos a um custo aceitável tem permitido cada vez mais a realização de medidas da PA fora do ambiente de cuidado à saúde, que podem ser muito úteis na definição de diagnósticos e condutas terapêuticas para as pessoas com suspeita ou em tratamento da HA.

O Quadro 14.5 apresenta os valores que são considerados normais e as indicações para esses dois métodos de medida da PA fora do consultório.46 Ambas estão aprovadas no âmbito do SUS exclusivamente para fins diagnósticos.582 Esta diretriz propõe que os gestores locais de saúde garantam o acesso à MRPA para pessoas com as outras indicações clássicas: a avaliação da eficácia terapêutica anti-hipertensiva; o diagnóstico de HAR (PA fora da meta, apesar da otimização do tratamento anti-hipertensivo com três medicamentos sinérgicos, nas doses máximas toleradas) e a PA controlada com indícios de progressão de LOA, conforme descrito no Capítulo 12 e na Portaria SETICS/MS nº 22 de 10 de maio de 2023.582

Quadro 14.5. Valores normais da pressão arterial e indicações para a MAPA e MRPA46.

Valores normais: MAPA Vigília < 135/85 mmHg Sono < 120/70 mmHg 24 horas < 130/80 mmHg MRPA 4 a 6 dias em 1 semana Três medidas matinais e três medidas noturnas/dia Média < 130/80 mmHg
Indicações MAPA e MRPA
Diagnóstico de hipertensão do avental branco + + + + +
Diagnóstico de hipertensão mascarada + + + + +
Acompanhamento do tratamento com anti-hipertensivos + + + + +
Confirmação de hipertensão resistente + + + + +
Ausência de descenso do sono + + + Não se aplica

MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial. + quanto maior o número de +, mais forte a indicação para o uso da MAPA ou MRPA

Capítulo 12. Hipertensão arterial resistente e refratária.

Recomendações para abordagem da hipertensão resistente e refratária Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a realização preferencial de MAPA para confirmação diagnóstica de HAR e HARf, se disponível, ou MRPA. FORTE MODERADA
Recomenda-se a meta de PA < 130/80 mmHg para pacientes com HAR ou HARf. FRACA BAIXA

HAR: hipertensão arterial resistente; HARf: hipertensão arterial refratária; MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial.

Recomendação para uso da MAPA ou MRPA66,67 Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se usar MAPA ou MRPA para confirmar o diagnóstico de HA e monitorar o tratamento. FORTE ALTA

HA: hipertensão arterial; MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial.

14.9. Bases do Tratamento da Pessoa com Hipertensão Arterial

A HA é uma doença muito prevalente, multifatorial, complexa e, embora assintomática, traz sérios agravos à saúde. Para se obter o controle adequado da doença, é necessário que o paciente e a família compreendam a importância de se manter a PA dentro das metas preconizadas, os princípios do tratamento, a necessidade de MNM, o uso correto e contínuo dos medicamentos prescritos e o acompanhamento regular pela equipe de saúde. Essas metas só serão atendidas se os cuidados da equipe multiprofissional forem complementados pelo autocuidado e adesão do paciente, o que também envolve o apoio familiar.1

A equipe multiprofissional facilita e torna mais efetiva essa tarefa, tanto no controle da PA como na redução da morbidade e mortalidade associadas à HA, metas primordiais do tratamento. A abordagem multiprofissional melhora a qualidade da assistência, promove maior adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso, coloca o paciente no centro das tomadas de decisão, humaniza a assistência, aumentando para 68% a taxa de pessoas com a PA controlada.573,573,584 O modelo de assistência multiprofissional exige integração, agilidade e comunicabilidade de toda a equipe. Cada profissional de saúde deve reconhecer seu papel específico e complementar essa cadeia em busca do melhor cuidado à saúde possível. A equipe multiprofissional poderá ser composta por: a) médico generalista/MFC; b) enfermeiro, c) agente comunitário de saúde; d) nutricionista; e) educador físico e fisioterapeuta; f) farmacêutico; g) psicólogo; h) assistente social; e i) familiares (Figura 14.2).585

Figura 14.2. Modelo de atendimento e composição da equipe multiprofissional.

Figura 14.2

Cada município e cada unidade de saúde deve se adequar às necessidades e possibilidades locais para formar a equipe de saúde com a maior diversidade possível de profissionais. As evidências sugerem que uma abordagem multidisciplinar traz benefícios adicionais à efetividade do tratamento e, consequentemente, melhores resultados.194 Nesse sentido, as ações educativas respeitando a autonomia e as necessidades individuais dos pacientes e da comunidade são fundamentais para melhorar a adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso.586

O tratamento não medicamentoso é um dos pilares para o controle da HA, e as principais intervenções, seus efeitos e recomendações são apresentados no Quadro 14.6.

Quadro 14.6. Efeito das medidas não medicamentosas para o controle da pressão arterial (Capítulo 6).

Medida não medicamentosa Redução aproximada da PAS/PAD Recomendação
Cessação do tabagismo Resultados são controversos. Recomendada universalmente. Não usar derivados do tabaco, narguilê e cigarros eletrônicos. Reduzir o tabaco não é suficiente.
Redução do peso Em média, a redução de 1 kg corporal reduz a PAS em 1,05 mmHg e a PAD em 0,92 mmHg. Manter IMC < 25 kg/m2 até 65 anos; Manter IMC entre 22 e 27 kg/m2, após os 65 anos.
Padrão alimentar Dieta DASH reduz a PAS em 8,7 mmHg e a PAD em 4,5 mmHg. Dieta rica em verduras e frutas, cereais integrais, laticínios com baixo teor de gordura e carnes brancas (dieta DASH).
Aumento da ingestão de potássio Reduz a PAS em 4,8 mmHg e a PAD em 3,0 mmHg. Dieta rica em frutas e verduras (ideal ≥ 3,5 g/dia).
Redução de sal na dieta A redução de cada 1,15 g de sódio/dia diminui a PAS em 2,8 mmHg e a PAD em 1,4 mmHg. Restringir a 2 g de sódio/dia (5 g de sal de cozinha/dia). Alimentos naturais já contêm 2 g de sal/dia).
Redução do consumo de álcool Redução de 50% para os que ingerem seis doses/dia promove diminuição da PAS em 5,5 mmHg e da PAD em 4,0 mmHg. Limitar o consumo de álcool a uma dose para mulheres e duas doses para homens.
Exercícios físicos Aeróbicos – redução de 7,6/4,7 mmHg; Combinado (resistido e dinâmico) – redução de 5,3/5,6 mmHg. Treinamento aeróbico: três a cinco vezes por semana; 30 a 60 minutos por sessão ou 150 minutos por semana.

FC: frequência cardíaca; DASH: Diet Approach to Stop Hypertension; IMC: índice de massa corporal; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica. 1 dose = 10 a 12 g de álcool puro (200 mL de cerveja, 100 mL de vinho, 25 mL de destilados).

Outras intervenções recomendadas no controle da PA, mas com graus de evidência menos robustas são: prática de meditação, respiração lenta e estímulo à espiritualidade ou religiosidade.1

Recomendações para as medidas não medicamentosas para redução da pressão arterial Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a cessação do tabagismo para a redução de eventos cardiovasculares e morte. FORTE ALTA
Recomenda-se a diminuição do peso corporal para a redução da PA e de mortalidade em pacientes com obesidade. FORTE ALTA
Recomenda-se a redução da ingestão de sódio e aumento da ingestão de potássio (exceto para pacientes com DRC) dietético para a redução da PA. FORTE ALTA
Recomenda-se limitação do consumo máximo diário de álcool para a redução da PA. FORTE MODERADA
Recomendam-se a dieta DASH e a prática regular de AF moderada para a redução da PA e mortalidade. FORTE ALTA
Recomenda-se treinamento aeróbico para a redução da PA. FORTE ALTA
Recomenda-se meditação para a redução da PA. FORTE MODERADA
Recomendação a favor da prática de respiração lenta para a redução de PA. NEUTRA BAIXA
Recomenda-se a abordagem de aspectos de espiritualidade e religiosidade no tratamento da HA. NEUTRA BAIXA
Recomenda-se a atuação de equipe multiprofissional para se atingir um melhor controle da PA. FORTE BAIXA

DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; DRC: doença renal crônica; HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; AF: atividade física.

O início do tratamento não medicamentoso e medicamentoso deve ser feito como apontado no Quadro 14.7.

Quadro 14.7. Indicações para início do tratamento não medicamentoso e medicamentoso de acordo com o valor da pressão arterial, idade e risco cardiovascular.

Tratamento População-alvo Início do tratamento
Medidas não medicamentosas PA ≥ 120/80 mmHg No diagnóstico
Tratamento medicamentoso PA ≥ 140/90 mmHg No diagnóstico
PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV Quando não há controle da PA após 3 meses de MNM

CV: cardiovascular; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial.

Recomendações para o início do tratamento com medidas não medicamentosas e medicamentosas Força da recomendação Certeza da evidência
Recomendam-se MNM para todos com PA ≥ 120/80 mmHg. FORTE ALTA
Recomenda-se tratamento medicamentoso após 3 meses de MNM para indivíduos com PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV. FORTE ALTA
Recomenda-se o início de tratamento medicamentoso para indivíduos com PA ≥ 140/90 mmHg. FORTE ALTA

CV: cardiovascular; MNM: medidas não medicamentosas; PA: pressão arterial.

14.10. Tratamento com Medicamentos

Quanto ao tratamento medicamentoso, todas as classes de medicamentos anti-hipertensivos estão disponíveis no SUS e podem ser utilizadas a depender das especificidades clínicas de cada pessoa com HA1 (Quadro 14.8).

Quadro 14.8. Classes e medicações disponíveis no Sistema Único de Saúde, no componente básico e no Programa Farmácia Popular, suas apresentações, doses diárias e frequência.

CLASSES E MEDICAÇÕES Apresentação (mg) Componente básico Programa Farmácia Popular Doses diárias (mg) Freq./dia Observações importantes
DIURÉTICOS VIA ORAL
Espironolactona 25 x x 25-100 1-2 Pode provocar hiperpotassemia, particularmente na IRC e quando associado a IECA ou BRA.
Espironolactona 100 x 1-2
Furosemida 40 x x 20-240 1-3 Utilizado em pacientes com edema como ocorre na IRC e ICC.
Hidroclorotiazida 12,5 x 25-50 1
Hidroclorotiazida 25 x x 25-50 1
BLOQUEADORES DE CANAIS DE CÁLCIO
Cloridrato de verapamil 80 x 120-360 1-2 Evite o uso em pacientes com IC com fração de ejeção reduzida. Evite a associação com BBs e em pacientes com bradicardia.
Cloridrato de verapamil 120 x 120-360 1-2
Anlodipina 5 x 2,5-10 1 Evite o uso em pacientes com IC com fração de ejeção reduzida. Pode provocar edema de membros inferiores relacionado à dose utilizada.
Anlodipina 10 x 2,5-10 1
Nifedipina 10 x 10-60 1-3
INIBIDORES DA ENZIMA CONVERSORA DA ANGIOTENSINA
Captopril 25 x x 25-150 2-3 Evite o uso em mulheres em idade fértil, pois há grande risco de malformações fetais e outras complicações na gestação. Contraindicado em associação com BRA. Risco de hiperpotassemia em pacientes com IC, em uso de ARM, ou que estejam recebendo suplementação de potássio.
Maleato de enalapril 5 x 5-40 1-2
Maleato de enalapril 10 x x 5-40 1-2
Maleato de enalapril 20 x 5-40 1-2
BLOQUEADORES DOS RECEPTORES AT 1 DA ANGIOTENSINA II
Losartana potássica 50 x x 50-100 1-2 Mesmas recomendações feitas aos IECAs.
BETABLOQUEADORES
Atenolol 25 x Deve ser indicado em pacientes com doença arterial coronariana (angina e pós-IM), IC, fibrilação atrial, mulheres que pretendem engravidar, pessoas com enxaqueca. Evitar em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, bloqueio AV > 2º grau e doença arterial obstrutiva periférica. A retirada abrupta dos BBs deve ser evitada, pois pode provocar taquicardia reflexa e mal-estar.
Atenolol 50 x 50-100 1-2
Atenolol 100 x 50-100 1-2
Cloridrato de propranolol 10 x 80-320 2-3
Cloridrato de propranolol 40 x x 80-320 2-3
Succinato de metoprolol 25 x x 50-200 1
Succinato de metoprolol 50 x 50-200 1
Succinato de metoprolol 100 x 50-200 1
Tartarato de metoprolol 100 x 50-200 1
SIMPATOLÍTICO DE AÇÃO PERIFÉRICA
Mesilato de doxazosina 2 x 1-16 1 Iniciar com dose baixa antes de deitar-se, pois pode provocar hipotensão ortostática. Aumentar progressivamente a cada 2 dias.
Mesilato de doxazosina 4 x 1-16 1
SIMPATOLÍTICO DE AÇÃO CENTRAL
Metildopa 250 x 500-2.000 2 Indicado preferencialmente em grávidas.
VASODILATADORES DIRETOS
Cloridrato de hidralazina 25 x 50-200 2-3 Pode provocar retenção de sódio e água, hipervolemia e taquicardia reflexa. Preferencialmente, deve ser usada em associação com diurético e BB. Síndrome lupus-like em dose alta.
Cloridrato de hidralazina 50 x 50-200 2-3

ARM: antagonistas dos receptores mineralocorticoides; II; AV: atrioventricular; BB: betabloqueador; BCC: bloqueador de canais de cálcio; BRA: bloqueador dos receptores AT1 da angiotensina II; IC: insuficiência cardíaca; ICC: insuficiência cardíaca congestiva; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; IM: infarto do miocárdio; IR: injúria renal; IRC: injúria renal crônica.

O aplicativo MedSUS, com informações sobre todos os medicamentos disponíveis na assistência farmacêutica do SUS, já pode ser baixado pela população e profissionais de saúde via plataformas de distribuição digital para IOS ou Android. Uma das principais funcionalidades do aplicativo é fornecer informações sobre os medicamentos disponíveis, alinhados, quando necessário, aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e à Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Além disso, o MedSUS fornece informações sobre os locais de dispensação dos medicamentos, como as farmácias das UBS (atenção primária), farmácias de "alto custo" (componente especializado da assistência farmacêutica) e as farmácias credenciadas junto ao Programa Farmácia Popular.587

A monoterapia só se justifica para os casos de HA Estágio 1 com risco baixo, os muito idosos (> 80 anos), as pessoas frágeis ou com hipotensão ortostática ou para a pré-hipertensão com risco alto ou muito alto (Quadro 14.4 e Figura 14.3 e Figura 7.3 – Capítulo 7).

Figura 14.3. Fluxograma do tratamento medicamentoso da hipertensão arterial.

Figura 14.3

A combinação de medicamentos é mais efetiva, permite alcançar as metas de PA mais rapidamente, reduz a inércia terapêutica, é segura e recomendada pela maioria das diretrizes.245,249-251,259 Recomenda-se iniciar com a combinação de um IECA ou BRA e um DIU tiazídico ou um BCC. Um estudo brasileiro utilizou o esquema de tratamento escalonado combinado de DIU/IECA ou BRA, seguido de anlodipino e, ao final de 12 semanas, possibilitou o controle de 85% de hipertensos Estágio 2 ou 3 atendidos pelo SUS em hospitais universitários de referência.259 Deve-se alcançar as doses plenas da combinação de dois medicamentos antes de iniciar o terceiro (Capítulo 7). Os BB podem ser utilizados em casos específicos: pós-IAM; angina; IC; taquiarritmias; mulheres com potencial de engravidar e intolerância aos anti-hipertensivos anteriores. A escolha deve levar em consideração as comorbidades que o paciente apresente.

Caso a PA não seja controlada com a associação de três medicamentos em doses máximas toleradas, incluindo-se, entre eles, preferencialmente, um DIU, caracteriza-se como HAR. Nesse caso, recomenda-se que o quarto medicamento seja, preferencialmente, a espironolactona (25 a 50 mg/dia) e, em seguida, um simpatolítico (metildopa 500 a 1.500 mg/dia ou clonidina 0,200 a 0,600 mg/dia) ou um BB (carvedilol 6,25 a 50 mg/dia, metoprolol 50 a 200 mg/dia ou atenolol 50 a 100 mg/dia), caso não alcance o controle da PA ou se houver eventos adversos com espironolactona (ver Quadro 7.2 – Capítulo 7 e Capítulo 12) (Figura 14.3).

Recomendação para o tratamento medicamentoso da hipertensão arterial no Sistema Único de Saúde Força da recomendação Certeza da evidência
Recomenda-se a associação de medicamentos, preferencialmente em comprimido único e com as classes preferenciais, para atingir metas rigorosas de PA (< 130/80 mmHg) e reduzir eventos CVs e renais. FORTE MODERADA
Recomenda-se monoterapia para indivíduos com PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV; pacientes com HA Estágio 1 de baixo risco (a critério médico, pode-se optar por associação); em indivíduos frágeis; muito idosos (≥ 80 anos) ou com hipotensão ortostática sintomática, especialmente em indivíduos idosos. FRACA BAIXA
Recomenda-se, para a maioria dos pacientes, o início do tratamento da HA com associação dupla de medicamentos, em doses baixas, preferencialmente em um comprimido único, se disponível. FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de diuréticos tiazídicos, IECA ou BRA e BCC como classes preferenciais para o tratamento da HA e redução de eventos CV e renais importantes. FORTE ALTA
Recomenda-se o uso de BB para o tratamento de HA em situações específicas: IC, FA, arritmias, DAC, HA em pacientes em HD e outras (enxaqueca, tremor essencial, mulheres que desejam engravidar, varizes esofágicas). FORTE MODERADA
Recomenda-se o uso de espironolactona (ou eplerenona, caso ocorra intolerância à espironolactona) para atingir metas rigorosas de PA (< 130/80 mmHg) e reduzir eventos CVs e renais quando não se tenha atingido apenas com as classes iniciais (HAR e HARf). FORTE ALTA

BB: betabloqueador; BCC: bloqueador dos canais de cálcio; BRA: bloqueador dos receptores da angiotensina; CV: cardiovascular; DAC: doença arterial coronariana; FA: fibrilação atrial; HA: hipertensão arterial; HAR: hipertensão arterial resistente; HARf: hipertensão arterial refratária; HD: hemodiálise; IC: insuficiência cardíaca; IECA: inibidor da enzima conversora da angiotensina; PA: pressão arterial.

Recentemente a AHA estabeleceu um conceito de "saúde cardiovascular global" que se aproxima do cuidado integral à saúde, uma das bases do SUS. São oito itens clínicos facilmente verificáveis (dieta saudável, AF, livre de tabagismo, sono saudável, peso adequado, níveis normais de PA, glicemia e lipídeos nas metas de proteção CV e renal) associados ao cuidado com a saúde mental e os determinantes sociais de saúde.588 Portanto, são esses 10 itens que devem ser considerados pela equipe de saúde, particularmente nas pessoas com HA.

Mensagens principais diagnóstico, avaliação clínica e complementar, meta de pressão arterial e tratamento da hipertensão arterial
Todo indivíduo adulto (≥ 18 anos), sempre que acessar o SUS, deverá ter sua PA aferida por profissional capacitado, preferencialmente com aparelho automático oscilométrico de braço validado.
O diagnóstico de HA é definido quando as medidas da PA em consultório estiverem ≥ 140 mmHg (PAS) e/ou ≥ 90 mmHg (PAD), em pelo menos dois momentos diferentes.
Sempre que possível, a medida da PA fora do consultório (MAPA ou MRPA) deve ser utilizada para o diagnóstico e acompanhamento do tratamento.
Todo paciente com HA deve ter uma avaliação clínica e complementar mínima, que deve ser repetida anualmente. Essas informações permitem estimar o risco CV do indivíduo.
A meta de PA recomendada é < 130/80 mmHg.
O tratamento não medicamentoso deve ser enfatizado e inclui: cessação do tabagismo, redução do peso, padrão alimentar saudável, aumento da ingestão de potássio, redução da ingestão de sal e de álcool, e exercícios físicos regulares.
O tratamento medicamentoso deve ser feito com associação de medicamentos para a grande maioria dos pacientes. A monoterapia está indicada apenas para pacientes ≥ 80 anos, frágeis, com HA Estágio 1 de risco baixo, ou com pré-hipertensão de risco alto ou muito alto.
As principais classes de anti-hipertensivos são: diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio, inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores da angiotensina II.
A abordagem multiprofissional melhora a qualidade da assistência, promove maior adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso, coloca o paciente no centro das tomadas de decisão e humaniza a assistência.

ECA: enzima conversora da angiotensina; HA: hipertensão arterial; MAPA: medida ambulatorial da pressão arterial; MRPA: medida residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial.

14.11. Condições Clínicas que Justificam o Encaminhamento a Especialista(s)

Para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde e o aumento da sua eficiência, é importante que tais encaminhamentos obedeçam a critérios objetivos e visem complementar e melhorar o cuidado prestado na APS. Esse encaminhamento não necessariamente tem caráter definitivo e, na maioria das vezes, deve servir apenas como interconsulta eventual, ou acompanhamento conjunto, mas a contrarreferência deve ser a regra. O prontuário eletrônico único facilita essa interação e deve ser meta de todos os municípios.

O Quadro 14.9 apresenta as condições mais comuns para encaminhamento a especialistas. Alternativas cada vez mais utilizadas em muitos municípios com bons resultados são o matriciamento com especialistas ou a teleconsulta generalista/MFC-especialista, que também têm a função de capacitar os profissionais da APS, melhorando o grau de resolutividade dessa instância de atendimento.

Quadro 14.9. Condições clínicas que justificam o encaminhamento à especialista(s) – referência.

Condições que justificam encaminhamento a especialista(s) Especialista
Suspeita de HA secundária para investigação diagnóstica Nefrologista Endocrinologista Cardiologista
Presença de hipertrofia ventricular esquerda, insuficiência cardíaca, FA, angina, doença coronariana preexistente Cardiologista
Nefropatia (taxa de filtração glomerular estimada < 30 mL/min/1,73 m2 e/ou proteinúria ≥ 300 mg/g creatinina) Nefrologista
Claudicação intermitente, sopro abdominal ou carotídeo, massa pulsátil sugestiva de aneurisma de aorta Cirurgião vascular
Hipertensão resistente ao tratamento com três medicamentos em doses máximas toleradas Cardiologista Nefrologista Endocrinologistas, se houver suspeita de causas endócrinas
Diabetes mellitus com retinopatia, neuropatia, HbA1c > 10% Endocrinologista Oftalmologista
Avaliação de indicação de cirurgia bariátrica (IMC ≥ 35 kg/m2 com comorbidades) Endocrinologista
Acidente vascular cerebral ou quadro demencial, sem investigação prévia Neurologista Geriatra, se idoso

HA: hipertensão arterial; HbA1c: hemoglobina glicada; IMC: índice de massa corporal; FA: fibrilação atrial.

14.12. Contrarreferência

O protocolo de contrarreferência de pacientes com HA da atenção secundária e terciária para a APS varia conforme as diretrizes de saúde de cada localidade, mas, para que o cuidado ao paciente seja o melhor possível, deve incluir todos os passos listados no Quadro 14.10.589

Quadro 14.10. Elementos essenciais da contrarreferência.

– Após a avaliação clínica e complementar do paciente, a melhor estabilização possível e o estabelecimento do plano terapêutico a longo prazo, o especialista deve reencaminhar o paciente à atenção primária (contrarreferência), local adequado de referência para o seu acompanhamento.
– Enviar um relatório detalhado para a equipe de saúde da atenção primária que contenha todas as informações relevantes do quadro clínico, resultados de exames realizados na atenção secundária ou terciária, medicações prescritas, plano terapêutico personalizado, orientações dietéticas e no estilo de vida e sugestão de periodicidade do acompanhamento na atenção primária e atenção secundária, caso necessário.
– Estabelecer uma forma de comunicação contínua entre os especialistas e a equipe de saúde da atenção primária para discutir casos complexos e ajustar tratamentos, conforme necessário.
– Garantir que o paciente tenha consultas agendadas para acompanhamento na atenção primária e na atenção secundária, se necessária.

14.13. Telemedicina na Linha de Cuidado da Hipertensão Arterial no Âmbito do Sistema Único de Saúde

Telemedicina tem como objetivo prestar serviços de saúde à distância utilizando tecnologias de comunicação e informação, como videoconferências, telefonemas e aplicativos de mensagens. A telemedicina surge como uma ferramenta poderosa para apoiar o manejo contínuo e personalizado da HA na APS do SUS, com benefícios para a equipe de saúde e usuários.590-592

A incorporação da telemedicina na linha de cuidado da HA no âmbito do SUS representa uma evolução no modelo de atenção, permitindo o acompanhamento mais próximo, contínuo e eficiente dos pacientes. O Quadro 14.11 resume as possíveis indicações para o uso da telemedicina no acompanhamento de pessoas com HA, que permitem ampliar, complementar e agilizar o cuidado oferecido pela equipe de saúde, incentivar o autocuidado e o apoio familiar, observando-se os preceitos éticos.

Quadro 14.11. Principais indicações para o uso da telemedicina na atenção primária à saúde do Sistema Único de Saúde.

Indicações Descrição
Identificação e cadastro de pessoas com HA Possibilita a triagem de pessoas com fatores de risco para HA, a busca ativa, o diagnóstico e a estratificação do risco cardiovascular e renal precoces. Pacientes diagnosticados podem ser cadastrados no sistema de informação de saúde do SUS.
Monitoramento remoto Acompanhamento regular pelo uso de dispositivos de monitoramento domiciliar da PA; orientações sobre a medida correta e o envio de resultados para a equipe de saúde via aplicativos ou plataformas do SUS. Permite o uso de alertas automáticos para identificar variações significativas na PA com necessidade de intervenção imediata.
Consultas e orientações à distância Consultas periódicas à distância para avaliar a adesão ao tratamento, ajustar medicações e fornecer orientações sobre medidas não medicamentosas. Educação em saúde sobre a importância do controle da PA, dieta adequada, prática de atividades físicas e acolhimento das necessidades individuais.
Abordagem multidisciplinar Permite que diferentes profissionais (nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais) possam oferecer suporte adicional ao paciente. Os dados coletados devem ser integrados ao prontuário eletrônico do paciente, quando existente, favorecendo a abordagem ampliada do tratamento.
Suporte à decisão clínica e acompanhamento Discussão e suporte à decisão clínica entre o médico generalista/médico da família e comunidade/equipe de saúde da atenção primária e o especialista.
Acompanhamento longitudinal e continuidade do cuidado Permite elaborar planos de cuidado personalizados que possam ser revisados e atualizados remotamente, garantindo a continuidade do tratamento ao longo do tempo.

HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; SUS: Sistema Único de Saúde.

Mensagens principais sobre referência e contrarreferência de pacientes com hipertensão arterial e uso da telemedicina
Para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde e o aumento da sua eficiência, é importante que os encaminhamentos para especialistas obedeçam a critérios objetivos e visem complementar e melhorar o cuidado prestado na atenção primária à saúde.
Após a avaliação clínica e complementar do paciente, a melhor estabilização possível e o estabelecimento do plano terapêutico a longo prazo, o especialista deve contrarreferenciar o paciente à atenção primária, local de referência para o seu acompanhamento.
O médico responsável pelo paciente é o generalista/médico da família e comunidade da atenção primária à saúde.
A incorporação da telemedicina na linha de cuidado da hipertensão arterial no âmbito do SUS representa uma evolução no modelo de atenção, permitindo o acompanhamento mais próximo, contínuo e eficiente dos pacientes.

SUS: Sistema Único de Saúde.

15. Perspectivas

15.1. Expossoma e Hipertensão Arterial

O termo expossoma foi designado para descrever o impacto total das exposições ambientais sobre a saúde e o bem-estar de um indivíduo.593 Diversos fatores que compõem o expossoma, como temperatura ambiental, poluição do ar ambiental, poluição sonora, presença de áreas verdes e caminhabilidade, têm sido implicados no desenvolvimento da HA (Figura 15.1).

Figura 15.1. Relação entre componentes do expossoma e hipertensão arterial.

Figura 15.1

Temperaturas ambientais mais baixas promovem elevações da PA, enquanto temperaturas mais quentes induzem reduções da PA.41,594 Esses fatos contribuem para explicar as elevações da PA durante o inverno e as reduções da PA no verão.41,594 Além disso, cidades com temperaturas médias mais quentes apresentam maior prevalência de normotensão e HAB, enquanto cidades com temperaturas médias mais frias apresentam maior prevalência de HA sustentada e HM.41 Como o Brasil e o mundo estão testemunhando mudanças climáticas acentuadas e uma maior frequência de eventos climáticos extremos, é esperado que a influência da temperatura ambiental seja cada vez mais valorizada no manejo da HA nos próximos anos.

Diversos estudos têm demonstrado que níveis elevados de poluição do ar são acompanhados de maior incidência de HA.595 Particularmente, concentrações elevadas no ar de material particulado fino (PM2.5) e de óxidos de nitrogênio (NOx) apresentam forte relação com níveis aumentados de PA e maior incidência de HA.595 De maneira similar, locais com maior poluição sonora são acompanhados de maior prevalência de HA.596 Em contrapartida, a maior presença de vegetação ou áreas verdes tem sido associada com menor risco de HA.597

A caminhabilidade é um termo que engloba os aspectos que influenciam nos deslocamentos a pé no bairro ou na vizinhança. Neste sentido, locais que oferecem maior caminhabilidade estimulam a realização de AF durante os deslocamentos e, por conseguinte, têm sido associados com menor prevalência de HA.593

Esse conjunto de dados sugere que estratégias voltadas a reduzir a exposição dos indivíduos à poluição do ar ambiental e sonora e aumentar o espaço de áreas verdes e a caminhabilidade possam ser utilizadas no futuro como medidas de saúde pública adicionais que almejem reduzir a prevalência de HA do ponto de vista populacional.

15.2. Wearables e Telemonitoramento em Hipertensão

O avanço das tecnologias digitais na área da saúde tem transformado significativamente a abordagem da HA, permitindo um monitoramento mais contínuo e preciso da PA fora do ambiente de consultório. O telemonitoramento e os dispositivos vestíveis (wearables) têm sido progressivamente incorporados às estratégias de controle da HA, com potencial para melhorar a adesão ao tratamento e reduzir complicações CV.44,598,599 No entanto, desafios relacionados à validação, precisão e integração clínica dessas tecnologias ainda precisam ser superados para sua implementação mais ampla.600

Os wearables oferecem a possibilidade de medidas frequentes ou mesmo contínuas da PA, o que facilita a detecção precoce de fenótipos hipertensivos, como HM e variabilidade anormal da PA.600,601 Estudos demonstram que o monitoramento remoto da PA, quando associado a estratégias de saúde digital e telemedicina, pode levar a reduções significativas nos níveis de PA.599 Além disso, dispositivos que monitoram AF e sono, quando utilizados de forma integrada, podem auxiliar no controle da PA ao incentivar mudanças comportamentais e melhorar a adesão ao tratamento.602,603

A confiabilidade dos wearables para a medida da PA ainda é uma questão fundamental. Embora avanços tenham sido feitos, muitos dispositivos sem manguito ainda não possuem validação suficiente para uso clínico.604 Diretrizes internacionais, como as da Hypertension Canada e da European Society of Hypertension, recomendam cautela na adoção desses dispositivos, enfatizando a necessidade de validação rigorosa antes da aplicação clínica.605,606 Além disso, a variabilidade entre dispositivos e a influência de fatores como movimentação corporal e posicionamento dificultam a obtenção de medidas precisas.73 Devem ser considerados ainda, os desafios referentes à privacidade de dados e obstáculos regulatórios que precisam ser suplantados.607

O telemonitoramento da PA já demonstrou benefícios na prática clínica, especialmente quando combinado a intervenções multimodais que envolvem médicos, enfermeiros e farmacêuticos.598,608 A captura automática de dados e sua transmissão para plataformas digitais permitem um acompanhamento mais próximo, facilitando ajustes terapêuticos e a personalização do tratamento.599 Além disso, estratégias que utilizam inteligência artificial para a análise de tendências da PA podem contribuir para uma abordagem mais preditiva e preventiva.609

Pacientes com HA crônica e idosos parecem se beneficiar mais do uso de wearables, especialmente quando associados a programas estruturados de autogestão da HA.610 Além disso, o uso dessas tecnologias pode aumentar a AF, um componente fundamental para o controle da PA.603 No entanto, para que esses dispositivos sejam amplamente adotados, é essencial que os dados obtidos sejam comparáveis aos métodos tradicionais, garantindo confiabilidade diagnóstica e terapêutica.73

Portanto, embora os wearables e o telemonitoramento representem uma revolução potencial no cuidado da HA, sua incorporação plena na prática clínica dependerá de validação rigorosa, padronização das medições e integração eficaz com os sistemas de saúde.605,609 O futuro do controle da HA provavelmente envolverá uma abordagem híbrida, que combine tecnologia digital com acompanhamento clínico estruturado, transformando a assistência médica de reativa para proativa, permitindo diagnósticos de precisão, um manejo mais personalizado e eficiente da doença, além de estratégias preventivas.610

15.3. Hipertensão Arterial e Complacência Intracraniana

A complacência cerebral refere-se à capacidade dos vasos sanguíneos cerebrais de se dilatarem e se contraírem em resposta a alterações na PA, desempenhando um papel crucial na regulação do fluxo sanguíneo cerebral.

A associação entre a HA e doenças cerebrovasculares, assim como com o declínio cognitivo, é muito bem conhecida, e as bases fisiopatogênicas dessa associação são complexas e têm sido mais bem compreendidas. A HA promove mudanças estruturais em todo o leito vascular cerebral, e o conceito de pulsatilidade hemodinâmica, que engloba variabilidade pressórica, pressão central e rigidez arterial, foi identificado como um mecanismo que pode impactar a estrutura e a função cerebral.611-613

A avaliação do comportamento da complacência e pressão intracraniana era somente possível através de métodos invasivos. Entretanto, hoje existem métodos não invasivos e validados que permitem essa avaliação.614 Nesse contexto, um estudo em modelo animal mostrou alterações da complacência intracraniana apenas 3 semanas após a indução de HA.615 Mais recentemente, um estudo brasileiro mostrou uma prevalência de 45,6% de alteração da complacência intracraniana em indivíduos com HA acompanhados ambulatorialmente.616

Esses resultados servem como um alerta à comunidade científica e enfatizam a necessidade de combinarmos o conhecimento sobre o comportamento da PA periférica e central e o comportamento da complacência e da pressão intracraniana nos pacientes com HA. Além disso, esses dados parecem indicar que a regulação da circulação cerebral e da barreira hematoencefálica possam estar comprometidos em fases muito iniciais da doença hipertensiva.617

15.4. Combinações de Três ou Quatro Medicamentos em Doses Ultrabaixas

As baixas taxas de controle da PA no Brasil e no mundo618 demandam novas estratégias terapêuticas mais simples e efetivas que possam combater a baixa adesão ao tratamento e a inércia terapêutica.

A OMS619 e as diretrizes brasileira1 e internacionais45,117 recomendam o uso de combinações de medicamentos, preferencialmente em comprimido único, como estratégia inicial do tratamento para a grande maioria dos pacientes com HA. No entanto, o uso de monoterapia ainda permanece muito prevalente.620

A proposição do uso de combinações de três ou quatro medicamentos em doses ultrabaixas em comprimido único para o início de tratamento na HA não é tão recente. O racional inclui maior eficácia e tolerabilidade, maior adesão ao tratamento e menor inércia terapêutica.

Em 2017, uma RS e metanálise621 incluiu 42 ensaios envolvendo 20.284 participantes. Trinta e seis comparações avaliaram ¼ de dose em monoterapia vs. placebo, e a redução da PA observada foi de −4,7/−2,4 mmHg (p < 0,001). Seis comparações foram de terapia dupla com ¼ de dose vs. placebo, e a redução de PA foi de −6,7/−4,4 mmHg (p < 0,001). Não houve ensaios de combinação tripla com ¼ da dose vs. placebo, mas um estudo de terapia quádrupla com ¼ dose observou redução de PA de −22,4/−13,1 mmHg vs. placebo (p < 0,001). Na comparação com a monoterapia em dose padrão, terapias dupla e quádrupla em ¼ da dose mostraram diferenças de PA de +3,7/+2,6 (p < 0,001), +1,3/−0,3 (NS) e −13,1/−7,9 (p < 0,001) mmHg, respectivamente. Em termos de eventos adversos, a terapia de ¼ de dose em monoterapia ou terapia dupla não foi significativamente diferente do placebo, e foram observados menos eventos adversos em comparação com a monoterapia em dose padrão. Esses achados sugeriram que as combinações com ¼ de dose dos seus componentes poderiam fornecer melhores eficácia e tolerabilidade.621

Outra metanálise de 2023622 confirmou esses achados, incluindo estudos com combinação tripla e quádrupla com ¼ da dose de seus componentes. O desfecho primário foi a redução média da PAS na comparação dessas combinações com monoterapia em dose padrão, com tratamento usual ou com placebo. Foram incluídos sete estudos clínicos com 1.918 pacientes, e as combinações em ultrabaixas doses mostraram maior redução média da PAS do que a monoterapia inicial ou tratamento usual (redução média = 7,4 mmHg; IC 95% 4,3–10,5) ou placebo (redução média = 18,0 mmHg; IC 95% 15,1–20,8) em até 12 semanas de acompanhamento.

O Quadro 15.1 mostra as características e resultados dos principais ECRs sobre essa proposta de tratamento da HA com combinações triplas e quádruplas em doses ultrabaixas.

Quadro 15.1. Principais estudos clínicos randomizados em indivíduos com hipertensão arterial tratados com combinações de três ou quatro medicamentos em doses ultrabaixas.

Estudo Desenho do estudo (n) Intervenção Estratégia terapêutica e doses Comparador Desfecho primário Resultado
TRIUMPH623 (2018) ECR, aberto (n = 700) T 20 mg A 2,5 mg C 12,5 mg (múltiplos comprimidos) Cuidado usual Taxa de alcance da meta de PA < 140/90 mmHg ou < 130/80 mmHg no DM e DRC em 6 meses Aumento da taxa de controle da PA com a combinação tripla vs. cuidado usual em 6 meses (70% vs. 55%, diferença = 12,7% [IC 95% 3,2–22,0%]; p < 0,001).
TRIUMPH624 (2020) ECR, aberto (n = 700) T 20 mg A 2,5 mg C 12,5 mg (múltiplos comprimidos) Cuidado usual Inércia terapêutica* em 12 semanas de tratamento Inércia terapêutica foi mais frequente na combinação tripla do que no cuidado usual em 12 semanas (81 em 90 [90%] vs. 116 em 179 [64,8%]; p < 0,001).
Sung et al.625 (2022) ECR duplo cego (n = 176) T+A+C 10/1,25/3,125 mg – ¼ dose T+A+C 13,3/1,7/4,2 mg – ⅓ dose T+A+C 20/2,5/6,25 mg – ½ dose (comprimido único) A 5 mg A 10 mg T 80 mg Placebo Diferença na média da PAS sentada após 8 semanas A média da PAS e da PAD sentadas foram significativamente menores com combinações triplas em ¼ dose e ½ dose, comparadas a placebo, A 5, A 10 e T 80.
QUARTET626 (2021) ECR, duplo cego (n = 591) Irb 37,5 mg A 1,25 mg I 0,625 mg B, 2,5 mg (comprimido único) Irb 150 mg Diferença na PAS de consultório sem supervisão em 12 semanas. A PAS foi menor em 6,9 mmHg no grupo em uso da combinação quádrupla (IC 95% 4,9–8,9; p < 0,0001). As taxas de controle da PA foram maiores no grupo intervenção (76%) vs. grupo-controle (58%; RR 1,30, IC 95% 1,15–1,47; p < 0,0001).
QUARTET627 USA (2024) ECR, duplo cego (n = 62) Cand 2 mg A 1,25 mg I 0,625 mg B, 2,5 mg (comprimido único) Cand 8 mg Diferença na PAS de consultório em 12 semanas Sem diferença significativa na PAS de −4,8 mmHg (IC 95% −10,8 a 1,3; p = 0,123) e maior redução média da PAD de −4,9 mmHg (IC 95% −8,6 a −1,3; p = 0,009) no grupo intervenção em comparação com o grupo-controle, em 12 semanas.
QUARTET628 Inércia terapêutica (2024) ECR, duplo cego (n = 591) Irb 37,5 mg A 1,25 mg I 0,625 mg B, 2,5 mg (comprimido único) Irb 150 mg Inércia terapêutica* Inércia terapêutica ocorreu em número menor de pacientes randomizados para a quadripílula comparados aos em monoterapia.
Ojii et al. NIGÉRIA629 (2024) ECR, duplo cego (n = 300) Combinação tripla – titulação acelerada T+A+I 10/1,25/0,625 mg T+A+I 20/2,5/1,25 mg T+A+I 40/5/2,5 mg (comprimido único) Tratamento padrão A 5 mg A 5 + L 50 mg A 10 + L 100 mg A + L + H Redução da PA residencial em 6 meses Combinação tripla mostrou redução da PAS residencial de 31 mmHg (IC 95% 28–33 mmHg) vs. 26 mmHg (IC 95% 22–28 mmHg) no grupo de tratamento padrão (diferença ajustada = −5,8 mmHg [IC 95% −8,0 a −3,6; p < 0,001]), em 6 meses.

A: anlodipina; B: bisoprolol; C: clortalidona; Cand: candesartana; DM: diabetes mellitus; DRC: doença renal crônica; ECR: estudo clínico randomizado; HA: hipertensão arterial; I: indapamida; Irb: irbesartana; L: losartana; PA: pressão arterial; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica; QUARTET: Quadruple Ultra-Low-Dose Treatment for Hypertension; RR: risco relativo; T: telmisartana; TRIUMPH: Treating Resistant Hypertension Using Lifestyle Modification to Promote Health.

*

Não intensificar o tratamento em pacientes com PA não controlada

Os resultados dos estudos clínicos apontam para uma maior eficácia anti-hipertensiva e maior tolerabilidade das combinações triplas e quádruplas em doses ultrabaixas comparadas a placebo, monoterapia ou cuidado usual. Mais estudos são necessários, com maior número de pacientes e de mais longo prazo, que permitam avaliar o impacto desta estratégica terapêutica em doses ultrabaixas na proteção de órgãos-alvo e na proteção contra desfechos CV maiores.

15.5. Novos Medicamentos para o Tratamento da Hipertensão Arterial

Atualmente, várias classes de medicamentos estão sendo estudadas para o tratamento da HA, visando melhorar o controle da PA e reduzir os riscos CV e renais residuais.

Foram identificadas sete classes terapêuticas diferentes, que são opções emergentes, algumas bastante promissoras, para o tratamento de HAR e HARf. São elas: os antagonistas dos receptores mineralocorticoides não esteroidais, inibidores da aminopeptidase A, antagonistas duplos da endotelina, atenuadores do angiotensinogênio hepático, inibidores duais do receptor de angiotensina II-neprilisina e inibidores da aminopeptidase.547,630-632

O Quadro 15.2 resume os principais achados com esses novos medicamentos, que podem estar nas perspectivas de tratamento nos próximos anos e serem incorporados à prescrição medicamentosa do tratamento da HA.

Agradecimentos

Gostaríamos de agradecer a todos os envolvidos na gestão dos periódicos da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em especial a Daniele Gullo, pela excelência demonstrada em todas as etapas deste projeto, e ao bibliotecário Gesner Francisco Xavier Junior, pelo apoio técnico-científico essencial para a realização desta Diretriz.

Glossary

Lista de abreviaturas e siglas

A

Anlodipina

AAS

Ácido Acetilsalicílico

ACCORD

Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes

ACS

Agente Comunitário de Saúde

ACTH

Adrenocorticotropina

ADVANCE

Action in Diabetes and Vascular Disease: Preterax and Diamicron MR Controlled Evaluation

AF

Atividade Física

AGA

Avaliação Geriátrica Ampla

AHA

American Heart Association

AHCO

Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral

AIT

Ataque Isquêmico Transitório

AMPA

Automedida da Pressão Arterial

AOS

Apneia Obstrutiva do Sono

APP

Aplicativos de Celular

APS

Atenção Primária à Saúde

ARIC

Atherosclerosis Risk in Communities

ARM

Antagonistas dos Receptores Mineralocorticoides

ARTS-DN

Mineralocorticoid Receptor Antagonist Tolerability Study–Diabetic Nephropathy

AV

Atrioventricular

AVC

Acidente Vascular cerebral

AVCH

Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico

AVCI

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico

B

Bisoprolol

BAV

Bloqueio Atrioventricular

BB

Betabloqueador

BCC

Bloqueador dos Canais de Cálcio

BiPAP

Bilevel Positive Airway Pressure

BLOCK-CKD

Blood Pressure in Chronic Kidney Disease

BNP/NT-proBNP

Peptídeos Natriuréticos Tipo B

BPM

Batimentos por Minuto

BPROAD

Intensive Blood-Pressure Control in Patients with Type 2 Diabetes

BRA

Bloqueador dos Receptores AT1 da Angiotensina II

BrigHTN1

Baxdrostat in Resistant Hypertension

C

Clortalidona

CA

Circunferência Abdominal

Cand

Candesartana

CC

Circunferência da Cintura

CID

Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde

CKD-EPI

Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration

CPAP

Continuous Positive Airway Pressure

CRIC

The Chronic Renal Insufficiency Cohort Study

CTD

Clortalidona

CV

Cardiovascular

DAC

Doença Arterial Coronariana

DAOP

Doença Arterial Obstrutiva Periférica

DASH

Dietary Approaches to Stop Hypertension

DBHA

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

DCV

Doença Cardiovascular

DEXA

Dual-Energy X-Ray Absorptiometry Scanning

DIU

Diurético

DM

Diabetes Mellitus

DMP

Diferença de Média Padronizada

DRC

Doença Renal Crônica

DSR

Denervação Simpática Renal

EAP

Edema Agudo de Pulmão

ECA

Enzima Conversora da Angiotensina

ECG

Eletrocardiograma

ECO

Ecocardiograma

ECR

Ensaio Clínico Randomizado

EF

Exercício Físico

EH

Emergência Hipertensiva

ESC

European Society of Cardiology

ESF

Equipe de Saúde da Família

ESH

European Society of Hypertension

ESO

European Stroke Organisation

ESPRIT

Effects of Intensive Systolic Blood Pressure Lowering Treatment in Reducing Risk of Vascular Events

ETA

receptor de endotelina A

ETB

receptor de endotelina B

EV

Endovenosa

FA

Fibrilação Atrial

FC

Frequência Cardíaca

FDA

Food and Drug Administration

FO

Fundo de Olho

FRCV

Fatorde Risco Cardiovascular

FROM-J

Frontier of Renal Outcome Modifications in Japan

GH

Hormônio do Crescimento

GLP-1

Glucagon-Like Peptide-1

GRADE

Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation

HA

Hipertensão Arterial

HAA/M

Hipertensão Acelerada-Maligna

HAB

Hipertensão do Avental Branco

HABNC

Hipertensão do Avental Branco não Controlada

HAM

Hipertensão Arterial Maligna

HAR

Hipertensão Arterial Resistente

HARf

Hipertensão Arterial Refratária

HbA1c

Hemoglobina Glicada

HCTZ

Hidroclorotiazida

HD

Hemodiálise

HDLc

High-Density Lipoprotein Cholesterol

HELLP

Hemólise, Elevação de Enzimas Hepáticas e Plaquetopenia

HM

Hipertensão Mascarada

HMNC

Hipertensão Mascarada não Controlada

HMOD

Lesão de Órgão-alvo Mediada pela Hipertensão

HOPE-3

Heart Outcomes Prevention Evaluation 3

HVE

Hipertrofia Ventricular Esquerda

HYVET

Hypertension in the Very Elderly Trial

IAH

Índice de Apneia e Hipopneia

IAM

Infarto Agudo do Miocárdio

IC

Insuficiência Cardíaca

ICC

Insuficiência Cardíaca Congestiva

ICFEp

Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada

ICFEr

Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida

IDNT

Irbesartan Diabetic Nephropathy Trial

IECA

Inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina

IM

Infarto do Miocárdio

IMC

Índice de Massa Corporal

IMVE

Índice de Massa Ventricular Esquerda

IR

injúria Renal

IRA

Injúria Renal Aguda

IRB

Irbesartana

IRC

Insuficiência Renal Crônica

iSGLT2

Sodium/Glucose Cotransporter 2 Inhibitors

ISH

International Society of Hypertension

ITB

Índice Tornozelo-Braquial

IV

Intravenosa

KDIGO

Kidney Disease Improving Global Outcomes

KWB

Classificação de Keith–Wagener–Barker

L

Losartana

LDLc

Low-Density Lipoprotein Cholesterol

LOA

Lesão de Órgãos-Alvo

LSD

Dietilamida do Ácido Lisérgico

MAPA

Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial

MDMA

Metilenodioximetanfetamina

MDO

Múltiplos Danos a Órgãos-Alvo

MET

Metabolic Equivalent of Task

MFC

Médico de Família e Comunidade

MNM

Medidas não Medicamentosas

MRPA

Medida Residencial da Pressão Arterial

NHANES

National Health and Nutrition Examination Survey

NIHSS

National Institutes of Health Stroke Scale

NPS

Nitroprussiato de Sódio

O2

Oxigênio

OMS

Organização Mundial da Saúde

ONTARGET

Ongoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial

P

Percentil

PA

Pressão Arterial

PAD

Pressão Arterial Diastólica

PAM

Pressão Arterial Média

PAS

Pressão Arterial Sistólica

PCDT

Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas

PE

Pré-Eclâmpsia

PLGF

Placental Growth Factor

PP

Pressão de Pulso

PRES

Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome

PREVENT

Predicting Risk Of Cardiovascular Disease Events

PTH

Paratormônio

QUARTET

Quadruple Ultra-Low-Dose Treatment for Hypertension

RAC

Relação Albuminúria/Creatininúria

RCV

Risco Cardiovascular

ReHOT

Resistant Hypertension Optimal Treatment

RENAME

Relação Nacional de Medicamentos Essenciais

RESPECT

Randomized Evaluation of Recurrent Stroke Comparing PFO Closure to Established Current Standard of Care Treatment

RM

Repetição Máxima

RNA

Ácido Ribonucleico

RNM

Ressonância Nuclear Magnética

RR

Risco Relativo

RS

Revisão Sistemática

RVP

Resistência Vascular Periférica

SAMU

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

SBC

Sociedade Brasileira de Cardiologia

SBH

Sociedade Brasileira de Hipertensão

SBN

Sociedade Brasileira de Nefrologia

SC

Superfície Corpórea

SCA

Síndrome Coronariana Aguda

SCORE2

Systematic Coronary Risk Evaluation 2

SGLT2

Cotransportador de Sódio-Glicose Tipo 2

SHEP

Systolic Hypertension in the Elderly Program

SNC

Sistema Nervoso Central

SNPS

Sistema Nervoso Parassimpático

SNS

Sistema Nervoso Simpático

SPRINT

Systolic Blood Pressure Intervention Trial

SPRINT-MIND

Systolic Blood Pressure Intervention Trial – Memory and Cognition in Decreased Hypertension

SRAA

Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona

STEP

Semaglutide Treatment Effect in People with Obesity

SUS

Sistema Único de Saúde

SYST-EUR

Systolic Hypertension in Europe

T

Telmisartana

Target-HTN

Trial on the Safety and Efficacy of MLS-101 in Patients With Uncontrolled Hypertension

TC

Tomografia Computadorizada

TFGe

Taxa de Filtração Glomerular Estimada

TNT

Treating to New Targets

TRIDENT

Triple Therapy Prevention of Recurrent Intracerebral Disease Events Trial

TRIUMPH

Treating Resistant Hypertension Using Lifestyle Modification to Promote Health

TSH

Hormônio Tireoestimulante

UBS

Unidade Básica de Saúde

UPA

Unidade de Pronto Atendimento

USG

Ultrassonografia

UTI

Unidade de Terapia Intensiva

VIGITEL

Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico

VM

Velocidade de Marcha

VOP

Velocidade de Onda de Pulso

Footnotes

Realização: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Coordenadores: Andréa Araujo Brandão, Cibele Isaac Saad Rodrigues, Luiz Aparecido Bortolotto, Wilson Nadruz

Conselho de Normatizações e Diretrizes responsável: Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva (Coordenador), Helena Cramer Veiga Rey, Humberto Graner Moreira, José Augusto Soares Barreto Filho, Nadine Oliveira Clausell – Gestão 2025-2027.

Esta diretriz deverá ser citada como: Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Armstrong AC, Mulinari RA, Feitosa ADM, et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250624.

Nota:

Estas Diretrizes se prestam a informar e não a substituir o julgamento clínico do médico que, em última análise, deve determinar o tratamento apropriado para seus pacientes.

Referências

  • 1.Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandão AA, Feitosa ADM, et al. Brazilian Guidelines of Hypertension - 2020. Arq Bras Cardiol. 2021;116(3):516–658. doi: 10.36660/abc.20201238. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 2.Brasil . Ministério da Saúde. Vigitel [Internet] Brasília: Ministério da Saúde; 2025. [cited 2025 Aug 14]. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/v/vigitel . [Google Scholar]
  • 3.Brasil . Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Saúde [Internet] Brasília: Ministério da Saúde; 2025. [cited 2025 Aug 14]. Available from: https://www.pns.icict.fiocruz.br/ [Google Scholar]
  • 4.Caldeira TCM, Sereno ACRA, Soares MM, Maia EG, Claro RM. Trend in Hypertension Prevalence and Health Behaviors among the Brazilian Adult Population: 2006–2019. Obesities. 2023;3(2):145–154. doi: 10.3390/obesities3020012. [DOI] [Google Scholar]
  • 5.World Health Organization . Global Report on Hypertension: The Race Against a Silent Killer. Geneva: World Health Organization; 2023. [Google Scholar]
  • 6.Ribeiro ALP, Duncan BB, Brant LC, Lotufo PA, Mill JG, Barreto SM. Cardiovascular Health in Brazil: Trends and Perspectives. Circulation. 2016;133(4):422–433. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.114.008727. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 7.Oliveira GMM, Brant LCC, Polanczyk CA, Malta DC, Biolo A, Nascimento BR, et al. Cardiovascular Statistics - Brazil 2023. Arq Bras Cardiol. 2024;121(2):e20240079. doi: 10.36660/abc.20240079. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 8.Yusuf S, Joseph P, Rangarajan S, Islam S, Mente A, Hystad P, et al. Modifiable Risk Factors, Cardiovascular Disease, and Mortality in 155 722 Individuals from 21 high-Income, Middle-Income, and Low-Income Countries (PURE): A Prospective Cohort Study. Lancet. 2020;395(10226):795–808. doi: 10.1016/S0140-6736(19)32008-2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 9.Brasil. Ministério da Saúde . Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Mortalidade [Internet] Brasília: Ministério da Saúde; 2025. [cited 2025 Aug 14]. Available from: https://datasus.saude.gov.br/mortalidade/ [Google Scholar]
  • 10.Giri A, Hellwege JN, Keaton JM, Park J, Qiu C, Warren HR, et al. Trans-Ethnic Association Study of Blood Pressure Determinants in Over 750,000 Individuals. Nat Genet. 2019;51(1):51–62. doi: 10.1038/s41588-018-0303-9. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 11.Connelly PJ, Currie G, Delles C. Sex Differences in the Prevalence, Outcomes and Management of Hypertension. Curr Hypertens Rep. 2022;24(6):185–192. doi: 10.1007/s11906-022-01183-8. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 12.Silva EKP, Barreto SM, Brant LCC, Camelo LV, Araújo EM, Griep RH, et al. Gender, Race/Skin Colour and Incidence of Hypertension in ELSA-Brasil: An Intersectional Approach. Ethn Health. 2023;28(4):469–487. doi: 10.1080/13557858.2022.2108377. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 13.Nadruz W, Jr, Claggett B, Henglin M, Shah AM, Skali H, Rosamond WD, et al. Racial Disparities in Risks of Stroke. N Engl J Med. 2017;376(21):2089–2090. doi: 10.1056/NEJMc1616085. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 14.Nadruz W, Jr, Claggett B, Henglin M, Shah AM, Skali H, Rosamond WD, et al. Widening Racial Differences in Risks for Coronary Heart Disease. Circulation. 2018;137(11):1195–1197. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.117.030564. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 15.Kramer CK, Leitão CB, Viana LV. The Impact of Urbanisation on the Cardiometabolic Health of Indigenous Brazilian Peoples: A Systematic Review and Meta-Analysis, and Data from the Brazilian Health Registry. Lancet. 2022;400(10368):2074–2083. doi: 10.1016/S0140-6736(22)00625-0. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 16.Armstrong ADC, Souza CDF, Santos JMD, Carmo RFD, Armstrong DMFO, Pereira VC, et al. Urbanization and Cardiovascular Health among Indigenous Groups in Brazil. Commun Med. 2023;3(1):17–17. doi: 10.1038/s43856-023-00239-3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 17.Nobre F, Esporcatte R, Brandão AA, Avezum Á, Jr, Feitosa ADM, Amodeo C, et al. Position Statement on Hypertension and Spirituality - 2021. Arq Bras Cardiol. 2021;117(3):599–613. doi: 10.36660/abc.20210723. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 18.Liu MY, Li N, Li WA, Khan H. Association between Psychosocial Stress and Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. Neurol Res. 2017;39(6):573–580. doi: 10.1080/01616412.2017.1317904. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 19.Landi F, Calvani R, Picca A, Tosato M, Martone AM, Ortolani E, et al. Body Mass Index is Strongly Associated with Hypertension: Results from the Longevity Check-up 7+ Study. Nutrients. 2018;10(12):1976–1976. doi: 10.3390/nu10121976. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 20.Hall JE, Carmo JM, Silva AA, Wang Z, Hall ME. Obesity-Induced Hypertension: Interaction of Neurohumoral and Renal Mechanisms. Circ Res. 2015;116(6):991–1006. doi: 10.1161/CIRCRESAHA.116.305697. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 21.Warburton DE, Nicol CW, Bredin SS. Health Benefits of Physical Activity: The Evidence. CMAJ. 2006;174(6):801–809. doi: 10.1503/cmaj.051351. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 22.He FJ, MacGregor GA. Importance of Salt in Determining Blood Pressure in Children: Meta-Analysis of Controlled Trials. Hypertension. 2006;48(5):861–869. doi: 10.1161/01.HYP.0000245672.27270.4a. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 23.Filippini T, Malavolti M, Whelton PK, Naska A, Orsini N, Vinceti M. Blood Pressure Effects of Sodium Reduction: Dose-Response Meta-Analysis of Experimental Studies. Circulation. 2021;143(16):1542–1567. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.120.050371. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 24.Yin X, Rodgers A, Perkovic A, Huang L, Li KC, Yu J, et al. Effects of Salt Substitutes on Clinical Outcomes: A Systematic Review and Meta-Analysis. Heart. 2022;108(20):1608–1615. doi: 10.1136/heartjnl-2022-321332. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 25.Biddinger KJ, Emdin CA, Haas ME, Wang M, Hindy G, Ellinor PT, et al. Association of Habitual Alcohol Intake with Risk of Cardiovascular Disease. JAMA Netw Open. 2022;5(3):e223849. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2022.3849. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 26.van Oort S, Beulens JWJ, van Ballegooijen AJ, Grobbee DE, Larsson SC. Association of Cardiovascular Risk Factors and Lifestyle Behaviors with Hypertension: A Mendelian Randomization Study. Hypertension. 2020;76(6):1971–1979. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.15761. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 27.Feitosa FGAM, Feitosa ADM, Paiva AMG, Mota-Gomes MA, Barroso WS, Miranda RD, et al. Impact of the COVID-19 Pandemic on Blood Pressure Control: A Nationwide Home Blood Pressure Monitoring Study. Hypertens Res. 2022;45(2):364–368. doi: 10.1038/s41440-021-00784-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 28.Armstrong ADC, Santos LG, Leal TC, Paiva JPS, Silva LFD, Santana GBA, et al. In-Hospital Mortality from Cardiovascular Diseases in Brazil during the First Year of The COVID-19 Pandemic. Arq Bras Cardiol. 2022;119(1):37–45. doi: 10.36660/abc.20210468. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 29.Santos LG, Baggio JAO, Leal TC, Costa FA, Fernandes TRMO, Silva RVD, et al. Prevalence of Systemic Arterial Hypertension and Diabetes Mellitus in Individuals with COVID-19: A Retrospective Study of Deaths in Pernambuco, Brazil. Arq Bras Cardiol. 2021;117(2):416–422. doi: 10.36660/abc.20200885. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 30.Irwig MS. Hypertension in Transgender Individuals. J Hum Hypertens. 2023;37(8):689–693. doi: 10.1038/s41371-022-00721-w. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 31.Patanè FG, Liberto A, Maglitto ANM, Malandrino P, Esposito M, Amico F, et al. Nandrolone Decanoate: Use, Abuse and Side Effects. Medicina. 2020;56(11):606–606. doi: 10.3390/medicina56110606. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 32.Bock JM, Vungarala S, Covassin N, Somers VK. Sleep Duration and Hypertension: Epidemiological Evidence and Underlying Mechanisms. Am J Hypertens. 2022;35(1):3–11. doi: 10.1093/ajh/hpab146. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 33.Li C, Shang S. Relationship between Sleep and Hypertension: Findings from the NHANES (2007-2014) Int J Environ Res Public Health. 2021;18(15):7867–7867. doi: 10.3390/ijerph18157867. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 34.Haghayegh S, Strohmaier S, Hamaya R, Eliassen AH, Willett WC, Rimm EB, et al. Sleeping Difficulties, Sleep Duration, and Risk of Hypertension in Women. Hypertension. 2023;80(11):2407–2414. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.123.21350. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 35.Kaplan RC, Baldoni PL, Strizich GM, Pérez-Stable EJ, Saccone NL, Peralta CA, et al. Current Smoking Raises Risk of Incident Hypertension: Hispanic Community Health Study-Study of Latinos. Am J Hypertens. 2021;34(2):190–197. doi: 10.1093/ajh/hpaa152. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 36.Gao N, Liu T, Wang Y, Chen M, Yu L, Fu C, et al. Assessing the Association between Smoking and Hypertension: Smoking Status, Type of Tobacco Products, and Interaction with Alcohol Consumption. Front Cardiovasc Med. 2023;;10:1027988–1027988. doi: 10.3389/fcvm.2023.1027988. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 37.Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária . Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 855, de 23 de abril de 2024. Seção 1. Diário Oficial da União; 2024. Apr 24, pp. 161–161. [Google Scholar]
  • 38.Scholz JR, Malta DC, Fagundes AAP, Jr, Pavanello R, Bredt GL, Jr, Rocha MS. Brazilian Society of Cardiology Position Statement on the Use of Electronic Nicotine Delivery Systems - 2024. Arq Bras Cardiol. 2024;121(2):e20240063. doi: 10.36660/abc.20240063. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 39.Wold LE, Tarran R, Alexander LEC, Hamburg NM, Kheradmand F, St Helen G, et al. Cardiopulmonary Consequences of Vaping in Adolescents: A Scientific Statement from the American Heart Association. Circ Res. 2022;131(3):70–82. doi: 10.1161/RES.0000000000000544. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 40.Rios FJ, Montezano AC, Camargo LL, Touyz RM. Impact of Environmental Factors on Hypertension and Associated Cardiovascular Disease. Can J Cardiol. 2023;39(9):1229–1243. doi: 10.1016/j.cjca.2023.07.002. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 41.Barbosa ECD, Feitosa ADM, Sentalin MVR, Mota-Gomes MA, Barroso WS, Miranda RD, et al. Impact of Environmental Temperature on Blood Pressure Phenotypes: A Nationwide Home Blood Pressure Monitoring Study. Eur J Prev Cardiol. 2024;31(6):35–37. doi: 10.1093/eurjpc/zwad387. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 42.O‘Donnell JA, Zheng T, Meric G, Marques FZ. The Gut Microbiome and Hypertension. Nat Rev Nephrol. 2023;19(3):153–167. doi: 10.1038/s41581-022-00654-0. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 43.World Health Organization . Adherence to Long-Term Therapies: Evidence for Action. Geneva: World Health Organization; 2003. [Google Scholar]
  • 44.Whelton PK, Carey RM, Aronow WS, Casey DE, Jr, Collins KJ, Himmelfarb CD, et al. 2017 ACC/AHA/AAPA/ABC/ACPM/AGS/APhA/ASH/ASPC/NMA/PCNA Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of High Blood Pressure in Adults: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. J Am Coll Cardiol. 2018;71(19):127–248. doi: 10.1016/j.jacc.2017.11.006. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 45.Mancia G, Kreutz R, Brunström M, Burnier M, Grassi G, Januszewicz A, et al. 2023 ESH Guidelines for the Management of Arterial Hypertension The Task Force for the Management of Arterial Hypertension of the European Society of Hypertension: Endorsed by the International Society of Hypertension (ISH) and the European Renal Association (ERA) J Hypertens. 2023;41(12):1874–2071. doi: 10.1097/HJH.0000000000003480. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 46.Feitosa ADM, Barroso WKS, Mion D, Jr, Nobre F, Mota-Gomes MA, Jardim PCBV, et al. Brazilian Guidelines for In-office and Out-of-office Blood Pressure Measurement - 2023. Arq Bras Cardiol. 2024;121(4):e20240113. doi: 10.36660/abc.20240113. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 47.Stergiou GS, O’Brien E, Myers M, Palatini P, Parati G, Kollias A, et al. STRIDE BP International Initiative for Accurate Blood Pressure Measurement: Systematic Review of Published Validation Studies of Blood Pressure Measuring Devices. J Clin Hypertens. 2019;21(11):1616–1622. doi: 10.1111/jch.13710. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 48.Stergiou GS, Alpert B, Mieke S, Asmar R, Atkins N, Eckert S, et al. A Universal Standard for the Validation of Blood Pressure Measuring Devices: Association for the Advancement of Medical Instrumentation/European Society of Hypertension/International Organization for Standardization (AAMI/ESH/ISO) Collaboration Statement. Hypertension. 2018 Mar;71(3):368–374. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.117.10237. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 49.Paiva AMG, Mota-Gomes MA, Feitosa ADM, Azevedo TCP, Amorim NW, Mion D, Jr, et al. Differences in the Diagnosis of High Blood Pressure Using Unattended and Attended Automated Office Blood Pressure. J Hum Hypertens. 2022;36(4):370–372. doi: 10.1038/s41371-021-00593-6. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 50.Clark CE, Taylor RS, Shore AC, Ukoumunne OC, Campbell JL. Association of a Difference in Systolic Blood Pressure between Arms with Vascular Disease and Mortality: A Systematic Review and Meta-Analysis. Lancet. 2012;379(9819):905–914. doi: 10.1016/S0140-6736(11)61710-8. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 51.Paiva AMG, Gomes MICM, Gomes ACM, Gomes LCM, Ramalho SR, Feitosa ADM, et al. Interarm Systolic Blood Pressure Difference is Associated with Left Ventricular Concentricity and Concentric Remodeling. J Hypertens. 2025;43(2):264–270. doi: 10.1097/HJH.0000000000003894. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 52.Paiva AMG, Gomes MICM, Silva ÉAA, Feitosa ADM, Malachias MVB, Sposito AC, et al. Should Arm Positioning Matter in the Diagnosis of Orthostatic Hypotension and Hypertension? J Hypertens. 2024;42(1):186–188. doi: 10.1097/HJH.0000000000003571. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 53.Angelousi A, Girerd N, Benetos A, Frimat L, Gautier S, Weryha G, et al. Association between Orthostatic Hypotension and Cardiovascular Risk, Cerebrovascular Risk, Cognitive Decline and Falls as Well as Overall Mortality: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Hypertens. 2014;32(8):1562–1571. doi: 10.1097/HJH.0000000000000235. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 54.Marques ER, Bernardino AC, Alvim RO, Schreiber R, Krieger JE, Matos-Souza JR, et al. Relationship of Blood Pressure Measured in the Calf with Arm Blood Pressure and Arterial Stiffness: A General Population Study. J Hypertens. 2024;42(2):301–307. doi: 10.1097/HJH.0000000000003583. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 55.Bezerra AB, Santos ECFD, Lins-Filho O, Pedrosa RP. Minimal Changes in Sleep Parameters During Overnight Ambulatory Blood Pressure Monitoring do Not Affect Outcomes. Sleep Breath. 2024;29(1):15–15. doi: 10.1007/s11325-024-03181-3. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 56.Dal Pont CS, Argenta F, Bezerra R, Viana GM, Starke S, Azevedo GSA, et al. Relationship between White-Coat Hypertension and Office Isolated Systolic or Diastolic Hypertension: An Ambulatory Blood Pressure Monitoring Study. Hypertens Res. 2025;48(1):398–401. doi: 10.1038/s41440-024-01973-4. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 57.Feitosa ADM, Mota-Gomes MA, Barroso WS, Miranda RD, Barbosa ECD, Pedrosa RP, et al. Relationship between Office Isolated Systolic or Diastolic Hypertension and White-Coat Hypertension Across the Age Spectrum: A Home Blood Pressure Study. J Hypertens. 2020;38(4):663–670. doi: 10.1097/HJH.0000000000002320. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 58.Alves MAM, Feitosa ADM, Mota-Gomes MA, Paiva AMG, Barroso WS, Miranda RD, et al. Accuracy of Screening Strategies for Masked Hypertension: A Large-Scale Nationwide Study Based on Home Blood Pressure Monitoring. Hypertens Res. 2023;46(3):742–750. doi: 10.1038/s41440-022-01103-y. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 59.Feitosa ADM, Mota-Gomes MA, Barroso WS, Miranda RD, Barbosa ECD, Pedrosa RP, et al. Correlation between office and Home Blood Pressure in Clinical Practice: A Comparison with 2017 American College of Cardiology/American Heart Association Hypertension Guidelines Recommendations. J Hypertens. 2020;38(1):179–181. doi: 10.1097/HJH.0000000000002265. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 60.Feitosa ADM, Mota-Gomes MA, Nobre F, Mion D, Jr, Paiva AMG, Argenta F, et al. What are the Optimal Reference Values for Home Blood Pressure Monitoring? Arq Bras Cardiol. 2021;116(3):501–503. doi: 10.36660/abc.20201109. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 61.Dal Pont CS, Feitosa ADM, Bezerra R, Martins AHB, Viana GM, Starke S, et al. Cutoffs for White-Coat and Masked Blood Pressure Effects: An Ambulatory Blood Pressure Monitoring Study. J Hum Hypertens. 2024;38(8):595–602. doi: 10.1038/s41371-024-00930-5. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 62.Feitosa ADM, Mota-Gomes MA, Barroso WS, Miranda RD, Barbosa ECD, Pedrosa RP, et al. Blood Pressure Cutoffs for White-Coat and Masked Effects in a Large Population Undergoing Home Blood Pressure Monitoring. Hypertens Res. 2019;42(11):1816–1823. doi: 10.1038/s41440-019-0298-3. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 63.Diniz PGS, Bezerra R, Feitosa CLDM, Gonçalves TAT, Paiva AMG, Mota-Gomes MA, et al. Prevalence of Masked and White-Coat Hypertension among Individuals with Diabetes: Insights from Web-Based Home Blood Pressure Monitoring in the Brazilian Population. Hypertens Res. 2024;47(12):3473–3479. doi: 10.1038/s41440-024-01842-0. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 64.Poudel B, Booth JN, 3rd, Sakhuja S, Moran AE, Schwartz JE, Lloyd-Jones DM, et al. Prevalence of Ambulatory Blood Pressure Phenotypes Using the 2017 American College of Cardiology/American Heart Association Blood Pressure Guideline Thresholds: Data from the Coronary Artery Risk Development in Young Adults Study. J Hypertens. 2019;37(7):1401–1410. doi: 10.1097/HJH.0000000000002055. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 65.Feitosa ADM, Mota-Gomes MA, Miranda RD, Barroso WS, Barbosa ECD, Pedrosa RP, et al. Impact of 2017 ACC/AHA Hypertension Guidelines on the Prevalence of White-Coat and Masked Hypertension: A Home Blood Pressure Monitoring Study. J Clin Hypertens. 2018;20(12):1745–1747. doi: 10.1111/jch.13422. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 66.Kollias A, Kyriakoulis KG, Komnianou A, Stathopoulou P, Stergiou GS. Prognostic Value of Home versus Ambulatory Blood Pressure Monitoring: A Systematic Review and Meta-Analysis of Outcome Studies. J Hypertens. 2024;42(3):385–392. doi: 10.1097/HJH.0000000000003653. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 67.Panagiotakos D, Antza C, Kotsis V. Ambulatory and Home Blood Pressure Monitoring for Cardiovascular Disease Risk Evaluation: A Systematic Review and Meta-Analysis of Prospective Cohort Studies. J Hypertens. 2024;42(1):1–9. doi: 10.1097/HJH.0000000000003557. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 68.Ganjeh BJ, Zeraattalab-Motlagh S, Jayedi A, Daneshvar M, Gohari Z, Norouziasl R, et al. Effects of Aerobic Exercise on Blood Pressure in Patients with Hypertension: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis of Randomized Trials. Hypertens Res. 2024;47(2):385–398. doi: 10.1038/s41440-023-01467-9. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 69.Paiva AMG, Mota-Gomes MA, Brandão AA, Silveira FS, Silveira MS, Okawa RTP, et al. Reference Values of Office Central Blood Pressure, Pulse Wave Velocity, and Augmentation Index Recorded by Means of the Mobil-O-Graph PWA Monitor. Hypertens Res. 2020;43(11):1239–1248. doi: 10.1038/s41440-020-0490-5. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 70.Palatini P, Rosei EA, Avolio A, Bilo G, Casiglia E, Ghiadoni L, et al. Isolated Systolic Hypertension in the Young: A Position Paper Endorsed by the European Society of Hypertension. J Hypertens. 2018;36(6):1222–1236. doi: 10.1097/HJH.0000000000001726. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 71.Islam SMS, Chow CK, Daryabeygikhotbehsara R, Subedi N, Rawstorn J, Tegegne T, et al. Wearable Cuffless Blood Pressure Monitoring Devices: A Systematic Review and Meta-Analysis. Eur Heart J Digit Health. 2022;3(2):323–337. doi: 10.1093/ehjdh/ztac021. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 72.Mukkamala R, Yavarimanesh M, Natarajan K, Hahn JO, Kyriakoulis KG, Avolio AP, et al. Evaluation of the Accuracy of Cuffless Blood Pressure Measurement Devices: Challenges and Proposals. Hypertension. 2021;78(5):1161–1167. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.121.17747. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 73.Tan I, Gnanenthiran SR, Chan J, Kyriakoulis KG, Schlaich MP, Rodgers A, et al. Evaluation of the Ability of a Commercially Available Cuffless Wearable Device to Track Blood Pressure Changes. J Hypertens. 2023;41(6):1003–1010. doi: 10.1097/HJH.0000000000003428. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 74.Khan SS, Matsushita K, Sang Y, Ballew SH, Grams ME, Surapaneni A, et al. Development and Validation of the American Heart Association's PREVENT Equations. Circulation. 2024;149(6):430–449. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.123.067626. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 75.Neaton JD, Wentworth D. Serum Cholesterol, Blood Pressure, Cigarette Smoking, and Death from Coronary Heart Disease. Overall Findings and Differences by Age for 316,099 White Men. Multiple Risk Factor Intervention Trial Research Group. Arch Intern Med. 1992;152(1):56–64. doi: 10.1001/archinte.1992.00400130082009. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 76.Wang OJ, Wang Y, Chen J, Krumholz HM. Recent Trends in Hospitalization for Acute Myocardial Infarction. Am J Cardiol. 2012;109(11):1589–1593. doi: 10.1016/j.amjcard.2012.01.381. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 77.Mitu O, Crisan A, Redwood S, Cazacu-Davidescu IE, Mitu I, Costache II, et al. The Relationship between Cardiovascular Risk Scores and Several Markers of Subclinical Atherosclerosis in an Asymptomatic Population. J Clin Med. 2021;10(5):955–955. doi: 10.3390/jcm10050955. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 78.Alberti KG, Zimmet P, Shaw J. Metabolic Syndrome--A New World-Wide Definition. A Consensus Statement from the International Diabetes Federation. Diabet Med. 2006;23(5):469–480. doi: 10.1111/j.1464-5491.2006.01858.x. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 79.Wang NY, Young JH, Meoni LA, Ford DE, Erlinger TP, Klag MJ. Blood Pressure Change and Risk of Hypertension Associated with Parental Hypertension: The Johns Hopkins Precursors Study. Arch Intern Med. 2008;168(6):643–648. doi: 10.1001/archinte.168.6.643. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 80.Zipes DP, Libby P, Bonow RO, Mann DL, Tomaselli GF. Braunwald: Tratado de Doenças Cardiovasculares. Rio de Janeiro: Elsevier; 2022. [Google Scholar]
  • 81.Fowkes FG, Murray GD, Butcher I, Heald CL, Lee RJ, Chambless LE, et al. Ankle Brachial Index Combined with Framingham Risk Score to Predict Cardiovascular Events and Mortality: A Meta-Analysis. JAMA. 2008;300(2):197–208. doi: 10.1001/jama.300.2.197. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 82.World Obesity Federation . World Obesity Atlas 2024. London: World Obesity Federation; 2024. [Google Scholar]
  • 83.World Health Organization . Waist Circumference and Waist-Hip Ratio: Report of a WHO Expert Consultation. Geneva: World Health Organization; 2011. [Google Scholar]
  • 84.Jensen MD, Ryan DH, Apovian CM, Ard JD, Comuzzie AG, Donato KA, et al. 2013 AHA/ACC/TOS Guideline for the Management of Overweight and Obesity in Adults: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines and The Obesity Society. Circulation. 2014;129(25 Suppl 2):102–138. doi: 10.1161/01.cir.0000437739.71477.ee. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 85.Inker LA, Eneanya ND, Coresh J, Tighiouart H, Wang D, Sang Y, et al. New Creatinine- and Cystatin C-Based Equations to Estimate GFR without Race. N Engl J Med. 2021;385(19):1737–1749. doi: 10.1056/NEJMoa2102953. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 86.Friedewald WT, Levy RI, Fredrickson DS. Estimation of the Concentration of Low-Density Lipoprotein Cholesterol in Plasma, without Use of the Preparative Ultracentrifuge. Clin Chem. 1972;18(6):499–502. [PubMed] [Google Scholar]
  • 87.Vasan RS, Song RJ, Xanthakis V, Beiser A, DeCarli C, Mitchell GF, et al. Hypertension-Mediated Organ Damage: Prevalence, Correlates, and Prognosis in the Community. Hypertension. 2022;79(3):505–515. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.121.18502. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 88.Devereux RB, Wachtell K, Gerdts E, Boman K, Nieminen MS, Papademetriou V, et al. Prognostic Significance of Left Ventricular Mass Change During Treatment of Hypertension. JAMA. 2004;292(19):2350–2356. doi: 10.1001/jama.292.19.2350. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 89.Buus NH, Mathiassen ON, Fenger-Grøn M, Præstholm MN, Sihm I, Thybo NK, et al. Small Artery Structure During Antihypertensive Therapy is an Independent Predictor of Cardiovascular Events in Essential Hypertension. J Hypertens. 2013;31(4):791–797. doi: 10.1097/HJH.0b013e32835e215e. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 90.Zhang H, Hu L, Wei X. Prognostic Value of Left Ventricular Hypertrophy in Hypertensive Patients: A Meta-Analysis of Electrocardiographic Studies. J Clin Hypertens. 2020;22(2):254–260. doi: 10.1111/jch.13795. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 91.Courand PY, Grandjean A, Charles P, Paget V, Khettab F, Bricca G, et al. R Wave in aVL Lead is a Robust Index of Left Ventricular Hypertrophy: A Cardiac MRI Study. Am J Hypertens. 2015;28(8):1038–1048. doi: 10.1093/ajh/hpu268. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 92.Marwick TH, Gillebert TC, Aurigemma G, Chirinos J, Derumeaux G, Galderisi M, et al. Recommendations on the Use of Echocardiography in Adult Hypertension: A Report from the European Association of Cardiovascular Imaging (EACVI) and the American Society of Echocardiography (ASE) J Am Soc Echocardiogr. 2015;28(7):727–754. doi: 10.1016/j.echo.2015.05.002. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 93.Inaba Y, Chen JA, Bergmann SR. Carotid Plaque, Compared with Carotid Intima-Media Thickness, More Accurately Predicts Coronary Artery Disease Events: A Meta-Analysis. Atherosclerosis. 2012;220(1):128–133. doi: 10.1016/j.atherosclerosis.2011.06.044. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 94.van Bortel LM, Laurent S, Boutouyrie P, Chowienczyk P, Cruickshank JK, De Backer T, et al. Expert Consensus Document on the Measurement of Aortic Stiffness in Daily Practice Using Carotid-Femoral Pulse Wave Velocity. J Hypertens. 2012;30(3):445–448. doi: 10.1097/HJH.0b013e32834fa8b0. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 95.Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) CKD Work Group KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. Kidney Int. 2024;105(4S):117–314. doi: 10.1016/j.kint.2023.10.018. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 96.Matsuoka S, Kaneko H, Okada A, Itoh H, Suzuki Y, Fujiu K, et al. Association of Retinal Atherosclerosis Assessed Using Keith-Wagener-Barker System with Incident Heart Failure and other Atherosclerotic Cardiovascular Disease: Analysis of 319,501 Individuals from the General Population. Atherosclerosis. 2022;348:68–74. doi: 10.1016/j.atherosclerosis.2022.02.024. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 97.Stevens PE, Levin A. Kidney Disease: Improving Global Outcomes Chronic Kidney Disease Guideline Development Work Group Members. Evaluation and Management Of Chronic Kidney Disease: Synopsis of the Kidney Disease: imProving Global Outcomes 2012 Clinical Practice Guideline. Ann Intern Med. 2013;158(11):825–830. doi: 10.7326/0003-4819-158-11-201306040-00007. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 98.Triantafyllidi H, Benas D, Schoinas A, Birmpa D, Trivilou P, Varytimiadi E, et al. Hypertension-Mediated Organ Damage Regression Associates with Blood Pressure Variability Improvement Three Years after Successful Treatment Initiation in Essential Hypertension. J Clin Hypertens. 2021;23(6):1150–1158. doi: 10.1111/jch.14209. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 99.Gansevoort RT, Correa-Rotter R, Hemmelgarn BR, Jafar TH, Heerspink HJ, Mann JF, et al. Chronic Kidney Disease and Cardiovascular Risk: Epidemiology, Mechanisms, and Prevention. Lancet. 2013;382(9889):339–352. doi: 10.1016/S0140-6736(13)60595-4. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 100.Turner JM, Dmitriev M. Secondary Hypertension Overview and Workup for the Primary Care Physician. Med Clin North Am. 2023;107(4):739–747. doi: 10.1016/j.mcna.2023.03.010. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 101.SCORE2 Working Group and ESC Cardiovascular Risk Collaboration SCORE2 Risk Prediction Algorithms: New Models to Estimate 10-year Risk of Cardiovascular Disease in Europe. Eur Heart J. 2021;42(25):2439–2454. doi: 10.1093/eurheartj/ehab309. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 102.Larkin H. What to Know About PREVENT, the AHA's New Cardiovascular Disease Risk Calculator. JAMA. 2024;331(4):277–279. doi: 10.1001/jama.2023.25115. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 103.Teramoto K, Nadruz W, Jr, Matsushita K, Claggett B, John JE, Skali H, et al. Mid- to Late-Life Time-Averaged Cumulative Blood Pressure and Late-Life Cardiac Structure, Function, and Heart Failure. Hypertension. 2020;76(3):808–818. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.14833. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 104.Grundy SM, Stone NJ, Bailey AL, Beam C, Birtcher KK, Blumenthal RS, et al. 2018 AHA/ACC/AACVPR/AAPA/ABC/ACPM/ADA/AGS/APhA/ASPC/NLA/PCNA Guideline on the Management of Blood Cholesterol: Executive Summary: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. J Am Coll Cardiol. 2019;73(24):3168–3209. doi: 10.1016/j.jacc.2018.11.002. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 105.Daskalopoulou SS, Rabi DM, Zarnke KB, Dasgupta K, Nerenberg K, Cloutier L, et al. The 2015 Canadian Hypertension Education Program recommendations for Blood Pressure Measurement, Diagnosis, Assessment of Risk, Prevention, and Treatment of Hypertension. Can J Cardiol. 2015;31(5):549–568. doi: 10.1016/j.cjca.2015.02.016. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 106.British Cardiac Society; British Hypertension Society; Diabetes UK; HEART UK; Primary Care Cardiovascular Society; Stroke Association JBS 2: Joint British Societies’ Guidelines on Prevention of Cardiovascular Disease in Clinical Practice. Heart. 2005;91(Suppl 5(Suppl 5)):1–52. doi: 10.1136/hrt.2005.079988. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 107.Cohen JB, Cohen DL. Integrating Out-of-Office Blood Pressure in the Diagnosis and Management of Hypertension. Curr Cardiol Rep. 2016;18(11):112–112. doi: 10.1007/s11886-016-0780-3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 108.Thakkar HV, Pope A, Anpalahan M. Masked Hypertension: A Systematic Review. Heart Lung Circ. 2020;29(1):102–111. doi: 10.1016/j.hlc.2019.08.006. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 109.Huang Y, Huang W, Mai W, Cai X, An D, Liu Z, et al. White-Coat Hypertension is a Risk Factor for Cardiovascular Diseases and Total Mortality. J Hypertens. 2017;35(4):677–688. doi: 10.1097/HJH.0000000000001226. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 110.Paiva AMG, Gomes MICM, Campana ÉMG, Feitosa ADM, Sposito AC, Mota-Gomes MA, et al. Impact of Hypertension Phenotypes on the Office and 24-h Pulse Wave Velocity and Augmentation Index in Individuals with or without Antihypertensive Medication Use. Hypertens Res. 2019;42(12):1989–1995. doi: 10.1038/s41440-019-0323-6. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 111.Kamstrup PR. Lipoprotein(a) and Cardiovascular Disease. Clin Chem. 2021;67(1):154–166. doi: 10.1093/clinchem/hvaa247. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 112.Ledwidge M, Gallagher J, Conlon C, Tallon E, O‘Connell E, Dawkins I, et al. Natriuretic Peptide-Based Screening and Collaborative Care for Heart Failure: The Stop-hf Randomized Trial. JAMA. 2013;310(1):66–74. doi: 10.1001/jama.2013.7588. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 113.Maniar Y, Blumenthal RS, Alfaddagh A. The Role of Coronary Artery Calcium in Allocating Pharmacotherapy for Primary Prevention of Cardiovascular Disease: The ABCs of CAC. Clin Cardiol. 2022;45(11):1107–1113. doi: 10.1002/clc.23918. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 114.Blood Pressure Lowering Treatment Trialists‘ Collaboration Pharmacological Blood Pressure Lowering for Primary and Secondary Prevention of Cardiovascular Disease Across Different Levels of Blood Pressure: An Individual Participant-Level Data Meta-Analysis. Lancet. 2021;397(10285):1625–1636. doi: 10.1016/S0140-6736(21)00590-0. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 115.Karmali KN, Lloyd-Jones DM, van der Leeuw J, Goff DC, Jr, Yusuf S, Zanchetti A, et al. Blood Pressure-Lowering Treatment Strategies Based on Cardiovascular Risk versus Blood Pressure: A Meta-Analysis of Individual Participant Data. PLoS Med. 2018;15(3):e1002538. doi: 10.1371/journal.pmed.1002538. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 116.Thomopoulos C, Parati G, Zanchetti A. Effects of Blood-Pressure-Lowering Treatment on Outcome Incidence. 12. Effects in Individuals with High-Normal and Normal Blood Pressure: Overview and Meta-Analyses of Randomized Trials. J Hypertens. 2017;35(11):2150–2160. doi: 10.1097/HJH.0000000000001547. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 117.McEvoy JW, McCarthy CP, Bruno RM, Brouwers S, Canavan MD, Ceconi C, et al. 2024 ESC Guidelines for the Management of Elevated Blood Pressure and Hypertension. Eur Heart J. 2024;45(38):3912–4018. doi: 10.1093/eurheartj/ehae178. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 118.Diao D, Wright JM, Cundiff DK, Gueyffier F. Pharmacotherapy for Mild Hypertension. Cochrane Database Syst Rev. 2012;2012(8):CD006742–CD006742. doi: 10.1002/14651858.CD006742.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 119.Lonn EM, Bosch J, López-Jaramillo P, Zhu J, Liu L, Pais P, et al. Blood-Pressure Lowering in Intermediate-Risk Persons without Cardiovascular Disease. N Engl J Med. 2016;374(21):2009–2020. doi: 10.1056/NEJMoa1600175. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 120.Ettehad D, Emdin CA, Kiran A, Anderson SG, Callender T, Emberson J, et al. Blood Pressure Lowering for Prevention of Cardiovascular Disease and Death: A Systematic Review and Meta-Analysis. Lancet. 2016;387(10022):957–967. doi: 10.1016/S0140-6736(15)01225-8. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 121.Lee CJ, Ryu J, Kim HC, Ryu DR, Ihm SH, Kim YJ, et al. Hypertension. 2018;72(6):1285–1293. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.118.11787. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 122.Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Luna LC, Barros BM, Neves MFT, et al. Systematic Review of the Effectiveness of Intensive Antihypertensive Treatment Goals: Brazilian Society of Cardiology (SBC) Recommendation. Arq Bras Cardiol. 2025;122(3):e20240761. doi: 10.36660/abc.20240761. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 123.Debella YT, Giduma HD, Light RP, Agarwal R. Chronic Kidney Disease as a Coronary Disease Equivalent--A Comparison with Diabetes Over a Decade. Clin J Am Soc Nephrol. 2011;6(6):1385–1392. doi: 10.2215/CJN.10271110. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 124.Wright JT, Jr, Williamson JD, Whelton PK, Snyder JK, Sink KM, Rocco MV, et al. A Randomized Trial of Intensive versus Standard Blood-Pressure Control. N Engl J Med. 2015;373(22):2103–2116. doi: 10.1056/NEJMoa1511939. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 125.Buckley LF, Baker WL, van Tassell BW, Cohen JB, Alkhezi O, Bress AP, et al. Systolic Blood Pressure Time in Target Range and Major Adverse Kidney and Cardiovascular Events. Hypertension. 2023;80(2):305–313. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.20141. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 126.Böhm M, Ferreira JP, Mahfoud F, Duarte K, Pitt B, Zannad F, et al. Myocardial Reperfusion Reverses the J-Curve Association of Cardiovascular Risk and Diastolic Blood Pressure in Patients with Left Ventricular Dysfunction and Heart Failure after Myocardial Infarction: Insights from the EPHESUS trial. Eur Heart J. 2020;41(17):1673–1683. doi: 10.1093/eurheartj/ehaa132. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 127.Gaffney B, Jacobsen AP, Pallippattu AW, Leahy N, McEvoy JW. The Diastolic Blood Pressure J-Curve in Hypertension Management: Links and Risk for Cardiovascular Disease. Integr Blood Press Control. 2021;14:179–187. doi: 10.2147/IBPC.S286957. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 128.Birrane JP, Foschi M, Sacco S, McEvoy JW. Another Nail in the Coffin of Causality for the Diastolic Blood Pressure J Curve. Hypertension. 2022;79(4):794–797. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.18997. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 129.Shihab S, Boucher RE, Abraham N, Wei G, Beddhu S. Influence of Baseline Diastolic Blood Pressure on the Effects of Intensive Systolic Blood Pressure Lowering on the Risk of Stroke. Hypertension. 2022;79(4):785–793. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.121.18172. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 130.Arvanitis M, Qi G, Bhatt DL, Post WS, Chatterjee N, Battle A, et al. Linear and Nonlinear Mendelian Randomization Analyses of the Association between Diastolic Blood Pressure and Cardiovascular Events: The J-Curve Revisited. Circulation. 2021;143(9):895–906. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.120.049819. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 131.Seidu S, Willis H, Kunutsor SK, Khunti K. Intensive versus Standard Blood Pressure Control in Older Persons with or without Diabetes: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomised Controlled Trials. J R Soc Med. 2023;116(4):133–143. doi: 10.1177/01410768231156997. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 132.Liu J, Li Y, Ge J, Yan X, Zhang H, Zheng X, et al. Lowering Systolic Blood Pressure to Less than 120 mm Hg versus Less than 140 mm Hg in Patients with High Cardiovascular Risk with and without Diabetes or Previous Stroke: An Open-Label, Blinded-Outcome, Randomised Trial. Lancet. 2024;404(10449):245–255. doi: 10.1016/S0140-6736(24)01028-6. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 133.Zhang W, Zhang S, Deng Y, Wu S, Ren J, Sun G, et al. Trial of Intensive Blood-Pressure Control in Older Patients with Hypertension. N Engl J Med. 2021;385(14):1268–1279. doi: 10.1056/NEJMoa2111437. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 134.Zhang S, Zhong Y, Wu S, Wu H, Cai J, Zhang W, et al. Intensive Blood Pressure Control on Arterial Stiffness among Older Patients with Hypertension. Chin Med J. 2024;137(9):1078–1087. doi: 10.1097/CM9.0000000000002868. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 135.Albasri A, Hattle M, Koshiaris C, Dunnigan A, Paxton B, Fox SE, et al. Association between Antihypertensive Treatment and Adverse Events: Systematic Review and Meta-Analysis. BMJ. 2021;372:n189–n189. doi: 10.1136/bmj.n189. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 136.Filippone EJ, Foy AJ, Naccarelli GV. Controversies in Hypertension II: The Optimal Target Blood Pressure. Am J Med. 2022;135(10):1168–1177. doi: 10.1016/j.amjmed.2022.05.009. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 137.Arnett DK, Blumenthal RS, Albert MA, Buroker AB, Goldberger ZD, Hahn EJ, et al. 2019 ACC/AHA Guideline on the Primary Prevention of Cardiovascular Disease: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. Circulation. 2019;140(11):596–646. doi: 10.1161/CIR.0000000000000678. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 138.Cho ER, Brill IK, Gram IT, Brown PE, Jha P. Smoking Cessation and Short- and Longer-Term Mortality. NEJM Evid. 2024;3(3):EVIDoa2300272–EVIDoa2300272. doi: 10.1056/EVIDoa2300272. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 139.Linneberg A, Jacobsen RK, Skaaby T, Taylor AE, Fluharty ME, Jeppesen JL, et al. Effect of Smoking on Blood Pressure and Resting Heart Rate: A Mendelian Randomization Meta-Analysis in the CARTA Consortium. Circ Cardiovasc Genet. 2015;8(6):832–841. doi: 10.1161/CIRCGENETICS.115.001225. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 140.Choi JW, Kim TH, Han E. Smoking Cessation, Weight Change, Diabetes, and Hypertension in Korean Adults. Am J Prev Med. 2021;60(2):205–212. doi: 10.1016/j.amepre.2020.08.024. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 141.Wu AD, Lindson N, Hartmann-Boyce J, Wahedi A, Hajizadeh A, Theodoulou A, et al. Smoking Cessation for Secondary Prevention of Cardiovascular Disease. Cochrane Database Syst Rev. 2022;8(8):CD014936–CD014936. doi: 10.1002/14651858.CD014936.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 142.Bramlage P, Pittrow D, Wittchen HU, Kirch W, Boehler S, Lehnert H, et al. Hypertension in Overweight and Obese Primary Care Patients is Highly Prevalent and Poorly Controlled. Am J Hypertens. 2004;17(10):904–910. doi: 10.1016/j.amjhyper.2004.05.017. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 143.Fantin F, Giani A, Zoico E, Rossi AP, Mazzali G, Zamboni M. Weight Loss and Hypertension in Obese Subjects. Nutrients. 2019;11(7):1667–1667. doi: 10.3390/nu11071667. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 144.Hall ME, Cohen JB, Ard JD, Egan BM, Hall JE, Lavie CJ, et al. Weight-Loss Strategies for Prevention and Treatment of Hypertension: A Scientific Statement From the American Heart Association. Hypertension. 2021;78(5):38–50. doi: 10.1161/HYP.0000000000000202. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 145.Neter JE, Stam BE, Kok FJ, Grobbee DE, Geleijnse JM. Influence of Weight Reduction on Blood Pressure: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Hypertension. 2003;42(5):878–884. doi: 10.1161/01.HYP.0000094221.86888.AE. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 146.Kritchevsky SB, Beavers KM, Miller ME, Shea MK, Houston DK, Kitzman DW, et al. Intentional Weight Loss and All-Cause Mortality: A Meta-Analysis of Randomized Clinical Trials. PLoS One. 2015;10(3):e0121993. doi: 10.1371/journal.pone.0121993. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 147.Campbell NRC, Whelton PK, Orias M, Wainford RD, Cappuccio FP, Ide N, et al. 2022 World Hypertension League, Resolve To Save Lives and International Society of Hypertension Dietary Sodium (Salt) Global Call to Action. J Hum Hypertens. 2023;37(6):428–437. doi: 10.1038/s41371-022-00690-0. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 148.Huang L, Trieu K, Yoshimura S, Neal B, Woodward M, Campbell NRC, et al. Effect of Dose and Duration of Reduction in Dietary Sodium on Blood Pressure Levels: Systematic Review and Meta-Analysis of Randomised Trials. BMJ. 2020;368:m315–m315. doi: 10.1136/bmj.m315. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 149.World World Health Organization . WHO Global Report on Sodium Intake Reduction. Geneva: World Health Organization; 2023. [Google Scholar]
  • 150.Carey RM, Moran AE, Whelton PK. Treatment of Hypertension: A Review. JAMA. 2022;328(18):1849–1861. doi: 10.1001/jama.2022.19590. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 151.Charchar FJ, Prestes PR, Mills C, Ching SM, Neupane D, Marques FZ, et al. Lifestyle Management of Hypertension: International Society of Hypertension Position Paper Endorsed by the World Hypertension League and European Society of Hypertension. J Hypertens. 2024;42(1):23–49. doi: 10.1097/HJH.0000000000003563. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 152.Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária . Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 715, de 1º de julho de 2022. Vol. 126. Diário Oficial da União; 2022. Jul 6, pp. 1–6. [Google Scholar]
  • 153.Greenwood H, Barnes K, Clark J, Ball L, Albarqouni L. Long-Term Effect of Salt Substitution for Cardiovascular Outcomes: A Systematic Review and Meta-analysis. Ann Intern Med. 2024;177(5):643–655. doi: 10.7326/M23-2626. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 154.Adler AJ, Taylor F, Martin N, Gottlieb S, Taylor RS, Ebrahim S. Reduced Dietary Salt for the Prevention of Cardiovascular Disease. Cochrane Database Syst Rev. 2014;2014(12):CD009217–CD009217. doi: 10.1002/14651858.CD009217.pub3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 155.Filippini T, Violi F, D’Amico R, Vinceti M. The Effect of Potassium Supplementation on Blood Pressure in Hypertensive Subjects: A Systematic Review and Meta-Analysis. Int J Cardiol. 2017;230:127–135. doi: 10.1016/j.ijcard.2016.12.048. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 156.World Health Organization . Guideline: Potassium Intake for Adults and Children. Geneva: World Health Organization; 2012. [PubMed] [Google Scholar]
  • 157.Fan Y, Wu M, Ding L, Ji H, Zhao J, Li X, et al. Potassium Status and the Risk of Type 2 Diabetes, Cardiovascular Diseases, and Mortality: A Meta-Analysis of Prospective Observational Studies. Crit Rev Food Sci Nutr. 2024;64(33):13212–13224. doi: 10.1080/10408398.2023.2262584. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 158.Poorolajal J, Zeraati F, Soltanian AR, Sheikh V, Hooshmand E, Maleki A. Oral Potassium Supplementation for Management of Essential Hypertension: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. PLoS One. 2017;12(4):e0174967. doi: 10.1371/journal.pone.0174967. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 159.Ding X, Zhang X, Huang L, Xiong S, Li Z, Zhao Y, et al. Salt Substitution and Recurrent Stroke and Death: A Randomized Clinical Trial. JAMA Cardiol. 2025;10(4):343–350. doi: 10.1001/jamacardio.2024.5417. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 160.Cecchini M, Filippini T, Whelton PK, Iamandii I, Di Federico S, Boriani G, et al. Alcohol Intake and Risk of Hypertension: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis of Nonexperimental Cohort Studies. Hypertension. 2024;81(8):1701–1715. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.124.22703. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 161.Roerecke M, Kaczorowski J, Tobe SW, Gmel G, Hasan OSM, Rehm J. The Effect of a Reduction in Alcohol Consumption on Blood Pressure: A Systematic Review and Meta-Analysis. Lancet Public Health. 2017;2(2):108–120. doi: 10.1016/S2468-2667(17)30003-8. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 162.World Health Organization . Alcohol [Internet] Geneva: World Health Organization; 2024. [cited 2025 Aug 14]. Available from: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/alcohol . [Google Scholar]
  • 163.Appel LJ. The Effects of Dietary Factors on Blood Pressure. Cardiol Clin. 2017;35(2):197–212. doi: 10.1016/j.ccl.2016.12.002. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 164.Fu J, Liu Y, Zhang L, Zhou L, Li D, Quan H, et al. Nonpharmacologic Interventions for Reducing Blood Pressure in Adults with Prehypertension to Established Hypertension. J Am Heart Assoc. 2020;9(19):e016804. doi: 10.1161/JAHA.120.016804. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 165.Filippou CD, Thomopoulos CG, Kouremeti MM, Sotiropoulou LI, Nihoyannopoulos PI, Tousoulis DM, et al. Mediterranean Diet and Blood Pressure Reduction in Adults with and without Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Clin Nutr. 2021;40(5):3191–3200. doi: 10.1016/j.clnu.2021.01.030. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 166.Morze J, Danielewicz A, Hoffmann G, Schwingshackl L. Diet Quality as Assessed by the Healthy Eating Index, Alternate Healthy Eating Index, Dietary Approaches to Stop Hypertension Score, and Health Outcomes: A Second Update of a Systematic Review and Meta-Analysis of Cohort Studies. J Acad Nutr Diet. 2020;120(12):1998.e15–2031.e15. doi: 10.1016/j.jand.2020.08.076. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 167.Karam G, Agarwal A, Sadeghirad B, Jalink M, Hitchcock CL, Ge L, et al. Comparison of Seven Popular Structured Dietary Programmes and Risk of Mortality and Major Cardiovascular Events in Patients at Increased Cardiovascular Risk: Systematic Review and Network Meta-Analysis. BMJ. 2023;380:e072003. doi: 10.1136/bmj-2022-072003. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 168.Trevano FQ, Vela-Bernal S, Facchetti R, Cuspidi C, Mancia G, Grassi G. Habitual Coffee Consumption and Office, Home, and Ambulatory Blood Pressure: Results of a 10-Year Prospective Study. J Hypertens. 2024;42(6):1094–1100. doi: 10.1097/HJH.0000000000003709. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 169.van Dam RM, Hu FB, Willett WC. Coffee, Caffeine, and Health. N Engl J Med. 2020;383(4):369–378. doi: 10.1056/NEJMra1816604. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 170.Zarezadeh M, Musazadeh V, Ghalichi F, Kavyani Z, Nasernia R, Parang M, et al. Effects of Probiotics Supplementation on Blood Pressure: An Umbrella Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2023;33(2):275–286. doi: 10.1016/j.numecd.2022.09.005. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 171.Serra MO, Macedo LR, Silva M, Lautner RQ. Effect of Vitamin D Supplementation on Blood Pressure in Hypertensive Individuals with Hypovitaminosis D: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Hypertens. 2024;42(4):594–604. doi: 10.1097/HJH.0000000000003646. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 172.American College of Sports Medicine . ACSM‘s Guidelines for Exercise Testing and Prescription. 11th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer; 2021. [Google Scholar]
  • 173.Brasil. Ministério da Saúde . Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde; 2021. [Google Scholar]
  • 174.Pescatello LS, Buchner DM, Jakicic JM, Powell KE, Kraus WE, Bloodgood B, et al. Physical Activity to Prevent and Treat Hypertension: A Systematic Review. Med Sci Sports Exerc. 2019;51(6):1314–1323. doi: 10.1249/MSS.0000000000001943. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 175.Filippatos TD, Tsimihodimos V, Elisaf MS. Effects of Statins on Metabolic Syndrome: A Review of the Literature. Metabol Open. 2024;;20:100299–100299. doi: 10.1016/j.metop.2024.100299. [DOI] [Google Scholar]
  • 176.Hanssen H, Boardman H, Deiseroth A, Moholdt T, Simonenko M, Kränkel N, et al. Personalized Exercise Prescription in the Prevention and Treatment of Arterial Hypertension: A Consensus Document from the European Association of Preventive Cardiology (EAPC) and the ESC Council on Hypertension. Eur J Prev Cardiol. 2022;29(1):205–215. doi: 10.1093/eurjpc/zwaa141. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 177.Saco-Ledo G, Valenzuela PL, Ruiz-Hurtado G, Ruilope LM, Lucia A. Exercise Reduces Ambulatory Blood Pressure in Patients with Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. J Am Heart Assoc. 2020;9(24):e018487. doi: 10.1161/JAHA.120.018487. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 178.Paluch AE, Boyer WR, Franklin BA, Laddu D, Lobelo F, Lee DC, et al. Resistance Exercise Training in Individuals with and without Cardiovascular Disease: 2023 Update: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2024;149(3):217–231. doi: 10.1161/CIR.0000000000001189. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 179.Jayedi A, Gohari A, Shab-Bidar S. Daily Step Count and All-Cause Mortality: A Dose-Response Meta-analysis of Prospective Cohort Studies. Sports Med. 2022;52(1):89–99. doi: 10.1007/s40279-021-01536-4. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 180.Liu Y, Sun Z, Wang X, Chen T, Yang C. Dose-Response Association between the Daily Step Count and All-Cause Mortality: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Sports Sci. 2022;40(15):1678–1687. doi: 10.1080/02640414.2022.2099186. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 181.Sheng M, Yang J, Bao M, Chen T, Cai R, Zhang N, et al. The Relationships between Step Count and All-Cause Mortality and Cardiovascular Events: A Dose-Response Meta-Analysis. J Sport Health Sci. 2021;10(6):620–628. doi: 10.1016/j.jshs.2021.09.004. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 182.Shailendra P, Baldock KL, Li LSK, Bennie JA, Boyle T. Resistance Training and Mortality Risk: A Systematic Review and Meta-Analysis. Am J Prev Med. 2022;63(2):277–285. doi: 10.1016/j.amepre.2022.03.020. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 183.Lee EKP, Yeung NCY, Xu Z, Zhang D, Yu CP, Wong SYS. Effect and Acceptability of Mindfulness-Based Stress Reduction Program on Patients with Elevated Blood Pressure or Hypertension: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Hypertension. 2020;76(6):1992–2001. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.16160. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 184.Shi L, Zhang D, Wang L, Zhuang J, Cook R, Chen L. Meditation and Blood Pressure: A Meta-Analysis of Randomized Clinical Trials. J Hypertens. 2017;35(4):696–706. doi: 10.1097/HJH.0000000000001217. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 185.Zhang XF, Li RN, Deng JL, Chen XL, Zhou QL, Qi Y, et al. Effects of Mindfulness-Based Interventions on Cardiovascular Risk Factors: An Umbrella Review of Systematic Reviews and Meta-Analyses. J Psychosom Res. 2024;;177:111586–111586. doi: 10.1016/j.jpsychores.2023.111586. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 186.Mir IA, John AT, Humayra S, Khan QI, Chong TF, Manan HA. Effect of Mindfulness-Based Meditation on Blood Pressure among Adults with Elevated Blood Pressure and Hypertension: A Systematic Review of Randomized Controlled Trials. Complement Ther Med. 2024;;85:103084–103084. doi: 10.1016/j.ctim.2024.103084. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 187.Zou Y, Zhao X, Hou YY, Liu T, Wu Q, Huang YH, et al. Meta-Analysis of Effects of Voluntary Slow Breathing Exercises for Control of Heart Rate and Blood Pressure in Patients with Cardiovascular Diseases. Am J Cardiol. 2017;120(1):148–153. doi: 10.1016/j.amjcard.2017.03.247. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 188.Mahtani KR, Nunan D, Heneghan CJ. Device-Guided Breathing Exercises in the Control of Human Blood Pressure: Systematic Review and Meta-Analysis. J Hypertens. 2012;30(5):852–860. doi: 10.1097/HJH.0b013e3283520077. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 189.Précoma DB, Oliveira GMM, Simão AF, Dutra OP, Coelho OR, Izar MCO, et al. Updated Cardiovascular Prevention Guideline of the Brazilian Society of Cardiology - 2019. Arq Bras Cardiol. 2019;113(4):787–891. doi: 10.5935/abc.20190204. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 190.Saarinen AIL, Keltikangas-Järvinen L, Hintsa T, Pulkki-Råback L, Ravaja N, Lehtimäki T, et al. Does Compassion Predict Blood Pressure and Hypertension? The Modifying Role of Familial Risk for Hypertension. Int J Behav Med. 2020;27(5):527–538. doi: 10.1007/s12529-020-09886-5. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 191.Teixeira MEF, Barroso WKS, Brandão AA, Sousa ALL, Esporcatte R, Borba MHE, et al. Spirituality-Based Intervention in Hypertension: EFfects on Blood PrEssure and EndotheliaL Function-FEEL Trial Results. Glob Heart. 2025;20(1):6–6. doi: 10.5334/gh.1390. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 192.Feinstein M, Liu K, Ning H, Fitchett G, Lloyd-Jones DM. Burden of Cardiovascular Risk Factors, Subclinical Atherosclerosis, and Incident Cardiovascular Events Across Dimensions of Religiosity: The Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis. Circulation. 2010;121(5):659–666. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.109.879973. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 193.Smith SM, Cousins G, Clyne B, Allwright S, O’Dowd T. Shared Care Across the Interface between Primary and Specialty Care in Management of Long Term Conditions. Cochrane Database Syst Rev. 2017;2(2):CD004910–CD004910. doi: 10.1002/14651858.CD004910.pub3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 194.Jardim TV, Souza ALL, Barroso WKS, Jardim PCBV. Blood Pressure Control and Associated Factors in a Real-World Team-Based Care Center. Arq Bras Cardiol. 2020;115(2):174–181. doi: 10.36660/abc.20180384. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 195.Borrayo-Sánchez G, Rosas-Peralta M, Guerrero-León MC, Galván-Oseguera H, Chávez-Mendoza A, Ruiz-Batalla JM, et al. Integrated Care Protocol: Hypertension. Rev Med Inst Mex Seguro Soc. 2022;60(1):34–46. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 196.Strumpf E, Ammi M, Diop M, Fiset-Laniel J, Tousignant P. The Impact of Team-Based Primary Care on Health Care Services Utilization and Costs: Quebec's Family Medicine Groups. J Health Econ. 2017;55:76–94. doi: 10.1016/j.jhealeco.2017.06.009. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 197.Dzau VJ, Balatbat CA. Future of Hypertension. Hypertension. 2019;74(3):450–457. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.119.13437. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 198.Thomopoulos C, Parati G, Zanchetti A. Effects of Blood Pressure-Lowering on Outcome Incidence in Hypertension: 5. Head-to-Head Comparisons of Various Classes of Antihypertensive Drugs - Overview and Meta-Analyses. J Hypertens. 2015;33(7):1321–1341. doi: 10.1097/HJH.0000000000000614. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 199.Volpe M, Patrono C. The Key Role of Blood Pressure Lowering in Cardiovascular Prevention Irrespective of Baseline Blood Pressure and Risk Profile. Eur Heart J. 2021;42(29):2814–2815. doi: 10.1093/eurheartj/ehab320. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 200.Thomopoulos C, Parati G, Zanchetti A. Effects of Blood Pressure-Lowering Treatment on Cardiovascular Outcomes and Mortality: 14 - Effects of Different Classes of Antihypertensive Drugs in Older and Younger Patients: Overview and Meta-Analysis. J Hypertens. 2018;36(8):1637–1647. doi: 10.1097/HJH.0000000000001777. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 201.Bozkurt B, Aguilar D, Deswal A, Dunbar SB, Francis GS, Horwich T, et al. Contributory Risk and Management of Comorbidities of Hypertension, Obesity, Diabetes Mellitus, Hyperlipidemia, and Metabolic Syndrome in Chronic Heart Failure: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2016;134(23):535–578. doi: 10.1161/CIR.0000000000000450. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 202.Thomopoulos C, Parati G, Zanchetti A. Effects of Blood Pressure-Lowering Treatment. 6. Prevention of Heart Failure and New-Onset Heart Failure--Meta-Analyses of Randomized Trials. J Hypertens. 2016;34(3):373–384. doi: 10.1097/HJH.0000000000000848. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 203.AbuRahma AF, Avgerinos ED, Chang RW, Darling RC, Duncan AA, Forbes TL, et al. The Society for Vascular Surgery Implementation Document for Management of Extracranial Cerebrovascular Disease. J Vasc Surg. 2022;75(1S):26–98. doi: 10.1016/j.jvs.2021.04.074. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 204.Bosch J, Lonn EM, Dagenais GR, Gao P, Lopez-Jaramillo P, Zhu J, et al. Antihypertensives and Statin Therapy for Primary Stroke Prevention: A Secondary Analysis of the HOPE-3 Trial. Stroke. 2021;52(8):2494–2501. doi: 10.1161/STROKEAHA.120.030790. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 205.Katsanos AH, Filippatou A, Manios E, Deftereos S, Parissis J, Frogoudaki A, et al. Blood Pressure Reduction and Secondary Stroke Prevention: A Systematic Review and Metaregression Analysis of Randomized Clinical Trials. Hypertension. 2017;69(1):171–179. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.116.08485. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 206.Rosendorff C, Lackland DT, Allison M, Aronow WS, Black HR, Blumenthal RS, et al. Treatment of Hypertension in Patients with Coronary Artery Disease: A Scientific Statement from the American Heart Association, American College of Cardiology, and American Society of Hypertension. Circulation. 2015;131(19):435–470. doi: 10.1161/CIR.0000000000000207. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 207.Tsuchida-Nishiwaki M, Uchida HA, Takeuchi H, Nishiwaki N, Maeshima Y, Saito C, et al. Association of Blood Pressure and Renal Outcome in Patients with Chronic Kidney Disease; a Post Hoc Analysis of FROM-J Study. Sci Rep. 2021;11(1):14990–14990. doi: 10.1038/s41598-021-94467-z. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 208.Hardy ST, Zeng D, Kshirsagar AV, Viera AJ, Avery CL, Heiss G. Primary Prevention of Chronic Kidney Disease Through Population-Based Strategies for Blood Pressure Control: The ARIC Study. J Clin Hypertens. 2018 Jun;20(6):1018–1026. doi: 10.1111/jch.13311. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 209.Kreutz R, Brunström M, Burnier M, Grassi G, Januszewicz A, Muiesan ML, et al. 2024 European Society of Hypertension Clinical Practice Guidelines for the Management of Arterial Hypertension. Eur J Intern Med. 2024;126:1–15. doi: 10.1016/j.ejim.2024.05.033. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 210.Unger T, Borghi C, Charchar F, Khan NA, Poulter NR, Prabhakaran D, et al. 2020 International Society of Hypertension Global Hypertension Practice Guidelines. J Hypertens. 2020;38(6):982–1004. doi: 10.1097/HJH.0000000000002453. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 211.Brandão AA, Rodrigues CIS, Nadruz W, Jardim PCBV, Nobre F, Kaiser SE, et al. Systematic Review on the Efficacy of Atenolol in Antihypertensive Treatment: Recommendation from the Brazilian Society of Cardiology. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250034. doi: 10.36660/abc.20250034. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 212.Ziff OJ, Samra M, Howard JP, Bromage DI, Ruschitzka F, Francis DP, et al. Beta-Blocker Efficacy Across Different Cardiovascular Indications: An Umbrella Review and Meta-Analytic Assessment. BMC Med. 2020;18(1):103–103. doi: 10.1186/s12916-020-01564-3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 213.Rodrigues CIS, Ferreira-Filho SR, Moura AFS, Poli-de-Figueiredo CE, Silva DRD, Polacchini FSG, et al. I Brazilian Guideline on Hypertension in Dialysis of the Brazilian Society of Nephrology. J Bras Nefrol. 2025;47(1):e20240033. doi: 10.1590/2175-8239-JBN-2024-0033en. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 214.Mills KT, Bundy JD, Kelly TN, Reed JE, Kearney PM, Reynolds K, et al. Global Disparities of Hypertension Prevalence and Control: A Systematic Analysis of Population-Based Studies From 90 Countries. Circulation. 2016;134(6):441–450. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.115.018912. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 215.Thomopoulos C, Parati G, Zanchetti A. Effects of Blood Pressure Lowering on Outcome Incidence in Hypertension: 4. Effects of Various Classes of Antihypertensive Drugs--Overview and Meta-Analyses. J Hypertens. 2015;33(2):195–211. doi: 10.1097/HJH.0000000000000447. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 216.Reinhart M, Puil L, Salzwedel DM, Wright JM. First-Line Diuretics versus Other Classes of Antihypertensive Drugs for Hypertension. Cochrane Database Syst Rev. 2023;7(7):CD008161–CD008161. doi: 10.1002/14651858.CD008161.pub3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 217.Chen YJ, Li LJ, Tang WL, Song JY, Qiu R, Li Q, et al. First-Line Drugs Inhibiting the Renin Angiotensin System versus other First-Line Antihypertensive Drug Classes for Hypertension. Cochrane Database Syst Rev. 2018;11(11):CD008170–CD008170. doi: 10.1002/14651858.CD008170.pub3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 218.Zhu J, Chen N, Zhou M, Guo J, Zhu C, Zhou J, et al. Calcium Channel Blockers versus Other Classes of Drugs for Hypertension. Cochrane Database Syst Rev. 2021;10(10):CD003654–CD003654. doi: 10.1002/14651858.CD003654.pub5. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 219.Boockvar KS, Song W, Lee S, Intrator O. Comparing Outcomes Between Thiazide Diuretics and Other First-line Antihypertensive Drugs in Long-Term Nursing Home Residents. Clin Ther. 2020;42(4):583–591. doi: 10.1016/j.clinthera.2020.02.016. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 220.Mackenzie IS, Rogers A, Poulter NR, Williams B, Brown MJ, Webb DJ, et al. Cardiovascular Outcomes in Adults with Hypertension with Evening versus Morning Dosing of Usual Antihypertensives in the UK (TIME study): A Prospective, Randomised, Open-Label, Blinded-Endpoint Clinical Trial. Lancet. 2022;400(10361):1417–1425. doi: 10.1016/S0140-6736(22)01786-X. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 221.Feitosa ADM, Mota-Gomes M, Passarelli O, Jr, Barroso WKS, Miranda RD, Barbosa ECD, et al. Pharmacological Treatment of Hypertension: From the Golden Trio to the Octet. Arq Bras Cardiol. 2020;115(2):270–272. doi: 10.36660/abc.20190780. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 222.Virdis A, Muiesan ML, Grassi G. Juxtaposing Hypertension Guidelines: Are They Different? A Pragmatic Look to ESC and ESH Guidelines on (Arterial) Hypertension. High Blood Press Cardiovasc Prev. 2025;32(1):3–5. doi: 10.1007/s40292-024-00693-7. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 223.Sun Y, Yang H. Comparison of Sacubitril/Valsartan with Olmesartan for Hypertension: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Medicine. 2024;103(14):e37501. doi: 10.1097/MD.0000000000037501. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 224.Zhang Y, Zhao X, Huang H, Li M. Network Meta-Analysis of Sacubitril/Valsartan for the Treatment of Essential Hypertension. Clin Res Cardiol. 2023;112(7):855–867. doi: 10.1007/s00392-022-02120-0. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 225.Sanidas EA, Papadopoulos DP, Hatziagelaki E, Grassos C, Velliou M, Barbetseas J. Sodium Glucose Cotransporter 2 (SGLT2) Inhibitors Across the Spectrum of Hypertension. Am J Hypertens. 2020;33(3):207–213. doi: 10.1093/ajh/hpz157. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 226.Iqbal F, Shuja MH, Azam L, Amjad M, Manjee KZ, Ramzan H, et al. Effect of Sodium-Glucose Cotransporter 2 Inhibitors on the 24-Hour Ambulatory Blood Pressure in Patients With Type 2 Diabetes Mellitus and Hypertension: An Updated Meta-Analysis. Endocr Pract. 2024;30(5):481–489. doi: 10.1016/j.eprac.2024.03.001. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 227.Ahwin P, Martinez D. The Relationship between SGLT2 and Systemic Blood Pressure Regulation. Hypertens Res. 2024;47(8):2094–2103. doi: 10.1038/s41440-024-01723-6. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 228.Teo YH, Chia AZQ, Teo YN, Chong EY, Syn NL, Cheong JYA, et al. The Impact of Sodium-Glucose Cotransporter Inhibitors on Blood Pressure: A Meta-Analysis and Metaregression of 111 Randomized-Controlled Trials. J Hypertens. 2022;40(12):2353–2372. doi: 10.1097/HJH.0000000000003280. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 229.Abiri B, Ahmadi AR, Ebadinejad A, Hosseinpanah F, Valizadeh M. Effects of Sodium-Glucose Co-Transporter-2 Inhibitors on Anthropometric Indices and Metabolic Markers in Overweight/obese Individuals without Diabetes: A Systematic Review and Meta-Analysis. Curr Med Res Opin. 2022;38(11):1853–1863. doi: 10.1080/03007995.2022.2115775. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 230.Li M, Yi T, Fan F, Qiu L, Wang Z, Weng H, et al. Effect of Sodium-Glucose Cotransporter-2 Inhibitors on Blood Pressure in Patients with Heart Failure: A Systematic Review and Meta-Analysis. Cardiovasc Diabetol. 2022;21(1):139–139. doi: 10.1186/s12933-022-01574-w. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 231.Li S, Vandvik PO, Lytvyn L, Guyatt GH, Palmer SC, Rodriguez-Gutierrez R, et al. SGLT-2 Inhibitors or GLP-1 Receptor Agonists for Adults with Type 2 Diabetes: A Clinical Practice Guideline. BMJ. 2021;373:n1091–n1091. doi: 10.1136/bmj.n1091. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 232.Wong HJ, Toh KZX, Teo YH, Teo YN, Chan MY, Yeo LLL, et al. Effects of Glucagon-Like Peptide-1 Receptor Agonists on Blood Pressure in Overweight or Obese Patients: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. J Hypertens. 2025;43(2):290–300. doi: 10.1097/HJH.0000000000003903. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 233.Rivera FB, Lumbang GNO, Gaid DRM, Cruz LLA, Magalong JV, Bantayan NRB, et al. Glucagon-Like Peptide-1 Receptor Agonists Modestly Reduced Blood Pressure among Patients with and without Diabetes Mellitus: A Meta-Analysis and Meta-Regression. Diabetes Obes Metab. 2024;26(6):2209–2228. doi: 10.1111/dom.15529. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 234.An X, Sun W, Wen Z, Duan L, Zhang Y, Kang X, et al. Comparison of the Efficacy and Safety of GLP-1 Receptor Agonists on Cardiovascular Events and Risk Factors: A Review and Network Meta-Analysis. Diabetes Obes Metab. 2025;27(4):1735–1751. doi: 10.1111/dom.16228. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 235.Agarwal R, Ruilope LM, Ruiz-Hurtado G, Haller H, Schmieder RE, Anker SD, et al. Effect of Finerenone on Ambulatory Blood Pressure in Chronic Kidney Disease in Type 2 Diabetes. J Hypertens. 2023;41(2):295–302. doi: 10.1097/HJH.0000000000003330. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 236.Ruilope LM, Agarwal R, Anker SD, Filippatos G, Pitt B, Rossing P, et al. Blood Pressure and Cardiorenal Outcomes with Finerenone in Chronic Kidney Disease in Type 2 Diabetes. Hypertension. 2022;79(12):2685–2695. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.19744. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 237.Yang S, Shen W, Zhang HZ, Wang CX, Yu WQ, Wu QH. Efficacy and Safety of Finerenone for Prevention of Cardiovascular Events in Type 2 Diabetes Mellitus with Chronic Kidney Disease: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. J Cardiovasc Pharmacol. 2023;81(1):55–62. doi: 10.1097/FJC.0000000000001364. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 238.Singh AK, Singh A, Singh R, Misra A. Finerenone in Diabetic Kidney Disease: A Systematic Review and Critical Appraisal. Diabetes Metab Syndr. 2022;16(10):102638–102638. doi: 10.1016/j.dsx.2022.102638. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 239.Egan BM, Kjeldsen SE, Narkiewicz K, Kreutz R, Burnier M. Single-pill Combinations, Hypertension Control and Clinical Outcomes: Potential, Pitfalls and Solutions. Blood Press. 2022;31(1):164–168. doi: 10.1080/08037051.2022.2095254. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 240.Rea F, Corrao G, Merlino L, Mancia G. Initial Antihypertensive Treatment Strategies and Therapeutic Inertia. Hypertension. 2018;72(4):846–853. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.118.11308. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 241.Rea F, Savaré L, Franchi M, Corrao G, Mancia G. Adherence to Treatment by Initial Antihypertensive Mono and Combination Therapies. Am J Hypertens. 2021;34(10):1083–1091. doi: 10.1093/ajh/hpab083. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 242.Parati G, Kjeldsen S, Coca A, Cushman WC, Wang J. Adherence to Single-Pill versus Free-Equivalent Combination Therapy in Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. Hypertension. 2021;77(2):692–705. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.15781. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 243.Nazarzadeh M, Bidel Z, Canoy D, Copland E, Bennett DA, Dehghan A, et al. Blood Pressure-Lowering Treatment for Prevention of Major Cardiovascular Diseases in People with and without Type 2 Diabetes: An Individual Participant-Level Data Meta-Analysis. Lancet Diabetes Endocrinol. 2022;10(9):645–654. doi: 10.1016/S2213-8587(22)00172-3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 244.Bidel Z, Nazarzadeh M, Canoy D, Copland E, Gerdts E, Woodward M, et al. Sex-Specific Effects of Blood Pressure Lowering Pharmacotherapy for the Prevention of Cardiovascular Disease: An Individual Participant-Level Data Meta-Analysis. Hypertension. 2023;80(11):2293–2302. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.123.21496. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 245.Mancia G, Rea F, Corrao G, Grassi G. Two-Drug Combinations as First-Step Antihypertensive Treatment. Circ Res. 2019;124(7):1113–1123. doi: 10.1161/CIRCRESAHA.118.313294. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 246.Mancia G, Kjeldsen SE, Kreutz R, Pathak A, Grassi G, Esler M. Individualized Beta-Blocker Treatment for High Blood Pressure Dictated by Medical Comorbidities: Indications Beyond the 2018 European Society of Cardiology/European Society of Hypertension Guidelines. Hypertension. 2022;79(6):1153–1166. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.19020. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 247.Thomopoulos C, Bazoukis G, Tsioufis C, Mancia G. Beta-Blockers in Hypertension: Overview and Meta-Analysis of Randomized Outcome Trials. J Hypertens. 2020;38(9):1669–1681. doi: 10.1097/HJH.0000000000002523. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 248.Coca A, Whelton SP, Camafort M, López-López JP, Yang E. Single-Pill Combination for Treatment of Hypertension: Just a Matter of Practicality or is there a Real Clinical Benefit? Eur J Intern Med. 2024;126:16–25. doi: 10.1016/j.ejim.2024.04.011. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 249.Póvoa R, Barroso WS, Brandão AA, Jardim PC, Barroso O, Passarelli O, Jr, et al. I Brazilian Position Paper on Antihypertensive Drug Combination. Arq Bras Cardiol. 2014;102(3):203–210. doi: 10.5935/abc.20140023. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 250.Schmieder RE, Wassmann S, Predel HG, Weisser B, Blettenberg J, Gillessen A, et al. Improved Persistence to Medication, Decreased Cardiovascular Events and Reduced All-Cause Mortality in Hypertensive Patients with Use of Single-Pill Combinations: Results from the START-Study. Hypertension. 2023;80(5):1127–1135. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.20810. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 251.Persu A, Lopez-Sublet M, Algharably EAE, Kreutz R. Starting Antihypertensive Drug Treatment with Combination Therapy: Controversies in Hypertension - Pro Side of the Argument. Hypertension. 2021;77(3):800–805. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.12857. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 252.Mann JF, Schmieder RE, McQueen M, Dyal L, Schumacher H, Pogue J, et al. Renal Outcomes with Telmisartan, Ramipril, or Both, in People at High Vascular Risk (the ONTARGET Study): A Multicentre, Randomised, Double-Blind, Controlled Trial. Lancet. 2008;372(9638):547–553. doi: 10.1016/S0140-6736(08)61236-2. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 253.Fitchett D. Results of the ONTARGET and TRANSCEND Studies: An Update and Discussion. Vasc Health Risk Manag. 2009;5(1):21–29. doi: 10.2147/VHRM.S3718. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 254.Natale P, Palmer SC, Navaneethan SD, Craig JC, Strippoli GF. Angiotensin-Converting-Enzyme Inhibitors and Angiotensin Receptor Blockers for Preventing the Progression of Diabetic Kidney Disease. Cochrane Database Syst Rev. 2024;4(4):CD006257–CD006257. doi: 10.1002/14651858.CD006257.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 255.Catalá-López F, Saint-Gerons DM, González-Bermejo D, Rosano GM, Davis BR, Ridao M, et al. Cardiovascular and Renal Outcomes of Renin-Angiotensin System Blockade in Adult Patients with Diabetes Mellitus: A Systematic Review with Network Meta-Analyses. PLoS Med. 2016;13(3):e1001971. doi: 10.1371/journal.pmed.1001971. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 256.SPRINT Research Group. Lewis CE, Fine LJ, Beddhu S, Cheung AK, Cushman WC, et al. Final Report of a Trial of Intensive versus Standard Blood-Pressure Control. N Engl J Med. 2021;384(20):1921–1930. doi: 10.1056/NEJMoa1901281. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 257.Margolis KL, Palermo L, Vittinghoff E, Evans GW, Atkinson HH, Hamilton BP, et al. Intensive Blood Pressure Control, Falls, and Fractures in Patients with Type 2 Diabetes: The ACCORD Trial. J Gen Intern Med. 2014;29(12):1599–1606. doi: 10.1007/s11606-014-2961-3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 258.Tian Z, Barbosa CV, Lang H, Bauersachs J, Melk A, Schmidt BMW. Efficacy of Pharmacological and Interventional Treatment for Resistant Hypertension: A Network Meta-Analysis. Cardiovasc Res. 2024;120(1):108–119. doi: 10.1093/cvr/cvad165. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 259.Krieger EM, Drager LF, Giorgi DMA, Pereira AC, Barreto-Filho JAS, Nogueira AR, ET AL. Spironolactone versus Clonidine as a Fourth-Drug Therapy for Resistant Hypertension: The ReHOT Randomized Study (Resistant Hypertension Optimal Treatment) Hypertension. 2018;71(4):681–690. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.117.10662. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 260.Ounpuu S, Negassa A, Yusuf S. INTER-HEART: A Global Study of Risk Factors for Acute Myocardial Infarction. Am Heart J. 2001;141(5):711–721. doi: 10.1067/mhj.2001.114974. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 261.Franklin SS, Larson MG, Khan SA, Wong ND, Leip EP, Kannel WB, et al. Does the Relation of Blood Pressure to Coronary Heart Disease Risk Change with Aging? The Framingham Heart Study. Circulation. 2001;103(9):1245–1249. doi: 10.1161/01.cir.103.9.1245. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 262.Bangalore S, Messerli FH, Wun CC, Zuckerman AL, DeMicco D, Kostis JB, ET AL. J-Curve Revisited: An Analysis of Blood Pressure and Cardiovascular Events in the Treating to New Targets (TNT) Trial. Eur Heart J. 2010;31(23):2897–2908. doi: 10.1093/eurheartj/ehq328. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 263.Kikuchi N, Ogawa H, Kawada-Watanabe E, Arashi H, Jujo K, Sekiguchi H, et al. Impact of Age on Clinical Outcomes of Antihypertensive Therapy in Patients with Hypertension and Coronary Artery Disease: A Sub-Analysis of the Heart Institute of Japan Candesartan Randomized Trial for Evaluation in Coronary Artery Disease. J Clin Hypertens (Greenwich) 2020;22(6):1070–1079. doi: 10.1111/jch.13891. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 264.Kai H, Katoh A, Harada H, Niiyama H, Furukawa Y, Kimura T, et al. Low Blood Pressure and Cardiovascular Events in Diabetic Patients with Coronary Artery Disease after Revascularization: The CREDO-Kyoto Registry Cohort-1. Hypertens Res. 2020;43(7):715–723. doi: 10.1038/s41440-020-0407-3. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 265.Whelton SP, McEvoy JW, Shaw L, Psaty BM, Lima JAC, Budoff M, et al. Association of Normal Systolic Blood Pressure Level with Cardiovascular Disease in the Absence of Risk Factors. JAMA Cardiol. 2020;5(9):1011–1018. doi: 10.1001/jamacardio.2020.1731. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 266.Verdecchia P, Angeli F, Reboldi G. The Lowest Well Tolerated Blood Pressure: A Personalized Target for All? Eur J Intern Med. 2024;123:42–48. doi: 10.1016/j.ejim.2024.01.025. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 267.Mahtta D, Elgendy IY, Pepine CJ. Optimal Medical Treatment of Hypertension in Patients with Coronary Artery Disease. Expert Rev Cardiovasc Ther. 2018;16(11):815–823. doi: 10.1080/14779072.2018.1534069. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 268.Andersson C, Shilane D, Go AS, Chang TI, Kazi D, Solomon MD, et al. β-Blocker Therapy and Cardiac Events Among Patients with Newly Diagnosed Coronary Heart Disease. J Am Coll Cardiol. 2014;64(3):247–252. doi: 10.1016/j.jacc.2014.04.042. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 269.Bangalore S, Makani H, Radford M, Thakur K, Toklu B, Katz SD, et al. Clinical Outcomes with β-Blockers for Myocardial Infarction: A Meta-Analysis of Randomized Trials. Am J Med. 2014;127(10):939–953. doi: 10.1016/j.amjmed.2014.05.032. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 270.Manolis AJ, Boden WE, Collins P, Dechend R, Kallistratos MS, Lopez Sendon J, et al. State of the Art Approach to Managing Angina and Ischemia: Tailoring Treatment to the Evidence. Eur J Intern Med. 2021;92:40–47. doi: 10.1016/j.ejim.2021.08.003. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 271.Ho JE, Bittner V, Demicco DA, Breazna A, Deedwania PC, Waters DD. Usefulness of Heart Rate at Rest as a Predictor of Mortality, Hospitalization for Heart Failure, Myocardial Infarction, and Stroke in Patients with Stable Coronary Heart Disease (Data from the Treating to New Targets [TNT] Trial) Am J Cardiol. 2010;105(7):905–911. doi: 10.1016/j.amjcard.2009.11.035. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 272.Yusuf S, Sleight P, Pogue J, Bosch J, Davies R, Dagenais G. Effects of an Angiotensin-Converting-Enzyme Inhibitor, Ramipril, on Cardiovascular Events in High-Risk Patients. N Engl J Med. 2000;342(3):145–153. doi: 10.1056/NEJM200001203420301. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 273.Nerbass FB, Lima HDN, Moura-Neto JA, Lugon JR, Sesso R. Brazilian Dialysis Survey 2022. J Bras Nefrol. 2024;46(2):e20230062. doi: 10.1590/2175-8239-JBN-2023-0062en. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 274.Woo KT, Choong HL, Wong KS, Tan HB, Chan CM. The Contribution of Chronic Kidney Disease to the Global Burden of Major Noncommunicable Diseases. Kidney Int. 2012;81(10):1044–1045. doi: 10.1038/ki.2012.39. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 275.Lucas B, Taal MW. Blood Pressure Targets in Chronic Kidney Disease: Still no Consensus. Curr Opin Nephrol Hypertens. 2023;32(6):497–501. doi: 10.1097/MNH.0000000000000920. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 276.Dasgupta I, Zoccali C. Is the KDIGO Systolic Blood Pressure Target <120 mm Hg for Chronic Kidney Disease Appropriate in Routine Clinical Practice? Hypertension. 2022;79(1):4–11. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.121.18434. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 277.Cheung AK, Rahman M, Reboussin DM, Craven TE, Greene T, Kimmel PL, et al. Effects of Intensive BP Control in CKD. J Am Soc Nephrol. 2017;28(9):2812–2823. doi: 10.1681/ASN.2017020148. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 278.Bress AP, Tanner RM, Hess R, Gidding SS, Colantonio LD, Shimbo D, et al. Prevalence of Eligibility Criteria for the Systolic Blood Pressure Intervention Trial in US Adults Among Excluded Groups: Age <50 Years, Diabetes Mellitus, or a History of Stroke. J Am Heart Assoc. 2016;5(7):e003547. doi: 10.1161/JAHA.116.003547. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 279.Nerbass PDMM, Lima HN, Moura-Neto JA, Sesso R. Censo Brasileiro de Diálise: Análise de Dados da Década 2011-2020. J Bras Nefrol. 2022;44(3):303–312. doi: 10.1590/2175-8239-JBN-2021-0225. [DOI] [Google Scholar]
  • 280.Filipovský J, Seidlerová J, Kratochvíl Z, Karnosová P, Hronová M, Mayer O., Jr. Automated Compared to Manual Office Blood Pressure and to Home Blood Pressure in Hypertensive Patients. Blood Press. 2016;25(4):228–234. doi: 10.3109/08037051.2015.1134086. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 281.Erviti J, Saiz LC, Leache L, Pijoan JI, Orenga MM, Salzwedel DM, et al. Blood Pressure Targets for Hypertension in People with Chronic Renal Disease. Cochrane Database Syst Rev. 2024;10(10):CD008564–CD008564. doi: 10.1002/14651858.CD008564.pub3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 282.Reboldi G, Gentile G, Angeli F, Ambrosio G, Mancia G, Verdecchia P. Effects of Intensive Blood Pressure Reduction on Myocardial Infarction and Stroke in Diabetes: A Meta-Analysis in 73,913 Patients. J Hypertens. 2011;29(7):1253–1269. doi: 10.1097/HJH.0b013e3283469976. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 283.Cushman WC, Evans GW, Byington RP, Goff DC, Jr, Grimm RH, Jr, Cutler JA, et al. Effects of Intensive Blood-Pressure Control in Type 2 Diabetes Mellitus. N Engl J Med. 2010;362(17):1575–1585. doi: 10.1056/NEJMoa1001286. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 284.Boer IH, Khunti K, Sadusky T, Tuttle KR, Neumiller JJ, Rhee CM, et al. Diabetes Management in Chronic Kidney Disease: A Consensus Report by the American Diabetes Association (ADA) and Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) Kidney Int. 2022;102(5):974–989. doi: 10.1016/j.kint.2022.08.012. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 285.Ott C, Schmieder RE. Diagnosis and Treatment of Arterial Hypertension 2021. Kidney Int. 2022;101(1):36–46. doi: 10.1016/j.kint.2021.09.026. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 286.Vemu PL, Yang E, Ebinger JE. Moving Toward a Consensus: Comparison of the 2023 ESH and 2017 ACC/AHA Hypertension Guidelines. JACC Adv. 2024;3(10):101230–101230. doi: 10.1016/j.jacadv.2024.101230. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 287.American Diabetes Association Professional Practice Committee 11. Chronic Kidney Disease and Risk Management: Standards of Care in Diabetes-2025. Diabetes Care. 2025;48(1 Suppl 1):239–251. doi: 10.2337/dc25-S011. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 288.Carriazo S, Sarafidis P, Ferro CJ, Ortiz A. Blood Pressure Targets in CKD 2021: The Never-Ending Guidelines Debacle. Clin Kidney J. 2022;15(5):845–851. doi: 10.1093/ckj/sfac014. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 289.Pohl MA, Blumenthal S, Cordonnier DJ, De Alvaro F, Deferrari G, Eisner G, et al. Independent and Additive Impact of Blood Pressure Control and Angiotensin II Receptor Blockade on Renal Outcomes in the Irbesartan Diabetic Nephropathy Trial: Clinical Implications and Limitations. J Am Soc Nephrol. 2005;16(10):3027–3037. doi: 10.1681/ASN.2004110919. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 290.Sarafidis PA, Persu A, Agarwal R, Burnier M, Leeuw P, Ferro CJ, et al. Hypertension in Dialysis Patients: A Consensus Document by the European Renal and Cardiovascular Medicine (EURECA-m) Working Group of the European Renal Association-European Dialysis and Transplant Association (ERA-EDTA) and the Hypertension and the Kidney Working Group of the European Society of Hypertension (ESH) Nephrol Dial Transplant. 2017;32(4):620–640. doi: 10.1093/ndt/gfw433. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 291.Jhee JH, Park J, Kim H, Kee YK, Park JT, Han SH, et al. The Optimal Blood Pressure Target in Different Dialysis Populations. Sci Rep. 2018;8(1):14123–14123. doi: 10.1038/s41598-018-32281-w. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 292.Wang AY, Brimble KS, Brunier G, Holt SG, Jha V, Johnson DW, et al. ISPD Cardiovascular and Metabolic Guidelines in Adult Peritoneal Dialysis Patients Part I - Assessment and Management of Various Cardiovascular Risk Factors. Perit Dial Int. 2015;35(4):379–387. doi: 10.3747/pdi.2014.00279. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 293.Muntner P, Anderson A, Charleston J, Chen Z, Ford V, Makos G, et al. Hypertension Awareness, Treatment, and Control in Adults with CKD: Results from the Chronic Renal Insufficiency Cohort (CRIC) Study. Am J Kidney Dis. 2010;55(3):441–451. doi: 10.1053/j.ajkd.2009.09.014. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 294.Bezerra R, Gorayeb-Polacchini FS, Teles F, Pinto LCS, Tome ACN, Bidoia MP, et al. Optimal Timing for Post-Dialysis Blood Pressure Measurement: Relationship with Home Blood Pressure Monitoring. Hypertens Res. 2025;48(3):1169–1173. doi: 10.1038/s41440-025-02103-4. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 295.Rodrigues CIS, Ferreira-Filho SR, Moura AFS, Poli-de-Figueiredo CE, Silva DR, Gorayeb FS. I Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial na Diálise. Braz J Nephrol. 2025;47(1):e20240033. doi: 10.1590/2175-8239-JBN-2024-0033pt. [DOI] [Google Scholar]
  • 296.Nuffield Department of Population Health Renal Studies Group; SGLT2 inhibitor Meta-Analysis Cardio-Renal Trialists’ Consortium Impact of Diabetes on the Effects of sodium Glucose Co-Transporter-2 Inhibitors on Kidney Outcomes: Collaborative Meta-Analysis of Large Placebo-Controlled Trials. Lancet. 2022;400(10365):1788–1801. doi: 10.1016/S0140-6736(22)02074-8. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 297.Bakris GL, Ruilope LM, Anker SD, Filippatos G, Pitt B, Rossing P, et al. A Prespecified Exploratory Analysis from FIDELITY Examined Finerenone Use and Kidney Outcomes in Patients with Chronic Kidney Disease and Type 2 Diabetes. Kidney Int. 2023;103(1):196–206. doi: 10.1016/j.kint.2022.08.040. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 298.Pitt B, Filippatos G, Agarwal R, Anker SD, Bakris GL, Rossing P, et al. Cardiovascular Events with Finerenone in Kidney Disease and Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2021;385(24):2252–2263. doi: 10.1056/NEJMoa2110956. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 299.Perkovic V, Tuttle KR, Rossing P, Mahaffey KW, Mann JFE, Bakris G, et al. Effects of Semaglutide on Chronic Kidney Disease in Patients with Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2024;391(2):109–121. doi: 10.1056/NEJMoa2403347. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 300.Ku E, Inker LA, Tighiouart H, McCulloch CE, Adingwupu OM, Greene T, et al. Angiotensin-Converting Enzyme Inhibitors or Angiotensin-Receptor Blockers for Advanced Chronic Kidney Disease : A Systematic Review and Retrospective Individual Participant-Level Meta-Analysis of Clinical Trials. Ann Intern Med. 2024;177(7):953–963. doi: 10.7326/M23-3236. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 301.Kim HJ, Kim KI. Blood Pressure Target in Type 2 Diabetes Mellitus. Diabetes Metab J. 2022;46(5):667–674. doi: 10.4093/dmj.2022.0215. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 302.Visseren FLJ, Mach F, Smulders YM, Carballo D, Koskinas KC, Bäck M, et al. 2021 ESC Guidelines on Cardiovascular Disease Prevention in Clinical Practice. Eur Heart J. 2021;42(34):3227–3337. doi: 10.1093/eurheartj/ehab484. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 303.ElSayed NA, Aleppo G, Aroda VR, Bannuru RR, Brown FM, Bruemmer D, et al. 10. Cardiovascular Disease and Risk Management: Standards of Care in Diabetes-2023. Diabetes Care. 2023;46(Suppl 1):158–190. doi: 10.2337/dc23-S010. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 304.Salvador GL, Marmentini VM, Cosmo WR, Emilton L., Jr. Angiotensin-Converting Enzyme Inhibitors Reduce Mortality Compared to Angiotensin Receptor Blockers: Systematic Review and Meta-ANALYSIS. Eur J Prev Cardiol. 2017;24(18):1914–1924. doi: 10.1177/2047487317728766. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 305.Patel A, MacMahon S, Chalmers J, Neal B, Woodward M, Billot L, et al. Effects of a Fixed Combination of Perindopril and Indapamide on Macrovascular and Microvascular Outcomes in Patients with Type 2 Diabetes Mellitus (the ADVANCE trial): A Randomised Controlled Trial. Lancet. 2007;370(9590):829–840. doi: 10.1016/S0140-6736(07)61303-8. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 306.Bi Y, Li M, Liu Y, Li T, Lu J, Duan P, et al. Intensive Blood-Pressure Control in Patients with Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2024 doi: 10.1056/NEJMoa2412006. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 307.Boer IH, Bangalore S, Benetos A, Davis AM, Michos ED, Muntner P, et al. Diabetes and Hypertension: A Position Statement by the American Diabetes Association. Diabetes Care. 2017;40(9):1273–1284. doi: 10.2337/dci17-0026. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 308.Maniero C, Lopuszko A, Papalois KB, Gupta A, Kapil V, Khanji MY. Non-Pharmacological Factors for Hypertension Management: A Systematic Review of International Guidelines. Eur J Prev Cardiol. 2023;30(1):17–33. doi: 10.1093/eurjpc/zwac163. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 309.Cosentino F, Grant PJ, Aboyans V, Bailey CJ, Ceriello A, Delgado V, et al. 2019 ESC Guidelines on Diabetes, Pre-Diabetes, and Cardiovascular Diseases Developed in Collaboration with the EASD. Eur Heart J. 2020;41(2):255–323. doi: 10.1093/eurheartj/ehz486. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 310.ADVANCE Collaborative Group. Patel A, MacMahon S, Chalmers J, Neal B, Billot L, et al. Intensive Blood Glucose Control and Vascular Outcomes in Patients with Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2008;358(24):2560–2572. doi: 10.1056/NEJMoa0802987. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 311.Sarafidis PA, Bakris GL. Antihypertensive Therapy and the Risk of New-Onset Diabetes. Diabetes Care. 2006;29(5):1167–1169. doi: 10.2337/diacare.2951167. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 312.Roush GC, Ernst ME, Kostis JB, Tandon S, Sica DA. Head-to-Head Comparisons of Hydrochlorothiazide with Indapamide and Chlorthalidone: Antihypertensive and Metabolic Effects. Hypertension. 2015;65(5):1041–1046. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.114.05021. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 313.Zhang Q, Zhou S, Liu L. Efficacy and Safety Evaluation of SGLT2i on Blood Pressure Control in Patients with Type 2 Diabetes and Hypertension: A New Meta-Analysis. Diabetol Metab Syndr. 2023;15(1):118–118. doi: 10.1186/s13098-023-01092-z. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 314.Xu H, Cupples LA, Stokes A, Liu CT. Association of Obesity with Mortality Over 24 Years of Weight History: Findings from the Framingham Heart Study. JAMA Netw Open. 2018;1(7):e184587. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2018.4587. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 315.Eckel N, Li Y, Kuxhaus O, Stefan N, Hu FB, Schulze MB. Transition from Metabolic Healthy to Unhealthy Phenotypes and Association with Cardiovascular Disease Risk Across BMI Categories in 90 257 Women (the Nurses’ Health Study): 30 Year Follow-Up from a Prospective Cohort Study. Lancet Diabetes Endocrinol. 2018;6(9):714–724. doi: 10.1016/S2213-8587(18)30137-2. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 316.El Meouchy P, Wahoud M, Allam S, Chedid R, Karam W, Karam S. Hypertension Related to Obesity: Pathogenesis, Characteristics and Factors for Control. Int J Mol Sci. 2022;23(20):12305–12305. doi: 10.3390/ijms232012305. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 317.Després JP. Visceral Obesity with Excess Ectopic Fat: A Prevalent and High-Risk Condition Requiring Concerted Clinical and Public Health Actions. Cardiometab Syndr J. 2021;1(1):1–17. doi: 10.51789/cmsj.2021.1.e11. [DOI] [Google Scholar]
  • 318.Parvanova A, Reseghetti E, Abbate M, Ruggenenti P. Mechanisms and Treatment of Obesity-Related Hypertension-Part 1: Mechanisms. Clin Kidney J. 2023;17(1):sfad282–sfad282. doi: 10.1093/ckj/sfad282. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 319.Chrysant SG. Pathophysiology and Treatment of Obesity-Related Hypertension. J Clin Hypertens (Greenwich) 2019;21(5):555–559. doi: 10.1111/jch.13518. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 320.Fulkner JL, Chantemèle EJB. Sex Differences in Mechanisms of Hypertension Associated with Obesity. Hypertension. 2018;71(1):15–21. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.117.09980. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 321.Henry SL, Barzel B, Wood-Bradley RJ, Burke SL, Head GA, Armitage JA. Developmental Origins of Obesity-Related Hypertension. Clin Exp Pharmacol Physiol. 2012;39(9):799–806. doi: 10.1111/j.1440-1681.2011.05579.x. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 322.Rafaqat S, Nasreen S, Rafaqat S. Role of Major Adipokines in Hypertension: A Literature Review. World J Hypertens. 2023;11(1):1–11. doi: 10.5494/wjh.v11.i1. [DOI] [Google Scholar]
  • 323.Müller TD, Blüher M, Tschöp MH, DiMarchi RD. Anti-Obesity Drug Discovery: Advances and Challenges. Nat Rev Drug Discov. 2022;21(3):201–223. doi: 10.1038/s41573-021-00337-8. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 324.Lincoff AM, Brown-Frandsen K, Colhoun HM, Deanfield J, Emerson SS, Esbjerg S, et al. Semaglutide and Cardiovascular Outcomes in Obesity without Diabetes. N Engl J Med. 2023;389(24):2221–2232. doi: 10.1056/NEJMoa2307563. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 325.Schiavon CA, Cavalcanti AB, Oliveira JD, Machado RHV, Santucci EV, Santos RN, et al. Randomized Trial of Effect of Bariatric Surgery on Blood Pressure after 5 Years. J Am Coll Cardiol. 2024;83(6):637–648. doi: 10.1016/j.jacc.2023.11.032. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 326.Schiavon CA, Bersch-Ferreira AC, Santucci EV, Oliveira JD, Torreglosa CR, Bueno PT, et al. Effects of Bariatric Surgery in Obese Patients with Hypertension: The GATEWAY Randomized Trial (Gastric Bypass to Treat Obese Patients with Steady Hypertension) Circulation. 2018;137(11):1132–1142. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.117.032130. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 327.Pipek LZ, Moraes WAF, Nobetani RM, Cortez VS, Condi AS, Taba JV, et al. Surgery is associated with Better Long-Term Outcomes than Pharmacological Treatment for Obesity: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sci Rep. 2024;14(1):9521–9521. doi: 10.1038/s41598-024-57724-5. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 328.Wiggins T, Guidozzi N, Welbourn R, Ahmed AR, Markar SR. Association of Bariatric Surgery with All-Cause Mortality and Incidence of Obesity-Related Disease at a Population Level: A Systematic Review and Meta-Analysis. PLoS Med. 2020;17(7):e1003206. doi: 10.1371/journal.pmed.1003206. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 329.Wofford MR, Smith G, Minor DS. The Treatment of Hypertension in Obese Patients. Curr Hypertens Rep. 2008;10(2):143–150. doi: 10.1007/s11906-008-0027-9. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 330.Carnagarin R, Matthews V, Gregory C, Schlaich MP. Pharmacotherapeutic Strategies for Treating Hypertension in Patients with Obesity. Expert Opin Pharmacother. 2018;19(7):643–651. doi: 10.1080/14656566.2018.1458092. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 331.Jain V, Yuan JM. Predictive Symptoms and Comorbidities for Severe COVID-19 and Intensive Care Unit Admission: A Systematic Review and Meta-Analysis. Int J Public Health. 2020;65(5):533–546. doi: 10.1007/s00038-020-01390-7. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 332.Fang L, Karakiulakis G, Roth M. Are Patients with Hypertension and Diabetes Mellitus at Increased Risk for COVID-19 Infection? Lancet Respir Med. 2020;8(4):e21. doi: 10.1016/S2213-2600(20)30116-8. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 333.Drager LF, Pio-Abreu A, Lopes RD, Bortolotto LA. Is Hypertension a Real Risk Factor for Poor Prognosis in the COVID-19 Pandemic? Curr Hypertens Rep. 2020;22(6):43–43. doi: 10.1007/s11906-020-01057-x. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 334.Khairy Y, Naghibi D, Moosavi A, Sardareh M, Azami-Aghdash S. Prevalence of Hypertension and Associated Risks in Hospitalized Patients with COVID-19: A Meta-Analysis of Meta-Analyses with 1468 Studies and 1,281,510 Patients. Syst Rev. 2022;11(1):242–242. doi: 10.1186/s13643-022-02111-2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 335.Pavey H, Kulkarni S, Wood A, Ben-Shlomo Y, Sever P, McEniery C, et al. Primary Hypertension, Anti-Hypertensive Medications and the Risk of Severe COVID-19 in UK Biobank. PLoS One. 2022;17(11):e0276781. doi: 10.1371/journal.pone.0276781. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 336.Drummond GR, Vinh A, Guzik TJ, Sobey CG. Immune Mechanisms of Hypertension. Nat Rev Immunol. 2019;19(8):517–532. doi: 10.1038/s41577-019-0160-5. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 337.Haridoss M, Ayyasamy L, Bagepally BS. Is COVID-19 Severity Associated with Telomere Length? A Systematic Review and Meta-Analysis. Virus Genes. 2023;59(4):489–498. doi: 10.1007/s11262-023-02010-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 338.Tellechea ML, Pirola CJ. The Impact of Hypertension on Leukocyte Telomere Length: A Systematic Review and Meta-Analysis of Human Studies. J Hum Hypertens. 2017;31(2):99–105. doi: 10.1038/jhh.2016.45. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 339.Matsumoto C, Shibata S, Kishi T, Morimoto S, Mogi M, Yamamoto K, et al. Long COVID and Hypertension-Related Disorders: A Report from the Japanese Society of Hypertension Project Team on COVID-19. Hypertens Res. 2023;46(3):601–619. doi: 10.1038/s41440-022-01145-2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 340.Buso G, Agabiti-Rosei C, Muiesan ML. The Relationship between COVID-19 Vaccines and Increased Blood Pressure: A Word of Caution. Eur J Intern Med. 2023;111:27–29. doi: 10.1016/j.ejim.2023.03.002. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 341.Kai H, Kai M, Niiyama H, Okina N, Sasaki M, Maeda T, et al. Overexpression of Angiotensin-Converting Enzyme 2 by Renin-Angiotensin System Inhibitors. Truth or Myth? A Systematic Review of Animal Studies. Hypertens Res. 2021;44(8):955–968. doi: 10.1038/s41440-021-00641-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 342.Reynolds HR, Adhikari S, Pulgarin C, Troxel AB, Iturrate E, Johnson SB, et al. Renin-Angiotensin-Aldosterone System Inhibitors and Risk of Covid-19. N Engl J Med. 2020;382(25):2441–2448. doi: 10.1056/NEJMoa2008975. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 343.Liu J, Huang L, Wei W, Bai Y, Chang E, Leng Y. Effects of Antihypertensive Agents on the Clinical Outcome of Hospitalized COVID-19 Patients Concomitant with Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. Heart Lung. 2024;63:78–85. doi: 10.1016/j.hrtlng.2023.10.001. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 344.Singh SD, Senff JR, van Duijn CM, Rosand J. Treating Hypertension: Important for Heart Health, Fundamental for Brain Health. Stroke. 2024;55(5):1464–1466. doi: 10.1161/STROKEAHA.123.046179. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 345.Hughes D, Judge C, Murphy R, Loughlin E, Costello M, Whiteley W, et al. Association of Blood Pressure Lowering with Incident Dementia or Cognitive Impairment: A Systematic Review and Meta-Analysis. JAMA. 2020;323(19):1934–1944. doi: 10.1001/jama.2020.4249. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 346.Peters R, Xu Y, Fitzgerald O, Aung HL, Beckett N, Bulpitt C, et al. Blood Pressure Lowering and Prevention of Dementia: An Individual Patient Data Meta-Analysis. Eur Heart J. 2022;43(48):4980–4990. doi: 10.1093/eurheartj/ehac584. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 347.O‘Donnell MJ, Xavier D, Liu L, Zhang H, Chin SL, Rao-Melacini P, et al. Risk Factors for Ischaemic and Intracerebral Haemorrhagic Stroke in 22 Countries (the INTERSTROKE Study): A Case-Control Study. Lancet. 2010;376(9735):112–123. doi: 10.1016/S0140-6736(10)60834-3. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 348.Kitagawa K, Yamamoto Y, Arima H, Maeda T, Sunami N, Kanzawa T, et al. Effect of Standard vs Intensive Blood Pressure Control on the Risk of Recurrent Stroke: A Randomized Clinical Trial and Meta-Analysis. JAMA Neurol. 2019;76(11):1309–1318. doi: 10.1001/jamaneurol.2019.2167. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 349.Kleindorfer DO, Towfighi A, Chaturvedi S, Cockroft KM, Gutierrez J, Lombardi-Hill D, et al. 2021 Guideline for the Prevention of Stroke in Patients with Stroke and Transient Ischemic Attack: A Guideline from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke. 2021;52(7):e364–e467. doi: 10.1161/STR.0000000000000375. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 350.Mulder MJHL, Cras TY, Shay J, Dippel DWJ, Burke JF. Comparison of American and European Guideline Recommendations for Diagnostic Workup and Secondary Prevention of Ischemic Stroke and Transient Ischemic Attack. Circulation. 2024;150(10):806–815. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.124.069651. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 351.Dawson J, Béjot Y, Christensen LM, Marchis GM, Dichgans M, Hagberg G, et al. European Stroke Organisation (ESO) Guideline on Pharmacological Interventions for Long-Term Secondary Prevention after Ischaemic Stroke or Transient Ischaemic Attack. Eur Stroke J. 2022;7(3):I–II. doi: 10.1177/23969873221100032. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 352.Hsu CY, Saver JL, Ovbiagele B, Wu YL, Cheng CY, Lee M. Association between Magnitude of Differential Blood Pressure Reduction and Secondary Stroke Prevention: A Meta-Analysis and Meta-Regression. JAMA Neurol. 2023;80(5):506–515. doi: 10.1001/jamaneurol.2023.0218. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 353.Boncoraglio GB, Del Giovane C, Tramacere I. Antihypertensive Drugs for Secondary Prevention after Ischemic Stroke or Transient Ischemic Attack: A Systematic Review and Meta-Analysis. Stroke. 2021;52(6):1974–1982. doi: 10.1161/STROKEAHA.120.031945. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 354.Kernan WN, Viera AJ, Billinger SA, Bravata DM, Stark SL, Kasner SE, et al. Primary Care of Adult Patients after Stroke: A Scientific Statement from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke. 2021;52(9):e558–e571. doi: 10.1161/STR.0000000000000382. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 355.Perue GG, Ying H, Bustillo A, Zhou L, Gutierrez CM, Gardener HE, et al. Ten-Year Review of Antihypertensive Prescribing Practices after Stroke and the Associated Disparities from the Florida Stroke Registry. J Am Heart Assoc. 2023;12(22):e030272. doi: 10.1161/JAHA.123.030272. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 356.Zonneveld TP, Richard E, Vergouwen MD, Nederkoorn PJ, de Haan R, Roos YB, et al. Blood Pressure-Lowering Treatment for Preventing Recurrent Stroke, Major Vascular Events, and Dementia in Patients with a History of Stroke or Transient Ischaemic Attack. Cochrane Database Syst Rev. 2018;7(7):CD007858–CD007858. doi: 10.1002/14651858.CD007858.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 357.Anderson CS, Rodgers A, Silva HA, Martins SO, Klijn CJ, Senanayake B, et al. Triple Therapy Prevention of Recurrent Intracerebral Disease Events Trial: Rationale, Design and Progress. Int J Stroke. 2022;17(10):1156–1162. doi: 10.1177/17474930211068671. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 358.PROGRESS Collaborative Group Randomised Trial of a Perindopril-Based Blood-Pressure-Lowering Regimen Among 6,105 Individuals with Previous Stroke or Transient Ischaemic Attack. Lancet. 2001;358(9287):1033–1041. doi: 10.1016/S0140-6736(01)06178-5. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 359.Jiang C, Li S, Wang Y, Lai Y, Bai Y, Zhao M, et al. Diastolic Blood Pressure and Intensive Blood Pressure Control on Cognitive Outcomes: Insights from the SPRINT MIND Trial. Hypertension. 2023;80(3):580–589. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.20112. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 360.Forette F, Seux ML, Staessen JA, Thijs L, Babarskiene MR, Babeanu S, et al. The Prevention of Dementia with Antihypertensive Treatment: New Evidence from the Systolic Hypertension in Europe (Syst-Eur) Study. Arch Intern Med. 2002;162(18):2046–2052. doi: 10.1001/archinte.162.18.2046. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 361.Peters R, Yasar S, Anderson CS, Andrews S, Antikainen R, Arima H, et al. Investigation of Antihypertensive Class, Dementia, and Cognitive Decline: A Meta-Analysis. Neurology. 2020;94(3):e267–e281. doi: 10.1212/WNL.0000000000008732. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 362.Yang W, Luo H, Ma Y, Si S, Zhao H. Effects of Antihypertensive Drugs on Cognitive Function in Elderly Patients with Hypertension: A Review. Aging Dis. 2021;12(3):841–851. doi: 10.14336/AD.2020.1111. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 363.Ernst ME, Ryan J, Chowdhury EK, Margolis KL, Beilin LJ, Reid CM, et al. Long-Term Blood Pressure Variability and Risk of Cognitive Decline and Dementia Among Older Adults. J Am Heart Assoc. 2021;10(13):e019613. doi: 10.1161/JAHA.120.019613. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 364.Iseli R, Nguyen VTV, Sharmin S, Reijnierse EM, Lim WK, Maier AB. Orthostatic Hypotension and Cognition in Older Adults: A Systematic Review and Meta-Analysis. Exp Gerontol. 2019;120:40–49. doi: 10.1016/j.exger.2019.02.017. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 365.Rist A, Sevre K, Wachtell K, Devereux RB, Aurigemma GP, Smiseth OA, et al. The Current Best Drug Treatment for Hypertensive Heart Failure with Preserved Ejection Fraction. Eur J Intern Med. 2024;120:3–10. doi: 10.1016/j.ejim.2023.10.008. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 366.Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Luna LC, Barros BM, Neves MFT, et al. Systematic Review of the Effectiveness of Intensive Antihypertensive Treatment Goals: Brazilian Society of Cardiology (SBC) Recommendation. Arq Bras Cardiol. 2025;122(3):e20240761. doi: 10.36660/abc.20240761. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 367.Lu H, Kondo T, Claggett BL, Vaduganathan M, Neuen BL, Beldhuis IE, et al. Systolic Blood Pressure and Pulse Pressure in Heart Failure: Pooled Participant-Level Analysis of 4 Trials. J Am Coll Cardiol. 2025;85(7):710–722. doi: 10.1016/j.jacc.2024.11.007. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 368.Pinho-Gomes AC, Rahimi K. Management of Blood Pressure in Heart Failure. Heart. 2019;105(8):589–595. doi: 10.1136/heartjnl-2018-314438. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 369.Maddox TM, Januzzi JL, Jr, Allen LA, Breathett K, Brouse S, Butler J, et al. 2024 ACC Expert Consensus Decision Pathway for Treatment of Heart Failure with Reduced Ejection Fraction: A Report of the American College of Cardiology Solution Set Oversight Committee. J Am Coll Cardiol. 2024;83(15):1444–1488. doi: 10.1016/j.jacc.2023.12.024. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 370.Tsujimoto T, Kajio H. Low Diastolic Blood Pressure and Adverse Outcomes in Heart Failure with Preserved Ejection Fraction. Int J Cardiol. 2018;263:69–74. doi: 10.1016/j.ijcard.2018.04.031. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 371.Tsimploulis A, Lam PH, Arundel C, Singh SN, Morgan CJ, Faselis C, et al. Systolic Blood Pressure and Outcomes in Patients with Heart Failure with Preserved Ejection Fraction. JAMA Cardiol. 2018;3(4):288–297. doi: 10.1001/jamacardio.2017.5365. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 372.Sevre K, Rist A, Wachtell K, Devereux RB, Aurigemma GP, Smiseth OA, et al. What is the Current Best Drug Treatment for Hypertensive Heart Failure with Preserved Ejection Fraction? Review of the Totality of Evidence. Am J Hypertens. 2024;37(1):1–14. doi: 10.1093/ajh/hpad073. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 373.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . Tábuas Completas de Mortalidade [Internet] Rio de Janeiro: IBGE; 2025. [cited 2025 Aug 18]. Available from: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9126-tabuas-completas-de-mortalidade.html . [Google Scholar]
  • 374.Nunes BP, Batista SRR, Andrade FB, Souza PRB, Jr, Lima-Costa MF, Facchini LA. Multimorbidity: The Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Brazil) Rev Saude Publica. 2018;52(Suppl 2):10s–10s. doi: 10.11606/S1518-8787.2018052000637. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 375.Suemoto CK, Mukadam N, Brucki SMD, Caramelli P, Nitrini R, Laks J, et al. Risk Factors for Dementia in Brazil: Differences by Region and Race. Alzheimers Dement. 2023;19(5):1849–1857. doi: 10.1002/alz.12820. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 376.Lennon MJ, Lam BCP, Lipnicki DM, Crawford JD, Peters R, Schutte AE, et al. Use of Antihypertensives, Blood Pressure, and Estimated Risk of Dementia in Late Life: An Individual Participant Data Meta-Analysis. JAMA Netw Open. 2023;6(9):e2333353. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2023.33353. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 377.Shi J, Tao Y, Chen S, Zhou Z, Meng L, Duan C, et al. Interaction between Hypertension and Frailty and their Impact on Death Risk in Older Adults: A Follow-Up Study. BMC Geriatr. 2024;24(1):187–187. doi: 10.1186/s12877-024-04793-w. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 378.Egan BM, Mattix-Kramer HJ, Basile JN, Sutherland SE. Managing Hypertension in Older Adults. Curr Hypertens Rep. 2024;26(4):157–167. doi: 10.1007/s11906-023-01289-7. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 379.O’Rourke MF, Nichols WW. Aortic Diameter, Aortic Stiffness, and Wave Reflection Increase with Age and Isolated Systolic Hypertension. Hypertension. 2005;45(4):652–658. doi: 10.1161/01.HYP.0000153793.84859.b8. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 380.Vasan RS, Pan S, Xanthakis V, Beiser A, Larson MG, Seshadri S, et al. Arterial Stiffness and Long-Term Risk of Health Outcomes: The Framingham Heart Study. Hypertension. 2022;79(5):1045–1056. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.121.18776. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 381.Benetos A, Petrovic M, Strandberg T. Hypertension Management in Older and Frail Older Patients. Circ Res. 2019;124(7):1045–1060. doi: 10.1161/CIRCRESAHA.118.313236. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 382.Freitas EV, Brandão AA, Campana EMG, Magalhães MEC, Pozzan R, Brandão AP. In: Tratado de geriatria e gerontologia. 4th ed. Freitas EV, Py L, editors. Rio de Janeiro: GEN; 2016. Hipertensão Arterial no Idoso; pp. 650–674. [Google Scholar]
  • 383.Huang L, Li S, Xie X, Huang X, Xiao LD, Zou Y, et al. Prevalence of Postprandial Hypotension in Older Adults: A Systematic Review and Meta-Analysis. Age Ageing. 2024;53(2):afae022–afae022. doi: 10.1093/ageing/afae022. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 384.Juraschek SP, Cortez MM, Flack JM, Ghazi L, Kenny RA, Rahman M, et al. Orthostatic Hypotension in Adults with Hypertension: A Scientific Statement from the American Heart Association. Hypertension. 2024;81(3):e16–e30. doi: 10.1161/HYP.0000000000000236. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 385.Huang L, Cheng L, Xie X, Pu L, Jiang W, Zou Y, et al. Non-Pharmacological Interventions for Older Adults with Postprandial Hypotension: A Scoping Review. J Clin Nurs. 2023;32(17-18):5974–5987. doi: 10.1111/jocn.16719. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 386.Rimoldi SF, Scherrer U, Messerli FH. Secondary Arterial Hypertension: When, who, and How to Screen? Eur Heart J. 2014;35(19):1245–1254. doi: 10.1093/eurheartj/eht534. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 387.Wu C, Smit E, Peralta CA, Sarathy H, Odden MC. Functional Status Modifies the Association of Blood Pressure with Death in Elders: Health and Retirement Study. J Am Geriatr Soc. 2017;65(7):1482–1489. doi: 10.1111/jgs.14816. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 388.Soobiah C, Daly C, Blondal E, Ewusie J, Ho J, Elliott MJ, et al. An Evaluation of the Comparative Effectiveness of Geriatrician-Led Comprehensive Geriatric Assessment for Improving Patient and Healthcare System Outcomes for Older Adults: A Protocol for a Systematic Review and Network Meta-Analysis. Syst Rev. 2017;6(1):65–65. doi: 10.1186/s13643-017-0460-4. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 389.Studenski S, Perera S, Patel K, Rosano C, Faulkner K, Inzitari M, et al. Gait Speed and Survival in Older Adults. JAMA. 2011;305(1):50–58. doi: 10.1001/jama.2010.1923. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 390.Odden MC, Moran AE, Coxson PG, Peralta CA, Goldman L, Bibbins-Domingo K. Gait Speed as a Guide for Blood Pressure Targets in Older Adults: A Modeling Study. J Am Geriatr Soc. 2016;64(5):1015–1023. doi: 10.1111/jgs.14084. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 391.Rodrigues MK, Rodrigues IN, Silva DJVG, Pinto JMS, Oliveira MF. Clinical Frailty Scale: Translation and Cultural Adaptation into the Brazilian Portuguese Language. J Frailty Aging. 2021;10(1):38–43. doi: 10.14283/jfa.2020.7. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 392.Rivasi G, Ceolin L, Turrin G, Tortù V, D’Andria MF, Capacci M, et al. Comparison of Different Frailty Instruments for Prediction of Functional Decline in Older Hypertensive Outpatients (HYPER-FRAIL Pilot Study 2) Eur J Intern Med. 2024;129:35–40. doi: 10.1016/j.ejim.2024.05.013. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 393.Nadruz W, Jr, Kitzman D, Windham BG, Kucharska-Newton A, Butler K, Palta P, et al. Cardiovascular Dysfunction and Frailty Among Older Adults in the Community: The ARIC Study. J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2017;72(7):958–964. doi: 10.1093/gerona/glw199. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 394.Aprahamian I, Sassaki E, Santos MF, Izbicki R, Pulgrossi RC, Biella MM, et al. Hypertension and Frailty in Older Adults. J Clin Hypertens. 2018;20(1):186–192. doi: 10.1111/jch.13135. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 395.Ravindrarajah R, Hazra NC, Hamada S, Charlton J, Jackson SHD, Dregan A, et al. Systolic Blood Pressure Trajectory, Frailty, and All-Cause Mortality >80 Years of Age: Cohort Study Using Electronic Health Records. Circulation. 2017;135(24):2357–2368. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.116.026687. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 396.Abell JG, Kivimäki M, Dugravot A, Tabak AG, Fayosse A, Shipley M, et al. Association between Systolic Blood Pressure and Dementia in the Whitehall II Cohort Study: Role of Age, Duration, and Threshold Used to Define Hypertension. Eur Heart J. 2018;39(33):3119–3125. doi: 10.1093/eurheartj/ehy288. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 397.Ngandu T, Lehtisalo J, Solomon A, Levälahti E, Ahtiluoto S, Antikainen R, et al. A 2 Year Multidomain Intervention of Diet, Exercise, Cognitive Training, and Vascular Risk Monitoring versus Control to Prevent Cognitive Decline in at-Risk Elderly People (FINGER): A Randomised Controlled Trial. Lancet. 2015;385(9984):2255–2263. doi: 10.1016/S0140-6736(15)60461-5. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 398.Elahi FM, Alladi S, Black SE, Claassen JAHR, DeCarli C, Hughes TM, et al. Clinical Trials in Vascular Cognitive Impairment Following SPRINT-MIND: An International Perspective. Cell Rep Med. 2023;4(6):101089–101089. doi: 10.1016/j.xcrm.2023.101089. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 399.Feitosa-Filho GS, Peixoto JM, Pinheiro JES, Afiune A, Neto, Albuquerque ALT, Cattani ÁC, et al. Updated Geriatric Cardiology Guidelines of the Brazilian Society of Cardiology - 2019. Arq Bras Cardiol. 2019;112(5):649–705. doi: 10.5935/abc.20190086. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 400.Prevention of Stroke by Antihypertensive Drug Treatment in Older Persons with Isolated Systolic Hypertension Final Results of the Systolic Hypertension in the Elderly Program (SHEP). SHEP Cooperative Research Group. JAMA. 1991;265(24):3255–3264. [PubMed] [Google Scholar]
  • 401.Beckett NS, Peters R, Fletcher AE, Staessen JA, Liu L, Dumitrascu D, et al. Treatment of Hypertension in Patients 80 Years of Age or Older. N Engl J Med. 2008;358(18):1887–1898. doi: 10.1056/NEJMoa0801369. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 402.Warwick J, Falaschetti E, Rockwood K, Mitnitski A, Thijs L, Beckett N, et al. No Evidence that Frailty Modifies the Positive Impact of Antihypertensive Treatment in very Elderly People: An Investigation of the Impact of Frailty Upon Treatment Effect in the HYpertension in the very Elderly Trial (HYVET) Study, a Double-Blind, Placebo-Controlled Study of Antihypertensives in People with Hypertension Aged 80 and Over. BMC Med. 2015;;13:78–78. doi: 10.1186/s12916-015-0328-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 403.Williamson JD, Supiano MA, Applegate WB, Berlowitz DR, Campbell RC, Chertow GM, et al. Intensive vs Standard Blood Pressure Control and Cardiovascular Disease Outcomes in Adults Aged ≥75 Years: A Randomized Clinical Trial. JAMA. 2016;315(24):2673–2682. doi: 10.1001/jama.2016.7050. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 404.Nasrallah IM, Pajewski NM, Auchus AP, Chelune G, Cheung AK, Cleveland ML, et al. Association of Intensive vs Standard Blood Pressure Control with Cerebral White Matter Lesions. JAMA. 2019;322(6):524–534. doi: 10.1001/jama.2019.10551. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 405.Yan Y, Yue H, Liu B, Du J, Wang J, Jing, et al. Optimal Blood Pressure Control Target for Older Patients with Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. CVIA. 2023;7(1) doi: 10.15212/CVIA.2023.0008. [DOI] [Google Scholar]
  • 406.Mente A, O’Donnell MJ, Rangarajan S, McQueen MJ, Poirier P, Wielgosz A, et al. Association of Urinary Sodium and Potassium Excretion with Blood Pressure. N Engl J Med. 2014;371(7):601–611. doi: 10.1056/NEJMoa1311989. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 407.Zhang Z, Xu C, Yu W, Du C, Tang L, Liu X. Effects of Physical Activity on Blood Pressure and Mortality Among Aged Hypertensive Patients: A Cross-Sectional study. Medicine. 2024;103(44):e40413. doi: 10.1097/MD.0000000000040413. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 408.Hejazi K, Iraj ZA, Saeidi A, Hackney AC, Laziri F, Suzuki K, et al. Differential Effects of Exercise Training Protocols on Blood Pressures and Lipid Profiles in Older Adults Patients with Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. Arch Gerontol Geriatr. 2025;;131:105737–105737. doi: 10.1016/j.archger.2024.105737. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 409.Wiysonge CS, Bradley HA, Volmink J, Mayosi BM, Opie LH. Beta-Blockers for Hypertension. Cochrane Database Syst Rev. 2017;1(1):CD002003–CD002003. doi: 10.1002/14651858.CD002003.pub5. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 410.Kahlaee HR, Latt MD, Schneider CR. Association between Chronic or Acute Use of Antihypertensive Class of Medications and Falls in Older Adults. A Systematic Review and Meta-Analysis. Am J Hypertens. 2018;31(4):467–479. doi: 10.1093/ajh/hpx189. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 411.Flores LM, Mengue SS. Drug Use by the Elderly in Southern Brazil. Rev Saude Publica. 2005;39(6):924–929. doi: 10.1590/s0034-89102005000600009. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 412.Fried TR, O‘Leary J, Towle V, Goldstein MK, Trentalange M, Martin DK. Health Outcomes Associated with Polypharmacy in Community-Dwelling Older Adults: A Systematic Review. J Am Geriatr Soc. 2014;62(12):2261–2272. doi: 10.1111/jgs.13153. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 413.Scott IA, Hilmer SN, Reeve E, Potter K, Le Couteur D, Rigby D, et al. Reducing Inappropriate Polypharmacy: The Process of Deprescribing. JAMA Intern Med. 2015;175(5):827–834. doi: 10.1001/jamainternmed.2015.0324. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 414.Moonen JE, Foster-Dingley JC, de Ruijter W, van der Grond J, Bertens AS, van Buchem MA, et al. Effect of Discontinuation of Antihypertensive Treatment in Elderly People on Cognitive Functioning--the DANTE Study Leiden: A Randomized Clinical Trial. JAMA Intern Med. 2015;175(10):1622–1630. doi: 10.1001/jamainternmed.2015.4103. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 415.Sheppard JP, Benetos A, McManus RJ. Antihypertensive Deprescribing in Older Adults: A Practical Guide. Curr Hypertens Rep. 2022;24(11):571–580. doi: 10.1007/s11906-022-01215-3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 416.Li Y, Zhang X, Yang L, Yang Y, Qiao G, Lu C, et al. Association between Polypharmacy and Mortality in the Older Adults: A Systematic Review and Meta-Analysis. Arch Gerontol Geriatr. 2022;;100:104630–104630. doi: 10.1016/j.archger.2022.104630. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 417.Toh JJY, Zhang H, Soh YY, Zhang Z, Wu XV. Prevalence and Health Outcomes of Polypharmacy and Hyperpolypharmacy in Older Adults with Frailty: A Systematic Review and Meta-Analysis. Ageing Res Rev. 2023;;83:101811–101811. doi: 10.1016/j.arr.2022.101811. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 418.Quek HW, Page A, Lee K, Lee G, Hawthorne D, Clifford R, et al. The Effect of Deprescribing Interventions on Mortality and Health Outcomes in Older People: An Updated Systematic Review and Meta-Analysis. Br J Clin Pharmacol. 2024;90(10):2409–2482. doi: 10.1111/bcp.16200. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 419.Song P, Zhang Y, Yu J, Zha M, Zhu Y, Rahimi K, et al. Global Prevalence of Hypertension in Children: A Systematic Review and Meta-Analysis. JAMA Pediatr. 2019;173(12):1154–1163. doi: 10.1001/jamapediatrics.2019.3310. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 420.Flynn JT, Kaelber DC, Baker-Smith CM, Blowey D, Carroll AE, Daniels SR, et al. Clinical Practice Guideline for Screening and Management of High Blood Pressure in Children and Adolescents. Pediatrics. 2017;140(3):e20171904. doi: 10.1542/peds.2017-1904. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 421.Khoury M, Khoury PR, Dolan LM, Kimball TR, Urbina EM. Clinical Implications of the Revised AAP Pediatric Hypertension Guidelines. Pediatrics. 2018;142(2):e20180245. doi: 10.1542/peds.2018-0245. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 422.Flynn JT, Urbina EM, Brady TM, Baker-Smith C, Daniels SR, Hayman LL, et al. Ambulatory Blood Pressure Monitoring in Children and Adolescents: 2022 Update: A Scientific Statement from the American Heart Association. Hypertension. 2022;79(7):e114–e124. doi: 10.1161/HYP.0000000000000215. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 423.Gartlehner G, Vander Schaaf EB, Orr C, Kennedy SM, Clark R, Viswanathan M. Screening for Hypertension in Children and Adolescents: Updated Evidence Report and Systematic Review for the US Preventive Services Task Force. JAMA. 2020 Nov 10;324(18):1884–1895. doi: 10.1001/jama.2020.11119. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 424.Dore R, Barnes K, Bremner S, Iwami HI, Apele-Freimane D, Batton B, et al. Neonatal Blood Pressure by Birth Weight, Gestational Age, and Postnatal Age: A Systematic Review. Matern Health Neonatol Perinatol. 2024;10(1):9–9. doi: 10.1186/s40748-024-00180-w. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 425.Dionne JM, Abitbol CL, Flynn JT. Hypertension in Infancy: Diagnosis, Management and Outcome. Pediatr Nephrol. 2012;27(1):17–32. doi: 10.1007/s00467-010-1755-z. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 426.Report of the Second Task Force on Blood Pressure Control in Children--1987 Task Force on Blood Pressure Control in Children. National Heart, Lung, and Blood Institute, Bethesda, Maryland. Pediatrics. 1987;79(1):1–25. [PubMed] [Google Scholar]
  • 427.Lurbe E, Cifkova R, Cruickshank JK, Dillon MJ, Ferreira I, Invitti C, et al. Management of High Blood Pressure in Children and Adolescents: Recommendations of the European Society of Hypertension. J Hypertens. 2009;27(9):1719–1742. doi: 10.1097/HJH.0b013e32832f4f6b. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 428.Kavey RE. Left Ventricular Hypertrophy in Hypertensive Children and Adolescents: Predictors and Prevalence. Curr Hypertens Rep. 2013;15(5):453–457. doi: 10.1007/s11906-013-0370-3. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 429.Raitakari OT, Juonala M, Kähönen M, Taittonen L, Laitinen T, Mäki-Torkko N, et al. Cardiovascular Risk Factors in Childhood and Carotid Artery Intima-Media Thickness in Adulthood: The Cardiovascular Risk in Young Finns Study. JAMA. 2003;290(17):2277–2283. doi: 10.1001/jama.290.17.2277. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 430.Juonala M, Viikari JS, Raitakari OT. Main Findings from the Prospective Cardiovascular Risk in Young Finns Study. Curr Opin Lipidol. 2013;24(1):57–64. doi: 10.1097/MOL.0b013e32835a7ed4. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 431.Juonala M, Singh GR, Davison B, van Schilfgaarde K, Skilton MR, Sabin MA, et al. Childhood Metabolic Syndrome, Inflammation and Carotid Intima-Media Thickness. The Aboriginal Birth Cohort Study. Int J Cardiol. 2016;203:32–36. doi: 10.1016/j.ijcard.2015.10.073. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 432.Jacobs DR, Jr, Woo JG, Sinaiko AR, Daniels SR, Ikonen J, Juonala M, et al. Childhood Cardiovascular Risk Factors and Adult Cardiovascular Events. N Engl J Med. 2022;386(20):1877–1888. doi: 10.1056/NEJMoa2109191. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 433.Hansen HS, Hyldebrandt N, Froberg K, Nielsen JR. Blood Pressure and Physical Fitness in a Population of Children--the Odense Schoolchild Study. J Hum Hypertens. 1990;4(6):615–620. [PubMed] [Google Scholar]
  • 434.Bricarello LP, Poltronieri F, Fernandes R, Retondario A, Trindade EBSM, Vasconcelos FAG. Effects of the Dietary Approach to Stop Hypertension (DASH) Diet on Blood Pressure, Overweight and Obesity in Adolescents: A Systematic Review. Clin Nutr ESPEN. 2018;28:1–11. doi: 10.1016/j.clnesp.2018.09.003. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 435.Ji H, Kim A, Ebinger JE, Niiranen TJ, Claggett BL, Merz CNB, et al. Sex Differences in Blood Pressure Trajectories Over the Life Course. JAMA Cardiol. 2020;5(3):19–26. doi: 10.1001/jamacardio.2019.5306. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 436.Sánchez R, Coca A, Salazar DIM, Alcocer L, Aristizabal D, Barbosa E, et al. 2024 Latin American Society of Hypertension Guidelines on the Management of Arterial Hypertension and Related Comorbidities in Latin America. J Hypertens. 2025;43(1):1–34. doi: 10.1097/HJH.0000000000003899. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 437.Wenger NK, Arnold A, Merz CNB, Cooper-DeHoff RM, Ferdinand KC, Fleg JL, et al. Hypertension Across a Woman's Life Cycle. J Am Coll Cardiol. 2018;71(16):1797–1813. doi: 10.1016/j.jacc.2018.02.033. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 438.Liu H, Yao J, Wang W, Zhang D. Association between Duration of Oral Contraceptive Use and Risk of Hypertension: A Meta-Analysis. J Clin Hypertens. 2017;19(10):1032–1041. doi: 10.1111/jch.13042. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 439.Oliveira GMM, Almeida MCC, Arcelus CMA, Espíndola L, Neto, Rivera MAM, Silva-Filho ALD, et al. Brazilian Guideline on Menopausal Cardiovascular Health - 2024. Arq Bras Cardiol. 2024;121(7):e20240478. doi: 10.36660/abc.20240478. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 440.Tasić T, Tadić M, Lozić M. Hypertension in Women. Front Cardiovasc Med. 2022;;9:905504–905504. doi: 10.3389/fcvm.2022.905504. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 441.Navaneethabalakrishnan S, Goodlett BL, Lopez AH, Rutkowski JM, Mitchell BM. Hypertension and Reproductive Dysfunction: A Possible Role of Inflammation and Inflammation-Associated Lymphangiogenesis in Gonads. Clin Sci. 2020;134(24):3237–3257. doi: 10.1042/CS20201023. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 442.Gerdts E, Sudano I, Brouwers S, Borghi C, Bruno RM, Ceconi C, et al. Sex Differences in Arterial Hypertension. Eur Heart J. 2022;43(46):4777–4788. doi: 10.1093/eurheartj/ehac470. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 443.Amiri M, Tehrani FR, Behboudi-Gandevani S, Bidhendi-Yarandi R, Carmina E. Risk of Hypertension in Women with Polycystic Ovary Syndrome: A Systematic Review, Meta-Analysis and Meta-Regression. Reprod Biol Endocrinol. 2020;18(1):23–23. doi: 10.1186/s12958-020-00576-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 444.Resdiani A, Sitepu M, Aprami TM. Risk of Hypertension in Women with Polycystic ovary Syndrome: A Systematic Review. J Hypertens. 2024;42(Suppl 2):e13–e14. doi: 10.1097/01.hjh.0001026984.29305.f0. [DOI] [Google Scholar]
  • 445.Murphy D, McCulloch CE, Lin F, Banerjee T, Bragg-Gresham JL, Eberhardt MS, et al. Centers for Disease Control and Prevention Chronic Kidney Disease Surveillance Team. Trends in Prevalence of Chronic Kidney Disease in the United States. Ann Intern Med. 2016;165(7):473–481. doi: 10.7326/M16-0273. [DOI] [Google Scholar]
  • 446.Weldegiorgis M, Woodward M. The Impact of Hypertension on Chronic Kidney Disease and End-Stage Renal Disease is Greater in Men than Women: A Systematic Review and Meta-Analysis. BMC Nephrol. 2020;21(1):506–506. doi: 10.1186/s12882-020-02151-7. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 447.Elfassy T, German CA, Muntner P, Choi E, Contreras G, Shimbo D, et al. Blood Pressure and Cardiovascular Disease Mortality Among US Adults: A Sex-Stratified Analysis, 1999-2019. Hypertension. 2023;80(7):1452–1462. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.123.21228. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 448.Sacks FM, Svetkey LP, Vollmer WM, Appel LJ, Bray GA, Harsha D, et al. Effects on Blood Pressure of Reduced Dietary Sodium and the Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) Diet. DASH-Sodium Collaborative Research Group. N Engl J Med. 2001;344(1):3–10. doi: 10.1056/NEJM200101043440101. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 449.Saneei P, Salehi-Abargouei A, Esmaillzadeh A, Azadbakht L. Influence of Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) Diet on Blood Pressure: A Systematic Review and Meta-Analysis on Randomized Controlled Trials. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2014;24(12):1253–1261. doi: 10.1016/j.numecd.2014.06.008. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 450.Cornelissen VA, Smart NA. Exercise Training for Blood Pressure: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Am Heart Assoc. 2013;2(1):e004473. doi: 10.1161/JAHA.112.004473. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 451.Biffi A, Rea F, Iannaccone T, Filippelli A, Mancia G, Corrao G. Sex Differences in the Adherence of Antihypertensive Drugs: A Systematic Review with Meta-Analyses. BMJ Open. 2020;10(7):e036418. doi: 10.1136/bmjopen-2019-036418. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 452.Bager JE, Manhem K, Andersson T, Hjerpe P, Bengtsson-Boström K, Ljungman C, et al. Hypertension: Sex-Related Differences in Drug Treatment, Prevalence and Blood Pressure Control in Primary Care. J Hum Hypertens. 2023;37(8):662–670. doi: 10.1038/s41371-023-00801-5. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 453.Chapman N, Ching SM, Konradi AO, Nuyt AM, Khan T, Twumasi-Ankrah B, et al. Arterial Hypertension in Women: State of the Art and Knowledge Gaps. Hypertension. 2023;80(6):1140–1149. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.20448. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 454.Turnbull F, Woodward M, Neal B, Barzi F, Ninomiya T, Chalmers J, et al. Do Men and Women Respond Differently to Blood Pressure-Lowering Treatment? Results of Prospectively Designed Overviews of Randomized Trials. Eur Heart J. 2008;29(21):2669–2680. doi: 10.1093/eurheartj/ehn427. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 455.Reboussin DM, Allen NB, Griswold ME, Guallar E, Hong Y, Lackland DT, et al. Systematic Review for the 2017 ACC/AHA/AAPA/ABC/ACPM/AGS/APhA/ASH/ASPC/NMA/PCNA Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of High Blood Pressure in Adults: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. Circulation. 2018;138(17):e595–e616. doi: 10.1161/CIR.0000000000000601. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 456.Magee LA, Brown MA, Hall DR, Gupte S, Hennessy A, Karumanchi SA, et al. The 2021 International Society for the Study of Hypertension in Pregnancy Classification, Diagnosis & Management Recommendations for International Practice. Pregnancy Hypertens. 2022;27:148–169. doi: 10.1016/j.preghy.2021.09.008. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 457.Cresswell JA, Alexander M, Chong MYC, Link HM, Pejchinovska M, Gazeley U, et al. Global and Regional Causes of Maternal Deaths 2009-20: A WHO Systematic Analysis. Lancet Glob Health. 2025;13(4):e626–e634. doi: 10.1016/S2214-109X(24)00560-6. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 458.Gestational Hypertension and Preeclampsia: ACOG Practice Bulletin Summary, Number 222 Obstet Gynecol. 2020;135(6):1492–1495. doi: 10.1097/AOG.0000000000003892. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 459.ACOG Practice Bulletin No. 202: Gestational Hypertension and Preeclampsia Obstet Gynecol. 2019;133(1):1–1. doi: 10.1097/AOG.0000000000003018. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 460.Zhu M, Huang H. Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome in a Patient with Late Postpartum Eclampsia. Medicine. 2023;102(45):e35867. doi: 10.1097/MD.0000000000035867. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 461.Chaemsaithong P, Sahota DS, Poon LC. First Trimester Preeclampsia Screening and Prediction. Am J Obstet Gynecol. 2022;226(2S):S1071.e2–S1097.e2. doi: 10.1016/j.ajog.2020.07.020. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 462.Davenport MH, Ruchat SM, Poitras VJ, Garcia AJ, Gray CE, Barrowman N, et al. Prenatal Exercise for the Prevention of Gestational Diabetes Mellitus and Hypertensive Disorders of Pregnancy: A Systematic Review and Meta-Analysis. Br J Sports Med. 2018;52(21):1367–1375. doi: 10.1136/bjsports-2018-099355. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 463.Rolnik DL, Wright D, Poon LC, O’Gorman N, Syngelaki A, Matallana CP, et al. Aspirin versus Placebo in Pregnancies at High Risk for Preterm Preeclampsia. N Engl J Med. 2017;377(7):613–622. doi: 10.1056/NEJMoa1704559. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 464.Kasawara KT, Nascimento SL, Costa ML, Surita FG, Silva JL. Exercise and Physical Activity in the Prevention of Pre-Eclampsia: Systematic Review. Acta Obstet Gynecol Scand. 2012;91(10):1147–1157. doi: 10.1111/j.1600-0412.2012.01483.x. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 465.Gomes F, Ashorn P, Askari S, Belizan JM, Boy E, Cormick G, et al. Calcium Supplementation for the Prevention of Hypertensive Disorders of Pregnancy: Current Evidence and Programmatic Considerations. Ann N Y Acad Sci. 2022;1510(1):52–67. doi: 10.1111/nyas.14733. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 466.Woo Kinshella ML, Sarr C, Sandhu A, Bone JN, Vidler M, Moore SE, et al. Calcium for Pre-Eclampsia Prevention: A Systematic Review and Network Meta-Analysis to Guide Personalised Antenatal Care. BJOG. 2022;129(11):1833–1843. doi: 10.1111/1471-0528.17222. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 467.Meher S, Duley L. Rest during Pregnancy for Preventing Pre-Eclampsia and its Complications in Women with Normal Blood Pressure. Cochrane Database Syst Rev. 2006;2006(2):CD005939–CD005939. doi: 10.1002/14651858.CD005939. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 468.Meher S, Abalos E, Carroli G. Bed Rest with or without Hospitalisation for Hypertension during Pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2005;2005(4):CD003514–CD003514. doi: 10.1002/14651858.CD003514.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 469.Dowswell T, Middleton P, Weeks A. Antenatal Day Care Units versus Hospital Admission for Women with Complicated Pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2009;2009(4):CD001803–CD001803. doi: 10.1002/14651858.CD001803.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 470.Nabhan AF, Elsedawy MM. Tight Control of Mild-Moderate Pre-Existing or Non-Proteinuric Gestational Hypertension. Cochrane Database Syst Rev. 2011;(7):CD006907–CD006907. doi: 10.1002/14651858.CD006907.pub2. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 471.American College of Obstetricians and Gynecologists’ Committee on Practice Bulletins–Obstetrics ACOG Practice Bulletin No. 203: Chronic Hypertension in Pregnancy. Obstet Gynecol. 2019;133(1):e26–e50. doi: 10.1097/AOG.0000000000003020. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 472.Bratton S, Taylor MK, Cortez P, Schiattarella A, Fochesato C, Sisti G. Does Atenolol Use during Pregnancy Cause Small for Gestational Age Neonates? A Meta-Analysis. J Perinat Med. 2024;52(8):858–862. doi: 10.1515/jpm-2024-0114. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 473.Duan L, Ng A, Chen W, Spencer HT, Lee MS. Beta-Blocker Subtypes and Risk of Low Birth Weight in Newborns. J Clin Hypertens. 2018;20(11):1603–1609. doi: 10.1111/jch.13397. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 474.Easterling T, Mundle S, Bracken H, Parvekar S, Mool S, Magee LA, et al. Oral Antihypertensive Regimens (Nifedipine Retard, Labetalol, and Methyldopa) for Management of Severe Hypertension in Pregnancy: An Open-Label, Randomised Controlled Trial. Lancet. 2019;394(10203):1011–1021. doi: 10.1016/S0140-6736(19)31282-6. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 475.Sridharan K, Sequeira RP. Drugs for Treating Severe Hypertension in Pregnancy: A Network Meta-Analysis and Trial Sequential Analysis of Randomized Clinical Trials. Br J Clin Pharmacol. 2018;84(9):1906–1916. doi: 10.1111/bcp.13649. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 476.Gonçalves OR, Bendaham LCAR, Simoni GH, Kojima GSA, Faria HS, Abreu VS, et al. Comparative Efficacy and Safety between Intravenous Labetalol and Intravenous Hydralazine for Hypertensive Disorders in Pregnancy: A Systematic Review and Meta-Analysis of 19 Randomized Controlled Trials. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2024;303:337–344. doi: 10.1016/j.ejogrb.2024.11.002. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 477.ACOG Committee Opinion No. 767: Emergent Therapy for Acute-Onset, Severe Hypertension during Pregnancy and the Postpartum Period. Obstet Gynecol. 2019;133(2):e174–e180. doi: 10.1097/AOG.0000000000003075. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 478.Sass N, Itamoto CH, Silva MP, Torloni MR, Atallah AN. Does Sodium Nitroprusside Kill Babies? A Systematic Review. Sao Paulo Med J. 2007;125(2):108–111. doi: 10.1590/s1516-31802007000200008. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 479.Duley L, Gülmezoglu AM, Henderson-Smart DJ, Chou D. Magnesium Sulphate and Other Anticonvulsants for Women with Pre-Eclampsia. Cochrane Database Syst Rev. 2010;2010(11):CD000025–CD000025. doi: 10.1002/14651858.CD000025.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 480.Townsend R, O‘Brien P, Khalil A. Current Best Practice in the Management of Hypertensive Disorders in Pregnancy. Integr Blood Press Control. 2016;9:79–94. doi: 10.2147/IBPC.S77344. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 481.Marques RMCP, Maia SB, Araújo ATV, Araújo LMC, Dias TVQ, Nogueira GTBR, et al. Management of Hypertension in the Early Postpartum: A Randomized Controlled Trial. Pregnancy Hypertens. 2025;;39:101195–101195. doi: 10.1016/j.preghy.2025.101195. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 482.Vilela-Martin JF, Yugar-Toledo JC, Rodrigues MC, Barroso WKS, Carvalho LCBS, González FJT, et al. Luso-Brazilian Position Statement on Hypertensive Emergencies - 2020. Arq Bras Cardiol. 2020;114(4):736–751. doi: 10.36660/abc.20190731. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 483.Kulkarni S, Glover M, Kapil V, Abrams SML, Partridge S, McCormack T, et al. Management of Hypertensive Crisis: British and Irish Hypertension Society Position Document. J Hum Hypertens. 2023;37(10):863–879. doi: 10.1038/s41371-022-00776-9. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 484.Ebinger JE, Liu Y, Driver M, Ji H, Merz CNB, Rader F, et al. Sex-Specific Temporal Trends in Hypertensive Crisis Hospitalizations in the United States. J Am Heart Assoc. 2022;11(4):e021244. doi: 10.1161/JAHA.121.021244. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 485.van den Born BH, Lip GYH, Brguljan-Hitij J, Cremer A, Segura J, Morales E, et al. ESC Council on Hypertension Position Document on the Management of Hypertensive Emergencies. Eur Heart J Cardiovasc Pharmacother. 2019;5(1):37–46. doi: 10.1093/ehjcvp/pvy032. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 486.Patel KK, Young L, Howell EH, Hu B, Rutecki G, Thomas G, et al. Characteristics and Outcomes of Patients Presenting with Hypertensive Urgency in the Office Setting. JAMA Intern Med. 2016;176(7):981–988. doi: 10.1001/jamainternmed.2016.1509. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 487.Burton TJ, Wilkinson IB. The Dangers of Immediate-Release Nifedipine in the Emergency Treatment of Hypertension. J Hum Hypertens. 2008;22(4):301–302. doi: 10.1038/sj.jhh.1002324. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 488.Campos CL, Herring CT, Ali AN, Jones DN, Wofford JL, Caine AL, et al. Pharmacologic Treatment of Hypertensive Urgency in the Outpatient Setting: A Systematic Review. J Gen Intern Med. 2018;33(4):539–550. doi: 10.1007/s11606-017-4277-6. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 489.Rossi GP, Rossitto G, Maifredini C, Barchitta A, Bettella A, Latella R, et al. Management of Hypertensive Emergencies: A Practical Approach. Blood Press. 2021;30(4):208–219. doi: 10.1080/08037051.2021.1917983. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 490.Meacham KS, Schmidt JD, Sun Y, Rasmussen M, Liu Z, Adams DC, et al. Impact of Intravenous Antihypertensive Therapy on Cerebral Blood Flow and Neurocognition: A Systematic Review and Meta-Analysis. Br J Anaesth. 2025;134(3):713–726. doi: 10.1016/j.bja.2024.12.007. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 491.Brown CS, Silva LOJ, Mattson AE, Cabrera D, Farrell K, Gerberi DJ, et al. Comparison of Intravenous Antihypertensives on Blood Pressure Control in Acute Neurovascular Emergencies: A Systematic Review. Neurocrit Care. 2022;37(2):435–446. doi: 10.1007/s12028-021-01417-8. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 492.Brazzelli M, Sandercock PA, Chappell FM, Celani MG, Righetti E, Arestis N, et al. Magnetic Resonance Imaging versus Computed Tomography for Detection of Acute Vascular Lesions in Patients Presenting with Stroke Symptoms. Cochrane Database Syst Rev. 2009;(4):CD007424–CD007424. doi: 10.1002/14651858.CD007424.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 493.Li G, Lin Y, Yang J, Anderson CS, Chen C, Liu F, et al. Intensive Ambulance-Delivered Blood-Pressure Reduction in Hyperacute Stroke. N Engl J Med. 2024;390(20):1862–1872. doi: 10.1056/NEJMoa2314741. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 494.Jovin TG, Chamorro A, Cobo E, de Miquel MA, Molina CA, Rovira A, et al. Thrombectomy Within 8 Hours after Symptom Onset in Ischemic Stroke. N Engl J Med. 2015;372(24):2296–2306. doi: 10.1056/NEJMoa1503780. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 495.Powers WJ, Rabinstein AA, Ackerson T, Adeoye OM, Bambakidis NC, Becker K, et al. 2018 Guidelines for the Early Management of Patients with Acute Ischemic Stroke: A Guideline for Healthcare Professionals from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke. 2018;49(3):e46–e110. doi: 10.1161/STR.0000000000000158. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 496.Lee M, Ovbiagele B, Hong KS, Wu YL, Lee JE, Rao NM, et al. Effect of Blood Pressure Lowering in Early Ischemic Stroke: Meta-Analysis. Stroke. 2015;46(7):1883–1889. doi: 10.1161/STROKEAHA.115.009552. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 497.Woodhouse LJ, Manning L, Potter JF, Berge E, Sprigg N, Wardlaw J, et al. Continuing or Temporarily Stopping Prestroke Antihypertensive Medication in Acute Stroke: An Individual Patient Data Meta-Analysis. Hypertension. 2017;69(5):933–941. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.116.07982. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 498.Dirren E, Paredes JBE, Klug J, Barthoulot M, Fluss J, Fracasso T, et al. Stroke Incidence, Case Fatality, and Mortality Using the WHO International Classification of Diseases 11: The Geneva Stroke Study. Neurology. 2025;104(5):e213353. doi: 10.1212/WNL.0000000000213353. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 499.Moullaali TJ, Wang X, Sandset EC, Woodhouse LJ, Law ZK, Arima H, et al. Early Lowering of Blood Pressure after Acute Intracerebral Haemorrhage: A Systematic Review and Meta-Analysis of Individual Patient Data. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2022;93(1):6–13. doi: 10.1136/jnnp-2021-327195. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 500.Greenberg SM, Ziai WC, Cordonnier C, Dowlatshahi D, Francis B, Goldstein JN, et al. 2022 Guideline for the Management of Patients with Spontaneous Intracerebral Hemorrhage: A Guideline from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke. 2022;53(7):e282–e361. doi: 10.1161/STR.0000000000000407. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 501.Ma L, Hu X, Song L, Chen X, Ouyang M, Billot L, et al. The Third Intensive Care Bundle with Blood Pressure Reduction in Acute Cerebral Haemorrhage Trial (INTERACT3): An International, Stepped Wedge Cluster Randomised Controlled Trial. Lancet. 2023;402(10395):27–40. doi: 10.1016/S0140-6736(23)00806-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 502.Perez MI, Musini VM, Wright JM. Effect of Early Treatment with Anti-Hypertensive Drugs on Short and Long-Term Mortality in Patients with an Acute Cardiovascular Event. Cochrane Database Syst Rev. 2009;(4):CD006743–CD006743. doi: 10.1002/14651858.CD006743.pub2. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 503.Virani SS, Newby LK, Arnold SV, Bittner V, Brewer LC, Demeter SH, et al. 2023 AHA/ACC/ACCP/ASPC/NLA/PCNA Guideline for the Management of Patients with Chronic Coronary Disease: A Report of the American Heart Association/American College of Cardiology Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. Circulation. 2023;148(9):e9–e119. doi: 10.1161/CIR.0000000000001168. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 504.Bentancur AG, Rieck J, Koldanov R, Dankner RS. Acute Pulmonary Edema in the Emergency Department: Clinical and Echocardiographic Survey in an Aged Population. Am J Med Sci. 2002;323(5):238–243. doi: 10.1097/00000441-200205000-00002. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 505.Isselbacher EM, Preventza O, Black JH, Augoustides JG, Beck AW, Bolen MA, et al. 2022 ACC/AHA Guideline for the Diagnosis and Management of Aortic Disease: A Report of the American Heart Association/American College of Cardiology Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. J Thorac Cardiovasc Surg. 2023;166(5):e182–e331. doi: 10.1016/j.jtcvs.2023.04.023. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 506.Bossone E, Gorla R, LaBounty TM, Suzuki T, Gilon D, Strauss C, et al. Presenting Systolic Blood Pressure and Outcomes in Patients with Acute Aortic Dissection. J Am Coll Cardiol. 2018;71(13):1432–1440. doi: 10.1016/j.jacc.2018.01.064. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 507.Buitenwerf E, Osinga TE, Timmers HJLM, Lenders JWM, Feelders RA, Eekhoff EMW, et al. Efficacy of α-Blockers on Hemodynamic Control During Pheochromocytoma Resection: A Randomized Controlled Trial. J Clin Endocrinol Metab. 2020;105(7):2381–2391. doi: 10.1210/clinem/dgz188. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 508.Frishman WH, Del Vecchio A, Sanal S, Ismail A. Cardiovascular Manifestations of Substance Abuse: Part 2: Alcohol, Amphetamines, Heroin, Cannabis, and Caffeine. Heart Dis. 2003;5(4):253–271. doi: 10.1097/01.hdx.0000080713.09303.a6. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 509.Frishman WH, Del Vecchio A, Sanal S, Ismail A. Cardiovascular Manifestations of Substance Abuse Part 1: Cocaine. Heart Dis. 2003;5(3):187–201. doi: 10.1097/01.hdx.0000074519.43281.fa. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 510.Halimi JM, Fréminville JB, Gatault P, Bisson A, Sautenet B, Maisons V, et al. Characteristics and Prognosis of Patients with Hypertensive Encephalopathy: A French Nationwide Cohort Study. Hypertension. 2023;80(8):1716–1727. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.123.21226. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 511.Boulestreau R, Śpiewak M, Januszewicz A, Kreutz R, Guzik TJ, Januszewicz M, et al. Malignant Hypertension: A Systemic Cardiovascular Disease: JACC Review Topic of the Week. J Am Coll Cardiol. 2024;83(17):1688–1701. doi: 10.1016/j.jacc.2024.02.037. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 512.Ahmed ME, Walker JM, Beevers DG, Beevers M. Lack of Difference between Malignant and Accelerated Hypertension. Br Med J. 1986;292(6515):235–237. doi: 10.1136/bmj.292.6515.235. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 513.Gosse P, Boulestreau R, Brockers C, Puel C, Rubin S, Cremer A. The Pharmacological Management of Malignant Hypertension. J Hypertens. 2020;38(11):2325–2330. doi: 10.1097/HJH.0000000000002547. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 514.Cremer A, Amraoui F, Lip GY, Morales E, Rubin S, Segura J, et al. From Malignant Hypertension to Hypertension-MOD: A Modern Definition for an old but Still Dangerous Emergency. J Hum Hypertens. 2016;30(8):463–466. doi: 10.1038/jhh.2015.112. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 515.Ma H, Jiang M, Fu Z, Wang Z, Shen P, Shi H, et al. Clinical Value of Multiorgan Damage in Hypertensive Crises: A Prospective Follow-Up Study. J Clin Hypertens. 2020;22(5):914–923. doi: 10.1111/jch.13848. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 516.Carey RM, Calhoun DA, Bakris GL, Brook RD, Daugherty SL, Dennison-Himmelfarb CR, et al. Resistant Hypertension: Detection, Evaluation, and Management: A Scientific Statement from the American Heart Association. Hypertension. 2018;72(5):e53–e90. doi: 10.1161/HYP.0000000000000084. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 517.Yugar-Toledo JC, Moreno H, Jr, Gus M, Rosito GBA, Scala LCN, Muxfeldt ES, et al. Brazilian Position Statement on Resistant Hypertension - 2020. Arq Bras Cardiol. 2020;114(3):576–596. doi: 10.36660/abc.20200198. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 518.Acelajado MC, Pisoni R, Dudenbostel T, Dell’Italia LJ, Cartmill F, Zhang B, et al. Refractory Hypertension: Definition, Prevalence, and Patient Characteristics. J Clin Hypertens. 2012;14(1):7–12. doi: 10.1111/j.1751-7176.2011.00556.x. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 519.Matanes F, Khan MB, Siddiqui M, Dudenbostel T, Calhoun D, Oparil S. An Update on Refractory Hypertension. Curr Hypertens Rep. 2022;24(7):225–234. doi: 10.1007/s11906-022-01185-6. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 520.Noubiap JJ, Nansseu JR, Nyaga UF, Sime PS, Francis I, Bigna JJ. Global Prevalence of Resistant Hypertension: A Meta-Analysis of Data from 3.2 Million Patients. Heart. 2019;105(2):98–105. doi: 10.1136/heartjnl-2018-313599. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 521.Calhoun DA, Booth JN, 3rd, Oparil S, Irvin MR, Shimbo D, Lackland DT, et al. Refractory Hypertension: Determination of Prevalence, Risk Factors, and Comorbidities in a Large, Population-Based Cohort. Hypertension. 2014;63(3):451–458. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.113.02026. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 522.Armario P, Calhoun DA, Oliveras A, Blanch P, Vinyoles E, Banegas JR, et al. Prevalence and Clinical Characteristics of Refractory Hypertension. J Am Heart Assoc. 2017;6(12):e007365. doi: 10.1161/JAHA.117.007365. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 523.Chedier B, Cortez AF, Roderjan CN, Cavalcanti AH, Carlos FOC, Santos BDM, et al. Prevalence and Clinical Profile of Refractory Hypertension in a Large Cohort of Patients with Resistant Hypertension. J Hum Hypertens. 2021;35(8):709–717. doi: 10.1038/s41371-020-00406-2. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 524.Dell’Oro R, Quarti-Trevano F, Seravalle G, Zanchettin F, Bertoli S, Airoldi F, et al. Sympathetic Nerve Traffic and Arterial Baroreflex Function in Apparent Drug-Resistant Hypertension. Hypertension. 2019;74(4):903–909. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.119.13009. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 525.Velasco A, Siddiqui M, Kreps E, Kolakalapudi P, Dudenbostel T, Arora G, et al. Refractory Hypertension is not Attributable to Intravascular Fluid Retention as Determined by Intracardiac Volumes. Hypertension. 2018;72(2):343–349. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.118.10965. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 526.Hwang AY, Dietrich E, Pepine CJ, Smith SM. Resistant Hypertension: Mechanisms and Treatment. Curr Hypertens Rep. 2017;19(7):56–56. doi: 10.1007/s11906-017-0754-x. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 527.Bełtowski J. Salt Intake, Aldosterone Secretion, and Obesity: Role in the Pathogenesis of Resistant Hypertension. Am J Hypertens. 2021;34(6):588–590. doi: 10.1093/ajh/hpab015. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 528.Dudenbostel T, Li P, Calhoun DA. Paradoxical Increase of 24-Hour Urinary Aldosterone Levels in Obese Patients with Resistant Hypertension on a High Salt Diet. Am J Hypertens. 2021;34(6):600–608. doi: 10.1093/ajh/hpaa208. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 529.Dudenbostel T, Acelajado MC, Pisoni R, Li P, Oparil S, Calhoun DA. Refractory Hypertension: Evidence of Heightened Sympathetic Activity as a Cause of Antihypertensive Treatment Failure. Hypertension. 2015;66(1):126–133. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.115.05449. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 530.Lauder L, Mahfoud F, Böhm M. Management of Resistant Hypertension. Annu Rev Med. 2024;75:443–457. doi: 10.1146/annurev-med-050922-052605. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 531.Schiffrin EL, Fisher NDL. Diagnosis and Management of Resistant Hypertension. BMJ. 2024;385:e079108. doi: 10.1136/bmj-2023-079108. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 532.Parodi R, Brandani L, Romero C, Klein M. Resistant Hypertension: Diagnosis, Evaluation, and Treatment Practical Approach. Eur J Intern Med. 2024;123:23–28. doi: 10.1016/j.ejim.2023.12.026. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 533.Kim HM, Shin J. Role of Home Blood Pressure Monitoring in Resistant Hypertension. Clin Hypertens. 2023;29(1):2–2. doi: 10.1186/s40885-022-00226-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 534.Lee EM. When and How to Use Ambulatory Blood Pressure Monitoring and Home Blood Pressure Monitoring for Managing Hypertension. Clin Hypertens. 2024;30(1):10–10. doi: 10.1186/s40885-024-00265-w. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 535.Hamrahian SM. Medication Non-Adherence: A Major Cause of Resistant Hypertension. Curr Cardiol Rep. 2020;22(11):133–133. doi: 10.1007/s11886-020-01400-3. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 536.Sim JJ, Bhandari SK, Shi J, Reynolds K, Calhoun DA, Kalantar-Zadeh K, et al. Comparative Risk of Renal, Cardiovascular, and Mortality Outcomes in Controlled, Uncontrolled Resistant, and Nonresistant Hypertension. Kidney Int. 2015;88(3):622–632. doi: 10.1038/ki.2015.142. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 537.Hung CY, Wang KY, Wu TJ, Hsieh YC, Huang JL, Loh el-W, et al. Resistant Hypertension, Patient Characteristics, and Risk of Stroke. PLoS One. 2014;9(8):e104362. doi: 10.1371/journal.pone.0104362. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 538.Pedrosa RP, Drager LF, Gonzaga CC, Sousa MG, Paula LK, Amaro AC, et al. Obstructive Sleep Apnea: The Most Common Secondary Cause of Hypertension Associated with Resistant Hypertension. Hypertension. 2011;58(5):811–817. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.111.179788. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 539.Muxfeldt ES, Margallo VS, Guimarães GM, Salles GF. Prevalence and Associated Factors of Obstructive Sleep Apnea in Patients with Resistant Hypertension. Am J Hypertens. 2014;27(8):1069–1078. doi: 10.1093/ajh/hpu023. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 540.Lauravicius AG, Souza JB, Sousa MG, Passarelli O., Jr. In: Hipertensão. 3rd ed. Sociedade Brasileira de Cardiologia, editor. Santana de Parnaíba: Manole; 2022. Hipertensão Arterial Resistente e Refratária; pp. 394–405. [Google Scholar]
  • 541.Hornstrup BG, Hoffmann-Petersen N, Lauridsen TG, Bech JN. Dietary Sodium Restriction Reduces Blood Pressure in Patients with Treatment Resistant Hypertension. BMC Nephrol. 2023;24(1):274–274. doi: 10.1186/s12882-023-03333-9. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 542.Tziomalos K, Athyros VG, Mikhailidis DP, Karagiannis A. Hydrochlorothiazide vs. Chlorthalidone as the Optimal Diuretic for the Management of Hypertension. Curr Pharm Des. 2013;19(21):3766–3772. doi: 10.2174/13816128113199990315. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 543.Ishani A, Cushman WC, Leatherman SM, Lew RA, Woods P, Glassman PA, et al. Chlorthalidone vs. Hydrochlorothiazide for Hypertension-Cardiovascular Events. N Engl J Med. 2022;387(26):2401–2410. doi: 10.1056/NEJMoa2212270. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 544.Williams B, MacDonald TM, Morant S, Webb DJ, Sever P, McInnes G, et al. Spironolactone versus Placebo, Bisoprolol, and Doxazosin to Determine the Optimal Treatment for Drug-Resistant Hypertension (PATHWAY-2): A Randomised, Double-Blind, Crossover Trial. Lancet. 2015;386(10008):2059–2068. doi: 10.1016/S0140-6736(15)00257-3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 545.Manolis AA, Manolis TA, Melita H, Manolis AS. Eplerenone versus Spironolactone in Resistant Hypertension: An Efficacy and/or Cost or Just a Men‘s Issue? Curr Hypertens Rep. 2019;21(3):22–22. doi: 10.1007/s11906-019-0924-0. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 546.Lee CJ, Ihm SH, Shin DH, Jeong JO, Kim JH, Chun KH, et al. Spironolactone vs Amiloride for Resistant Hypertension: A Randomized Clinical Trial. JAMA. 2025;333(23):2073–2082. doi: 10.1001/jama.2025.5129. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 547.Nardoianni G, Pala B, Scoccia A, Volpe M, Barbato E, Tocci G. Systematic Review Article: New Drug Strategies for Treating Resistant Hypertension-the Importance of a Mechanistic, Personalized Approach. High Blood Press Cardiovasc Prev. 2024;31(2):99–112. doi: 10.1007/s40292-024-00634-4. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 548.Agarwal R, Sinha AD, Cramer AE, Balmes-Fenwick M, Dickinson JH, Ouyang F, et al. Chlorthalidone for Hypertension in Advanced Chronic Kidney Disease. N Engl J Med. 2021;385(27):2507–2519. doi: 10.1056/NEJMoa2110730. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 549.Cestario EDES, Vilela-Martin JF, Cosenso-Martin LN, Rubio TA, Uyemura JRR, Lopes VS, et al. Effect of Sequential Nephron Blockade versus Dual Renin-Angiotensin System Blockade Plus Bisoprolol in the Treatment of Resistant Hypertension, a Randomized Controlled Trial (Resistant Hypertension on Treatment - ResHypOT) Vasc Health Risk Manag. 2022;18:867–878. doi: 10.2147/VHRM.S383007. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 550.Xie B, Gao Q, Wang Y, Du J, He Y. Effect of Sacubitril-Valsartan on Left Ventricular Remodeling and NT-proBNP in Patients with Heart Failure Complicated with Hypertension and Reduced Ejection Fraction. Am J Transl Res. 2024;16(5):1935–1944. doi: 10.62347/KHQW5375. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 551.Agarwal R, Kolkhof P, Bakris G, Bauersachs J, Haller H, Wada T, et al. Steroidal and Non-Steroidal Mineralocorticoid Receptor Antagonists in Cardiorenal Medicine. Eur Heart J. 2021;42(2):152–161. doi: 10.1093/eurheartj/ehaa736. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 552.Freeman MW, Halvorsen YD, Marshall W, Pater M, Isaacsohn J, Pearce C, et al. Phase 2 Trial of Baxdrostat for Treatment-Resistant Hypertension. N Engl J Med. 2023;388(5):395–405. doi: 10.1056/NEJMoa2213169. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 553.Laffin LJ, Rodman D, Luther JM, Vaidya A, Weir MR, Rajicic N, et al. Aldosterone Synthase Inhibition with Lorundrostat for Uncontrolled Hypertension: The Target-HTN Randomized Clinical Trial. JAMA. 2023;330(12):1140–1150. doi: 10.1001/jama.2023.16029. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 554.Schlaich MP, Bellet M, Weber MA, Danaietash P, Bakris GL, Flack JM, et al. Dual Endothelin Antagonist Aprocitentan for Resistant Hypertension (PRECISION): A Multicentre, Blinded, Randomised, Parallel-Group, Phase 3 Trial. Lancet. 2022;400(10367):1927–1937. doi: 10.1016/S0140-6736(22)02034-7. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 555.Desai AS, Webb DJ, Taubel J, Casey S, Cheng Y, Robbie GJ, et al. Zilebesiran, an RNA Interference Therapeutic Agent for Hypertension. N Engl J Med. 2023;389(3):228–238. doi: 10.1056/NEJMoa2208391. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 556.Bakris GL, Saxena M, Gupta A, Chalhoub F, Lee J, Stiglitz D, et al. RNA Interference with Zilebesiran for Mild to Moderate Hypertension: The KARDIA-1 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2024;331(9):740–749. doi: 10.1001/jama.2024.0728. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 557.Morgan ES, Tami Y, Hu K, Brambatti M, Mullick AE, Geary RS, et al. Antisense Inhibition of Angiotensinogen with IONIS-AGT-LRx: Results of Phase 1 and Phase 2 Studies. JACC Basic Transl Sci. 2021;6(6):485–496. doi: 10.1016/j.jacbts.2021.04.004. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 558.Barbato E, Azizi M, Schmieder RE, Lauder L, Böhm M, Brouwers S, et al. Renal Denervation in the Management of Hypertension in Adults. A Clinical Consensus Statement of the ESC Council on Hypertension and the European Association of Percutaneous Cardiovascular Interventions (EAPCI) Eur Heart J. 2023;44(15):1313–1330. doi: 10.1093/eurheartj/ehad054. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 559.Bakris GL, Townsend RR, Liu M, Cohen SA, D’Agostino R, Flack JM, et al. Impact of Renal Denervation on 24-Hour Ambulatory Blood Pressure: Results from SYMPLICITY HTN-3. J Am Coll Cardiol. 2014;64(11):1071–1078. doi: 10.1016/j.jacc.2014.05.012. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 560.Azizi M, Sanghvi K, Saxena M, Gosse P, Reilly JP, Levy T, et al. Ultrasound Renal Denervation for Hypertension Resistant to a Triple Medication Pill (RADIANCE-HTN TRIO): A Randomised, Multicentre, Single-Blind, Sham-Controlled Trial. Lancet. 2021;397(10293):2476–2486. doi: 10.1016/S0140-6736(21)00788-. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 561.Mufarrih SH, Qureshi NQ, Khan MS, Kazimuddin M, Secemsky E, Bloch MJ, et al. Randomized Trials of Renal Denervation for Uncontrolled Hypertension: An Updated Meta-Analysis. J Am Heart Assoc. 2024;13(16):e034910. doi: 10.1161/JAHA.124.034910. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 562.Benjamin EJ, Muntner P, Alonso A, Bittencourt MS, Callaway CW, Carson AP, et al. Heart Disease and Stroke Statistics-2019 Update: A Report from the American Heart Association. Circulation. 2019;139(10):e56–e528. doi: 10.1161/CIR.0000000000000659. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 563.Cramer JA, Roy A, Burrell A, Fairchild CJ, Fuldeore MJ, Ollendorf DA, et al. Medication Compliance and Persistence: Terminology and Definitions. Value Health. 2008;11(1):44–47. doi: 10.1111/j.1524-4733.2007.00213.x. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 564.Ho PM, Bryson CL, Rumsfeld JS. Medication Adherence: Its Importance in Cardiovascular Outcomes. Circulation. 2009;119(23):3028–3035. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.108.768986. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 565.Vrijens B, Urquhart J. Methods for Measuring, Enhancing, and Accounting for Medication Adherence in Clinical Trials. Clin Pharmacol Ther. 2014;95(6):617–626. doi: 10.1038/clpt.2014.59. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 566.Osterberg L, Blaschke T. Adherence to Medication. N Engl J Med. 2005;353(5):487–497. doi: 10.1056/NEJMra050100. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 567.Malachias MVB, Kaiser SE, Albuquerque DC, Brandão AA, Sposito AC, Moura LZ, et al. Risk of Adverse Health Outcomes in Patients with Poor Adherence to Cardiovascular Medication Treatment: A Systematic Review. Arq Bras Cardiol. 2024;121(10):e20240469. doi: 10.36660/abc.20240469. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 568.Thomopoulos C, Parati G, Zanchetti A. Effects of Blood Pressure Lowering on Outcome Incidence in Hypertension. 1. Overview, Meta-Analyses, and Meta-Regression Analyses of Randomized Trials. J Hypertens. 2014;32(12):2285–2295. doi: 10.1097/HJH.0000000000000378. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 569.Bundy JD, Li C, Stuchlik P, Bu X, Kelly TN, Mills KT, et al. Systolic Blood Pressure Reduction and Risk of Cardiovascular Disease and Mortality: A Systematic Review and Network Meta-Analysis. JAMA Cardiol. 2017;2(7):775–781. doi: 10.1001/jamacardio.2017.1421. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 570.Cedillo-Couvert EA, Ricardo AC, Chen J, Cohan J, Fischer MJ, Krousel-Wood M, et al. Self-Reported Medication Adherence and CKD Progression. Kidney Int Rep. 2018;3(3):645–651. doi: 10.1016/j.ekir.2018.01.007. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 571.Liu M, Zheng G, Cao X, Chang X, Zhang N, Liang G, et al. Better Medications Adherence Lowers Cardiovascular Events, Stroke, and All-Cause Mortality Risk: A Dose-Response Meta-Analysis. J Cardiovasc Dev Dis. 2021;8(11):146–146. doi: 10.3390/jcdd8110146. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 572.Lee EKP, Poon P, Yip BHK, Bo Y, Zhu MT, Yu CP, et al. Global Burden, Regional Differences, Trends, and Health Consequences of Medication Nonadherence for Hypertension During 2010 to 2020: A Meta-Analysis Involving 27 Million Patients. J Am Heart Assoc. 2022;11(17):e026582. doi: 10.1161/JAHA.122.026582. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 573.Bryant KB, Rao AS, Cohen LP, Dandan N, Kronish IM, Barai N, et al. Effectiveness and Cost-Effectiveness of Team-Based Care for Hypertension: A Meta-Analysis and Simulation Study. Hypertension. 2023;80(6):1199–1208. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.20292. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 574.Palmer MJ, Machiyama K, Woodd S, Gubijev A, Barnard S, Russell S, et al. Mobile Phone-Based Interventions for Improving Adherence to Medication Prescribed for the Primary Prevention of Cardiovascular Disease in Adults. Cochrane Database Syst Rev. 2021;3(3):CD012675–CD012675. doi: 10.1002/14651858.CD012675.pub3. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 575.Schroeder K, Fahey T, Ebrahim S. Interventions for Improving Adherence to Treatment in Patients with High Blood Pressure in Ambulatory Settings. Cochrane Database Syst Rev. 2004;2004(2):CD004804–CD004804. doi: 10.1002/14651858.CD004804. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 576.Silva LALB, Melo RC, Toma TS, Araújo BC, Luquine CD, Jr, Milhomens LM, et al. Adherence, Barriers, and Facilitators for the Treatment of Systemic Arterial Hypertension: Rapid Review of Evidence. Rev Panam Salud Publica. 2023;47:e67. doi: 10.26633/RPSP.2023.67. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 577.Brasil. Presidência da República . Unidades Básicas de Saúde [Internet] Brasília: Secretaria de Comunicação Social; 2024. [cited 2025 Aug 14]. Available from: https://www.gov.br/secom/pt-br/acesso-a-informacao/comunicabr/lista-de-acoes-e-programas/unidades-basicas-de-saude-do-governo-federal . [Google Scholar]
  • 578.Brasil. Ministério da Saúde . Atenção Primária e Atenção Especializada [Internet] Brasília: Ministério da Saúde; 2022. [cited 2025 Aug 14]. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/atencao-primaria-e-atencao-especializada-conheca-os-niveis-de-assistencia-do-maior-sistema-publico-de-saude-do-mundo . [Google Scholar]
  • 579.Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ministério da Saúde . Pesquisa Nacional de Saúde: 2019: Percepção do Estado de Saúde, Estilos de Vida, Doenças Crônicas e Saúde Bucal: Brasil e Grandes Regiões [Internet] Rio de Janeiro: IBGE; 2020. [cited 2025 Aug 14]. Available from: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101764.pdf . [Google Scholar]
  • 580.American Heart Association . PREVENT™ (Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events) online calculator [Internet] Dallas: American Heart Association; 2025. [cited 2025 Aug 14]. Available from: https://professional.heart.org/en/guidelines-and-statements/prevent-calculator . [Google Scholar]
  • 581.Sakima A, Satonaka H, Nishida N, Yatsu K, Arima H. Optimal Blood Pressure Targets for Patients with Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. Hypertens Res. 2019;42(4):483–495. doi: 10.1038/s41440-018-0123-4. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 582.Brasil. Ministério da Saúde . Portaria SETICS/MS nº 22, de 10 de maio de 2023 [Internet] Brasília: Ministério da Saúde; 2023. [cited 2025 Aug 14]. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. Available from: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2023/20230511_portaria_dou_22.pdf/view . [Google Scholar]
  • 583.Akasaki Y, Suematsu Y, Azushima K, Shiga Y, Sakima A, Satoh M, et al. Impact of Patient Care Teams on Blood Pressure Control in Patients with Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. Hypertens Res. 2025;48(6):1827–1838. doi: 10.1038/s41440-025-02152-9. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 584.Ogungbe O, Cazabon D, Moran AE, Neupane D, Himmelfarb CD, Edward A, et al. Landscape of Team-Based Care to Manage Hypertension: Results from Two Surveys in Low/Middle-Income Countries. BMJ Open. 2023;13(7):e072192. doi: 10.1136/bmjopen-2023-072192. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 585.Brasil. Ministério da Saúde . Linha de cuidado do adulto com hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde; 2021. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Saúde da Família. [Google Scholar]
  • 586.Sambah F, McBain-Rigg K, Seidu AA, Emeto TI. A Qualitative Study on the Barriers and Enablers to Effective Hypertension Management in Ghana. Healthcare. 2025;13(5):479–479. doi: 10.3390/healthcare13050479. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 587.Brasil. Ministério da Saúde . Aplicativo MedSUS é Disponibilizado para População [Internet] Brasília: Ministério da Saúde; 2024. [cited 2025 Aug 18]. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/janeiro/aplicativo-medsus-e-disponibilizado-para-populacao . [Google Scholar]
  • 588.Lloyd-Jones DM, Allen NB, Anderson CAM, Black T, Brewer LC, Foraker RE, et al. Life's Essential 8: Updating and Enhancing the American Heart Association's Construct of Cardiovascular Health: A Presidential Advisory from the American Heart Association. Circulation. 2022;146(5):e18–e43. doi: 10.1161/CIR.0000000000001078. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 589.São Paulo. Secretaria Municipal da Saúde . Protocolo Clínico Prático: Tratamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis na Atenção Primária à Saúde – Hipertensão Arterial [Internet] São Paulo: Secretaria Municipal da Saúde; 2025. [cited 2025 Aug 18]. Available from: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/protocolo . [Google Scholar]
  • 590.Associação Paulista de Medicina . Telemedicina e Saúde Digital [Internet] São Paulo: Associação Paulista de Medicina; 2025. [cited 2025 Aug 18]. Available from: https://www.apm.org.br/wp-content/uploads/APM709.pdf . [Google Scholar]
  • 591.Deloitte Centre for Health Solutions . Connected Health: How Digital Technology is Transforming Health and Social Care [Internet] London: Deloitte; 2025. [cited 2025 Aug 18]. Available from: https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/ch/Documents/life-sciences-health-care/ch-en-life-science-deloitte-connected-health.pdf . [Google Scholar]
  • 592.Conselho Federal de Medicina . Resolução CFM nº 2.314, de 20 de abril de 2022 [Internet] Brasília: Conselho Federal de Medicina; 2022. [cited 2025 Aug 18]. Available from: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852 . [Google Scholar]
  • 593.Motairek I, Makhlouf MHE, Rajagopalan S, Al-Kindi S. The Exposome and Cardiovascular Health. Can J Cardiol. 2023;39(9):1191–1203. doi: 10.1016/j.cjca.2023.05.020. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 594.Barbosa ECD, Farina GS, Basso CS, Camafort M, Coca A, Nadruz W. Seasonal Variation in Blood Pressure: What is Still Missing? Front Cardiovasc Med. 2023;;10:1233325–1233325. doi: 10.3389/fcvm.2023.1233325. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 595.Bont J, Jaganathan S, Dahlquist M, Persson Å, Stafoggia M, Ljungman P. Ambient Air Pollution and Cardiovascular Diseases: An Umbrella Review of Systematic Reviews and Meta-Analyses. J Intern Med. 2022;291(6):779–800. doi: 10.1111/joim.13467. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 596.Chen F, Fu W, Shi O, Li D, Jiang Q, Wang T, et al. Impact of Exposure to Noise on the Risk of Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis of Cohort Studies. Environ Res. 2021;;195:110813–110813. doi: 10.1016/j.envres.2021.110813. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 597.Wensu Z, Wenjuan W, Fenfen Z, Wen C, Li L. The Effects of Greenness Exposure on Hypertension Incidence Among Chinese Oldest-Old: A Prospective Cohort Study. Environ Health. 2022;21(1):66–66. doi: 10.1186/s12940-022-00876-6. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 598.Omboni S, Panzeri E, Campolo L. E-Health in Hypertension Management: an Insight into the Current and Future Role of Blood Pressure Telemonitoring. Curr Hypertens Rep. 2020;22(6):42–42. doi: 10.1007/s11906-020-01056-y. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 599.Kario K. Management of Hypertension in the Digital Era: Small Wearable Monitoring Devices for Remote Blood Pressure Monitoring. Hypertension. 2020;76(3):640–650. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.14742. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 600.Bradley CK, Shimbo D, Colburn DA, Pugliese DN, Padwal R, Sia SK, et al. Cuffless Blood Pressure Devices. Am J Hypertens. 2022;35(5):380–387. doi: 10.1093/ajh/hpac017. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 601.Sola J, Vybornova A, Fallet S, Polychronopoulou E, Wurzner-Ghajarzadeh A, Wuerzner G. Validation of the Optical Aktiia Bracelet in Different Body Positions for the Persistent Monitoring of Blood Pressure. Sci Rep. 2021;11(1):20644–20644. doi: 10.1038/s41598-021-99294-w. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 602.Pan HY, Lee CK, Liu TY, Lee GW, Chen CW, Wang TD. The Role of Wearable Home Blood Pressure Monitoring in Detecting Out-of-Office Control Status. Hypertens Res. 2024;47(4):1033–1041. doi: 10.1038/s41440-023-01539-w. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 603.Yu S, Chen Z, Wu X. The Impact of Wearable Devices on Physical Activity for Chronic Disease Patients: Findings from the 2019 Health Information National Trends Survey. Int J Environ Res Public Health. 2023;20(1):887–887. doi: 10.3390/ijerph20010887. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 604.Konstantinidis D, Iliakis P, Tatakis F, Thomopoulos K, Dimitriadis K, Tousoulis D, et al. Wearable Blood Pressure Measurement Devices and New Approaches in Hypertension Management: The Digital Era. J Hum Hypertens. 2022;36(11):945–951. doi: 10.1038/s41371-022-00675-z. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 605.Landry C, Dubrofsky L, Pasricha SV, Ringrose J, Ruzicka M, Tran KC, et al. Hypertension Canada Statement on the Use of Cuffless Blood Pressure Monitoring Devices in Clinical Practice. Am J Hypertens. 2025;38(5):259–266. doi: 10.1093/ajh/hpae154. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 606.Stergiou GS, Mukkamala R, Avolio A, Kyriakoulis KG, Mieke S, Murray A, et al. Cuffless Blood Pressure Measuring Devices: Review and Statement by the European Society of Hypertension Working Group on Blood Pressure Monitoring and Cardiovascular Variability. J Hypertens. 2022;40(8):1449–1460. doi: 10.1097/HJH.0000000000003224. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 607.Bhaltadak V, Ghewade B, Yelne S. A Comprehensive Review on Advancements in Wearable Technologies: Revolutionizing Cardiovascular Medicine. Cureus. 2024;16(5):e61312. doi: 10.7759/cureus.61312. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 608.Casey DE, Jr, Thomas RJ, Bhalla V, Commodore-Mensah Y, Heidenreich PA, Kolte D, et al. 2019 AHA/ACC Clinical Performance and Quality Measures for Adults with High Blood Pressure: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Performance Measures. Circ Cardiovasc Qual Outcomes. 2019;12(11):e000057. doi: 10.1161/HCQ.0000000000000057. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 609.Min S, An J, Lee JH, Kim JH, Joe DJ, Eom SH, et al. Wearable Blood Pressure Sensors for Cardiovascular Monitoring and Machine Learning Algorithms for Blood Pressure Estimation. Nat Rev Cardiol. 2025 doi: 10.1038/s41569-025-01127-0. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 610.Gazit T, Gutman M, Beatty AL. Assessment of Hypertension Control Among Adults Participating in a Mobile Technology Blood Pressure Self-Management Program. JAMA Netw Open. 2021;4(10):e2127008. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2021.27008. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 611.Avolio A, Kim MO, Adji A, Gangoda S, Avadhanam B, Tan I, et al. Cerebral Haemodynamics: Effects of Systemic Arterial Pulsatile Function and Hypertension. Curr Hypertens Rep. 2018;20(3):20–20. doi: 10.1007/s11906-018-0822-x. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 612.Coca A, Sebba-Barroso WK. High Blood Pressure Variability in Middle Age and Cognitive Decline in the Elderly: The Search for Better Predictors of Dementia. J Hypertens. 2024;42(11):1889–1890. doi: 10.1097/HJH.0000000000003826. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 613.van den Kerkhof M, van der Thiel MM, Postma AA, van Oostenbrugge RJ, Kroon AA, Jansen JFA, et al. Hypertension Correlates with Stronger Blood Flow Pulsatility in Small Perforating Cerebral Arteries Assessed with 7 Tesla Magnetic Resonance Imaging. Hypertension. 2023;80(4):802–810. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.122.19866. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 614.Moraes FM, Rocha E, Barros FCD, Freitas FGR, Miranda M, Valiente RA, et al. Waveform Morphology as a Surrogate for ICP Monitoring: A Comparison between an Invasive and a Noninvasive Method. Neurocrit Care. 2022;37(1):219–227. doi: 10.1007/s12028-022-01477-4. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 615.Fernandes MV, Melo MR, Mowry FE, Lucera GM, Lauar MR, Frigieri G, et al. Intracranial Pressure during the Development of Renovascular Hypertension. Hypertension. 2021;77(4):1311–1322. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.120.16217. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 616.Costa MM, Sousa ALL, Correia MC, Inuzuka S, Costa TO, Vitorino PVO, et al. Intracranial Pressure Waveform in Patients with Essential Hypertension. Front Cardiovasc Med. 2023;;10:1288080–1288080. doi: 10.3389/fcvm.2023.1288080. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 617.Frigieri G, Piza PVT, Mascarenhas S, Coca A, Barrosso WKZ. An Unexpected Correlation between Non Invasive Intracranial Pressure Waveform Assessment in Hypertensive Patients: Could this be the Link between Hypertension and Cerebrovascular Diseases as Well as Cognitive Impairments? Med Res Arch. 2023;11(7) doi: 10.18103/mra.v11i7.4166. [DOI] [Google Scholar]
  • 618.NCD Risk Factor Collaboration (NCD-RisC) Worldwide Trends in Hypertension Prevalence and Progress in Treatment and Control from 1990 to 2019: A Pooled Analysis of 1201 Population-Representative Studies with 104 Million Participants. Lancet. 2021;398(10304):957–980. doi: 10.1016/S0140-6736(21)01330-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 619.Al-Makki A, DiPette D, Whelton PK, Murad MH, Mustafa RA, Acharya S, et al. Hypertension Pharmacological Treatment in Adults: A World Health Organization Guideline Executive Summary. Hypertension. 2022;79(1):293–301. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.121.18192. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 620.Derington CG, King JB, Herrick JS, Shimbo D, Kronish IM, Saseen JJ, et al. Trends in Antihypertensive Medication Monotherapy and Combination Use Among US Adults, National Health and Nutrition Examination Survey 2005-2016. Hypertension. 2020;75(4):973–981. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.119.14360. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 621.Bennett A, Chow CK, Chou M, Dehbi HM, Webster R, Salam A, et al. Efficacy and Safety of Quarter-Dose Blood Pressure-Lowering Agents: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Hypertension. 2017;70(1):85–93. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.117.09202. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 622.Wang N, Rueter P, Atkins E, Webster R, Huffman M, Silva A, et al. Efficacy and Safety of Low-Dose Triple and Quadruple Combination Pills vs Monotherapy, Usual Care, or Placebo for the Initial Management of Hypertension: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Cardiol. 2023;8(6):606–611. doi: 10.1001/jamacardio.2023.0720. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 623.Webster R, Salam A, Silva HA, Selak V, Stepien S, Rajapakse S, et al. Fixed Low-Dose Triple Combination Antihypertensive Medication vs Usual Care for Blood Pressure Control in Patients with Mild to Moderate Hypertension in Sri Lanka: A Randomized Clinical Trial. JAMA. 2018;320(6):566–579. doi: 10.1001/jama.2018.10359. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 624.Wang N, Salam A, Webster R, Silva A, Guggilla R, Stepien S, et al. Association of Low-Dose Triple Combination Therapy with Therapeutic Inertia and Prescribing Patterns in Patients with Hypertension: A Secondary Analysis of the TRIUMPH Trial. JAMA Cardiol. 2020;5(11):1219–1226. doi: 10.1001/jamacardio.2020.2739. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 625.Sung KC, Sung JH, Cho EJ, Ahn JC, Han SH, Kim W, et al. Efficacy and Safety of Low-Dose Antihypertensive Combination of Amlodipine, Telmisartan, and Chlorthalidone: A Randomized, Double-Blind, Parallel, Phase II Trial. J Clin Hypertens. 2022;24(10):1298–1309. doi: 10.1111/jch.14570. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 626.Chow CK, Atkins ER, Hillis GS, Nelson MR, Reid CM, Schlaich MP, et al. Initial Treatment with a Single Pill Containing Quadruple Combination of Quarter Doses of Blood Pressure Medicines versus Standard Dose Monotherapy in Patients with Hypertension (QUARTET): A Phase 3, Randomised, Double-Blind, Active-Controlled Trial. Lancet. 2021;398(10305):1043–1052. doi: 10.1016/S0140-6736(21)01922-X. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 627.Huffman MD, Baldridge AS, Lazar D, Abbas H, Mejia J, Flowers FM, et al. Efficacy and Safety of a Four-Drug, Quarter-Dose Treatment for Hypertension: The QUARTET USA Randomized Trial. Hypertens Res. 2024;47(6):1668–1677. doi: 10.1038/s41440-024-01658-y. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 628.Wang N, Von Huben A, Marschner S, Nelson MR, Nolde JM, Schlaich MP, et al. Therapeutic Inertia with Initial Low-Dose Quadruple Combination Therapy for Hypertension: Results from the QUARTET Trial. Hypertension. 2024;81(5):1087–1094. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.123.22284. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 629.Ojji DB, Salam A, Sani MU, Ogah OS, Schutte AE, Huffman MD, et al. Low-Dose Triple-Pill vs Standard-Care Protocols for Hypertension Treatment in Nigeria: A Randomized Clinical Trial. JAMA. 2024;332(13):1070–1079. doi: 10.1001/jama.2024.18080. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 630.Blazek O, Bakris GL. Novel Therapies on the Horizon of Hypertension Management. Am J Hypertens. 2023;36(2):73–81. doi: 10.1093/ajh/hpac111. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 631.Azizi M, Rossignol P, Hulot JS. Emerging Drug Classes and Their Potential Use in Hypertension. Hypertension. 2019;74(5):1075–1083. doi: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.119.12676. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 632.Popa IP, Clim A, Pînzariu AC, Lazăr CI, Popa Ş, Tudorancea IM, et al. Arterial Hypertension: Novel Pharmacological Targets and Future Perspectives. J Clin Med. 2024;13(19):5927–5927. doi: 10.3390/jcm13195927. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 633.Kario K, Ohbayashi H, Hashimoto M, Itabashi N, Kato M, Uchiyama K, et al. Home Blood Pressure-Lowering Effect of Esaxerenone versus Trichlormethiazide for Uncontrolled Hypertension: A Predefined Subanalysis of the EXCITE-HT Randomized Controlled Trial by Basal Calcium Channel Blocker versus Angiotensin Receptor Blocker. Hypertens Res. 2025;48(2):506–518. doi: 10.1038/s41440-024-01887-1. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 634.Kario K, Katsuya T, Wada J, Motoki H, Kuwahara K, Tsujita K, et al. Factors Influencing the Efficacy and Safety of Esaxerenone in Hypertensive Patients: A Pooled Analysis of Five Clinical Studies on Different Comorbidities. Hypertens Res. 2024;47(10):2826–2839. doi: 10.1038/s41440-024-01818-0. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 635.Mukoyama M. Treatment with a Mineralocorticoid Receptor Blocker Esaxerenone on Top of the First-Line Therapy: Promise in Uncontrolled Hypertension. Hypertens Res. 2024;47(12):3492–3493. doi: 10.1038/s41440-024-01959-2. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 636.Bakris GL, Yang YF, McCabe JM, Liu JR, Tan XJ, Benn VJ, et al. Efficacy and Safety of Ocedurenone: Subgroup Analysis of the BLOCK-CKD Study. Am J Hypertens. 2023;36(11):612–618. doi: 10.1093/ajh/hpad066. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 637.Iijima T, Katoh M, Takedomi K, Yamamoto Y, Akatsuka H, Shirata N, et al. Discovery of Apararenone (MT-3995) as a Highly Selective, Potent, and Novel Nonsteroidal Mineralocorticoid Receptor Antagonist. J Med Chem. 2022;65(12):8127–8143. doi: 10.1021/acs.jmedchem.2c00402. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 638.Helmeczi W, Hundemer GL. Targeting Aldosterone to Improve Cardiorenal Outcomes: From Nonsteroidal Mineralocorticoid Receptor Antagonists to Aldosterone Synthase Inhibitors. Curr Opin Nephrol Hypertens. 2025;34(3):241–246. doi: 10.1097/MNH.0000000000001067. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 639.Dogra S, Shah S, Gitzel L, Pusukur B, Sood A, Vyas AV, et al. Baxdrostat: A Novel Aldosterone Synthase Inhibitor for Treatment Resistant Hypertension. Curr Probl Cardiol. 2023;48(11):101918–101918. doi: 10.1016/j.cpcardiol.2023.101918. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 640.Irfan H, Ahmed A, Nawani KD. Hypertension and Lorundrostat: Key Discoveries from the TARGET-HTN Trial. Curr Probl Cardiol. 2024;49(1 Pt C):102144–102144. doi: 10.1016/j.cpcardiol.2023.102144. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 641.Volpe M, Galiuto L. More on Aldosterone Biosynthesis Inhibition and Resistant Hypertension: A Phase-2 Study with Lorundrostat. Eur Heart J. 2024;45(2):87–88. doi: 10.1093/eurheartj/ehad756. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 642.Laffin LJ, Kopjar B, Melgaard C, Wolski K, Ibbitson J, Bhikam S, et al. Lorundrostat Efficacy and Safety in Patients with Uncontrolled Hypertension. N Engl J Med. 2025;392(18):1813–1823. doi: 10.1056/NEJMoa2501440. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 643.Saxena M, Laffin L, Borghi C, Fernandez BF, Ghali JK, Kopjar B, et al. Lorundrostat in Participants with Uncontrolled Hypertension and Treatment-Resistant Hypertension: The Launch-HTN Randomized Clinical Trial. JAMA. 2025;334(5):409–418. doi: 10.1001/jama.2025.9413. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 644.Mulatero P, Wuerzner G, Groessl M, Sconfienza E, Damianaki A, Forestiero V, et al. Safety and Efficacy of Once-Daily Dexfadrostat Phosphate in Patients with Primary Aldosteronism: A Randomised, Parallel Group, Multicentre, Phase 2 Trial. EClinicalMedicine. 2024;;71:102576–102576. doi: 10.1016/j.eclinm.2024.102576. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 645.Mahfooz K, Najeed S, Tun HN, Khamosh M, Grewal D, Hussain A, et al. New Dual Endothelin Receptor Antagonist Aprocitentan in Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. Curr Probl Cardiol. 2023;48(7):101686–101686. doi: 10.1016/j.cpcardiol.2023.101686. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 646.Schulze F, Schaible J, Goettel M, Tanaka Y, Hohl K, Schultz A, et al. Phase 1 Studies of the Safety, Tolerability, Pharmacokinetics, and Pharmacodynamics of BI 690517 (Vicadrostat), a Novel Aldosterone Synthase Inhibitor, in Healthy Male Volunteers. Naunyn Schmiedebergs Arch Pharmacol. 2025;398(7):9083–9098. doi: 10.1007/s00210-025-03838-0. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 647.Lemine M, Almuzainy S, Aljubeh R, Alilo A. Zilebesiran and Hypertension: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Saudi Heart Assoc. 2024;36(4):420–430. doi: 10.37616/2212-5043.1408. [DOI] [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • 648.Khosla J, Aronow WS, Frishman WH. Firibastat: An Oral First-in-Class Brain Aminopeptidase A Inhibitor for Systemic Hypertension. Cardiol Rev. 2022;30(1):50–55. doi: 10.1097/CRD.0000000000000360. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 649.Balavoine F, Compere D, Miege F, De Mota N, Keck M, Fer M, et al. Rational Design, Synthesis and Pharmacological Characterization of Novel Aminopeptidase A Inhibitors. Bioorg Med Chem Lett. 2024;;113:129940–129940. doi: 10.1016/j.bmcl.2024.129940. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 650.Hunter PG, Chapman FA, Dhaun N. Hypertension: Current Trends and Future Perspectives. Br J Clin Pharmacol. 2021;87(10):3721–3736. doi: 10.1111/bcp.14825. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
  • 651.Gupta R, Maitz T, Egeler D, Mehta A, Nyaeme M, Hajra A, et al. SGLT2 Inhibitors in Hypertension: Role Beyond Diabetes and Heart Failure. Trends Cardiovasc Med. 2023;33(8):479–486. doi: 10.1016/j.tcm.2022.05.005. [DOI] [PubMed] [Google Scholar]
Arq Bras Cardiol. 2025 Sep 18;122(9):e20250624. [Article in English] doi: 10.36660/abc.20250624i

Brazilian Guidelines of Hypertension – 2025

Andréa Araujo Brandão 1, Cibele Isaac Saad Rodrigues 2, Luiz Aparecido Bortolotto 3, Anderson da Costa Armstrong 4, Rogério Andrade Mulinari 5, Audes Diógenes de Magalhães Feitosa 6, Marco Antonio Mota-Gomes 7,8,9, Eduardo Costa Duarte Barbosa 10, José Andrade Moura Neto 11, Mario Fritsch Toros Neves 1, Kunz Sebba Barroso Weimar 12, Claudia Lucia de Moraes Forjaz 13, Márcia Regina Simas Torres Klein 1, Fernando Nobre 14, Paulo César Brandão Veiga Jardim 12, Celso Amodeo 15, Rogério Baumgratz de Paula 16, Sebastião Rodrigues Ferreira Filho 17, João Roberto Gemelli 18, José Fernando Vilela-Martin 19, Elizabeth Silaid Muxfeldt 20, Décio Mion Júnior 21, Marcus Vinicius Bolivar Malachias 22,23,24, Carlos Alberto Machado 25, Fernando Antonio de Almeida 26, Alexandre Jorge Gomes de Lucena 27, Alvaro Avezum 28,29,30,31, Amaury Zatorre Amaral 32, Ana Flavia Moura 11, Ana Lúcia Rego Fleury de Camargo 3, Andrea Pio de Abreu 21, Andrei C Sposito 33, Angela Maria Geraldo Pierin 29, Annelise Machado Gomes de Paiva 7,34, Antonio Gabriele Laurinavicius 35, Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo 36, Dilma do Socorro Moraes de Souza 37,38, Elizabete Viana de Freitas 1, Emilton Lima Júnior 39, Erika Maria Gonçalves Campana 1, Fábio Argenta 40, Fernanda Marciano Consolim Colombo 3, Fernanda Salomão Gorayeb Polacchini 41, Flavio Antonio de Oliveira Borelli 42, Frida Liane Plavnik 3, Giovanio Vieira da Silva 21, Grazia Maria Guerra 43,44, Heno Ferreira Lopes 21, José Augusto Soares Barreto Filho 45, Juan Carlos Yugar Toledo 46,47, Leda Aparecida Daud Lotaif 15, Lílian Soares da Costa 48,49,50, Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães 51, Luciano Ferreira Drager 3, Luis Cuadrado Martin 52, Luiz César Nazário Scala 53, Maria Eliane Campos Magalhães 54, Maria Eliete Pinheiro 55, Maria Emília Figueiredo Teixeira 12, Nelson Dinamarco 56, Osni Moreira Filho 57, Oswaldo Passarelli Junior 35, Otavio Rizzi Coelho 33, Renault Mattos Ribeiro Júnior 58,59, Roberto Dischinger Miranda 30, Rodrigo Bezerra 60, Rodrigo Pinto Pedrosa 6, Rogério Toshiro Passos Okawa 61, Rui Manuel dos Santos Povoa 30, Sandra Lia do Amaral Cardoso 62, Sayuri Inuzuka 63, Sergio Emanuel Kaiser 1, Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva 64,65, Tânia Plens Shecaira 30, Vera Hermina Kalika Koch 21, Wilson Nadruz 33

Chapters and participations:

  • 1. INTRODUCTION

    Members: Andréa Araujo Brandão, Cibele Isaac Saad Rodrigues, Luiz Aparecido Bortolotto, Wilson Nadruz

  • 2. EPIDEMIOLOGY, DEFINITION, AND PRIMARY PREVENTION

    Coordenators: Anderson da Costa Armstrong, Rogério Andrade Mulinari

    Members: Alvaro Avezum Junior, Dilma do Socorro Moraes de Souza, Leda Aparecida Daud Lotaif, Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães, Luiz César Nazário Scala

  • 3. BLOOD PRESSURE MEASUREMENT, DIAGNOSIS, AND CLASSIFICATION

    Coordenators: Audes Diógenes de Magalhães Feitosa, Marco Antonio Mota-Gomes

    Members: Angela Maria Geraldo Pierin, Annelise Machado Gomes de Paiva, Lílian Soares da Costa, Nelson Dinamarco, Rodrigo Bezerra

  • 4. CLINICAL AND COMPLEMENTARY ASSESSMENT AND CARDIOVASCULAR RISK STRATIFICATION

    Coordenators: Eduardo Costa Duarte Barbosa, José Andrade Moura-Neto

    Members: Andrei C. Sposito, Antonio Gabriele Laurinavicius, Maria Eliane Campos Magalhães, Rodrigo Pinto Pedrosa, Rogério Toshiro Passos Okawa, Rui Manuel dos Santos Povoa, Sayuri Inuzuka

  • 5. TREATMENT INITIATION AND THERAPEUTIC TARGETS

    Coordenators: Mario Fritsch Toros Neves, Weimar Kuns Sebba Barroso de Souza

    Members: Ana Flavia Moura, Frida Liane Plavnik, Luciano Ferreira Drager, Osni Moreira Filho

  • 6. NONPHARMACOLOGICAL MEASURES

    Coordenators: Claudia Lucia de Moraes Forjaz, Márcia Regina Simas Torres Klein

    Members: Grazia Guerra, Maria Eliete Pinheiro, Maria Emília Figueiredo Teixeira, Tânia Plens Shecaira

  • 7. PHARMACOLOGICAL TREATMENT

    Coordenators: Fernando Nobre, Paulo César Brandão Veiga Jardim

    Members: Fernanda Marciano Consolim Colombo, Otavio Rizzi Coelho, Sergio Emanuel Kaiser

  • 8. HYPERTENSION AND ASSOCIATED CLINICAL CONDITIONS: CORONARY ARTERY DISEASE, CHRONIC KIDNEY DISEASE, DIABETES, OBESITY, COVID-19, POST-STROKE, AND HEART FAILURE

    Coordenators: Celso Amodeo, Rogério Baumgratz de Paula

    Members: Andrea Pio de Abreu, Emilton Lima Júnior, Heno Ferreira Lopes

  • 9. HYPERTENSION IN OLDER ADULTS, CHILDREN, AND ADOLESCENTS

    Coordenators: Sebastião Rodrigues Ferreira-Filho

    Members: Alexandre Jorge Gomes de Lucena, Carlos Eduardo Poli de Figueiredo, Elizabete Viana de Freitas, Roberto Dischinger Miranda, Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva, Vera Hermina Kalika Koch

  • 10. HYPERTENSION IN WOMEN

    Coordenators: Sebastião Rodrigues Ferreira-Filho

    Members: Alexandre Jorge Gomes de Lucena, Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo, Elizabete Viana de Freitas, Roberto Dischinger Miranda, Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva, Vera Hermina Kalika Koch

  • 11. HYPERTENSIVE CRISIS

    Coordenators: João Roberto Gemelli, José Fernando Vilela-Martin

    Members: Fábio Argenta, Fernanda Salomão Gorayeb Polacchini, Luis Cuadrado Martin, Renault Mattos Ribeiro Junior

  • 12. RESISTANT AND REFRACTORY HYPERTENSION

    Coordenators: Elizabeth Silaid Muxfeldt

    Members: Erika Maria Gonçalves Campana, Flavio Antonio de Oliveira Borelli, Juan Carlos Yugar Toledo, Oswaldo Passarelli Junior

  • 13. ADHERENCE TO ANTIHYPERTENSIVE TREATMENT

    Coordenators: Decio Mion Júnior, Marcus Vinicius Bolivar Malachias

    Members: Ana Lúcia Rego Fleury de Camargo, Giovanio Vieira da Silva, Sandra Lia do Amaral Cardoso

  • 14. BEST PRACTICES IN THE CARE OF PEOPLE WITH HYPERTENSION IN PRIMARY HEALTH CARE SETTINGS WITHIN THE BRAZILIAN UNIFIED HEALTH SYSTEM

    Coordenators: Carlos Alberto Machado, Fernando Antonio de Almeida

    Members: Amaury Zatorre Amaral, José Augusto Soares Barreto-Filho

  • 15. FUTURE PROSPECTS

    Members: Andréa Araujo Brandão, Audes Diógenes de Magalhães Feitosa, Cibele Isaac Saad Rodrigues, Weimar Kuns Sebba Barroso de Souza, Wilson Nadruz

Brazilian Guidelines of Hypertension – 2025
The report below lists declarations of interest as reported to the SBC by the experts during the period of the development of these statement, 2024/2025.
Expert Type of relationship with industry
Alexandre Jorge Gomes de Lucena Nothing to be declared
Alvaro Avezum Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - EMS: ESC Congress; Biolab: ESC Congress.
Amaury Zatorre Amaral Nothing to be declared
Ana Flavia Moura Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca: consultancy.
Ana Lúcia Rego Fleury de Camargo Nothing to be declared
Anderson da Costa Armstrong Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Alnylam: amvuttra; Novo Nordisk: Rybelsus e wegovy. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Alnylam: amyloidosis; Novo Nordisk: semaglutide. Any economically relevant equity interest in companies in the healthcare or education industry or in any companies competing with or supplying to SBC: - Medical work clinics: Cardiovasf and Cintilo. Employment relationship with the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry, as well as any employment relationship with health insurance companies or medical audit companies (including part-time jobs) in the year to which your declaration refers: - Cooperative doctor at Unimed Vale do São Francisco.
Andréa Araujo Brandão Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Biolab: Nebivolol; AstraZeneca: Metoprolol; Servier: Perindopril, Hypera; Mantecorp: Olmesartana e combinações; Torrent: Olmesartana e combinações; Daiichi Sankyo: Olmesartana e combinações. B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Daiichi Sankyo: Olmesartan; Servant: Elfie; Brainfarma: Olmesartan. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: Perindopril; Novo Nordisk: Semaglutide.
Andrea Pio de Abreu Nothing to be declared
Andrei C. Sposito Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Lilly, Novo Nordisk, Daiichi Sankyo. B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Daiichi Sankyo, Novo Nordisk.
Angela Maria Geraldo Pierin Nothing to be declared
Annelise Machado Gomes de Paiva Nothing to be declared
Antonio Gabriele Laurinavicius Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca; EMS; Biolab; Servier; Libbs; Merck. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier.
Audes Diógenes de Magalhães Feitosa Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Omron: hypertension; Servier: hypertension; Biolab: hypertension; Brace: hypertension; Daichi Sankyo: hypertension; FQM: hypertension; Merck: hypertension. B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: hypertension; Brace: hypertension; Daiichi Sankyo: hypertension; Angel: Lp(a), Lilly: Lp(a), Janssen: anticoagulant; Bayer: Finerinone. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: hypertension; FQM: hypertension; Novo Nordisk: diabetes and obesity; Sanofi: vaccines.
Carlos Alberto Machado Nothing to be declared
Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca: SHUA and Chronic Kidney Disease; Organization of the MAYOPUCRS 2023 event and other Medical Society congresses with corporate support. B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Researcher at the PUCRS Clinical Research Center. No studies at this time. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Medical office (Nefromonitoriza). Participation in studies funded by the Ministry of Health, CNPq and CAPES. Any economically relevant equity interest in companies in the healthcare or education industry or in any companies competing with or supplying to SBC: - Consultório médico (Nefromonitoriza). Participação em órgãos governamentais de regulação, ou de defesa de direitos na área de cardiologia: - FAPERGS Consultant.
Celso Amodeo Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - EMS: BRAs. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - EMS.
Cibele Isaac Saad Rodrigues Nothing to be declared
Claudia Lucia de Moraes Forjaz Nothing to be declared
Decio Mion Júnior Nothing to be declared
Dilma do Socorro Moraes de Souza Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Novartis Biociência.
Eduardo Costa Duarte Barbosa Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier; Cardios; Mantecorp; Brace Pharma.
Elizabete Viana de Freitas Nothing to be declared
Elizabeth Silaid Muxfeldt Nothing to be declared
Emilton Lima Júnior Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Bayer: kidney disease; Biolab: hypertension and dyslipidemia; Chiesi: COPD; Daiichi Sankyo: dyslipidemia; Novartis: dyslipidemia; Novo Nordisk: cardiometabolism; Servier: hypertension and cardiometabolism. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: hypertension.
Erika Maria Gonçalves Campana Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier, Brace Pharma, Biolab, Momenta. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier, Biolab: hypertension.
Fábio Argenta Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Novartis: Sybrava; Boehringer: Jardiance; AstraZeneca: Forxiga; Servier: Triplixam; Daiichi Sankyo: Benicar; GSK: vacinas. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Novo Nordisk: Wegovy; Torrent: Rosucor.
Fernanda Marciano Consolim Colombo Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Daiichi Sankyo; Merck; Servier; AstraZeneca. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Daiichi Sankyo; Servier.
Fernanda Salomão Gorayeb Polacchini Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca: Lokelma e Forxiga.
Fernando Antonio de Almeida Nothing to be declared
Fernando Nobre Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - EMS; Servier; Novartis; Daiichi Sankyo; Biolab. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca.
Flavio Antonio de Oliveira Borelli Nothing to be declared
Frida Liane Plavnik Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - EMS; Servier; Novartis; Daiichi Sankyo; Biolab. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Libbs: candesartan.
Giovanio Vieira da Silva Nothing to be declared
Grazia Maria Guerra Nothing to be declared
Heno Ferreira Lopes Nothing to be declared
João Roberto Gemelli Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca: Forxiga, Breztri; Novo Nordisk: Rybelsus; Servier: Trilpixam e Vastarel. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Astrazeneca: Forxiga, Breztri; Novo Nordisk: Rybelsus; Servier: Trimplixam, Vastarel.
José Andrade Moura-Neto Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca.
José Augusto Soares Barreto-Filho Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: class on cardiovascular risk assessment.
José Fernando Vilela-Martin Nothing to be declared
Juan Carlos Yugar Toledo Nothing to be declared
Leda Aparecida Daud Lotaif Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca: Forxiga, Lojelma, Fresenius Kabi: Ketosteril.
Lílian Soares da Costa Nothing to be declared
Lucelia Batista Neves Cunha Magalhães Nothing to be declared
Luciano Ferreira Drager Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Aché, AstraZeneca, Biolab, Daiichi Sankyo, Lilly and Novo Nordisk: lectures focused on the diagnosis and treatment of Arterial Hypertension and comorbidities. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca, Lilly and Novo Nordisk.
Luis Cuadrado Martin Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: antihypertensives.
Luiz Aparecido Bortolotto Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: Triplixam; GSK: vacina. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: Triplixam.
Luiz César Nazário Scala Nothing to be declared
Márcia Regina Simas Torres Klein Nothing to be declared
Marco Antonio Mota-Gomes Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Omron: Equipamentos; Biolab: Press Plus; Daiichi Sankyo: Benicar Triplo; AstraZeneca: Forxiga; Ache: Edistride. B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Novartis: Inclisiran; Libbs: Triple Combination; Servier: Quadruple Combination.
Marcus Vinicius Bolivar Malachias Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Dapagliflozin/AstraZeneca: heart failure, diabetes; Finerenone/Bayer: heart failure, diabetes; Empagliflozin/Boehringer-Ingelheim: heart failure, diabetes; Olmesartan/Daiichi-Sankyo: hypertension; Telmisartan/EMS: hypertension; Arexvy/GSK: vaccines; Candesartan/Libbs: hypertension, heart failure; Levanlodipine/Mantecorp: hypertension; Bisoprolol/Merck: hypertension, heart failure; Inclisiran/Novartis: heart failure, dyslipidemia; Semaglutide/Novo Nordisk: diabetes; Elecsys/Roche: biomarkers, heart failure, diabetes; Eplerenone/Viatris: heart failure, hypertension.
Maria Eliane Campos Magalhães Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca: Forxiga, Breztri, Lokelma.
Maria Eliete Pinheiro Nothing to be declared
Maria Emília Figueiredo Teixeira Nothing to be declared
Mario Fritsch Toros Neves Nothing to be declared
Nelson Dinamarco Nothing to be declared
Osni Moreira Filho Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier: arterial hypertension. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Torrent: arterial hypertension.
Oswaldo Passarelli Junior Nothing to be declared
Otavio Rizzi Coelho Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Bayer: Finerinone; EMS: Rivaroxabana; AstraZeneca: Dapaglifozina; Libbs: Ticagrelor. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Bayer; Novo Nordisk; AstraZeneca.
Paulo César Brandão Veiga Jardim Nothing to be declared
Renault Mattos Ribeiro Júnior Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Novo Nordisk, GSK.
Roberto Dischinger Miranda Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Aché: Enoxaparin; Daiichi: Benicar; Nutricia: Nutridrink; EMS: Xaquilis; Novo Nordisk: Wegovy; Pfizer: Prevenar and Arexvy vaccines. Any economically relevant equity interest in companies in the healthcare or education industry or in any companies competing with or supplying to SBC: - Founding partner of the Longevitá Institute (health sector).
Rodrigo Bezerra Nothing to be declared
Rodrigo Pinto Pedrosa Nothing to be declared
Rogério Andrade Mulinari Financial declaration B - Research funding under your direct/personal responsibility (directed to the department or institution) from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Tricida, Inc: TRC101 in chronic kidney disease.
Rogério Baumgratz de Paula Nothing to be declared
Rogério Toshiro Passos Okawa Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - EMS: hypertension. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Novo Nordisk: obesity.
Rui Manuel dos Santos Povoa Nothing to be declared
Sandra Lia do Amaral Cardoso Nothing to be declared
Sayuri Inuzuka Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier.
Sebastião Rodrigues Ferreira-Filho Nothing to be declared
Sergio Emanuel Kaiser Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Bayer: Firialta; Novartis: Sybrava; Libbs: Naprix; Daiichi Sankyo: Nustendi and Benicar; Biolab: Repatha and Livalo; Astrazeneca: Selozok and Forxiga; Novo Nordisk: Ozempic and Wegovy: Boehringer Ingelheim: Jardiance. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Bayer: Vericiguat; Novo Nordisk: Wegovy; Daiichi Sankyo: Nustendi; Benicar: Lixiana; Novartis: Sybrava.
Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - AstraZeneca: Forxiga, Lokelma; Novartis: Entresto, Sybrava; Lilly: Jardiance, Mounjaro; Novo Nordisk: Rybelsus, Wegovy.
Tânia Plens Shecaira Nothing to be declared
Vera Hermina Kalika Koch Nothing to be declared
Weimar Kunz Sebba Barroso Financial declaration A - Economically relevant payments of any kind made to (i) you, (ii) your spouse/partner or any other person living with you, (iii) any legal person in which any of these is either a direct or indirect controlling owner, business partner, shareholder or participant; any payments received for lectures, lessons, training instruction, compensation, fees paid for participation in advisory boards, investigative boards or other committees, etc. from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - EMS; Brace Pharma; Servier; Biolab; Omron; Cardios. B - Financiamento de pesquisas sob sua responsabilidade direta/pessoal (direcionado ao departamento ou instituição) provenientes da indústria farmacêutica, de órteses, próteses, equipamentos e implantes, brasileiras ou estrangeiras: - Ministry of Health; PROADI SUS; Novartis: Entresto. C - Personal research funding paid by the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - EMS: RITMO Study; Brace Pharma: BRACE 23 Study. Other relationships Funding of continuing medical education activities, including travel, accommodation and registration in conferences and courses, from the brazilian or international pharmaceutical, orthosis, prosthesis, equipment and implants industry: - Servier; European Congress on Hypertension.
Wilson Nadruz Nothing to be declared

Table of contents

  • 1. Introduction 22

    • 1.1. Key Highlights 23

  • 2. Epidemiology, Definition, and Primary Prevention 28

    • 2.1. Definition, Epidemiology, and Primary Prevention 28

      • 2.1.1. Definition of Hypertension 28

      • 2.1.2. Epidemiological Data and Impact of Hypertension 28

    • 2.3. Risk Factors for Hypertension 28

      • 2.3.1. Genetics 28

      • 2.3.2. Age and Sex 28

      • 2.3.3. Ethnicity, Urbanization, and Socioeconomic Factors 28

      • 2.3.4. Spirituality and Psychosocial Factors 29

      • 2.3.5. Overweight/Obesity and Physical Inactivity 29

      • 2.3.6. Sodium and Potassium Intake 29

      • 2.3.7. Alcohol 30

      • 2.3.8. COVID-19 30

      • 2.3.9. Medications, Illicit Drugs, and Anabolic Steroid Use 30

      • 2.3.10. Sleep Disorders 30

      • 2.3.11. Smoking 30

      • 2.3.12. Environmental Factors 30

    • 2.4. Primary Prevention 30

  • 3. Blood Pressure Measurement, Diagnosis, and Classification 32

    • 3.1. Introduction 32

    • 3.2. Office Blood Pressure Measurement 32

      • 3.2.1. Blood Pressure Measurement Techniques 32

      • 3.2.2. Special Populations 32

      • 3.2.3. Classification 32

    • 3.3. Out-of-Office Blood Pressure Measurement 34

      • 3.3.1. Indications for Ambulatory or Home Blood Pressure Monitoring 34

    • 3.4. White-Coat Effect and Masked Effect 34

    • 3.5. White Coat Hypertension and Masked Hypertension 34

    • 3.6. Uncontrolled Masked Hypertension and Uncontrolled White-Coat Hypertension 35

    • 3.7. Recommendations for Diagnosis and Follow-Up 35

      • 3.7.1. Self-Measured Blood Pressure 36

      • 3.7.2. Exercise Stress Test 36

    • 3.8. Central Blood Pressure, Pulse Wave Velocity, and Augmentation Index 36

      • 3.9. New Technologies for Blood Pressure Measurement 37

  • 4. Clinical and Complementary Assessment and Cardiovascular Risk Stratification 38

    • 4.1. Estratificação de Risco Adicional (Condições Associadas) 39

    • 4.2. Clinical and Complementary Assessment 39

      • 4.2.1. Medical History 39

      • 4.2.2. Physical Examination 39

      • 4.2.3. Additional Tests 39

    • 4.4. Hypertension-Mediated Organ Damage 39

    • 4.5. Chronic Kidney Disease Assessment 39

    • 4.6. Assessment of Secondary Causes 41

    • 4.7. Cardiovascular Risk Calculation 41

    • 4.8. Additional Considerations and Challenges in Cardiovascular Risk Assessment in Hypertension 43

  • 5. Treatment Initiation and Therapeutic Targets 46

    • 5.1. Treatment Initiation 46

    • 5.2. Blood Pressure Targets 47

    • 5.3. Blood Pressure Targets in Ambulatory and Home Blood Pressure Monitoring 47

    • 5.4. The J-Curve of Blood Pressure 47

    • 5.5. Intensive Blood Pressure Reductions and Risk of Adverse Events 47

    • 5.6. Considerations in Isolated Systolic Hypertension 49

  • 6. Nonpharmacological Measures 50

    • 6.1. Smoking Cessation 50

    • 6.2. Weight Loss 50

    • 6.3. Dietary Modifications 50

      • 6.3.1. Restricted Sodium Intake 50

      • 6.3.2. Increased Dietary Potassium Intake 51

      • 6.3.3. Reduced Alcohol Consumption 51

      • 6.3.4. Adopting a Healthy Eating Pattern 51

      • 6.3.5. Other Dietary Interventions 52

    • 6.4. Physical Activity and Exercise 52

    • 6.5. Approach to Psycho-Emotional Aspects 52

      • 6.5.1. Stress Management Techniques 52

      • 6.5.2. Slow Breathing 52

      • 6.5.3. Spirituality and Religiosity 53

    • 6.6. Multidisciplinary Team in the Adoption of Nonpharmacological Measures 53

    • 6.7. Final Considerations on Nonpharmacological Measures 53

  • 7. Pharmacological Treatment 55

    • 7.1. Treatment Targets and Rationale for Medication Use 55

      • 7.1.1. Heart Failure 55

      • 7.1.2. Stroke 55

      • 7.1.3. Coronary Artery Disease 56

      • 7.1.4. Chronic Kidney Disease 56

      • 7.1.5. Cardiovascular Death 56

    • 7.2. Pharmacological Treatment 56

    • 7.3. General Principles of Pharmacological Treatment 57

    • 7.4. Classes of Medications Used in the Treatment of Hypertensiont 57

    • 7.5. Medications Indicated for other Conditions that Affect Blood Pressure and Cardiovascular Events but are Not yet Established in Routine Hypertension Treatment 57

      • 7.5.1. Sacubitril/Valsartan 57

      • 7.5.2. Sodium-Glucose Cotransporter 2 Inhibitors 58

      • 7.5.3. Glucagon-Like Peptide-1 Receptor Agonists and New Selective Nonsteroidal Mineralocorticoid Receptor Antagonists 61

    • 7.6. Treatment Strategies 61

      • 7.6.1. Monotherapy 61

      • 7.6.2. Combination Therapy 62

  • 8. Hypertension and Associated Clinical Conditions: Coronary Artery Disease, Chronic Kidney Disease, Diabetes, Obesity, COVID-19, Post-Stroke, and Heart Failure 65

    • 8.1. Hypertension and Coronary Artery Disease 65

      • 8.1.1. Blood Pressure Targets in Coronary Artery Disease 65

      • 8.1.2. Treatment of Hypertension and Coronary Artery Disease 63

    • 8.2. Hypertension in Chronic Kidney Disease in Patients on Conservative Treatment and Dialysis 66

      • 8.2.1. Blood Pressure Target for Chronic Kidney Disease Under Conservative Treatment 66

      • 8.2.2. Blood Pressure Target for Patients with Chronic Kidney Disease on Dialysis 67

      • 8.2.3. Treatment of Hypertension in Chronic Kidney Disease on Conservative Management 67

      • 8.2.4. Treatment of Hypertension in Patients with Chronic Kidney Disease on Dialysis 67

    • 8.3. Hypertension and Diabetes 68

      • 8.3.1. Blood Pressure Targets in Patients with Diabetes 69

      • 8.3.2. Treatment of Hypertension in Patients with Diabetes 69

    • 8.4. Hypertension and Obesity 70

      • 8.4.1. Blood Pressure Target in Patients with Obesity 70

      • 8.4.2. Treatment of Hypertension in Obesity 70

    • 8.5. Hypertension and COVID-19 71

    • 8.6. Hypertension, Stroke, and Cognitive Impairment 72

      • 8.6.1. Blood Pressure Target in Chronic Phase Post-stroke Hypertension 72

      • 8.6.2. Treatment of Hypertension in the Chronic Phase after Stroke 72

    • 8.7. Hypertension and Heart Failure with Preserved and Reduced Ejection Fraction 73

  • 9. Hypertension in Older Adults, Children, and Adolescents 74

    • 9.1. Hypertension in Older Adults 74

      • 9.1.1. Introduction 74

      • 9.1.2. Pathophysiological Mechanisms 75

      • 9.1.3. Diagnosis and Therapeutic Decision-Making 75

        • 9.1.3.1. Diagnosis 75

        • 9.1.3.2. Assessment of Functional Status and Frailty 75

        • 9.1.3.3. Assessment of Cognitive Function 75

        • 9.1.3.4. Therapeutic Decision-Making 76

      • 9.1.4. Blood Pressure Targets and Treatment 76

        • 9.1.4.1. Blood Pressure Targets in Older Adults 77

        • 9.1.4.2. Non-Pharmacological Treatment 77

        • 9.1.4.3. Pharmacological Treatment 77

        • 9.1.4.4. Polypharmacy and Adherence 77

        • 9.1.4.5. Deintensification and Deprescribing 77

    • 9.2. Hypertension in Children and Adolescents 79

  • 10. Hypertension in Women 88

    • 10.1. Hypertension in Young Women and During Menopause 88

      • 10.1.1. Prevalence 88

      • 10.1.2. Factors Associated with Hypertension in Women 88

        • 10.1.2.1. Young Women and Oral Contraceptives 88

        • 10.1.2.2. Hypertension, Sexual Function, and Fertility in Women 88

        • 10.1.2.3. Menopause 88

        • 10.1.2.4. Polycystic Ovary Syndrome 89

      • 10.1.3. Target-Organ Damage and Comorbidities in Women 89

      • 10.1.4. Treatment of Hypertension in Women 89

    • 10.2. Hypertension in Pregnancy 90

      • 10.2.1. Classification 90

      • 10.2.2. Prediction and Prophylaxis of Preeclampsia 90

      • 10.2.3. Therapeutic approach to hypertension in pregnancy 90

      • 10.2.4. Postpartum Hypertension 92

      • 10.2.5. Future Cardiovascular Risk 92

  • 11. Hypertensive Crisis 94

    • 11.1. Definition and Classification 94

    • 11.2. Classification 94

    • 11.3. Epidemiological and prognostic aspects 94

      • 11.3.1. Epidemiology 94

      • 11.3.2. Prognosis 95

    • 11.4. Complementary Clinical and Laboratory Investigation 95

    • 11.5. Overall management of hypertensive crisis 95

    • 11.6. Hypertensive Emergencies in Special Situations 98

      • 11.6.1. Hypertensive Encephalopathy 96

      • 11.6.2. Stroke 99

        • 11.6.2.1. Ischemic Stroke 99

        • 11.6.2.2. Hemorrhagic Stroke 99

      • 11.6.3. Acute Coronary Syndromes 99

      • 11.6.4. Acute Pulmonary Edema 99

      • 11.6.5. Acute Aortic Dissection 99

      • 11.6.6. Adrenergic Crisis 99

      • 11.6.7. Accelerated-Malignant Hypertension 99

      • 11.6.8. Hypertension with Multi-Organ Damage 100

      • 11.6.9. Hypertension in Pregnancy: Preeclampsia and Eclampsia 100

  • 12. Resistant and Refractory Hypertension 101

    • 12.1. Definition and Classification 101

    • 12.2. Epidemiology of Resistant and Refractory Hypertension 102

    • 12.3. Pathophysiology 102

    • 12.4. Diagnostic Evaluation 102

      • 12.4.1. Inadequate Blood Pressure Measurement Technique 102

      • 12.4.2. White-Coat Effect 104

      • 12.4.3. Therapeutic Inertia 104

      • 12.4.4. Medication Nonadherence 104

    • 12.5. Clinical Approach 104

    • 12.6. Treatment 104

      • 12.6.1. Non-Pharmacological Treatment 104

      • 12.6.2. Pharmacological Treatment 104

      • 12.6.3. Perspectives 105

      • 12.6.4. Renal Denervation 107

  • 13. Adherence to Antihypertensive Treatment 108

    • 13.1. Measuring Adherence 108

    • 13.2. Evidence 108

    • 13.3. Strategies 109

    • 13.4. Recommendations 109

  • 14. Best Practices in the Care of People With Hypertension in Primary Health Care Settings Within the Brazilian Unified Health System 109

    • 14.1. The Brazilian Unified Health System and its Importance to Hypertension Control 109

      • 14.1.1. Primary Health Care 109

      • 14.1.2. Specialist Care 112

    • 14.2. Active Case-Finding of Hypertension 112

    • 14.3. Blood Pressure Measurement Protocol: Necessary Precautions 113

    • 14.4. Diagnosis of Hypertension 113

    • 14.5. Clinical and Complementary Assessment of the Patient with Hypertension 114

    • 14.6. Risk Stratification after Clinical Assessment and Workup 114

    • 14.7. Blood Pressure Targets 116

    • 14.8. Out-of-Office/Non-Healthcare Setting Blood Pressure Measurement 117

    • 14.9. Cornerstones of Management for Individuals with Hypertension 117

    • 14.10. Pharmacotherapy 118

    • 14.11. Clinical Conditions that Justify Specialist Referral 123

    • 14.12. Counter-Referral 124

    • 14.13. Telemedicine in the Brazilian Unified Health System Care Pathway for Hypertension 124

  • 15. Future Prospects 125

    • 15.1. The Exposome and Hypertension 125

    • 15.2. Wearables and Telemonitoring in Hypertension 126

    • 15.3. Hypertension and Intracranial Compliance 127

    • 15.4. Ultra-low-Dose Triple and Quadruple Antihypertensive Drug Combinations 127

    • 15.5. Novel Drugs for the Treatment of Hypertension 127

  • Acknowledgments 127

  • References 130

1. Introduction

The Brazilian Guidelines of Hypertension – 2025 represent a collaborative effort by the Brazilian Society of Cardiology (SBC), the Brazilian Society of Nephrology (SBN), and the Brazilian Society of Hypertension (SBH).

This document compiles the most up-to-date, evidence-based recommendations for the management of hypertension. It addresses all aspects of care, including diagnosis, monitoring, and treatment across different patient subgroups, associated clinical conditions, and complex scenarios such as hypertensive emergencies (HEs) and cases of resistant or refractory hypertension (Central Illustration).

graphic file with name 0066-782X-abc-122-09-e20250624-gf01-en.webp

A major challenge in developing these guidelines was ensuring strict adherence to the Standards for Developing Guidelines, Recommendations, and Position Statements set forth by the SBC. These standards require the use of the Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE) methodology to classify the strength of recommendation and certainty of evidence. We are especially grateful to methodologist and cardiologist Dr. Leonardo Luna for his essential insights, support, and guidance throughout this process.

A noteworthy innovation in the 2025 edition is the inclusion of a dedicated chapter on hypertension management within the Brazilian Unified Health System (SUS). This is a crucial addition, as approximately 75% of Brazilian patients with hypertension receive treatment through the SUS, particularly within the scope of primary health care services.

The development of a document as comprehensive as the Brazilian Guidelines of Hypertension – 2025, at 150 pages, was only possible thanks to the active participation of numerous physicians from various specialties and dedicated health care professionals. Their expertise and unwavering commitment to the care of patients with hypertension were instrumental, and we extend our deepest gratitude for their valuable contributions.

In this publication, we will highlight approximately 30% of the recommendations from the Brazilian Guidelines of Hypertension – 2025, those deemed most relevant or representing significant updates compared to the previous edition.

We hope this content proves valuable and encourage you to share it widely. Together, we can continue to improve the quality of care for patients with hypertension across Brazil.

Andréa Araujo Brandão

General Coordinator

Wilson Nadruz

Brazilian Society of Cardiology

Cibele Isaac Saad Rodrigues

Brazilian Society of Nephrology

Luiz Aparecido Bortolotto

Brazilian Society of Hypertension

1.1. Key Highlights

Chapter 4. Clinical and complementary assessment and cardiovascular risk stratification.

Recommendations for clinical and complementary assessment, and cardiovascular risk stratification Strength of recommendation Certainty of evidence
CV risk factors and HMOD should ideally be assessed in all patients at the time of hypertension diagnosis and re-evaluated at least annually, with the choice of methods depending on available resources. STRONG LOW
It is recommended to assess CV risk using the PREVENT score. STRONG HIGH
Stratification of CV risk in individuals with prehypertension is recommended to guide the initiation of antihypertensive therapy and optimize control of CV risk factors. STRONG HIGH
The stratification of CV risk in patients with hypertension is recommended to allow for a more accurate and individualized approach to pharmacological therapy and to set tailored goals for CV risk factor control. STRONG HIGH

CV: cardiovascular; PREVENT: Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events; HMOD: hypertension-mediated organ damage.

Recommendations for therapeutic targets Strength of recommendation Certainty of evidence
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk. STRONG HIGH
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with hypertension, regardless of low, moderate, or high CV risk. STRONG HIGH
For patients who do not tolerate the < 130/80 mm Hg BP target, BP should be reduced to the lowest level tolerated. STRONG MODERATE
BP target achievement should be confirmed using out-of-office measurements (ABPM or HBPM). STRONG LOW

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; CV: cardiovascular; HBPM: home blood pressure monitoring.

Chapter 7. Pharmacological treatment.

Recommendations for pharmacological treatment Strength of recommendation Certainty of evidence
The combination of antihypertensive drugs, preferably in a single-pill formulation and using preferred classes, is recommended to achieve strict BP targets (< 130/80 mm Hg) and reduce CV and renal events. STRONG MODERATE
Monotherapy is recommended for individuals with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk; patients with stage 1 hypertension and low risk (combination therapy may be considered at the physician's discretion); frail individuals; oldest-old adults (≥ 80 years); or those with symptomatic orthostatic hypotension, particularly in older adults. WEAK LOW
For most patients, initiation of treatment for hypertension with a two-drug regimen, preferably in a single pill combination, is recommended. STRONG MODERATE
Thiazide or thiazide-like diuretics, ACE inhibitors or ARBs, and CCBs are recommended as preferred classes for hypertension treatment and for reducing major CV and renal events. STRONG HIGH
BBs are recommended for the treatment of hypertension in specific situations: HF, AF, arrhythmias, CAD, hypertension in patients on hemodialysis, and other conditions (eg, migraine, essential tremor, women planning pregnancy, esophageal varices). STRONG MODERATE
Clonidine is recommended to achieve strict BP targets (< 130/80 mm Hg) and reduce CV and renal events in cases where BP targets are not met with initial classes alone (RH and RfH), and in those intolerant to spironolactone/eplerenone or still uncontrolled after their use. STRONG HIGH

ACE: angiotensin-converting enzyme; AF: atrial fibrillation; ARBs: angiotensin receptor blockers; BP: blood pressure; CAD: coronary artery disease; CCBs: calcium channel blockers; CV: cardiovascular; HF: heart failure; RfH: refractory hypertension; RH: resistant hypertension.

Chapter 8. Hypertension and associated clinical conditions: coronary artery disease, chronic kidney disease, diabetes, obesity, COVID-19, post-stroke, and heart failure.

Recommendations for hypertension management in patients with coronary artery disease Strength of recommendation Certainty of evidence
BP targets < 130/80 mm Hg are recommended for individuals with hypertension and CAD. Lowering BP to 120/70 mm Hg does not increase CV risk, and asymptomatic patients with BP < 120/70 mm Hg do not need to discontinue or reduce their antihypertensive medication. STRONG MODERATE

BP: blood pressure; CAD: coronary artery disease; CV: cardiovascular.

Recommendations for hypertension management in patients with chronic kidney disease on conservative treatment Strength of recommendation Certainty of evidence
In adults with hypertension and CKD, a BP target of < 130/80 mm Hg is recommended to reduce CV events and kidney failure. STRONG HIGH
The choice of antihypertensive agents in CKD-related hypertension should, unless contraindicated, include ACE inhibitors or ARBs, and favor the initiation and maintenance of drugs with modest antihypertensive effects but with proven nephroprotective and cardioprotective properties, such as finerenone, GLP-1 receptor agonists in patients with diabetes, and SGLT2 inhibitors, due to their established benefits in cardiorenal protection. STRONG HIGH

ACE: angiotensin-converting enzyme; ARB: angiotensin receptor blocker; BP: blood pressure; CKD: chronic kidney disease; GLP-1: glucagon-like peptide-1; SGLT2: sodium-glucose cotransporter 2.

Recommendations for hypertension management in patients with diabetes Strength of recommendation Certainty of evidence
Pharmacological treatment should be initiated immediately upon diagnosis with two drugs: an ACE inhibitor or, in cases of intolerance to ACE inhibitors, an ARB, combined with either a CCB or a thiazide-like diuretic. STRONG HIGH

ACE: angiotensin-converting enzyme; ARB: angiotensin receptor blocker; CCB: calcium channel blocker.

Recommendations for hypertension management in patients with obesity Strength of recommendation Certainty of evidence
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with obesity. STRONG MODERATE
Weight-loss medications such as GLP-1 receptor agonists (eg, liraglutide, semaglutide, dulaglutide) are recommended, as they have shown good efficacy in reducing weight and CV risk, although their effects on BP reduction are modest. STRONG HIGH

BB: beta-blocker; BP: blood pressure; CV: cardiovascular; GLP-1 RA: glucagon-like peptide-1 receptor agonist.

Recommendations for hypertension management in post-stroke patients with cognitive impairment Strength of recommendation Certainty of evidence
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with prior stroke or TIA to reduce major CV events (MI, stroke recurrence, death). STRONG HIGH

BP: blood pressure; CV: cardiovascular; MI: myocardial infarction; TIA: transient ischemic attack.

Recommendations for hypertension management in patients with heart failure Strength of recommendation Certainty of evidence
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with hypertension and HFpEF or HFrEF. WEAK LOW
The use of multiple antihypertensive drugs that improve prognosis – BBs, ACE inhibitors (or ARBs), and MRAs – is recommended in patients with HFrEF or HFpEF and hypertension. STRONG HIGH

ARB: angiotensin receptor blocker; BP: blood pressure; EF: ejection fraction; HF: heart failure; HFpEF: HF with preserved EF; HFrEF: HF with reduced EF.

Chapter 9. Hypertension in older adults, children, and adolescents.

Recommendations for older patients Strength of recommendation Certainty of evidence
A BP target < 130/80 mm Hg is recommended for most older patients. STRONG HIGH
It is recommended that, for frail older adults, the oldest-old, or those with conditions that compromise life expectancy, BP be lowered to the lowest tolerated level. STRONG HIGH
In older patients on polypharmacy, each medication should be periodically reviewed, adverse events should be assessed, and antihypertensive therapy should involve the smallest possible number of daily pills. This can be achieved through the use of once-daily, fixed-dose combination antihypertensive medications, along with the promotion of NPMs. STRONG MODERATE

BP: blood pressure; NPMs: non-pharmacological measures.

Recommendations for children and adolescents Strength of recommendation Certainty of evidence
In children and adolescents with symptomatic hypertension, HMOD, stage 2 hypertension without an identifiable modifiable cause, or persistent hypertension unresponsive to NPMs when BP is ≥ 95th percentile or ≥ 130/80 mm Hg in adolescents ≥ 13 years, it is recommended to initiate pharmacological treatment with an ACE inhibitor, ARB, long-acting CCB, or thiazide diuretic. STRONG LOW

ACE: angiotensin-converting enzyme; ARB: angiotensin receptor blocker; BP: blood pressure; CCB: calcium channel blocker; NPMs: non-pharmacological measures; HMOD: hypertension-mediated organ damage.

Chapter 10. Hypertension in women.

Recommendations for pregnant and non-pregnant women Strength of recommendation Certainty of evidence
BP should be monitored before OCP prescription in young women. After initiation, regular monitoring (every 6 months) is recommended, including home BP monitoring and management of other CV risk factors. STRONG MODERATE
For the pharmacological treatment of hypertension in women during and after menopause, it is recommended to start with the combination of a RAS blocker with a CCB or a thiazide diuretic. STRONG MODERATE
BP targets should be the same for women and men, and the same classes of antihypertensive medications may be used for both sexes. STRONG MODERATE
In pregnant women with hypertension, it is recommended to initiate treatment with methyldopa or dihydropyridine CCBs (nifedipine retard or amlodipine). STRONG LOW
Long-term follow-up is recommended for all women with a history of hypertension in pregnancy to ensure effective prevention of CV disease. STRONG LOW

BP: blood pressure; CCB: calcium channel blocker; CV: cardiovascular; DBP: diastolic blood pressure; OCP: oral contraceptive pill; SBP: systolic blood pressure.

Chapter 11. Hypertensive crisis.

Recommendations for the management of hypertensive crisis Strength of recommendation Certainty of evidence
In patients with severe BP elevation without acute HMOD (previously known as hypertensive urgency), outpatient reassessment should be performed within 1 to 7 days, with a target SBP < 160 and DBP < 100 mm Hg. WEAK LOW
Patients with HE should be admitted to the ICU and receive IV antihypertensives, with BP monitoring and observation of HMOD progression. STRONG MODERATE

BP: blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; HE: hypertensive emergency; HMOD: hypertension-mediated organ damage; ICU: intensive care unit; IV: intravenous; SBP: systolic blood pressure.

Chapter 12. Resistant and refractory hypertension.

Recommendations for the management of resistant and refractory hypertension Strength of recommendation Certainty of evidence
ABPM is preferred to confirm the diagnosis of RH and RfH, if available; otherwise, HBPM should be used. STRONG MODERATE
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with RH or RfH. WEAK LOW

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; HBPM: home blood pressure monitoring; RfH: refractory hypertension; RH: resistant hypertension.

Chapter 13. Adherence to antihypertensive treatment.

Recommendations for Adherence to Antihypertensive Treatment Strength of recommendation Certainty of evidence
Strategies involving the work of a multidisciplinary team, subsidies, communication/education resources, and applications are recommended to improve adherence to antihypertensive treatment. WEAK LOW

2. Epidemiology, Definition, and Primary Prevention

2.1. Definition, Epidemiology, and Primary Prevention

2.1.1. Definition of Hypertension

Hypertension is a chronic noncommunicable disease defined as a persistent elevation of systolic blood pressure (SBP) greater than or equal to 140 mm Hg and/or diastolic BP (DBP) greater than or equal to 90 mm Hg, measured using the correct technique on at least two separate occasions, in the absence of antihypertensive medication. It is a multifactorial condition, dependent on genetic/epigenetic, environmental, and psychosocial factors. While the definition of hypertension has evolved over the years, it remains consistent with the terms outlined in the Brazilian Guidelines of Hypertension – 2020.1

2.1.2. Epidemiological Data and Impact of Hypertension

The main epidemiological data on hypertension in Brazil are derived from the Brazilian Telephone Survey for Surveillance of Risk and Protective Factors for Chronic Diseases (VIGITEL) and the National Health Survey, both conducted by the Brazilian Ministry of Health. Vigitel, which started in 2006, is conducted annually through telephone interviews with individuals aged 18 years and older residing in the capitals of Brazil's 26 states and the Federal District.2 The National Health Survey is a nationwide, household-based, questionnaire-driven health survey that was conducted in 2013 and 2019.3 A major limitation of these surveys, particularly the 2019 National Health Survey and Vigitel, is that hypertension diagnoses are self-reported, which can significantly underestimate its prevalence. However, these surveys provide a comprehensive and evolving perspective on hypertension in the country.

Analysis of Vigitel data from 2006 to 2019 showed a mean prevalence of hypertension in adults of 24.5%, remaining stable during this period.4 After the COVID-19 pandemic, the 2023 Vigitel data indicated an upward trend in the prevalence of hypertension, reaching 27.9% (95% CI, 26.6%-29.2%). The state capital with the lowest prevalence was São Luís (19.2%; 95% CI, 15.7%-22.7%), while Rio de Janeiro showed the highest prevalence (34.4%; 95% CI, 29.8%-39.0%).4

In 2023, the World Health Organization (WHO) published global projections for hypertension, using much more alarming Brazilian data from 2019, estimating a global prevalence of 45% for Brazilians aged 30 to 70 years – 42% for women and 48% for men. According to this estimate, 67% of individuals with hypertension in Brazil were diagnosed, 62% were treated, and only 33% had controlled hypertension.5 However, the WHO publication does not specify the sample of the Brazilian population evaluated. Conversely, analyses of urban Brazilian population samples, in which the diagnosis of hypertension included blood pressure (BP) measurement, have shown a mean prevalence of hypertension of approximately 36%.6

The National Health Survey's longitudinal assessment indicates an improvement in self-care with BP measurement among Brazilian adults. The percentage of individuals who reported never having measured their BP decreased from 3% (95% CI, 2.7%-3.2%) in 2013 to 2% (95% CI, 1.8%-2.2%) in 2019. However, the diagnosis of hypertension showed an upward trend, rising from 21.4% (95% CI, 20.8%-22.0%) in 2013 to 23.9% (95% CI, 23.4%-24.4%) in 2019. Despite this, there are favorable data on the impact of hypertension on health, with a downward trend for limitations of daily activities due to the disease, decreasing from 12.1% (95% CI, 11.2%-13.1%) in 2013 to 9.8% (95% CI, 9.1%-10.5%) in 2019.3

Cardiovascular disease (CVD) remains the leading cause of death globally and in Brazil, with hypertension identified as the primary risk factor.7,8 In this context, data from the Global Burden of Cardiovascular Diseases and Risks for Brazil in 2019 indicate that hypertension was the main risk factor responsible for all-cause mortality in the country (104.8 per 100,000 population).7 Also in 2019, the WHO estimated that 54% of deaths from cardiovascular (CV) causes in Brazil were attributed to hypertension.5 The number of CVD deaths associated with hypertension has shown a concerning upward trend in the country (Figure 2.1).

Figure 2.1. Absolute number of deaths from cardiovascular diseases between 1996 and 2022 (Information Technology Department of the Brazilian Unified Health System [DATASUS]).9.

Figure 2.1

2.3. Risk Factors for Hypertension

2.3.1. Genetics

While rare single-gene mutations can be associated with hypertension, the genetic inheritance associated with primary hypertension is typically polygenic, involving thousands of genetic risk variants, each exerting a small-magnitude effect on BP. The probability of developing primary hypertension increases with the number of risk alleles and is modulated by environmental factors.10

2.3.2. Age and Sex

The prevalence of hypertension increases steadily with age, reaching 65.1% in individuals over 65 years of age in 2023.2 In general, from late adolescence, men have a substantially higher prevalence of hypertension than women. However, women tend to experience a more pronounced increase in BP as they age, leading to a similar or even higher prevalence of hypertension than men after the age of 60 years.11

2.3.3. Ethnicity, Urbanization, and Socioeconomic Factors

These three factors are closely connected and, in addition to influencing several relevant aspects (lifestyle, worldview, diet, treatment adherence, social vulnerability, physical activity, access to the health system, and level of education), are determinants of hypertension risk.

In addition to these factors, a residual risk related to race/ethnicity persists even after adjusting for socioeconomic, behavioral, and health indicators. In Brazil, a study showed an overall incidence of hypertension of 43.4 per 1000 person-years, being lower among White women (30.5/1000 person-years). Using the incidence rate in White women as a reference, hypertension was higher in Mixed-race women (1.47; 95% CI, 1.31-1.67), Black women (1.85; 95% CI, 1.50-2.30), White men (1.76; 95% CI, 1.49-2.08), Mixed-race men (1.89; 95% CI, 1.59-2.25), and Black men (2.25; 95% CI, 1.65-3.08).12 Furthermore, the contribution of hypertension to CV events is usually greater in the Black population than in the White population.13,14

Indigenous Brazilian peoples are traditionally socially vulnerable, and many groups are currently undergoing rapid urbanization. A meta-analysis including at least 33 Indigenous Brazilian ethnicities showed the highest prevalence of hypertension in Indigenous peoples living in urban areas of the South region of Brazil (30%; 95% CI, 10%-50%), while the lowest prevalence was observed in those living in less urbanized areas of the North region (1%; 95% CI, 1%-2%).15 Compared to non-Indigenous participants in the same study, Indigenous participants living in urban areas tended to have a similar prevalence of hypertension but greater odds of having uncontrolled PB than their non-Indigenous counterparts.16

2.3.4. Spirituality and Psychosocial Factors

The SBC published a Position Statement on Hypertension and Spirituality in 2021. This Statement, based on extensive literature review, recognized that spirituality and religiosity can act through mechanisms such as stress reduction, improved self-care, and increased adherence to treatment, potentially influencing BP control.17

Psychosocial factors such as occupational stress, low socioeconomic status, social isolation, racial discrimination, depression, and anxiety have been identified as potential contributors to the development of hypertension and its complications. A meta-analysis showed that psychosocial stress was associated with a 2.4 (95% CI, 1.6-3.5) times higher risk of hypertension, and patients with hypertension had a 2.7 (95% CI, 2.3-3.1) times higher incidence of psychosocial stress than normotensive patients.18

2.3.5. Overweight/Obesity and Physical Inactivity

The relationship between body mass index (BMI) and SBP or DBP is direct and continuous.19 Major consequences of overweight or obesity include a higher prevalence of hypertension and a cascade of associated metabolic disorders.20

Physical inactivity is a factor associated not only with hypertension but also with coronary artery disease (CAD), heart failure (HF), insulin resistance, type 2 diabetes mellitus (DM), dyslipidemia, stroke, dementia, and other chronic diseases.21

2.3.6. Sodium and Potassium Intake

High sodium intake is a well-established risk factor for elevated BP and increased prevalence of hypertension in children and adults.22,23 Furthermore, reductions in BP can be achieved by using potassium-enriched salt substitutes.24

2.3.7. Alcohol

Data from the 2023 Vigitel survey indicate a rise in alcohol abuse in Brazil, defined as four drinks/day for women and five drinks/day for men in at least 1 of the previous 30 days. This prevalence increased from 15.7% in 2006 to 20.8% in 2023, being particularly notable among women (7.8% to 15.2%).2 There is a strong, continuous, and nonlinear positive association between alcohol intake and BP.25 In fact, an intake exceeding 15 g/day for women and 30 g/day for men (equivalent to 7 and 14 drinks per week, respectively) has been identified as a risk factor for developing hypertension.26

2.3.8. COVID-19

COVID-19 has not been conclusively demonstrated as a risk factor for the development of hypertension. A large Brazilian survey conducted from January 2019 to December 2020 indicated no significant effects of the pandemic on hypertension profiles for in-office or out-of-office BP measurements. In this study, treated patients (n = 27,699), compared with untreated patients (n = 24,227), showed a modest and transient improvement in in-office BP, which was restricted to the early months following the COVID-19 pandemic outbreak.27 However, hypertension appears to be a risk factor for a worse prognosis in patients with COVID-19. During the pandemic, Brazil experienced an increase in the CVD mortality rate, with hypertension being identified as one of the risk factors for fatal complications in individuals who developed COVID-19.28,29

2.3.9. Medications, Illicit Drugs, and Anabolic Steroid Use

Some medications have the potential to elevate BP or hinder BP control, such as monoamine oxidase inhibitors, sympathomimetics, tricyclic antidepressants, thyroid hormones, oral contraceptives, nonsteroidal anti-inflammatory drugs, glucocorticoids, calcineurin inhibitors, carbenoxolone, licorice, erythropoietin, and testosterone. Illicit drugs can also lead to increased BP, such as cocaine, cannabis sativa, amphetamine, and 3,4-methylenedioxymethamphetamine (MDMA).1

There is an increasing use of testosterone among transgender individuals, with the prevalence of hypertension in transgender men ranging widely from 1.5% to 25.2%. The estimated prevalence of hypertension in transgender women has also varied widely, ranging from 1.5% to 29.2%. However, it remains unclear whether transgender individuals are at greater risk of developing hypertension.30 Conversely, the use of anabolic steroids for aesthetic and performance purposes is associated with hypertension as well as other CV and kidney diseases.31

2.3.10. Sleep Disorders

An increased risk of hypertension has been demonstrated in relation to sleep deprivation, duration, and quality. Sleep disorders, such as obstructive sleep apnea, can affect regulatory mechanisms such as sympathetic nervous system activation, increased cortisol release, and chronic inflammation.32-34

2.3.11. Smoking

Data from the 2023 Vigitel survey indicate a progressive reduction in smoking prevalence in Brazil from 15.7% in 2006 to 9.3% in 2018, remaining stable until 2023.2 While smoking is unquestionably related to increased CV morbidity and mortality, its direct role in inducing hypertension remains controversial.35,36 More recently, the use of electronic cigarettes, despite their prohibition in Brazil,37 has been a cause for concern, especially among adolescents. Substances found in these devices have been associated with CVD38 and have shown acute effects in elevating BP, but their long-term effects are still not fully understood.39

2.3.12. Environmental Factors

The mechanisms linking environmental factors to an increased hypertension risk are complex and involve epigenetics, social factors, and gut microbiota composition.40-42 Noise pollution, for example, appears to be related to elevated BP mediated by increased psychosocial stress, while air pollution affects BP through physical and chemical pollutants that lead to endothelial dysfunction and increased oxidative stress. Furthermore, a lack of urban green spaces has been associated with physical inactivity and reduced social interaction, which are determinants of hypertension.40

The impact of climate on hypertension risk is also a complex but increasingly well-understood area. In temperate countries, increases in SBP are observed in winter temperatures (where norepinephrine levels rise) compared to summer temperatures (where nitric oxide and physical activity levels rise). Furthermore, extreme temperature variations during summer or winter are associated with an increase in CV events.40 In Brazil, regions with higher temperatures have a lower prevalence of hypertension, while regions with lower temperatures have a higher prevalence.41

Our understanding of the role of the gut microbiome in elevated BP has advanced in recent years. However, further studies are still needed to adequately assess its clinical relevance in the development of hypertension and its complications.42

Figure 2.2 summarizes the main risk factors for hypertension.

Figure 2.2. Main risk factors for hypertension.

Figure 2.2

2.4. Primary Prevention

Primary prevention of hypertension should be attempted through a patient-centered approach in order to promote healthier lifestyles (Figure 2.3).5 Chapter 6 of this Guideline provides detailed recommendations for non-pharmacological measures, which play an important role in both the prevention and management of hypertension.

Figure 2.3. FMeasures to prevent hypertension.

Figure 2.3

Chapter 6. Nonpharmacological measures.

Recommendations for non-pharmacological measures Strength of recommendation Certainty of evidence
Reducing body weight is recommended for BP and mortality reduction in patients with obesity. STRONG HIGH
Reducing sodium intake and increasing dietary potassium intake (except for patients with CKD) is recommended for BP reduction. STRONG HIGH
DASH diet and moderate physical activity are recommended for BP reduction. STRONG HIGH

BP: blood pressure; CKD: chronic kidney disease; DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension.

In general, a hypertension prevention plan should include weight management, healthy eating habits, regular physical activity, sufficient good quality sleep, stress management, control of alcohol consumption, and strengthening of positive social connections. Regarding smoking cessation, health professionals should consistently recommend it as a primary CV prevention measure, regardless of its potential benefit in reducing BP.36,38

The implementation of these measures requires individuals to actively engage and take responsibility for their health, fostering sustainable lifestyle changes. Furthermore, it is crucial to ensure public policies that support a culture of hypertension prevention and self-care.43

Key messages
There is a high prevalence of hypertension in the Brazilian adult population with low rates of BP control.
Hypertension is the main determinant of CV mortality both in Brazil and worldwide.
Hypertension is multifactorial, and its risk factors include innate genetic determinants, aging, obesity, physical inactivity, psychosocial stress, inadequate diet, use of licit and illicit drugs, sleep disorders, alcohol abuse, and complex environmental factors, with different behavior according to sex, ethnic differences, and socioeconomic factors.
Hypertension prevention should be attempted through a patient-centered approach to promote healthier lifestyles that include weight management, healthy eating, regular physical activity, sufficient good quality sleep, stress management, control of alcohol consumption, and strengthening of positive social connections, reinforcing a sustainable multidisciplinary approach and encouraging public health promotion policies.

BP: blood pressure; CV: cardiovascular.

3. Blood Pressure Measurement, Diagnosis, and Classification

3.1. Introduction

BP measurement is essential for the initial evaluation of individuals with or without hypertension and should be performed at every medical appointment, by any health care professional, using appropriate techniques and validated, calibrated equipment. BP should be measured both in the office and outside of it, using either ambulatory blood pressure monitoring (ABPM) and/or home blood pressure monitoring (HBPM), to ensure an accurate diagnosis of hypertension and monitor control.44-46 The diagnostic assessment of hypertension includes confirmation of the condition, identification of secondary causes, and evaluation of CV risk. It is essential to investigate the possibility of hypertension-mediated organ damage (HMOD) and associated diseases. This process should preferably involve multiple BP measurements on different occasions, a complete medical history, a detailed physical examination, and clinical and laboratory investigation.

3.2. Office Blood Pressure Measurement

BP should be measured at every evaluation by any trained health care professional. However, the diagnosis of hypertension and its phenotypes, as well as clinical management, are the sole responsibility of physicians.46

3.2.1. Blood Pressure Measurement Techniques

BP should be measured using the correct technique and adequate equipment.46-48 Automated or semi-automated sphygmomanometers using the oscillometric technique offer advantages over the auscultatory method with aneroid sphygmomanometers. These advantages include a reduction in observer-related errors and greater ease of execution.44-46 Another benefit is the possibility of performing unattended BP measurement in the office, in which the patient takes the measurement alone in a private room without the presence of a health care professional. This approach improves measurement reproducibility and reduces the white-coat effect (WCE).46,49 Nevertheless, it is essential that devices be validated according to standardized protocols and their calibration be checked at least annually.46

BP should initially be measured in both arms, and subsequent measurements should be taken in the arm with the higher reading. An SBP difference greater than 15 mm Hg between arms indicates increased CV risk and may suggest the presence of obstructive CAD.50 This difference is also associated with adverse left ventricular remodeling.51

3.2.2. Special Populations

In older adults and in individuals with DM, autonomic dysfunction, or those using antihypertensive agents, BP should also be measured in the supine position and again 1 and 3 minutes after standing, with the arm supported at heart level by the examiner. This is important for identifying orthostatic hypotension (OH), which is defined as a decrease in SBP ≥ 20 mm Hg and/or DBP ≥ 10 mm Hg.45,46,52,53

It is important to use cuffs that are appropriate for the size and shape of the arm of the patient to avoid underestimation or overestimation of BP. When arm measurement is challenging, particularly in individuals with obesity, wrist measurement using the radial artery with validated devices may be considered.46 If upper limb BP measurement is not feasible, measurement in the lower limbs, especially at the calves, using oscillometric devices has been suggested.54

Inaccurate BP measurements can lead to incorrect diagnoses and inadequate treatment. Therefore, it is crucial to follow strict protocols to ensure accuracy and effectiveness in the management of hypertension. Figure 3.1 and Chart 3.1 illustrate the steps for BP measurement. For more detailed information on the recommended techniques, refer to the Brazilian Guidelines for In-office and Out-of-office Blood Pressure Measurement.46 Adherence to these guidelines ensures that BP measurements are performed with the highest precision, minimizing errors and improving the management of patients with hypertension.

Figure 3.1. Steps for office blood pressure measurement.

Figure 3.1

Chart 3.1. Procedure for office blood pressure measurement46.
Steps for BP measurement
Wrap the cuff snugly around the arm, 2 to 3 cm above the antecubital fossa, positioning the center of the cuff bladder directly over the brachial artery.
Estimate systolic BP level.*
Place the bell or diaphragm of the stethoscope over the brachial artery in the antecubital fossa without applying too much pressure.*
Inflate the cuff rapidly until the estimated SBP level is exceeded by 20-30 mm Hg.**
Proceed to deflate the cuff slowly (approximately 2 mm Hg/s).**
Determine SBP by auscultation of the first Korotkoff sound.*
Determine DBP when the sounds disappear.*
Take 3 measurements at 1-minute intervals and use the average of the last 2 readings. If the difference between readings is greater than 10 mm Hg, take additional measurements.

BP: blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; SBP: systolic blood pressure.

*

Applied to the auscultatory technique.

3.2.3. Classification

Based on office BP measurements, individuals are considered hypertensive if SBP ≥ 140 mm Hg and/or DBP ≥ 90 mm Hg. The classification of BP is detailed in Chart 3.2.46 The new BP classification proposed by this Guideline introduces several important changes compared to the 2020 Brazilian Guidelines on Hypertension. The main changes include:

Chart 3.2. Classification of blood pressure from office measurements, ages 18 and more.
Classification of BP SBP (mm Hg) DBP (mm Hg)
Normal BP < 120 and < 80
Prehypertension 120-139 and/or 80-89
Stage 1 hypertension 140-159 and/or 90-99
Stage 2 hypertension 160-179 and/or 100-109
Stage 3 hypertension ≥ 180 and/or 110

BHG: Brazilian Hypertension Guidelines; BP: blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; SBP: systolic blood pressure.

*

Classification follows office BP and the highest BP level, either systolic or diastolic.

**

Isolated systolic hypertension, characterized by SBP ≥ 140 mm Hg and DBP < 90 mm Hg, is classified into stage 1, 2, or 3 according to SBP values at the intervals indicated.

***

Isolated diastolic hypertension, characterized by SBP < 140 mm Hg and DBP ≥ 90 mm Hg, is classified into stage 1, 2, or 3 according to SBP values at the intervals indicated.

Optimum BP: The "optimum BP" category has been removed. This BP range, previously considered optimal, is now included under the new term "Normal BP", defined as SBP < 120 mm Hg and DBP < 80 mm Hg.

Prehypertension: The new "Prehypertension" category now includes values that were previously classified as "Normal BP" and "Prehypertension" in the 2020 Guidelines. This means SBP values between 120-129 mm Hg and/or DBP values between 80-84 mm Hg, which were previously considered normal, are now reclassified as prehypertensive. As such, the prehypertension category includes SBP from 120-139 mm Hg and/or DBP from 80-89 mm Hg. These changes aim to identify at-risk individuals early and to encourage more proactive interventions to prevent progression to hypertension.

To validate the diagnosis of hypertension, repeated BP measurements are required during two or more medical examinations, spaced days or weeks apart. Alternatively, ABPM or HBPM may be used for a more accurate assessment. However, in patients with HMOD or established CVD, the presence of these findings is sufficient to confirm the diagnosis of hypertension, eliminating the need for out-of-office BP measurement. Hypertension classification is based on the highest BP value, either systolic or diastolic, measured in the office.44-46

Individuals with SBP ≥ 140 mm Hg and/or DBP < 90 mm Hg are classified as having isolated systolic hypertension, whereas those with SBP < 140 mm Hg and DBP ≥ 90 mm Hg are classified as having isolated diastolic hypertension.46

3.3. Out-of-Office Blood Pressure Measurement

Out-of-office BP may be measured using ABPM or HBPM. These BP measurement modalities are essential to confirm the diagnosis of hypertension and monitor BP control, particularly in patients with suspected white-coat hypertension (WCH) or masked hypertension (MH). Chart 3.3 summarizes the advantages and disadvantages of these methods.

Chart 3.3. Main advantages and disadvantages of out-of-office blood pressure measurement46.

Advantages ABPM HBPM
Allows out-of-office BP measurement without the presence of a physician X X
Is correlated with better prognosis than office BP measurement X X
Potentially reduces health care costs X X
Is the current gold standard for BP assessment X
Assesses BP control over 24 hours, including during sleep and activities of daily living X
Allows assessment of morning BP surge X
Allows long-term monitoring of treatment efficacy and increases treatment adherence X
Improves BP control and treatment adherence X
Is less expensive than ABPM X
Disadvantages
Potentially limited availability X X
Some patients are reluctant to use and repeat the test X X
It may be uncomfortable, especially during sleep X
Nighttime BP is often not calculated according to the patient's sleep schedule X
BP measurement only at rest during daytime X
Guidance and training are required; potential measurement errors: measurements at inadequate times, excessive number of measurements, induction of anxiety, change of medication by the patient, patient underreports BP values X

BP: blood pressure; ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; HBPM: home blood pressure monitoring.

3.3.1. Indications for Ambulatory or Home Blood Pressure Monitoring

Both ABPM and HBPM are indicated in several important clinical scenarios. These include suspected WCH, MH, assessment of antihypertensive treatment efficacy, and the diagnosis and follow-up of hypertension in patients with significant BP variability. HBPM can be integrated into telemedicine, increasing treatment adherence and BP control, especially when combined with medical guidance. ABPM is particularly useful for evaluating BP behavior during sleep. According to a recent study, it can also be combined with polysomnography without affecting total sleep time, sleep efficiency, or the number of awakenings.55 Abnormal BP values are summarized in Chart 3.4, and the main indications for these methods are described in Chart 3.5.46,56-60

Chart 3.4. Definition of hypertension according to office, ambulatory, and home blood pressure monitoring.
Category SBP (mm Hg) DBP (mm Hg)
Office BP ≥ 140 and/or ≥ 90
24-hour ABPM ≥ 130 and/or ≥ 80
Daytime ≥ 135 and/or ≥ 85
Sleep ≥ 120 and/or ≥ 70
HBPM ≥ 130 and/or ≥ 80

BP: blood pressure; SBP: systolic blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; HBPM: home blood pressure monitoring.

Chart 3.5. Indications for ambulatory or home blood pressure monitoring46.
Indications ABPM HBPM
Suspected WCH – white-coat effect X X
Stage 1 hypertension (140-159 and/or 90-99 mm Hg) in the office X X
BP ≥ 140/90 mm Hg in the office without HMOD and low CV risk X X
Isolated systolic or isolated diastolic hypertension in the office X X
Suspected MH – masking effect X X
BP in the prehypertension range (130-139 and/or 85-89 mmHg) X X
BP < 140/90 mmHg in the office with HMOD and high CV risk X X
Suspected white-coat effect X X
Elevated office BP or suspected preeclampsia in pregnant women X X
Investigation of UH, RH, and excessive decline in BP X X
Adjustment of antihypertensive medication X X
Ensuring adequate BP control X X
Evaluation of BP control over 24 hours, including during sleep and activities of daily living X
Investigation of postural and postprandial hypotension, as well as during siesta X
Evaluation of BP variability in dysautonomia X
Evaluation of symptoms, especially hypotension X
Monitoring long-term treatment efficacy and improving adherence X

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; CV: cardiovascular; HBPM: home blood pressure monitoring; RH: resistant hypertension; HMOD: hypertension-mediated organ damage; UH: uncontrolled hypertension; WCH: white-coat hypertension; MH: masked hypertension.

3.4. White-Coat Effect and Masked Effect

The difference in BP between measurements taken in and out of the physician's office is known as the WCE or ME. The WCE is considered significant when office SBP is ≥ 20 mm Hg (compared to 24-hour ABPM average) or ≥ 15 mm Hg (compared to HBPM), or when DBP is ≥ 15 mm Hg (ABPM) or ≥ 9 mm Hg (HBPM), in relation to out-of-office measurements.61,62 Conversely, the ME is considered significant when office SBP is ≤ 2 mm Hg (ABPM) or ≤ –1 mm Hg (HBPM), or DBP is ≤ 2 mm Hg (ABPM) or ≤ –1 mm Hg (HBPM), compared to out-of-office values.61,62 These variations do not change the diagnosis of hypertension, but they are useful in identifying which patients should undergo out-of-office BP monitoring more frequently. This contributes to more effective therapeutic management.

3.5. White Coat Hypertension and Masked Hypertension

WCH occurs when BP is elevated in the medical office (≥ 140 mm Hg and/or 90 mm Hg) but normal outside of it (< 130/80 mm Hg on HBPM or 24-hour ABPM), whereas MH is characterized by normal office BP but elevated out-of-office BP.

The prevalence of WCH ranges from 7% to 15% and is more common in patients with stage 1 hypertension and in those with isolated systolic or diastolic hypertension.46,56,57 The prevalence of MH ranges from 8-22%, being more frequent in individuals with additional risk factors such as DM and obesity, and may reach up to 62% in individuals with prehypertension (Figure 3.2).46 However, in individuals with DM, MH appears to be better identified through ABPM than HBPM.46,63 Both WCH and MH are associated with an increased risk of developing DM, HMOD, and long-term CV events. Conversely, individuals with normal BP both in and out of the office are classified as having true normotension, while those with elevated BP both in and out of the office are considered to have sustained hypertension. For a more comprehensive review, refer to the Brazilian Guidelines for In-office and Out-of-office Blood Pressure Measurement.46

Figure 3.2. Prevalence of blood pressure phenotypes in patients treated or not with antihypertensive medications.

Figure 3.2

3.6. Uncontrolled Masked Hypertension and Uncontrolled White-Coat Hypertension

Patients on antihypertensive medications may also show either concordance or discrepancy between office and out-of-office BP measurements. The corresponding terms for true normotension, WCH, MH, and sustained hypertension in treated individuals are controlled hypertension, uncontrolled WCH (uWCH), uncontrolled MH (uMH), and uncontrolled sustained hypertension. In patients on antihypertensive medication, this Guideline considers BP values to be elevated in and out of the office (HBPM or 24-hour ABPM) when they are ≥ 130 mm Hg and/or 80 mm Hg. The prevalence of each BP phenotype is shown in Figure 3.2.64,65 For a more comprehensive review, refer to the Brazilian Guidelines for In-office and Out-of-office Blood Pressure Measurement.46

3.7. Recommendations for Diagnosis and Follow-Up

Hypertension is often asymptomatic; therefore, it should be investigated in every medical visit and in population screening programs. BP measurements should be performed regularly, with the frequency depending on the BP classification. Figure 3.3 summarizes the recommendations for the diagnosis and follow-up of hypertension, considering BP measurements both in and out of the office.46

Figure 3.3. Screening and diagnosis of hypertension.

Figure 3.3

Due to the high variability of BP, the diagnosis of hypertension should not be based on a single office measurement, unless BP is substantially elevated (stage 3 hypertension) or there is an established diagnosis of HMOD or CVD. It is recommended that elevated BP be confirmed with repeated measurements during subsequent medical visits. Patients with stage 2 or 3 hypertension require more frequent visits at shorter intervals, while those with stage 1 hypertension may be followed at longer intervals, provided there is no HMOD and CV risk is low.46

Conversely, when logistically and economically feasible, ABPM and HBPM should be performed to confirm the diagnosis of hypertension and monitor treatment, as these methods are superior to office BP measurement in predicting CV risk.46,66,67 This approach is also essential for identifying WCH and MH, providing valuable clinical information.46

3.7.1. Self-Measured Blood Pressure

Self-measured BP refers to BP readings taken by the patient or a family member at home, without following any predefined protocol, and using the patient's own automatic device.46 Currently, there is no conclusive evidence to support the establishment of normative values for this method, nor the adoption of specific protocols (eg, number of measurements, timing, or days of monitoring) for its evaluation.46 Therefore, this Guideline recommends that self-measured BP be used solely as a screening tool, with confirmatory methods – such as ABPM or HBPM – being requested when indicated.

3.7.2. Exercise Stress Test

The exercise stress test is not recommended for the diagnostic evaluation of hypertension due to the lack of standardization and consensus on the normal BP response during exercise testing.68

3.8. Central Blood Pressure, Pulse Wave Velocity, and Augmentation Index

Non-invasive estimation of central BP (CBP) can be conducted using specific algorithms based on brachial BP measurements.69 Studies suggest that CBP may be a better predictor of CV events than brachial BP, although further evidence is needed to confirm its incremental prognostic value.46

Spurious hypertension, commonly observed in young adults – especially male athletes – is the main indication for CBP measurement.46,70 Associated parameters, such as pulse wave velocity (PWV) and the augmentation index, have well-established prognostic value and may be useful for more accurate CV risk stratification. For a more comprehensive discussion on this topic, refer to the Brazilian Guidelines for In-office and Out-of-office Blood Pressure Measurement.46

3.9. New Technologies for Blood Pressure Measurement

Although the traditional cuff-based method is widely used, it has limitations, such as offering only intermittent and static measurements and being prone to errors related to cuff size or positioning. To address these issues, new technologies have emerged that allow for continuous and more comfortable BP monitoring without the use of a cuff. These innovations offer several advantages, including the ability to take measurements without disrupting sleep or daily activities, as well as facilitating self-monitoring and improving treatment adherence.71

These new devices work by analyzing pulse wave characteristics, pulse arrival time, and pulse transit time. However, despite their promise, concerns remain regarding the accuracy of these methods. Challenges such as calibration, applicability across diverse populations, and the lack of transparency in the algorithms used raise important concerns.72,73 Therefore, clinical use of these technologies should be approached with caution until more robust evidence is available regarding their accuracy and performance.

Recommendations for blood pressure measurement, diagnosis, and classification Strength of recommendation Certainty of evidence
Prehypertension should be classified as office SBP between 120-139 mm Hg or office DBP between 80-89 mm Hg to identify individuals at-risk early and encourage proactive, non-pharmacological measures to prevent progression to hypertension. STRONG MODERATE
Hypertension should be diagnosed when office BP is ≥ 140 and/or 90 mm Hg on two separate occasions, and classified into stages 1, 2, or 3 according to the highest SBP or DBP value. STRONG MODERATE
BP should be measured using adequate techniques and equipment. STRONG MODERATE
The use of automated upper-arm devices is recommended to reduce measurement errors and facilitate BP monitoring. STRONG MODERATE
It is recommended to assess for orthostatic hypotension in at-risk groups (older adults, patients with diabetes, autonomic dysfunction, or using antihypertensive medications). STRONG HIGH
The use of ABPM or HBPM is recommended to confirm the diagnosis of hypertension and monitor treatment. STRONG HIGH
The primary indication for central BP assessment is the evaluation of spurious systolic hypertension in young adults. WEAK LOW

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; HBPM: home blood pressure monitoring; SBP: systolic blood pressure.

4. Clinical and Complementary Assessment and Cardiovascular Risk Stratification

The clinical and complementary assessment of individuals with hypertension aims not only to establish the presence of hypertension, its underlying determinants, and potential secondary causes, but also to identify associated CV risk factors and HMOD.45,74-76

CV risk stratification is a systematic process designed to categorize patients according to their individual risk of developing major CV and renal outcomes. This process involves the integration of multiple CV risk factors and HMOD markers through equations or algorithms that estimate risk using multivariable regression models derived from population-based studies.74

4.1. Additional Risk Stratification (Associated Conditions)

Additional risk stratification in patients with hypertension involves identifying and managing associated conditions that, on their own, may increase cardiovascular risk, regardless of BP levels. Among these conditions are coexisting risk factors such as DM, smoking, dyslipidemia, and obesity, as well as HMOD, including left ventricular hypertrophy (LVH), retinopathy, arterial stiffness, peripheral artery disease (PAD), and chronic kidney disease (CKD).45,74 Patients with multiple risk factors and/or HMOD have a significantly higher risk of developing major CVDs such as acute myocardial infarction (MI), stroke, HF, and death.45,74 The linear correlation between age and CV risk, with a marked increase in men over 55 and women over 65,76 highlights the importance of early interventions in high-risk populations.

Among metabolic risk factors, dyslipidemia – characterized by elevated levels of low-density lipoprotein cholesterol and triglycerides, along with reduced high-density lipoprotein cholesterol – is one of the major contributors to the progression of atherosclerosis.77 Similarly, DM, diagnosed according to established criteria such as fasting plasma glucose ≥ 126 mg/dL and glycated hemoglobin (HbA1c) ≥ 6.5%, is strongly associated with increased CV mortality in patients with hypertension, underscoring the importance of strict glycemic control in this population. In addition, obesity, assessed via BMI and waist circumference, is a well-established risk factor in hypertension, contributing to the development of insulin resistance and endothelial dysfunction.78

4.2. Clinical and Complementary Assessment

The clinical and complementary assessment of patients with hypertension should follow the traditional approach, consisting of medical history, physical examination, and complementary tests.

4.2.1. Medical History

Although hypertension is typically asymptomatic, changes resulting from HMOD and CV, renal, or neurological complications may lead to a variety of symptoms. Investigating the determinants of hypertension, as described in Chapter 2 – including dietary habits, weight gain, salt intake, alcohol consumption, sleep patterns, physical activity level, as well as socioeconomic, biopsychosocial, cultural, and environmental factors – is essential. Family history should also be obtained to support the diagnosis of primary hypertension.79 A detailed record of disease duration, previous or current medication use, and corresponding dosages is also critical for adequate assessment and management. In addition, secondary causes or contributing factors, such as medications or substances that may affect BP, should also be investigated when taking the patient's medical history.

Chart 4.1 summarizes the main objectives to be achieved when taking medical history.

Chart 4.1. Main objectives of medical history.
Investigate symptoms that may be related to hypertension
Ask about family history of hypertension
Understand dietary habits (salt intake and type of diet) and addictions, such as history of smoking, alcohol use, and illicit drug use (duration and quantity)
Evaluate adherence to nonpharmacological measures, antihypertensive therapy, and other medications, especially those that may interfere with blood pressure control
Inquire about pregnancy history, particularly prior preeclampsia or eclampsia, in women
Identify associated cardiovascular and renal risk factors and apply a risk score
Screen for hypertension-mediated organ damage
Investigate the presence of other associated diseases
Ask about physical inactivity and stress level
Ask about sleep history, including snoring and sleep apnea
Investigate history of erectile dysfunction
Screen for signs suggestive of secondary hypertension

4.2.2. Physical Examination

Physical examination can help assess the severity and progression of hypertension, detect secondary forms, and identify signs of HMOD and associated risk factors. While one of the main objectives of physical examination is to accurately measure BP, as detailed in Chapter 3, the assessment of all organ systems is important, particularly the CV system.80 The ankle-brachial index (ABI), calculated as the ratio of brachial SBP to ankle SBP, is also part of the physical examination and improves the accuracy of CV risk prediction.81 Anthropometric assessment, including measurement of weight, height, and waist circumference, allows for the calculation of BMI, the diagnosis of obesity, and the estimation of abdominal obesity.82

Chapter 3. Blood pressure measurement, diagnosis, and classification.
Recommendations for Blood Pressure Measurement, Diagnosis, and Classification Strength of recommendation Certainty of evidence
Prehypertension should be classified as office SBP between 120-139 mm Hg or office DBP between 80-89 mm Hg to identify individuals at-risk early and encourage proactive, non-pharmacological measures to prevent progression to hypertension. STRONG MODERATE
Hypertension should be diagnosed when office BP is ≥ 140 and/or 90 mm Hg on two separate occasions, and classified into stages 1, 2, or 3 according to the highest SBP or DBP value. STRONG MODERATE
The use of automated upper-arm devices is recommended to reduce measurement errors and facilitate BP monitoring. STRONG MODERATE
The use of ABPM or HBPM is recommended to confirm the diagnosis of hypertension and monitor treatment. STRONG HIGH

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; HBPM: home blood pressure monitoring; SBP: systolic blood pressure.

The key components of a physical examination in patients with hypertension are presented in Figure 4.1 and Chart 4.2.

Figure 4.1. Key components of physical examination in patients with hypertension.

Figure 4.1

Chart 4.2. Anthropometric and ankle-brachial index parameters. Note: WC should be measured at the midpoint between the lowest rib and the top of the iliac crest, laterally.83,84.
BMI (kg/m2) WC (cm) ABI
Normal: < 24,9 Overweight 25-29,9 Obesidade: ≥ 30 Normal WC: Women: < 88 cm Men: < 102 cm Normal: > 0.90 Mild obstruction: 0.71-0.90 Moderate obstruction: 0.41-0.70 Severe obstruction: ≤0.40

4.2.3. Additional Tests

Chart 4.3 lists routine laboratory tests that should be requested for patients with hypertension at the first medical visit and at least annually, provided the results remain within reference ranges. If abnormalities are detected, follow-up should occur at appropriate intervals to monitor the effects of the treatment implemented.

Chart 4.3. Routine laboratory tests.
Urinalysis
Plasma potassium
Plasma creatinine
eGFR using the CKD-EPI equation*
Protein-to-creatinine or albumin-to-creatinine ratio
Fasting blood glucose and glycated hemoglobin (for patients at risk of diabetes or metabolic syndrome)
Serum total cholesterol, LDL-c, HDL-c, and triglycerides**
Plasma uric acid
Eletrocardiograma convencional

CKD-EPI: Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration; eGFR: estimated glomerular filtration rate; HDL-c: high-density lipoprotein cholesterol; LDL-c: low-density lipoprotein cholesterol.

*

The CKD-EPI equation estimates eGFR based on sex, age, and plasma creatinine levels.85

**

LDL-c can be calculated using the following formula: LDL-c = total cholesterol – (HDL-c + triglycerides/5) (when triglyceride levels are <400 mg/dL).86 LDL-c is also directly measured in some laboratories as part of routine testing.

4.4. Hypertension-Mediated Organ Damage

The assessment of HMOD should be performed in all patients at the time of hypertension diagnosis. The choice of method(s) may vary depending on the availability of resources. Electrocardiogram (ECG), echocardiogram, estimated glomerular filtration rate (eGFR), and albuminuria are widely available tests with proven added value for risk stratification and for defining therapeutic goals in patients with hypertension.87 It is recommended that HMOD assessment be repeated over time to monitor its evolution (whether progression, stabilization, or regression) and to guide timely therapeutic interventions.88,89 The criteria used for HMOD detection are described in Chart 4.4.81,90-96

Chart 4.4. Criteria for diagnosing hypertension-mediated organ damage.

Organ Method Criteria
Heart ECG Sokolow-Lyon index (S wave in V1 + R wave in V5 or V6) > 35 mm; R wave in aVL ≥ 11 mm; Cornell voltage index (S wave in V3 + R wave in aVL) > 28 mm in men and > 20 mm in women.90,91
Echocardiogram LVMI ≥ 116 g/m² in men or ≥ 96 g/m² in women (indexed by body surface area), or ≥ 45 g/m² in men or ≥ 49 g/m² in women (indexed by height2,7).92
Large vessels ABI ABI < 0.9.81
Carotid ultrasound Presence of plaques.93
PWV Carotid-femoral PWV ≥ 10 m/s.94
Kidney eGFR Chronic kidney disease stage 3a or higher (eGFR < 60 mL/min/1.73 m²).95
Albuminuria Albuminuria ≥ 30 mg/24 h or albumin-to-creatinine ratio ≥ 30 mg/g.95
Retina Fundoscopy Hypertensive retinopathy (KWB).96

ABI: ankle-brachial index; ECG: electrocardiogram; eGFR: estimated glomerular filtration rate; LVMI: left ventricular mass index; PWV: pulse wave velocity; KWB: Keith–Wagener–Barker.

The time required to detect significant changes in HMOD after treatment adjustments varies according to the target organ and the method used. Albuminuria and PWV are the parameters that tend to respond most quickly to antihypertensive control (within weeks to a few months).97 Although there are no clinical trials specifically designed to determine the optimal frequency for monitoring HMOD, patients with uncontrolled BP and/or evidence of HMOD at baseline should be reassessed more frequently (every 6 months to 1 year) until BP goals are achieved and HMOD is stabilized or reversed.88,98

4.5. Chronic Kidney Disease Assessment

CKD is defined as abnormalities of kidney structure or function, present for a minimum of 3 months, with implications for health.95 CKD is classified into five stages based on eGFR, as shown in Figure 4.2, in accordance with the Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) recommendations.95 At any stage – especially from stage G3a onward (eGFR < 60 mL/min/1.73 m²) – there is an increased risk of CVD, specific renal outcomes, and both CV and all-cause mortality.95,99 It is worth noting that an albumin-to-creatinine ratio (ACR) ≥ 30 mg/g is associated with higher mortality and greater rates of CV events, even in patients with preserved renal function (Figure 4.2).95 To adequately assess CV risk in patients with CKD, it is essential to use risk calculators that include kidney function, as calculators that omit eGFR may underestimate CV risk in this population.95

Figure 4.2. Assessment and prognosis of chronic kidney disease Adapted from KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease.95.

Figure 4.2

4.6. Assessment of Secondary Causes

Secondary hypertension (SH) refers to a form of hypertension caused by an identifiable underlying condition, which can be treated with a specific intervention, potentially resulting in a cure or improved BP control. The true prevalence of SH is unknown but is estimated to be between 5% and 10%.100 It should be investigated when there are clinical indicators (from medical history, physical examination, or routine tests) that suggest a potential underlying cause (Chart 4.5). Patients should also be asked about the use of hormones, medications, and other substances that may increase BP or hinder its control, as discussed in Chapter 2. Individuals with SH typically face higher CV and renal risk and exhibit more pronounced HMOD, primarily due to more severe and sustained elevations in BP. Further information on the diagnosis and treatment of SH can be found in the 2020 Brazilian Hypertension Guidelines.1

Chart 4.5. Main causes of secondary hypertension: nonendocrine and endocrine, suggestive signs, and diagnostic screening.

Diagnostic suspicion Clinical findings Additional findings
Non-endocrine causes
Renal parenchymal disease Edema, anemia, anorexia, fatigue, elevated creatinine and urea levels, and abnormal urinary sediment or imaging findings Serum creatinine with eGFR, renal ultrasound, urinalysis for proteinuria and/or dysmorphic hematuria. Protein-to-creatinine or albumin-to-creatinine ratio
Renal artery stenosis Sudden-onset or worsening hypertension without apparent cause before age 30 or after age 55, resistant or refractory hypertension, malignant hypertension, abdominal bruit, sudden pulmonary edema, unexplained deterioration of renal function or due to RAAS-blocking agents, asymmetric renal size > 1.5 cm Renal Doppler ultrasound with measurement of flow velocity and resistive index (screening, observer-dependent), MR angiography or spiral CT angiography. Gold standard: conventional renal angiography
OSA More common in men or postmenopausal women; snoring most nights, sleep fragmentation with choking or gasping, excessive daytime sleepiness, nonrestorative sleep, fatigue, nocturia, morning headache, metabolic syndrome Screening questionnaires have low accuracy. Gold standard: polysomnography or polygraphy (for patients with high pretest probability). AHI < 5 events/h: no OSA; AHI 5-14.9: mild OSA; AHI 15-29.9: moderate OSA; AHI ≥ 30: severe OSA
Coarctation of the aorta Lower limb weakness, reduced or absent pulses in the lower limbs, systolic BP in upper limbs > 10 mm Hg higher than in lower limbs, interscapular systolic murmur or chest murmur Chest radiography, echocardiography (screening), CT angiography of the aorta or, preferably, magnetic resonance angiography (gold standard). Invasive angiography only when additional information is necessary.
Endocrine causes
Primary aldosteronism (hyperplasia or adenoma) Resistant or refractory hypertension and/or hypokalemia (not mandatory) and/or adrenal nodule Ratio of plasma aldosterone concentration to plasma renin activity, followed by confirmatory tests (saline infusion test, captopril challenge, fludrocortisone suppression test, IV furosemide test). Imaging: thin-slice CT or MR imaging. Selective adrenal vein sampling for aldosterone and cortisol to determine subtype, if indicated
Pheochromocytoma and paraganglioma Paroxysmal hypertension with the classic triad of headache, sweating, and palpitations Plasma free metanephrines and urinary fractionated metanephrines (screening), MR imaging and scintigraphy when indicated
Hypothyroidism Fatigue, weight gain, hair loss, diastolic hypertension, muscle weakness, somnolence Screening: TSH and free T4
Hyperthyroidism Heat intolerance, weight loss, tachycardia/palpitations, exophthalmos, hyperthermia, hyperreflexia, tremors, goiter Screening: TSH and free T4
Hyperparathyroidism (hyperplasia or adenoma) Nephrolithiasis, osteoporosis, depression, lethargy, muscle weakness or spasms, thirst, polyuria, polydipsia, constipation Total and/or ionized calcium, phosphate, PTH, 24-hour urine calcium, and vitamin D levels
Cushing's syndrome (hyperplasia, adenoma, or ACTH overproduction) Weight gain, decreased libido, fatigue, hirsutism, amenorrhea, moon facies, dorsal hump, purple striae, truncal obesity, hypokalemia Baseline cortisol, midnight salivary cortisol, 24-hour urinary free cortisol, dexamethasone or betamethasone suppression test: take 1 mg dexamethasone at 11:00-12:00 PM and measure morning cortisol at 7:00-8:00 AM. Imaging: CT, MR imaging
Class I obesity: BMI 30 to 34.9 kg/m2; class 2: BMI 35 to < 40 kg/m2; class 3: BMI ≥ 40 kg/m2 Increased central or generalized fat BMI (weight in kg/height in m²) and abdominal circumference (>102 cm in men, >88 cm in women). Imaging tests: DXA (gold standard), CT, MR imaging (clinical research)
Acromegaly Hypertension in up to 30% of cases, along with diabetes, LVH, and OSA. Other symptoms: visual field defects, cranial nerve palsies, headache, mandibular overgrowth, enlargement of hands/feet, soft tissue hypertrophy, macroglossia, musculoskeletal complications IGF-1, serum GH, and GH levels after oral glucose tolerance test. Localization: MR imaging (preferred) or CT of the sella turcica

ACTH: adrenocorticotropic hormone; AHI: apnea-hypopnea index; BMI: Body mass index; CT: computed tomography; DXA: dual-energy X-ray absorptiometry; eGFR: estimated glomerular filtration rate; GH: growth hormone; IGF-1: insulin-like growth factor 1; LVH: left ventricular hypertrophy; MR: magnetic resonance; OSA: obstructive sleep apnea; PTH: parathyroid hormone; RAAS: renin-angiotensin-aldosterone system; TSH: thyroid-stimulating hormone.

4.7. Cardiovascular Risk Calculation

Among the most widely used scores for CV risk stratification are SCORE2, developed by the European Society of Cardiology in collaboration with the European Society of Hypertension (ESH),101 and PREVENT, recently validated by the American Heart Association (AHA).74 These tools estimate individual CV risk and are easily accessible through digital calculators.

SCORE2, an evolution of the original SCORE risk model, incorporates variables such as age, sex, total cholesterol, SBP, smoking, and the presence of DM. It is adjusted according to the baseline CV risk of different European populations, accounting for regional disparities in CVD epidemiology.101 The PREVENT score, in addition to including traditional variables (age, SBP, cholesterol levels, smoking, and DM), incorporates metabolic and renal markers such as eGFR, ACR, and HbA1c. This reflects a more advanced approach to early identification of subclinical organ damage and elevated CV risk.74 The PREVENT calculator was developed using data from over 6 million individuals across diverse ethnicities, geographic regions, and socioeconomic backgrounds.102

This Guideline recommends the use of the PREVENT score, proposed by the AHA, as it is the only model to include criteria related to cardiorenal and metabolic syndromes. In addition, the PREVENT calculator estimates the risk of developing CVD over 10 and 30 years, for individuals aged 30 to 79 years, allowing for more accurate, long-term risk prediction – particularly important for younger patients.

The PREVENT calculator is available on the American Heart Association (AHA) website: https://professional.heart.org/en/guidelines-and-statements/prevent-calculator. Risk stratification using the PREVENT calculator to estimate 10-year atherosclerotic cardiovascular disease (ASCVD) risk is based on the following percentage cut-off points: low risk: <5.0%; borderline risk: 5.0% to <7.5%; intermediate risk: 7.5% to <20%; high risk: ≥20%.

Although the PREVENT score is based on data from a more diverse and mixed population compared to SCORE2, it is important to highlight the lack of Brazilian population data in these models, which may limit their accuracy in assessing CV risk in Brazil. In other words, internationally derived scores may underestimate risk by failing to account for the most prevalent or relevant risk factors in the local population.

Furthermore, access to the PREVENT calculator may not be universally feasible in some clinical settings. In such cases, risk analysis may be conducted using the criteria suggested in Chart 4.6, although the accuracy of this approach is limited and has not been validated.

Quadro 4.6. Classificação dos estágios de hipertensão arterial de acordo com o nível de pressão arterial, presença de fatores de risco cardiovascular, lesão de órgão-alvo ou doença cardiovascular estabelecida.

BP (mm Hg)
CV risk factors, presence of HMOD or CVD SBP 130-139 DBP 80-89 Stage 1 SBP 140-159 DBP 90-99 Stage 2 SBP 160-179 DBP 100-109 Stage 3 SBP ≥ 180 DBP ≥ 110
No CV risk factors LOW RISK LOW RISK MODERATE RISK HIGH RISK
1 or 2 CV risk factors LOW RISK MODERATE RISK HIGH RISK HIGH RISK
≥ 3 CV risk factors MODERATE RISK HIGH RISK HIGH RISK HIGH RISK
HMOD, stage 3 CKD, or DM HIGH RISK HIGH RISK HIGH RISK VERY HIGH RISK
Established CVD or stage ≥ 4 CKD VERY HIGH RISK VERY HIGH RISK VERY HIGH RISK VERY HIGH RISK

BP: blood pressure; CVD: cardiovascular disease; CKD: chronic kidney disease; DBP: diastolic blood pressure; DM: diabetes mellitus; SBP: systolic blood pressure; HMOD: hypertension-mediated organ damage. CV risk factors considered in this analysis: male sex; age: > 55 years for men and > 65 years for women; premature CVD in first-degree relatives (men < 55 years and women < 65); smoking; dyslipidemia: LDL-cholesterol ≥ 100 mg/dL and/or non-HDL cholesterol ≥ 130 mg/dL and/or HDL-cholesterol ≤ 40 mg/dL in men or ≤ 50 mg/dL in women and/or triglycerides > 150 mg/dL; obesity: body mass index ≥ 30 kg/m².

4.8. Additional Considerations and Challenges in Cardiovascular Risk Assessment in Hypertension

Several clinical conditions can influence CV risk stratification in patients with hypertension, with age being a particularly relevant factor. In the short term, older adults have a higher absolute risk, whereas younger individuals present a lower absolute risk – even when they have an unfavorable risk profile.45 However, in the long term or over the lifetime, this relationship inverts: younger individuals who develop risk factors early in life experience greater loss of longevity compared to those who develop them later.

A key limitation in CV risk assessment is the lack of consideration for the duration of exposure to hypertension and other risk factors. The length of time the patient has had hypertension, the duration of antihypertensive treatment, and the historical levels of BP over time can significantly influence risk estimation.103 Moreover, scores that use binary answers (yes or no) for clinical conditions such as DM and smoking to assess CV risk do not take into consideration the duration of these conditions. Patients with longer exposure are at higher CV risk than those with lower exposure to the same conditions.45 Therefore, incorporating new tools that account for relative risk vs lifetime risk, as well as periods of increased exposure, is important, particularly for younger individuals who may have low absolute risk but high relative risk for CVD.102,104 The concepts of "vascular age" (calculated by PWV) and "cardiometabolic age" may help improve this assessment.105,106

Additionally, out-of-office BP measurements obtained by ABPM and HBPM provide superior prognostic value compared to office BP readings.107 However, current risk calculators still do not incorporate ABPM or HBPM values, treatment duration, or longitudinal BP trends, which could improve risk prediction. Conversely, BP phenotypes derived from office and out-of-office measurements, such as MH, uMH, WCH, and uWCH, may have prognostic value and are useful in risk assessment and patient management.108-110

Compared to normotension, MH is associated with a worse CV prognosis, similar to that of sustained hypertension. Meanwhile, uMH has a worse prognosis than controlled hypertension, tending to resemble that of uncontrolled sustained hypertension.108 Therefore, it is recommended that patients with MH and uMH undergo routine CV risk stratification in the same manner as those with sustained or uncontrolled sustained hypertension, including the assessment of HMOD.

As for WCH, evidence suggests that this phenotype is associated with an intermediate CV risk (between normotension and sustained hypertension); however, the mechanisms underlying this increased risk remain unclear.109 Therefore, it is suggested that patients with WCH be regularly assessed for HMOD and CV risk. Conversely, uWCH does not appear to carry a higher risk of CV events compared to controlled hypertension, although some evidence suggests a greater prevalence of HMOD.109,110

The incorporation of novel markers into CV risk stratification may also support a more accurate and individualized approach in managing patients with hypertension. In this context, biomarkers such as lipoprotein(a),111 high-sensitivity troponin, and natriuretic peptides (NT-proBNP and BNP),112 along with advanced imaging techniques, including coronary artery calcium score,113 are emerging as additional tools for CV risk assessment.

Finally, it is important to emphasize that risk stratification in individuals with prehypertension is essential to guide the initiation of antihypertensive therapy and to better control CV risk factors. CV risk assessment in individuals with established hypertension allows for a more accurate and individualized approach to pharmacological therapy and goal setting for CV risk factor control.

Flowcharts for CV risk stratification in individuals with prehypertension and hypertension are presented in Figure 4.3.

Figure 4.3. Cardiovascular risk stratification in individuals with prehypertension and hypertension.

Figure 4.3

Recommendations for clinical and complementary assessment and cardiovascular risk stratification Strength of recommendation Certainty of evidence
A thorough medical history and physical examination are recommended to improve diagnostic accuracy and help in the identification of secondary causes of hypertension and HMOD. STRONG LOW
CV risk factors and HMOD should ideally be assessed in all patients at the time of hypertension diagnosis and re-evaluated at least annually, with the choice of methods depending on available resources. STRONG LOW
It is recommended to assess for kidney disease and classify it according to the KDIGO 2024 guidelines. STRONG MODERATE
It is recommended to assess CV risk using the PREVENT score. STRONG HIGH
Stratification of CV risk in individuals with prehypertension is recommended to guide the initiation of antihypertensive therapy and optimize control of CV risk factors. STRONG HIGH
The stratification of CV risk in patients with hypertension is recommended to allow for a more accurate and individualized approach to pharmacological therapy and to set tailored goals for CV risk factor control. STRONG HIGH

CV: cardiovascular; KDIGO: Kidney Disease Improving Global Outcomes; PREVENT: Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events; HMOD: hypertension-mediated organ damage.

5. Treatment Initiation and Therapeutic Targets

5.1. Treatment Initiation

It remains a matter of debate whether the decision to initiate treatment should be based solely on BP levels or on the associated CV risk as well. A meta-analysis published in 2021 by the Blood Pressure Lowering Treatment Trialists’ Collaboration114 suggests that a fixed degree of BP reduction is similarly effective for primary and secondary prevention of major CV events, even at BP levels considered "normal" and typically not targeted for pharmacological treatment. The higher the individual risk, the greater the benefit in terms of outcome reduction.

In addition, a 2018 meta-analysis by Karmali et al.115 compared a BP-lowering treatment strategy based on predicted CV risk with one based on SBP level. They found that the treatment strategy based on CV risk was more effective. However, even though this meta-analysis is of high quality and implies a high certainty of evidence, it is recommended that the decision to initiate treatment should incorporate both approaches.

Individuals with BP ≥ 120/80 mm Hg should adopt nonpharmacological measures (NPMs) to maintain BP < 130/80 mm Hg and reduce CV risk (see Chapter 6). For patients with BP ranging from 130-139 and/or 80-89 mm Hg, CV risk estimation is an important factor in guiding treatment initiation. A meta-analysis of 24 randomized controlled trials (RCTs) including 47,991 individuals investigated the impact of BP reduction on CV outcomes in individuals with BP in the prehypertensive range. It demonstrated that a BP reduction of 10/5 mm Hg significantly reduced the risk of stroke by 60% in patients at high and very high CV risk.116 However, the meta-analysis by Karmali et al. questions these protective effects.115

In patients with hypertension, CV risk stratification should not interfere with the decision to initiate treatment. The benefits of treating hypertensive patients without other associated risk factors and who present with persistently elevated BP levels are well established and it has been consistently recommended by national and international guidelines.1,44,45,117

Therefore, this Guideline draws on meta-analyses using individual participant data from RCTs involving individuals with stage 1 hypertension and no prior CVD to define the most appropriate management strategy.118,119 One of these studies showed that treating low-risk hypertensive patients did not reduce CAD outcomes, CV events, or CV mortality over a follow-up period of 4 to 5 years.118 However, there was a trend toward reduction of stroke and all-cause mortality, suggesting these benefits might become significant with longer follow-up and/or larger sample sizes.

The other study showed that treatment led to reductions in CVD and mortality when initial BP was ≥ 140/90 mm Hg.119 In patients with stage 1 hypertension, there was a significant reduction in mortality, although the decrease in major CV events was less pronounced. These findings were supported by results from a subgroup analysis of the Heart Outcomes Prevention Evaluation (HOPE)-3 trial.114 In that study, antihypertensive treatment in patients classified as stage 1 with intermediate CV risk led to a mean reduction of 6 mm Hg in SBP and a 27% reduction in the rate of combined CV events among those with office SBP greater than 143 mm Hg.114 Based on these data, pharmacological treatment should be initiated in conjunction with NPMs when office BP is ≥ 140/90 mm Hg.

Indications for initiating nonpharmacological and pharmacological treatment are presented in Table 5.1 and Figure 5.1.114,116,118-120

Table 5.1. Indications for nonpharmacological and pharmacological treatment according to BP and age.

Treatment Target population Treatment initiation
NPMs BP ≥ 120/80 mm Hg At diagnosis
Pharmacological treatment BP ≥ 140/90 mm Hg At diagnosis
BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk When BP remains uncontrolled after 3 months of NPMs
Older adults ≥ 60 years When SBP ≥ 140 mm Hg
Older adults ≥ 80 years When SBP ≥ 140 mm Hg*

BP: blood pressure; CV: cardiovascular NPMs: nonpharmacological measures; SBP: systolic blood pressure.

*

Use caution and individualize the treatment strategy in patients with a history of orthostatic hypotension, moderate to severe frailty, or life expectancy under 3 years.114,116,118-120

Figure 5.1. Treatment initiation and BP targets.

Figure 5.1

5.2. Blood Pressure Targets

Regarding BP targets in patients with hypertension and low CV risk, both a meta-analysis and data from a large observational study suggest that achieving BP < 140/90 mm Hg is associated with significant reductions in the risk of mortality, stroke, and end-stage CKD.121,122 According to a systematic review and meta-analysis published by the SBC, this Guideline recommends a BP target of < 130/80 mm Hg, even in patients at low or intermediate risk (Figure 5.1).123

Regardless of BP level (whether within the prehypertensive range or at any stage of hypertension), the presence of CVD, DM or CKD, familial hypercholesterolemia, HMOD, or a 10-year risk estimate ≥ 20% according to the PREVENT risk score are all indicators of high or very high CV risk.124

The SPRINT trial, which involved patients without diabetes and with high CV risk, demonstrated that the mean SBP was 134.6 mm Hg in the standard treatment group and 121.5 mm Hg in the intensive treatment group over a follow-up period of 3.26 years. This resulted in lower rates of both fatal and non-fatal CV events and all-cause mortality.125 Some adverse events were more frequently observed in the intensive treatment group. Therefore, in general, the BP target for patients at high CV risk can be standardized to <130/80 mm Hg.123

The combined analysis of the SPRINT and ACCORD trials showed that the longer the duration spent within the controlled BP range, the lower the risk of adverse kidney and CV events,46 highlighting the importance of adherence to and persistence with treatment.

5.3. Blood Pressure Targets in Ambulatory and Home Blood Pressure Monitoring

It is important to consider that, ideally, BP should be measured both in the medical office and at home using ABPM or HBPM. Among the many advantages of office and out-of-office BP measurements, one of the most significant is the ability to identify different BP behavior phenotypes, which has implications for risk stratification and individualized treatment strategies, as well as for the use of ABPM- or HBPM-guided targets in some cases.126

For the WCH and MH phenotypes, it is always recommended to implement NPMs and, when indicated, pharmacological therapy. In these conditions, BP control targets should be guided by both office and out-of-office measurements, according to the reference ranges shown in Table 5.2.

Table 5.2. Blood pressure targets in ABPM (24-hour, daytime, and nighttime) and HBPM.

SBP (mm Hg) DBP (mm Hg)
24-hour ABPM < 130 < 80
Daytime ABPM < 135 < 85
Nighttime ABPM < 120 < 70
HBPM < 130 < 80

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; DBP: diastolic blood pressure; HBPM: home blood pressure monitoring; SBP: systolic blood pressure.126

5.4. The J-Curve of Blood Pressure

In the treatment of hypertension, excessive BP reduction may be associated with an increased risk of CV events. This phenomenon suggests a J- or U-shaped relationship, where both very high and very low BP levels are linked to increased risks. In other words, there may be a threshold below which further BP reduction could actually increase the risk of adverse events.127,128

The J-curve is more frequently observed in relation to DBP, especially in patients with established CAD. The main hypothesis is that very low DBP levels may lead to reduced coronary perfusion. However, observational data do not consistently demonstrate the presence of a J-curve relationship between BP and CV risk.127,128

More recent observational studies suggest that the BP J-curve may not be a causal phenomenon and that several confounding factors could be involved.128-130 A nonlinear Mendelian randomization study found no evidence that lowering DBP increases the risk of CV events. In fact, it indicated that the risk of MI continues to decline with lower DBP values.114 In summary, there is no evidence that low BP is the cause of a high CV risk state; rather, it may simply be a marker of such risk, particularly among older adults and those with comorbidities.

Recent systematic reviews and meta-analyses that examined populations with pre-existing CVD and SBP reductions greater than 120 mm Hg found robust evidence suggesting additional benefits in reducing hard outcomes.131

5.5. Intensive Blood Pressure Reductions and Risk of Adverse Events

More intensive reductions in BP often raise concerns about the potential increase in serious adverse events, particularly among older adults and/or frail patients. A recent meta-analysis evaluating 20,895 older adults treated to achieve more stringent BP targets found a 29% reduction in major CV events, without an increase in serious adverse outcomes.132

These and other findings support the recommendation of more intensive BP reduction targets in individuals with hypertension, regardless of age. However, special attention should be given to frail patients, oldest-old adults (≥ 80 years), those with reduced life expectancy, or individuals with characteristics that may increase the risk of adverse events.131,133 If the < 130/80 mm Hg target is not tolerated, BP should be reduced to the lowest level tolerated by the patient.117

An important question explored in recent clinical trials is whether BP reductions below 120/70 mm Hg, particularly in patients with high CV risk, offer additional CV protection. A meta-analysis published in 2021 showed that for any initial BP range (even among individuals with baseline SBP below 120 mm Hg), a 5 mm Hg reduction was associated with an 11% decrease in CV outcomes, without a significant increase in the incidence of adverse events.131

5.6. Considerations in Isolated Systolic Hypertension

In patients with a wide pulse pressure (PP), SBP ≥ 140 mm Hg, and DBP < 90 mm Hg, evidence suggests that antihypertensive therapy should be initiated and intensified (as long as it is well tolerated) to reduce CV risk.134,135 In isolated systolic hypertension, the BP control target naturally focuses solely on SBP. In clinical practice, achieving this target may be limited by the concomitant and progressive reduction of DBP, which is already below 90 mm Hg and may fall below 60 mm Hg during treatment. However, there is no definitive evidence supporting a lower limit for DBP in this context, especially considering that these individuals are typically older and present with different comorbidities. As previously noted, a causal relationship between low DBP and increased CV risk has not been confirmed.128 Therefore, BP targets should always be pursued on an individualized basis, with closer monitoring, particularly in older adults with comorbidities.134

Some patients who achieve a more intensive BP target, with values below 120/70 mmHg, may be at increased risk of symptomatic hypotension, syncope, acute kidney injury, and hyperkalemia. Despite substantial heterogeneity in the defining metrics of these adverse effects, stricter BP control should be maintained in those with good tolerance to antihypertensive treatment.136

Current recommendations emphasize the need for individualized hypertension management, considering factors such as age, frailty, polypharmacy, and the presence of other health conditions.136

Key messages on treatment initiation
The adoption of NPMs aims to reduce CV risk. All individuals with BP ≥ 120/80 mm Hg should initiate and maintain NPMs, even after starting pharmacological treatment when indicated.
CV risk estimation is important for individuals with BP 130-139 and/or 80-89 mm Hg; pharmacological treatment is indicated for those with high CV risk.
In patients with hypertension, the initiation of pharmacological treatment does not depend on CV risk stratification.

BP: blood pressure; CV: cardiovascular; NPMs: nonpharmacological measures.

Recommendations for treatment initiation Strength of recommendation Certainty of evidence
NPMs are recommended for all individuals with BP ≥ 120/80 mm Hg. STRONG HIGH
Pharmacological treatment is recommended after 3 months of NPMs for individuals with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk. STRONG HIGH
Initiation of pharmacological treatment is recommended for individuals with BP ≥140/90 mm Hg. STRONG HIGH

BP: blood pressure; CV: cardiovascular; NPMs: non-pharmacological measures. * Use caution and individualize the treatment strategy in patients with a history of orthostatic hypotension, moderate to severe frailty, or life expectancy under 3 years.114,116,118-121

Key messages on blood pressure targets
There is no consistent evidence supporting the existence of a J-curve relationship between BP and CV risk.
Patient tolerability to intensive BP reduction should be carefully considered and monitored, particularly in frail individuals, those aged ≥ 80 years, and patients with symptomatic orthostatic hypotension or reduced life expectancy.
If the < 130/80 mm Hg BP target is not tolerated, BP should be reduced to the lowest level tolerated.
In WCH and MH, assess BP control using ABPM or HBPM.
In isolated systolic hypertension, an SBP target < 130 mm Hg should be achieved, and DBP reduction should be monitored for potential adverse events.

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; CV: cardiovascular; DBP: diastolic blood pressure; HBPM: home blood pressure monitoring; MH: masked hypertension; SBP: systolic blood pressure; WCH: white-coat hypertension.

Recommendations for blood pressure targets Strength of recommendation Certainty of evidence
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk. STRONG HIGH
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with hypertension, regardless of low, moderate, or high CV risk. STRONG HIGH
For patients who do not tolerate the < 130/80 mm Hg BP target, BP should be reduced to the lowest level tolerated. STRONG MODERATE
BP target achievement should be confirmed with out-of-office BP measurement (ABPM or HBPM). STRONG LOW

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; CV: cardiovascular; HBPM: home blood pressure monitoring.

6. Nonpharmacological Measures

This chapter explores several nonpharmacological interventions for health promotion, prevention, and BP control. It presents the latest evidence and grade of recommendation for each evidence in hypertension management. Given the broad scope and diversity of NPMs, studies on their effects on outcomes such as mortality and CV events are limited to a few approaches. Therefore, this chapter and its recommendations focus on the effects of NPMs on BP, with the effects on mortality being discussed only when specific evidence is available. The chapter's objective is to provide practical information, including effect size results for each NPM and recommendations for their implementation. Furthermore, new approaches with promising evidence of benefit are highlighted within each intervention. Finally, the chapter underscores the crucial role of a multidisciplinary team in the successful application of NPMs for hypertension management.

6.1. Smoking Cessation

Smoking, which includes the use of tobacco-derived products, hookah, and electronic cigarettes, is a major CV risk factor, so that quitting smoking has been associated with a reduction in overall and CV mortality.137,138 The relationship between smoking and BP remains controversial, with some studies showing no association between smoking levels and BP139 and others indicating an increase in BP with smoking onset26 and a reduction in the prevalence of hypertension in long-term former smokers.140 Given the reduction in overall CV risk, all health care professionals should recommend smoking cessation for their patients. Also, various strategies and medications are available to assist patients in adopting this behavior and should be used under expert guidance.141

6.2. Weight Loss

Hypertension is strongly related to overweight and obesity, and 60% to 77% of individuals with obesity have hypertension.142,143 Even without achieving the desired body weight, weight loss can reduce BP and CV risk proportionally to the magnitude and duration of weight loss.143,144 A meta-analysis showed that every 1 kg of weight loss resulted in a reduction of 1.05 mm Hg in SBP and 0.92 mm Hg in DBP.145 In patients with obesity, weight loss is associated with a 15% reduction in mortality.143,146 Therefore, for patients with hypertension who are overweight or obese, weight loss is an essential recommendation. In adults, the goal is to achieve and maintain a healthy body weight, represented by a BMI < 25 kg/m2,1,1392 and in older adults, a BMI between 22 and < 27 kg/m2.1,139

Beyond BMI, assessments should include central adiposity parameters such as WC, which should ideally be < 102 cm in men and < 88 cm in women.1 Maintaining a healthy weight involves adopting healthy habits, which can be complemented by medication or surgical procedures when necessary. Evidence suggests that bariatric surgery, combined with NPMs, is particularly effective in reducing hypertension and atherosclerotic CVD in severe obesity.143,144

6.3. Dietary Modifications

Consistent evidence indicates that some dietary modifications can lower BP and should be recommended for patients with hypertension (Table 6.1). These recommendations and the supporting evidence are presented below.

Table 6.1. Dietary measures for the prevention and treatment of hypertension.

Modification Goal
Restricted sodium intake < 2 g/day = 5 g of salt/day = 1 teaspoon/day11
Increased dietary potassium intake ≥ 3.5 g/day18*
Reduced alcohol consumption Limit alcohol consumption to: Men – 2 drinks**/day Women – 1 drink**/day14 Binge drinking should be avoided14
Adopting a healthy eating pattern Preferably adopt the DASH diet14,23

DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension.

*

Except for patients with chronic kidney disease or hyperkalemia.

**

There are different definitions for the amount of alcohol present in 1 drink,17 ranging from a mean of 10 to 15 g. Recent recommendations for hypertension define 1 drink as containing 10 to 12 g of alcohol,14 corresponding to approximately 200 mL of beer (5% alcohol), 100 mL of wine (12% alcohol), and 25 mL of liquors, such as whiskey, vodka, and brandy (40% alcohol).

6.3.1 Restricted Sodium Intake

High sodium intake is associated with increased BP and may contribute to approximately 30% of the prevalence of hypertension.147 Reducing sodium intake leads to a proportional decrease in BP, which is more pronounced in individuals with hypertension, Black people, and older adults.148 A daily reduction of 1.15 g of sodium can lower SBP by 2.8 mm Hg and DBP by 1.4 mm Hg in patients with hypertension.148 Therefore, it is recommended to limit sodium intake to a maximum of 2 g per day, which is equivalent to 5 g of salt or 1 teaspoon/day.149

However, current global sodium intake, including Brazil, is typically double this recommended amount.149 Fresh foods contribute a very small portion to our sodium intake. In high-income countries, 70% to 80% of consumed sodium comes from processed and ultra-processed foods or fast-food restaurants. In low- and middle-income countries, the primary sources of sodium are salt added during cooking or at the table, as well as the use of high-sodium condiments. The expansion of the food industry has increased the exposure to processed foods in these countries.147,149 Strategies for reducing sodium intake include increasing public awareness, reformulating processed foods, incorporating herbs and spices as seasonings, and using salt substitutes in which some of the sodium is replaced by potassium.149,150 These salt substitutes can lower SBP by 5.9 mm Hg and DBP by 2.2 mm Hg in patients with hypertension and may decrease the risk of CV events, as well as CV and all-cause mortality.24 However, potassium-enriched salt substitutes may elevate serum potassium levels in individuals at risk for hyperkalemia, such as patients with CKD.151 Low-sodium or ‘light’ salt is an option of salt substitute, offering at least a 50% reduction in sodium compared to regular table salt.152 Another option of low-sodium salt substitute is herbal salt, which combines table salt with dried herbs such as rosemary, basil, oregano, and parsley. However, other types of salt, such as Himalayan pink salt and sea salt, contain the same sodium content as table salt.153,154

6.3.2. Increased Dietary Potassium Intake

Increased potassium intake can lower SBP by 4.8 mm Hg and DBP by 3.0 mm Hg in patients with hypertension, and this effect is more pronounced when sodium intake is high.150,155 Although most studies have used potassium chloride capsules, dietary modifications can achieve a similar BP response.

Since high-potassium diets reflect healthy eating patterns, they are the recommended approach to increase this mineral,156 aiming at an intake of at least 3.5 g/day.156 Good sources of potassium include fruits, vegetables, greens, nuts, legumes, and low-fat dairy products.151 Four to five servings of fruit (1 serving equals 1 medium fruit or 1/2 cup of fresh cut fruit) and vegetables (1 serving equals 1 cup of raw leafy greens or 1/2 cup of cooked vegetables) typically provide 1.5 to 3.0 g of potassium.45,157-159

6.3.3. Reduced Alcohol Consumption

Alcohol consumption is directly associated with BP and the incidence of hypertension, especially when intake exceeds 2 drinks per day (10 to 12 g/day).150,151,160 While reducing alcohol intake may not lower BP in individuals who consume up to 2 drinks per day, it does reduce BP in those who consume 3 or more drinks daily. This effect is even more pronounced in those who consume 6 or more drinks per day and reduce their intake by approximately 50%, leading to a reduction of 5.5 mm Hg in SBP and 4.0 mm Hg in DBP.161

Although light-to-moderate alcohol consumption has previously been associated with a cardioprotective effect, recent evidence indicates that this association may be due to confounding factors. In fact, alcohol intake is related to a higher risk of CVD, with an exponential increase as consumption levels rise.25 This means that even light alcohol intake can be harmful to health, with the greatest risks associated with heavy consumption, whether chronic or episodic.162 Therefore, for individuals who consume alcoholic beverages, reducing or moderating their intake is recommended, along with total avoidance for a few days per week to help control BP.45,150,161

6.3.4. Adopting a Healthy Eating Pattern

The assessment of dietary patterns, defined as the combination of all foods typically consumed, allows for the joint study of nutrients and foods, as well as their synergistic effects. These patterns include the Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) diet, which emphasizes the consumption of fruits, vegetables, low-fat dairy products, whole grains, lean meats, and nuts, while limiting the intake of saturated fats, fatty meats, refined grains, and added sugars. This diet is rich in potassium, calcium, magnesium, and fiber, with reduced amounts of sodium, cholesterol, total fat, and saturated fat.163 The DASH diet can reduce SBP/DBP by 8.7/4.5 mm Hg in patients with hypertension,164 with even greater reductions when combined with additional sodium restriction.163 Another dietary pattern that has an effect on BP is the Mediterranean diet, which is rich in fruits, vegetables, and whole grains and low in red meat. It is characterized by the consumption of fish, nuts, generous amounts of olive oil, and moderate amounts of red wine.165 This diet promotes a modest reduction in SBP/DBP of 1.5/0.9 mm Hg.165 Therefore, adopting healthy eating patterns, such as the DASH or Mediterranean diet, is recommended in hypertension. The beneficial effects of the DASH diet and other healthy diets depend on long-term adherence, which is often challenging.151,166,167 Barriers to adherence include lack of motivation and food costs.

6.3.5. Other Dietary Interventions

Other dietary components may also affect BP, but current evidence is neither conclusive nor robust. Some of these components are discussed below.

  • Coffee and caffeinated beverages: Recent studies suggest that habitual moderate coffee consumption does not raise BP or increase the risk of hypertension.168 Therefore, moderate coffee consumption is recommended, limiting intake to 3-4 cups per day.151 Higher amounts should be avoided due to the high caffeine content, which averages 80 mg/200 mL of filtered coffee. Caffeine can cause an acute increase in BP, especially in those not accustomed to it–intake of up to 400 mg/day is considered safe for healthy adults.169 Therefore, consumption of other caffeine-rich beverages, such as energy drinks, should also be monitored.

  • Probiotics: Evidence has recently emerged suggesting that probiotic supplementation may produce modest BP reductions in patients with hypertension.170

  • Vitamin D supplementation: While there is no consensus, vitamin D supplementation appears to reduce BP, particularly in patients with hypertension experiencing hypovitaminosis D.171

6.4. Physical Activity and Exercise

Physical activity (PA) encompasses any bodily movement that increases energy expenditure above rest, such as locomotion and occupational, household, and leisure activities. Exercise, in turn, refers to structured PA performed with specific goals, such as improving health and/or physical fitness. Sedentary behavior refers to time spent in low-energy expenditure activities (≤ 1.5 metabolic equivalent of task [MET]), such as sitting, reclining, or lying down (eg, watching TV, using a computer, playing video games).172 Every hour spent in sedentary behavior is estimated to increase CV risk by 5%. Therefore, it is recommended to interrupt periods of sedentary behavior with light PA.173

Regular PA can reduce SBP by 2 to 5 mm Hg and DBP by 1 to 4 mm Hg, and these reductions are more pronounced in individuals with higher initial BP levels.174 Leisure-time PA, in particular, can decrease the incidence of hypertension by up to 19% and, in patients with hypertension, it can reduce the risk of mortality by approximately 30%.174,175 Therefore, regular PA is recommended for both the prevention and treatment of hypertension.173,174

In patients with hypertension, structured exercise offers the most substantial benefits. Aerobic training, dynamic resistance training, isometric resistance training, and combined aerobic and dynamic resistance training can lower in-office BP (Table 6.2).176 However, only aerobic training can reduce ambulatory BP.177 Therefore, aerobic training is recommended for patients with hypertension, and it can be combined with dynamic resistance training to achieve additional health benefits.

Table 6.2. Reduction in systolic and diastolic blood pressure with different exercise training types.

Training In-office SBP/DBP (mm Hg)33 24-hour SBP/DBP (mm Hg)34
Aerobic -7.6/-4.7 -5.5/-3.8
Dynamic resistance -2.6/-2.1 ---
Isometric resistance -4.3/-5.0 ---
Combined -5.3/-5.6 ---

---: no proven effect; SBP: systolic blood pressure; DBP: diastolic blood pressure.

While other exercise modalities, such as water-based exercise, alternative neuromotor practices (eg, yoga, tai chi, Pilates), and high-intensity interval training, can reduce in-office BP in patients with hypertension, current research supporting these effects is scarce and of limited quality, with no evidence of ambulatory BP reduction or assessment of potential risks.174 Therefore, these practices are not recommended as treatments for hypertension, but they can be used in specific situations.

Table 6.3 shows PA and exercise recommendations for patients with hypertension. Some precautions should be taken before and during PA and exercise.172,178 Prescribing light-to-moderate PA for individuals without pre-existing heart, kidney, or cerebrovascular disease does not require a prior medical evaluation. If any symptoms arise during exercise, the activity should be discontinued and a physician consulted. Individuals with hypertension who have comorbidities, CV symptoms (eg, angina, fatigue, dyspnea, dizziness, edema), multiple risk factors, or who intend to engage in high-intensity or competitive activities should undergo prior medical evaluation. Exercise stress testing is recommended to assess physical fitness and prescribe training, as it allows for the assessment of BP response to exertion and suspected CAD in symptomatic individuals or those with multiple risk factors. A training session should not be started if BP is above 160/105 mm Hg. If BP rises above 180/105 mm Hg during aerobic exercise, the intensity of the activity should be reduced.172,179-182

Table 6.3. Guidelines for prescribing physical activity and exercise.

Interrupting sedentary behavior
- Stand up and move around for 5 min for every 30 min sitting down.
Physical activity
- Aim for at least 150 min/week of moderate aerobic PA or 75 min/week of vigorous aerobic PA, or an equivalent combination of both moderate and vigorous physical activity. - For maximum benefit, include muscle-strengthening exercises twice/week.
Exercise training
- Aerobic complemented by resistance
Aerobic training – mandatory
- Modalities: walking, running, dancing, and swimming, among others.
- Volume: accumulate at least 150 min/week. - Frequency: 3 to 5 times per week (more often – increased effect). - Duration: 30 to 60 min per session (longer – increased effect).
- Moderate intensity defined as:
1) Highest intensity while maintaining the ability to carry on a conversation (without getting out of breath)
2) Feeling "slightly tired" (a rating of 12-13 on the 20-point Borg scale)
3) Maintaining training heart rate (HR) within the range calculated as follows:
Training HR = (maximal HR – resting HR) × % + resting HR
Where: Maximal HR: obtained from a maximal exercise stress test performed while taking regular medications or by calculating age-predicted maximal HR (ie, 220 – age). This formula is not suitable for patients with hypertension who have heart disease or are taking beta-blockers or non-dihydropyridine calcium channel blockers. Resting HR: measured after 5 min of lying down. %: use 40% as the lower limit and 60% as the upper limit.
Resistance training – complementary
- Frequency: 2 to 3 times per week.
- 8 to 10 exercises for the main muscle groups, prioritizing unilateral exercises when possible.
- 1 to 3 sets.
- 10 to 15 repetitions to moderate fatigue (where movement speed is reduced) – approximately 60% of 1-repetition maximum (1RM).
- Long passive rest periods – 90 to 120 s.

PA: physical activity. Adapted from references.1,172,173,178

6.5. Approach to Psycho-Emotional Aspects

6.5.1. Stress Management Techniques

Mental stress is associated with an increased risk of hypertension and is more common in hypertensive patients than in normotensive individuals.18 While usual stress reduction interventions can lower SBP and DBP, they have a lower certainty of evidence than other lifestyle modification interventions.164 In general, behavioral therapies for stress management have not shown robust evidence of efficacy in reducing BP, except for meditation.164 A meta-analysis showed that mindfulness-based stress reduction programs, consisting of at least 8 intensive meditation sessions, led to a reduction of 6.6 mm Hg in SBP and 2.5 mm Hg in DBP.183 Furthermore, transcendental meditation reduced SBP by 5.6 mm Hg and DBP by 2.9 mm Hg, while other meditation techniques showed reductions of 5.1 mm Hg in SBP and 2.6 mm Hg in DBP.184-186

6.5.2. Slow Breathing

Slow or guided breathing, which involves reducing the respiratory rate to 6-10 breaths/minutes for 15-20 minutes daily, has been shown to promote a 6.4 mm Hg reduction in both SBP and DBP compared to natural breathing.187 In patients with hypertension and CVD, voluntary slow breathing exercises also reduce SBP and DBP.187 Regarding device-guided breathing (Resperate device®), while a meta-analysis initially indicated a reduction in BP, this effect disappeared when studies sponsored by the device manufacturer were excluded.188 Therefore, slow breathing is recommended as a low-risk adjunctive therapy for hypertension.

6.5.3. Spirituality and Religiosity

Spirituality is defined as a set of moral, mental, and emotional values that guide an individual's thoughts, behaviors, and attitudes in both intrapersonal and interpersonal relationships. Spirituality can be measured and is distinct from religiosity, which refers to the extent to which an individual believes, follows, and practices a particular religion, which, in turn, is defined as a multidimensional construct that includes beliefs, behaviors, dogmas, rituals, and ceremonies that can be performed or practiced in private or public contexts.189

Cultivating spiritual well-being and uplifting feelings has been shown to positively impact CV health, leading to reduced CV risk and a lower prevalence of hypertension.190 Recently, the FEEL trial demonstrated a 7.6 mm Hg reduction in SBP through the encouragement of feelings such as forgiveness, gratitude, optimism, and purpose in life.191 Therefore, it is recommended that health care professionals be trained in addressing aspects of spirituality and religiosity with respect, without interfering with patients’ personal beliefs.192

6.6. Multidisciplinary Team in the Adoption of Nonpharmacological Measures

Studies have demonstrated that a multidisciplinary approach can improve BP control, leading to better management of CV risk factors and reduction in CV morbidity and mortality.193 Some descriptive studies indicate that team-based care and shared decision-making, with active patient participation, are associated with reduced costs and improved outcomes in hypertension management.194 A multidisciplinary approach was successfully employed in primary, secondary, and tertiary care settings, resulting in a hypertension control rate of 68%.195 Therefore, comprehensive multidisciplinary care is recommended for both the prevention and treatment of hypertension. The team should include professionals from diverse backgrounds (primary care physicians, cardiologists, endocrinologists, nephrologists, geriatricians, nurses, pharmacists, dietitians, physical education professionals, psychologists, social workers, and community health workers, among others), as they complement each other, integrating their skills, abilities, and knowledge while sharing responsibilities and decision-making.196 While patients remain central to this process, each actor should be empowered to play a leading role in order to develop a field of research in services and promote professional development. Educational and therapeutic actions should be extended to all patients, their families, and the community, always considering sociocultural, local, and regional particularities. Modern strategies, such as social media, distance learning, and digital educational resources, can facilitate the adoption of and adherence to NPMs for hypertension management.197

6.7. Final Considerations on Nonpharmacological Measures

NPMs encompass several approaches supported by different levels of evidence and recommendations for the prevention and treatment of hypertension. Figure 6.1 summarizes the key recommendations that, in addition to their effect on hypertension, offer general health benefits. Therefore, unless otherwise specified in the tables, all health professionals should recommend them to all adults with BP ≥ 120/80 mm Hg, especially those with hypertension.

Figure 6.1. Nonpharmacological measures for the prevention and treatment of hypertension.

Figure 6.1

Recommendations for nonpharmacological measures in blood pressure management Strength of recommendation Certainty of evidence
Smoking cessation is recommended to reduce cardiovascular events and mortality. STRONG HIGH
Reducing body weight is recommended for BP and mortality reduction in patients with obesity. STRONG HIGH
Reducing sodium intake and increasing dietary potassium intake (except for patients with CKD) is recommended for BP reduction. STRONG HIGH
Limiting daily maximum alcohol consumption is recommended for BP reduction. STRONG MODERATE
The DASH diet and regular moderate physical activity are recommended for BP and mortality reduction. STRONG HIGH
Aerobic training is recommended for BP reduction. STRONG HIGH
Meditation is recommended for BP reduction. STRONG MODERATE
Slow breathing is recommended for BP reduction. NEUTRAL LOW
Addressing aspects of spirituality and religiosity is recommended for hypertension management. NEUTRAL LOW
A multidisciplinary approach is recommended for improved BP control. STRONG LOW

DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; CKD: chronic kidney disease; BP: blood pressure.

7. Pharmacological Treatment

7.1. Treatment Targets and Rationale for Medication Use

Reducing morbidity and mortality is the primary goal of antihypertensive treatment. BP reduction is the initial target, with the broader goal of decreasing CV and renal outcomes, as well as hypertension-associated mortality, regardless of patient age.114,198-200

A high-quality meta-analysis from the Blood Pressure Lowering Treatment Trialists’ Collaboration analyzed individual data from approximately 350,000 participants from 48 RCTs to assess the effects of BP-lowering treatment on CV outcomes. Over an average 4 years of follow-up, a 5 mm Hg reduction in SBP lowered the relative risk of major CV events by 10%. Specifically, the risks of stroke, HF, CAD, and death from CV disease were reduced by 13%, 13%, 8%, and 5%, respectively. The benefits were greater among individuals with higher CV risk and those with greater BP reductions.114

7.1.1. Heart Failure

With hypertension treatment, the risk of developing HF is reduced by approximately 30% in younger adults, 50% in older adults, and nearly 80% in older adults with a history of MI. In addition, BP control reduces the risk of recurrent HF by approximately 50%.2021,202

7.1.2. Stroke

Antihypertensive therapy significantly reduces the risk of stroke in both primary and secondary prevention. A meta-analysis demonstrated that a 10 mm Hg reduction in SBP is associated with a 33% reduction in the risk of stroke.203 In addition, findings from the HOPE-3 study showed that combining antihypertensive therapy with statins significantly reduced the risk of ischemic stroke by 59% in individuals with intermediate CV risk.204 Similar benefits are seen in secondary prevention. A meta-analysis of RCTs found that antihypertensive treatment reduced the risk of recurrent stroke by 27%.205

7.1.3. Coronary Artery Disease

A 10 mm Hg reduction in SBP is associated with a 17% decrease in the risk of CAD.120 Achieving BP targets in patients with hypertension can lead to a 40% to 50% reduction in the risk of death from CAD among middle-aged individuals. However, it is important to note that treatment efficacy may vary depending on factors such as the presence of comorbidities and the classes of antihypertensive medications used.120,206

7.1.4. Chronic Kidney Disease

According to the FROM-J study, achieving an SBP level of < 130 mm Hg is associated with a 42% reduction in the risk of renal outcomes in patients with baseline SBP ≥ 130 mm Hg.207 Furthermore, the ARIC study suggests that even modest population-wide reductions in SBP may prevent new cases of CKD, with an estimated reduction of 11.7 to 13.4 CKD events per 100,000 person-years for every 1 mm Hg decrease in SBP.208

7.1.5. Cardiovascular Death

The meta-analysis by Ettehad et al. showed that a 10 mm Hg reduction in SBP results in a 13% reduction in all-cause mortality, which includes CV death.120

A summary of the benefits of pharmacological treatment of hypertension is illustrated in Figure 7.1.114,120,198-208

Figure 7.1. Benefits of pharmacological treatment of hypertension.114,120,198-208.

Figure 7.1

7.2. Pharmacological Treatment

The pharmacological treatment of hypertension is guided by recommendations based on specific classes of medications, primarily supported by robust evidence from RCTs demonstrating their effectiveness in lowering BP and reducing the risk of CV and renal events.1,117,209

The most commonly recommended classes include thiazide or thiazide-like diuretics (DIUs), angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEIs), angiotensin II receptor blockers (ARBs), and calcium channel blockers (CCBs). There is ongoing debate about whether beta-blockers (BBs) should be included among the preferred first-line agents.45,117,150,210 For this reason, a systematic review with meta-analysis was specifically conducted for this Guideline to provide an evidence-based answer, which will be discussed later in this chapter. Conversely, the use of BBs is well established in clinical conditions such as coronary syndromes (post-MI and angina),211 atrial fibrillation (AF), HF with reduced ejection fraction (HFrEF), heart rate (HR) control, in women who are pregnant or planning pregnancy,212 and in patients with CKD on hemodialysis.213

Despite the recognized benefits of antihypertensive treatment in reducing CV and renal morbidity and mortality, significant global disparities remain between high- and low-income countries regarding diagnosis, treatment, and BP control.214 There is still much to plan and implement in order to achieve better health outcomes.

7.3. General Principles of Pharmacological Treatment

Most patients with hypertension will require pharmacological treatment in addition to NPMs to achieve the recommended BP targets (see Chapter 5).

Chapter 5. Treatment initiation and therapeutic targets.

Recommendations for initiation of antihypertensive treatment Strength of recommendation Certainty of evidence
NPMs are recommended for all individuals with BP ≥ 120/80 mm Hg. STRONG HIGH
Pharmacological treatment is recommended after 3 months of NPMs in individuals with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk. STRONG HIGH
Initiation of pharmacological therapy is recommended for individuals with BP ≥ 140/90 mm Hg. STRONG HIGH

BP: blood pressure; CV: cardiovascular; NPMs: non-pharmacological measures.

Chart 7.1 shows the five main classes of antihypertensive medications that have demonstrated BP-lowering effects compared to placebo, along with substantial benefits in reducing fatal and nonfatal CV and renal outcomes. These benefits are primarily attributed to BP reduction.215-219

Chart 7.1. Main classes of antihypertensive medications used in the treatment of hypertension215-219.

Diuretics
Calcium channel blockers
Angiotensin-converting enzyme inhibitors
Angiotensin II receptor blockers
Beta-blockers, with specific indications

Specific information about each class of medication is detailed in Chart 7.2 to 7.6.

Chart 7.2. Diuretics: usual daily doses (mg/day), frequency (doses/day), and additional information.

DIURETICS
Diuretics inhibit sodium reabsorption at different sites in the nephron, leading to natriuresis. In the long term, they reduce peripheral resistance. They may be combined synergistically with other antihypertensive agents.
Class and medication Usual daily dose (mg) Frequency (doses/day) Additional information
THIAZIDE AND THIAZIDE-LIKE DIURETICS
Hydrochlorothiazide 25-50 1 - Acts on the distal convoluted tubule - Higher doses increase diuretic effect but also metabolic side effects, without additional antihypertensive benefit - Contraindicated in active gout
Chlorthalidone 12.5-25 1
Indapamide (slow release) 1.5-3.0 1
LOOP DIURETICS
Furosemide 20-240 1 to 3 - Acts on the thick ascending limb of the loop of Henle - Used in CKD, HF, and edematous states (sodium and fluid retention)
POTASSIUM-SPARING DIURETICS
Spironolactone 25-100 1 to 2 - Non-selective steroidal mineralocorticoid receptor antagonist - Used in HF, hyperaldosteronism, resistant/refractory hypertension (4th-line agent), hypertension with comorbidities, reduces proteinuria - May cause hyperkalemia, particularly in CKD and when combined with ACEI or ARB - Side effects: gynecomastia, decreased libido, impotence
Eplerenone 25-100 1 - Selective non-steroidal mineralocorticoid receptor antagonist - More selective for aldosterone receptors (↓ adverse effects) - Similar hyperkalemia risk to spironolactone - Same indications as spironolactone
Amiloride 2.5-5 1 - Acts on sodium channels in the distal and collecting tubules - Available in combination with thiazide or thiazide-like diuretics

CKD: chronic kidney disease; HF: heart failure; ACEI: angiotensin-converting enzyme inhibitor; ARB: angiotensin II receptor blocker.

Chart 7.6. Beta-blockers: usual daily doses (mg/day), frequency (doses/day), and additional information.

Class and medication Usual daily dose (mg) Frequency (doses/day) Additional Information and recommendations
BBs
Indications: HFrEF, acute coronary syndromes (post-myocardial infarction and in patients with angina), atrial fibrillation. Also used in hypertension associated with arrhythmias, essential tremor, mitral valve prolapse, migraine, anxiety, portal hypertension, hyperkinetic syndromes (eg, thyrotoxicosis), and obstructive sleep apnea. Contraindications: severe or decompensated bronchial disease (if essential, use cardioselective or vasodilating BBs with caution); sinoatrial or atrioventricular block; bradycardia (HR <50 bpm); peripheral artery disease (except for vasodilating BBs).
1st GENERATION, NON-CARDIOSELECTIVE
Propranolol 80-320 2 to 3 - Block both β1 (mainly in myocardium) and β2 (smooth muscle, lungs, blood vessels) receptors - More pronounced peripheral effects such as increased peripheral vascular resistance and bronchoconstriction - Pindolol has intrinsic sympathomimetic activity, resulting in less bradycardia
Nadolol 40-160 1
Pindolol 10-60 1
2nd GENERATION, CARDIOSELECTIVE
Atenolol 50-100 1 to 2 - Selectively block β1-adrenergic receptors, mostly in the heart, nervous system, and kidneys, avoiding undesirable peripheral blocking effects - High doses may affect β2 receptors
Metoprolol 50-200 1
Bisoprolol 5-20 1
3rd GENERATION
Nebivolol 2.5–10 1 - Cardioselective - Vasodilating action via increased nitric oxide availability
Carvedilol 6.25-50 1 to 2 - Non-cardioselective - Combined alpha- and beta-blocker effects, causes less bradycardia, and increases vasodilation - Indicated in HFrEF

BB: beta-blocker; HFrEF: heart failure with reduced ejection fraction; HR: heart rate; MI: myocardial infarction.

Chart 7.3. Calcium channel blockers: usual daily doses (mg/day), frequency (doses/day), and additional information.

CCBs
These agents block slow calcium channels, reducing calcium influx into vascular smooth cells and vascular resistance. All CCBs have demonstrated similar BP-lowering effects at equipotent doses. They may be combined synergistically with other antihypertensive agents.
Class and medication Usual daily dose (mg) Frequency (doses/day) Additional information
Dihydropyridine CCBs
Amlodipine 2,5 – 10 1 - Avoid in patients with HFrEF and tachyarrhythmias - May cause headache, facial flushing, and peripheral edema - Edema is dose-dependent and improves with RAAS blockers but does not respond well to diuretics
Felodipine 2,5 – 10 1
Nifedipine 10 – 60 1 – 3
Nitrendipine 10 – 30 1
Manidipine 10 – 20 1
Lacidipine 2 – 6 1
Lercanidipine 10 – 20 1
Levamlodipine 2,5 – 5 1
Non-dihydropyridine CCBs Currently rarely used in hypertension treatment
Phenylalkylamine (verapamil) 120 – 360 1 a 2 - Avoid in patients with HFrEF - Avoid combining with BBs or using in patients with bradycardia (HR <50 bpm)
Benzothiazepine (diltiazem) 80 – 240 1 a 2 - Same precautions regarding bradycardia and combination with BBs

BB: beta-blocker; CCB: calcium channel blocker; HFrEF: heart failure with reduced ejection fraction; RAAS: renin-angiotensin-aldosterone system.

Chart 7.4. Angiotensin-converting enzyme inhibitors: usual daily doses (mg/day), frequency (doses/day), and additional information.

Class and medication Usual daily dose (mg) Frequency (doses/day) Additional information and recommendations
ACEIs
These agents block ACE formation, reducing the production of angiotensin II and the degradation of bradykinin. They have anti-atherosclerotic and anti-inflammatory properties. ACEIs are effective in HFrEF and post-myocardial infarction, and help slow the progression of CKD, reduce proteinuria, and left ventricular hypertrophy. They are synergistic with other antihypertensive agents.
Captopril 25 – 150 2 to 3 - Usually well tolerated - Avoid in women of childbearing age and contraindicated in pregnancy - Contraindicated in combination with ARBs - Can be used with spironolactone in HF and CKD with proteinuria - Contraindicated in bilateral renal artery stenosis or solitary kidney - Risk of hyperkalemia (especially in advanced CKD or with potassium supplements/spironolactone) - May worsen renal function initially, with later stabilization - Cough is a common side effect (due to bradykinin accumulation)
Enalapril 5 – 40 1 to 2
Benazepril 10 – 40 1 to 2
Lisinopril 10 – 40 1
Fosinopril 10 – 40 1
Ramipril 2,5 – 20 1 to 2
Perindopril 4 – 16 1

ACE: angiotensin-converting enzyme; ARB: angiotensin II receptor blocker; CKD: chronic kidney disease; HF: heart failure; HFrEF: heart failure with reduced ejection fraction; LVH: left ventricular hypertrophy; MI: myocardial infarction; RAAS: renin-angiotensin-aldosterone system.

Chart 7.5. Angiotensin II receptor blockers: usual daily doses (mg/day), frequency (doses/day), and additional information.

ARBs These agents block the action of angiotensin II by antagonizing the angiotensin type 1 receptor. They have anti-atherosclerotic and anti-inflammatory properties and are effective in HFrEF, post-myocardial infarction, and in slowing the progression of CKD, proteinuria, and left ventricular hypertrophy. They are synergistic with other antihypertensive agents.
Medication Usual daily dose (mg) Frequency (doses/day) Additional Information and recommendations
Losartan 50 – 100 1 to 2 Same recommendations and side effects as ACEIs, except for cough (less common)
Valsartan 80 – 320 1
Irbesartan 150 – 300 1
Candesartan 8 – 32 1
Olmesartan 20 – 40 1
Telmisartan 20 – 80 1

ACEI: angiotensin-converting enzyme inhibitor; CKD: chronic kidney disease; HFrEF: heart failure with reduced ejection fraction; LVH: left ventricular hypertrophy; MI: myocardial infarction.

Other classes – such as non-steroidal mineralocorticoid receptor antagonists (MRAs), alpha blockers, central and peripheral sympatholytic agents, and direct-acting vasodilators – have not been widely studied in RCTs and are associated with higher rates of adverse events. These agents should be reserved for cases where BP remains uncontrolled despite the use of combinations from the main recommended classes (Chart 7.1).

Desirable characteristics of an antihypertensive medication include the ability to reduce CV and renal morbidity and mortality; oral efficacy and good tolerability; long-acting properties allowing for once-daily dosing; pharmacologic synergy with other classes, allowing combination therapy; and quality-controlled manufacturing – compounded formulations should not be used.1

In addition to considering the characteristics of medications, it is also important to:

  • Adjust treatment, usually after 4 weeks of use, except in specific situations.

  • Educate patients and caregivers that adherence is critical to successful BP control.

  • Be prepared to adjust dosages, switch medications, or add agents as needed.

  • Inform patients about possible adverse effects and how to manage them.

Antihypertensive medications, whether in monotherapy or combination, can be administered in the morning or at night, with similar efficacy.220

7.4. Classes of Medications Used in the Treatment of Hypertension

Figure 7.2 summarizes the "octet" of hypertension treatment, with the preferred classes of medications forming the base of the pyramid and the less commonly used medications (those with limited supporting evidence) positioned at the top.

Figure 7.2. Hypertension treatment octet Adapted from Feitosa et al.221.

Figure 7.2

The inclusion of BBs at the base of the hypertension treatment octagon, with specific indications, was based on a systematic review with meta-analysis developed by the SBC, aimed at resolving ongoing controversies among international guidelines.117,219,221

Seven RCTs meeting the inclusion criteria were analyzed to assess the efficacy and safety of atenolol for the treatment of primary hypertension in comparison with other well-established, effective, and well-tolerated antihypertensive medications.211

The PICO question focused specifically on atenolol, as it is the only BB with eligible RCT data, and thus the recommendation cannot be extrapolated to other BBs not evaluated in the analysis.211

When compared with amlodipine and losartan, atenolol was associated with a slightly higher incidence of CV events, with the certainty of evidence rated as low and moderate, respectively.211

In the same analysis, the hydrochlorothiazide (HCTZ) + amiloride combination showed the greatest reduction in CV events, although the certainty of this evidence was very low. However, BP reduction was similar across all treatment comparisons, with small differences in CV outcome reduction slightly favoring thiazide DIUs, amlodipine, and losartan. It is important to note that this is a weak recommendation, with low or very low certainty of evidence, except for the atenolol vs. losartan comparison, which had moderate certainty (for outcomes with effect differences).211

Based on these findings, atenolol may be considered an option for treating primary hypertension in combination with first-line agents (ie, low-dose thiazide/thiazide-like DIUs, RAAS blockers, and CCBs). This choice should be individualized based on best clinical indications, comorbidities, patient characteristics, and preferences.211

Charts 7.2 to 7.7 present a summary of all antihypertensive medications available in Brazil, including their pharmacological characteristics, dosing and frequency, main indications, and additional information such as major side effects.

Chart 7.7. Other medications used in the treatment of hypertension: sympatholytic agents and direct vasodilators – usual daily doses (mg/day), frequency (doses/day), and additional Information.

Class and medication Usual daily dose (mg) Frequency (doses/day) Additional Information and recommendations
CENTRAL SYMPATHOLYTIC AGENTS
Methyldopa 500-2000 2 - Medication of choice for hypertension during pregnancy; virtually its only indication
Clonidine 0.2-0.9 2 to 3 - Abrupt withdrawal can cause rebound hypertension (hypertensive crisis) due to catecholamine release at the synaptic terminal - May be used in acute BP elevation and in resistant or refractory hypertension, especially when spironolactone or eplerenone causes intolerable side effects
PERIPHERAL SYMPATHOLYTIC AGENTS
Prazosine 1-20 2 to 3 - Start with a low dose at bedtime due to risk of orthostatic hypotension; increase dose gradually every 2 days - May induce tachyphylaxis and first-dose phenomenon
Doxazosin 1-16 1 - Other alpha-blockers used for benign prostatic hyperplasia, with occasional use in hypertension: tamsulosin, alfuzosin, silodosin
Terazosin 1-20 1
DIRECT VASODILATORS
Hydralazine 50-200 2 to 3 - May cause sodium and fluid retention, hypervolemia, and reflex tachycardia - Often requires combination with loop diuretics and/or beta-blockers - Should not be used as monotherapy - May be used during pregnancy
Minoxidil 5-40 1 - Indicated in resistant or refractory hypertension, malignant hypertension, or during withdrawal of intravenous vasodilators - Same effects (adverse or otherwise) as hydralazine, but contraindicated in pregnancy and may cause hirsutism

BP: blood pressure; CKD: chronic kidney disease.

7.5. Medications Indicated for other Conditions that Affect Blood Pressure and Cardiovascular Events but are Not yet Established in Routine Hypertension Treatment

7.5.1. Sacubitril/Valsartan

Originally developed for the treatment of hypertension, sacubitril/valsartan has demonstrated benefits in reducing morbidity and mortality in patients with HFrEF. However, there is insufficient data to recommend its use solely for the treatment of hypertension.45,114,199,211,222

A meta-analysis showed that sacubitril/valsartan was more effective in lowering BP compared to olmesartan.223,224 Another network meta-analysis on its use in primary hypertension concluded that the most effective dose, in terms of antihypertensive efficacy assessed by ABPM, was 200 mg/day.225,226 Nevertheless, additional RCTs are needed to determine the incremental value of sacubitril/valsartan as an antihypertensive agent in comparison to currently recommended classes of medications, as no systematic reviews or meta-analyses have yet evaluated hard outcomes or adverse effects, such as hypotension. Cough and angioedema are possible side effects. It is important to note that concomitant use of ACEIs or ARBs with sacubitril/valsartan is not recommended.

7.5.2. Sodium-Glucose Cotransporter 2 Inhibitors

Sodium–glucose cotransporter 2 (SGLT2) inhibitors have shown beneficial effects on CV outcomes and renal function in patients with diabetes, as well as in those with CKD from other causes and in HF. However, their effect on BP reduction is modest.213-215

The antihypertensive mechanisms of SGLT2 inhibitors involve natriuresis and osmotic diuresis, leading to reduced intravascular volume and peripheral vascular resistance. In addition, activation of tubuloglomerular feedback and the weight loss associated with these agents may further contribute to BP reduction. The presence of SGLT2 receptors in the central nervous system (CNS) may also play a role in their modest BP-lowering effect.227

A meta-analysis demonstrated that SGLT2 inhibitors significantly reduced SBP and DBP, as measured by ABPM, in patients with type 2 DM and hypertension. The mean reduction observed was –5.08 mm Hg for SBP and –2.73 mm Hg for DBP.228

There is consistent evidence in the literature that SGLT2 inhibitors promote a modest but consistent reduction in BP in patients with type 2 DM, with smaller effects observed in other populations. These effects are clinically relevant, especially when considering their favorable safety profile and additional cardiorenal benefits.228-231

7.5.3. Glucagon-Like Peptide-1 Receptor Agonists216 and New Selective Nonsteroidal Mineralocorticoid Receptor Antagonists218,232

Finerenone, a selective nonsteroidal MRA available in Brazil, and glucagon-like peptide-1 (GLP-1) receptor agonists generally appear to have only modest effects on BP. However, they still require more scientific evidence to be recommended specifically as antihypertensive agents, although they should be considered in the clinical conditions for which they have demonstrated nephroprotective and cardioprotective effects.

A meta-analysis showed that GLP-1 receptor agonists reduced SBP by a mean of –3.37 mm Hg and DBP by –1.05 mm Hg compared with placebo.233 Another study confirmed these findings, reporting modest SBP reductions with different GLP-1 receptor agonists, such as semaglutide, liraglutide, and dulaglutide.233

A network meta-analysis comparing different GLP-1 receptor agonists showed that subcutaneous semaglutide is among the most effective in reducing SBP and DBP within this class of medication.234

Regarding finerenone, ABPM analysis from the ARTS-DN trial (Mineralocorticoid Receptor Antagonist Tolerability Study–Diabetic Nephropathy) showed that this MRA reduced 24-hour, daytime, and nighttime SBP, with a placebo-adjusted reduction of up to –11.2 mm Hg at a 15 mg dose.235

Most meta-analyses and systematic reviews involving finerenone focus on renal and CV outcomes in patients with CKD associated with type 2 DM, with BP reduction generally reported as a secondary or exploratory endpoint.236-238

7.6. Treatment Strategies

Treatment may be initiated with monotherapy in selected cases (Figure 7.3) or with combination therapy, noting that most patients will require two medications from the outset, preferably in a single-pill combination.

Figure 7.3. Patients with initial indication for monotherapy.

Figure 7.3

The pharmacological treatment flow chart is depicted in Figure 7.4.

Figure 7.4. Flowchart for pharmacological treatment of hypertension.

Figure 7.4

7.6.1. Monotherapy

Monotherapy is indicated as an initial antihypertensive strategy exceptionally for the groups of patients described in Figure 7.3.

In these groups, the desired BP reduction is small and/or gradual to avoid serious adverse events.

Treatment should be individualized, and the choice of initial medication should be based on the properties of the antihypertensive agents, the specific characteristics of each patient, the presence of comorbidities and HMOD, as well as socioeconomic factors and the availability of medications in the public health system.239-245

BBs may be considered as the initial medication in specific situations, as previously described; however, they are more frequently used in combination with other agents.211,213,246,247

7.6.2. Combination Therapy

For most patients, it is recommended to start hypertension treatment with a two-drug regimen, preferably in a single-pill combination when available.239-243 At the physician's discretion, patients with stage 1 hypertension and low CV risk, as well as those in other situations described in Figure 7.3, or drug combination.

Preferred combinations should include an RAAS blocker (ACEI or ARB) with either a CCB or a thiazide/thiazide-like DIU. These strategies are supported by evidence showing that combination therapy (preferably in a single-pill combination) achieves greater BP reductions than monotherapy, causes fewer side effects than the individual components, improves treatment adherence and long-term persistence, allows earlier BP control,114,198-200,225-233,248 and reduces therapeutic inertia as well as the risk of all-cause mortality and CV hospitalizations.245,248,250-252

In the Brazilian public health system, Ministry of Health medication distribution programs do not offer single-pill combinations. Therefore, patients treated in the public sector should receive the available medications in multiple-pill combinations, adjusting the individually tolerated doses of the medications listed in the National List of Essential Medicines, as described in Chapter 14, until BP targets are achieved. If the target BP is not reached with two agents, doses should be titrated to the maximum recommended and tolerated levels according to the patient's characteristics. Subsequently, other classes of antihypertensive medications should be added until BP control is achieved, following the treatment flow chart in Figure 7.4. Whenever possible, patients requiring three antihypertensive agents should receive them in a single-pill combination.

Importantly, combining an ARB with an ACEI is contraindicated because it increases adverse effects without improving outcomes.235 This recommendation is based mainly on unfavorable results from the ONTARGET trial,253 although two systematic reviews254,255 have raised some controversy, resulting in a weak recommendation with low certainty of evidence.256-259

Key messages on hypertension treatment
Pharmacological treatment should always be combined with lifestyle changes (see Chapter 6).
For most patients with hypertension, the recommended initial strategy is a combination of two low-dose antihypertensive medications, whether in a single-pill formulation or not, taken in the morning or evening. Dual therapy allows BP control in over 60% of cases.
If BP control is not achieved with a two-drug regimen, even after titrating individual doses to the maximum tolerated levels, the next step should be a three-drug regimen, preferably in a single-pill formulation when available. Triple therapy allows BP control in approximately 90% of treated patients.
Spironolactone is recommended as a fourth-line treatment. If persistent adverse effects occur, spironolactone should be replaced by eplerenone. Additional antihypertensive drug classes should be introduced progressively, following the recommendations of this Guideline and the treatment flowchart, to achieve BP targets.
If BP targets are still not met, the patient is considered to have RH or RfH and should be referred to a specialized center for further assessment (see Chapter 12).

BP: blood pressure; RH: resistant hypertension; RfH: refractory hypertension.

Recommendations for pharmacological treatment Strength of recommendation Certainty of evidence
The combination of antihypertensive medications, preferably in a single-pill formulation and using the preferred classes, is recommended to achieve strict BP targets (< 130/80 mm Hg) and reduce CV and renal events. STRONG MODERATE
Monotherapy is recommended for individuals with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk; patients with stage 1 hypertension and low risk (combination therapy may be considered at the physician's discretion); frail individuals; oldest-old adults (≥ 80 years); or those with symptomatic orthostatic hypotension, particularly in older adults. WEAK LOW
For most patients, initiation of treatment for hypertension with a two-drug regimen, preferably in a single pill combination, is recommended. STRONG MODERATE
Thiazide or thiazide-like diuretics, ACE inhibitors or ARBs, and CCBs are recommended as preferred classes for the treatment of hypertension and for reducing major CV and renal events. STRONG HIGH
BBs are recommended for the treatment of hypertension in specific situations: HF, AF, arrhythmias, CAD, hypertension in patients on hemodialysis, and other conditions (eg, migraine, essential tremor, women planning pregnancy, esophageal varices). STRONG MODERATE
Spironolactone (or eplerenone in case of intolerance to spironolactone) is recommended to achieve strict BP targets (<130/80 mmHg) and reduce CV and renal events when these have not been achieved with the initial three classes alone (RH and RfH). STRONG HIGH
Clonidine is recommended to achieve strict BP targets (<130/80 mm Hg) and reduce CV events in cases where BP targets are not met with initial classes alone (RH and RfH), and in those intolerant to spironolactone/eplerenone or still uncontrolled after their use. WEAK LOW
Concomitant use of ACE inhibitors and ARBs is not recommended. STRONG HIGH

ACE: angiotensin-converting enzyme; AF: atrial fibrillation; ARBs: angiotensin receptor blockers; BP: blood pressure; CAD: coronary artery disease; CCBs: calcium channel blockers; CV: cardiovascular; HF: heart failure; RfH: refractory hypertension; RH: resistant hypertension.

8. Hypertension and Associated Clinical Conditions: Coronary Artery Disease, Chronic Kidney Disease, Diabetes, Obesity, COVID-19, Post-Stroke, and Heart Failure

8.1. Hypertension and Coronary Artery Disease

Patients with hypertension and CAD are considered at high or very high CV risk.260 Aging plays an important role in influencing the relationship between BP parameters and CAD risk. In patients under 50 years of age, DBP is a stronger risk predictor than SBP or PP, suggesting that increased peripheral vascular resistance (PVR) and altered pulse wave amplification are dominant in determining risk. Between the ages of 50 and 59, all three BP parameters show similar predictive value, suggesting a balance between small vessel resistance and large artery stiffness. From the age of 60, there is a shift in favor of PP and SBP as predictors of CAD risk, indicating that large artery stiffness with early pulse wave reflection becomes the dominant hemodynamic determinant. Although DBP is more relevant than SBP in younger adults, the highest burden of CVD occurs in older individuals with isolated systolic hypertension and wide PP.261

Lowering BP is associated with reduced CV risk in patients with CAD. However, early studies suggested that excessively low DBP might impair coronary perfusion. This is particularly relevant in CAD patients, in whom excessive lowering of DBP may trigger myocardial ischemia.262 The TNT (Treating to New Targets) trial showed that very low SBP levels – below 110-120/60-70 mm Hg – were associated with increased CV event risk, except for stroke, in which lower pressures were beneficial.262

There is ongoing discussion regarding the possible existence of a J-curve phenomenon, already addressed in Chapter 5. In a retrospective cohort of Korean patients with CAD undergoing percutaneous coronary intervention, a J-curve was observed for major complications, with a nadir at 119 mm Hg SBP and 74 mm Hg DBP.263 However, a post hoc analysis of a Japanese population–based study on the effects of antihypertensive therapy in CAD patients found no evidence of a J-curve for systolic BP, nor in Japanese CAD patients undergoing percutaneous coronary intervention.264

Evidence of a J-curve in BP comes from observational studies, with low certainty of evidence and a high probability of not reflecting a causal relationship between BP reduction and CV outcomes. Such findings are more likely related to residual confounding and/or reverse causality.128,130,265

8.1.1. Blood Pressure Targets in Coronary Artery Disease

This guideline recommends BP targets of < 130/80 mm Hg for individuals with hypertension and CAD. Clearly, there is a threshold beyond which BP reduction may cause CV harm; however, there is no evidence to support what this exact value is or how it may vary depending on the presence of comorbidities. Lowering BP to 120/70 mm Hg does not increase CV risk, and asymptomatic patients with BP < 120/70 mm Hg do not need to stop or reduce their antihypertensive medication. BP reduction should be gradual and cautious, according to patient tolerance, particularly in those with evidence of myocardial ischemia, in individuals with diabetes, and in the very older individuals.266,267 Attention should be paid to adverse events such as orthostatic hypotension, syncope, electrolyte imbalances, and AKI.266,267 In the presence of increased PP, BP reduction should also be gradual and careful due to the possible onset or worsening of myocardial ischemia.206

8.1.2. Treatment of Hypertension and Coronary Artery Disease

BBs and both dihydropyridine (DHP) and non-DHP (CCBs) are preferred for treating hypertension in symptomatic patients with CAD. In cases of recent MI, BBs also improve prognosis and should be prescribed unless contraindicated.268-270 The duration of the benefits associated with BB use remains uncertain. However, in the absence of specific issues, there is no reason to discontinue BB therapy. Increased HR is linearly correlated with CV events, and the benefit of HR reduction as a treatment target in CAD patients has been demonstrated with various medications, including BBs.271 ACEIs have been shown to reduce CV outcomes in patients at high risk. ARBs may be used as alternatives in patients with hypertension and CAD who are intolerant to ACE inhibitors.272

Key messages on hypertension in patients with coronary artery disease
BP control reduces the risk of coronary events.
There is controversy regarding the existence of a J-curve in CAD, as the supporting evidence is of low quality.

BP: blood pressure; CAD: coronary artery disease.

Recommendations for hypertension management in patients with coronary artery disease Strength of Recommendation Certainty of Evidence
BP targets < 130/80 mm Hg are recommended for individuals with hypertension and CAD. Lowering BP to 120/70 mm Hg does not increase CV risk, and asymptomatic patients with BP < 120/70 mm Hg do not need to discontinue or reduce their antihypertensive medication. STRONG MODERATE
BP reduction in hypertensive patients with CAD should be performed gradually and cautiously, according to tolerance, especially in those with evidence of myocardial ischemia, diabetes, very older individuals, and those with increased PP. Attention should be paid to adverse events such as orthostatic hypotension, syncope, electrolyte imbalances, and AKI. WEAK LOW
BBs are recommended for the treatment of hypertension in symptomatic patients with CAD to reduce major CV events and angina symptoms. STRONG HIGH
ACE inhibitors are recommended to reduce CV outcomes in patients with CAD. ARBs may replace ACE inhibitors in patients who are intolerant to this drug class. STRONG HIGH
CCBs are recommended for the treatment of hypertension and concomitant CAD, especially in patients with angina, to reduce major CV events and angina symptoms. WEAK MODERATE

ACE: angiotensin-converting enzyme; AKI: acute kidney injury; ARB: angiotensin receptor blocker; BB: beta-blocker; BP: blood pressure; CAD: coronary artery disease; CCB: calcium channel blocker; CV: cardiovascular; PP: pulse pressure.

8.2. Hypertension in Chronic Kidney Disease in Patients on Conservative Treatment and Dialysis

8.2.1. Blood Pressure Target for Chronic Kidney Disease Under Conservative Treatment

Hypertension is the main risk factor for CKD in Brazil and must therefore be treated effectively and early, avoiding therapeutic inertia.273 This is a complex population that often presents with resistant or refractory hypertension, accompanied by other comorbidities and a high risk of progression to kidney failure and CV mortality when not properly controlled.274 The optimal BP target for these patients remains controversial in literature.275,276

In hypertensive patients with CKD under conservative treatment, the SPRINT (Systolic Blood Pressure Intervention Trial) is used as a reference, proposing an SBP target of < 120 mm Hg compared with < 140 mm Hg,256 as a strategy to reduce cardiovascular risk and mortality in adults without diabetes at high cardiovascular risk.277 Although this trial underpinned the 2024 update of KDIGO (Kidney Disease: Improving Global Outcomes),95 the leading international guideline for CKD management and its complications, achieving this target remains challenging in real-world clinical practice, particularly outside specialized care settings.276

SPRINT has characteristics that limit the generalizability of its findings to all patients with hypertension and CKD. A key point is its exclusion criteria: age under 50 years, eGFR < 20 mL/min/1.73 m2, proteinuria > 1 g/day, patients with diabetes, polycystic kidney disease, or prior stroke – all of which include a significant portion of individuals diagnosed with CKD in Brazil.278,279 Additionally, BP was measured using professional automated sphygmomanometers (Omron® model 907XL), not commercially available in Brazil, and often in an unattended setting, which tends to yield lower values than office-based measurements, making it unsuitable for extrapolation to nonstandardized settings.49

Importantly, renal outcomes were not the primary endpoint of the SPRINT trial.280 Thus, it is not possible to affirm from its results that intensive BP control slows CKD progression – or even that it does not accelerate it – since it may significantly increase the risk of hypotension, renal hypoperfusion with AKI, electrolyte abnormalities, syncope, and other adverse effects.256

According to a 2024 Cochrane systematic review including 6 RCTs with a total of 7,348 participants, lower BP targets (≤ 130/80 mm Hg) compared to standard targets (140-160/90-100 mm Hg) did not show significant differences in all-cause mortality, total CV events, or progression to dialysis-dependent CKD. However, participants in the lower target group achieved lower SBP and DBP values and required a higher number of antihypertensive drugs.281

Specifically in patients with diabetes, BP control is associated with reduced albuminuria, improved retinopathy, and reduced stroke risk when more intensive targets are used – though without effects on other CV outcomes.282 In the ACCORD trial, no reduction in CV events was observed with SBP < 120 mm Hg,283 likely due to the limited statistical power of the study's factorial design. On the other hand, a long-term post hoc analysis of the IDNT trial showed that lowering SBP to 120 mm Hg improved both renal and patient survival.95

Thus, the current guideline recommends a BP target of < 130/80 mm Hg for patients with CKD on conservative treatment. A target of SBP < 120 mm Hg may be considered in selected cases, particularly in younger patients with fewer comorbidities, without frailty, using automated and preferably unattended BP measurements, and under close monitoring.

The debate around the optimal BP target for preventing CV and renal outcomes must be standardized to ensure a unified message across all hypertension and diabetes guidelines. However, while further RCTs with global applicability – especially in resource-limited settings – are still lacking, caution is warranted due to ongoing disagreement, even among highly reputable institutions such as KDIGO and Cochrane.117,245,276,281,284-289

8.2.2. Blood Pressure Target for Patients with Chronic Kidney Disease on Dialysis

There are no long-term RCTs specifically designed to determine ideal BP targets in hypertensive patients on dialysis. Several observational studies have demonstrated a U-shaped (or J-shaped) relationship between BP control and mortality in these patients.290-292

The CRIC (Chronic Renal Insufficiency Cohort) study also identified a U-shaped relationship between all-cause mortality and SBP measured in dialysis centers among patients on hemodialysis (HD) (n = 326). However, when SBP was measured outside the dialysis center, the study found a linear association with mortality. These results suggest that BP assessment in dialysis patients should ideally be performed during the interdialytic period, preferably using 44-hour ABPM, or HBPM if ABPM is unavailable.293

Because of the lack of robust evidence from more than one RCT and considering the higher risks of hypotension, poor treatment adherence, and potential worsening of renal injury in patients under intensive BP control, a target BP < 130/80 mm Hg is considered reasonable for patients on conservative treatment or with kidney transplants.281 For patients on HD or hemofiltration, a pre-dialysis BP target of < 140/90 mm Hg and a post-dialysis BP target of < 130/80 mm Hg is recommended. Post-dialysis BP should be measured after catheter sealing or arteriovenous fistula hemostasis.294 Finally, for peritoneal dialysis (PD), a target BP < 140/90 mm Hg is suggested, preferably measured by 24-hour ABPM.295

8.2.3. Treatment of Hypertension in Chronic Kidney Disease on Conservative Management

Alongside pharmacological treatment, the implementation of NPMs is essential95 (Chapter 6). ACE inhibitors or ARBs are first-line agents for patients with hypertension and CKD, with or without albuminuria, due to their effects on reducing renal and CV events; however, their combined use is not recommended. Thiazide or thiazide-like diuretics, loop diuretics, and CCBs are effective and appropriate for combination therapy. BBs are indicated in CAD and HF. MRAs (spironolactone and eplerenone) have cardioprotective effects and are effective in RfH, though the risk of hyperkalemia is high, particularly in patients with CKD stages 3b–5. This does not contraindicate their use but requires close monitoring.95

Recently, drugs with modest antihypertensive effects but proven renal and CV protection have been incorporated into CKD treatment, especially in diabetic patients. SGLT2 inhibitors stand out by reducing renal and CV outcomes in patients with and without diabetes and with eGFR > 20 mL/min.231,296 Finerenone, a non-steroidal MRA, also offers renal and CV protection, as shown in patients with diabetes and CKD.297,298 Additionally, semaglutide, a GLP-1 receptor agonist, has been shown to reduce serious renal and CV events in patients with CKD and type 2 DM.276

Key messages on hypertension in patients with chronic kidney disease on conservative treatment
Hypertension is the leading cause of CKD in Brazil and must therefore be treated effectively and early.
Hypertension in CKD is often resistant or refractory to treatment.
The BP target in CKD patients under conservative treatment is controversial, with systematic reviews and meta-analyses presenting divergent conclusions, even among highly credible institutions such as Cochrane and KDIGO.

BP: blood pressure; CKD: chronic kidney disease.

8.2.4. Treatment of Hypertension in Patients with Chronic Kidney Disease on Dialysis

Given the specificity of this topic for nephrologists, we recommend following the guidance of the I Brazilian Guideline on Hypertension in Dialysis of the Brazilian Society of Nephrology for both NPMs and pharmacological treatment, which are summarized below.295

The following is recommended for patients on dialysis:

Loop diuretics for all patients on dialysis with residual diuresis;

ACE inhibitors or ARBs in hypertensive dialysis patients, especially due to their pleiotropic effects: reduction in left ventricular hypertrophy, HF, peritoneal fibrosis in PD, and CV mortality;

CCBs are recommended in patients on HD or PD, due to their antihypertensive and CV protective effects;

MRAs are recommended in HD or PD patients due to their antihypertensive effects, mortality reduction, and cardioprotective effects, if tolerated;

MRAs are recommended in HD or PD patients for their antihypertensive effects, CV protection, and mortality reduction – provided they are tolerated.

Recommendations for hypertension management in patients with chronic kidney disease on conservative treatment 231,299,300 Strength of Recommendation Certainty of Evidence
In adults with hypertension and CKD, a BP target of < 130/80 mm Hg is recommended to reduce CV events and kidney failure. STRONG HIGH
For patients under conservative CKD treatment, a SBP target of < 120 mm Hg is recommended in selected cases – particularly in younger patients with fewer comorbidities, no frailty, with BP measured using automatic, preferably unattended methods under supervision. STRONG MODERATE
The following targets are recommended for dialysis patients: HD: pre-session BP < 140/90 mm Hg or post-HD BP < 130/80 mm Hg Hemodiafiltration: < 130/80 mm Hg PD: < 140/90 mm Hg. WEAK VERY LOW
For patients on HD or PD, BP monitoring is recommended to be performed preferably using 44-hour or 24-hour ABPM, respectively. HBPM is an alternative if ABPM is unavailable. WEAK LOW
The choice of antihypertensive agents in CKD-related hypertension should, unless contraindicated, include ACE inhibitors or ARBs, and favor the initiation and maintenance of drugs with modest antihypertensive effects but with proven nephroprotective and cardioprotective properties, such as finerenone and GLP-1 receptor agonists in patients with diabetes mellitus, as well as SGLT2 inhibitors, due to their established cardiorenal protective benefits. WEAK HIGH
Potassium levels and renal function should be monitored during hypertension treatment in patients with CKD under conservative management. STRONG HIGH

ACE: angiotensin-converting enzyme; ARB: angiotensin receptor blocker; BP: blood pressure; CKD: chronic kidney disease; GLP-1: glucagon-like peptide-1; HD: hemodialysis; PD: peritoneal dialysis; SGLT2: sodium-glucose cotransporter 2.

8.3. Hypertension and Diabetes

The association between hypertension and diabetes is common and appears to be bidirectional – hypertension may contribute to the development and worsening of diabetes, and the reverse is also true. Approximately 80%-90% of patients with diabetes will develop hypertension, complicating disease management and increasing the risk of both microvascular and macrovascular complications, such as kidney disease, retinopathy, PAD, and CVD. Strict BP control is therefore essential.278 Clinical and complementary evaluations should always follow the guidance provided in Chapter 4.

Assessment and classification of albuminuria using a spot urine sample, preferably the ACR, are recommended for evaluating renal involvement, and the use of the terms microalbuminuria and macroalbuminuria is not recommended.289 (Chapter 4). Albuminuria should be confirmed in two or three urine samples, as factors such as exercise, fever, or high-protein meals may interfere with results and do not necessarily indicate kidney damage.

BP monitoring outside the office is recommended. ABPM and HBPM should be used to identify MH and WCH, which are common in patients with diabetes.301 These methods support both diagnosis and treatment evaluation.

Patients with well-controlled diabetes of less than 10 years’ duration, without evidence of HMOD and no additional CV risk factors, are classified as having moderate risk. However, those at higher risk – such as individuals with a history of CV events or evidence of organ damage – are considered high-risk.255,302-304

8.3.1. Blood Pressure Targets in Patients with Diabetes

The association between hypertension and diabetes increases the risk of microvascular and macrovascular complications, making rigorous BP control essential. On the other hand, no data are available for patients with newly diagnosed diabetes, without complications and thus at relatively low CV risk. In general, BP control is more difficult in individuals with diabetes.

The ACCORD (Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes) trial283 did not confirm that targeting SBP < 120 mm Hg reduces CV event rates in individuals with diabetes. However, stroke incidence was reduced by 41% with intensive treatment. The ADVANCE (Action in Diabetes and Vascular Disease: Preterax and Diamicron MR Controlled Evaluation) trial305 showed that lowering SBP to 135 mm Hg significantly reduced CV events compared to 140 mm Hg.

A recent study, BPROAD (Intensive Blood-Pressure Control in Patients with Type 2 Diabetes), was designed specifically to evaluate the benefits of intensive BP control in patients with type 2 DM.306 The study included 12,821 diabetic patients aged over 50 with elevated SBP and high CV risk. Over an average follow-up of 4.2 years, patients in the intensive-treatment group (target SBP < 120 mm Hg) experienced a 21% reduction in major CV events compared to the standard-treatment group (target SBP < 140 mm Hg), indicating a benefit in reducing events such as stroke, MI, and HF. Albuminuria occurred less frequently in the intensive-treatment group. Although the incidence of serious adverse events was similar between the groups, symptomatic hypotension and hyperkalemia were more frequent in the intensive-treatment group. The inclusion of only Chinese participants may limit the generalizability of the findings to other populations.306

One of the largest meta-analyses on BP reduction in type 2 DM, including over 70,000 participants, found that tighter BP control significantly reduced stroke risk by 31%, but did not reduce MI risk.282

Based on current evidence, this guideline recommends that individuals with both diabetes and hypertension be treated to achieve BP targets <130/80 mmHg.

8.3.2. Treatment of Hypertension in Patients with Diabetes

Antihypertensive treatment in patients with diabetes must always be individualized. Potential adverse effects of therapy should also be considered. Older individuals, those with CKD, and those who are frail are at greater risk of adverse effects from intensive BP control. Additionally, patients with orthostatic hypotension, significant comorbidities, functional limitations, or polypharmacy may be at high risk for adverse effects, and in such cases, less aggressive BP targets may be preferred to preserve quality of life.307

The treatment of hypertension is based on NPMs,308 already described in Chapter 6, and pharmacological therapy. Since these patients are at high CV risk, treatment should begin with two different classes of antihypertensive drugs, preferably combined in a single pill. A number of RCTs recommend agents that block the renin–angiotensin-aldosterone system (RAAS) as first-line therapy – using an ACE inhibitor or an ARB in patients intolerant to ACE inhibitors.67 This recommendation is supported by robust evidence of the effectiveness of ACE inhibitors in reducing both microvascular and macrovascular outcomes in patients with diabetes.304,309

Other antihypertensive agents such as CCBs and diuretics310 are also fundamental in initial therapy, considering the individual's clinical profile and needs. When choosing a diuretic as a second agent, one must consider its metabolic effects.311 Thiazide-like diuretics (eg, chlorthalidone and indapamide) have advantages over hydrochlorothiazide (HCTZ). Among them, indapamide has the best evidence of fewer adverse metabolic effects when compared to chlorthalidone.312

When planning strategies for the management of hypertension in diabetes, the impact of initiating or discontinuing SGLT2 inhibitors or GLP-1 receptor agonists should be considered. These two drug classes produce modest BP reductions, but significantly reduce CV events.296,299,313

In patients with diabetic kidney disease, finerenone – a selective nonsteroidal MRA – has shown both cardiac and renal protection, along with slight reductions in BP.297

Finally, patient education in self-management techniques, including HBPM and the use of technology-based tools, helps improve treatment adherence and the adoption of healthy lifestyles – both of which are essential for effective, sustained disease control.298,308

Key messages on hypertension in patients with diabetes
The association between hypertension and diabetes is common. Hypertension may contribute to the development and worsening of diabetes, and the reverse may also be true.
Approximately 80%-90% of patients with diabetes will develop hypertension, increasing the risk of microvascular and macrovascular complications – such as kidney disease, retinopathy, PAD, and CVD – which makes strict BP control essential.
NPMs should be prescribed for all patients with both hypertension and diabetes.

BP: blood pressure; CVD: cardiovascular disease; PAD: peripheral artery disease; NPM: nonpharmacological measures.

Recommendations for hypertension management in patients with diabetes Strength of Recommendation Certainty of Evidence
For the assessment of BP, the use of out-of-office BP measurement, using ABPM and/or HBPM, is recommended. STRONG MODERATE
Urinary albumin measurement is recommended using two or three samples at diagnosis and subsequently, as clinically indicated STRONG HIGH
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with hypertension and diabetes STRONG HIGH
Pharmacological treatment should be initiated immediately upon diagnosis with two drugs: an ACE inhibitor or, in cases of intolerance to ACE inhibitors, an ARB, combined with either a CCB or a thiazide-like diuretic STRONG HIGH

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; ACE: angiotensin-converting enzyme; ARB: angiotensin receptor blocker; BP: blood pressure; CCB: calcium channel blocker; HBPM: home blood pressure monitoring.

8.4. Hypertension and Obesity

Obesity is closely linked to hypertension through various pathophysiological mechanisms. Epidemiological studies, such as the Framingham Heart Study314 and the Nurses’ Health Study,315 have demonstrated a direct, continuous, and almost linear relationship between BMI and BP. Obesity, especially abdominal obesity, interferes with both the endocrine and immune systems, increasing the risk of insulin resistance, diabetes, hypertension, and CVD.316

Different patterns of body fat distribution play an important role in the association between hypertension and obesity. Body fat may be classified as central or peripheral. Central or abdominal fat is referred to as visceral fat. However, individuals with the same waist circumference (WC) may have a predominance of subcutaneous or intra-abdominal (visceral) fat. Visceral fat differs anatomically, functionally, and genetically from subcutaneous fat.317 Recent studies have demonstrated a strong association between visceral fat and hypertension.318

Visceral obesity increases the risk of primary hypertension by 65%-75%.319-321 The pathophysiological mechanisms behind this association are complex and not yet fully understood. Notable among them are: (a) sympathetic-vagal imbalance, with dominance of sympathetic activity over parasympathetic; (b) paracrine production of angiotensinogen, angiotensin II, and aldosterone by adipocytes; and (c) renal compression due to increased intra-abdominal and retroperitoneal fat, leading to reduced sodium excretion and activation of the RAAS.319 In addition to these mechanisms, reduced levels of natriuretic peptides in obesity and the production of various adipocytokines appear to play important roles in the pathogenesis of obesity-related hypertension.322

8.4.1. Blood Pressure Target in Patients with Obesity

The recommended BP target for patients with obesity is < 130/80 mm Hg, similar to other high CV and renal risk conditions.

8.4.2. Treatment of Hypertension in Obesity

The main focus of hypertension treatment in individuals with obesity is weight reduction, aiming for a stable BMI between 20 and < 25 kg/m², through NPMs, pharmacological therapy, and obesity surgery, when indicated.144

NPMs should aim to achieve at least a 5–10% reduction in body weight through the measures already described in Chapter 6. These measures may result in weight loss and better control of BP and metabolic parameters.144

A wide range of anti-obesity medications with different mechanisms of action has been studied.323 Most of these agents have shown modest effects on weight and BP reduction. Recently, GLP-1 receptor agonists (GLP-1 RAs), such as liraglutide, semaglutide, and dulaglutide, and tirzepatide, a dual GLP-1 and glucose-dependent insulinotropic polypeptide (GIP) agonist, have been used with favorable results in reducing weight and CV risk,324 have shown promising results in terms of weight reduction and CV risk reduction. However, their impact on BP reduction remains modest.305

Bariatric surgery has shown favorable results in terms of weight and BP control in hypertensive patients. Nonetheless, the indication for these procedures should follow thorough clinical evaluation and well-established protocols.282,325-329

Regarding the preferred antihypertensive drugs in obese patients, several drug classes with different mechanisms of action are effective for BP reduction. However, they may have favorable or unfavorable metabolic effects330 (Chart 8.1).

Chart 8.1. Preferred antihypertensive drug classes in patients with obesity.
Drug class Main action Effects on insulin
Diuretics Natriuresis, ↓PVR ↓Insulin sensitivity
ACE inhibitors or ARBs Natriuresis, ↓aldosterone, ↓PVR ↑Insulin resistance
CCBs ↓PVR ↓Plasma insulin
BBs ↓Production of renin, ↓PVR ↓Insulin sensitivity

ACE: angiotensin-converting enzyme; ARBs: angiotensin receptor blockers; BB: betabloqueadores; CCB: calcium channel blocker; PVR: peripheral vascular resistance.

Key messages for patients with hypertension and obesity
Obesity is closely related to hypertension through various pathophysiological mechanisms.
There is a strong association between visceral fat and hypertension, with visceral obesity increasing the risk of primary hypertension by 65%-75% due to complex pathophysiological mechanisms.
Recommendations for hypertension management in patients with obesity Strength of Recommendation Certainty of Evidence
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with obesity. STRONG MODERATE
In addition to NPMs, treatment of individuals with obesity and hypertension should include diuretics, RAAS blockers, CCBs, or BBs (in specific conditions), noting that each of these drug classes may interfere with metabolic parameters. STRONG LOW
Weight-loss medications such as GLP-1 receptor agonists (eg, liraglutide, semaglutide, and dulaglutide) are recommended, as they have shown favorable results in reducing weight and CV risk, although their effects on BP reduction are modest. STRONG HIGH

BB: beta-blocker; BP: blood pressure; CCB: calcium channel blocker; CV: cardiovascular; GLP-1 RA: glucagon-like peptide-1 receptor agonist; RAAS: renin–angiotensin–aldosterone system.

8.5. Hypertension and COVID-19

Since the beginning of the COVID-19 pandemic in 2019, noncommunicable diseases have been associated with increased disease severity and mortality,331 and among them, hypertension was one of the most prevalent comorbidities, consistently reported as a marker of poor prognosis304,309 due to its association with a higher risk of severe COVID-19.96,97,332-334

Studies have shown that hypertension remained a risk factor for greater COVID-19 severity even after adjusting for age.333,335 In treated hypertensive patients, increased SBP demonstrated a dose–response relationship with severe COVID-19, even when adjusted for age and CV comorbidities.335

One possible explanation for this association with increased severity is that hypertension often causes subclinical damage to vital organs,87 potentially weakening the body's defenses against severe infections. Another hypothesis is the immune dysregulation present in hypertension.336 Studies have shown an association between severe COVID-19 and the presence of shorter telomeres in chromosomes,337 which in turn are also linked to various comorbidities, including hypertension.338

Hypertension is also significantly present in long COVID, which occurs three months after the onset of the disease, with symptoms lasting for at least two months. Evidence suggests that the clinical course of hypertension-related disorders, such as CVD and kidney disease, is affected by long COVID. However, further investigation is needed.339

Regarding SARS-CoV-2 vaccination, it is recommended for patients with hypertension. No evidence of increased BP or consistent alterations emerged from RCTs assessing the safety and efficacy of the vaccines.340

The SARS-CoV-2 coronavirus uses the ACE2 receptor to enter cells. Some experimental studies have suggested that treatment with ACE inhibitors or ARBs could increase ACE2 expression, raising concerns that such treatment might enhance viral infectivity and severity. However, a systematic review showed that upregulation of ACE2 by RAAS blockers was a rare event.341 Observational studies and meta-analyses showed that treatment with RAAS inhibitors did not affect the risk of COVID-19 infection, severe disease, or mortality.342,343

Key messages for patients with hypertension and COVID-19
Patients with hypertension are at increased risk of COVID-19 morbidity and mortality.
SARS-CoV-2 vaccination is indicated for patients with hypertension.
Hypertension is notably present in long COVID-19, which occurs three months after disease onset, with symptoms lasting at least 2 months. The clinical course of hypertension-related disorders, such as CVD and kidney disease, is affected by long COVID.

CVD: Cardiovascular disease.

Recommendations for patients with hypertension and COVID-19 Strength of Recommendation Certainty of Evidence
Patients treated with RAAS blockers for hypertension or other clinical conditions should continue treatment in the presence of COVID-19. STRONG HIGH

RAAS: renin–angiotensin–aldosterone system.

8.6. Hypertension, Stroke, and Cognitive Impairment

Hypertension is one of the most important risk factors for stroke and cognitive impairment. Hypertension contributes to approximately 60% of the risk of chronic cerebrovascular disease across populations since it directly affects brain structure and microvasculature.344 The goal of the treatment of hypertension in patients who have experienced a stroke or transient ischemic attack (TIA) is to reduce the risk of recurrence and other CV complications as well as to prevent the onset of dementia or slow the progression of cognitive impairment.345,346

In the INTERSTROKE study,347 individuals with hypertension were twice as likely to suffer a stroke in a primary prevention context. Therefore, BP control after a stroke is critical for secondary prevention, reducing the risk of recurrent cerebrovascular events and cognitive decline.

8.6.1. Blood Pressure Target in Chronic Phase Post-stroke Hypertension

BP reduction during the chronic phase of stroke is highly effective in preventing recurrent strokes, protecting against CV events, preserving cognitive function, and reducing overall mortality. In the RESPECT trial,348 authors concluded that the reductions in recurrence rates in the intensive-treatment group (SBP < 120 mm Hg) compared to the standard-treatment group (SBP < 140 mm Hg) were not statistically significant. However, a meta-analysis combining these results with three previous trials showed a 22% reduction in recurrent cerebrovascular events with more intensive BP lowering.348

The ESPRIT (Effects of Intensive Systolic Blood Pressure Lowering Treatment in Reducing Risk of Vascular Events) study included patients with diabetes and those with prior stroke and confirmed that an intensive treatment strategy (SBP <120 mmHg) can prevent CV events. Syncope, as a serious adverse event, occurred more frequently in the intensive-treatment group.132

Based on clinical trial findings, the BP target recommended by the current guideline is < 130/80 mm Hg. This same target is also recommended by the AHA/American Stroke Association349,350 and the European Stroke Organisation (ESO) Guidelines351 for patients with stroke or TIA for secondary stroke prevention.

Similar findings were reported in a standard meta-analysis and a meta-regression of 10 RCTs involving 40,710 patients which assessed the association between the magnitude of differential BP reduction and stroke recurrence in patients with stroke or TIA.

After 2.8 years, pooled results showed that more intensive treatment compared to less intensive treatment was associated with a reduced risk of recurrent stroke (absolute risk [AR]: 8.4% vs. 10.1%; relative risk [RR], 0.83; 95% CI, 0.78-0.88). The meta-regression demonstrated a log-linear association between the magnitude of SBP and DBP reduction and a lower risk of recurrent stroke in patients with stroke or TIA. Similar associations were observed between BP reduction and major CV events.352

Acute ischemic or hemorrhagic stroke cases are discussed in Chapter 11.

8.6.2. Treatment of Hypertension in the Chronic Phase after Stroke

Regarding treatment, a systematic review with meta-analysis of 8 studies including 33,774 patients with stroke or TIA followed for 25 months showed that a subsequent stroke occurred in 7.9% (7.4% ischemic stroke and 0.6% hemorrhagic stroke) of patients taking any type of drug to lower BP, compared to 9.7% in those taking placebo (odds ratio [OR], 0.79 [95% CI, 0.66-0.94]; AR reduction [ARR], −1.9% [95% CI, −3.1% to −0.5%]).

Moderate-quality evidence indicated that mortality rates were similar between patients receiving any antihypertensive treatment and those receiving placebo, with ARs of 7.3% and 7.9%, respectively (OR, 1.01 [95% CI, 0.92-1.10]; ARR 0.1% [95% CI, −0.6% to 0.7%]).353

Evidence is still limited to support specific drug recommendations for treating patients with prior stroke or TIA. Treatment is usually performed with thiazide diuretics or similar drugs and RAAS blockers (ACE inhibitors or ARBs) targeting secondary prevention.349,354,355 CCBs appear to be effective but increase the risk of HF. A Cochrane review also found these two drug classes to be the most frequently used, based on 11 RCTs involving 38,742 patients.356 However, additional studies are needed to determine the best drug combinations, particularly for secondary stroke prevention. A combination of three drugs is currently being tested after intracerebral hemorrhage in the TRIDENT trial (Triple Therapy Prevention of Recurrent Intracerebral Disease Events Trial; NCT02699645), though results are still pending.357

Therefore, our recommendation is to use thiazide diuretics or similar agents, such as indapamide (as used in the PROGRESS trial), in combination with a RAAS blocker.358 If the BP target is not reached, the next step would be the addition of a DHP CCB.

The treatment of hypertension is essential for reducing the global burden of dementia or cognitive impairment at the population level. Recent meta-analyses convincingly support the effectiveness of BP reduction in lowering the risk of dementia or cognitive impairment.345,346 The SPRINT MIND study concluded that intensive BP control does not have a harmful effect on cognitive function in patients with low DBP.359 Although the SYST-EUR (Systolic Hypertension in Europe)360 study suggested that long-acting CCBs may be superior, no specific antihypertensive class has been definitively established as preferable for preventing dementia and cognitive impairment.361-363

The role of competing risk mechanisms – including orthostatic hypotension364 and BP variability363 – may be important in treatment decisions for individuals with frailty, multimorbidity, and/or chronic cerebrovascular disease.

Key messages for patients with hypertension, stroke, and cognitive impairment
Hypertension is the most important risk factor for stroke and cognitive impairment (60%).
Evidence is limited to support recommendations for specific antihypertensive drug classes in patients with prior stroke or TIA.
No specific antihypertensive drug class has been established as preferable for preventing dementia or cognitive impairment.

TIA: transient ischemic attack.

Recommendations for hypertension management in post-stroke patients with cognitive impairment Strength of Recommendation Certainty of Evidence
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with prior stroke or TIA to reduce major CV events (MI, stroke recurrence, death). STRONG HIGH
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for the prevention of cognitive impairment and dementia. WEAK MODERATE

BP: blood pressure; CV: cardiovascular; MI: myocardial infarction; TIA: transient ischemic attack.

8.7. Hypertension and Heart Failure with Preserved and Reduced Ejection Fraction

More than 90% of patients who develop HF have hypertension, and the most common comorbidities are type 2 DM, obesity, AF, and CAD.365 Hypertension is considered a risk factor for both HF phenotypes – HFrEF and HF with preserved EF (HFpEF). Proper treatment of hypertension reduces the incidence of HF and should be effectively implemented in all patients with BP ≥ 140/90 mm Hg.1,117,366However, no long-term, controlled RCTs have been conducted in patients with HF comparing different treatment targets.367,368

Thus, BP target recommendations for patients with HFpEF and HFrEF are extrapolated from studies including populations at high risk and should be < 130/80 mm Hg.367,368

Many patients with HFrEF tend to be hypotensive but require multiple drugs with antihypertensive action that also improve prognosis – such as BBs, ACE inhibitors or ARBs, MRAs, diuretics, sacubitril/valsartan, SGLT2 inhibitors, and direct vasodilators (hydralazine combined with nitrate). From this perspective, low BP values should not limit the therapeutic optimization of these medications in patients with HFrEF, as long as they are tolerated without adverse events.368,369

In patients with HFpEF, the ideal BP range remains unclear. An observational study of 3,417 patients with HFpEF compared CV event and mortality rates in intensive vs. standard DBP control, and found that intensive DBP control increased the risk of adverse events.370 A post hoc analysis of an RCT assessing mortality and adverse outcomes in 3,915 hospitalized patients with HFpEF showed that SBP < 120 mm Hg was significantly associated with worse outcomes.371 However, due to study design limitations, it is unclear whether these findings were caused by antihypertensive treatment per se, or if patients with lower BP values had worse clinical and cardiac function–and therefore worse prognosis. Thus, there is still insufficient evidence to determine a minimum BP target in HFpEF patients.

Regarding treatment of HFpEF, drug therapy appears to be the same regardless of EF and should be guided by predominant symptoms (related to sodium and water retention), signs (tachycardia), severity (functional class), and comorbidities. All patients with HF should receive the same drug classes recommended for HFrEF, if well tolerated (Figure 8.1).372

Figure 8.1. Single blood pressure target for hypertension in special situations of high cardiovascular and renal risk.

Figure 8.1

Key messages on hypertension in patients with heart failure
Over 90% of patients who develop HF have hypertension, with the most frequent comorbidities being DM, obesity, AF, and CAD.
Hypertension is a risk factor for both HF phenotypes (HFrEF and HFpEF).
Proper management of hypertension reduces the incidence of HFrEF or HFpEF and should be implemented in all patients with BP ≥ 140/90 mm Hg.
Low BP levels should not prevent therapeutic dose optimization of these medications (BBs, ACE inhibitors [or ARBs], MRAs, diuretics, sacubitril/valsartan, SGLT2 inhibitors, and direct-acting vasodilators [hydralazine in combination with nitrate]) in patients with HFrEF or HFpEF, provided they are tolerated without adverse effects.
Antihypertensive treatment in HF appears to be the same regardless of EF and should be guided by predominant symptoms.

AF: atrial fibrillation; BP: blood pressure; CAD: coronary artery disease; EF: ejection fraction; HF: heart failure; HFpEF: HF with preserved EF; HFrEF: HF with reduced EF; DM: diabetes mellitus.

Recommendations for hypertension management in patients with heart failure Strength of Recommendation Certainty of Evidence
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with hypertension and HFpEF or HFrEF. WEAK LOW
The use of antihypertensive drugs that improve prognosis – BBs, ACE inhibitors (or ARBs), and MRAs – is recommended in patients with HFrEF and hypertension. STRONG HIGH
The use of diuretics is recommended for treating patients with hypertension and HF, when signs of hypervolemia are present. STRONG HIGH
The use of sacubitril/valsartan is recommended for patients with HFrEF or HFpEF and hypertension. STRONG MODERATE
The use of SGLT2 inhibitors is recommended for patients with HFrEF or HFpEF and hypertension to reduce hospitalization and CV mortality. WEAK HIGH

ARB: angiotensin receptor blocker; BP: blood pressure; CV: cardiovascular; EF: ejection fraction; HF: heart failure; HFpEF: HF with preserved EF; HFrEF: HF with reduced EF; SGLT2: sodium-glucose cotransporter 2.

9. Hypertension in Older Adults, Children, and Adolescents

9.1. Hypertension in Older Adults

9.1.1. Introduction

Brazil is undergoing a rapid population aging process, with the oldest-old (≥80 years) representing the fastest-growing age group.373 More than 60% of older adults have hypertension, with a high prevalence of isolated systolic hypertension and low control rates.374 Hypertension is one of the main modifiable risk factors for CV morbidity and mortality, cognitive decline, dementia, and loss of functional capacity in older adults.375,376

Functional status is far more important than chronological age per se; therefore, no treatment should be denied or withdrawn solely on the basis of age.377,378

9.1.2. Pathophysiological Mechanisms

Aortic stiffening caused by vascular aging accelerates PWV toward peripheral circulation (centrifugal) and reflected waves returning to the heart (centripetal). The superimposition of these two waves during the protomesosystolic phase leads to the increase in SBP and widening of pulse pressure (PP = SBP – DBP), a useful hemodynamic marker of arterial stiffness, seen in older adults.379 Arterial stiffness is a useful prognostic marker for CV outcomes.380

9.1.3. Diagnosis and Therapeutic Decision-Making

9.1.3.1. Diagnosis

The investigation of hypertension in older adults may be more challenging due to the presence of multiple comorbidities and polypharmacy. The recommendations from Chapters 3 and 4 of these Guidelines regarding BP measurement, physical examination, and laboratory evaluation should also be followed for this age group. However, certain characteristics specific to older adults must be considered during their clinical and laboratory assessment.

The evaluation of older patients, particularly the oldest-old, differs from a traditional medical evaluation. First, the physician should consider that these consultations will be more time-consuming because of several factors, such as the complexity of multiple comorbidities; the patient's physical and cognitive slowness; the presence of family members and caregivers with whom the physician must discuss aspects of the patient's clinical condition and proposed therapeutic strategies; and, in the case of very frail patients, the potential need for additional consultations because the patient may become exhausted.381

Given the greater variability in BP and certain peculiarities of this population, BP measurements may yield inaccurate values. The main factors that interfere with BP measurement in older patients include auscultatory gap, pseudohypertension, and postural and postprandial variations382 (see Chapter 3).

Due to increased arterial stiffness, changes in intravascular volume have a significant impact on BP control. Older adults have decreased baroreceptor sensitivity and, therefore, are more prone to OH and postprandial hypotension (PPH). These conditions are also associated with the higher prevalence of neurodegenerative disorders in this population. Approximately 20% of older adults present with OH, and about 30% experience hypotension after meals. Therefore, older adults should be carefully monitored for both OH and PPH. In these patients, ABPM is particularly useful for characterizing BP patterns as well as the often atypical associated symptoms.383,384

Poorly controlled hypertension and certain antihypertensive medications, such as alpha-blockers, can trigger or worsen OH. The best approach for managing OH involves NPMs, including adequate hydration, increased salt intake, slow positional changes, elevating the head of the bed, and using compression stockings.

For PPH, older adults should avoid large meals, excessive carbohydrate and alcohol intake, and practicing physical activity immediately after eating.385

Out-of-office BP monitoring, whether using ABPM or HBPM, is increasingly valued and recommended for diagnosing hypertension in older patients. Self-measurement of BP, despite its limitations, should also be considered (see Chapter 3).46

When ordering additional tests, the investigation of secondary causes of hypertension should be approached cautiously, weighing the risks and benefits of each procedure (see Chapter 4).386

The evaluation of older patients should also include the assessment of functional status and frailty, as well as of cognitive function – parameters that are essential for therapeutic decision-making and choosing medications.

9.1.3.2. Assessment of Functional Status and Frailty

In older adults, and especially in the oldest-old, particular attention should be given to functional status and frailty. The Comprehensive Geriatric Assessment, conducted using standardized scales and tests, allows accurate characterization of the overall condition of the patient and helps design strategies for therapeutic management.387,388 While this is the optimal method of evaluation, it may require the involvement of a geriatrician or gerontologist.

Routine use of functional tests is recommended, such as gait speed (GS), which can be easily implemented in clinical practice and was shown to be a reliable predictor of survival.389 Individuals are considered frail or at risk for frailty if they present with GS < 0.8 m/s (or are unable to walk 6 meters in less than 8 seconds), warranting further investigation.390 Additionally, we suggest the use of the Clinical Frailty Scale, which has already been translated and validated for use in Brazil (Figure 9.1),391 adapted from the Canadian Clinical Frailty Scale. This tool has been extensively tested and applied due to its simplicity, reliability, comprehensive view of the patient, and ability to determine prognosis.392

Figure 9.1. Clinical frailty scale.391.

Figure 9.1

Frailty is associated with a higher risk of hypertension, subclinical disease, CV events, and mortality.393-395 Adequate hypertension control may potentially influence the course of frailty. Conversely, advanced degrees of frailty are associated with lower BP values, lower BMI, reduced muscle mass, poorer cognition, and higher mortality.395

9.1.3.3. Assessment of Cognitive Function

In addition to being well established as the main cause of stroke, hypertension is also implicated as a pathogenic factor in cognitive impairment, both of vascular origin and in Alzheimer's disease – which are the leading causes of dementia in older adults, with a more pronounced effect over the long term.396

A few RCTs have shown that lowering BP with antihypertensive medication reduces white matter lesion volume, cognitive decline, and – to a lesser extent – dementia, with intensive treatment proving even more effective.346,397,398 However, these studies have some limitations in demonstrating a reduction in dementia cases, such as cognition not being the primary endpoint, inconsistency in dementia definitions and cognitive assessment tools, and short study durations.

9.1.3.4. Therapeutic Decision-Making

Despite some divergence among different guidelines, all – including the present Guideline – consider individualized management to be essential, taking into account functional status, cognition, degree of frailty, patient expectations, comorbidities, HMOD, overall CV risk, polypharmacy, and treatment tolerability.45,117,399

When initiating treatment, frailty should be considered: for healthy older adults, the BP thresholds for treatment initiation are similar to those in younger adults (≥ 140/≥ 90 mm Hg), whereas in frail older patients, treatment should be individualized according to patient tolerability.1,45

9.1.4. Blood Pressure Targets and Treatment

The therapeutic strategy in the elderly, particularly those over 80 years of age, cannot be uniform. Therefore, more important than chronological age when planning treatment are factors such as comorbidities, autonomy, functional status, and degree of frailty.377,378 No therapeutic intervention should be withheld or discontinued solely on the basis of age.

9.1.4.1. Blood Pressure Targets in Older Adults

The SHEP trial,40 including older adults with isolated systolic hypertension, and the HYVE trial,401,402 including oldest-old patients (≥ 80 years), clearly demonstrated the benefits of BP reduction, with a significant decrease in CV outcomes and mortality, even among those with frailty.

The SPRINT Senior trial evaluated a cohort of 2,636 hypertensive patients aged 75 years or older and found that in the intensive SBP target group (< 120 mm Hg), there was a 34% reduction in the composite primary endpoint.403 Furthermore, in the SPRINT MIND substudy, patients assigned to the intensive treatment group (< 120 mm Hg) showed a smaller increase in cerebral white matter lesion volume and a lower incidence of cognitive decline.404

Finally, the STEP (Semaglutide Treatment Effect in People with Obesity) trial evaluated older hypertensive patients in China with SBP targets of 130–150 mmHg versus 110–130 mmHg. After 3.3 years of follow-up, the trial was stopped early owing to the clear benefit of intensive SBP treatment in reducing CV events.133 Recent meta-analyses have also shown that more intensive BP control in older hypertensive patients reduces the incidence of CV events without increasing the rate of adverse effects.131,405

Based on the evidence presented, these Guidelines recommend a target BP of < 130/80 mm Hg for the vast majority of older hypertensive patients. For frail older individuals, the oldest-old, or those with conditions that reduce life expectancy, BP should be lowered to the maximum level tolerated by the patient.

9.1.4.2. Non-Pharmacological Treatment

All NPMs that apply to younger individuals (see Chapter 4) are also valid for older adults; however, greater caution is required, taking into account both the actual benefit and the potential risk of each.

Older people are more sensitive to salt, making sodium restriction more effective in this age group.148 Nevertheless, excessive salt reduction may lead to hyponatremia and loss of appetite, potentially resulting in malnutrition.

Potassium-rich diets should be encouraged,406 but greater caution is warranted due to the risk of hyperkalemia, given the frequent presence of CKD and the use of medications that reduce potassium excretion.

Aerobic and resistance physical exercise is essential for older adults and should be prescribed.407,408 In older adults, particularly those who are frail or sarcopenic, weight reduction without concomitant physical activity and adequate protein intake may result in loss of muscle mass and worsening of functional status.

Follow-up by a multidisciplinary team (see Chapters 6 and 13), health education, and the involvement of family members and/or caregivers are even more crucial for older adults.

9.1.4.3. Pharmacological Treatment

When choosing antihypertensive medication(s) for older adults, consideration should be given to the high prevalence of comorbidities, specific contraindications, potential drug interactions, cost, as well as medication availability and clinical experience. It is prudent to initiate treatment with monotherapy or a low-dose combination and, if necessary, gradually increase the dose or add other antihypertensives, allowing a minimum interval of 2 weeks between adjustments.409

Details on when to prefer or avoid specific antihypertensive agents, as well as guidance on medication combinations, are provided in Chapter 7. Here, we highlight a few considerations specific to the older population.

Antihypertensive classes such as centrally acting agents, aldosterone antagonists, and direct vasodilators, as well as other invasive approaches targeting the sympathetic nervous system, should be regarded as exceptions rather than standard therapy for older patients.

The risk of falls in older adults may increase during the first weeks of treatment with thiazide DIUs and on the first day of treatment with other classes of medications.410

RCTs have shown that hypertension control reduces CV events without increasing the risk of OH or falls resulting in injuries.257,411 The benefits of antihypertensive therapy were similar even among those who presented with OH at baseline.384

9.1.4.4. Polypharmacy and Adherence

Polypharmacy, defined as the regular use of five or more medications, becomes more frequent with advanced age.411 It is associated with a higher likelihood of adverse events, drug interactions, and reduced treatment adherence.412

Accordingly, it is recommended that, particularly in older patients on polypharmacy, each medication be periodically reviewed and potential adverse effects assessed,413 and that antihypertensive therapy involve the smallest possible number of daily pills. This can be achieved through the use of once-daily, fixed-dose combination antihypertensive medications, along with the promotion of NPMs.

Special attention should be given to medications that may contribute to OH or PPH, such as DIUs, sympatholytic agents, nitrates, and tricyclic antidepressants.

9.1.4.5. Deintensification and Deprescribing

In certain clinical situations, it may be necessary to gradually reduce the dose or even discontinue antihypertensive therapy, such as: symptomatic hypotension, adverse reactions, persistent SBP well below target values detected both in and out of the medical office, adjustment of BP targets to less stringent levels (noting also that BP tends to decrease in very advanced age as a result of the progressive reduction in organ reserve and greater frailty), and palliative care at the end of life.414,415

A key point in the management of hypertension in older adults, and particularly in the oldest-old, is the careful monitoring of adverse events and treatment tolerability, with attention to atypical signs and symptoms. Short-term discontinuation of antihypertensive agents appears to be safe; however, no benefits have been demonstrated in terms of cognition or functional ability in activities of daily living.414,415

Key messages on hypertension in older patients
More than 60% of older patients have hypertension and multiple chronic diseases, with polypharmacy being common, increasing both cost and the risk of adverse events and drug interactions.373,374
Polypharmacy is associated with higher mortality and hospitalization rates in older patients.416,417
Most older adults present with isolated or predominantly elevated systolic blood pressure.
The diagnosis of hypertension in older adults requires awareness of some specific features, such as the auscultatory gap and pseudohypertension, with regular assessment for orthostatic hypotension and postprandial hypotension being essential.379,380
NPMs can be effective but require greater caution.388
Pharmacological treatment is similar to that in younger adults, but greater attention should be paid to tolerability, comorbidities, orthostatic and postprandial hypertension, and polypharmacy, all of which are more common in the older population.389
Clinical evaluation should involve a multidisciplinary team as well as the patient's caregivers and/or family members, which helps improve adherence rates and the likelihood of treatment success.
The loss of organ reserve in advanced age is associated with a gradual decline in BP and may warrant deintensification or even deprescription of one or more medications,390 which does not increase mortality and can reduce costs.418
In older patients receiving palliative care for advanced disease without a prognosis or with severe frailty, the main treatment goal is symptom control. Deprescription of antihypertensive agents should be considered.391

BP: blood pressure; NPMs: nonpharmacological measure.

Recommendations for older patients Strength of recommendation Certainty of Evidence
Out-of-office BP monitoring (ABPM/HBPM) should be performed in older patients whenever possible at diagnosis, annually for treatment assessment, or when there is a change in therapeutic strategy. WEAK LOW
Functional, cognitive, nutritional, and social status should be considered when defining intrinsic capacity and/or the degree of frailty in older patients. WEAK LOW
A BP target < 130/80 mm Hg is recommended for most older patients. STRONG HIGH
It is recommended that, for frail older adults, the oldest-old, or those with conditions that compromise life expectancy, BP be lowered to the lowest tolerated level. STRONG HIGH
Beta-blockers are not recommended as initial monotherapy in older patients, except in the presence of specific comorbidities, in which they may even have a mandatory indication, such as HF or coronary syndromes. STRONG MODERATE
When choosing antihypertensive medication(s) for older adults, consideration should be given to the high prevalence of comorbidities, specific contraindications, potential drug interactions, cost, as well as medication availability and clinical experience. STRONG MODERATE
In older patients on polypharmacy, each medication should be periodically reviewed, adverse events should be assessed, and antihypertensive therapy should involve the smallest possible number of daily pills. This can be achieved through the use of once-daily, fixed-dose combination antihypertensive medications, along with the promotion of non-pharmacological measures. STRONG MODERATE

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; HBPM: home blood pressure monitoring; HF: heart failure.

9.2. Hypertension in Children and Adolescents

Recent data indicate a global pooled prevalence of hypertension of 4.0% in individuals aged ≤ 19 years, with 4.0% classified as stage 1, 0.95% as stage 2, and 9.67% in the group previously categorized as elevated BP. This latter category, which corresponds to the prehypertension designation used in adults, will henceforth also be referred to as prehypertension in children and adolescents.419

In 2017, the staging of BP in children and adolescents based on BP percentiles (on the basis of sex, age, and height percentiles) was revised. These percentiles continue to apply to individuals under 13 years of age, while adult thresholds have been adopted starting at age 13.44,420 These changes streamlined the initial management of patients, increased the prevalence of diagnosed prehypertension and hypertension, improved sensitivity for early detection of HMOD in the pediatric age group,421 facilitated the transition from adolescent to adult care, and introduced ABPM for diagnostic confirmation and therapeutic monitoring of pediatric hypertension.420 Updates to BP staging based on ABPM in the pediatric population, following the same conceptual framework, were introduced in 2022.422 Conditions that warrant routine BP measurement in children under 3 years of age include prematurity, very low birth weight, intrauterine growth restriction, neonatal intensive care unit admission or umbilical artery catheterization, congenital heart disease (whether operated or not), CKD, recurrent urinary tract infections, hematuria or proteinuria, renal disease or urologic malformations, solid-organ transplant, malignancy or bone marrow transplant, DM, chronic use of medications known to raise BP, systemic diseases associated with hypertension (eg, neurofibromatosis, tuberous sclerosis, sickle cell disease), and evidence of intracranial hypertension.420

BP measurement should preferably be performed using the auscultatory method.420 However, oscillometric devices validated for pediatric use are useful in newborns and young children until they are able to cooperate with auscultatory BP and may also be used as a screening tool in older children and adolescents. Oscillometric BP measurement follows the same technical rules as the auscultatory method.420 A list of oscillometric devices validated for pediatric use is available at the following websites: https://www.stridebp.org/children-pdf/ (BHS); https://www.validatebp.org (US/AMA); https://hypertension.ca/bpdevices (Canada); https://www.stridebp.org/bp-monitors (STRIDE BP), a joint initiative of the European Society of Hypertension, International Society of Hypertension, and the World Hypertension League.

Tables 9.1, 9.2, 9.3, and 9.4 present, respectively, the updated definitions of normal BP, prehypertension, and stages 1 and 2 hypertension in children and adolescents, based on age, sex, and height percentiles; BP ranges for boys and girls by age and height percentiles;420 and updated definitions of normal BP, WCH, MH, and hypertension based on office and ABPM readings.422,423

Table 9.1. Updated definition of blood pressure by age group.

Children aged 1 to 12 years Children aged ≥ 13 years
Normal BP: < 90th percentile for age, sex, and height Normal BP: < 120/< 80 mm Hg
Elevated BP (prehypertension): ≥ 90th to < 95th percentile for age, sex, and height or BP ≥ 120/80 mm Hg to < 95th percentile (whichever is lower) Prehypertension: SBP 120 to 129/< 80 mm Hg
Stage 1 hypertension: ≥ 95th percentile to < 95th percentile for age, sex, and height + 12 mm Hg; or BP 130/80 to 139/89 mm Hg (whichever is lower) Stage 1 hypertension: BP 130/80 up to 139/89 mm Hg
Stage 2 hypertension: ≥ 95th percentile + 12 mm Hg for age, sex, and height; or BP ≥ 140/90 mm Hg (whichever is lower) Stage 2 hypertension: BP ≥ 140/90 mm Hg

BP: blood pressure. Adapted from Flynn et al.420

Table 9.2. Blood pressure ranges for boys by age and height percentiles.

Age (years) BP percentiles Systolic blood pressure (mm Hg) Height percentile or measured height (cm) Diastolic blood pressure (mm Hg) Height percentile or measured height (cm)
5% 10% 25% 50% 75% 90% 95% 5% 10% 25% 50% 75% 90% 95%
1 Height (cm) 77,2 78,3 80,2 82,4 84,6 86,7 87,9 77,2 78.3 80,2 82,4 84,6 86,7 87,9
50P 85 85 86 86 87 88 88 40 40 40 41 41 42 42
90P 98 99 99 100 100 101 101 52 52 53 53 54 54 54
95P 102 102 103 103 104 105 105 54 54 55 55 56 57 57
95P + 12 mm Hg 114 114 115 115 116 117 117 66 66 67 67 68 69 69
2 Height (cm) 86,1 87,4 89,6 92,1 94,7 97,1 98,5 86,1 87,4 89,6 92,1 94,7 97,1 98,5
50P 87 87 88 89 89 90 91 43 43 44 44 45 46 46
90P 100 100 101 102 103 103 104 55 55 56 56 57 58 58
95P 104 105 105 106 107 107 108 57 58 58 59 60 61 61
95P + 12 mm Hg 116 117 117 118 119 119 120 69 70 70 71 72 73 73
3 Height (cm) 92,5 93,9 96,3 89 101,6 104,3 105,8 92,5 93,9 96,3 99 101,8 104,3 105,8
50P 88 89 89 90 91 92 92 45 46 46 47 48 49 49
90P 101 102 102 103 104 105 105 58 58 59 59 60 61 61
95P 106 106 107 107 108 109 109 60 61 61 62 63 64 64
95P + 12 mm Hg 118 118 119 119 120 121 121 72 73 73 74 75 76 76
4 Height (cm) 98,5 100,2 102,9 105,9 108,9 111,5 113,2 98,5 100,2 102,9 105,9 108,9 111,5 113,2
50P 90 90 91 92 93 94 94 48 49 49 50 51 52 52
90P 102 103 104 105 105 106 107 60 61 62 62 63 64 64
95P 107 107 108 108 109 110 110 63 64 65 66 67 67 68
95P + 12 mm Hg 119 119 120 120 121 122 122 75 76 77 78 79 79 80
5 Height (cm) 104,4 106,2 109,1 112,4 115,7 118,6 120,3 104,4 106,2 109,1 112,4 115,7 118,6 120,3
50P 91 92 93 94 95 96 96 51 51 52 53 54 55 55
90P 103 104 105 106 107 108 108 63 64 65 65 66 67 67
95P 107 108 109 109 110 111 112 66 67 68 69 70 70 71
95P + 12 mm Hg 119 120 121 121 122 123 124 78 79 80 81 82 82 83
6 Height (cm) 110,3 112,2 115,3 118,9 122,4 125,6 127,5 110,3 112,2 115,3 118,9 122,4 125,6 127,5
50P 93 93 94 95 96 97 98 54 54 55 56 57 57 58
90P 105 105 106 107 109 110 110 66 66 67 68 68 69 69
95P 108 109 110 111 112 113 114 69 70 70 71 72 72 73
95P + 12 mm Hg 120 121 122 123 124 125 126 81 82 82 83 84 84 85
7 Height (cm) 116,1 118 121,4 125,1 128,9 132,4 134,5 116,1 118 121,4 125,1 128,9 132,4 134,5
50P 94 94 95 97 98 98 99 56 56 57 58 58 59 59
90P 106 107 108 109 110 111 111 68 68 69 70 70 71 71
95P 110 110 111 112 114 115 116 71 71 72 73 73 74 74
95P + 12 mm Hg 122 122 123 124 126 127 128 83 83 84 85 85 86 86
8 Height (cm) 121,4 123,5 127 131 135,1 138,8 141 121,4 123,5 127 131 135,1 138,8 141
50P 95 96 97 98 99 99 100 57 57 58 59 59 60 60
90P 107 108 109 110 111 112 112 67 70 70 71 72 72 73
95P 111 112 112 114 115 116 117 72 73 73 74 75 75 75
95P + 12 mm Hg 123 124 124 126 127 128 129 84 85 85 86 87 87 87
9 Height (cm) 126 128,3 132,1 136,3 140,7 144,7 147,1 126 128,3 132,1 136,3 140,7 144,7 147,1
50P 96 97 98 99 100 101 101 57 58 59 60 61 62 62
90P 107 108 109 110 112 113 114 70 71 72 73 74 74 74
95P 112 112 113 115 116 118 119 74 74 75 76 76 77 77
95P + 12 mm Hg 124 124 125 127 128 130 131 86 86 87 88 88 89 89
10 Height (cm) 130,2 132,7 136,7 141,3 145,9 150,1 152,7 130,2 132,7 136,7 141,3 145,9 150,1 152,7
50P 97 98 99 100 100 102 103 59 60 61 62 63 63 64
90P 108 109 11¹ 112 113 115 116 72 73 74 74 75 75 76
95P 112 113 114 116 118 120 121 76 76 77 77 78 78 78
95P + 12 mm Hg 124 125 126 128 130 132 133 88 88 89 89 90 90 90
11 Height (cm) 134,7 137,3 141,5 146,4 151,3 155,8 158,6 134,7 137,3 141,5 146,4 151,3 155,8 158,6
50P 99 99 101 102 103 104 106 61 61 62 63 63 63 63
90P 110 111 112 114 116 117 118 74 74 75 75 75 76 76
95P 114 114 116 118 120 123 124 77 78 78 78 78 78 78
95P + 12 mm Hg 126 126 128 130 132 135 136 89 90 90 90 90 90 90
12 Height (cm) 140,3 143 147,5 152,7 157,9 162,6 165,5 140,3 143 147,5 152,7 157,9 162,6 165,5
50P 101 101 102 104 106 108 109 61 62 62 62 62 63 63
90P 113 114 115 117 119 121 122 75 75 75 75 75 76 76
95P 116 117 118 121 124 126 128 78 78 78 78 78 79 79
95P + 12 mm Hg 128 129 130 133 136 138 140 90 90 90 90 90 91 91
13 Height (cm) 147 150 154,9 160,3 165,7 170,5 173,4 147 150 154,9 160,3 165,7 170,5 173,4
50P 103 104 105 108 110 111 112 61 60 61 62 63 64 65
90P 115 116 118 121 124 126 126 74 74 74 75 76 77 77
95P 119 120 122 125 128 130 131 78 78 78 78 80 81 81
95P + 12 mm Hg 131 132 134 137 140 142 143 90 90 90 90 92 93 93
14 Height (cm) 153,8 156,9 162 167,5 172,7 177,4 180,1 153,8 156,9 162 167,5 172,7 177,4 180,1
50P 105 106 109 111 112 113 113 60 60 62 64 65 66 67
90P 119 120 123 126 127 128 129 74 74 75 77 78 79 80
95P 123 125 127 130 132 133 134 77 78 79 81 82 83 84
95P + 12 mm Hg 135 137 139 142 144 145 146 89 89 91 93 94 95 96
15 Height (cm) 159 162 166,9 172,2 177,2 181,6 184,2 159 162 166,9 172,2 177,2 181,6 184,2
50P 108 110 112 113 114 114 114 61 62 64 65 66 67 68
90P 123 124 126 128 129 130 130 75 76 78 79 80 81 81
95P 127 129 131 132 134 135 135 78 79 81 83 84 85 85
95P + 12 mm Hg 139 141 143 144 146 147 147 90 91 93 95 96 97 97
16 Height (cm) 162,1 165 169,6 174,6 179,5 183,8 186,4 162,1 165 169,6 174,6 179,5 183,8 186,4
50P 111 112 114 115 115 116 116 63 64 66 67 68 69 69
90P 126 127 128 129 131 131 132 77 78 79 80 81 82 82
95P 130 131 133 134 135 136 137 80 81 83 84 85 86 86
95P + 12 mm Hg 142 143 145 146 147 148 149 92 93 95 96 97 98 98
17 Height (cm) 163,8 166,5 170,9 175,8 180,7 184,9 187,5 163,8 166,5 170,9 175,8 180,7 184,9 187,5
50P 114 115 116 117 117 118 118 65 66 67 68 69 70 70
90P 128 129 130 131 132 133 134 78 79 80 81 82 82 83
95P 132 133 134 135 137 138 138 81 82 84 85 86 86 87
95P + 12 mm Hg 144 145 146 147 149 150 150 93 94 96 97 98 98 99

Adapted from Flynn et al.420

Table 9.3. Blood pressure ranges for girls by age and height percentiles.

Age (years) BP percentiles Systolic blood pressure (mm Hg) Height percentile or measured height (cm) Diastolic blood pressure (mm Hg) Height percentile or measured height (cm)
5% 10% 25% 50% 75% 90% 95% 5% 10% 25% 50% 75% 90% 95%
1 Height (cm) 75,4 76,6 78,6 80,8 83 84,9 86,1 75,4 76,6 78,6 80,8 83 84,9 86,1
50P 84 85 86 86 87 88 88 41 42 42 43 44 45 46
90P 98 99 99 100 101 102 102 54 55 56 56 57 58 58
95P 101 102 102 103 104 105 105 59 59 60 60 61 62 62
95P + 12 mm Hg 113 114 114 115 116 117 117 71 71 72 72 73 74 74
2 Height (cm) 84,9 86,3 88,6 91,1 93,7 96 97,4 84,3 86,3 88,6 91,1 93,7 96 97,4
50P 84 87 88 89 90 91 91 45 46 47 48 49 50 51
90P 101 101 102 103 104 105 106 58 58 59 60 61 62 62
95P 104 105 106 106 107 108 109 62 63 63 64 65 66 66
95P + 12 mm Hg 116 117 118 118 119 120 121 75 75 75 76 77 78 78
3 Height (cm) 91 92,4 94,9 97,6 100,5 103,1 104,6 91 92,4 94,9 97,6 100,5 103,1 104,6
50P 88 89 89 90 91 92 93 48 48 49 50 51 53 53
90P 102 103 104 104 105 106 107 60 61 61 62 63 64 65
95P 106 106 107 108 109 110 110 64 65 65 66 67 68 69
95P + 12 mm Hg 118 118 119 120 121 122 122 76 77 77 78 79 80 81
4 Height (cm) 97,2 98,8 101,4 104,5 107,6 110,5 112,2 97,2 98,8 101,4 104,5 107,6 110,5 112,2
50P 89 90 91 92 93 94 94 50 51 51 53 54 55 55
90P 103 104 105 106 107 108 108 62 63 64 65 66 67 67
95P 107 108 109 109 110 111 112 66 67 68 69 70 70 71
95P + 12 mm Hg 119 120 121 121 122 123 124 78 79 80 81 82 82 83
5 Height (cm) 103,6 105,3 108,2 111,5 114,9 118,1 120 103,6 105,3 108,2 111,5 114,9 118,1 120
50P 90 91 92 93 94 95 96 52 52 53 55 56 57 57
90P 104 105 106 107 108 109 110 64 65 66 67 68 69 70
95P 108 109 109 110 111 112 113 68 69 70 71 72 73 73
95P + 12 mm Hg 120 121 121 122 123 124 125 80 81 82 83 84 85 85
6 Height (cm) 110 111,8 114 118,4 122,1 125,6 127,7 110 111,8 114,9 118,4 122,1 125,6 127,7
50P 92 92 93 94 96 97 97 54 54 55 56 57 58 59
90P 105 106 107 108 109 110 111 67 67 68 69 70 71 71
95P 109 109 110 111 112 113 114 70 71 72 72 73 74 74
95P + 12 mm Hg 121 121 122 123 124 125 126 82 83 84 84 85 86 86
7 Height (cm) 115,9 117,8 121,1 124,9 128,8 132,5 134,7 115,9 117,8 121,1 124,9 128,8 132,5 134,7
50P 92 93 94 95 97 98 99 55 54 56 57 58 59 60
90P 106 106 107 109 110 111 112 68 68 69 70 71 72 72
95P 109 110 111 112 113 114 115 72 72 73 73 74 74 75
95P + 12 mm Hg 121 122 123 124 125 126 127 84 84 85 85 86 86 87
8 Height (cm) 121 123 126,5 130,6 134,7 138,8 140,9 121 123 126,5 130,6 134,7 138,5 140,9
50P 93 94 95 97 98 99 100 56 56 57 59 60 61 61
90P 107 107 108 110 111 112 113 69 70 71 72 72 73 73
95P 110 111 112 113 115 116 117 72 73 74 74 75 75 75
95P + 12 mm Hg 122 123 124 125 127 128 129 84 85 86 86 87 87 87
9 Height (cm) 125,3 127,6 131,3 135,6 140,1 144,1 146,6 125,3 127,6 131,3 135,6 140,1 144,1 146,6
50P 95 95 97 98 99 100 101 57 58 59 60 60 61 61
90P 108 108 109 111 112 113 114 71 71 72 73 73 73 73
95P 112 112 113 114 116 117 118 74 74 75 75 75 75 75
95P + 12 mm Hg 124 124 125 126 128 129 130 86 86 87 87 87 87 87
10 Height (cm) 129,7 132,2 136,3 141 145,8 150,2 152,8 129,7 132,2 136,3 141 145,8 150,2 152,8
50P 96 97 98 99 101 102 103 58 59 59 60 61 61 61
90P 109 110 111 112 113 115 116 72 73 73 73 73 73 73
95P 113 114 114 116 117 119 120 75 75 76 76 76 76 76
95P + 12 mm Hg 125 126 126 128 129 131 132 87 87 88 88 88 88 88
11 Height (cm) 135,6 138,3 142,8 147,8 152,8 157,3 160 135,6 138,3 142,8 147,8 152,8 157,3 160
50P 98 99 101 102 104 105 106 60 60 60 61 62 63 64
90P 111 112 113 114 116 118 120 74 74 74 74 74 75 75
95P 115 116 117 118 120 123 124 76 77 77 77 77 77 77
95P + 12 mm Hg 127 128 129 130 132 135 136 88 89 89 89 89 89 89
12 Height (cm) 142,8 145,5 149,9 154,8 159,6 163,8 166,4 142,8 145,5 149,9 154,8 159,6 163,8 166,4
50P 102 102 104 105 107 108 108 61 61 61 62 64 65 65
90P 114 115 116 118 120 122 122 75 75 75 75 76 76 76
95P 118 119 120 122 124 125 126 78 78 78 78 79 79 79
95P + 12 mm Hg 130 131 132 134 136 137 138 90 90 90 90 91 91 91
13 Height (cm) 148,1 150,6 154,7 159,2 163,7 167,8 170,2 148,1 150,6 154,7 159,2 163,7 167,8 170,2
50P 104 105 106 107 108 108 109 62 62 63 64 65 65 65
90P 116 117 119 121 122 123 123 75 75 75 76 76 76 76
95P 121 122 123 124 126 126 127 79 79 79 79 80 80 81
95P + 12 mm Hg 133 134 135 136 138 138 139 91 91 91 91 92 92 93
14 Height (cm) 150,6 153 156,9 161,3 165,7 169,7 172,1 150,6 153 156,9 161,3 165,7 169,7 172,1
50P 105 106 107 108 109 109 109 63 63 64 65 66 66 66
90P 118 118 120 122 123 123 123 76 76 76 76 77 77 77
95P 123 123 124 125 126 127 127 80 80 80 80 81 81 82
95P + 12 mm Hg 135 135 136 137 139 139 139 92 92 92 92 93 93 94
15 Height (cm) 151,7 154 157,9 162,3 166,7 170,6 173 151,7 154 157,9 162,3 166,7 170,6 173
50P 105 106 107 108 109 109 109 64 64 64 65 66 67 67
90P 118 119 121 122 123 123 124 76 76 76 77 77 78 78
95P 124 124 125 126 127 127 128 80 80 80 81 82 82 82
95P + 12 mm Hg 136 136 137 138 139 139 140 92 92 92 93 94 94 94
16 Height (cm) 152,1 154,5 158,4 162,8 167,1 171,1 173,4 152,1 154,5 158,4 162,8 167,1 171,1 173,4
50P 106 107 108 109 109 110 110 64 64 65 66 66 67 67
90P 119 120 122 123 124 124 124 76 76 76 77 78 78 78
95P 124 125 125 127 127 128 128 80 80 80 81 82 82 82
95P + 12 mm Hg 136 137 137 139 139 140 140 92 92 92 93 94 94 94
17 Height (cm) 152,4 154,7 158,7 163 167,4 171,3 173,7 152,4 154,7 158,7 163 167,4 171,3 173,7
50P 107 108 109 110 110 110 111 64 64 65 66 66 66 67
90P 120 121 123 124 124 125 125 76 76 77 77 78 78 78
95P 125 125 126 127 128 128 128 80 80 80 81 82 82 82
95P + 12 mm Hg 137 137 138 139 140 140 140 92 92 92 93 94 94 94

Adapted from Flynn et al.420

Table 9.4. Office BP and ABPM ranges for hypertension phenotypes in children and adolescent422.

Office systolic or diastolic BP ABPM
< 13 years ≥ 13 years < 13 years ≥ 13 years
Normal BP < 95th percentile < 130/80 < 95th percentile OR adolescent cut points* < 125/75 mm Hg 24-h AND< 130/80 mm Hg wake E<110/65 mm Hg sleep
White-coat hypertension ≥ 95th percentile ≥ 130/80
Masked hypertension < 95th percentile < 130/80 ≥ 95th percentile OR adolescent cut points* ≥ 125/75 mm Hg 24-h OR ≥ 130/80 mm Hg wake OR≥ 110/65 mm Hg sleep
Ambulatory hypertension ≥ 95th percentile ≥ 130/80

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure.

**

Including 24 h, wake, and sleep BP.

In neonates, BP increases with birth weight, gestational age, and postnatal age. Small observational studies using different methods have led to inconsistent proposals for BP standardization in neonates.424 It is suggested to use the estimated BP values after 2 weeks of life in neonates with postconceptional ages ranging from 26 to 44 weeks, as shown in Table 9.5,425 and the BP values for the first year of life, as presented in Tables 9.2, 9.3.426

Tables 9.5. Estimated systolic, diastolic, and mean blood pressure (mm Hg) values after 2 weeks of age in infants from 26 to 44 weeks postconceptional age425.

Postconceptional age 50th percentile 95th percentile 99th percentile
44 weeks
SBP 88 105 110
DBP 50 68 73
MAP 63 80 85
42 weeks
SBP 85 98 102
DBP 50 65 70
MAP 62 76 81
40 weeks
SBP 80 95 100
DBP 50 65 70
MAP 60 75 80
38 weeks
SBP 77 92 97
DBP 50 65 70
MAP 59 74 79
36 weeks
SBP 72 87 92
DBP 50 65 70
MAP 57 72 71
34 weeks
SBP 70 85 90
DBP 40 55 60
MAP 50 65 70
32 weeks
SBP 68 83 88
DBP 40 55 60
MAP 50 65 70
30 weeks
SBP 65 80 85
DBP 40 55 60
MAP 48 65 68
28 weeks
SBP 60 75 80
DBP 38 50 54
MAP 45 58 63
26 weeks
SBP 55 72 77
DBP 30 50 56
MAP 38 57 63

SBP: systolic blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; MAP: mean arterial pressure. Adapted from Dionne et al.425

The diagnosis of pediatric hypertension is based on the confirmation of BP values ≥ the 95th percentile on three separate occasions, using the auscultatory method.398

A detailed history and physical examination, covering the perinatal period and the biopsychosocial environment, are essential for guiding further investigations and determining the etiology, which may be primary or secondary. SH is more likely in younger children and in those with markedly elevated BP values, whereas primary hypertension is more prevalent among adolescents and in individuals with overweight or obesity.420

A detailed investigation of SH is generally unnecessary in children aged ≥ 6 years with overweight/obesity, a positive family history of hypertension, and no clinical findings suggestive of secondary causes on history and physical examination.420 However, screening for proteinuria is mandatory in cases of CKD and hypertension.420

ABPM is indicated for confirmation of hypertension in children and adolescents with office BP values consistent with prehypertension for at least 1 year or consistent with stage 1 hypertension in three outpatient visits.420 The procedure should follow standardized techniques, using devices validated for pediatric use and based on normative pediatric values.420,422

Even in asymptomatic cases, uncontrolled pediatric hypertension may lead to increased carotid intima-media thickness, reduced arterial distensibility, retinal arteriolar narrowing,427 and LVH, which is present in up to 40% of pediatric hypertension cases at the time of diagnosis.428 Prospective long-term cohort studies have shown that CV risk factors present during childhood are associated with HMOD in adulthood. Evidence suggests that the reduction of body weight and alcohol intake, increased consumption of vegetables, regular physical activity, and reduced sedentary behavior from childhood into adulthood can help resolve hypertension during the transition from childhood to adult life and minimize adverse cardiometabolic outcomes in nonobese adults.429-432 These findings support the notion that pediatric hypertension should be considered an early manifestation of CVD.

The goals of pediatric hypertension treatment include achieving BP control, minimizing the risk of HMOD, and reducing the likelihood of hypertension and CV complications in adulthood. Treatment planning depends on the etiology of hypertension, CV risk, presence of comorbidities, and evidence of HMOD.420 The therapeutic target is to lower SBP and DBP below the 90th percentile in children, or below 130/80 mm Hg in adolescents aged 13 years or older. Children or adolescents with CKD should be treated to lower 24-h mean arterial pressure (MAP) to < 50th percentile by ABPM.420

NPMs are indicated for all patients with BP values ≥ 90th percentile, or ≥130/80 mm Hg in adolescents aged ≥ 13 years old.420 Some measures include weight loss, regular physical exercise, dietary modifications, and stress management. The combination of these four measures has been shown to produce synergistic benefits.433 The DASH diet is particularly recommended in obesity-associated hypertension.420,434 Stress-reduction strategies should also be part of the management plan.420

Pharmacological treatment should be initiated with an ACEI, ARB, long-acting CCB, or thiazide diuretic in adolescents ≥13 years of age with symptomatic hypertension, presence of HMOD, stage 2 hypertension without an identifiable modifiable cause, or persistent hypertension unresponsive to NPMs when BP is ≥95th percentile or ≥130/80 mm Hg.420 In cases of SH due to CKD or DM, and/or in the presence of proteinuria, treatment with an ACEI or ARB is recommended.

Echocardiography, using the criteria defined for each age group,398 is suggested prior to the initiation of pharmacological therapy and may be repeated after 6 to 12 months, as necessary.420

Antihypertensive therapy should begin with a single agent at a low dose, with titration every 2 to 4 weeks until the therapeutic target is achieved. In cases of SH, the choice of antihypertensive medication should be guided by the underlying pathophysiological mechanism and the patient's comorbidities.420 The frequency of clinical follow-up depends on the specific needs of each patient. Follow-up ABPM is indicated when hypertension remains uncontrolled or in cases with a risk of MH, such as in the late postoperative period after repair of aortic coarctation. In patients with CKD, annual ABPM is mandatory to rule out MH. HBPM may also be used as an adjunct tool for assessing BP control.420

Key messages on hypertension in children and adolescents
The global pooled prevalence of hypertension in individuals aged ≤ 19 years is 4.0%.
Secondary hypertension is more likely in younger children and in those with markedly elevated BP values. Primary hypertension is more prevalent among adolescents and in individuals with overweight or obesity.
Reduction of body weight and alcohol intake, increased consumption of vegetables, regular physical activity, and reduced sedentary behavior from childhood into adulthood can help resolve hypertension during the transition from childhood to adult life and minimize adverse cardiometabolic outcomes in non-obese adults.

BP: blood pressure.

Recommendations for children and adolescents Strength of recommendation Certainty of evidence
BP should be measured annually in children starting at 3 years of age. STRONG LOW
It is recommended to investigate suspected WCH and secondary hypertension in children born prematurely and those with CKD, DM, OSA, obesity, solid-organ transplant, renovascular hypertension, and after aortic coarctation repair. STRONG MODERATE
The diagnosis of hypertension in children or adolescents up to 13 years of age should be based on the confirmation of BP values ≥95th percentile according to height percentiles; for adolescents ≥ 13 years of age, it should be based on the confirmation of BP values ≥ 130/80 mm Hg on three different visits using the auscultatory method. STRONG LOW
ABPM is recommended for confirmation of hypertension in children and adolescents with office BP values consistent with prehypertension for at least 1 year or consistent with stage 1 hypertension in three outpatient visits. STRONG MODERATE
In children with CKD, ABPM is recommended annually to rule out MH. WEAK LOW
Screening for proteinuria is recommended in children with CKD and hypertension. STRONG MODERATE
The therapeutic target is BP < 90th percentile in children and < 130/80 mm Hg in adolescents aged ≥ 13 years. WEAK LOW
The DASH diet is recommended for children and adolescents, especially in cases of obesity-associated hypertension, along with stress management strategies. NEUTRAL LOW
In children with BP ≥ 95th percentile or in adolescents ≥ 13 years with BP ≥ 130/80 mm Hg and symptomatic hypertension, HMOD, stage 2 hypertension without an identifiable modifiable cause, or persistent hypertension unresponsive to NPMs, it is recommended to initiate pharmacological treatment with an ACE inhibitor, ARB, long-acting CCB, or thiazide diuretic. STRONG LOW
In cases of secondary hypertension due to CKD or DM, and/or presence of proteinuria, it is recommended to initiate treatment an ACE inhibitor or ARB. STRONG MODERATE

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; ACE: angiotensin-converting enzyme; ARB: angiotensin receptor blocker; BP: blood pressure; CCB: calcium channel blocker; CKD: chronic kidney disease; DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; DM: diabetes mellitus; MH: masked hypertension; NPMs: non-pharmacological measures; OSA: obstructive sleep apnea; HMOD: hypertension-mediated organ damage; WCH: white-coat hypertension.

10. Hypertension in Women

10.1. Hypertension in Young Women and During Menopause

10.1.1. Prevalence

Although the prevalence is similar,7,45 the life trajectory of SBP and DBP differ between men and women. In women, the age-related increase in BP progresses more rapidly and begins in young adulthood.435 These sex-based differences in BP development over the life course and the age-related hypertension may be explained by different BP regulatory mechanisms, likely influenced by sex- and gender-specific hormonal factors.45 After the age of 60, women tend to have higher BP levels and a greater prevalence of hypertension than men.1 The frequency of hypertension increases with age, reaching 61.5% in men and 68.0% in women aged 65 years or older.45

10.1.2. Factors Associated with Hypertension in Women

Women present with specific risk factors associated with hypertension, including those related to social determinants and biological factors.436 Notable among these are menopause, polycystic ovary syndrome (PCOS), the use of oral contraception pills (OCPs), and hypertensive disorders of pregnancy. Traditional risk factors also affect women differently, such as aging, obesity, and physical inactivity, as well as emerging factors such as autoimmune diseases, chronic stress, and environmental and psychosocial influences. In young women, certain secondary causes of hypertension, such as renal artery obstruction due to fibromuscular dysplasia, are more prevalent than in men.437

10.1.2.1. Young Women and Oral Contraceptives

The association between the use of combined oral contraceptives (COCs) and hypertension has been studied, and a meta-analysis including 24 studies with a total of 270,284 participants reported a relative risk of 1.47 (95% CI, 1.25–1.73) for hypertension among users with longer vs. shorter duration of COC use, with a linear dose-response relationship showing a 13% increased risk (relative risk 1.13; 95% CI, 1.03–1.25) for every 5-year increment in COC use.438

OCPs containing both estrogen and progestin are more likely to induce hypertension, whereas progestin-only contraceptives and formulations with lower estrogen doses are associated with smaller BP increases.436,439,440 The use of drospirenone – a progestin with MRA properties – combined with ethinylestradiol has been shown to reduce SBP by 1-4 mm Hg, although it is associated with an increased risk of venous thromboembolism.436

It is recommended to monitor BP in young women before prescribing OCPs and, after initiation, to emphasize the importance of regular BP measurements (every 6 months), including home BP monitoring and the management of other CV risk factors.436 In cases of persistently elevated SBP (≥ 160 mm Hg) and/or DBP (≥ 100 mm Hg), alternative contraceptive methods or discontinuation of OCPs should be considered.436

The investigation of secondary causes of hypertension in young women is essential. Among the main causes are obesity, PCOS, OSA, coarctation of the aorta, autoimmune diseases, endocrine disorders, and primary nephropathies.437

For the treatment of hypertension, ACE inhibitors and ARBs should not be prescribed to women with childbearing potential due to their teratogenic risks in case of pregnancy, except in mandatory indications (eg, HF) and when reliable contraceptive measures are in place.436 Preferably, treatment at this stage should be initiated with CCBs or BBs, particularly those with associated vasodilatory properties.1

10.1.2.2. Hypertension, Sexual Function, and Fertility in Women

Hypertension can negatively impact women's reproductive capacity, although the mechanisms by which it affects reproductive health and function remain to be fully elucidated. Hypertension may impair vascular health in the uterus and ovaries, compromising fertility.441

In addition, women with hypertension may experience sexual dysfunction due to alterations in clitoral and vaginal vasculature, reduced blood flow in the pelvic region, and thinning of the vaginal wall and clitoral smooth muscle cells, resulting in vaginal dryness.441 Other reported complications include dyspareunia, anorgasmia, adverse effects of the arousal phase, and sexual reluctance.441 Hypertension may also lead to fibrosis of the clitoris and the vaginal wall due to lower nitric oxide levels and reduced blood flow in the pelvic region.441

10.1.2.3. Menopause

Menopause is associated with a decline in estradiol levels and an altered androgen/estrogen ratio.439 These hormonal changes can lead to weight gain, which in turn increases sympathetic nervous system activity and activation of the RAAS. This cascade results in elevated oxidative stress, endothelial dysfunction, reduced nitric oxide availability, and increased endothelin levels.435,439,442 Collectively, these mechanisms increase sensitivity to salt and promote renal vasoconstriction and the development of hypertension.442 In addition, postmenopausal women experience increased aortic stiffness due to proliferation of smooth muscle cells, collagen accumulation, and elevated levels of vasoconstrictor molecules in the arterial wall as a result of the lack of estrogen's protective effects, which may contribute to isolated systolic hypertension.439

Postmenopausal women with hypertension undergo a cardiometabolic transition characterized by a higher incidence of LVH and a greater risk of developing diastolic dysfunction compared to younger adult women.439

For pharmacological treatment during and after menopause, it is recommended to initiate therapy with a combination of an RAS inhibitor and a CCB or a thiazide DIU. The latter may offer additional benefits by helping prevent osteoporosis in women.436

When menopausal hormone therapy (MHT) is indicated, BP should be monitored from the outset, and if adequate control is not achieved, the therapy should be discontinued. Women with controlled hypertension and moderate to severe vasomotor symptoms may use MHT via any route. However, in the presence of obesity, dyslipidemia, DM, or metabolic syndrome, transdermal estrogen therapy (via gel or patches) is preferred.439

10.1.2.4. Polycystic Ovary Syndrome

PCOS, a prevalent endocrine and metabolic condition among women of reproductive age, is a heterogeneous disorder that is associated with increased CV risk.437,443 Previous studies have shown that nearly all CV risk factors, including hypertension, obesity, insulin resistance, DM, atherogenic dyslipidemia, and metabolic syndrome, are more prevalent in patients with PCOS.443 These risk factors contribute to the development of early CV events in young women with PCOS. Androgen excess in PCOS is clearly associated with an increased prevalence of cardiometabolic disorders.437 Although studies assessing the association between PCOS and hypertension have yielded conflicting results, recent meta-analyses have demonstrated a strong association between PCOS and elevated BP in young women.443,444

A systematic review including data from three retrospective and two cross-sectional studies found that women with PCOS had a higher risk of developing metabolic disturbances, including hypertension, obesity, dyslipidemia, insulin resistance, and DM.444 Hyperandrogenemia was associated with elevated BP independently of age, insulin resistance, obesity, and dyslipidemia. Another meta-analysis reported a relative risk of 1.7 for hypertension in young women with PCOS, while in postmenopausal women, the presence of PCOS did not increase the risk of hypertension.443

10.1.3. Target-Organ Damage and Comorbidities in Women

Women have smaller aortic root dimensions than men, even after adjusting for body size. Greater arterial stiffness has also been documented in women, particularly in the ascending aorta. Arterial stiffness is less modifiable by antihypertensive therapy in women than in men.442 Regarding the heart, hypertensive LVH is more prevalent and less modifiable by antihypertensive treatment in women than in men. Women with hypertension more frequently develop AF and HFpEF.442 In terms of renal outcomes, the overall prevalence of CKD is higher in women (51.7%) than in men, according to the NHANES study, with a prevalence 20 times higher among women over the age of 65.445 However, a recent meta-analysis involving more than 2 million individuals found that the incidence of hypertension-related CKD was lower in women than in men.446

It is recommended that women with hypertension undergo annual monitoring of renal function, including albuminuria, when possible.436 In addition, hypertensive women using hormone replacement therapy show a significant increase in albuminuria.

Women with both CKD and hypertension are more vulnerable to the effects of fluid overload on the left ventricle; therefore, strict maintenance of dry weight goal is essential.436

Hypertension is the most important risk factor for MI, HFpEF, stroke, cognitive decline, and PAD in women. CVD risk in women begins at brachial SBP levels approximately 10 mm Hg lower than in men.447

10.1.4. Treatment of Hypertension in Women

NPMs are strongly recommended as a first-line strategy for BP control in women.442 Postmenopausal women with hypertension tend to be more sensitive to salt; therefore, reduction of sodium intake may provide significant BP-lowering benefits.

In the DASH study, dietary sodium restriction led to significant BP reductions in women only.448,449 Regarding physical activity, a meta-analysis of 93 RCTs investigating the impact of aerobic exercise on BP found that exercise produced greater BP reductions in men compared women.450

As for pharmacological treatment, the absorption, distribution, metabolism, and excretion of antihypertensive medications differ between women and men, probably due to the influence of sex hormones on absorption transporters (such as P-glycoprotein), distribution volume, cytochrome P450 activity, and renal clearance.440 However, these differences do not warrant sex-specific dosing of antihypertensive medications, but they may help explain the higher frequency of adverse effects observed in women, particularly during menopause.439 Common adverse effects include ACE inhibitor-induced cough, ankle edema with CCBs, and hypokalemia and hyponatremia with DIUs. These side effects may contribute to lower adherence to hypertension treatment among postmenopausal women.439,451

Moreover, women tend to achieve poorer BP control than men. In a study conducted in Sweden, women with hypertension had higher BP levels, received less antihypertensive treatment, and exhibited poorer control compared to men. Female sex was identified as a predictor of less intensive antihypertensive therapy compared to male sex. 452

Women and gender-specific aspects of hypertension are understudied, and the existing evidence is poorly translated into clinical guidelines.453 Some meta-analyses have shown that BP reductions achieved with treatment are as important (in terms of benefits) in women as in men, and reductions in events occurred similarly in men and women.454,455 A meta-analysis of 31 RCTs including 103,268 men and 87,349 women found that reductions in BP and incidence of CV events were comparable for men and women when treated with regimens based on ACE inhibitors, ARBs, CCBs, DIUs, or BBs.454 Similarly, another meta-analysis of 40 RCTs involving 152,379 patients found that no class of medications (ACEIs, ARBs, CCBs, or BBs) was significantly superior to thiazide DIUs as a first-line therapy for any outcome (all-cause mortality, CV mortality, HF, or stroke) in either women or men when analyzed separately.455

The recommended BP targets are the same for women and men, and all classes of antihypertensive medications may be used equally in the treatment of hypertension in both sexes.453

10.2. Hypertension in Pregnancy

Hypertension in pregnancy is one of the leading causes of maternal and perinatal morbidity and mortality worldwide, with a higher burden observed in low-income countries in Latin America and the Caribbean, including Brazil.456-458 Hypertension in pregnancy is defined as SBP ≥ 140 mm Hg and/or DBP ≥ 90 mm Hg, based on the average of at least two measurements taken 4 hours apart or during two separate outpatient visits.456 It is important to emphasize that BP measurement during pregnancy should be performed with the woman in a seated position, and the fifth Korotkoff sound should be used to determine DBP when using the auscultatory method.

10.2.1. Classification

The definitions and classification of hypertensive disorders of pregnancy are described in Chart 10.1. Compared to the 2020 Brazilian Hypertension Guidelines, the concepts of WCH, MH, and posterior reversible encephalopathy syndrome (PRES) syndrome have been added.456,459,460

Chart 10.1. Definitions and classification of hypertensive disorders of pregnancy.
DEFINITIONS
White-coat hypertension SBP ≥ 140 and/or DBP ≥ 90 mmHg when measured in the office or clinic, and BP < 135/85 mmHg when measured by daytime ABPM or HBPM
Masked hypertension SBP < 140 and/or DBP < 90 mmHg when measured in the office or clinic, but BP ≥ 135/85 mmHg when measured by daytime ABPM or HBPM
Hypertension in pregnancy SBP ≥ 140 mm Hg and/or DBP ≥ 90 mm Hg, measured on two different occasions at least 4 hours apart.
Severe hypertension in pregnancy SBP ≥ 160 mm Hg and/or DBP ≥110 mm Hg, measured on two different occasions at least 4 hours apart.
Proteinuria ≥ 300 mg urinary protein in a 24-hour urine collection, or a urine protein to creatinine ratio of ≥ 0.3 g/g in a spot urine sample, or a ++ result on urine dipstick testing (ideally confirmed with quantitative methods).
CLASSIFICATION
Preeclampsia (with or without severe features) SBP ≥ 140 mm Hg and/or DBP ≥ 90 mm Hg, typically after 20 weeks of gestation, often accompanied by proteinuria. In the absence of proteinuria, preeclampsia can be diagnosed in the presence of any of the following severe features: thrombocytopenia (< 100,000 × 109/L), serum creatinine > 1.1 mg/dL or double the baseline, liver transaminases elevated to twice the normal value, pulmonary edema, and visual disturbances or persistent headache not accounted for by other diagnoses.
Chronic hypertension Hypertension diagnosed or developed before pregnancy or before 20 weeks of gestation; or hypertension first diagnosed during pregnancy that does not resolve postpartum.
Chronic hypertension with superimposed preeclampsia Development of preeclampsia in a woman with pre-existing hypertension prior to pregnancy or before 20 weeks of gestation.
Gestational hypertension SBP ≥ 140 mm Hg and/or DBP ≥ 90 mm Hg in a previously normotensive woman, occurring after 20 weeks of gestation, measured on two different occasions at least 4 hours apart, without proteinuria or severe features, and returning to normal postpartum.
OTHER DIAGNOSTIC DEFINITIONS
Eclampsia Tonic-clonic seizures in the absence of other causative conditions in a patient with preeclampsia.
HELLP syndrome Hemolysis, elevated liver enzymes, and low platelet count, with or without hypertension.
PRES syndrome Neurological symptoms such as headache, seizures, confusion, vomiting, and visual disturbances. MRI demonstrates vasogenic edema, predominantly in the parieto-occipital regions.

BP: blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; HELLP: hemolysis, elevated liver enzymes and low platelets; PRES: posterior reversible encephalopathy syndrome; SBP: systolic blood pressure.

10.2.2. Prediction and Prophylaxis of Preeclampsia

Preeclampsia (PE) prediction should ideally be performed in the first trimester, to allow timely initiation of prophylactic interventions. The Fetal Medicine Foundation (FMF) first trimester prediction model is available at: https://fetalmedicine.org/research/assess/preeclampsia/first-trimester. This model combines maternal risk factors (Chart 10.2) with MAP, uterine artery pulsatility index (uterine artery Doppler between 11 and 14 weeks of gestation), and serum placental growth factor (PIGF). Validated for use in the first trimester, this model achieves detection rates of 90% for early PE (< 34 weeks) and 75% for preterm PE (< 37 weeks). It outperforms the use of maternal risk factors alone in identifying high-risk pregnancies.461

Chart 10.2. Risk factors for preeclampsia.
High-risk factor (presence of 1 criterion) MODERATE-risk factors (presence of 2 or more criteria)
Previous pregnancy history Previous PE Prior placental abruption Previous intrauterine growth restriction Previous stillbirth
Demographic data BMI > 30 kg/m2 before gestation Maternal age > 40 years
Clinical History Chronic hypertension Pregestational diabetes mellitus Chronic kidney disease Systemic lupus erythematosus/antiphospholipid syndrome
Current gestation Assisted reproduction Nulliparity Multifetal pregnancy

Source: Adapted from Magee et al.456

For PE prevention, all women should be encouraged to engage in physical activity, preferably starting before conception.462 The use of low-dose aspirin (100-150 mg at bedtime) from 16 weeks until 36 weeks’ gestation reduces the risk of PE – particularly early PE – in high-risk patients.463,464

Calcium supplementation in doses above 500 mg, especially in women with low dietary intake (< 900 mg/day), initiated before pregnancy or by 20 weeks of gestation, may also reduce the risk of PE.456,465,466

10.2.3. Therapeutic approach to hypertension in pregnancy

There is no difference in outcomes between strict bed rest and some rest in hospital for pregnant women with hypertension and proteinuria,467 whereas some rest in hospital reduces the risk of severe hypertension compared with routine activity at home.468 However, bed rest should not be recommended routinely for the management of hypertension during pregnancy.441 Clinical outcomes for mothers and newborns are similar between antenatal day care units and hospital admission, but women prefer outpatient day care.469

There are no specific recommendations for inpatient care, but continuous monitoring of both maternal and fetal conditions is essential. BP should be measured at least four times daily, with daily assessment of weight and urine output, along with patient guidance on warning signs. Laboratory tests (complete blood count with platelet count, liver enzymes, uric acid, creatinine, and proteinuria) should be performed once or twice a week. Fetal development can be monitored through assessments of fetal growth and movements, evaluation of fetal well-being and biophysical profile, and US examinations.469

The initiation of antihypertensive therapy in women with nonsevere hypertension (ie, below 160/110 mm Hg) remains controversial, except in those with HMOD. A Cochrane systematic review found that treating mild to moderate hypertension with more intensive BP targets did not significantly reduce maternal, fetal, or neonatal morbidity.470 In cases of persistent severe hypertension (≥ 15 minutes), antihypertensive medication is indicated in addition to NPMs to prevent irreversible neurological damage. To prevent maternal death, SBP > 150-160 mm Hg should be considered an indication for urgent treatment. In line with other Brazilian and international guidelines, a threshold of 160 mm Hg is recommended.45,456,459

Aggressive treatment (targeting DBP up to 85 mm Hg) vs less aggressive treatment (DBP up to 100 mm Hg) results in a reduction in severe hypertension and adverse fetal outcomes. BP control target should be SBP > 120 and < 160 mm Hg and DBP > 80 and < 110 mm Hg, as both hypertension and treatment-induced hypotension can impair placental perfusion and consequently lead to fetal growth restriction.470 The goal of treatment is to prevent the progression of HMOD, cardiac and cerebrovascular complications, as well as obstetric and fetal complications.471

Recommendations for pharmacological therapy in women with hypertension during pregnancy are based on observational studies, given the challenges of conducting RCTs in this population; therefore, the certainty of evidence is considered low. Pharmacological therapy should be initiated as monotherapy with first-line agents: methyldopa, long-acting nifedipine or amlodipine, or beta-blockers (except atenolo).472 If BP control is not achieved, another first-line agent or a second-line medication (thiazide DIUs, clonidine, or hydralazine) may be added. ACE inhibitors and ARBs are contraindicated during pregnancy due to the risk of fetal malformations, which may result in intrauterine renal failure,471,473 and atenolol is contraindicated because of the high risk of fetal growth restriction.471,473 The use of MRAs is also contraindicated in pregnancy due to hormonal blockade and the lack of safety data; these agents are classified as FDA pregnancy category C. DIUs should also be avoided in patients with PE, as they may exacerbate intravascular volume depletion.471 A study comparing the efficacy of labetalol, nifedipine retard, and methyldopa for the management of severe hypertension in pregnancy suggested that all three medications are viable options; however, nifedipine retard was more effective than labetalol and methyldopa.474

For severe hypertension in pregnancy, two recent systematic reviews and meta-analyses evaluated the best therapeutic strategies for these conditions. One, including 41 studies in the systematic review and 46 in the meta-analysis, found similar efficacy for nifedipine, hydralazine, and labetalol.475,476 The other, including 19 RCTs, found both labetalol and hydralazine to be effective for hypertensive disorders of pregnancy, but labetalol also reduced the incidence of maternal hypotension.476 International guidelines recommend intravenous labetalol for the treatment of hypertensive emergencies in eclampsia or severe PE; however, this medication is not available in Brazil.117,477 Thus, in Brazil, hypertensive emergencies in pregnant women can be managed with intravenous hydralazine at a dose of 5 mg every 20-30 minutes, up to a maximum total dose of 15 mg. If hydralazine is unavailable, oral nifedipine 10 mg may be administered, with repeat doses of 10-20 mg every 20-30 minutes as needed.477 Sublingual nifedipine should not be used in any situation of acute BP elevation.1

In exceptional cases, such as acute pulmonary edema (APE) and severe and refractory hypertension, intravenous nitroglycerin448 or sodium nitroprusside478 are preferred for urgent BP control, with nitroprusside limited to a maximum of 4 hours due to the risk of fetal cyanide toxicity.

The use of magnesium sulfate is recommended for the prevention of eclampsia in pregnant women with symptomatic severe hypertension and for the treatment of eclampsia.456,479

10.2.4. Postpartum Hypertension

In women without chronic hypertension, BP levels usually return to normal within the first week postpartum (typically by days 5-6). However, during this period, there remains a risk of hypertension-related complications such as eclampsia, stroke, APE, and AKI.480

A Brazilian RCT demonstrated that methyldopa and captopril were equally effective in controlling BP in the immediate postpartum period.481

Postpartum women may receive any antihypertensive medication, including ACE inhibitors, with the choice guided by breastfeeding considerations. Preference should be given to medications that are minimally excreted in breast milk.

Chart 10.3 shows the main antihypertensive medications available in Brazil and their excretion in breast milk.1

Chart 10.3. Antihypertensive medications and breastfeeding.
Medication Excretion in breast milk Breastfeeding recommendation
Nifedipine Minimal Allowed
Amlodipine Insufficient data Uncertain (apparently safe)
Diltiazem, Verapamil Insufficient data Uncertain (use alternative)
Clonidine Increased Avoid
Enalapril, captopril Minimal Allowed without restriction
Lisinopril, ramipril Insufficient data Uncertain (apparently safe)
Losartan, valsartan, candesartan, olmesartan, telmisartan Insufficient data Uncertain (use alternative)
Hydrochlorothiazide Minimal Use low dose (< 50 mg/day)
Chlorthalidone Minimal Slow elimination in newborns – avoid
Furosemide Insufficient data May decrease milk production
Spironolactone Minimal Allowed
Atenolol Increased Avoid
Metoprolol Minimal Allowed
Carvedilol Insufficient data Unclear
Propranolol Minimal Allowed
Bisoprolol Insufficient data Uncertain (apparently safe)
Hydralazine Minimal Allowed
Methyldopa Minimal Allowed

10.2.5. Future Cardiovascular Risk

Hypertensive disorders of pregnancy are markers of increased future CV risk. Women with such a history should receive more comprehensive and proactive follow-up to ensure effective prevention of CVD and renal disease.1,45

Key messages on the management of hypertension in pregnant and non-pregnant women
From the age of 60, women tend to have higher BP levels and a greater prevalence of hypertension.
Differences in hypertension development in women are linked to gender-specific regulatory mechanisms.
The investigation of secondary causes of hypertension in young women is essential; the main conditions include obesity, polycystic ovary syndrome, obstructive sleep apnea, aortic coarctation, autoimmune diseases, endocrine disorders, and primary nephropathies.
Women have specific hypertension-related risk factors, including those associated with social determinants and biological factors. Some of these include menopause, polycystic ovary syndrome, use of oral contraceptives, and hypertensive disorders of pregnancy.
The association between hypertension and the use of oral contraceptive pills shows a 13% increased risk of new cases, with a linear dose-response relationship for every 5-year increment in oral contraceptive use.
Adverse effects of antihypertensive medications are reported more frequently in women, particularly after menopause, and may contribute to lower treatment adherence.
Evidence indicates that female sex is a predictor of less intensive antihypertensive therapy compared with male sex.
Hypertension in pregnancy should be classified as preeclampsia, chronic hypertension, chronic hypertension with superimposed preeclampsia, or gestational hypertension. Additional diagnostic considerations include eclampsia, PRES syndrome, HELLP syndrome, white coat hypertension, and MH.

MH: masked hypertension; HELLP: hemolysis, elevated liver enzymes, and low platelets.

Recommendations for pregnant and non-pregnant women Strength of recommendation Certainty of evidence
BP should be monitored before OCP prescription in young women. After initiation, regular monitoring (every 6 months) is recommended, including home BP monitoring and management of other CV risk factors. STRONG MODERATE
Alternative contraceptive methods or OCP discontinuation should be considered in women with persistent SBP ≥ 160 mm Hg and/or DBP ≥ 100 mm Hg while on OCPs. STRONG LOW
In menopausal and postmenopausal women, it is recommended to initiate pharmacological treatment with a combination of a RAS inhibitor and a CCB or a thiazide/thiazide-like diuretic. STRONG MODERATE
BP targets should be the same for women and men, and the same classes of antihypertensive medications may be used for both sexes. STRONG MODERATE
The risk of preeclampsia should be assessed between 11 and 14 weeks of gestation using at least maternal risk factors, preferably combined with uterine artery Doppler pulsatility index and measurement of placental growth factor. STRONG LOW
All pregnant women, unless contraindicated, should be encouraged to engage in physical activity to reduce the likelihood of gestational hypertension and preeclampsia. STRONG MODERATE
Calcium should be supplemented in high-risk pregnant women with low dietary intake (< 900 mg/day) to reduce the risk of preeclampsia. STRONG MODERATE
The use of low-dose aspirin, initiated before 16 weeks of gestation in high-risk pregnant women, is recommended to reduce the incidence of preeclampsia before 34 weeks. STRONG MODERATE
Non-pharmacological treatment alone is not recommended in cases with persistent SBP >160 mm Hg for more than 15 minutes. STRONG LOW
Some rest in hospital, with monitoring, is recommended for pregnant women with preeclampsia; hospitalization should be indicated for those with severe hypertension. STRONG MODERATE
Urgent antihypertensive treatment is recommended in pregnant women in cases of severe hypertension and when clinical signs of emergency are present. STRONG MODERATE
Antihypertensive treatment should be initiated in pregnant women when BP is above 150–160/100–110 mm Hg, with a BP target of 120–160/80–100 mm Hg. WEAK LOW
In pregnant women with hypertension, it is recommended to initiate treatment with methyldopa or dihydropyridine calcium channel blockers (long-acting nifedipine or amlodipine). STRONG LOW
ACE inhibitors or ARBs are not recommended during pregnancy due to the risk of fetal malformations. STRONG MODERATE
Atenolol, prazosin, and MRAs are not recommended during pregnancy due to potential associated risks. STRONG LOW
The use of magnesium sulfate is recommended for the prevention of eclampsia in pregnant women with symptomatic severe hypertension and for the treatment of eclampsia. STRONG MODERATE
Long-term follow-up is recommended for all women with a history of hypertension in pregnancy to ensure effective prevention of CV disease. STRONG LOW

ACE: angiotensin-converting enzyme; ARBs: angiotensin receptor blockers; BP: blood pressure; CCB: calcium channel blocker; CV: cardiovascular; DBP: diastolic blood pressure; MRAs: mineralocorticoid receptor antagonists; OCP: oral contraceptive pill; RAS: renin-angiotensin system; SBP: systolic blood pressure.

11. Hypertensive Crisis

11.1. Definition and Classification

Hypertensive crisis is characterized by an acute and severe elevation of BP, accompanied or not by acute HMOD.1,44,45,482,483 HEs are symptomatic clinical situations in which there is a marked increase in BP (arbitrarily defined as SBP ≥ 180 and/or DBP ≥ 110 mm Hg or, depending on the situation, even with lower values) along with acute and progressive HMOD.1,44,45,482,483-5 The term "hypertensive urgency" is currently under discussion. It is now recommended that the appropriate term for situations previously referred to as hypertensive urgency be "severe elevation of BP without progressive damage to target organs."1,44,45,482,483 Chart 11.1 shows the main differences between HE and severe BP elevation without acute HMOD (formerly hypertensive urgency).

Chart 11.1. Diagnosis, prognosis, and management of hypertensive crises.

Severe BP elevation without acute HMOD Emergency
Markedly high BP values Markedly high BP values
Without acute and progressive HMOD With acute and progressive HMOD
Oral combination therapy Parenteral medications
Without imminent risk of death With imminent risk of death
Early outpatient follow-up (1 to 7 days) ICU admission

BP: blood pressure; HMOD: hypertension-mediated organ damage; ICU: intensive care unit.

A common condition encountered in emergency departments (EDs), which is part of the differential diagnosis of hypertensive crisis, is hypertensive pseudocrisis. It generally occurs in patients with uncontrolled hypertension, presenting with very high BP values but who are oligosymptomatic or asymptomatic. Elevated BP triggered by emotional, painful, or uncomfortable events–such as migraine, rotational vertigo, musculoskeletal headache, and panic disorder–is also classified as a hypertensive pseudocrisis.1,482

11.2. Classification

HE is defined not only by elevated BP, but primarily by the patient's clinical status. It can manifest as a CV, cerebrovascular, or renal event, or as PE or eclampsia during pregnancy. Chart 11.2 shows the classification of HEs.

Chart 11.2. Classification of hypertensive emergencies.

HYPERTENSIVE EMERGENCIES
Cerebrovascular - Hypertensive encephalopathy - Intracerebral hemorrhage - Subarachnoid hemorrhage - Ischemic stroke Cardiocirculatory - Acute aortic dissection - Acute pulmonary edema with left ventricular failure - Acute myocardial infarction - Unstable angina Systemic - Accelerated/malignant hypertension - Hypertension-MOD Severe adrenergic crisis - Pheochromocytoma crisis - Illicit drug overdose (cocaine, crack cocaine, LSD) Hypertension in pregnancy - Eclampsia - Severe preeclampsia - HELLP syndrome - Severe hypertension in late pregnancy

HELLP: hemolysis, elevated liver enzymes, and low platelets; MOD: multi-organ damage.

11.3. Epidemiological and prognostic aspects

11.3.1. Epidemiology

Hypertensive crises account for 0.45% to 0.59% of all ED visits, with HEs making up 25% of all hypertensive crisis cases. Ischemic stroke and APE are the most common conditions associated with HEs.1,482

11.3.2. Prognosis

The mortality rate associated with untreated HE can reach approximately 80% within 1 year, depending on the type of HE, and antihypertensive treatment substantially improves the prognosis.1,482 Individuals with hypertensive urgency tend to have a higher 5-year survival rate than those with hypertensive emergency.148,2

11.4. Complementary Clinical and Laboratory Investigation

A thorough medical history and physical examination are essential for the correct diagnosis of a hypertensive crisis. If a life-threatening condition is identified, appropriate treatment should be initiated concurrently with the investigation.1,44,45,482,483 The medical history should include information about the patient's usual BP and any situations that might have triggered the hypertensive crisis, such as anxiety, stress, pain, or excessive salt intake. The use of antihypertensive medications (dose and adherence), their discontinuation (adrenergic inhibitors), or the use of substances that can increase BP should be considered, including illicit drugs.1,44,45,482,483 It is important to inquire about the most common symptoms, such as dyspnea, palpitations, headache, chest pain, and neurological symptoms.1,44,45,482-484 BP should be measured in both upper limbs, preferably in a quiet environment. Systematic clinical, laboratory, and imaging investigations can assist in the diagnosis of acute HMOD (Chart 11.3).1,44,45,482-485

Chart 11.3. Complementary clinical and laboratory investigation according to hypertension-mediated organ damage in hypertensive emergencies1,44,45,482,483.

Target organ Hypertensive emergency Symptoms Physical examination abnormalities Complementary assessment
Heart and arteries
  • HF, APE

  • Coronary syndrome

  • Acute aortic dissection

  • Chest, abdominal, upper back, or low back pain

  • Dyspnea, orthopnea

  • Palpitations

  • Edema

  • HR, gallop rhythm

  • Jugular venous distention, pulmonary, abdominal, and peripheral congestion

  • Heart and vascular murmurs

  • Asymmetric or absent peripheral pulses

  • Difference in BP between limbs

  • ECG, chest radiograph

  • Echocardiogram

  • O2 saturation

  • Markers of myocardial necrosis

  • BNP and NT-proBNP

  • Chest CTA and MRI

Brain
  • Stroke

  • Hypertensive encephalopathy

  • Vertigo, headache

  • Visual, hearing, or speech impairments

  • Paresis or paresthesia

  • Confusion, agitation, drowsiness

  • Altered level of consciousness

  • Seizure, focal deficits, neck stiffness

  • Brain CT or MRI

  • Lumbar puncture for CSF collection

Kidney
  • AKI

  • Thrombotic microangiopathy

  • Altered urine output and frequency

  • Urine color change

  • Edema

  • Anorexia, weight loss, nausea, vomiting, fatigue

  • Edema

  • Hematuria or foamy urine

  • Abdominal masses and murmurs

  • Pale skin and mucosa

  • Urine sediment examination with dysmorphic hematuria and/or proteinuria, ACR, complete blood count, creatinine, urea, sodium, potassium, chloride, venous blood gas analysis, lactate dehydrogenase

  • Renal and urinary tract US

  • Renal artery Doppler US

  • Abdominal CT or MRI

Retina
  • Retinopathy

  • KWB grade 3 or 4

  • Blurred vision

  • Phosphenes, scotomas

  • Amaurosis

  • Spasms, pathological arteriovenous shunts

  • Papilledema, retinal hemorrhages, cotton-wool spots

Suspected HE
  • ECG, chest radiograph, complete blood count, troponin, creatinine, type 1 urine, and potassium;

  • Exclude pregnancy in women of childbearing age.

ACR: albumin-to-creatinine ratio; AKI: acute kidney injury; APE: acute pulmonary edema; BNP and NT-proBNP: B-type natriuretic peptide; BP: blood pressure; CSF: cerebrospinal fluid; CT: computed tomography; CTA: computed tomography angiography; ECG: electrocardiogram; HE: hypertensive emergency; HELLP: hemolysis, elevated liver enzymes, and low platelets; HF: heart failure; HR: heart rate; KWB: Keith- Wagener-Barker classification; MRI: magnetic resonance imaging; O2 : oxygen; PE: preeclampsia; US: ultrasound.

11.5. Overall management of hypertensive crisis

The presence and type of acute HMOD should guide the treatment of hypertensive crisis (Figure 11.1 and Chart 11.4). It is important to consider the risks associated with rapid or excessive BP reduction, with can lead to irreversible target organ ischemia due to loss of BP autoregulation, and to evaluate the benefits of treatment to minimize the progression of identified HMOD.486 There is no evidence supporting ED treatment for patients with severe BP elevation without acute HMOD; therefore, outpatient management is recommended, similar to the management of patients with uncontrolled and asymptomatic hypertension.1,482,486 The first measure for patients with severe BP elevation and symptoms unrelated to acute HMOD is clinical observation for 30 minutes in a quiet environment, assessing for symptom resolution and BP reduction.1,482 Acute/abrupt BP reductions > 25% to 30% within the first 2 to 4 hours should be avoided due to the risk of tissue ischemia–this can occur with the use of immediate-release nifedipine, which is not recommended.1,482,487

Figure 11.1. Flowchart for hypertensive crisis management.1,44.

Figure 11.1

Chart 11.4. Intravenous medications used for the treatment of hypertensive emergencies.

Medication Method of administration and dosage Onset of action Duration Indications Adverse events and precautions
Sodium nitroprusside (arterial/venous vasodilator stimulates cGMP formation) Continuous IV infusion 0.25-10 mg/kg/min Immediate 1-2 min Most hypertensive emergencies Cyanide poisoning, severe hypotension, nausea, vomiting. Caution in AKI and liver disease. Protect from light.
Nitroglycerin (arterial/venous vasodilator) Continuous IV infusion 5-15 mg/h 2-5 min 3-5 min Coronary insufficiency, APE Headache, reflex tachycardia, tachyphylaxis, flushing, methemoglobinemia
Metoprolol (selective BB) 5 mg IV (repeat every 10 min, if necessary up to 20 mg) 5-10 min 3-4 h Coronary insufficiency, acute aortic dissection Bradycardia, advanced AV block, HF, bronchospasm
Esmolol (ultra-short-acting selective β-adrenergic blocker) Loading dose: 500 μg/kg Intermittent IV infusion 25-50 μg/kg/min ↑ 25 μg/kg/min 10-20 min. Maximum 300 μg/kg/min 1-2 min 1-20 min Acute aortic dissection (in combination with SNP), severe postoperative hypertension Nausea, vomiting, first-degree AV block, bronchospasm, hypotension
*Phentolamine (α-adrenergic blocker) Continuous IV infusion: 1-5 mg Maximum 15 mg 1-2 min 3-5 min Catecholamine excess Reflex tachycardia, flushing, dizziness, nausea, vomiting
*Trimethaphan (ganglionic blocker of the SNS and PSNS) Continuous IV infusion: 0.5-1.0 mg/min. ↑ 0.5 mg/min up to a maximum of 15 mg/min 1-5 min 10 min Catecholamine excess, acute aortic dissection Tachyphylaxis
Hydralazine (direct-acting vasodilator) 10-20 mg IV or 10-40 mg IM every 6 h 10-30 min 3-12 h Eclampsia Tachycardia, headache, vomiting. Worsening angina and AMI. Monitor intracranial pressure
*Diazoxide (vasodilator) IV infusion 10-15 min 1-3 mg/kg. Maximum 150 mg 1-10 min 3-18 h Hypertensive encephalopathy Sodium and water retention, hyperglycemia, and hyperuricemia
*Fenoldopam (dopamine agonist) Continuous IV infusion 0.1-1.6 μg/kg/min 5-10 min 10-15 min AKI Headache, nausea, flushing
*Nicardipine (CCB) Continuous IV infusion 5-15 mg/h 5-10 min 1-4 h Stroke, hypertensive encephalopathy, APE Reflex tachycardia, avoid in patients with HF or myocardial ischemia
*Labetalol (α/β-adrenergic blocker) Loading dose: 20-80 mg every 10 min Continuous IV infusion 2 mg/min (maximum 300 mg/24 h) 5-10 min 2-6 h Stroke, acute aortic dissection (in combination with SNP) Nausea, vomiting, AV block, bronchospasm, orthostatic hypotension
*Enalaprilat (ACE inhibitor) Intermittent IV infusion 1.25-5.0 mg every 6 h 15 min 4-6 h Left ventricular failure with APE Hypotension, AKI
Furosemide (loop diuretic) 20-60 mg (repeat after 30 min) 2-5 min 30-90 min APE, hypervolemia Hypokalemia

ACE: angiotensin-converting enzyme; AKI: acute kidney injury; AMI: acute myocardial infarction; APE: acute pulmonary edema; AV: atrioventricular; BB: beta-blocker; CCB: calcium channel blocker; cGMP: cyclic guanosine monophosphate; HF: heart failure; IM: intramuscular; IV: intravenous; PSNS: parasympathetic nervous system; SNP: sodium nitroprusside; SNS: sympathetic nervous system.

*

Not available in Brazil.

A retrospective cohort study showed that recurrence of ED visits and mortality rates were similar for patients with markedly elevated BP but without acute HMOD, regardless of whether they received acute antihypertensive therapy or not. If there is no BP reduction or symptom resolution after clinical observation, consider using oral short-acting antihypertensives with a rapid onset of action (typically clonidine or captopril), adjusting long-term antihypertensives, or initiating antihypertensive therapy (see Chapter 7 on pharmacological treatment).1,482,488

11.6. Hypertensive emergencies in special situations

11.6.1. Hypertensive Encephalopathy1,482,485

Hypertensive encephalopathy is a neurological HMOD characterized by cerebral edema secondary to acute BP elevation. Generally reversible, it can affect individuals with chronic hypertension who develop malignant hypertension (detailed later in this chapter) or normotensive individuals who experience acute, excessive BP elevations. Failure in cerebral perfusion autoregulation results in increased intracranial pressure. The onset is insidious and may progress to holocranial headache, nausea and/or vomiting, visual disturbances, confusion, coma, generalized seizures, hyperreflexia, and signs of intracranial hypertension. In the presence of a localized deficit, a focal neurological lesion should be considered, and brain magnetic resonance imaging (MRI) or computed tomography (CT) should be performed.489

The goal of treatment is to restore cerebral autoregulation by gradually reducing BP (initially reducing BP by 20% to 25% within 1 hour), as rapid reduction can cause cerebral hypoperfusion due to loss of BP autoregulation. Intravenous medications can be used, such as sodium nitroprusside (SNP), nitroglycerin (NTG), or esmolol (available in Brazil), although caution is advised with NTG or SNP due to reduced cerebral blood flow observed with their use in normotensive individuals.490 A systematic review comparing intravenous treatments of neurological HEs, including hypertensive encephalopathy, was unable to determine the best medication for these situations because of the very low quality of evidence.491 Oral antihypertensives should also be initiated for better BP control (BP target of 160-100 mm Hg within 48 hours).

11.6.2. Stroke

Hypertension is the main risk factor for stroke, particularly hemorrhagic stroke. Diagnosis is based on a comprehensive neurological examination, and the National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) should be used to assess the severity of the condition. Brain CT and MRI scans allow us to determine the type of stroke (85% ischemic and 15% hemorrhagic) and identify the affected brain region.1,482,483,485 MRI is more sensitive than CT for incipient infarction.492 Prehospital treatment with rapid and substantial BP reduction has not shown benefits in ischemic or hemorrhagic stroke, except for a reduction in motor deficit in patients with hemorrhagic stroke.493

11.6.2.1. Ischemic Stroke

Elevated BP is a common occurrence in ischemic stroke, affecting approximately 80% of patients, especially those with a history of hypertension. BP often decreases spontaneously within 90 to 120 minutes during the acute phase of stroke.494-497

The main recommendations for the management of hypertensive emergency with ischemic stroke are summarized in the table at the end of the chapter.

11.6.2.2. Hemorrhagic Stroke

Hemorrhagic stroke accounts for 15% of all stroke cases, with a recent Swiss study reporting an annual incidence of 13.2 per 100,000 individuals.498 Elevated BP increases the risk of hematoma expansion, raises the risk of death, and worsens the prognosis. Cerebral edema occurs in 30% of cases, typically within the first 24 hours, often requiring decompressive craniectomy and transfer to specialized centers.1,482,492,499

The main recommendations for the management of hypertensive crisis with hemorrhagic stroke are summarized in the table at the end of the chapter.

11.6.3. Acute Coronary Syndromes

Acute coronary syndromes (ACSs) may be accompanied by elevated BP as a reflection of myocardial ischemia. Increased PVR raises myocardial oxygen demand by increasing left ventricular parietal tension.500-503

For older and frail individuals, the target BP may be less restrictive. Hydralazine, nifedipine, and SNP are not indicated.1,482,485 Intravenous nitrates reduce PVR, improve coronary perfusion, and have a systemic venodilator effect, reducing preload and myocardial oxygen consumption.

11.6.4. Acute Pulmonary Edema

Approximately 40% of patients admitted with APE and HE have preserved left ventricular function.504 Myocardial ischemia may also be involved in the pathophysiology of APE associated with HE.1,482,485 APE should be treated in the ICU with intravenous medication, continuous monitoring, and gradual BP reduction. NTG and SNP reduce both preload and afterload. Loop DIUs also reduce volume overload and, consequently, BP. In some cases, noninvasive ventilation, such as continuous positive airway pressure (CPAP) and bilevel positive airway pressure (BiPAP), may be indicated to reduce pulmonary edema and venous return.1,482,485

11.6.5. Acute Aortic Dissection

Pain control should be concomitantly provided with morphine. The antihypertensives of choice are short-acting, titratable intravenous BBs (metoprolol or esmolol), which reduce HR and left ventricular ejection velocity. In patients with asthma, non-dihydropyridine CCBs may be used. SNP should be initiated only after β-blockade to prevent an increase in HR and aortic ejection velocity.1,485,485,505

11.6.6. Adrenergic Crisis

Adrenergic crisis can be caused by the sudden discontinuation of sympatholytic agents and BBs, pheochromocytomas, or illicit substance use. In these situations, SBP should be reduced to < 140 mm Hg within the first hour.1,482,483

In cases of abrupt discontinuation of medications that act on the sympathetic nervous system, their immediate reintroduction is recommended to prevent serious complications.1,482,483 Recurrent paroxysmal hypertensive crises with the triad of palpitations, sweating, and headache, without a report of illicit drug use, should prompt investigation for pheochromocytomas.1,482,506

Treatment with doxazosin is recommended,507 as phentolamine is not available in Brazil. β-blockade can only be initiated after α-blockade because of the paradoxical elevation of BP with blockade of β-adrenergic vasodilation.507

Amphetamines, ecstasy, and cocaine can raise BP through sympathomimetic action.508,509 Amphetamines cause increased BP, tachycardia, palpitations, sweating, and arrhythmias.508 Ecstasy intoxication can lead to serotonin syndrome (rhabdomyolysis and AKI).508 The acute increase in BP induced by cocaine is more pronounced in hypertensive patients than in normotensive individuals and is potentiated by caffeine, nicotine, and particularly alcohol.1,482,509 In this condition, vasoconstriction, thrombus formation, increased myocardial oxygen demand, conduction defects, and arrhythmias can occur.1,482

11.6.7. Accelerated-Malignant Hypertension

Malignant hypertension is an HE with an excessive BP elevation and accelerated disease progression, characterized by acute microvascular injury, systemic endothelial damage, and impaired autoregulatory mechanisms, affecting the retina, brain, heart, kidneys, and vascular system. Typical findings include Keith-Wagener-Barker grade 4 retinopathy, with or without AKI, and fibrinoid necrosis of renal arterioles, which reflect systemic endothelial damage. Even in the absence of these findings, the condition can be considered if multiple severe target organ injuries are present concomitantly.510,511 This condition can have a rapidly progressive and fatal course, with an 80% mortality rate within 2 years if left untreated.511 It usually, but not necessarily, presents with stage 3 hypertension. Elevated BP in the presence of retinal hemorrhages and spots in the fundus, but without papilledema, is referred to as accelerated hypertension. The terms "malignant" and "accelerated" are considered interchangeable, leading to the used of the combined term "accelerated-malignant hypertension."36 If papilledema is observed, neuroimaging will be required to rule out other neurological causes.1,482,485

Although treatment for accelerated-malignant hypertension cannot completely reverse the high renal and cardiac risks, it drastically reduces mortality.1,482 Patients require hospitalization and intensive care to control BP with vasodilators with an immediate onset of action (SNP).1,482,483,485,513 Subsequently, oral antihypertensives should be initiated, including ACEIs or ARBs, along with any other classes of medications that are deemed necessary.1,482,483,485,513

11.6.8. Hypertension with Multi-Organ Damage

Hypertension with multi-organ damage (hypertension-MOD) is characterized by the involvement of at least 3 of the following 4 systems:514 renal – rapid deterioration of kidney function or proteinuria; cardiac – marked LVH, systolic dysfunction, ventricular repolarization abnormalities, or increased troponin; neurological – stroke or hypertensive encephalopathy; and hematological – microangiopathic hemolysis.515

11.6.9. Hypertension in Pregnancy: Preeclampsia and Eclampsia

The main aspects of diagnosis, BP targets, and treatment are discussed in Chapter 10.

Key messages on hypertensive crisis management
Important elevated BP (≥ 180/110 mm Hg) in pregnant women, without acute HMOD and without imminent risk of death, allows BP reduction over a longer period with oral antihypertensives, and early outpatient reassessment should occur within 1 to 7 days.
Hypertensive emergency: elevated BP (≥ 180/110 mm Hg) with acute HMOD and immediate risk of death. It requires rapid and gradual reduction of BP within minutes to hours, depending on the specific HMOD present. Intravenous medications are typically used.
The severity of the clinical condition is not determined by the absolute BP level, but rather by the magnitude of BP elevation. While the numerical definition serves as a parameter, it should not be used as an absolute criterion.
The BP reduction target varies depending on the type of HE presentation. BP should be reduced gradually and carefully, by 10% to 15% within the first hour of treatment and by 25% within 2 hours of starting treatment in most clinical situations. Some BP reduction targets are specific to the HMOD involved:
  • Catecholaminergic crises and APE: SBP < 140 mm Hg within 1 hour.

  • Acute aortic dissection: SBP < 120 mm Hg within 1 hour.

Antihypertensive treatment varies depending on the diagnosis of HE. The most commonly used medications include sodium nitroprusside, nitroglycerin, beta-blockers, calcium channel blockers, and loop diuretics.

APE: acute pulmonary edema; BP: blood pressure; HE: hypertensive emergency; HMOD: hypertension-mediated organ damage.

Main recommendations for hypertensive emergencies and marked blood pressure elevation without acute target-organ damage

Main Recommendations for hypertensive emergencies and for severe blood pressure elevation without acute target-organ damage Strength of recommendation Certainty of evidence
In patients with severe BP elevation without acute HMOD (previously known as hypertensive urgency), outpatient reassessment should be performed within 1 to 7 days, with a target SBP < 160 and DBP < 100 mm Hg. WEAK LOW
Patients with HE should be admitted to the ICU and receive IV antihypertensives, with BP monitoring and observation of HMOD progression. STRONG MODERATE
In patients with HE, BP should be reduced by up to 25% within 1 h; if stable, to 160/100 mm Hg within the next 2 to 6 h; and to normal levels within the next 24 to 48 h, except for specific HMODs (stroke, acute aortic dissection, PE, eclampsia, and PHEO). WEAK MODERATE
In patients with ischemic stroke and indication for thrombolysis, BP should be reduced to < 185/110 mm Hg and maintained at < 180/105 mm Hg within the first 24 h after thrombolysis, and do not perform thrombolytic infusion or thrombectomy if BP remains ≥ 185/110 mm Hg. STRONG MODERATE
An initial 15% BP reduction is recommended in patients with ischemic stroke and BP ≥ 220/120 mm Hg, associated with comorbidities (aortic dissection, acute coronary events, eclampsia, post-thrombolysis, and/or APE). WEAK LOW
In patients with ischemic stroke and BP ≥ 220/120 mm Hg who have not received thrombolytic agents and have no comorbidities, BP should be reduced by 15% within the first 24 h after the onset of ischemic stroke. WEAK LOW
It is recommended to safely initiate or restart antihypertensives in neurologically stable individuals with ischemic stroke and BP > 140/90 mm Hg. STRONG MODERATE
In patients with hypertension and ischemic stroke, SBP should be 120-130 mm Hg and DBP 70-79 mm Hg within 7 to 10 days after ischemic stroke. STRONG HIGH
In patients with hemorrhagic stroke and SBP > 220 mm Hg, reduction and frequent monitoring of BP with continuous IV infusion is recommended, with an SBP target < 180 mm Hg. STRONG MODERATE
In patients with mild-to-moderate hemorrhagic stroke and SBP 150-220 mm Hg, BP should be reduced to < 140 mm Hg with IV medications (esmolol and CCBs – nicardipine and clevidipine). WEAK MODERATE
In patients with subarachnoid hemorrhage and SBP > 180 mm Hg, SBP should be reduced slowly and gradually over a period of 24 to 72 h. WEAK MODERATE
In patients with APE due to HE, the use of IV NTG is recommended within the first 48 h, provided there is no hypotension, right ventricular infarction, or use of phosphodiesterase type 5 inhibitors (sildenafil, tadalafil) in the previous 48 h, and it can be used in combination with BBs or ACE inhibitors that reduce mortality (provided there are no contraindications). WEAK MODERATE
In patients with ACS due to HE, the recommended target is SBP < 140 mm Hg (avoid < 120 mm Hg) and DBP 70-80 mm Hg using esmolol, metoprolol, or NTG over a period of 24 to 72 h. STRONG HIGH
In patients with adrenergic crisis, the use of benzodiazepines and sublingual nitrate is recommended in milder cases; for other cases, the agents of choice are NTG and SNP. WEAK LOW
It is not recommended to use BB alone in adrenergic crisis due to PHEO, as stimulation of the α-adrenergic receptor, with blocked β-adrenergic vasodilation, can worsen coronary spasm, which can be relieved with CCBs. WEAK LOW
In patients with acute aortic dissection due to HE, it is recommended to achieve the following targets: HR < 60 bpm and SBP 90-120 mm Hg, which should be achieved within 20 min. STRONG LOW

ACE: angiotensin-converting enzyme; ACS: acute coronary syndrome; APE: acute pulmonary edema; BB: beta-blocker; BP: blood pressure; CCB: calcium-channel blocker; DBP: diastolic blood pressure; HE: hypertensive emergency; HMOD: hypertension-mediated organ damage; HR: heart rate; ICU: intensive care unit; IV: intravenous; NTG: nitroglycerin; PE: preeclampsia; PHEO: pheochromocytoma; SBP: systolic blood pressure; SNP: sodium nitroprusside.

12. Resistant and Refractory Hypertension

12.1. Definition and Classification

Resistant hypertension (RH) is defined as office BP that remains above target values despite the use of three or more classes of antihypertensive agents with synergistic effects, prescribed at the maximum recommended or tolerated doses. These agents should preferably include a thiazide or thiazide-like diuretic, a RAAS inhibitor (either an ACE inhibitor or an ARB), and a long-acting CCB, except under special conditions, for at least 30 to 60 days, after ruling out causes of pseudoresistance. Patients requiring four or more antihypertensive agents to achieve BP control are also considered to have RH (Figure 12.1).516,517

Figure 12.1. Classification of resistant and refractory hypertension based on the number of medications and blood pressure control.

Figure 12.1

Refractory resistant hypertension (RHr) is defined as a subgroup of patients with true RH who remain uncontrolled (above their individualized BP targets) despite treatment with five or more antihypertensive agents, preferably including a mineralocorticoid receptor antagonist (MRA)–spironolactone, or eplerenone in cases of hormonal side effects–and a long-acting thiazide-like diuretic (chlorthalidone or indapamide) (Figure 12.1).517-519

12.2. Epidemiology of Resistant and Refractory Hypertension

The prevalence of RH varies due to several factors: (1) the clinical setting (population-based study, tertiary referral center, etc.), (2) optimization of prescribed antihypertensive drug classes and dosages, (3) prior assessment of treatment adherence, (4) accurate BP measurement, and (5) therapeutic targets defined by different guidelines. In population-based studies, the prevalence of RH is estimated to range from 6% to 18% among individuals with hypertension.1,517,520 A large meta-analysis reported a prevalence of 10.3% (95% CI, 7.6-13.2%) for true RH and 10.3% (95% CI, 6.0-15.5%) for pseudoresistant hypertension.520 In Brazil, the multicenter ReHOT study found a prevalence of 11.7% for RH.259 The prevalence of RfH among patients with RH ranges from 3.6% to 17.6% across different studies, given that its definition has been developed over the past 12 years.518,521-523

12.3. Pathophysiology

Accumulated evidence in recent years suggests that the development of RH is multifactorial, involving complex interactions among the CNS, kidneys, adrenal glands, heart, and baroreceptors. There is a sophisticated interplay between sympathetic overactivity and the RAAS, renal sodium handling, blood volume, arterial remodeling, endothelial dysfunction, the adrenocortical system, as well as genetic, environmental, psychosocial and factors and ancestry. However, a comprehensive understanding of these pathophysiological mechanisms remains incomplete.516,517,524,525

RH is primarily characterized by RAAS hyperactivity, resulting in sodium and fluid retention due to a hyperaldosteronism state. This condition is reflected by elevated aldosterone levels and suppressed renin activity, more pronounced in individuals of African descent, those with obesity, and those with higher salt intake.516,526-528 In contrast, RfH is less volume-dependent, as these patients, by definition, are on dual, potent DIU therapy.525 Thus, RfH is more strongly associated with sympathetic overactivity, evidenced by elevated HR, 24-hour urinary norepinephrine excretion, and systemic vascular resistance (SVR), as illustrated in Figure 12.2.516

Figure 12.2. Pathophysiology of resistant and refractory hypertension and its relationship with the proposed pharmacological therapy.

Figure 12.2

12.4. Diagnostic Evaluation

The diagnosis of RH requires the exclusion of conditions associated with pseudoresistance, which is estimated to occur in approximately 50% of patients initially diagnosed with RH (Figure 12.3).516,517,529,530

Figure 12.3. Causes of pseudoresistance.

Figure 12.3

12.4.1. Inadequate Blood Pressure Measurement Technique

It is essential to use a cuff size that fits the patient's arm circumference, especially in individuals with obesity, and to exercise caution when measuring BP in older adults with significant arterial stiffness, as this can lead to overestimation of BP values.516,517,530,531

12.4.2. White-Coat Effect

The WCE can lead to a false diagnosis of RH. Out-of-office BP monitoring, either using HBPM or ABPM, is mandatory for both the diagnosis and follow-up of patients with RH. ABPM is preferred over HBPM because it provides nighttime BP measurements, which are crucial for diagnosis and stricter BP control, in addition to being a strong prognostic marker.530-534

12.4.3. Therapeutic Inertia

Therapeutic inertia refers to delayed initiation of treatment, underdosing, use of inadequate therapeutic regimens, and delayed reassessment of treatment targets, all of which result in failure to adequately adjust the prescription.

12.4.4. Medication Nonadherence

The pharmacological treatment of RH necessarily involves polypharmacy, which reduces adherence, as adherence is inversely proportional to the number of doses prescribed. This is the main cause of pseudoresistance. Therefore, fixed-dose combinations are recommended whenever possible to improve treatment adherence.516,517,535

12.5. Clinical Approach

RH is associated with increased risk of CV events and mortality.532,536 Once true RH is confirmed, with an adequate antihypertensive regimen maintained for at least 30 days, the following diagnostic workup is recommended (Figure 12.4:1,517,530-532,537

Figure 12.4. Diagnostic approach to resistant hypertension.

Figure 12.4

  • Investigation of risk factors: sex and age, family history of premature CVD, obesity, central obesity, smoking, glycemic and lipid profile abnormalities, social determinants of health, and emotional disorders;

  • Assessment of subclinical HMOD: ABI, aortic stiffness (central pressure and PWV), LVH, albuminuria, stage 3 CKD, and carotid disease (carotid US);

  • Evaluation for established CVD and CKD: CAD, cerebrovascular disease, HF, PAD; hypertensive retinopathy; stages 4 or 5 CKD;

  • Investigation of SH: hyperaldosteronism, renovascular disease, obstructive sleep apnea (OSA). Investigation for OSA is recommended in patients with RH due to its high prevalence in this population, reaching up to 80%.538,539

Verification of a healthy lifestyle must be part of the clinical approach, as its implementation reduces the need for pharmacological treatment and lowers CV risk. Special emphasis should be placed on sodium and alcohol intake, as well as on addressing obesity, sedentary behavior, smoking, and illicit drug use.517,532

The clinical management of patients with RH is dynamic and requires constant vigilance, with individualized care and frequent assessment–intervention–reassessment cycles involving medication adherence, lifestyle, HMOD, and pharmacological optimization.519,536 A key part of screening and identifying these patients is confirming the two defining elements of RH: uncontrolled BP and adequate treatment. These patients should be followed in specialized hypertension centers that offer a multidisciplinary approach with trained professionals and access to the necessary diagnostic tools.531,540

12.6. Treatment

12.6.1. Non-Pharmacological Treatment

As with all patients with hypertension, NPMs must be implemented. Particular emphasis should be placed on reducing sodium intake,541 achieving and maintaining a healthy body weight, smoking cessation, engaging in regular physical activity, and managing stress.1,532

12.6.2. Pharmacological Treatment

The use of at least three different classes of antihypertensive agents with complementary pharmacological mechanisms is recommended. Typically, the preferred combination includes an RAAS blocker – either an ACE inhibitor or an ARB – combined with a long-acting dihydropyridine CCB and a thiazide DIU, preferably in fixed-dose combinations.45 Replacing a short-acting thiazide diuretic (such as HCTZ) with a long-acting thiazide-like diuretic, such as chlorthalidone or indapamide, may be considered, as RCTs have shown greater antihypertensive efficacy and a lower incidence of adverse effects on lipid profile, serum uric acid, and potassium, as observed in retrospective studies.1,542 However, some controversy remains following a head-to-head comparison between HCTZ and chlorthalidone.543

After 30 to 60 days of regular use of this therapeutic regimen, the patient should undergo ABPM (preferably) or HBPM.533,534 Uncontrolled BP on ABPM or HBPM confirms the diagnosis of true RH, at which point a fourth antihypertensive agent is indicated–preferably spironolactone at 25 to 50 mg/day (considering the hyperaldosteronism status).517,259,544 The most common adverse effect of spironolactone is gynecomastia. To minimize this, the dose may be reduced to 12.5 mg/day or the medication may be replaced with eplerenone, which lacks hormonal side effects but has a lower antihypertensive potency.545 Other adverse effects include hyperkalemia and deterioration of renal function, especially in patients with CKD who are on RAAS blockers.

Spironolactone should be used with caution in individuals with eGFR < 30 mL/min/1.73 m² and plasma potassium concentrations > 5.5 mEq/L, and may need to be replaced by another antihypertensive agent in cases of treatment-refractory hyperkalemia. Plasma potassium and eGFR should be monitored at intervals of at least 3 to 6 months.45,517 When spironolactone or other MRAs are not tolerated or are contraindicated, alternatives include sympatholytic agents258,544 or amiloride at doses of 10 to 20 mg/day, which has been shown to be as effective as spironolactone.1,516,517 The RCT by Lee et al.546 demonstrated that amiloride (up to 10 mg/day) was non-inferior to spironolactone (up to 25 mg/day) in reducing home SBP in patients with RH already on standard triple-drug therapy. BP control rates (< 130 mm Hg) were similar between groups, both in home and office measurements. However, in Brazil, amiloride is only available in 2.5 mg and 5 mg doses, in fixed combinations with hydrochlorothiazide or chlorthalidone.

Based pathophysiology, patients taking four classes of medications – including dual blockade with a thiazide and an MRA – theoretically no longer have hypervolemia or hyperaldosteronism as causal factors for uncontrolled BP. If BP remains above target levels, the next step is to reduce sympathetic overactivity through the use of sympatholytic agents such as central alpha agonists (eg, clonidine), alpha-blockers (eg, doxazosin), or BBs, preferably bisoprolol, carvedilol, or nebivolol. Bisoprolol and nebivolol are highly selective for β1-receptors. Carvedilol and nebivolol have vasodilatory effects and do not adversely affect the metabolic profile1,259,517,544,545 (Figure 12.5).

Figure 12.5. Treatment flowchart.

Figure 12.5

In certain individualized cases, modifications to the treatment regimen should be considered:547

  • Consider replacing the thiazide DIU with a loop DIU in patients with eGFR < 30 mL/min/1.73 m². Chlorthalidone may also used when eGFR is between 15 and 30 mL/min/1.73 m².548

  • Carefully evaluate specific clinical scenarios such as AF, HF, or CKD, in which the initial triple therapy may require different drug classes. In some cases, there may be an indication to include a BB in the initial triple-drug therapy (see Chapter 7).1,45,517

  • For patients intolerant to calcium channel blockers (CCBs) due to side effects such as lower-limb edema–a common cause of treatment discontinuation and poor BP control–alternative dihydropyridine CCBs such as manidipine, lercanidipine, or levamlodipine may be prescribed. In carefully selected cases, a non-dihydropyridine CCB such as diltiazem or verapamil may be considered.1,45,517

  • When CCBs cannot be used, a BB – preferably one with vasodilatory action and no negative metabolic effects, such as nebivolol or carvedilol – may be considered.1,45,517

  • Low doses of furosemide in combination with chlorthalidone and spironolactone (sequential nephron blockade) in patients with eGFR > 30 mL/min/1.73 m² have shown promising results in randomized trials.549

12.6.3. Perspectives

New medications are currently being researched and developed and may play a role in the treatment of RH and RfH. These include endothelin receptor antagonists, aldosterone synthase inhibitors, novel MRAs, and agents that inhibit hepatic production of angiotensinogen (RNA interference therapies), as well as aminopeptidase A inhibitors and atrial natriuretic peptides, as detailed in Chart 15.2 of Chapter 15.236,530,550-557Nonetheless, several gaps remain to be addressed in the management of RH and RfH.

Chart 15.2. Novel drug strategies for treatment of hypertension.
DRUG/CLASS RESULTS OF PIVOTAL TRIALS
1. Neprilysin inhibitor + angiotensin II receptor blocker
Sacubitril/Valsartan550 Significant reduction in central pressure, 24-hour BP, and nocturnal BP, with reversal of nighttime BP dipping. Indicated for HFrEF and hypertension with HF (secondary prevention). Not to be combined with ACEIs or ARBs
2. Nonsteroidal mineralocorticoid receptor antagonists
Finerenone236,551 Reduces renal and CV events in diabetics when added to maximum tolerated RAAS blockade. Less of an antihypertensive effect than spironolactone
Apararenone, Esaxerenone, and Ocedurenone633-635 These 3 MRAs are at different stages of development. • Esaxerenone reduced BP, decreased albuminuria, and was well tolerated and effective in controlling nocturnal hypertension, especially in older adults. • The BLOCK-CKD trial demonstrated that ocedurenone is effective in reducing SBP in several patient subgroups, including those with diabetes, very high albuminuria, and different stages of CKD. In a phase II study of patients with RH, ocedurenone (KBP-5074) 0.5 mg reduced office BP from −6.9 to −13.1 mm Hg, depending on the dose and subgroup, with a favorable safety profile.636 • Apararenone is a nonsteroidal MRA that still requires further clinical trials to determine its efficacy, tolerability, and safety.637
3. Aldosterone synthase inhibitors (selective CYP11B2 inhibitors)638
Baxdrostat552,639 BrigHTN1: phase II trial - efficacy and safety of baxdrostat in patients with resistant hypertension. SBP decreased by −20.3, −17.5, and −12.1 mm Hg respectively with 2 mg, 1 mg, and 0.5 mg baxdrostat vs. −9.4 mm Hg in the placebo group. Good tolerability and safety. Dose-dependent increase in serum potassium levels. Ongoing phase III clinical trial – 1 mg and 2 mg vs. placebo in RH
Lorundrostat640-643 Target-HTN: phase II. Reduced BP in a small study of patients with RH. Six participants had hyperkalemia > 6.0 mEq/L. The Launch-HTN RCT with 1083 patients showed a significant decrease in automated office SBP in the treatment group (-16.9 mm Hg vs. −7.9 mm Hg in the placebo group), but with 50% mild and moderate adverse events
Dexfadrostat Tested in a small group of patients with primary hyperaldosteronism with promising results644
Vicadrostat Still in phase 1 trials in healthy volunteers
4. Dual endothelin A/endothelin B (ETA/ETB) receptor antagonist
Aprocitentan554,645 Office SBP reduced –15.3 mm Hg (12.5 mg dose) and –15.2 mm Hg (25 mg dose) vs. –11.5 mm Hg with placebo (p = 0.005) in the PRECISION trial Adverse effects: mild to moderate edema in 9% (12.5 mg dose) and 18% (25 mg dose). FDA-approved in March 2024, in combination with other antihypertensives646
5. Small interfering RNAs targeting hepatic angiotensinogen
Zilebesiran556,547 Antisense oligonucleotides that inhibit RNA translation and reduce hepatic angiotensinogen synthesis Subcutaneous administration (250 to 500 mg) every 3 to 6 months • Phase I trial: Reduction in 24-hour BP for 24 weeks. Mild injection site reactions • Phase II trial (Kardia-1): sustained reductions in angiotensinogen and 24-h SBP (–12.84 mm Hg) in patients with mild and moderate hypertension for up to 6 months
IONIS-AGT-LRx557 Antisense inhibitor administered subcutaneously. Initial studies demonstrated safety, significant reduction in angiotensinogen levels compared to placebo, and trends in BP reduction
Brain aminopeptidase A inhibitors
Firibastat648,649 Aminopeptidase A is the enzyme responsible for catalyzing angiotensin III synthesis and is a potential druggable target for the treatment of hypertension. Safe and effective in phase II trials; a phase III trial is planned
6. SGLT2 inhibitors
Empagliflozin and Dapagliflozin650,651 Several meta-analyses have confirmed the ability of SGLT2 inhibitors to modestly reduce BP in patients with T2DM. It is a class effect. In one meta-analysis of 43 RCTs including 22, 528 patients, the antihypertensive effect was −2.5 mm Hg in SBP and −1.5 mm Hg in DBP. Another analysis of 7 RCTs including 2381 participants assessed the effects of SGLT2 inhibitors on 24-hour ABPM. The reduction was −3.6 mm Hg in SBP and −1.7 mm Hg for 24-hour DBP on ABPM, regardless of SGLT2 inhibitor dose.

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; ACEI: angiotensin-converting enzyme inhibitor; ARB: angiotensin ii receptor blocker; BLOCK-CKD: Blood Pressure in Chronic Kidney Disease; BP: blood pressure; BrigHTN1: Baxdrostat in Resistant Hypertension; CKD: chronic kidney disease; CV: cardiovascular; DBP: diastolic blood pressure; ETA: endothelin receptor A; ETB: endothelin receptor B; FDA: Food and Drug Administration; HF: heart failure; HFrEF: heart failure with reduced ejection fraction; MRA: mineralocorticoid receptor antagonist; RAAS: renin-angiotensin-aldosterone system; RCT: randomized controlled trial; RH: resistant hypertension; SBP: systolic blood pressure; SGLT2: sodium–glucose cotransporter 2 inhibitors; Target-HTN: Trial on the Safety and Efficacy of MLS-101 in Patients With Uncontrolled Hypertension.

12.6.4. Renal Denervation

Renal sympathetic denervation (RSD) is a procedure that uses radiofrequency or US to ablate the renal sympathetic nerves. This results in increased renal blood flow, inhibition of the RAAS, and suppression of sympathetic activity in the heart and vessels through brain signals.558 However, results have been highly variable, largely due to the lack of standardized and well-defined procedural protocols. Two major trials have investigated RSD in patients with RH: the Radiance-HTN Trio (US ablation) and Simplicity HTN-3 (radiofrequency ablation). The Simplicity HTN-3 trial, which included 535 participants (171 in the sham control group), did not demonstrate a significant reduction in 24-hour ambulatory SBP compared to the control group (−2.0 mm Hg; 95% CI, −5.0 to 1.1; p = 0.98).559 In contrast, the Radiance-HTN Trio trial showed a significant reduction of −6.3 mm Hg (95% CI, −9.3 to −3.2; p < 0.0001).560 A recent meta-analysis evaluating patients with uncontrolled hypertension (not exclusively those with RH) included 15 clinical trials with a total of 2,581 patients (1,723 undergoing RSD and 858 in the sham group). It found a reduction of −2.23 mm Hg (95% CI, −3.56 to −0.90; p = 0.001) in 24-hour ambulatory SBP, −6.39 mm Hg (95% CI, −11.49 to −1.30; p = 0.01) in office BP, and −6.08 mm Hg (95% CI, −11.54 to −0.61; p = 0.03) in home BP among those on antihypertensive treatment.561 Therefore, RSD may be considered as an adjunctive intervention to achieve BP targets in selected patients with RH and RfH, in an individualized and shared decision-making approach with the patient.45

Key messages on resistant and refractory hypertension
RH and RfH are associated with an increased risk of CV events, renal complications, and mortality.
The diagnosis of RH and RfH requires accurate office BP measurements using adequate technique and equipment, along with the mandatory exclusion of pseudoresistance through ABPM (preferably) or HBPM.
Management of RH and RfH involves the use of three or more classes of antihypertensive medications with synergistic effects at the maximum tolerated doses.
RH is primarily characterized by RAAS hyperactivity and a hyperaldosteronism state. In contrast, RfH is mainly driven by sympathetic overactivity as its key pathophysiological component. Understanding the underlying pathophysiology leads to more effective therapeutic choices.
New medications are being studied with promising results (see Chapter 15), and the use of RSD to achieve BP targets remains controversial.

RH: resistant hypertension; RfH: refractory hypertension; CV: cardiovascular; HBPM: home blood pressure monitoring; RAAS: Renin-Angiotensin-Aldosterone System; RSD: Renal sympathetic denervation; BP: blood pressure.

Recommendations for the management of resistant and refractory hypertension Strength of recommendation Certainty of evidence
It is recommended that patients with RH and RfH be followed in specialized hypertension centers capable of providing a multidisciplinary approach with trained professionals and appropriate diagnostic resources. WEAK LOW
It is recommended to investigate CV risk factors, HMOD, and secondary causes of hypertension in patients with RH and RfH. STRONG HIGH
ABPM is preferred to confirm the diagnosis of RH and RfH, if available; otherwise, HBPM should be used. STRONG MODERATE
A BP target of < 130/80 mm Hg is recommended for patients with RH or RfH. WEAK LOW
It is recommended to combine a RAAS blocker (ACE inhibitor or ARB) with a CCB and a thiazide diuretic, preferably in a single-pill combination. STRONG HIGH
It is recommended to replace short-acting thiazide diuretics (eg, hydrochlorothiazide) with long-acting thiazide-like diuretics such as chlorthalidone or indapamide. WEAK LOW
If hormonal side effects occur with spironolactone, replacement with eplerenone is recommended. WEAK HIGH
If BP remains above target levels despite the use of four medications, the fifth medication should target sympathetic overactivity: sympatholytic agents (central alpha agonists such as clonidine; alpha-blockers such as doxazosin; or beta-blockers, preferably bisoprolol, carvedilol, or nebivolol). WEAK LOW
Careful evaluation is recommended in specific clinical scenarios such as AF, HF, or CKD, in which the initial triple therapy may require different drug classes, including indications for BB use in the initial regimen. STRONG MODERATE
RSD may be considered as an adjunctive procedure to achieve BP targets in patients with RH and RfH, in an individualized and shared decision-making approach. WEAK LOW

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; HBPM: home blood pressure monitoring; RfH: refractory hypertension; RH: resistant hypertension.

13. Adherence to Antihypertensive Treatment

Adherence to treatment and persistence with treatment recommendations are critical issues in the management of hypertension, affecting clinical outcomes and healthcare costs.8 Adherence to antihypertensive treatment includes the patient's compliance with the prescriptions and recommendations of doctors and other healthcare providers regarding pharmacotherapy and NPMs.8,562 In this context, treatment persistence, defined as the time from start of therapy to discontinuation of therapy, should also be considered.563

Studies indicate that a substantial proportion of patients with chronic CV do not adhere to prescribed treatments, pharmacotherapeutic or otherwise. A WHO publication found that approximately 50% of patients with chronic diseases do not take their medications as prescribed, leading to increased rates of hospitalization, morbidity, and mortality.43 One study that specifically evaluated patients in treatment for CVD revealed that low adherence could affect 40%–60% of them, particularly those prescribed polypharmacy regimens.564

13.1. Measuring Adherence

Measuring adherence to both pharmacological and nonpharmacological treatment recommendations is complex, involving both direct and indirect approaches. Direct methods primarily consist of quantifying drug levels or their metabolites in blood or urine, providing concrete evidence of intake, but they are often impractical for routine monitoring.565 Indirect methods are most commonly used and include patient self-reports, pill counts, pharmacy refill data, and electronic monitoring systems, the latter of which can record the date and time a medication container is opened.566

Each method has its advantages and limitations. For instance, self-reporting is simple and inexpensive, but can be biased due to patients’ desire to demonstrate adherence. Pill counts are also easy to implement, but can be manipulated by patients. Pharmacy refill records provide an objective measure of the continuity of medication supply, but do not confirm actual intake. Electronic monitoring is considered the gold standard among indirect methods due to its greater accuracy in capturing dosage patterns over time, but it is more costly, subject to bias if the container is opened but the medication it not actually taken, and can also be interpreted as intrusive. Combining these methods is often recommended to provide a more comprehensive assessment of adherence in both clinical and research settings.566

Adherence to pharmacotherapy is often quantified using various cutoff points and categorized into distinct levels, which facilitates understanding of patient behavior and treatment effectiveness. Most commonly, adherence to recommendations is defined as "high" if 80% or greater, "average" if 50–79%, and "low" when less than 50%.566

The WHO suggests that adherence levels above 80% are generally necessary to achieve optimal therapeutic outcomes in most chronic conditions.43 However, the great individual and phenotypic variability of patients with hypertension may determine different needs for minimum treatment adherence for the successful prevention of adverse outcomes.

13.2. Evidence

In addition to robust evidence that controlling hypertension promotes significant reductions in deaths and CV and renal events, both in primary and secondary prevention, there are also studies demonstrating the relationship between adherence to antihypertensive treatment and reduction in relevant clinical outcomes.120,567-570

Liu et al. evaluated the association between adherence to CV medications and the risk of CV events, stroke, and all-cause mortality, both in primary and secondary prevention.571 More than 4 million patients across 46 observational studies were included in the analysis, with a mean Newcastle–Ottawa quality assessment score of 7.9 (out of 9) and a mean follow-up period of 4.6 years.569 Regarding antihypertensive medication, dose-response analysis indicated that a 20% increase in adherence was associated with a 17% [0.83 (0.78-0.89)] reduction in the RR of stroke and a 12% reduction in the RR of death [0.88 (0.82-0.94)]. Based on the generally satisfactory quality of the primary studies, and as the only publication to evaluate the dose-dependent relationship between adherence and reduction of CV events, this review provided moderate certainty of evidence according to the GRADE system.571

Lee et al., in another systematic review, estimated the overall prevalence and consequences of low adherence to antihypertensive medications among adult patients with hypertension. The analysis included several methods of measuring treatment adherence and involved 161 observational studies. The results indicated that low adherence to antihypertensive medication was associated with an increased odds ratio (OR) of death [1.38 (95% CI, 1.35-1.41)]. Improved adherence to antihypertensive medication was associated with a 25% reduction [0.75 (0.73-0.76)] in the RR of death. However, these results were based on only two studies enrolling 1,653,763 patients with a mean follow-up of 4.5 years.572

13.3. Strategies

An overview of systematic reviews evaluated the evidence of effectiveness of the various strategies employed to increase adherence to antihypertensive treatment (Table 13.1). Among the strategies analyzed, the study revealed significant positive effects of interventions related to pharmaceutical care, self-monitoring, and the use of mobile applications and SMS-based alerts, which can be used in primary health care settings to improve treatment adherence in adults with hypertension. A Cochrane review reported low-certainty evidence regarding the effects of mobile phone-delivered interventions to improve adherence to medications prescribed for the primary prevention of CVD, and moderate-certainty evidence that these interventions do not result in harm.573

Table 13.1. Results achieved in terms of adherence to pharmacotherapy for hypertension through strategies involving pharmaceutical professionals, other healthcare professionals, mobile applications, and subsidies.

Intervention Outcome
Pharmacist-based
Clinical pharmacist on team Adherence increased by 45.4%
Pharmaceutical care services Improved continuity and adherence
Telephone counseling and reminders Increased adherence
Bundle including medication management, education, visits/follow-up contact Adherence increased by 67%
Other professionals
Group relaxation; educational booklets; contracts setting behavioral goals and rewards Better adherence; less treatment discontinuation
Intensive interventions/counseling by CHWs Adherence increased by 26% and 17%, respectively
Group-based training, education, telephone calls • Adherence increased by 16% with training, and 26.4% with educational actions • 3% reduction in medication discontinuation with telephone calls
Blister packaging, case management, face-to-face education, education plus behavior support Benefit from intervention and collaborative care
Self-monitoring, mobile apps, text messages
Automonitoramento da pressão arterial • Effect on adherence (SMD = 0.21; 95% CI 0.08 to 0.34; I2=43%) • No significant effect on patient adherence as determined by pharmacy refill data
eHealth, apps, telephone calls Improved adherence • eHealth (RR = 0.79; 95% CI, 0.48 to 1.01; I2=91.3%) • Application (RR = 0.55; 95% CI, 0.33 to 0.93; P = 0.004) • Telephone calls (RR = 0.44; 95% CI, 0.09 to 2.13; I2= 90.7) • Blood pressure telemonitoring (RR = 0.99; 95% CI, 0.92 to 1.05; I2= 44.2) • E-mails (RR = 0.26; 95% CI, 0.11 to 0.61) • Website had no effect on adherence (RR = 1.01; 95% CI, 0.84 to 1.22; I2 = 0)
mHealth Improved adherence, although not statistically significant
App Improved adherence
App Improved blood pressure and medication adherence
Home blood pressure monitoring Similar adherence between groups at 8 weeks
Weekly text messages with reminders, self-report monitoring, appointment scheduling Did not show benefit
Subsidized prescription medications
Subsidies Offering full coverage of antihypertensive medications was associated with a 9% absolute increase in adherence (P = 0.0340)

aapp: mobile application; CHW: community health worker; SMD: standardized mean difference; RR: relative risk. Adapted from: da Silva et al.576

In another review, reducing the number of daily doses appeared to be effective in increasing adherence to blood pressure-lowering medication and should be tried as a first-line strategy, although there is less evidence of a blood pressure-lowering effect.574 The work of multidisciplinary teams is essential to improving adherence to antihypertensive treatment.575 These interventions can be implemented alone or in combination, depending on the local context.

Barriers to implementing these interventions identified as significant included low digital literacy, limited access to technology, the cost of medications, and the health status of patients; on the provider side, they included lack of integration into workflow, insufficient human resources, incipient training, and difficult-to-use electronic systems. Significant facilitators of adherence were related to socioeconomic factors, a good relationship between patients and the health service/providers, and provider-side factors. On the health system side, the main facilitator was improved access to healthcare services.576

13.4. Recommendations

WHO lists five groups of factors that impact adherence to treatment of hypertension: patient-related, disease-related, therapy-related, health systems-related, and socioeconomic factors.43 Recommendations of strategies to improve adherence to treatment of hypertension, as well as challenges in their implementation, are summarized in Figure 13.1 (adapted and modified from WHO).

Figure 13.1. Factors that negatively and positively influence adherence to treatment of hypertension.43.

Figure 13.1

Key messages on adherence to hypertension treatment
Increased adherence to antihypertensive pharmacotherapy reduces the risk of CV outcomes, renal outcomes, and all-cause mortality.
A 20% improvement in adherence to antihypertensive pharmacotherapy reduces the relative risk of stroke by 17% and of death from all causes by 12%.
Recommendation for adherence to antihypertensive treatment Strength of Recommendation Certainty of Evidence
Strategies involving the work of a multidisciplinary team, subsidies, communication/education resources, and mobile applications are recommended to improve adherence to antihypertensive treatment. WEAK LOW

14. Best Practices in the Care of People With Hypertension in Primary Health Care Settings Within the Brazilian Unified Health System

14.1. The Brazilian Unified Health System and its Importance to Hypertension Control

Primary health care centers (Unidades Básicas de Saúde, UBS) are an integral part of the SUS. Based at these centers, Family Health Teams (Equipes de Saúde da Família, ESF) carry out a series of care activities, including prevention, diagnosis, and treatment. Primary health care (PHC) facilities represent the main gateway or point of entry to the system, meeting individual and collective needs.577

Federal Law nº 8,080 of September 19, 1990,577 establishes the conditions for the promotion, protection, and recovery of health, as well as the organization and functioning of the corresponding services, instituting the SUS. Over 30 years since its creation, the SUS, the largest publicly funded health system in the world, serves more than 190 million people a year, comprehensively and always free at the point of care, providing care of such complexity that it needs to be organized into different levels of health care and assistance to function properly. The levels of health care and assistance in Brazil are established by Ordinance 4,279 of December 30, 2010, which defines the guidelines for the organization of the Health Care Network (RAS) within the SUS: primary, secondary, and tertiary care.578

These levels are used to organize the treatments and other services offered by the SUS based on parameters determined by the WHO, with the aim of protecting, restoring, and preserving the health of citizens with equity, quality, and resolutive capacity. As the preferred point of entry to the SUS for users, PHC provides a setting in which the majority of health problems can be addressed, or referred for specialized (secondary and tertiary) care as needed otherwise.578

14.1.1. Primary Health Care

PHC facilities carry out activities and provide services focused on prevention, health promotion, diagnosis, and treatment. These include tests, routine visits with multidisciplinary teams, and access to specialized family health practitioners, who work to ensure the provision of comprehensive health care in their catchment area.578

At the primary care level, professionals come together to work not only in healthcare facilities, but also in public spaces in the community, schools, and make house calls, as well as offer integrative and complementary practices.578

Beyond providing clinical care, the goal is to remain close to people in the community and promote health and quality of life within the community. Such prevention, awareness, and education work is important not only to improve quality of life, but also to optimize the utilization of healthcare resources, preventing diseases and conditions that might require hospitalization and treatment, such as hypertension, DM, sedentary lifestyle, obesity, dyslipidemia, CVD, and CKD.578

The pursuit of hypertension control is one of the strategic purposes of PHC. Within the SUS framework, the general practitioner or family physician, working alongside the multidisciplinary team at the corresponding level of complexity, are in charge of the care of patients with hypertension. It is up to the general practitioner/family physician to refer patients to higher levels of complexity and provide follow-up care after specialist assessment (counter-referral), with the necessary guidance provided by the specialist in a specific report.578

There are currently 48,161 primary health care centers in Brazil, and it is impossible to outline strategies to improve the prevention, diagnosis, treatment, and control of hypertension in the country without relying on this network. The Brazilian PHC network can provide care to an average of 564,232 patients a day. People are encouraged to seek care at the primary care facility closest to their home for essentially all of their health needs, except in life-threatening emergencies, when care should be sought at 24-hour freestanding emergency departments, general hospitals, or other intermediate- and high-complexity services designated for this purpose.578

14.1.2. Specialist Care

Within the SUS framework, specialist care is divided into two levels: secondary and tertiary, which correspond, respectively to intermediate-complexity (usually outpatient) and high-complexity (usually inpatient) care. Intermediate-complexity care is provided by specialist services based in hospitals and outpatient clinics and involves such specialties as cardiology, nephrology, endocrinology, and neurology, among others.578 Such care is currently concentrated at freestanding emergency departments, which have capacity to serve 150 to 450 patients per day per facility.578

Another component of specialist care is the nationwide emergency medical service (EMS), SAMU 192, which aims to provide timely prehospital care to victims of urgent or emergency conditions that could lead to suffering, life-altering, or even life-ending consequences. SAMU 192 covers 85.89% of the Brazilian population, with 190 dispatch centers across the country.578

Within this context, PHC is the most appropriate setting for prevention, diagnosis, treatment, and control of hypertension. According to the 2019 Brazilian National Health Survey (PNS),579 among people aged 18 or older who reported a medical diagnosis of hypertension, 72.2% had received medical care in the last 12 months through the SUS. In 46.6% of cases, the diagnosis was made at a primary health center, and 45.11% obtained at least one medication for hypertension management via the "Aqui Tem Farmácia Popular" subsidized prescription drug program. Furthermore, in many places, patients collect their medications directly from their local primary health center.579

Key messages about primary health care within the Brazilian Unified Health System and hypertension
PHC facilities serve as the point of entry to the Unified Health System (SUS) and provide services focused on prevention, health promotion, diagnosis, and treatment.
Beyond providing clinical care, the goal is to remain close to people in the community and promote health and quality of life within the community.
The pursuit of hypertension control is one of the strategic purposes of PHC. Within the SUS framework, the general practitioner or family physician, working alongside the multiprofessional team at the corresponding level of complexity, are in charge of the care of patients with hypertension.
There are currently 48,161 primary health care centers in Brazil, and it is impossible to outline strategies to improve the prevention, diagnosis, treatment, and control of hypertension in the country without relying on this network.
PHC is the most appropriate setting to optimize the prevention, diagnosis, treatment, and control of hypertension.

PHC: primary health care.

14.2. Active Case-Finding of Hypertension

Considering that hypertension is usually asymptomatic, active case-finding is widely justified, as early diagnosis and effective treatment reduce the risk of complications. Therefore, it is recommended that every adult individual (age ≥ 18 years), at every interaction with the health system, should always have their BP measured by a trained professional, preferably with a validated, automated, oscillometric arm sphygmomanometer.46 The BP measurement should be communicated to the individual, preferably in writing and properly expressed (eg, 134/76 mm Hg, not just "13 over 7"). Ideally, everyone should have their BP measured at least once annually, especially those with a family history of hypertension, older adults, and those with comorbidities, including DM, obesity, CVD, or CKD. The healthcare provider who obtains the BP measurement must be instructed to take at least three measurements. If the average of the last two measurements is ≥140/90 mm Hg, the person must be referred to their local primary care center for an appointment.46 BP measurements must be confirmed at first intake, during the actual appointment and at subsequent visits, always following the BP measurement protocol described below. The frequency of subsequent visits should be assessed individually, taking into account whether targets are being achieved and any comorbidities are under control.

14.3. Blood Pressure Measurement Protocol: Necessary Precautions

Proper BP measurement results in greater accuracy in the diagnosis and care of individuals with hypertension. The steps recommended below must be strictly followed with respect to the person whose BP is being measured, the person obtaining the measurement, and the equipment used to obtain it. Validated automated oscillometric arm BP monitors (as long as they are certified by INMETRO or other recognized institutions) are preferred, as they are proven to offer accurate and reliable BP measurements, are easier to handle, obviate the need for a stethoscope, require less sophisticated training, and are comparable in cost to auscultatory sphygmomanometers, the use of which requires additional precautions, particularly calibration every 6 months, which is not widely available.46

The necessary precautions for proper BP measurement are summarized in Figure 14.1. Following these steps ensures that diagnosis and subsequent management of hypertension will be more accurate and appropriate.46

Figure 14.1. Essential precautions for proper blood pressure measurement.

Figure 14.1

14.4. Diagnosis of hypertension

Individuals are considered hypertensive if office BP measurements obtained on at least two occasions, days or weeks apart, yield an SBP ≥ 140 mm Hg and/or DBP ≥ 90 mm Hg. Anyone who is already taking antihypertensive medication or has HMOD should be considered to have AH even if their BP values are <140/90 mm Hg. Individuals with an SBP 120–139 mm Hg and/or a DBP 80–89 mm Hg are considered to have prehypertension. BP is normal when <120/80 mm Hg. Hypertension is also classified into stages (1 to 3), as shown in Chart 14.1. Individuals with prehypertension must receive appropriate guidance for the primary prevention of hypertension, as described in Chapters 3 and 6.

Chart 14.1. Classification of BP from in-office measurement, ages 18 and older.

Classification of BP SBP (mm Hg) DBP (mm Hg)
Normal BP < 120 and < 80
Prehypertension 120-139 and/or 80-89
Stage 1 hypertension 140-159 and/or 90-99
Stage 2 hypertension 160-179 and/or 100-109
Stage 3 hypertension ≥ 180 and/or 110

BP: blood pressure; SBP: systolic blood pressure; DBP: diastolic blood pressure.

*

Classification follows office BP and the highest BP level, either systolic or diastolic.

**

Isolated systolic hypertension, characterized by SBP ≥ 140 mm Hg and DBP < 90 mm Hg, is classified into stage 1, 2, or 3 according to SBP values at the intervals indicated.

***

Isolated diastolic hypertension, characterized by SBP < 140 mm Hg and DBP ≥ 90 mm Hg, is classified into stage 1, 2, or 3 according to SBP values at the intervals indicated.

Recommendations for blood pressure measurement Strength of recommendation Certainty of evidence
It is recommended that prehypertension be classified as SBP between 120-139 mm Hg or DBP between 80-89 mm Hg in the office, with the aim of early identification of at-risk individuals and to encourage proactive, non-pharmacological interventions to prevent progression to hypertension. STRONG MODERATE
It is recommended that the diagnosis of hypertension be made when office BP is ≥ 140 and/or 90 mm Hg on two separate occasions, and classified into stages 1, 2, or 3 according to the highest SBP or DBP value. STRONG MODERATE
BP measurements must be obtained using proper technique and equipment. STRONG MODERATE
The use of automated devices reduces errors and makes it easier to obtain BP measurements. STRONG MODERATE
It is recommended to assess for orthostatic hypotension in at-risk groups (older adults, patients with diabetes, autonomic dysfunction, or using antihypertensive medications). STRONG HIGH
It is recommended to use ABPM or HBPM to confirm the diagnosis of hypertension and monitor treatment STRONG HIGH

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; BP: blood pressure; DBP: diastolic BP; HBPM: home blood pressure monitoring; NPM: nonpharmacological measures; SBP: systolic BP.

14.5. Clinical and Complementary Assessment of the Patient with Hypertension

Once the diagnosis of hypertension has been established, the patient must undergo a clinical, laboratory, and imaging workup.4,45 This assessment aims to: 1. Identify potential systemic complications of hypertension; 2. Identify the CVRFs associated with hypertension; and 3. Screen for the main secondary causes of hypertension, on the basis of clinical and laboratory findings. Chart 14.2 describes the key points of clinical assessment.

Chart 14.2. Initial clinical assessment of the patient with hypertension1,45.

History:
• Disease duration, symptoms (rare), presence of risk factors for primary hypertension (age, biological sex, race/skin color, heredity/family predisposition, overweight, excess salt intake, sedentary lifestyle, alcohol use, tobacco smoking). • Absence of risk factors (10%) in individuals with severe hypertension or hypertension that is resistant to treatment with three antihypertensive agents at maximum dose suggests secondary causes (primary kidney disease, renal artery stenosis, primary hyperaldosteronism, pheochromocytoma, Cushing syndrome, etc.). See Chapter 4. • The review of systems may reveal hypertension-mediated organ damage to the heart, kidneys, brain, retina, and peripheral arteries (the "target organs" of hypertension). Patients should be screened for dyspnea on exertion, edema, nocturia, anemia (indicative of heart failure and/or kidney failure), chest pain on exertion (indicative of myocardial ischemia), and intermittent claudication (indicative of peripheral arterial insufficiency).
Physical Examination:
• Anthropometric measurements: weight, height, BMI (weight/height2), waist circumference, mid-upper arm circumference, and careful measurement of BP in the sitting, lying, and standing positions. • Cardiovascular and respiratory system: apex beat displaced to the left, presence of a 3rd and/or 4th heart sound, pulmonary crackles, lower-extremity edema, hepatomegaly, arrhythmias (extrasystole and atrial fibrillation), loud second heart sound (A2 and/or P2) and valve murmurs, all of which may be secondary to enlargement of the chambers of the heart. • Comparative palpation of the carotid, radial, abdominal aortic, dorsalis pedis, and posterior tibial pulses may demonstrate evidence of peripheral artery disease. Abdominal or flank bruits may be indicative of renal artery stenosis.

BP: blood pressure; BMI: body mass index.

In addition to clinical examination, patients with hypertension require a minimum laboratory workup evaluation that must be repeated annually (additional tests may be ordered as indicated) (Chart 14.3). These tests are available at all primary health centers and are essential for detecting the most common causes of secondary hypertension, HMOD, and CVRFs associated with hypertension1,45 (Chapter 4).

Chart 14.3. Minimum workup for the patient with hypertension.

Complementary tests Indication
Urinalysis Detect primary renal disease (urinary protein-to-creatinine ratio > 1.0 g/g; glomerular hematuria with red cell dysmorphism or red blood cell casts) or renal impairment (proteinuria or albuminuria)
Albumin-to-creatinine ratio in spot urine sample Assess early renal impairment and HMOD Abnormal if > 30 mg/g
Plasma potassium Decreased: assist in the diagnosis of primary or secondary hyperaldosteronism and/or diuretic use Increased: kidney failure and/or ACEI, ARB, MRA use
Plasma creatinine Assess renal function: estimate the glomerular filtration rate using the CKD-EPI formula; adjust diuretic therapy; assess CV risk
Fasting blood glucose and HbA1c Diagnose diabetes mellitus and assess glycemic control; access CV risk
Serum total cholesterol, HDL-c, and triglycerides* Diagnose and manage dyslipidemias; assess CV risk
Uric acid Assess CV risk, particularly in men
Standard electrocardiogram** Assess cardiac involvement (hypertrophy, old myocardial infarction) and cardiac arrhythmias; assess CV risk

ACEI: angiotensin-converting enzyme inhibitors; ARB: angiotensin II receptor blockers; CKD-EPI: Chronic Kidney Disease-Epidemiology Collaboration; CV: cardiovascular; HMOD: hypertension-mediated organ damage; MRA: mineralocorticoid receptor antagonists.

*

LDL cholesterol is calculated using the formula: LDL-c = total cholesterol – (HDL-c + triglycerides/5) (if the triglyceride level is below 400 mg/dL).

**

Criteria for diagnosis of left ventricular hypertrophy (LVH): Sokolow-Lyon: SV1 + RV5,6 > 35 mm; Cornell voltage criteria: RaVL + SV3 > 20 mm (female), > 28 mm (male).

14.6. Risk Stratification after Clinical Assessment and Workup

Integration of data from clinical assessment and complementary tests allows stratification of individuals with hypertension into risk categories: "no additional risk"; "low risk"; "moderate risk" and "high risk" or "very high risk". Whenever possible, it is recommended that CV risk be assessed with the AHA PREVENT formula,580 which is available online via the following link: https://professional.heart.org/en/guidelines-and-statements/prevent-calculator. If this is unavailable, CV risk may be stratified as described in Chart 14.4. This risk stratification is the basis for defining individual needs, subsequent care pathways, priorities, and the range of services to be provided to people with hypertension within PHC.

Quadro 14.4. Classificação dos estágios de HA de acordo com o nível de PA, presença de FRCV, LOA ou DCV estabelecida.

FRCV, presença de LOA ou DCV BP (mm Hg)
Prehypertension SBP 130-139 DBP 85-89 Stage 1 SBP 140-159 DBP 90-99 Stage 2 SBP 160-179 DBP 100-109 Stage 3 SBP ≥ 180 DBP ≥ 110
No CV risk factors Low risk Low risk Moderate risk High risk
1 or 2 CV risk factors Low risk Moderate risk High risk High risk
≥ 3 CV risk factors Moderate risk High risk High risk High risk
HMOD, stage 3 CKD, or DM High risk High risk High risk Very high risk
Established CVD or stage ≥ 4 CKD Very high risk Very high risk Very high risk Very high risk

BP: blood pressure; CKD: chronic kidney disease; CV: cardiovascular; CVD: cardiovascular disease (myocardial infarction, heart failure, stroke, peripheral vascular disease); DBP: diastolic blood pressure; DM: diabetes mellitus; SBP: systolic blood pressure; HMOD: hypertension-mediated organ damage. CV risk factors considered in this analysis: Male sex; age: > 55 years for men and > 65 years for women; premature CVD in first-degree relatives (men < 55 years and women < 65); smoking; dyslipidemia: LDL-cholesterol ≥ 100 mg/dL and/or non-HDL cholesterol ≥ 130 mg/dL and/or HDL-cholesterol ≤ 40 mg/dL in men or ≤ 50 mg/dL in women and/or triglycerides ≥ 150 mg/dL; obesity: body mass index ≥ 30 kg/m².

Recommendations for clinical and complementary assessment and subsequent risk stratification of individuals with prehypertension and hypertension Strength of recommendation Certainty of evidence
It is recommended to obtain the patient's medical history and perform a physical examination to obtain a more accurate diagnosis and help identify secondary causes of hypertension and HMOD. STRONG LOW
It is recommended to assess CV risk factors and HMOD ideally in all patients at the time of hypertension diagnosis and repeat this assessment at least annually, with the choice of method depending on available resources. STRONG LOW
It is recommended to assess for kidney disease and classify it according to KDIGO 2024 guidelines. STRONG MODERATE
It is recommended to assess CV risk using the PREVENT score (Predicting Risk of CVD Events). STRONG HIGH
It is recommended to stratify CV risk in individuals with prehypertension to guide the initiation of antihypertensive treatment and improve CV risk factor control. STRONG HIGH
It is recommended to stratify CV risk in patients with hypertension to allow for a more accurate and personalized approach to pharmacological therapy and goal setting for CV risk factor control. STRONG HIGH

CV: cardiovascular; KDIGO: Kidney Disease Improving Global Outcomes; HMOD: hypertension-mediated organ damage; PREVENT: Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events.

14.7. Blood Pressure Targets

The most recent studies have shown significant reductions in CV and CKD risk when BP is controlled to lower levels. Therefore, overall and regardless of CV risk, this Guideline recommends a BP target of < 130/80 mm Hg for individuals with hypertension.366,581 Some individuals may not tolerate such low BP values. In these cases, titration to the lowest tolerable levels should be pursued.

Recommendations for blood pressure targets Strength of recommendation Certainty of evidence
For patients with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk, a BP target of < 130/80 mm Hg is recommended. STRONG HIGH
For patients with any hypertension and low or moderate CV risk, a BP target of < 130/80 mm Hg is recommended. STRONG HIGH
For patients who do not tolerate the < 130/80 mm Hg BP target, BP should be reduced to the lowest level tolerated STRONG MODERATE
It is recommended to confirm the achievement of BP targets with out-of-office BP measurement using ABPM or HBPM. STRONG LOW

BP: blood pressure; CV: cardiovascular.

14.8. Out-of-Office/Non-Healthcare Setting Blood Pressure Measurement

It consists of ABPM and HBPM. ABPM is performed with devices that take automatic BP measurements at intervals of 15–20 minutes when the individual is awake and 20–30 minutes during sleep, while HBPM is measured with validated, calibrated, automated oscillometric devices that allow retrieval of the BP values recorded in the device's memory.46 The availability of automated oscillometric monitors at an acceptable cost has increasingly allowed BP measurements to be obtained in non-healthcare settings, which can be very useful in the diagnostic approach to people with suspected hypertension and in the management of those already in treatment for hypertension.

Chart 14.5 lists the normal values and indications for these out-of-office BP measurement modalities.46 Both are approved for use within the SUS, although exclusively for diagnostic purposes.582 This Guideline proposes that local health managers ensure that HBPM is also made available to individuals with the other classical indications for this methos: assessment of antihypertensive drug treatment efficacy; diagnosis of HR (off-target BP despite optimized therapy with 3 classes of antihypertensive medications having synergistic effects at the maximum tolerated doses); and evidence of progression of HMOD despite well-controlled BP, as described in Chapter 12 of this Guideline and the Brazilian Ministry of Health Ordinance which incorporated HBPM into the SUS.582

Chart 14.5. Normal BP values and indications for ABPM and HBPM46.

Normal values: ABPM < 135/85 mm Hg (awake) < 120/70 mm Hg (asleep) < 130/80 mm Hg (24-hour) HBPM 4–6 days in 1 week 3 morning measurements and 3 nighttime measurements per day < 130/80 mm Hg (average)
Indications for ABPM and HBPM
Diagnosis of white-coat hypertension + + + + +
Diagnosis of masked hypertension + + + + +
Monitoring of antihypertensive pharmacotherapy + + + + +
Diagnostic confirmation of resistant hypertension + + + + +
Absence of nighttime BP dipping + + + Not applicable

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; HBPM: home blood pressure monitoring. The greater the number of crosses, the stronger the indication for ABPM or HBPM in that setting.

Recommendations for ABPM or HBPM66,67 Strength of recommendation Certainty of evidence
ABPM or HBPM are recommended to confirm the diagnosis of hypertension and to monitor treatment. STRONG HIGH

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; HBPM: home blood pressure monitoring.

14.9. Cornerstones of Management for Individuals with Hypertension

Hypertension is a highly prevalent, multifactorial, complex disease which, although asymptomatic, leads to serious health consequences. To achieve adequate disease control, patients and their families must understand the importance of keeping BP within recommended targets, the principles of treatment, the need for NPMs, the proper and uninterrupted intake of prescribed medications, and regular monitoring by the care team. These goals will only be met if the care provided by the multidisciplinary team is supplemented by patient self-management and adherence, which also involves family support.1

Multidisciplinary teams facilitate and enhance the effectiveness of this endeavor, both in controlling BP and in reducing the morbidity and mortality associated with hypertension, which are the primary goals of treatment. The multidisciplinary approach improves the quality of care, promotes greater adherence to pharmacotherapy and NPMs, places the patient at the center of decision-making, and humanizes care, increasing the rate of patients with controlled BP to 68%.573,583,584 The multidisciplinary care model requires integration, agility, and an openness to communication across the entire team. Each healthcare provider must recognize their specific, complementary role in this chain in pursuit of the best possible care. The multidisciplinary team may be composed of: a) general practitioner/family physician; b) nurse, c) community health worker; d) dietitian; e) physical educator/physical therapist; f) pharmacist; g) psychologist; h) social worker; and i) relatives/family members (Figure 14.2).585

Figure 14.2. The SUS care model and composition of the multidisciplinary team.

Figure 14.2

Each municipality and each health facility must adapt to local needs and possibilities and bring together a team which is as diverse as possible. Evidence suggests that a multidisciplinary approach adds benefit in terms of treatment effectiveness and, consequently, leads to better outcomes.194 In this sense, educational actions that empower patients and respect their individual needs and those of the community are fundamental to improving adherence to pharmacological and nonpharmacological treatment measures.586

NPMs are one of the cornerstones of hypertension management. Key interventions, their effects, and recommendations are presented in Chart 14.6.

Chart 14.6. Effect of nonpharmacological measures for blood pressure management (Chapter 6).

Nonpharmacological Measure Approximate Reduction in SBP/DBP Recommendation
Smoking cessation Results are controversial Universally recommended Refrain from use of tobacco products, including hookah/shisha and e-cigarettes Cutting down is not enough
Weight loss On average, every 1-kg reduction in body weight reduces SBP by 1.05 mm Hg and DBP by 0.92 mm Hg Maintain a BMI < 25 kg/m2 up to age 65 years Maintain a BMI between 22 and 27 kg/m2 after 65 years of age
Dietary pattern DASH diet reduces SBP by 8.7 mm Hg and DBP by 4.5 mm Hg Diet rich in vegetables and fruits, whole grains, low-fat dairy products, and white meats (DASH diet)
Increased potassium intake Reduces SBP by 4.8 mm Hg and DBP by 3.0 mm Hg Diet rich in fruits and vegetables (ideally > 3.5 g/day)
Reduction of dietary salt intake Every 1.15 g/day reduction in sodium intake decreases SBP by 2.8 mm Hg and DBP by 1.4 mm Hg Limit to 2 g sodium/day (5 g table salt/day). Natural foods already provide 2 g salt/day)
Reduction of alcohol intake A 50% reduction for those who consume 6 units/day results in a 5.5 mm Hg decrease in SBP and a 4.0 mm Hg decrease in DBP Limit alcohol intake to 1 standard drink for women and 2 standard drinks for men
Physical exercise Aerobic: 7.6/4.7 mm Hg reduction Combined (resistance/dynamic): 5.3/5.6 mm Hg reduction Aerobic training: 3 to 5 times a week 30 to 60 minutes per session or 150 minutes a week

BMI: body mass index; DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; DBP: diastolic blood pressure; HR: heart rate; SBP: systolic blood pressure. 1 unit or standard drink = 10 to 12 g of pure alcohol (200 mL beer, 100 mL wine, 25 mL spirits).

Other recommended interventions for BP management, but with less robust levels of evidence, include meditation practice, slow breathing, and encouraging spirituality or religiosity.1

Recommendations of nonpharmacological measures for blood pressure reduction Strength of Recommendation Certainty of Evidence
Smoking cessation is recommended to reduce CV events and mortality STRONG HIGH
Reducing body weight is recommended for BP and mortality reduction in patients with obesity STRONG HIGH
Reducing sodium intake and increasing dietary potassium intake (except for patients with CKD) is recommended for BP reduction STRONG HIGH
Limiting daily maximum alcohol consumption is recommended for BP reduction STRONG MODERATE
The DASH diet and regular moderate physical activity are recommended for BP and mortality reduction. STRONG HIGH
Regular moderate physical activity is recommended for BP and mortality reduction STRONG HIGH
Aerobic training is recommended for BP reduction STRONG HIGH
Meditation is recommended for BP reduction STRONG MODERATE
Slow breathing is recommended for BP reduction NEUTRAL LOW
Addressing aspects of spirituality and religiosity is recommended for hypertension management NEUTRAL LOW
A multidisciplinary team approach is recommended for improved BP control STRONG LOW

BP: blood pressure; CKD: chronic kidney disease; DASH: Dietary Approaches to Stop Hypertension; CV: cardiovascular.

Nonpharmacological and pharmacological treatment should be initiated as described in Chart 14.7.

Chart 14.7. Indications for initiation of nonpharmacological and pharmacological treatment according to BP level, age, and CV risk.

Treatment Target population Treatment initiation
Nonpharmacological measures BP ≥ 120/80 mm Hg At diagnosis
Drug therapy BP ≥ 140/90 mm Hg At diagnosis
BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk When BP is not controlled after 3 months of non-pharmacological measures

BP: blood pressure; CV: cardiovascular.

Recommendations for initiation of treatment with nonpharmacological measures and pharmacotherapy Strength of recommendation Certainty of evidence
NPMs are recommended for all individuals with blood pressure (BP) ≥ 120/80 mm Hg. STRONG HIGH
Pharmacological treatment is recommended after 3 months of NPMs for individuals with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk. STRONG HIGH
Initiation of pharmacological treatment is recommended for individuals with BP ≥ 140/90 mm Hg. STRONG HIGH

BP: blood pressure; CV: cardiovascular; NPM: nonpharmacological measure.

14.10. Pharmacotherapy

All classes of antihypertensive drugs are available in the SUS, and can be used depending on the clinical particulars of each individual with hypertension1 (Chart 14.8).

Chart 14.8. Antihypertensive drug classes and agents available in the Unified Health System core pharmaceutical care component and "Farmácia Popular" Program with dosage strengths, daily doses, and frequency of administration.

CLASSES AND AGENTS Dosage strength (mg) Core Component Farmácia Popular Program Dosage, daily (mg) Freq /Day Important notes
ORAL DIURETICS
Spironolactone 25 x x 25-100 1 to 2 May cause hyperkalemia, particularly in CKD and when combined with ACEI or ARB
Spironolactone 100 x 1 to 2
Furosemide 40 x x 20-240 1 to 3 Used in edematous states, eg, in CKD and HF
Hydrochlorothiazide 12.5 x 25-50 1
Hydrochlorothiazide 25 x x 25-50 1
CALCIUM CHANNEL BLOCKERS (CCB)
Verapamil hydrochloride 80 x 120-360 1 to 2 Avoid in patients with HFrEF. Avoid in combination with BB and in patients with bradycardia.
Verapamil hydrochloride 120 x 120-360 1 to 2
Amlodipine 5 x 2.5 a 10 1 Avoid in patients with HFrEF. May cause dose-dependent lower-extremity edema.
Amlodipine 10 x 2.5 a 10 1
Nifedipine 10 x 10 to 60 1 to 3
ANGIOTENSIN-CONVERTING ENZYME INHIBITORS (ACEI)
Captopril 25 x x 25-150 2 to 3 Avoid in women of childbearing age, as there is a high risk of fetal malformations and other complications during pregnancy. Contraindicated in combination with ARBs. Risk of hyperkalemia in patients with HF or when taken with MRAs or potassium supplements.
Enalapril maleate 5 x 5-40 1 to 2
Enalapril maleate 10 x x 5-40 1 to 2
Enalapril maleate 20 x 5-40 1 to 2
ANGIOTENSIN II RECEPTOR BLOCKERS (ARB)
Losartan potassium 50 x x 50-100 1 to 2 Same recommendations as for ACEIs.
BETA BLOCKERS (BB)
Atenolol 25 x Indicated in patients with coronary artery disease (angina and status post MI), HF, atrial fibrillation, migraine, women planning pregnancy. Avoid in patients with COPD, > 2nd degree heart block, and peripheral artery disease. Abrupt withdrawal of BBs should be avoided, as it may cause reflex tachycardia and malaise.
Atenolol 50 x 50-100 1 to 2
Atenolol 100 x 50-100 1 to 2
Propranolol hydrochloride 10 x 80-320 2 to 3
Propranolol hydrochloride 40 x x 80-320 2 to 3
Metoprolol succinate 25 x x 50-200 1
Metoprolol succinate 50 x 50-200 1
Metoprolol succinate 100 x 50-200 1
Metoprolol tartrate 100 x 50-200 1
PERIPHERAL SYMPATHOLYTIC AGENTS
Doxazosin mesylate 2 x 1-16 1 Start with a low dose at bedtime due to risk of orthostatic hypotension Increase every 2 days.
Doxazosin mesylate 4 x 1-16 1
CENTRAL SYMPATHOLYTIC AGENTS
Methyldopa 250 x 500-2000 2 Indicated preferably in pregnant women.
DIRECT VASODILATORS
Hydralazine hydrochloride 25 x 50 to 200 2 to 3 May cause sodium and fluid retention, hypervolemia, and reflex tachycardia. Preferably used in combination with diuretics and/or beta-blockers. High doses associated with lupus-like syndrome.
Hydralazine hydrochloride 50 x 50 to 200 2 to 3

ACEI: angiotensin-converting enzyme inhibitors; ARB: angiotensin II receptor blockers; BB: beta blockers; CCB: calcium channel blockers; CKD: chronic kidney disease; HF: heart failure; MI: myocardial infarction; MRA: mineralocorticoid receptor antagonists.

The MedSUS mobile application, which contains information on all medications available through the pharmaceutical care component of the SUS, is available for iOS and Android devices and can be downloaded by the general population and healthcare professionals. One of the main features of the application is to provide information on available medications aligned, as necessary, with SUS Clinical Practice Guidelines and the International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD). In addition, MedSUS provides information on where medicines are dispensed, such as dispensaries at primary health care units, High-Cost Pharmacies (part of the SUS's Specialized Pharmaceutical Care Component), and retail drugstores accredited by the Farmácia Popular Program.587

Monotherapy is only justified in cases of low-risk stage 1 hypertension, the oldest old (age > 80 years), frail individuals, those with orthostatic hypotension, or those with high or very high risk prehypertension (Chart 14.4, Figure 14.3 and Figure 7.3 – Chapter 7).

Figure 14.3. Flowchart for pharmacological treatment of hypertension.

Figure 14.3

Combination therapy is more effective, allows BP targets to be achieved more quickly, reduces therapeutic inertia, and is safe and recommended by most guidelines.245,249-251,259 It is recommended that treatment begin with a combination of an ACEI or ARB and a thiazide diuretic or CCB. A Brazilian study of SUS patients with stage 2 or 3 hypertension patients treated at university hospitals used a combined escalated treatment regimen consisting of a diuretic and an ACEI or ARB followed by amlodipine; at the end of 12 weeks, 85% of patients had achieved BP control.259 Full doses of the two-drug combination should be attempted before starting a third (Chapter 7). Beta blockers can be used in specific cases (status post MI, angina, HF, tachyarrhythmias, women of childbearing potential, and intolerance to previous antihypertensive therapies). The choice of drug should take the patient's comorbidities into account.

If BP remains uncontrolled despite triple-drug therapy (preferably including a diuretic) at maximum tolerated doses, the patient is considered to have RH. In this case, it is recommended that the fourth drug preferably be spironolactone (25 to 50 mg/day), followed by a sympatholytic (methyldopa 500 to 1500 mg/day or clonidine 0.200 to 0.600 mg/day) or BB (carvedilol 6.25 to 50 mg/day, metoprolol 50 to 200 mg/day, or atenolol 50 to 100 mg/day), if BP control is not achieved or if there are adverse reactions to spironolactone (see Chart 7.2 and Chapter 7 and Chapter 12) (Figure 14.3).

Recommendations for drug therapy of hypertension in the Brazilian Unified Health System Strength of Recommendation Certainty of Evidence
The combination of antihypertensive drugs, preferably in a single-pill formulation and using preferred classes, is recommended to achieve strict BP targets (< 130/80 mm Hg) and reduce CV and renal events. STRONG MODERATE
Monotherapy is recommended for individuals with BP 130-139/80-89 mm Hg and high CV risk; patients with stage 1 hypertension and low risk (combination therapy may be considered at the physician's discretion); frail individuals; oldest-old adults (≥ 80 years); or those with symptomatic orthostatic hypotension, particularly in older adults. WEAK LOW
For most patients, initiation of treatment for hypertension with a two-drug regimen, preferably in a single pill combination, is recommended. STRONG MODERATE
Thiazide diuretics, ACEIs or ARBs, and CCBs are recommended as preferred classes for the treatment of hypertension and for reducing major CV and renal events. STRONG HIGH
BBs are recommended for the treatment of hypertension in specific situations: HF, AF, arrhythmias, CAD, hypertension in patients on hemodialysis, and other conditions (eg, migraine, essential tremor, women planning pregnancy, esophageal varices). STRONG MODERATE
Spironolactone (or eplerenone in cases of intolerance) is recommended to achieve strict BP targets (<130/80 mm Hg) and reduce CV and renal events when these are not reached with initial classes alone (RH and RfH). STRONG HIGH

ACEI: angiotensin-converting enzyme inhibitor; AF: atrial fibrillation; ARB: angiotensin II type 1 receptor blocker; BP: blood pressure; CAD: coronary artery disease; CCB: calcium channel blocker; CV: cardiovascular; HF: heart failure; RfH: refractory hypertension; RH: resistant hypertension.

The AHA recently developed the construct of overall cardiovascular health, which resembles comprehensive health care, one of the pillars of the SUS. It consists of eight readily verifiable clinical items known as "Life's Essential 8" (healthy diet, physical activity, avoidance of nicotine, healthy sleep, healthy weight, and healthy levels of BP, blood glucose, and blood lipids) as CV and renal protection goals, plus mental health and well-being and the social determinants of health.588 These 10 components should be considered by the care team, particularly in people with hypertension.

Key messages: diagnosis, clinical assessment and complementary workup, blood pressure targets, and treatment of hypertension
Every adult (aged ≥ 18 years), at every interaction with the health system, should have their BP measured by a trained professional, preferably using a validated, automated, oscillometric arm sphygmomanometer.
The diagnosis of hypertension is defined by an SBP ≥ 140 mm Hg and/or DBP ≥ 90 mm Hg on office BP measurements obtained on at least two occasions.
Out-of-office BP measurement (ABPM or HBPM) should be used for diagnosis and treatment monitoring whenever possible.
Every patient with hypertension must undergo a minimum clinical assessment and workup; this assessment should be repeated annually. This information allows estimation of individual CV risk.
The recommended BP target is < 130/80 mm Hg.
Emphasis should be placed on non-pharmacological treatment measures, which include smoking cessation, weight loss, healthy eating, increased potassium intake, reduced salt and alcohol intake, and regular exercise.
For the vast majority of patients, drug treatment should consist of combination therapy. Monotherapy is only indicated for patients aged ≥ 80 years, frail older adults, those with low-risk stage 1 hypertension, or those with high- or very high-risk prehypertension.
The main classes of antihypertensive agents are thiazide diuretics, calcium channel blockers, ACE inhibitors, and angiotensin II receptor blockers.
A multidisciplinary approach improves the quality of care, promotes greater adherence to pharmacotherapy and non-pharmacological measures, places the patient at the center of decision-making, and humanizes care.

ABPM: ambulatory blood pressure monitoring; ACE: angiotensin-converting enzyme; BP: blood pressure; CV: cardiovascular; DBP: diastolic blood pressure; HBPM: home blood pressure monitoring; SBP: systolic blood pressure.

14.11. Clinical Conditions that Justify Specialist Referral

To ensure the sustainability of the health system and increase its efficiency, specialist referrals must follow objective criteria and should be intended to supplement and enhance the care provided in PHC settings. Specialist referrals are not necessarily definitive and, in most cases, should only occur for an occasional consult or joint patient follow-up; counter-referral back to primary care should be the rule. Having a single electronic medical record facilitates this interaction and should be a goal for all municipalities.

Chart 14.9 lists the most common conditions that justify referral of the patient with hypertension for specialist care. Alternatives increasingly used in many municipalities, with good results, are matrix support with specialists or teleconsultations between the general practitioner/family physician and specialists. These alternatives also play a role in further training of PHC providers, thus improving the resolution capacity of the first level of care.

Chart 14.9. Clinical conditions that justify referral for specialist care.

Conditions that justify referral for specialist care Specialist(s)
Diagnostic workup of suspected secondary hypertension Nephrologist Endocrinologist Cardiologist
Left ventricular hypertrophy, heart failure, atrial fibrillation, angina, pre-existing coronary artery disease Cardiologist
Kidney disease (estimated glomerular filtration rate < 30 mL/min/1.73 m2 and/or urinary protein-to-creatinine ratio ≥ 300 mg/g) Nephrologist
Intermittent claudication, abdominal or carotid bruit, pulsatile mass suggestive of aortic aneurysm Vascular surgeon
Resistant hypertension (uncontrolled despite triple-drug therapy at maximum tolerated doses) Cardiologist Nephrologist Endocrinologist (if endocrine causes are suspected)
Diabetes mellitus with retinopathy, neuropathy, or HbA1C > 10% Endocrinologist Ophthalmologist
Assessment of indication for bariatric surgery (BMI ≥ 35 with comorbidities) Endocrinologist
Stroke or dementia not previously investigated Neurologist Geriatrician (for older adults)

BMI: body mass index; HbA1C: glycated hemoglobin.

14.12. Counter-Referral

Counter-referral protocols for patients with hypertension from secondary and tertiary care back to PHC vary according to local health guidelines, but to ensure optimal patient care, must include all the steps listed in Chart 14.10.589

Chart 14.10. Essential elements of counter-referral.

- After clinical assessment and complementary testing, stabilization to the greatest extent possible and definition of a long-term treatment plan, the specialist must refer the patient back to primary care (counter-referral) as the most appropriate setting for their subsequent follow-up.
- The specialist must send a detailed report to the primary care team containing all relevant information on the patient's clinical picture, the results of any tests performed in secondary or tertiary care, medications prescribed, a personalized treatment plan, dietary and lifestyle guidelines, and the suggested frequency of follow-up in primary and, if necessary, secondary care.
- Establish an ongoing communication channel between specialists and the primary care team to discuss complex cases and adjust treatment as needed.
- Ensure that the patient has scheduled follow-up appointments in primary and, if necessary, secondary care.

14.13. Telemedicine in the Brazilian Unified Health System Care Pathway for Hypertension

Telemedicine is designed to provide remote healthcare services through the use of information and communication technologies, such as videoconferencing, telephone calls, and messaging applications. It has emerged as a powerful tool to support ongoing, personalized management of hypertension in primary care within the SUS, with benefits for the care team and users alike.590-592

The incorporation of telemedicine into the SUS hypertension care pathway represents an evolution of the care model, allowing for closer, ongoing, efficient follow-up of these patients. Chart 14.11 summarizes potential indications for the use of telemedicine in monitoring patients with hypertension, which include expanding, complementing, and streamlining the care already provided by the multidisciplinary team, encouraging self-management, and family support, all while respecting ethical aspects of care.

Chart 14.11. Key indications for the use of telemedicine in primary care within the Brazilian Unified Health System.

Indications Description
Identification and registration of patients with hypertension Enables screening of people with risk factors for hypertension, active case-finding, diagnosis, and early stratification of cardiovascular and renal risk. Diagnosed patients can be registered in the SUS health information system.
Remote monitoring Regular monitoring using home BP monitoring devices; guidance on how to measure BP properly and send results to the care team via SUS applications or platforms. Allows the setting of automated alerts to identify significant variations in BP requiring immediate intervention.
Teleconsultation and remote guidance Periodic teleconsultations to assess treatment adherence, adjust medications, and provide guidance on non-pharmacological measures. Health education on the importance of controlling BP, following a proper diet, engaging in physical activity, and meeting individual needs.
Multidisciplinary approach Allows different providers (dietitians, psychologists, social workers) to offer additional support to the patient. The collected data must be integrated into the patient's electronic medical record if one is available, to facilitate an expanded approach to treatment.
Clinical decision support and follow-up Discussion and clinical decision support between the general practitioner/family physician/primary care team and specialists.
Longitudinal follow-up and continuity of care Allows development of personalized care plans that can be reviewed and updated remotely, ensuring continuity of care over time.

BP: blood pressure; SUS: Brazilian Unified Health System.

Key messages on referral and counter-referral of patients with hypertension and the use of telemedicine
To ensure the sustainability of the health system and increase its efficiency, referrals to specialist care must follow objective criteria and seek to complement and enhance the services provided by primary care.
After clinical assessment and complementary testing, stabilization to the greatest extent possible, and definition of a long-term treatment plan, the specialist must refer the patient back to primary care (counter-referral), which is the most appropriate setting for their subsequent follow-up.
The general practitioner/family physician working in primary care remains responsible for the patient.
The incorporation of telemedicine into the SUS hypertension care pathway represents an evolution of its care model, allowing for closer, ongoing, efficient follow-up of these patients.

SUS: Brazilian Unified Health System.

15. Future Prospects

15.1. The Exposome and Hypertension

The term exposome was coined to describe the overall impact of environmental exposures on an individual's health and well-being.593 Several factors that make up the exposome, such as ambient temperature, ambient air pollution, noise pollution, availability of green spaces, and walkability, have been implicated in the development of hypertension (Figure 15.1).

Figure 15.1. Relationship between components of the exposome and hypertension.

Figure 15.1

Lower ambient temperatures promote BP elevation, while warmer temperatures induce BP reductions.41,594 These phenomena help explain the elevations in BP observed during winter and reductions in BP observed in the summer.41,594 Furthermore, cities with warmer average temperatures have a higher prevalence of normotension and WCH, whereas cities with colder average temperatures have a higher prevalence of sustained hypertension and MH.41 As Brazil and the world undergo striking climate change and a growing frequency of extreme weather events, it is expected that the influence of ambient temperature will play an increasing role in the management of hypertension in the coming years.

Several studies have shown that high levels of air pollution are followed by a higher incidence of hypertension.595 Specifically, high airborne concentrations of fine particulate matter (PM2.5) and nitrogen oxides (NOx) are strongly associated with increased BP levels and a higher incidence of hypertension.595 Likewise, a higher prevalence of hypertension is seen in areas with higher noise pollution.596 In contrast, greater presence of vegetation or green spaces has been associated with a lower risk of hypertension.597

Walkability is a term that describes the aspects that influence walking in one's neighborhood. Walkable neighborhoods encourage physical activity as a form of travel and, therefore, have been associated with a lower prevalence of hypertension.593

This dataset suggests that strategies aimed at reducing individuals’ exposure to ambient air pollution and noise pollution while increasing availability of green spaces and walkability could be used in the future as additional public health measures to reduce the prevalence of hypertension from a population-wide perspective.

15.2. Wearables and Telemonitoring in Hypertension

The advancement of digital technologies in healthcare has significantly transformed the approach to hypertension management, allowing near-continuous and accurate out-of-office BP monitoring. Telemonitoring and wearable devices have been progressively incorporated into hypertension management strategies, with the potential to improve treatment adherence and reduce CV complications.44,598,599 However, challenges related to the validation, accuracy, and clinical integration of these technologies still need to be overcome for their wider implementation.600

Wearables offer the possibility of frequent or even continuous BP measurement, which facilitates the early detection of hypertensive phenotypes such as MH and abnormal BP variability.600,601 Studies have shown that remote BP monitoring, when combined with broader digital health and telemedicine strategies, can lead to significant reductions in BP levels.599 Furthermore, devices that monitor physical activity and sleep quality, when used in an integrated manner, can help manage BP by encouraging behavioral changes and improving treatment adherence.602,603

The reliability of wearables for BP measurement remains a key issue. Although advances have been made, many cuffless devices still lack sufficient validation for clinical use.604 International guidelines, such as those from Hypertension Canada and the European Society of Hypertension, recommend caution in adopting these devices and emphasize the need for rigorous validation before clinical application.605,606 Furthermore, variability between devices and the influence of factors such as movement and body position can make it difficult to obtain accurate measurements.73 Issues of data privacy and regulatory hindrances that still need to be overcome must also be considered.607

BP telemonitoring has already demonstrated benefit in clinical practice, especially when combined with multimodal interventions involving physicians, nurses, and pharmacists.598,608 Automatic data capture and transmission to digital platforms allows for closer patient monitoring, facilitating adjustment of therapy and personalized treatment.599 Furthermore, strategies that use artificial intelligence to analyze BP trends may be able to contribute to a more predictive and preventive approach609

Patients with chronic hypertension and older adults appear to benefit most from the use of wearable devices, especially when combined with structured hypertension self-management programs.610 Furthermore, the use of these technologies may increase physical activity, a fundamental component of BP management.603 However, for these devices to be widely adopted, it is essential that the data they provide are comparable to those obtained using conventional methods, ensuring diagnostic and therapeutic reliability.73

Therefore, although wearables and telemonitoring represent a potential revolution in hypertension management, their full incorporation into clinical practice will depend on rigorous validation, standardization of measurements, and effective integration with health systems.605,609 The future of hypertension management will likely involve a hybrid approach, combining digital technology with structured clinical monitoring, transforming healthcare from reactive to proactive, enabling precision diagnosis, more personalized and efficient disease management, and preventive strategies.610

15.3. Hypertension and Intracranial Compliance

Cerebral compliance refers to the ability of cerebral blood vessels to dilate and constrict in response to changes in BP, a phenomenon which plays a crucial role in regulating cerebral blood flow.

The association between hypertension and cerebrovascular diseases (as well as cognitive decline) is well established, and the complex pathophysiological bases of this association are increasingly better understood. Hypertension promotes structural changes throughout the cerebral vasculature, and the concept of hemodynamic pulsatility, which encompasses pressure variability, central pressure, and arterial stiffness, has been identified as a mechanism that can impact brain structure and function.611-613

Assessment of intracranial compliance and pressure was long only possible through invasive methods. However, there are now validated noninvasive methods for assessment of these phenomena.614 In this context, one study in an animal model showed changes in intracranial compliance just three weeks after induction of hypertension.615 More recently, a Brazilian study showed a 45.6% prevalence of changes in intracranial compliance among individuals with hypertension receiving outpatient follow-up.616

These findings should serve as a warning to the scientific community and highlight the need to integrate knowledge about the behavior of peripheral and central BP and the behavior of intracranial pressure and compliance in patients with hypertension. Furthermore, these data appear to indicate that regulation of the cerebral circulation and the blood–brain barrier may be compromised from the very earliest stages of hypertensive disease.617

15.4. Ultra-low-Dose Triple and Quadruple Antihypertensive Drug Combinations

Low BP control rates in Brazil and worldwide618 require new, streamlined, more effective strategies to address low treatment adherence and therapeutic inertia.

The WHO619 and Brazilia31 and international45,117 guidelines all recommend the use of fixed-dose combinations, preferably in single-pill formulations, as the first-line treatment strategy of choice for the vast majority of patients with hypertension. However, monotherapy still remains highly prevalent.620

The proposal to use ultra-low-dose combinations of three or four antihypertensive drugs in a single pill as first-line treatment for hypertension is not as recent as it may appear. The rationale includes greater efficacy and tolerability, greater treatment adherence, and less therapeutic inertia.

A 2017 systematic review and meta-analysis621 included 42 trials involving 20,284 participants. Thirty-six comparisons evaluated quarter-dose monotherapy vs. placebo and found a BP reduction of −4.7/−2.4 mm Hg (p < 0.001). Six comparisons were of dual quarter-dose combinations vs. placebo, which found a BP reduction of −6.7/−4.4 mm Hg (p < 0.001). There were no trials of triple quarter-dose combinations vs. placebo, but a quadruple quarter-dose combination trial reported a BP reduction of −22.4/−13.1 mm Hg vs. placebo (p < 0.001). Compared with standard-dose monotherapy, double and quadruple quarter-dose combinations were associated with BP differences of 3.7/2.6 (p < 0.001), 1.3/−0.3 (NS), and −13.1/−7.9 (p < 0.001) mm Hg, respectively. In terms of adverse events, quarter-dose monotherapy or dual therapy were not significantly different from placebo, and fewer adverse events were observed compared with standard-dose monotherapy. These findings suggested that quarter-dose combinations could provide improved efficacy and tolerability.621

A 2023 meta-analysis622 corroborated these findings, including trials of triple and quadruple quarter-dose combinations versus their individual components. The primary outcome was the mean reduction in SBP when comparing these combinations with standard-dose monotherapy, usual care, or placebo. Seven clinical trials enrolling 1918 patients were included. The ultra-low-dose combinations were associated with a greater mean reduction in SBP than initial monotherapy or usual care (mean reduction = 7.4 mm Hg; 95% CI, 4.3-10.5) or placebo (mean reduction = 18.0 mm Hg; 95% CI, 15.1-20.8) at up to 12 weeks of follow-up.

Chart 15.1 shows the characteristics and results of key RCTs of ultra-low-dose triple and quadruple drug combinations.

Chart 15.1. Major randomized clinical trials of ultra-low-dose triple and quadruple drug combinations for treatment of hypertension.

Study Study design (n) Intervention Therapeutic strategy and doses Comparator regimen Primary outcome Result
TRIUMPH623 (2018) RCT, open-label (n=700) T 20 mg A 2.5 mg C 12.5 mg (multiple pills) Usual care Rate of achievement of BP target < 140/90 mm Hg (or < 130/80 mm Hg in DM/CKD) at 6 months Increased BP control rate with the triple combination vs. usual care at 6 months (70% vs. 55%, difference=12.7% [95% CI, 3.2%-22.0%]; p < 0.001).
TRIUMPH624 (2020) RCT, open-label (n=700) T 20 mg A 2.5 mg C 12.5 mg (multiple pills) Usual care Therapeutic inertia* at 12 weeks of treatment Therapeutic inertia was more frequent with the triple combination than with usual care at 12 weeks (81 of 90 [90%] vs. 116 of 179 [64.8%]; p < 0.001).
Sung et al.625 (2022) Double-blind RCT (n=176) T+A+C 10/1.25/3.125 mg (quarter-dose) T+A+C 13.3/1.7/4.2 mg (one-third dose) T+A+C 20/2.5/6.25 mg (half dose) (single pill) A 5 mg A 10 mg T 80 mg Placebo Difference in mean sitting SBP at 8 weeks Mean sitting SBP and DBP were significantly lower with quarter-dose and half-dose triple combinations vs. placebo, A5, A10, and T80
QUARTET626 (2021) Double-blind RCT (n=591) Irb 37.5 mg A 1.25 mg I 0.625 mg B 2.5 mg (single pill) Irb 150 mg Difference in unsupervised office SBP at 12 weeks. SBP was 6.9 mm Hg lower in the quadruple combination group (95% CI, 4.9–8.9; p < 0.0001) BP control rates were higher in the intervention group (76%) vs. the control group (58%; relative risk [RR] 1.30; 95% CI, 1.15–1.47; p < 0.0001)
QUARTET627 USA (2024) Double-blind RCT (n=62) Cand 2 mg A 1.25 mg I 0.625 mg B 2.5 mg (single pill) Cand 8 mg Difference in office SBP at 12 weeks No significant difference in SBP [−4.8 mm Hg (95% CI, −10.8 to 1.3; p = 0.123)], but greater mean reduction in DBP [−4.9 mm Hg (95% CI, −8.6 to −1.3); p = 0.009] in intervention group vs. control group at 12 weeks
QUARTET628 Therapeutic inertia (2024) Double-blind RCT (n=591) Irb 37.5 mg A 1.25 mg I 0.625 mg B 2.5 mg (single pill) Irb 150 mg Therapeutic inertia* Therapeutic inertia occurred in a smaller number of patients randomized to the quadripill compared to those on monotherapy
Ojji et al. NIGERIA629 (2024) Double-blind RCT (n=300) Triple combination – accelerated titration T+A+I 10/1.25/0.625 mg T+A+I 20/2.5/1.25 mg T+A+I 40/5/2.5 mg (single pill) Standard care A5 mg A5 + L50 mg A10 + L100 mg A + L + H Reduction in home BP at 6 months Triple combination was associated with a 31 mm Hg reduction in home SBP (95% CI, 28–33 mm Hg) vs. 26 mm Hg (95% CI, 22–28 mm Hg) in the standard-care group (adjusted difference = −5.8 mm Hg [95% CI, −8.0 to −3.6]; p < 0.001) at 6 months

BP: blood pressure; DM: diabetes mellitus; CKD: chronic kidney disease; RCT: randomized clinical trial. A: amlodipine; B: bisoprolol; C: chlorthalidone; Cand: candesartan; H: hydrochlorothiazide; I: indapamide; T: telmisartan; SBP: systolic blood pressure; DBP: diastolic blood pressure; QUARTET: Quadruple Ultra-Low-Dose Treatment for Hypertension; RR: risco relativo; TRIUMPH: Treating Resistant Hypertension Using Lifestyle Modification to Promote Health.

*

Failure to intensify treatment in patients with uncontrolled BP

The results of these clinical trials suggest greater antihypertensive efficacy and improved tolerability of triple and quadruple combinations at ultra-low doses compared to placebo, monotherapy, or usual care. Further studies with larger sample sizes and longer follow-up periods are needed to assess the impact of the ultra-low-dose therapeutic strategy on the protection of target organs and protection against major adverse CV outcomes.

15.5. Novel Drugs for the Treatment of Hypertension

Currently, several classes of drugs are being studied for the treatment of hypertension, aiming to improve BP control and reduce residual CV and renal risks.

Seven different pharmacological classes have been identified as emerging options – some of them highly promising – for the treatment of RH and RfH, namely: nonsteroidal mineralocorticoid receptor antagonists; aminopeptidase A inhibitors; dual endothelin antagonists; hepatic angiotensinogen attenuators; dual angiotensin II receptor-neprilysin inhibitors; and aminopeptidase inhibitors.547,630-632

Chart 15.2 summarizes key findings of trials of these novel drugs which may be incorporated into the pharmacological armamentarium for treatment of hypertension in the coming years.

Acknowledgments

We would like to thank all those involved in the management of the journals of the Brazilian Society of Cardiology, especially Daniele Gullo, for the excellence demonstrated throughout all stages of this project, and librarian Gesner Francisco Xavier Junior, for his essential technical and scientific support in the development of this Guideline.

Glossary

List of abbreviations

ABI

Ankle-Brachial Index

ABPM

Ambulatory Blood Pressure Monitoring

ACCORD

Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes

ACE

Angiotensin-Converting Enzyme

ACEI

Angiotensin-Converting Enzyme Inhibitor

ACR

Albumin-To-Creatinine Ratio

ACS

Acute Coronary Syndrome

ACTH

adrenocorticotropic hormone

ADVANCE

Action in Diabetes and Vascular Disease: Preterax and Diamicron MR Controlled Evaluation

AF

Atrial Fibrillation

AHI

Apnea-hypopnea index

AKI

Acute Kidney Injury

APE

Acute Pulmonary Edema

ARB

Angiotensin II Receptor Blocker

ARIC

Atherosclerosis Risk in Communities

ARTS-DN

Mineralocorticoid Receptor Antagonist Tolerability Study–Diabetic Nephropathy

AV

Atrioventricular

BB

Beta-Blocker

BHG

Brazilian Hypertension Guidelines

BiPAP

Bilevel Positive Airway Pressure

BLOCK-CKD

Blood Pressure in Chronic Kidney Disease

BMI

Body Mass Index

BP

Blood Pressure

BPROAD

Intensive Blood-Pressure Control in Patients with Type 2 Diabetes

BrigHTN1

Baxdrostat in Resistant Hypertension

CAD

Coronary Artery Disease

CBP

Central Blood Pressure

CCB

Calcium Channel Blocker

cGMP

cyclic guanosine monophosphate

CKD

Chronic Kidney Disease

CNS

Central Nervous System

COC

Combined Oral contraceptive

CPAP

Continuous Positive Airway Pressure

CRIC

The Chronic Renal Insufficiency Cohort Study

CSF

cerebrospinal fluid

CT

Computed Tomography

CTA

computed tomography angiography

CTD

Clortalidona

CV

Cardiovascular

CVD

Cardiovascular Disease

CVRF

Cardiovascular Risk Factors

DASH

Dietary Approaches to Stop Hypertension

DATASUS

Information Technology Department of the Brazilian Unified Health System

DBP

Diastolic Blood Pressure

DHP

Dihydropyridine

DIU

Diuretics

DM

Diabetes Mellitus

DXA

Dual-Energy X-Ray Absorptiometry

ECG

Electrocardiogram

ED

Emergency Department

EF

Ejection Fraction

eGFR

Estimated Glomerular Filtration Rate

EMS

Emergency Medical Service

ESF

Family Health Teams

ESO

European Stroke Organisation

ESPRIT

Effects of Intensive Systolic Blood Pressure Lowering Treatment in Reducing Risk of Vascular Events

ETA

Endothelin Receptor A

ETB

Endothelin Receptor B

FDA

Food and Drug Administration

FMF

Fetal Medicine Foundation

FROM-J

Frontier of Renal Outcome Modifications in Japan

GH

Growth Hormone

GLP-1

Glucagon-Like Peptide-1

GLP-1 RA

Glucagon-Like Peptide-1 Receptor Agonist

GRADE

Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation

GS

Gait Speed

HbA1C

Glycated Hemoglobin

HBPM

Home Blood Pressure Monitoring

HCTZ

Hydrochlorothiazide

HE

Hypertensive Emergency

HELLP

Hemolysis, Elevated Liver Enzymes, and Low Platelets

HF

Heart Failure

HFpEF

Heart Failure with Preserved Ejection Fraction

HFrEF

Heart Failure with Reduced Ejection Fraction

HMOD

Hypertension-Mediated Organ Damage

HOPE-3

Heart Outcomes Prevention Evaluation 3

HR

Heart Rate

HTN

Hypertension

HYVET

Hypertension in the Very Elderly Trial

ICU

Intensive Care Unit

IDNT

Irbesartan Diabetic Nephropathy Trial

IGF-1

Insulin-Like Growth Factor 1

IM

Intramuscular

IV

Intravenous

KDIGO

Kidney Disease: Improving Global Outcomes

KWB

Keith-Wagener-Barker Classification

LVH

Left Ventricular Hypertrophy

MDMA

Methylenedioxymethamphetamine

MET

Metabolic Equivalent of Task

MH

Masked Hypertension

MHT

Menopausal Hormone Therapy

MI

Myocardial Infarction

MRA

Mineralocorticoid Receptor Antagonist

MRI

Magnetic Resonance Imaging

NHANES

National Health and Nutrition Examination Survey

NIHSS

National Institutes of Health Stroke Scale

NPM

Nonpharmacological Measure

NTG

Nitroglycerin

O2

Oxygen

OCP

Oral Contraceptive Pill

OH

Orthostatic Hypotension

ONTARGET

Ongoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial

OSA

Obstructive Sleep Apnea

PA

Physical Activity

PAD

Peripheral Artery Disease

PCOS

Polycystic Ovary Syndrome

PD

Peritoneal Dialysis

PE

Preeclampsia

PHC

Primary Health Care

PIGF

Serum Placental Growth Factor

PP

Pulse Pressure

PPH

Postprandial Hypotension

PRES

Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome

PREVENT

Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events

PSNS

Parasympathetic Nervous System

PTH

Parathyroid Hormone

PVR

Peripheral Vascular Resistance

PWV

Pulse Wave Velocity

RAAS

Renin-Angiotensin-Aldosterone System

RAS

Health Care Network

RCT

Randomized Controlled Trial

RESPECT

Randomized Evaluation of Recurrent Stroke Comparing PFO Closure to Established Current Standard of Care Treatment

RfH

Refractory Hypertension

RH

Resistant Hypertension

RHr

Refractory Resistant Hypertension

SBC

Brazilian Society of Cardiology

SBH

Brazilian Society of Hypertension

SBN

Brazilian Society of Nephrology

SBP

Systolic Blood Pressure

SCORE2

Systematic Coronary Risk Evaluation 2

SGLT2

Sodium-Glucose Cotransporter 2

SGLT2 inhibitors

Sodium–Glucose Cotransporter 2 Inhibitors

SH

Secondary Hypertension

SHEP

Systolic Hypertension in the Elderly Program

SNP

Sodium Nitroprusside

SNS

Sympathetic Nervous System

SPRINT

Systolic Blood Pressure Intervention Trial

SPRINT-MIND

Systolic Blood Pressure Intervention Trial – Memory and Cognition in Decreased Hypertension

STEP

Semaglutide Treatment Effect in People with Obesity

SUS

Brazilian Unified Health System

SYST-EUR

Systolic Hypertension in Europe

Target-HTN

Trial on the Safety and Efficacy of MLS-101 in Patients With Uncontrolled Hypertension

TIA

Transient Ischemic Attack

TNT

Treating to New Targets

TRIDENT

Triple Therapy Prevention of Recurrent Intracerebral Disease Events Trial

TSH

Thyroid-Stimulating Hormone

UBS

Primary Health Care Centers

UH

Uncontrolled Hypertension

uMH

Uncontrolled Masked Hypertension

US

Ultrasound

uWCH

Uncontrolled White-Coat Hypertension

VIGITEL

Brazilian Telephone Survey for Surveillance of Risk and Protective Factors for Chronic Diseases

WC

Waist Circumference

WCE

white-Coat Effect

WCH

White-Coat Hypertension

WHO

World Health Organization

Footnotes

Development: Brazilian Society of Cardiology (In Portuguese: Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC), Brazilian Society of Nephrology (In Portuguese: Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN), Brazilian Society of Hypertension (Im Portuguese: Sociedade Brasileira de Hipertensão - SBH).

Coordinators: Andréa Araujo Brandão, Cibele Isaac Saad Rodrigues, Luiz Aparecido Bortolotto, Wilson Nadruz

SBC Clinical Practice Guidelines Committee: Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva (Coordinator), Helena Cramer Veiga Rey, Humberto Graner Moreira, José Augusto Soares Barreto Filho, Nadine Oliveira Clausell – Period 2025-2027.

How to cite this Guideline: Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Armstrong AC, Mulinari RA, Feitosa ADM, et al. Brazilian Guidelines of Hypertension - 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250624.

Note:

These guidelines are for information purposes and should not replace the clinical judgment of aphysician, who must ultimately determine the appropriate treatment for each patient.


Articles from Arquivos Brasileiros de Cardiologia are provided here courtesy of Sociedade Brasileira de Cardiologia

RESOURCES